5 dicas para Christina Aguilera, Britney Spears e Mariah Carey “hitarem” em seus próximos álbuns

Em tempos atuais muito se questiona a qualidade da música feita pelos artistas da nova geração e a recente “não aceitação” do público para com artistas de longa data. Veteranas como Madonna e Kylie Minogue, que estão há décadas na carreira musical, precisam constantemente reinventar a própria imagem para não serem esmagadas por seus inúmeros hits de anos atrás, ao passo que novatas como Katy Perry e Lady Gaga desdobram-se em mil para não cair no cruel ostracismo dos anos 2000. O que fazer quando isso acontecer?

VOLTANDO UM POUCO NO TEMPO…

Estávamos já no segundo semestre de 2012 quando Christina Aguilera liberou a sua então nova música de trabalho, “Your Body”, e anunciou a produção de seu 7º disco de inéditas: “Lotus”. Após o fracasso comercial de “Bionic” muito se esperava do novo trabalho de Madam X e muito se prometeu com a nova sonoridade que tinha tudo para trazer Aguilera mais uma vez para o topo do mercado fonográfico. A verdade é que novembro chegou e o tão sonhado retorno da “Voz da Geração” simplesmente não aconteceu como esperado.

O live de “Your Body”, aliás, até hoje não viu a luz do dia – a não ser por essa versão bem caseira e, hum… digamos intimista que foi ao ar no programa do Jimmy Fallon – e o pessoal da zoeira caiu matando em cima da “Lotus Tour”, turnê nunca anunciada mas que acabou por virar um meme na internet. Águas passadas, “Lotus” foi prematuramente finalizado com o lançamento oficial de “Just a Fool”, recebemos o vídeo promocional de “Let There Be Love” e Christina fechou com chave de ouro ao colocar a boca no trombone divulgando a carta mais fofa e sensacional de todos os tempos para seus seguidores mais fieis.

Coincidentemente um ano após o lançamento do último disco de Christina, a ex-colega do “Clube do Mickey” Britney Spears libera para a sua legião de fãs o “Britney Jean”, seu 8º álbum de inéditas anunciado como o mais pessoal de sua careira. Acostumada a pegar todos os #1s da “Billboard 200” que estão dando sopa – de todos os seus discos principais, apenas o “Blackout” foi #2 – a performer mais requisitada da última década teve que se contentar com o #4 lugar nos charts norte-americanos, sua pior posição até o momento.

Apostando na super batida EDM de will.i.am utilizada em “Work Bitch”, o single teve um desempenho positivo nas tabelas de 2013, atingindo, com esforço, a posição #12. Nadando contra a maré de seus últimos lançamentos, mais uma vez a Srtª Spears resolveu quebrar os moldes e divulga como seu segundo single a balada “Perfume”, resultado de seu trabalho com a hitmaker australiana Sia. Confirmando-se como o lançamento mais altruísta de sua carreira – que poderia ter feito a farofeira e lançado “Til It’s Gone” ou “It Should Be Easy” no lugar – a verdadeira voz de Britney resolveu aparecer após muito tempo enclausurada dentro de seus sussurros e gemidos sexy demais.

Mais um ano se passa e chegamos finalmente em 2014 e, após quatro anos do seu último trabalho na música (“Merry Christmas II You”), a veterana Mariah Carey ressurge das cinzas com o seu 14º disco de estúdio intitulado “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse”. Bom, foram várias as tentativas de comeback – “Triumphant (’Get Em)”, “#Beautiful” e “The Art of Letting Go” – até Mimi colocar a cara no sol e, depois de tanta luta, entregar aos lambs o novo material.

Entretanto, muitas interrogações circulam esta última era de Carey, a começar pelo featuring com Miguel em “#Beautiful”. Estranhamente, o single parece ter sido jogado dentro do álbum apenas pela sua boa posição no “Hot 100” (#15), ao passo que o “The Art Of Letting Go”, planejada para ser o verdadeiro first single do CD, mal entrou pra lista das 100+, acabando como uma faixa bônus da versão deluxe. Para completar teve ainda a confusa promoção e divulgação do disco, que culminou com o lançamento de singles aleatórios e completamente desconexos entre si – detalhe: com capas promocionais carregadas de Photoshop (ainda não superei a imagem usada para promover “You Don’t Know What To Do”).


Enfim, vamos deixar o blá blá blá pra trás! Eis que chega o crítico momento de amarrar as informações acima correlacionadas e montarmos a nossa listinha básica de “como fazer o seu álbum hitar” bem ao estilo “Capricho” de ser. Vale frisar que não me considero o dono da verdade e muito menos tenho o poder de julgar qualquer das mulheres aqui destacadas, mas, como fã e bom apreciador de música pop, me dei a liberdade de puxar algumas orelhas aqui e ali. Vamos lá?

