Fifth Harmony pode ter perdido seu membro mais valioso, mas o mundo ganhou Camila Cabello

Há quem diga que grupos musicais, principalmente os formados apenas por vocalistas, já nascem com um destino predefinido. E, se pararmos para analisar a carreira das muitas boybands e girlbands que estouraram de The Beatles para cá, até dá para encontrar um pouco de razão em tais alegações. Entre lágrimas e risos, foi com bastante pesar que diversas fã bases tiveram de se contentar com a trajetória solo (e muitas vezes mais promissora) de alguns de seus integrantes mais queridos. Esta premissa, é claro, não poderia ser diferente com os grupos da atualidade, que certamente, assim como seus antecessores, jamais possuíram uma garantia da longevidade de seu sucesso. Foi assim com Spice Girls, Destiny’s Child, *NSYNC, RBD, Rouge, Girls Aloud, Jonas Brothers e One Direction, e por óbvio não poderia ser diferente também com o Fifth Harmony.

Já lidando com os boatos de uma carreira solo desde que integrava o quinteto formado no palco do The X Factor (principalmente após colaborar com Shawn Mendes e Machine Gun Kelly em “I Know What You Did Last Summer” e “Bad Things”), é fato que Camila Cabello percorreu um caminho nada fácil antes de ascender-se em um dos nomes mais comentados da música pop em 2018. Tentando uma abordagem levada pelo pop-dance, foi com o sample de “Genie in a Bottle” e uma sonoridade bem puxada para “Cheap Thrills” que Cabello deu voz ao seu 1º single como solista. Lançada oficialmente no mesmo dia em que seu clipe ganhou o YouTube (em um medley com a também inédita “I Have Questions”), “Crying in the Club” não fez feio no mercado internacional e rendeu à cubana alguns selos de platina e ouro por países como Austrália, Brasil e EUA.

Em dezembro passado Camila completou um ano fora do grupo que a levou ao estrelato

Porém, Camila jamais se contentou com “pouco” e, sem parar de experimentar novos sons, não teve medo algum de mergulhar de cabeça no hip-hop de “OMG”: faixa que dividiu os vocais com o rapper Quavo – e isso porque não mencionamos as muitas colaborações que assinou com Major Lazer, Pitbull e Cashmere Cat em “Know No Better”, “Hey Ma” e “Love Incredible”. Apesar de ter seu nome sob os holofotes mais luminosos da indústria fonográfica, é bem verdade que a moça demorou para repetir a atenção que conquistara com os hits “Worth It”, “Work from Home” e “All in My Head (Flex)” – todos do Fifth Harmony. Seu 1º álbum solo até então atendia pelo nome de “The Hurting. The Healing. The Loving.” e, apesar de (àquela época) não sabermos nada de oficial sobre seu lançamento, muitos já apostavam que o trabalho seria bem recepcionado pelo público.

Colhendo, a longo prazo, os bons frutos gerados pela ótima passagem de “Havana” pelos charts mundiais, a novata acertou na estratégia e não pensou duas vezes antes de conceder ao seu feat com Young Thug o acertado status de lead single. Aproveitando a febre latina criada por “Despacito” e “Mi Gente” que alavancou os nomes de Luis Fonsi e J Balvin, Cabello também nos deu uma aula de empreendedorismo (e necessidade) ao descartar muito do que já havia feito para dar continuidade à mensagem transmitida pelo seu exitoso smash hit. Confiando em sua ancestralidade caribenha, foi influenciada pelos gêneros reggaeton e R&B que Camila liberou, no dia 12 de janeiro, o homônimo “Camila”, sua 1ª experiência como solista pelos estúdios de gravação. Coescrevendo cada uma de suas novas canções ao lado dos notórios Ryan Tedder, Justin Tranter e Simon Wilcox, a moça arrancou os elogios dos críticos e acumulou, no famigerado Metacritic, satisfatórios 75/100.

Distribuído sob os selos da Epic Records, Syco Music e Sony Music, “Camila” cumpriu com o prometido e ultrapassou em muito as expectativas de vendas esperadas para a sua primeira semana em território norte-americano. Distribuindo 119 mil cópias na first week, o trabalho atingiu o #1 na Billboard 200 enquanto “Havana”, simultaneamente, também figurava em #1 em outra importante parada musical dos charts gringos, a Billboard Hot 100 (aliás, a última pessoa a atingir tal feito tinha sido Beyoncé, que em 2003 dominara o mundo com o “Dangerously in Love” e seu carro-chefe “Crazy in Love”). Contendo 11 faixas na edição standard, 12 na da Target e 13 na versão limitada japonesa, o disco recebeu as produções de nomes que vão desde Frank Dukes (“Congratulations”) a Jarami, Skrillex (“Where Are Ü Now”), T-Minus (“How Low”), Bart Schoudel, The Futuristics (“Fetish”), SickDrumz e Jesse Shatkin (“Chandelier”).

Latina da cabeça aos pés: o ensaio fotográfico de “Camila” evidencia bastante as origens da cantora cubana

Indo direto ao ponto, podemos dizer, a grosso modo, que “Camila” explora três vertentes bem distintas entre si, mas que, graças ao bom trabalho de seu time de produtores, fundem-se numa só com uma homogeneidade sem precedentes. A mais evidente, é claro, não poderia ser outra senão aquela já mencionada logo acima, a grande responsável por fazer Cabello mudar de planos bem no meio do caminho. Trazendo um pouquinho mais da sonoridade de sua terra natal, o sucesso de “Havana” foi tamanho que Camila não teve escolha senão encaixar na tracklist do disco outras faixas também tropicais e capazes de dar prosseguimento ao legado iniciado pelo imbatível lead single. Assim, é com bastante desenvoltura que a morena nos apresenta às também maravilhosas “She Loves Control” e “Inside Out”, gravações que, arriscamos dizer, não deverão demorar para chamar a atenção da mídia graças a seu impactante poder radiofônico.

Nem tudo, porém, são rosas! Acompanhando os comentários que seguiram sua saída do 5H (e aqui incluímos a cruel indireta protagonizada pelas meninas do grupo no palco do último VMA), é claro que Camila dedicaria muito do seu tempo livre para dar vida a composições mais intimistas que tivessem a ver com sua personalidade. Desabafando sobre desilusões amorosas e até mesmo a “falta de amigos de verdade”, “Consequences”, “Real Friends” e “Something’s Gotta Give” dão uma pausa no alto astral do bloco anterior e especializam-se em curar algumas feridas até então super expostas. Bem afinada e confiante sobre seus versos melodramáticos, Cabello supera em muito sua anterior tentativa de emplacar uma balada memorável (com “I Have Questions”) e entrega-nos três das mais honestas composições para uma jovem musicista de sua geração.

A estrela (felizmente) solitária

Por fim, todo artista pop que se preze sempre encontra uma maneira, mesmo que discreta, que incorporar as tendências do mainstream aos seus principais trabalhos de estúdio, por mais autorais que sejam suas intenções. Pegando um pouquinho de Lorde em “Into It” e de Hailee Steinfeld em “All These Years” (compare), Camila brinca com a nossa intimidade na desafiadora “In the Dark” antes de fechar o terceiro arco do disco com a já conhecida “Never Be the Same”, a balada mid-tempo com elementos de R&B que atualmente promove o disco como 2º single. Convenhamos que um disco pop não seria tão pop sem a presença de uma gravação ou outra mais clichê, não é mesmo?

