12 motivos para as irmãs Simpson, Ashlee e Jessica, voltarem para a música pop definitivamente

Como um bom ouvinte de música pop que está constantemente à procura de novos artistas e de novas sonoridades, devo admitir que minha biblioteca pessoal acabou se tornando muito mais eclética do que eu poderia imaginar qualquer dia. Sempre buscando me manter atualizado acerca dos lançamentos musicais que dominaram esta última década, reconheço que tive o (des)prazer de vivenciar diversas transformações no cenário atual e conhecer bastante gente talentosa sair do anonimato e partir para uma trajetória de sucesso. Entretanto, para dar uma equilibrada no cosmo e não ouvir apenas o que está tocando nos charts mundiais, criei o corriqueiro hábito de pesquisar pela internet alguns dos mais prestigiados trabalhos lançados antes mesmo de ter me transformado no afobado fãzoca dos dias de hoje.

Foi em mais uma dessas pesquisas rotineiras que tive a sorte de ser apresentado a duas das cantoras que mais gosto atualmente e que muito ouvi nesses últimos 5 anos que se arrastaram: as irmãs Simpson. Não mais gravando álbuns ou viajando o mundo com suas turnês super requisitadas, Ashlee e Jessica resolveram fazer uma pausa em suas carreiras e já estão há um bom tempo nesse hiato indeterminado que aflige muitos como este que vos escreve. A seguir, elaborei uma lista com 12 motivos que, ao meu ver, formam por si só uma sólida justificativa para que as cantoras lembrem-se do brilhante passado que tiveram e retornem de uma vez por todas para o local de onde jamais deveriam ter saído. Preparados?


1. O poderio vocal de Jessica Simpson:

Chegando ao estrelato no final dos anos 90, quando Britney Spears, Christina Aguilera e os Backstreet Boys estouraram pelos EUA afora com seus álbuns de estreia, Jessica Simpson ainda mantinha uma imagem mais reservada quando resolveu se lançar com o disco “Sweet Kisses”, em 99. Inspirando-se na grandeza de Mariah Carey e Whitney Houston, o single “I Wanna Love You Forever” foi a faixa escolhida pela irmã mais velha da família Simpson para mostrar ao mundo para o que tinha vindo. Felizmente, o first single da cantora foi apenas a primeira das diversas oportunidades em que Jessica teve de chocar o público com sua poderosa voz carregadíssima com as mais variadas técnicas de desenvoltura vocal. Se você duvida disso, talvez seja o momento de tirar a prova dos nove com estas brilhantes apresentações de “Your Faith In Me”, balada presente no primeiro disco da loira, e “Sweetest Sin”, a sensual canção do multiplatinado “In This Skin”. Se você curtiu o que viu e gostaria de acompanhar um apanhado com os melhores momentos ao vivo da Jessica, basta se ligar nesta coletânea aqui.


2. A inquestionável habilidade de compor desenvolvida por Ashlee Simpson:

Ashlee, a irmã mais nova de Jessica, sempre foi um pouco mais tímida ao compartilhar seus vocais com a gente, mas, para compensar seu talento mais simplório, aprofundou bastante a super habilidade de escrever grandes hinos de superação. Creditada como compositora em 99,9% das faixas selecionadas para entrar nas tracklists de seus álbuns de inéditas, a ex-morena resolveu tomar as rédeas de sua personalidade logo no início da carreira e nos condecorou com alguns desabafos mais do que pessoais. O primeiro deles com certeza pode ser encontrado em “Shadow”, o 2º single do “Autobiography” (2004) que narrava todo o drama de viver à sombra de Jessica, quem é representada por Ashlee no vídeo oficial da música. Como se viver sendo rejeitada pela família já não fosse o suficiente, um ano depois duas canções em especial nos trariam toda a angústia enfrentada pela moça no item 4 desta lista e entrariam no posterior disco da novata: as profundas “Beautifully Broken” e “Catch Me When I Fall”. “Sem os altos e baixos, para onde mais nós iríamos?”.