1. LEMBRE-SE DE ESCOLHER UM TEMA PRÉVIO

Apesar de Mariah raramente trabalhar com álbuns de temática própria, essa foi uma estratégia muito adotada por Britney e Christina que, até então, deu muito certo. Se pararmos para analisar os últimos discos das cantoras, especialmente de 2002 pra cá, pudemos notar que cada novo lançamento se pautou num estilo predominante, seja no som urbano de “In The Zone” e “Stripped”, para o eletrônico promissor de “Blackout” ou o retrô chique de “Back to Basics”. Sinceramente, tanto o “Lotus” como o “Britney Jean” e “Me. I Am Mariah” soam confusos em dado momento, seja pela tracklist mal amarrada ou pelos arranjos que não se completam – diferentes do “Femme Fatale” e “The Emancipation of Mimi”, que de alguma maneira soam coesos do começo ao fim. Entretanto, essa não é uma regra absoluta, se levarmos em conta os caminhos seguidos por “Bionic”, em 2010…

2. ESQUEÇA O MAINSTREAM

Quando você é um iniciante sedento por fama, sucesso e reconhecimento, o mainstream acaba por ser a sua única forma de chegar ao topo nesta indústria, principalmente se o seu talento não for dos melhores. Todavia, esse é um caminho um tanto quanto perigoso quando se trata de uma diva pop multiplatinada vencedora de prêmios como o Grammy e tantos outros. Você não segue o mainstream, você faz o mainstream!!! Nem preciso citar toda a influência de Mariah com seus 18 #1s no “Hot 100 da “Billboard” ou os caminhos que a indústria musical tomou em 2011 após o uso de dubstep por Britney em “Hold It Against Me” (várias faixas do terceiro álbum de Cheryl Cole e “You Da One” agradecem)?

3. O PASSADO PODE SER UMA FACA DE DOIS GUMES

Cuidado! Não deixe o passado subir a sua cabeça ou o use como sua única fonte de trabalho só porque seu último disco não foi bem aceito pelo público. É claro que queremos escutar os maiores sucessos de nossos artistas favoritos em suas grandes turnês mundiais e morrermos de tanto berrar “I love you”, mas qual é a graça de assistir uma turnê completamente igual a última realizada há pouco mais de dois anos? Tenha o bom senso de renovar a sua imagem sem perder a essência e identidade. Você precisa encontrar os seus erros e aprender com eles para que seu próximo material seja elaborado da melhor forma possível. Use o seu passado positivamente! Lembre-se de seus grandes feitos para elaborar estratégias e produzir novos feitos, e não se recolher dentro de uma redoma de vidro endeusando coisas que você fez há anos e anos.

4. INVISTA NA DIVULGAÇÃO E NA ELABORAÇÃO DO SEU NOVO MATERIAL

Sua equipe é tudo!!! Saiba com quem você está trabalhando, olhe para o histórico de cada integrante e veja o que ele já fez de bom por aí. E claro, saiba se ele está em alta no mercado ou, ao menos, se o público gosta do trabalho dele. Não é porque o produtor X é um dos caras mais fodas do cenário atual que ele combinará com o estilo que você está almejando. Aposte em novos nomes, desde, é claro, que eles tenham ideias que vão além do aqui e do agora. Grave músicas que tocariam 5 anos adiante, não há 5 minutos ou 5 anos. Você até pode resgatar o clássico, mas não se esqueça de dar aquela repaginada necessária. Nada de porquice: desembolse alguns colares de diamantes e invista na mixagem, nos backing vocals e na masterização! E SEMPRE: aceite convites para ir à programas de televisão, festivais, rádios, até mesmo na inauguração do restaurante da esquina! Não te convidaram? Se convida ou entra de penetra. Não custa fazer a humilde e mostrar pras pessoas que você adora o contato com os seus fãs – afinal, são eles que pagam as suas contas, okay?

5. DEIXE A INSEGURANÇA DE LADO E XÔ PREGUIÇA!

Olha, devo confessar que criei esse tópico exclusivamente para a Christina, hahhahaha, mas não deixa de valer para suas conterrâneas de carreira. “Your Body”, por exemplo, foi um ótimo exemplo de hino preparado exclusivamente para as rádios e que recebeu uma divulgação bem duvidosa por parte da equipe, e por que não, da própria Christina, atingindo um morno assento junto ao #34 lugar no “Hot 100”. Claro que não sabemos os motivos que levaram nossas cantoras favoritas a pouco divulgarem seus últimos trabalhos, mas, se a resposta é “corpo mole” apenas, será que não tem algo errado aí? Não é estranho que Britney Spears lance um single chamado “Work Bitch” e deixe seu último álbum morrer sem a divulgação merecida? Ou então Mariah Carey rejeitar sua beleza natural pra fazer uso de Photoshop e recriar um alter ego seu completamente artificial? Será que não chegou a hora de nossas divas se fazerem essas perguntas e enxergarem a situação como alguém de fora da sua própria realidade dando valor aos seus esforços do passado visando um lugar ao sol no futuro?

…You better than that. And… you Mariah Carey, remember?

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