(Re)construindo sua imagem do nada apoiada apenas pelo suporte de sua fã-base, é impressionante ver o quanto Camila cresceu em um espaço de tempo tão curto, mas muito bem aproveitado. Aliás, se voltarmos para 2016, podemos notar que a saída da moça do Fifth Harmony se deu num momento um tanto quanto inesperado, pois a girlband jamais estivera em tamanha evidência em toda sua carreira. Caminhando a esmo sem sequer ter uma noção do som que gostaria de criar para sua aguardada estreia como solista, as muitas faixas liberadas antes de “Havana” são a prova de que, se não tivesse “deixado a metade de seu coração” em Cuba, talvez as coisas estariam um pouquinho diferentes agora. Dando as costas para os materiais sem personalidade que consolidaram seu ex-grupo como um dos mais amados da década, também nos surpreende ver que, costurando o pop chiclete com a música latina, Cabello conseguiu encontrar seu diferencial sem soar forçado ou aproveitador.

O clipe oficial de “Havana”

Quem acompanhou todo o bafafá que foi a novela Camila x 5H sabe que indiretas brotaram por toda a internet, principalmente as vindas do quarteto – e aqui abrimos um parêntese não para criticar as demais integrantes do grupo, mas a equipe por trás de sua marca, que não poupou esforços de deixar bastante claro que a ausência de sua quinta integrante jamais faria falta. Descartada como se nunca tivesse existido, a cubana viu-se abandonada por aqueles que, a princípio, deveriam ter apoiado (ou ao menos respeitado) sua procura por independência; mesmo que de sua boca tenham saído apenas agradecimentos. Agora sem precisar dividir os vocais com Lauren, Normani, Ally e Dinah, até percebemos que, de fato, a voz de Camila não casava tão bem com as das demais garotas, apesar de fluir bem natural em suas músicas solo (vide a avalanche de críticas negativas que acompanharam as primeiras performances ao vivo de “Work from Home”).

Não podemos afirmar que a provável imagem de vítima tenha colaborado para a bem sucedida estreia de Cabello; mas, também não dá pra negar que voltas por cima são um afrodisíaco especial entre o público norte-americano (como Britney após 2007 ou Kesha após Dr. Luke). Talvez sensibilizados e empáticos com as persistentes tentativas de Camila de emplacar uma trajetória solo, os EUA tenham finalmente deixado seu patriotismo conservador de lado – mesmo que por apenas alguns meses – para abraçar a capital de Cuba como sua mais velha e querida amiga. Mas também, convenhamos que os próprios esforços da morena merecem ser valorizados! Sempre simpática, extrovertida e com um sorriso no rosto, não é difícil de entender o amor que a moça desperta entre seus mais assíduos fãs, comunidade esta que vem crescendo gradual e espontaneamente. Metade do seu coração pode estar em Havana, Camila, mas o nosso está inteiramente com você!

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Anúncios

Quebrando o jejum, Kylie Minogue libera “Dancing”, sua mais recente aposta para o mercado country-pop

Como o ano mal começou, é natural que, a essa altura do campeonato, não conheçamos a lista completa de veteranos da indústria musical programados para um comeback ao longo de 2018. Entretanto, se a ansiedade de alguns não colabora e tende a crescer cada vez mais, pelo menos os admiradores de Kylie Minogue podem dormir sossegados. Esperado desde 2017, o aguardadíssimo retorno da australiana para os holofotes se faz, desta vez, por meio da eloquente “Dancing”, faixa que deverá dividir a opinião de sua tão devotada fã-base.

Liberada oficialmente nesta última sexta-feira (19/01), a canção encerra o hiato de quase quatro anos desde o último material pop da cantora, o agridoce “Kiss Me Once” (2014). Tudo bem que, de lá para cá, tivemos o (re)lançamento do natalino “Kylie Christmas” (2015), mas, convenhamos que é no mainstream que Minogue se sobressai – ainda mais se levarmos em conta sua fabulosa habilidade de reinvenção que nos acompanha há nada menos que três décadas. Isso mesmo, você leu direito: são 30 anos de Kylie Minogue no meio musical!

Previsto para o dia 6 de abril, “Golden” será o 14º álbum de estúdio de Kylie Minogue

Apresentando-nos o que parece ser uma nova faceta para a carreira de sua intérprete, “Dancing” marca não apenas a saída de Kylie da Roc Nation, mas também a nova contratação com a BMG e a consequente volta para a Mushroom Records: gravadora responsável por lançar Minogue no mercado. Entretanto, se a nostalgia e a lógica nos preveem que esta é a oportunidade perfeita para o nascimento de um novo “Fever” (2001) ou “Body Language” (2003), talvez seja melhor repensarmos nossas apostas para o vindouro “Golden”.

Gravado em Los Angeles, Londres e Nashville, o 14º álbum de Kylie deverá sim, para infelicidade de alguns, seguir a linha country que influencia seu lead single. Composta pela própria cantora ao lado de Amy Wadge (“Thinking Out Loud”, Ed Sheeran) e Sky Adams (“Talk to Ya”, HRVY), a música foi inteiramente produzida por Adams, que também assina a produção de outras 8 faixas do registro. Entretanto, se uma pequena parcela do público torce o nariz para as novidades que estão por vir, a crítica especializada não tem pensado duas vezes antes de aclamar a sua chegada – como no caso da Entertainment Weekly, que já intitulou o possível futuro hit como “o trabalho mais refrescante desde o ‘Impossible Princess’”.

Combinando country-pop com electropop, “Dancing” certamente será a faixa que melhor representa a sonoridade geral do novo disco. Isso porque, em recente entrevista ao The Guardian, Minogue foi categórica ao revelar que sua obra falará muito sobre “liberdade, autodescoberta, vida e amor; uma colisão de alguns elementos do country e dance feitos no altar de Dolly Parton em uma pista de dança”. Contudo, não precisamos prever o futuro para ler nas entrelinhas! Assim, basta uma rápida checada na tracklist do disco para descobrir que muita dessa autodescoberta deverá abordar a recente separação da cantora com o ex-noivo, o ator britânico Joshua Sasse (principalmente pelas sugestivas “A Lifetime to Repair” e “One Last Kiss”).

O áudio oficial de “Dancing”

Voltando para “Dancing”, é de se estranhar, entretanto, que haja uma rejeição do público (por menor que seja) pela audácia de Kylie ao buscar em um dos gêneros mais populares dos EUA o conforto para suas novas gravações. Apesar de muitos insistirem que o “Joanne” (2016) tornou o country relevante para os atuais artistas de música pop (o que é, de certa forma, verdade), convenhamos que Lady Gaga não é nenhuma pioneira no assunto. Sim, estamos nos referindo a “Cowboy Style”, o 4º single do “Impossible Princess” (1997). É fato que as músicas indie e eletrônica desenvolveram-se quase que intrinsecamente por todo o 6º álbum de estúdio da musicista, mas, também não há como negar a forte influência do gênero raiz sob a canção que encerrava aquela era – e chegou, inclusive, a pegar um #39 na Austrália (ouça aqui).