3. Querendo ou não, Jessica já foi um ícone da cultura pop:

Sabe aquele antigo papo de que o que muito incomoda pode, talvez, ser dor de cotovelo? Pois é, minha gente, Jessica Simpson teve de aturar poucas e boas vindas não apenas dos grupinhos de haters que sempre estiveram infernizando a vida de todo mundo, mas inclusive de outros populares artistas do meio musical. Acalmem-se, eu explico melhor! Fazendo uma “divertida” crítica sobre a superficialidade que está presente no universo hollywoodiano, a cantora P!nk resolveu parodiar Simpson e outras celebridades como Lindsay Lohan e Paris Hilton no clipe do single “Stupid Girls”, lá de 2006. Três anos depois, o rapper Eminem seguir o exemplo de sua colega ácida e fez o mesmo em “We Made You”, do álbum “Relapse”. Desnecessário, não?

Por outro lado, mostrando que não é só de críticas negativas que uma cantora bem sucedida vive, o ícone do country Dolly Parton apoiou Jessica em seu álbum nativo e juntas gravaram um dueto para “Do You Know”, música composta pela própria Dolly. Sempre muito bem elogiada pelos críticos musicais em decorrência de seu extenso talento vocal, Simpson emplacou diversos hits inesquecíveis dentro do top 20 da “Billboard Hot 100”, tais como “Irresistible” (#15), “With You” (#14), “Take My Breath Away” (#20), “These Boots Are Made for Walkin'” (#14) e “A Public Affair” (#14). Isso tudo sem mencionar o fato de que ela já chegou a cantar com Cyndi Lauper e Patti LaBelle em cima do mesmo palco! Como já bem dizia a pensadora contemporânea Valesca Popozuda: “desejo a todas inimigas vida longa pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória”.


4. A “raça” de Ashlee por ter batido de frente com o público para firmar a sua imagem:

Eu já tive outra oportunidade de tocar neste assunto por aqui, mas, elaborar uma lista sobre Ashlee Simpson e não comentar o incidente ocorrido no “SNL”, em 2004, seria completamente fora de mão. Enquanto divulgava a sua primeira música de trabalho, “Pieces Of Me”, durante o verão norte-americano, a cantora foi convidada para se apresentar no maior programa de comédia da televisão estadunidense: o “Saturday Night Live”. Porém, devido a uma grosseira falha técnica, Ashlee foi pega se utilizando de playback quando os vocais pré-gravados de “Pieces Of Me” (a qual já havia sido apresentada anteriormente) apareceram na performance de “Autobiography”. Essa foi a versão que todos os tabloides reproduziram as pencas durante aquele ano, mas, o que muitos não souberam era que a jovem havia sido instruída por um médico a não cantar ao vivo devido a sérios problemas de saúde em suas cordas vocais. Taxada como a Maria Madalena do século XXI (como se nenhuma outra cantora não tivesse se utilizado da mesma técnica de sincronização labial), Simpson passou por um período de trevas que culminou no disco “I Am Me” (2005), o mais sombrio e pessoal já criado pela musicista. Dando a volta por cima, ela lutou contra a maré de fofocas e emplacou o carro-chefe “Boyfriend” em #20 na “Billboard Hot 100”, além de outras canções como “L.O.V.E.” (#22) e “Invisible” (#21), no top 30.


