“Meninas Malvadas”, ícone da cultura pop, completa 10 anos

Intro

Após alguns dias sem novidades (acreditem, não foi de propósito, é a vida acadêmica que anda muito ocupada) eis que surge em minha mente a ideia de rever meus DVDs e escolher algum bem icônico pra fazer aquele especial caprichado. A princípio, quase optei por assistir um filme do gênero terror, mas, já era tarde da noite e eu não iria dormir 4h da manhã após ter um encontro com a versão do diretor de “O Exorcista”. Então, tentei encontrar um longa mais tranquilo, mas que não deixasse a desejar no quesito qualidade. E, aproveitando que em 2014 completamos 10 anos de um dos filmes adolescentes mais prestigiados de todos os tempos, me deparei com Meninas Malvadas.

Lacey Chabert, Rachel McAdams, Lindsay Lohan e Amanda Seyfried
Lacey Chabert, Rachel McAdams, Lindsay Lohan e Amanda Seyfried

“Mean Girls” é um popular longa-metragem da “Paramount Pictures” baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”, de Rosalind Wiseman, e nas experiências escolares da roteirista Tina Fey, tendo recebido direção de Mark Waters (o responsável por “Sexta-Feira Muito Louca / Freaky Friday”). Lançado oficialmente no dia 30 de abril de 2004, teve um orçamento de US$ 17 milhões, arrecadando, ao todo, mais de US$ 129 milhões. Sendo aclamando pela crítica especializada, recebeu 83% do “Rotten Tomatoes” e 66/100 (revisões geralmente favoráveis) do “Metacritic”. Um sucesso esmagador!

Estrelado por Lindsay Lohan no papel de Cady Heron, ainda podemos nos deliciar com as excelentes atuações de Rachel McAdams como Regina George, Lizzy Caplan como Janis Ian, Lacey Chabert como Gretchen Wieners, Amanda Seyfried como Karen Smith, Daniel Franzese como Damian e Amy Poehler como a Sra. George, mãe de Regina.

O filme nos remete à história de Cady (Lohan), uma jovem garota de 16 anos filha de pais zoólogos que viveu durante 12 anos na África. De volta aos Estados Unidos – e detalhe, tendo sido criada em casa –, Cady jamais havia pisado numa escola pública antes e se depara num universo completamente oposto ao que cresceu.

Longe da selva, ela se vê perdida e começa a viver os problemas que qualquer adolescente possui durante a fase escolar. Fazendo amizade com Damian (Franzese) e Janis (Caplan), ela é alertada sobre os riscos do colégio e sobre os grupos que deverá evitar. Entre nerds asiáticos, asiáticos legais, atletas, gatas negras hostis, as meninas que não comem nada, drogados ou nerds de bandas sexualmente ativas, a moça conhece “As Poderosas” (“The Plastics”), lideradas pela abelha-rainha Regina George (McAdams). O grupo ainda é formado pela fofoqueira Gretchen Wieners (Chabert) e a nada inteligente Karen Smith (Seyfried).

O maior dos problemas começa quando Cady se apaixona por Aaron Samuels (Jonathan Bennett), o ex-namorado de Regina. Numa tentativa traiçoeira de mostrar quem reina no colégio, a líder das “Poderosas” reata com Aaron e causa a fúria da novata. A partir daí, as confusões se desenrolam numa imensa bola de neve que vai levar cada personagem do filme a um fim surpreendente. Entre as muitas cenas divertidíssimas, vale mencionar a clássica apresentação musical com “Jingle Bell Rock” que as meninas fazem pro colégio todo. Tão barro.

Rachel McAdams na pele de Regina George
Rachel McAdams na pele de Regina George

O que vale destacar aqui, porém, nem são as piadas estrategicamente bem colocadas no enredo ou as consequências originadas do engenhoso plano de sabotagem às “Poderosas”, mas sim a atuação que cada profissional desenvolveu no trabalho.

As várias faces de Lindsay Lohan podem ser vistas durante o filme, caracterizando-se ora como uma típica garota do interior, ora como uma maquiavélica patricinha da cidade grande. Rachel McAdams, não menos importante, encarnou Regina George numa das personificações mais bem elaboradas da história do cinema. Você consegue ver o ódio e frieza em seus olhos, adotando a cada momento trajetos calculistas e uma atitude nada previsível. Amanda Seyfried, em seu primeiro papel, mandou muito bem e trouxe-nos uma das personagens mais amadas do filme. Sua atuação é doce, engraçada, dando ao espectador uma grande segurança de que está realmente se divertindo durante as gravações. Lacey Chabert, a garota-problema que sabe da vida de todos e “guarda segredos debaixo de seus volumosos cabelos”, completa o trio com classe e requinte. Seu egocentrismo é mais hilário do que soberba, e claro, suas crises trouxeram a “Mean Girls” um ar de grande desespero por parte de seu personagem.

Outro ponto muito importante são as lições de vida que podemos tirar e levar conosco filme afora. Claro, algumas menos importantes do que outras, mas todas válidas e dignas de atenção. Entre as regras do feminismo, métodos de como manter um diálogo e se sobressair, chegamos à conclusão de que não vale à pena mudar quem você realmente é só pra agradar alguém. Tentar ser outra pessoa, então, está fora de cogitação. Seja um ditador de regras, não um seguidor! Tenha cuidado ao tramar algo contra alguém que você não goste, o carma persegue qualquer um. Entre estas e muitas outras, você pode conferir um pouco mais sobre isso acessando essa matéria incrível do “Seduzi Na Padaria”.