Ainda transbordando uma positividade sem tamanhos que é inerente a cada carro-chefe de seu catálogo, Kylie e sua “Dancing” são a prova contundente de que criador e criatura nunca estiveram em tamanha sincronia. Ok, não temos pretensão alguma de desmerecer qualquer lançamento anterior da australiana (até porque, é claro, ainda não perdemos o juízo perfeito), mas é impossível não notar uma faísca diferenciada que se manifesta desde os acordes iniciais. Crescendo em nossos ouvidos gradualmente, a canção pode até confundir quem não está acostumado a ouvir Minogue experimentando gêneros alheios ao pop, mas basta o pré-refrão engatar o empolgante “can’t stand still” para percebermos o nascimento de um novo clássico Kylie.

Se por um lado “Dancing” é mais simplista e não carrega o ar refinado de “Into the Blue”, por outro sua produção puxada ora para o acústico, ora para o electropop, se revela também muito mais audível. Caprichando nos vocais que estão sempre impecáveis, Minogue não economiza na pegada chiclete que nos conquista desde o primeiro play. Aliás, arriscamos dizer que, desde o começo dos anos 2000, quando fomos contemplados pelos lead singles “Spinning Around” e “Can’t Get You Out of My Head”, não nos deparamos com um refrão tão viciante, magistralicônico e simpático para os moldes de Kylie Minogue. A espera realmente valeu a pena, pois não há dúvidas de que a cantora acertou em cheio na escolha do novo single que deverá sim, a curto ou a longo prazo, se tornar uma das músicas mais memoráveis de sua tão autêntica discografia.

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Os 10 melhores discos de 2017

Apesar de não termos escrito tanto sobre música neste ano, não poderíamos deixar de compartilhar aqui no Caí da Mudança a já tradicional relação com os 10 melhores discos liberados ao longo destes últimos 12 meses. Entretanto, desde já gostaríamos (e precisamos) esclarecer que, diferente dos anos anteriores, foi bastante difícil para nós chegar a uma lista definitiva dos melhores de 2017, uma vez que foram muitas as opções realmente boas e que mereciam o mínimo possível de destaque em um especial como este.

Assim, e sem maiores delongas, você confere a seguir o nosso acirrado top 10, as já conhecidas menções honrosas e, não menos importante, uma pequena surpresa com o que foi considerado, tanto pela crítica quanto pelo público, o melhor álbum pop de 2017. Não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe especial de cada álbum e artista, ok? Ah, e ainda vale lembrar que você pode acessar os títulos escolhidos em 2016 (através deste link) e os selecionados em 2015 (por este outro link). Preparados? Então vamos lá:

10) YOUNGER NOW – MILEY CYRUS

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Malibu”, “Younger Now”

Considerações: Distanciando-se da imagem provocativa que construiu com tanto afinco durante as eras “Bangerz” (2013) e “Miley Cyrus & Her Dead Petz” (2015), é num tom mais intimista e raiz que Miley Cyrus ressurge em pleno 2017 com o 6º lançamento de sua diversificada discografia. Impulsionado pelo carro-chefe “Malibu” (#10 no “Hot 100”), “Younger Now” pode não ter atendido às expectativas do público, mas é sem sombra de dúvidas uma obra que merece ser reconhecida. Contando com apenas 11 faixas – todas compostas e produzidas pela própria Miley ao lado de Oren Yoel (com quem já havia trabalhado em “Dead Petz”) –, o disco combina pop-rock a baladinhas country da maneira mais espetacular possível. Totalmente sóbria de sua vida pregressa, é com uma sonoridade bem retrô, mas contemporânea, que a cantora nos apresenta à gravações sublimes (à exceção de “Rainbowland”, é claro) como “Bad Mood”, “Love Someone” e a fantástica faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 45 mil cópias na primeira semana

9) TELL ME YOU LOVE ME – DEMI LOVATO

Gravadora: Island, Safehouse, Hollywood Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Sorry Not Sorry”, “Tell Me You Love Me”

Considerações: Outra ex-Disney star que também marcou 2017 com novo material foi a Demi Lovato, que há dois anos já havia nos surpreendido com o Grammy nominee “Confident” (2015). Colhendo os bons frutos gerados pelo lead single “Sorry Not Sorry” (#6 no “Hot 100”), em seu 6º álbum Lovato perambula, majoritariamente, entre o pop e o R&B, investindo em uma roupagem ainda mais obscura – e deixando claro que sua intenção é mesmo abraçar novos públicos e mercados. Explorando de forma secundária gêneros como synth-pop, gospel, rock e hip-hop, a moça é precisa em sua busca por independência e felicíssima ao nos presentear com as memoráveis “Ruin The Friendship”, “Cry Baby” e “Games” – até mesmo a carnavalesca “Instruction”, com Jax Jones e Stefflon Don, foi lembrada. Trazendo 12 faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na exclusiva da Target, “Tell Me You Love Me” inclui as produções de Oak Felder, Trevor Brown entre muitos outros

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 75 mil cópias na primeira semana

8) AFTER LAUGHTER – PARAMORE

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Hard Times”, “Told You So”, “Fake Happy”

Considerações: Quem diria que, após 13 anos de uma sólida carreira construída no rock alternativo, o Paramore pudesse nos surpreender com um álbum totalmente pop? Embalado pelos instrumentais do new wave, do pop-rock, do synth-pop e do power pop, “After Laughter”, o 5º do trio, já demonstra logo em sua faixa de abertura todo o alto-astral ambientado na dance music dos anos 80 que esculpe sua tracklist do início ao fim. Totalmente contagiante e com uma pegada chiclete que não desgruda de nossos ouvidos, o sucessor de “Paramore” (2013) explora desde sons mais alternativos (“No Friend”, “Idle Worship”) a baladinhas suaves (“26”, “Tell Me How”) e canções recheadas de sintetizadores (“Hard Times”, “Rose-Colored Boy”). Recebendo as composições de Hayley Williams, Zac Farro (que desde o começo do ano voltou à formação da banda), Aaron Weiss e Taylor York, todas as 12 músicas nele presentes foram produzidas por York. Não deixe de conferir nossa resenha completa sobre o disco!

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 67 mil cópias na primeira semana

7) BEAUTIFUL TRAUMA – PINK

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 13 de outubro de 2017

Singles: “What About Us”, “Beautiful Trauma”

Considerações: Separados por um interminável espaço de 5 anos, foi após muita espera dos fãs que o 7º álbum da Pink chegou há poucos meses para suceder o exitoso “The Truth About Love” (2012). Aliando-se aos velhos amigos Max Martin e Shellback, é em seu já familiar pop-rock ora pessoal, ora ousado, que a voz por trás de hits como “Just Like a Pill” surge com as indispensáveis “Revenge” (com o Eminem), “Whatever You Want” e “Secrets”. Creditada na composição de cada uma das 12 faixas presentes no disco, Pink acerta em cheio na vibe transmitida pelo “Beautiful Trauma” – a qual nos lembra, inevitavelmente, a do smash hit “Fuckin’ Perfect” (principalmente por “For Now”). Entre tantos artistas medíocres que sempre parecem acompanhar as tendências do momento e nunca inovam, é muito bom ver uma veterana fazendo música pop moderna com a mesma qualidade de seus trabalhos antecessores. Destaque especial, ainda, para “Barbies” e “Where We Go”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 408 mil cópias na primeira semana

6) REPUTATION – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 10 de novembro de 2017

Singles: “Look What You Made Me Do”, “…Ready For It?”