5. Jessica não se prende a um único estilo musical e tem as facetas de uma verdadeira diva:

Mostrando um pouquinho de suas origens com o gospel que influenciou parte do disco “Sweet Kisses” (1999), partindo para o pop que se solidificou em “Irresistible” (2001), “In This Skin” (2003) e “A Public Affair” (2006), ou até mesmo o country de “Do You Know” (2008) e a música natalina de “ReJoyce: The Christmas Album” (2004) e “Happy Christmas” (2010), Jessica jamais teve medo de experimentar novas sonoridades em sua intensa discografia. Sempre procurando focar em sua personalidade como vocalista e deixar uma marquinha de quem ela se tornou no passar dos anos, a cantora indicada 3x ao “American Music Awards” é um exemplo de profissional que jamais teve medo de se arriscar e procurar por novos horizontes sem abandonar sua verdadeira identidade. Lembrando em muito a ousadia de Madonna em suas constantes mudanças de imagem que ocorreram durante a década de 90, Simpson deixa claro que seu timbre de voz combina tanto com a festividade de “Carol of the Bells” ou com a música raiz presente em “Still Beautiful” – isso tudo sem perder a pose de grande vocalista pop.


6. Esta playlist:


7. Ashlee possui aquela pegada rockstar rara de se ver por aí:

Apesar de ter demonstrado toda sua paixão pelo pop-rock em “La La”, o 3º e último single do “Autobiography”, foi somente em 2005 que Ashlee intensificou isso e nos trouxe alguns hits inesquecíveis. O primeiro deles, por óbvio, foi “Boyfriend” (assista ao videoclipe), que de acordo com os rumores da época nasceu como uma pequena homenagem da cantora para a até então amiga Lindsay Lohan – tudo devido a um suposto desafeto amoroso envolvendo o ator Wilmer Valderrama (que atualmente namora Demi Lovato). Seguindo as músicas que formam o “I Am Me”, a faixa-título é também outro modelo de canção com uma vibe mais hardcore e que harmonicamente combina o vocal rouco de Ashlee com uma composição de peso co-escrita pelos ilustres John Shanks e Kara DioGuardi ao lado de sua intérprete. E, mesmo apostando sua fichas na música dance que se fez presente em “Bittersweet World” (2008), é inegável toda a desenvoltura digna de uma estrela do rock presente na irmã mais nova de Jessica nesta apresentação de “Boys”, por exemplo. Para encerrar com chave de ouro este tópico fenomenal, fica aqui registrada essa criativa apresentação de “Outta My Head (Ay Ya Ya)” realizada no “Bravo Supershow”. Alguém fala pra Ashlee deixar de ser loira e voltar a usar o cabelão ruivo, por favor!?


8. Os brilhantes e bem selecionados covers já reproduzidos por Jessica:

Possuindo uma vasta lista de canções gravadas originalmente por outros cantores e bandas em seu catálogo discográfico, Jessica chegou a repaginar diversos sucessos que se tornaram famosos nas vozes de aclamadas estrelas da música pop como o Robbie Williams. “Angels”, liberada pelo britânico em 1997 para o álbum “Life thru a Lens”, foi uma das escolhidas pela cantora para finalizar a promoção do disco “In This Skin”, atuando como o 4º single do material. Neste mesmo álbum ainda esteve presente o cover para “Take My Breath Away”, a popular vencedora do “Oscar” de “Melhor Canção Original” de 86 a qual fez parte da trilha sonora do filme “Top Gun” – e havia sido interpretada pela banda Berlin. Um ano depois, em 2005, “These Boots Are Made for Walkin'” da Nancy Sinatra, lançada em 1966 para o álbum “Boots”, promoveu o longa-metragem “Os Gatões – Uma Nova Balada”, o qual trazia Simpson no elenco principal. Reescrevendo a maior parte da letra e acrescentando diversos elementos inéditos, a cantora acabou injustamente não sendo creditada pelo feito devido a problemas envolvendo os direitos autorais da versão original. Por fim, liberando seu 5ª álbum de estúdio, “A Public Affair”, em 2006, foi a vez de “You Spin Me Round (Like a Record)” da banda Dead or Alive, ganhar uma nova roupagem que manteve intacto o refrão da versão liberada em 1985. Ufa!


