12 músicas que você precisa ouvir antes de conhecer o “Revival”, o novo álbum da Selena Gomez

Desviando de todo o negativismo liderado por uma legião de haters que sempre julgou mal o seu modesto talento para o canto, é imensurável o quanto Selena Gomez consolidou o seu nome de uns anos para cá e conseguiu se firmar como uma das mulheres mais promissoras de sua geração. Desde que resolveu fazer a sua estreia lá atrás, em 2009, quando ainda integrava a banda Selena Gomez & The Scene, podemos dizer que muitas foram as mudanças experimentadas pela dona do hit “Come & Get It” em torno de sua sonoridade.

Pensando nisso, e, levando em consideração que falta menos de um mês para que o novo disco da cantora (o 5º de sua trajetória musical e o 2º em carreira solo), seja lançado oficialmente no dia 9 de outubro, resolvi montar uma playlist com algumas canções que você precisa conhecer antes de conferir o novo material da garota. Incluindo 12 faixas retiradas desde o iniciante “Kiss & Tell” (2009) até o recém-chegado “Stars Dance” (2013), a seleção abaixo serve de preaquecimento para a era “Revival” que promete ser a mais pessoal e inovadora da carreira da Srtª Gomez. Estão prontos?


ERA: KISS & TELL (2009)

Naturally

O único single de nossa playlist não poderia ser outro senão “Naturally”, a 2ª música escolhida para promover o debut album de Selena e sua banda há distantes 5 anos e meio. Inspirando-se no electropop e dance-pop que tanto dominaram o início da nova década, a 6ª faixa do “Kiss & Tell” continua sendo, mesmo após tanto tempo, uma das melhores músicas de trabalho já gravadas pela cantora, seja em carreira solo, seja acompanhada do The Scene. Arrancando os louvores da crítica especializada, incluindo da “Billboard” que elogiou o “gancho vocal suculento e instantaneamente memorável”, a parceria dos compositores Antonina Armato, Tim James e Devrim Karaoglu com a produção da equipe Rock Mafia com certeza rendeu à Selena um hino digno de nossos calorosos aplausos.

More

Seguindo as tendências eletrônicas que se fizeram presente na faixa anterior, “More” também foi outra adepta desta sonoridade mais madura que já preencheu grande parte do catálogo discográfico da cantora. Aliando-se às batidas do pop-rock característico dos artistas teen da geração 2000, a 8ª canção do disco, mesmo que tenha adquirido pouca visibilidade do público quando do lançamento do “Kiss & Tell”, mostrou-nos já naquela época toda a paixão de sua intérprete por um som que combinasse mais com o seu estilo. “More” é tão adorada pela equipe de Selena que ganhou uma nova versão totalmente repaginada em espanhol, a qual entrou para a tracklist da coletânea “For You”, liberada no ano passado, sendo ao final renomeada para “Más”.

As a Blonde

Deixando sua imagem menininha de lado, foi com o cover da canção originalmente gravada pela cantora canadense Fefe Dobson que Gomez ocupou com a sua versão a vaga de número 9 do seu disco de estreia. “As a Blonde”, a qual deveria ter sido lançada no álbum cancelado “Sunday Love”, de Dobson, foi cedida à novata e ganhou no disco de Selena a produção do multiplatinado Greg Wells, quem mais tarde trabalharia com Katy Perry em “Teenage Dream” e Adele em “21”. Recebendo os vocais de apoio da sua criadora original, “As a Blonde” tem toda aquela pegada pop-rockstar que marcou o início da carreira de Selena e pouco depois deu lugar ao dance predominante que seguiu os singles “Love You Like a Love Song” e “Hit The Lights”.

I Got U

Encerrando o impacto de “Kiss & Tell” por esta publicação, a penúltima faixa do primeiro disco da morena é também a responsável por colocar um fim às influências de Selena com a música pop-rock (pelo menos por enquanto). Contando com alguns elementos do new-wave, a canção encaixa-se no álbum como uma quebra de todo o pop melodramático que acompanhou a maioria das faixas do trabalho em questão. Mostrando-se uma escolha incomum para uma cantora teen que estava se lançando num momento em que outras já possuíam uma forte base de fãs consolidada, “I Got U” é provavelmente a canção mais madura do disco de estreia de Gomez e de qualquer outro lançamento de Demi Lovato ou Miley Cyrus que marcou o final da última década. Foi descrita pelo site “About.com” como “um mix entre a suavidade e a intensidade que fazem Selena Gomez soar tão distinta” (dos demais artistas).


ERA: A YEAR WITHOUT RAIN (2010)

Off the Chain

Investindo pesado no som futurístico que dominou os clubes noturnos no início dos anos 10s, “Off the Chain” surge em “A Year Without Rain” assim como “Naturally” surgiu um ano antes chamando toda a atenção para si e firmando-se como mais uma grande gravação invejável da musicista. É por conta desses momentos de descontração e divertimento em que a cantora está aproveitando o máximo de sua liberdade criativa que tivemos a sorte grande ser condecorados com a melhor faixa do 2º disco da banda. Fazendo um imenso contraste com as demais músicas do álbum que se preocuparam mais em atingir um público adolescente, “Off the Chain” soa em “A Year Withour Rain” como a irmã mais velha e supergostosa das mimadinhas e birrentas “Spotlight”, “Summer’s Not Hot” e “Sick Of You”. Realmente, Selenita, o synthpop nem sempre se mistura tão bem assim com o teen-pop!