Considerações: Pegando-nos de surpresa após os boatos que apontavam seu retorno para este ano, Taylor Swift não se contentou com uma estreia simplória e chegou com tudo com sua “Look What You Made Me Do” (#1 no “Hot 100”). Quebrando o recorde de vídeo mais visualizado no YouTube nas primeiras 24h (foram 43,2 milhões de views), a moça encaixou “…Ready for It?” (#4) na sequência e a partir daí não deu mais descanso para quem estava ansioso pelo seu 2º lançamento pop. Trazendo Ed Sheeran e Future em “End Games”, o 6º da cantora, assim como seu antecessor, capricha nas batidas de electropop e synth-pop produzidas por ninguém menos que Jack Antonoff, Max Martin e Shellback – aliás, a própria Taylor assina a produção de algumas faixas junto com a produção executiva. Muito mais obscuro e desafiador que o “1989” (2014), “Reputation” caminha por uma montanha-russa de altos e baixos que vai desde hits prontos como “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me” e “Dancing With Our Hands Tied” à gravações que jamais deveriam ter visto a luz do dia, como “Gorgeous”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 1.238 milhão de cópias na primeira semana

5) PLACES – LEA MICHELE

Gravadora: Columbia Studios

Lançamento: 28 de abril de 2017

Singles: “Love Is Alive”

Considerações: Contrariando o pop mainstream que tem tocado nas rádios ano após ano (inclusive o que marcou presença em seu debut album), é num tom mais cru e super afinado que Lea Michele nos embala em “Places”, sua 2ª experiência pelos estúdios de gravação. Recordando o passado de Michele na Broadway, o aguardado sucessor de “Louder” (2014) não deixa a desejar no quesito autenticidade e supera (em muito) a estreia mais comercial da ex-estrela de “Glee” há 4 anos com o single “Cannonball”. Trazendo as composições de grandes nomes da indústria musical atual (como Linda Perry, Ellie Goulding e Julia Michaels), “Places” extrapola vivacidade nas baladas muito bem produzidas pelos talentosos John Shanks, Xandy Barry (do multiplatinado duo Wax Ltd) entre outros. Apesar de pouco divulgado na mídia, o disco, que conta com 11 faixas na edição padrão e 13 na exclusiva da Target, não falhou no quesito gravações atemporais, dentre as quais devemos mencionar “Heavenly”“Hey You”“Sentimental Memories”

Paradas musicais: O álbum estreou em #28 na “Billboard 200” com vendas de 16 mil cópias na primeira semana

4) FLICKER – NIALL HORAN

Gravadora: Neon Haze, Capitol Records

Lançamento: 20 de outubro de 2017

Singles: “This Town”, “Slow Hands”, “Too Much to Ask”

Considerações: Primeiro novato do nosso top 10, Niall Horan ainda fazia parte do One Direction quando muitos o classificavam como o membro mais fraco do grupo. Dois anos mais tarde, felizmente, esta falácia logo caiu por terra. Dono de um dos maiores sucessos do ano (“Slow Hands”, #3 na Irlanda, #7 no Reino Unido, #11 nos EUA), Horan causou ainda mais frisson quando “Flicker”, o seu 1º álbum como solista, estreou direto no topo da parada norte-americana (mercado este que nem sempre é tão receptivo a artistas de outros continentes). Coescrevendo cada uma das 13 canções presentes no disco, Niall ainda é creditado pelo violão que podemos ouvir em 9 delas. Inspirado por bandas antigas de rock, como o Eagles e o Fleetwood Mac, “Flicker” caminha predominantemente pelo folk pop produzido por profissionais como Greg Kurstin, Julian Bunetta e Jacquire King. Se você gostou da maravilhosa “Slow Hands”, então não pode deixar de conferir as igualmente icônicas “On the Loose”, “Mirrors” e “The Tide”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 152 mil cópias na primeira semana

3) RAINBOW – KESHA

Gravadora: Kemosabe, RCA Records

Lançamento: 11 de agosto de 2017

Singles: “Praying”, “Woman”, “Learn to Let Go”

Considerações: Renascendo como uma fênix não apenas figurativamente, mas também literalmente, foi após uma árdua batalha judicial contra o produtor Dr. Luke que Kesha conseguiu finalmente dar continuidade à sua carreira. Dizendo adeus ao electropop que predominou em seus trabalhos anteriores, em “Rainbow” a cantora abandona de vez o efeito robótico que a fez tão famosa no início da década e, com a voz mais limpa do que nunca, experimenta gêneros como pop rock, glam rock, neo soul e country pop. Entoando o hino mais feminista do ano (“Woman”), é entre letras intimistas (“Bastards”, “Praying”), sonoridades regionais (“Hunt You Down”, “Spaceship”) e hits dançantes (“Learn to Let Go”) que o 3º álbum e Kesha a colocou novamente em evidência no mundo todo. Dando um tapa na cara de todos que duvidavam de seu poderio vocal, a loira esteve tão intimamente ligada ao processo criativo do disco que subscreveu a composição de suas 14 faixas, além da produção executiva de todo o material; outros produtores incluem Ricky Reed e Drew Pearson

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 117 mil cópias na primeira semana

2) HARRY STYLES – HARRY STYLES

Gravadora: Erskine, Columbia Records

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Sign of the Times”, “Two Ghosts”, “Kiwi”

Considerações: Livrando-se da pegada teen inerente a cada disco e música de sua boyband, foi impulsionado pelo soft rock e britpop que Harry Styles fez o que consideramos a melhor estreia solo de um integrante da One Direction. Iniciado pelo carro-chefe “Sign of the Times” (#1 no UK, #4 nos EUA), o 1º disco de Harry – que assim como os de Zayn e Niall também estreou direto no topo da “Billboard 200” –, acerta em cheio nas produções de Jeff Bhasker, Alex Salibian e Tyler Johnson que em nada se assemelham aos lançamentos do 1D. Rendendo, ainda os singles “Kiwi”“Two Ghosts”, “Harry Styles” chegou a ser amplamente divulgado em diversos programas de rádio, TV e internet (como a insuperável edição de 2017 do “Victoria’s Secret Fashion Show” que você certamente ouviu falar). Coescrevendo todas as 10 faixas que compõem a tracklist do material, o vocalista ascende magistralmente e revela-se, sem esforço, uma das maiores apostas para o futuro da música internacional. Não deixe de conferir “Carolina”, “Only Angel” e “Ever Since New York”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 230 mil cópias na primeira semana

1) HEARTS THAT STRAIN – JAKE BUGG

Gravadora: Virgin EMI Records

Lançamento: 1º de setembro de 2017

Singles: “How Soon the Dawn”

Considerações: Pode parecer curioso que um blog tão familiarizado a resenhar álbuns de música pop opte por selecionar o trabalho de um artista alternativo para encabeçar uma lista de melhores discos do ano. Entretanto, fica difícil não o fazer quando paramos para ouvir, e consequentemente nos apaixonar, pelo 4º de inéditas do músico inglês Jake Bugg. Liberado um ano e três meses após “On My One” (2016), “Hearts That Strain” dá continuidade à trajetória de Jake por suas variações favoritas da indie music, dentre as quais se destacam o indie rock, indie folk, folk rock e country folk. Compondo, sozinho, cada uma das 11 faixas que aparecem no álbum, Bugg ainda participou ativamente do processo de produção do material, tendo desta vez recebido a ajuda de Dan Auerbach (o guitarrista e vocalista do The Black Keys) na árdua tarefa. Convidando Noah Cyrus para dividir os vocais na melódica “Waiting”, o cara transcende a musicalidade de qualquer outra obra liberada em 2017 com uma introspecção que beira à perfeição. Já queremos “Indigo Blue” como próximo single!