9. O idealismo de Ashlee para gravar álbuns consistentes e memoráveis:

Mesmo que possua apenas três discos de inéditas e ainda se mantenha quase uma novata neste meio, é interessante que a caçula da família Simpson possua uma grande liberdade de expressão que a guiou até a elaboração de projetos tão grandiosos e dignos de nossos aplausos calorosos. Obras que tiveram por objetivo nos introduzir os diversos ângulos já explorados e lapidados pela musicista, Ashlee é uma das poucas cantoras de sua geração que não se conteve em participar ativamente da composição, produção e conceitualização de tudo o que já assinou nos estúdios de gravação. Seja pelo seu lado mais selvagem  liberto em “Autobiography”, o mais sombrio descoberto em “I Am Me” ou o mais perspicaz destrinchado em “Bittersweet World”, a loira realmente possui aquela capacidade visionária de atender ao que o público necessita sem se aventurar pelos modismos passageiros dos tempos modernos. O maior exemplo de sua dedicação com certeza fica com o seu último disco, lançado em 2008, que continua, mesmo após sete anos, completamente inovador, atual e agradável para qualquer um que desconheça os seus trabalhos anteriores. Um novo single lançado em 2012 foi liberado (“Bat for a Heart”), mas, depois de não agradar muito aos fãs por conta da letra carregada de conteúdo sexual, acabou sendo deixado de lado sem ganhar quase nenhuma divulgação.


10. Estes momentos cool sisters:

 


11. Nós ainda não tivemos a oportunidade de ouvir uma grande colaboração vinda de ambas:

Por mais que Ashlee e Jessica já tenham dividido os vocais em músicas natalinas como “The Little Drummer Boy”, incluída no “Rejoyce: The Christmas Album”, e “Happy Christmas”, apresentada ao vivo num evento de fim de ano, as irmãs continuam devendo para seus fãs um dueto incrível capaz de estourar pelas rádios de todo o planeta. Claro que, quando se resolve misturar negócios com família, muitas vezes o resultado pode ser um tanto quanto desastroso (“The Siamese Cat Song”, das irmãs Duff, “Chillin’ With You”, das irmãs Spears), mas, isso não chega a ser um dogma religioso. Tanto o é que, se lembrarmos da existência de “The Winner Takes It All”, da Dannii com a Kylie Minogue, e a nova versão de “Kids” performada na “Showgirl: Homecoming Tour”, essa regra acaba sendo rapidamente derrubada por terra. Até mesmo para provar que um erro pode ser seguido por futuros acertos, importante recordarmos “Our Lips Are Sealed”, da coletânea “Most Wanted”, e o cover da clássica “Material Girl”, a qual serviu de trilha-sonora para o filme de mesmo nome estrelado por Hilary e Haylie Duff. Se todas essas super-irmãs do pop conseguiram, por que não as Simpson?


12. Juntas elas já venderam cerca de 25 milhões de álbuns no mundo:

Acumulando diversos álbuns multiplatinados certificados por instituições de prestígio como a “RIAA” (EUA), a “ARIA” (Austrália) e a “MC” (Canadá), Ashlee e Jessica distribuíram ao redor do mundo alguns milhões de cópias de todo o material que lançaram desde que fizeram sua estreia na indústria fonográfica. Para você ter uma ideia, este é o mesmo número atingido por Kelly Clarkson (25 milhões), mais do que o dobro por Katy Perry (11 milhões) e um pouco menos por Lady Gaga (28 milhões), três sensações da música pop que continuam trabalhando pesado até os dias de hoje. Dividindo os 20 milhões de Jessica e os 4 de Ashlee (dados desatualizados colhidos de 2006), não há como negar toda a influência deixada pelas irmãs Simpson por todo o caminho percorrido até onde nos encontramos atualmente.

2 comentários sobre “12 motivos para as irmãs Simpson, Ashlee e Jessica, voltarem para a música pop definitivamente

    • Marcelo 30 de novembro de 2017 / 1:00 AM

      Muito obrigado, Eduardo. A resposta demorou quase dois anos, mas veio, hahaha. Me desculpe!

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