E após tanto escrever, o fim está chegando porém, cabe incluir ainda algumas curiosidades muito interessantes que nortearam “Meninas Malvadas”:

• apesar da história se situar na cidade de Evanston, estado de Illinois (EUA), o filme foi gravado em muitas de suas cenas em Toronto, na província de Ontário (Canadá);

• Tina Fey, a roteirista, interpreta a Srt. Sharon Norburie, professora de matemática do colégio e grande incentivadora de Cady.  “I wish I could bake a cake made out of rainbows and smiles, and we’d all eat it and be happy”;

• Fey chamou alguns de seus colegas do “Saturday Night Live” para fazer parte do elenco, entre eles Amy Poehler (a mãe de Regina), Tim Meadows (o diretor Ron Duvall) e Ana Gasteyer (a mãe de Cady). “So fetch”;

• na trilha sonora encontramos “God Is a DJ”, da P!nk, uma versão singela de “Jingle Bell Rock” entoada de verdade por Lindsay e outros membros do elenco, e “Beautiful”, de Christina Aguilera, quando Daniel Franzese canta no show de talentos. “On Wednesdays we wear pink”;

• Franzese foi o último ator a ter feito o teste para interpretar Damian, tendo conquistado os produtores de imediato. “I have a fifth sense”;

• várias cenas inéditas estão incluídas em DVD (na edição para colecionador), incluindo uma franca conversa entre Cady e Regina durante o baile de primavera. “So if you’re from Africa, why are you white?”;

• Rachel McAdams usou uma peruca o longa inteiro para interpretar Regina. “I gave him everything. I was half a virgin when I met him”;

• McAdams e Poehler, filha e mãe no filme, tem apenas sete anos de diferença de idade na vida real. “I’m not like a regular mom. I’m a cool mom”;

• no lançamento do filme, lá em 2004, Lindsay Lohan contava com 17 anos, Amanda Seyfried com 18, Lizzy Caplan e Lacey Chabert com 21 e Rachel McAdams e Daniel Franzese com 25. “You smell like a baby prostitute”. “Thanks”;

• “Mean Girls” recebeu 13 indicações ao “Teen Choice Awards” de 2004, vencendo em 3 delas; 4 indicações ao “MTV Movie Awards” de 2005, vencendo também 3; e 1 indicação ao “Kids Choice Awards”, “People’s Choice Awards” e “Writers Guild of America Award”, todos de 2005, não vencendo em nenhum destes. “Four for you Glen Coco! You go Glen Coco”;

• um jogo para PC e “Nintendo DS” foi lançada em 2009, baseado no filme. “You think that everybody is in love with you, when actually, everybody hates you”;

• existe uma sequência autônoma de “Meninas Malvadas”, lançada em 2011, sem envolver o mesmo elenco (somente com exceção de Tim Meadows) e enredo.

• a cantora Mariah Carey é fã declarada do filme. Em sua música “Obsessed”, do álbum “Memoirs of an Imperfect Angel”, logo na introdução, é citado o verso “I was like ‘why are you so obsessed with me?’”, em uma clara referência a uma das falas de Regina. Recentemente, ao lado de seu marido Nick Cannon, Carey protagonizou uma encenação curta do filme para a  “MTV”! Assista aqui.

Após essa viagem diretamente do túnel do tempo e encontrarmos com tantas boas lembranças, concluímos que “Meninas Malvadas” é mais do que um filme adolescente qualquer. Ainda hoje podemos considerá-lo um trabalho recente, mesmo que longos 10 anos tenham se passado.

Existe a remota possibilidade de você ainda não tê-lo assistido, por isso, está mais do que recomendado dar aquela corridinha pra locadora mais próxima. Tá sem money? Joga no Google e vê o que acha, tenho certeza que você não vai ficar na mão.

Este é um filme que não só marcou, mas que deixou vestígios na vida de milhares de pessoas, escrevendo sua história na cultura pop e sendo imortalizado com o passar das gerações. E se você já assistiu, mas não gostou, “sinto muito se as pessoas sentem inveja de mim, mas eu não tenho culpa de ser tão popular”. E lembre-se: “Na vida, temos de resolver os nossos próprios problemas. Chamar alguém de gordo não nos torna mais magros. Chamar alguém de estúpido não nos torna mais espertos. Arruinar a vida da Regina não me fez mais feliz. Love ya!”

2 comentários sobre ““Meninas Malvadas”, ícone da cultura pop, completa 10 anos

  1. Thais Felicia 13 de maio de 2018 / 6:37 PM

    Que post sensacional! Amei ler!
    Sem dúvidas “Mean Girls” é um dos meus filmes preferidos, não me canso de assistir! ❤

    • Marcelo 13 de maio de 2018 / 7:27 PM

      A gente percebe que um filme se tornou épico quando, mesmo após anos e anos da sua estreia, continua tão fresco e divertido como na primeira vez em que o assistimos. Este sim marcou uma geração e com certeza marcará as novas que tiverem a oportunidade de vê-lo. ♥

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