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

ÁLBUM BÔNUS:

MELODRAMA – LORDE

Gravadora: Lava, Republic Records

Lançamento: 16 de junho de 2017

Singles: “Green Light”, “Perfect Places”, “Homemade Dynamite”

Considerações: Seríamos loucos se, em uma publicação como esta, não abríssemos um espacinho para falar sobre o 2º álbum de inéditas da neozelandesa Lorde. Afinal, não é qualquer trabalho que consegue, simultaneamente, liderar diversas listas de fim de ano, ser aclamado entre o público e a crítica e ainda indicado a “Album of the Year” pela maior premiação musical da história: o Grammy. Precedendo “Pure Heroine” (2013), não é em vão que “Melodrama” foi nomeado com o título que ostenta. Intercalando gêneros diversos que variam do dance-pop de “Green Light” a baladas carregadas por piano como “Liability”, o disco explora temas como a solidão e rompimentos amorosos de maneira louvável e intensa. Auxiliada por Jack Antonoff, Malay e Frank Dukes, Lorde compôs e produziu cada uma das 11 músicas que fazem de “Melodrama” o sucesso que ele é. Dê o play nas ótimas “Supercut”, “Perfect Places”, “Writer In the Dark” e “Sober”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 109 mil cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, querido leitor? Quais foram os seus álbuns favoritos de 2017? Apesar de elencarmos acima o que consideramos os 10 melhores lançamentos do ano, é importante citarmos outros discos que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Meaning of Life”, da Kelly Clarkson; o “The Ride”, da Nelly Furtado; o “El Dorado”, da Shakira; o “Blue Lips”, da Tove Lo; o “Evolve”, do Imagine Dragons; e o “Dua Lipa”, da Dua Lipa. Muito obrigado por nos acompanhar em 2017 e um Feliz Ano Novo pra você e para toda sua família!

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

As 10 melhores séries de TV que estrearam em 2017

Finalmente chegamos à parte 3/3 do nosso especial de séries de TV e, é para encerrar com chave de ouro que reunimos, na penúltima publicação do ano, as 10 melhores produções televisivas que estrearam em 2017. Entre diversos títulos aclamadíssimos pela crítica e outras raridades pouco divulgadas (mas que não custaram a ganhar a atenção do público), você confere, a seguir, a lista final com as melhores novidades que tornaram o nosso ano muito mais dramático, misterioso e engraçado.

Vale dizer, ainda, que já se encontram disponíveis por aqui as partes 1 e 2 com as 7 séries já encerradas que maratonamos neste ano (que você pode ler aqui) e as 10 melhores séries que retornaram em 2017 com novas temporadas (que pode ser acessada aqui).

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) YOUNG SHELDON

Exibida: pelo canal CBS Criada por: Chuck Lorre, Steven Molaro

Gêneros: sitcom

Nº total de episódios: 9 / duração por episódio: 22 minutos

Quem diria que “The Big Bang Theory” (2007-presente), uma das séries de maior audiência da atualidade, fosse gerar um spin-off tão autêntico quanto “Young Sheldon”? Com apenas 9 anos de idade, Sheldon Cooper (Iain Armitage) já é um sistemático gênio à frente de seu tempo crescido em uma extensa e amorosa família. Tendo de dividir a atenção de seus pais (Lance Barber e Zoe Perry) e avó (Annie Potts) com seus dois irmãos (Montana Jordan e Raegan Revord), o garoto não demora para ganhar espaço no mundo dos adultos e causar confusões por sua sinceridade sem tamanhos. Ambientada do final dos anos 80, “Young Sheldon” é uma produção bem família que se destaca por um leve tom de drama indicado para todos os públicos – e não apenas para os fãs de “TBBT”. Sem fazer o uso de laugh track (o famigerado fundo sonoro de risadas), a atração é narrada por ninguém menos que Jim Parsons, o Sheldon Cooper original.

9) RAVEN’S HOME

Exibida: pelo canal Disney Channel Criada por: Michael Poryes, Susan Sherman

Gêneros: comédia

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 22-24 minutos

Sem sombra de dúvidas a mais icônica série já exibida pelo Disney Channel, foi após 10 longos anos que “As Visões da Raven” (2003-2007) recebeu o seu tão almejado comeback junto ao horário nobre norte-americano. Repetindo seus papeis como Raven Baxter e Chelsea Daniels/Grayson, Raven-Symoné e Anneliese van der Pol cresceram e não são as mesmas adolescentes de antes, apesar de continuarem mais amigas do que nunca. Agora mães solteiras e dividindo o mesmo apartamento, elas desdobram-se numa árdua rotina para cuidar de Levi (Jason Maybaum), o filho único de Chelsea, e de Nia (Navia Robinson) e Booker (Issac Ryan Brown), os gêmeos de Raven. Reciclando o antigo bom humor que somente a série principal foi capaz de nos propiciar, “Raven’s Home” (“A Casa da Raven”, no Brasil) chega numa ótima hora tanto para telespectadores mais jovens quanto para os antigos órfãos da família Baxter. Ah, e a 2ª temporada já foi confirmada!

8) AMERICAN GODS

Exibida: pelo canal Starz Desenvolvida por: Bryan Fuller, Michael Green

Gêneros: drama, fantasia

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 52-63 minutos

Baseado no best-seller homônimo de Neil Gaiman, é com efeitos especiais de cinema, um elenco maciço e um roteiro fenomenal que a aposta da Starz para o mercado televisivo deste ano fez sua polêmica estreia em abril passado. Explorando a mitologia de diversas culturas como a egípcia, árabe e irlandesa, “American Gods” nos guia pela trajetória de Shadown Moon (Ricky Whittle), um viúvo ex-detento que começa a trabalhar como guarda-costas do excêntrico Sr. Wednesday (Ian McShane). Introduzido em um universo extraordinário que parece misturar realidade com ficção, logo o protagonista se vê preso em uma trama perigosa que culmina na batalha pelo poder envolvendo os deuses da nova geração e os da velha guarda. Bombardeando o público com momentos de pura violência e com a cena de sexo gay mais explícita da história, a superprodução já se encontra renovadíssima para uma 2ª temporada sem previsão de estreia.

