Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu novo álbum “Breathe In. Breathe Out.”

A minha intenção, desde o início, era a de escrever esta resenha somente depois de ter em mãos a versão física do “Breathe In. Breathe. Out”, o último álbum a ser lançado por Hilary Duff nesta próxima terça-feira (16/06). Entretanto, como a distribuição do disco no Brasil ainda sequer foi confirmada, deixei o sofrimento de lado e baixei a versão ilegal relutando com todas as minhas forças. Vocês estão cansados de saber que a internet costuma ser mais rápida que nossas expectativas, e, como já era de se esperar, as 12 novas faixas da versão standard + algumas da versão deluxe acabaram por vazar dias antes da estreia oficial – o que querendo ou não ocasionou um pequeno-grande alvoroço entre os fãs mais fieis da cantora.

A primeira impressão que tive, ouvindo algumas prévias aqui e ali antes do vazamento completo, foi de estar aguardando o que seria um dos álbuns mais animados e dançantes não apenas do ano, mas também da discografia da própria Hilary, a qual já nos presenteou com 4 outras joias raras: “Santa Claus Lane”, “Metamorphosis”, “Hilary Duff” e “Dignity”.

Deixando a carreira musical de lado para cuidar de seu primeiro filho, Luca, e tendo gravado alguns filmes independentes para manter seu nome na ativa, o retorno de Duff para os estúdios de gravação se deu por volta de 2013, quando a loira postou algumas fotos suas pelo Instagram. De lá pra cá, duas músicas chegaram a ser anunciados como lead single do novo material da cantora, “Chasing The Sun” e “All About You”, das quais somente “Sparks” acabou por se provar o verdadeiro carro-chefe.

A atenção voltada para “Sparks” foi tão grande que, após o lançamento oficial do clipe no VEVO, pelo YouTube, muito se criticou a edição final do vídeo, o qual continha cenas da cantora em dois de seus encontros pulsionados pelo aplicativo de relacionamentos Tinder e outras gravadas num estúdio de gravação profissional. Atendendo a demanda e demonstrando seu diferencial como artista, Hilary liberou pouco tempo depois uma versão totalmente repaginada do clipe contendo somente as tão bem elogiadas e ovacionadas cenas coloridas – e claro, levando ao delírio todos que tanto imploraram pela “demanded version”.

Aguardado por muitos fãs como a continuação de “Dignity”, alguns pontos separam “Breathe In. Breathe Out.” do quarto disco da cantora, liberado há tão distantes oito anos. Entretanto, algumas semelhanças deverão ser apontadas por este que vos escreve. É claro que, assim como no trabalho posterior, Duff seguiu os seus passos anteriormente bem dados caminhando fielmente pela estrada de tijolos amarelos do eletropop, para isso se amparando em grandes produções e letras muito bem compostas.

Outro resquício de “Dignity” que podemos encontrar em “BIBO”, como foi carinhosamente apelidado pelos seguidores da cantora, é definitivamente a vontade de demonstrar todo seu amadurecimento como artista e pessoa. Não é de hoje que Hilary Duff nos surprende com seu talento nato para compor e gravar baladas super poderosas louváveis dentro de seu tão fantástico catálogo discográfico, e provavelmente essa não será a última vez.

Contudo, assim como uma balança milimetricamente equilibrada e bem posicioada, “Dignity” representa um de seus pratos enquanto “Breathe In. Breathe Out.” representa o outro. Ao passo que o trabalho antecessor aborda uma temática completamente sombria acerca do amor e das decepções envolvendo o coração, o atual engloba isso tudo num grande conjunto colorido e alto astral de como festejar sua vida até o último segundo. Como Yin e Yang, os álbuns ao mesmo tempo que conseguem ser opostos da sua maneira, atraem-se de uma forma magneticamente misteriosa.

“Dignity”, de alguma maneira, foi completamente necessário para transformar aquela antiga Hilary de “Wake Up” na mulher forte e independente de “Stranger”. De lá pra cá, assim como na vida de qualquer garota, a maternidade chegou e tocou a vida da estrela de uma maneira que somente uma super mãe poderia descrever: e é exatamente isso o que “BIBO” tenta nos passar sem perder a sua originalidade – o que também, é claro, também se fez necessário não apenas para a carreira de Duff, mas para a vida de seus fãs mais antigos.

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Cada faixa bem posicionada se amarra como as páginas do manual de sobrevivência do qual Hilary teve de fazer uso para chegar até os dias de hoje perfeitamente intacta, como um diamante minuciosamente bem lapidado. Afinal, não é qualquer um que supera treze anos de carreira e consegue exibir a boa forma na movimentada carreira de mãe, cantora, atriz, escritora, filantropa, perfumista e tantos outras atribuições que chegou a encabeçar em pouco mais de uma década.

Mais forte do que nunca, a voz da cantora nunca se mostrou tão presente em um trabalho de inéditas desde o autointitulado “Hilary Duff”, de 2004. Demonstrando uma “boa vontade” vocal maior que em “Dignity”, de alguma maneira todos esses anos em silêncio soaram necessários para trazer de volta aquele sopro de vida que foi deixado em segundo plano no disco antecessor.

“Breathe In. Breathe Out.” talvez não tenha aquela ousadia feroz que pudemos ver em “With Love”, “Gypsy Woman” e “Outside Of You” (faixas do “Dignity”), mas é por conta de músicas como “Lies”, “Stay In Love”, “Tattoo” e “Night Like This” que Duff se mostra uma excelente cantora. Acima de tudo, como fã e como apreciador da música pop, devo dizer a vocês que é realmente revigorante saber que Hilary é profissional em se tratando de lançar grandes álbuns sem deixar as mesmices da atualidade interferirem em sua inestimável personalidade.

♫ If I fall, you better catch me, you’re turning me into confetti ♪

5 comentários sobre “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu novo álbum “Breathe In. Breathe Out.”

  1. Lari Reis 15 de junho de 2015 / 6:48 PM

    Ótima resenha!
    Li no “sobre” que você é fã de música pop e, por isso, estou seguindo seu blog. Não é meu estilo favorito e eu super preciso acompanhar alguém que escreva bem sobre pra eu não ficar perdida 🙂

    Beijos

    • Marcelo 15 de junho de 2015 / 7:24 PM

      Ah, que é isso, muito obrigado pelas palavras e pelo carinho. Vi que você curte Nirvana, que é ao meu ver uma das melhores bandas de todos os tempos. Conheço bem pouco sobre o grupo, mas o pouco que conheço gosto pra caramba. Também comecei a te seguir, espero que curta as coisas que postarei por aqui porque ficarei de olho no seu blog. Beijão 😉

    • Marcelo 22 de junho de 2015 / 7:38 PM

      Olá Alexandre, tudo bem? Obrigado pela sua visita e pelo carinho. Vou dar uma checada no seu blog agora mesmo e passar lá pelo facebook pra dar o like na sua página – se não for pedir muito, gostaria que você fizesse o mesmo por mim, pode ser? https://www.facebook.com/CaiDaMudanca Fique a vontade pra vir sempre que quiser. Abraços 😉

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