7) LORE

Exibida: pela Amazon Prime Video Desenvolvida por: Aaron Mahnke, Gale Anne Hurd, Ben Silverman, Howard Owens

Gêneros: terror, mistério, drama, antologia

Nº total de episódios: 6 / duração por episódio: 45 minutos

Contrariando o formato que vemos na maior parte das atrações de TV, “Lore” (“Crenças”, em tradução livre) merece nossos parabéns por incorporar, com perfeição, elementos de documentário a uma narrativa interpretada por atores de carne e osso. Inspirada no podcast de mesmo nome criado por Aaron Mahnke (que também é o responsável por narrar as informações e curiosidades de cada episódio), a série ostenta uma didática sem precedentes que poucas conseguem passar adiante. Desenvolvida a partir de crenças e contos populares de países como a Inglaterra, os EUA e o México, a atração se aprofunda em temáticas que variam desde lobisomens, lobotomia à macabra história do boneco Robert, o brinquedo assassino da vida real. Com um elenco vasto de atores e atrizes de todas as idades, Holland Roden (de “Teen Wolf”) é o seu nome mais reconhecido.

6) 13 REASONS WHY

Exibida: pela Netflix Desenvolvida por: Brian Yorkey

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 49-61 minutos

Também inclusa no time de obras literárias que ganharam sua própria adaptação televisiva (“Os Treze Porquês”, de Jay Asher), “13 Reasons Why” é outro exemplo que não poderia ficar de fora de nosso especial após toda a repercussão que causou na internet. Sucesso entre o público adolescente e adulto, o espetáculo da Netflix narra a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma garota vítima de bullying que comete suicídio. Determinada a registrar os eventos que motivaram sua morte, a garota deixa uma caixa com 13 fitas cassetes destinadas, cada qual, a uma pessoa diferente. Quando chega a vez de Clay Jensen (Dylan Minnette) ouvir o material, descobrimos as atrocidades que a menina teve de suportar antes de abrir mão da própria vida. Participando ativamente da produção executiva, Selena Gomez quase chegou a estrelar a série no papel de Hannah. Bem emocionante do início ao fim, “13 Reasons Why”, que apresenta conteúdo explícito para públicos mais sensíveis, já teve sua 2ª temporada confirmada para 2018.

5) THE GOOD DOCTOR

Exibida: pelo canal ABC Desenvolvida por: David Shore

Gêneros: drama médico

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 41-43 minutos

É com muita sensibilidade que a rede ABC optou por lançar, em pleno 2017, um de seus projetos mais inovadores em muitos e muitos anos. Baseado na premiada série sul-coreana “Good Doctor” (2013), de Park Jae-bum, em “The Good Doctor” acompanhamos os passos do brilhante Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião autista também portador da síndrome do sábio: distúrbio que lhe permite acessar uma memória extraordinária. Recém-contratado para atuar como residente no Hospital San Jose St. Bonaventure, é lá que Murphy desenvolve uma relação de amizade com a também cirurgiã Claire Browne (Antonia Thomas) e é constantemente posto à prova pelo Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez), o médico responsável por seu setor. Vítima do preconceito não apenas dos pacientes, mas também dos colegas de trabalho, não será nada fácil para Shaun superar suas limitações enquanto aprende a se comunicar com aqueles que se negam a ter o mínimo possível de empatia.

4) BIG LITTLE LIES

Exibida: pelo canal HBO Criada por: David E. Kelley

Gêneros: drama, mistério

Nº total de episódios: 7 / duração por episódio: 52-58 minutos

Certamente uma das produções mais comentadas do ano, “Big Little Lies” é outro título que não poderia, de maneira alguma, passar batido em nossa lista de melhores estreias do ano. Levando-nos até Monterey, Califórnia, o enredo da série gira em torno da vida de um grupo de mães que se vê afetado por um incidente violento envolvendo seus filhos do primário. Preocupadas com o julgamento antecipado que Renata (Laura Dern) faz do filho de Jane (Shailene Woodley), uma novata na cidade, as amigas Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman) logo se aproximam da moça para oferecer apoio e proteção. O que ninguém esperava, é claro, é que a trama envolvendo o grupo pudesse culminar em homicídio e assédio nos mais intensos níveis. Baseado no livro homônimo escrito por Liane Moriarty, “Big Little Lies” chegou a ser indicada 16x ao Emmy deste ano (das quais venceu 8) e conta com um elenco de peso que ainda inclui profissionais como Alexander Skarsgård, Jeffrey Nordling e Zoë Kravitz. Apesar de lançada como minissérie, a repercussão foi tamanha que a HBO já confirmou uma 2ª temporada.

3) DARK

Exibida: pela Netflix Criada por: Baran bo Odar, Jantje Friese

Gêneros: ficção científica, drama, mistério, sobrenatural

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 45-57 minutos

Mal lançada pela Netflix no começo deste mês, é com uma trama intrigante e um elenco homogêneo (que gastará a sua capacidade de reconhecer pessoas) que a alemã “Dark” abre o nosso acirrado top 3. O ano é 2019 e os moradores de Winden, na Alemanha, são pegos de surpresa com o misterioso desaparecimento de crianças e adolescentes que não parece obedecer a um padrão propriamente dito. Intimamente relacionados ao sumiço de um garoto 33 anos antes, em 1986, sobra para Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), Ulrich Nielsen (Oliver Masucci) e Charlotte Doppler (Karoline Eichhorn) investigar, cada um da sua maneira, os bizarros acontecimentos que conectam passado, presente e futuro à superprotegida usina nuclear sediada na região. Mergulhando em gêneros variados que incluem ficção científica, mistério e drama, “Dark” desenvolve-se de maneira inteligente e perspicaz, abrindo para o público o espaço para formular as mais insanas teorias. Já renovada para uma 2ª temporada, a atração foi muitíssimo bem recebida e chegou a ser comparada a “Stranger Things” e “Twin Peaks”.

2) FEUD: BETTE AND JOAN

Exibida: pelo canal FX Criada por: Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam

Gêneros: drama de época, antologia, documentário

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 45-58 minutos

Que Ryan Murphy tem o toque de Midas quando nos referimos a séries de TV (“Glee”, “American Horror Story”), isso ninguém discute! Ficando com a nossa saudosa medalha de prata, “Bette and Joan” é a temporada de estreia da mais nova obra prima de um dos produtores mais importantes da atualidade. Retratando a rixa compartilhada entre Bette Davis e Joan Crawford que chegou ao seu ápice durante as gravações do filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” (1962), em “Feud” conhecemos os mínimos detalhes da tumultuada vida de duas das maiores atrizes de todos os tempos. Protagonizado pelos ícones Jessica Lange e Susan Sarandon, a produção combina uma narrativa emocionante a trechos de documentário enquanto enfatiza as dificuldades da mulher no mercado de trabalho. Contando ainda com a participação especial de Catherine Zeta-Jones (que interpreta Olivia de Havilland) e Kathy Bates (como Joan Blondell), “Bette and Joan” foi indicada ao Emmy 2017 19x, das quais venceu apenas em categorias técnicas (“Melhor Penteado” e “Melhor Maquiagem” para “um Filme ou uma Minissérie”). Inspirada no relacionamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, a 2ª temporada do espetáculo está prevista já para 2018.

1) THE HANDMAID’S TALE

Exibida: pela Hulu Criada por: Bruce Miller

Gêneros: drama, ficção, distopia

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 47-60 minutos

Eis que chegamos, sem qualquer esforço, ao que consideramos a melhor estreia de 2017! Nomeada 13x à última edição do Emmy (das quais venceu 8, incluindo “Melhor Série Dramática”), não é à toa que “The Handmaid’s Tale” foi condecorada com a aclamação da crítica e de todo o público que parou tudo que estava fazendo para conferir esta joia rara de Bruce Miller. Ambientada numa sociedade distópica de um futuro não muito distante, a série retrata os absurdos vividos diariamente pelos cidadãos de Gilead, uma nação totalitarista e teocrática atualmente localizada onde fora os EUA. Perseguidas e destituídas de seus empregos e famílias, todas as mulheres são rebaixadas, renomeadas e classificadas entre si, devendo servir as famílias das autoridades e gerar seus descendentes sem levantar quaisquer questionamentos. Escravizadas, violentadas e privadas de uma vida comum, logo Offred (Elisabeth Moss), Ofglen (Alexis Bledel) e seu grupo de aias vão despertando para a injustiça da qual foram submetidas e voltam-se contra aqueles que transformam o seu dia a dia no pior dos pesadelos. Adaptado de “O Conto da Aia” (1985), de Margaret Atwood, “The Handmaid’s Tale” apresenta atuações impecáveis e um roteiro capaz de sensibilizar homens e mulheres de quaisquer ideologias políticas. Prevista para abril, a 2ª temporada do show é, certamente, uma das mais aguardadas de 2018.

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, queridos leitores? Já assistiram a alguma destas séries de TV? Apesar de elencarmos acima o que consideramos as 10 melhores estreias do ano, é importante não nos esquecermos de outros títulos que também ganharam destaque ao longo de 2017 e que, indubitavelmente, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o thriller psicológico “Gypsy” (com Naomi Watts); a minissérie britânica “Born to Kill” (com Jack Rowan); o drama adolescente “Famous in Love” (com Bella Thorne); e as comédias “White Gold” (com Ed Westwick), “Making History” (com Leighton Meester), “Santa Clarita Diet” (com Drew Barrymore) e “Snatch” (com Rupert Grint).

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

As 10 melhores séries de TV que retornaram ao longo de 2017 com novas temporadas

Após tanto tempo sem atualizações, finalmente decidimos correr atrás do prejuízo e estamos a todo vapor neste mês! Dando continuidade às populares listas de melhores e piores que sempre rodam a internet nesta época do ano, agora trazemos a parte 2 que reúne as 10 melhores séries de TV que retornaram em 2017 com novas temporadas.

Ainda vale lembrar que, já se encontra disponível, aqui no nosso blog, a parte 1 com as 7 melhores atrações já encerradas que maratonamos nestes últimos 12 meses. Você confere todos os títulos selecionados acessando este link.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT (2015 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Tina Fey, Robert Carlock

Gêneros: sitcom, cringe comedy

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 22-36 minutos

Entrando em seu 3º ano, não é difícil para quem assiste “Unbreakable Kimmy Schmidt” entender o porquê de uma dos produções mais populares da Netflix integrar uma lista como esta. Isso porque, além de segurar aquele humor super família e quase sempre inocente, a fantástica obra de Tina Fey e Robert Carlock é exímia ao combinar um roteiro inteligente aos elementos-chave de um sitcom/cringe comedy (ou “comédia de vergonha alheia”) de qualidade. Apesar de nos entregar situações hilárias como Kimmy (Ellie Kemper) voltando a estudar e Lillian (Carol Kane) e Jacqueline (Jane Krakowski) se aventurando pelo universo da política, nada supera a releitura icônica que o brilhante Titus (Tituss Burgess) encabeça em “Kimmy’s Roommate Lemonades!” (S03E02) para o memorável “Lemonade”, da Beyoncé. Ah, e a season 4 já está mais do que confirmada, ok?

9) YOUNGER (2015 – presente)

Exibida: pelo canal TV Land / Criada por: Darren Star

Gêneros: comédia, drama, romance

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 48 / duração por episódio: 20-25 minutos

Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, é com um leve clima de tensão que a 4ª temporada de “Younger” surge em um momento crucial na vida de Liza Miller (Sutton Foster). Agora que Kelsey Peters (Hilary Duff) descobriu sua verdadeira idade, fica ainda mais difícil para a quarentona levar adiante a mentira que inventou durante a first season para conseguir emprego. Paralelamente, enquanto Miller parece finalmente se entender com Josh (Nico Tortorella), a relação com Charles (Peter Hermann) entra numa montanha-russa de altos e baixos após a chegada de uma ex-esposa inoportuna. Nem precisamos dizer o quanto as aparições de Maggie (Debi Mazar), Lauren (Molly Bernard) e Diana (Miriam Shor) são mais do que bem-vindas ao trazerem à tona o lado cômico da série, não é mesmo? “Younger” já se encontra renovadíssima para 2018.

8) HOW TO GET AWAY WITH MURDER (2014 – presente)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Peter Nowalk

Gêneros: drama jurídico, mistério, thriller

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 53 / duração por episódio: 43 minutos

É interessante observar que, mesmo depois de três seasons bem intensas, “How to Get Away with Murder” permaneça tão forte quanto em sua temporada de estreia. Ok, devemos admitir que este novo plot envolvendo a vingança de Laurel (Karla Souza) a Wes (Alfred Enoch) tem sido muito mais maçante que o previsto, mas, não há como negar que o desenvolvimento de personagens até então menos exploradas, como Michaela (Aja Naomi King) e Bonnie (Liza Weil), chegou na hora perfeita. Conduzindo, como de costume, Annalise Keating (Viola Davis) e seus discípulos para mais uma tragédia estarrecedora que somente será reacendida no dia 19 de janeiro, Peter Nowalk continua com uma ótima e inquestionável mão para o drama e a tensão. Também, com a produção executiva de Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “Scandal”) e o protagonismo de Viola Davis fica difícil dar errado.

7) AMERICAN HORROR STORY (2011 – presente)

Exibida: pelo canal FX / Criada por: Ryan Murphy, Brad Falchuk

Gêneros: terror, antologia, sobrenatural

Nº de temporadas: 7 / nº total de episódios: 84 / duração por episódio: 37-73 minutos

Partindo para uma direção completamente oposta ao sobrenatural que marcou cada uma de suas seasons anteriores, em “Cult” a antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk se destaca por priorizar, mais do que nunca, o terror psicológico. Ambientada no “pós-guerra” gerado pelas eleições presidenciais de 2016, em sua 7ª temporada AHS” nos leva para a fictícia Brookfield Heights, Michigan. Imersos em uma macabra onda de crimes e violência, os moradores locais vão aos poucos perdendo sua fé no governo enquanto o claramente perturbado Kai Anderson (Evan Peters) se delicia com o caos que tem favorecido sua candidatura política. Estrelada pela sempre competente Sarah Paulson, “Cult” não apenas abre as portas para novos membros (Billie Lourd, Alison Pill, Billy Eichner) como também marca o retorno de alguns atores já conhecidos e queridos do fandom (Cheyenne Jackson, Emma Roberts, Frances Conroy). As temporadas de nº 8 e 9 já estão mais do que confirmadas!

6) SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super ChannelChillerNetflix Criada por: Aaron Martin

Gêneros: antologia, terror, slasher, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Pondo para escanteio o elenco bastante antipático que estrelou “The Executioner”, a equipe de “Slasher: Guilty Party” fez bonito ao assinar com a Netflix e reformular quase do zero o time de atores que protagonizou sua 2ª temporada. Passando-se em um antigo acampamento que abriga, atualmente, uma comunidade espiritual, os ex-monitores Peter (Lovell Adams-Gray), Noah (Jim Watson), Dawn (Paula Brancati), Andi (Rebecca Liddiard) e Susan (Kaitlyn Leeb) voltam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. O que eles não esperavam encontrar, é claro, é um serial killer à solta aparentemente relacionado a seus pecados de outrora. Trazendo fortíssimas cenas de violência explícita com muito derramamento de sangue e tripas voando para todos os cantos, “Guilty Party” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro. Vale lembrar que já havíamos resenhado a obra de Aaron Martin em nosso especial de Halloween (confira).

5) CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / Criada por: Nick Antosca

Gêneros: antologia, terror, sobrenatural, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Após uma estreia aterrorizante com “Candle Cove”, mais uma vez “Channel Zero” atinge a excelência em “No-End House”, a 2ª temporada inspirada na creepypasta Casa Sem Fim. Readaptando para a TV o terror nato que somente estas lendas urbanas da internet possuem, desta vez acompanhamos a trajetória de Margot (Amy Forsyth) e Jules (Aisha Dee). Separadas pelo luto de Margot após a morte de seu pai (John Carroll Lynch), as melhores amigas veem sua união ainda mais estremecida quando visitam a bizarra Casa Sem Fim: uma enigmática construção de seis cômodos que esconde, atrás de cada porta, um horror diferente. Deixando-se levar pela pesada atmosfera que parece pairar sob o local, logo fica claro para a dupla que, o que era para ser apenas uma visita à uma atração turística mirabolante, se torna um terrível pesadelo sem saídas. Renovada para mais duas novas temporadas, “Butcher’s Block” deve estrear já em 2018. Assim como “Slasher”, “Channel Zero” também havia sido listada em nosso especial de Halloween.

4) RIVERDALE (2017 – presente)

Exibida: pelo canal The CW, pela Netflix / Desenvolvida por: Roberto Aguirre-Sacasa

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 22 / duração por episódio: 42 minutos

E quem diria que, depois de 13 episódios bem medianos, a nova sensação adolescente da The CW fosse retornar mais impactante do que nunca em sua season 2?! Paralisados pelos eventos ocorridos em “Chapter Thirteen: The Sweet Hereafter” (S01E13), desta vez somos apresentados ao terrível Black Hood, um maníaco mascarado que espalha o mal pelas ruas de Riverdale em nome da “justiça”. Aterrorizados pela falta de segurança e decididos a solucionar este impasse, Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) partem em busca da verdade e se veem encurralados em uma intrigante teia de drogas, gangues e abusos. Ainda que Cole Sprouse seja o nome mais popular do jovem elenco (e curiosamente o menos atraente), Lili Reinhart e Madelaine Petsch (que dá vida à Cheryl Blossom) nos conquistam sem fazer qualquer esforço em cada cena que protagonizam. Destaque também para KJ Apa e Camila Mendes, que melhoraram magistralmente de uma temporada para outra.

3) AMERICAN CRIME (2015 – 2017)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: John Ridley

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 29 / duração por episódio: 43 minutos

Definitivamente um dos programas mais sensibilizadores que já assistimos, é com prazer que elencamos “American Crime” (não confundir com “American Crime Story”) para abrir o nosso top 3 de melhores retornos do ano. Focando, como de costume, em temas bastante atuais presentes em nosso cotidiano, a 3ª temporada da atração é mais uma vez feliz ao escancarar, desta vez, os abusos da prostituição infantil, do tráfico de pessoas e da imigração clandestina. Novamente protagonizada pela santíssima trindade da TV Felicity Huffman, Regina King e Lili Taylor, também retornam para esta season Timothy Hutton, Richard Cabral, Benito Martinez e Connor Jessup. Aclamadíssimas entre os críticos, as três temporadas da série receberam, juntas, 15 indicações ao Emmy, das quais Regina King venceu 2 por “Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme”. Diferente dos demais títulos presentes nesta lista, “American Crime” já possui destino certo e foi oficialmente cancelada por sua emissora em maio passado.

2) THE EXORCIST (2016 – presente)

Exibida: pelo canal Fox / Criada por: Jeremy Slater

Gêneros: terror

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 45 minutos

Por mais que tenha ficado em #2, não podemos negar que “The Exorcist”, mais do que qualquer outra atração, revelou-se a grande surpresa de 2017. Com seu futuro incerto após a baixa audiência da temporada de estreia, a Fox decidiu dar ouvidos aos ótimos comentários do público e ganhou nossa admiração quando encomendou os 10 novos episódios da season 2 que conferimos de setembro pra cá. Pondo um ponto final à possessão de Pazuzu aos membros da família Rance, os padres Tomas (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels) partem em uma nova jornada ajudando vítimas pelo país a fora. Apesar de passar por apuros inimagináveis que colocam em risco sua segurança pessoal, a situação se torna ainda mais crítica quando a dupla encontra no lar adotivo de Andy Kim (John Cho) indícios da existência de um mal secular. Paralelamente, uma nova exorcista (Zuleikha Robinson) se junta a Padre Bennett (Kurt Egyiawan) no combate contra os demônios que têm controlado o Vaticano. Bem mais sombria e aterrorizante que a season anterior, muitas são as referências ao “O Exorcista” original (de 73) e sua sequência de 1990 (“O Exorcista III”). Se você estava procurando pela melhor série de terror da atualidade, então acaba de encontrar!

1) STRANGER THINGS (2016 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Duffer Brothers

Gêneros: ficção científica, terror, sobrenatural, drama de época

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 17 / duração por episódio: 42-62 minutos

Afinal de contas, seríamos loucos se incluíssemos “Stranger Things” em uma lista como esta em qualquer outra posição que não fosse a #1  até porque, sejamos francos, o seu sucesso esmagador não tem sido em vão. Mais felizes do que nunca com a volta de Will Byers (Noah Schnapp) do mundo invertido, Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos ainda não superaram o sumiço de Eleven (Millie Bobby Brown), mas se veem rapidamente afetados pela chegada de uma nova garota em Hawkins, Indiana (Sadie Sink). Porém, nem tudo são flores, e é claro que não demora para que as coisas voltem a ficar estranhas depois que as novas visões de Will passam a se manifestar com maior frequênciaExplorando um pouco mais as antigas experiências do Dr. Brenner, “Stranger Things 2” nos apresenta à misteriosa Kali (Linnea Berthelsen) – que, assim como Eleven, também possui superpoderes paranormais – e ainda tem tempo de nos presentear com a melhor e mais improvável dupla já formada em uma série de TV: Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery). É claro que mal podemos esperar pela season 3, que só deverá chegar em 2019.

E aí? Quais foram, para você, as melhores produções que estrearam em 2017 com novas temporadas? Deixamos alguma de fora? Não se esqueça de nos dizer, no espaço para comentários abaixo, suas escolhas preferidas.

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.