Dica: acompanhe a sua leitura com esta playlist


ERA: WHEN THE SUN GOES DOWN (2011)

Bang Bang Bang

Tirem as crianças da sala! Se você nunca imaginou a doce Alex Russo de “Os Feiticeiros de Waverly Place” em uma canção que já se inicia com alguns gemidos à la Britney Spears, talvez seja o momento de aceitar que todos crescem numa hora ou outra. Brincadeiras à parte, “Bang Bang Bang” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do “When the Sun Goes Down” e acabou sendo liberada como o 1º single promocional do material. Rotulada à época como uma indireta para o Nick Jonas, ex-namorado da cantora, liricamente ela fala sobre você ter um novo namorado que é muito melhor que o seu anterior (um tiro doeria mesmo… ei, espera, acho que agora entendi o título da música). Composta pela sua própria intérprete ao lado de Toby Gad, Meleni Smith e Priscilla Hamilton, foi muito bem recebida pelo “New York Post”, o qual consagrou-a como “a música do verão” e elogiou a sua “sensacional vibe de sintetizadores”.

When the Sun Goes Down

Apesar de continuar dando sequência ao som eletrônico produzido e inserido em 80% do disco, a faixa-título do 3º e último álbum da Selena Gomez & The Scene toma para si a mesma função desempenhada por “I Got U” em “Kiss & Tell” – mas não para introduzir uma nova sonoridade, e sim trazê-la de volta. Revivendo seus velhos tempos em que caminhava prioritariamente pelo pop-rock, Gomez decidiu chamar o seu colega de banda Joey Clement para compor e dar um toque especial a música de número 7 do “When the Sun Goes Down”. Impulsionada pelas guitarras elétricas do baixista acompanhadas por divertidos sintetizadores, pode não parecer, mas a canção desperta-se no álbum muito mais do que um mero momento festivo enquanto o sol se põe. Configurando um verdadeiro trabalho em equipe, a vocalista do grupo chegou a revelar para a “Billboard” no lançamento do disco que “precisou reescrever a ponte da faixa-título”, pois queria que o trabalho “soasse mais como o de uma banda”.

Outlaw

Todo cantor ou banda passa por um momento de sua carreira em que decide gravar um disco ou single mais sombrios e, por mais que ainda não fosse muito experiente quando decidiu o fazer, o mesmo se sucedeu com a nossa querida Selenita Gomez. Vocês podem achar que estou me referindo à recente “Good For You”, mas, na verdade estou voltando um pouco mais no tempo ao falar sobre isto! Seguindo os seus passos anteriormente dados em “A Year Without Rain”, quando gravou os vocais da intensa “Ghost Of You”, Gomez caprichou na composição ao lado de Antonina Armato, Tim James e Thomas Armato Sturges para dar vida à misteriosa “Outlaw”. A 10ª música do “When the Sun Goes Down” brinca com um joguinho de palavras que nos remete aos bons tempos do “Velho Oeste”, quando Selena chama o cara da canção de “fora da lei” e faz referências ao dizer que ele “monta cavalos” e possui “uma recompensa pela sua cabeça”. Clipe desperdiçado sim ou com certeza?

Middle Of Nowhere

A última inédita que encerra o 3º álbum da banda é esta que ocupa a nossa 9ª posição das 12 músicas da Selena que você deverá ouvir antes de conferir o “Revival”, o novo trabalho da cantora. Movida por sintetizadores que originam versos explosivos e se desencadeiam em um refrão cheio de energia, a ponte de “Middle Of Nowhere” é com certeza outro detalhe interessante da canção, a qual apresenta partes faladas e não cantadas. Dá só uma olhada na letra desse hit instantâneo (e também desperdiçado): “É tão frio sem ninguém para me segurar, e você está tão errado por me abandonar quando disse que nunca me deixaria sozinha no meio do nada. Agora eu estou perdida, tentando sobreviver sozinha. Eu pensei que eu nunca poderia conseguir por mim mesma, mas agora eu estou andando solitária no meio do nada”.


ERA: STARS DANCE (2013)

Stars Dance

Desde que fez sua estreia no meio musical em 2009 e seguiu por essa estrada acompanhada de seus parceiros de banda até 2012, muitos criticavam os trabalhos assinados pela Selena Gomez & The Scene que muito tinha de Selena e pouco de The Scene. Entrando em um hiato indeterminável, 2013 apareceu e Gomez decidiu que era chegado o momento de dar seguimento à sua carreira, mas desta vez solamente. Liberando as já conhecidas “Come & Get It” e “Slow Down”, porém, foi a faixa-título do novo material que ganhou a nossa atenção e representa a primeira faixa retirada do “Stars Dance” aqui no Caí da Mudança. Caracterizada pela própria Selena como “um pouco sensual, mas de uma forma bonita e suave”, Gomez entoa durante grande parte da baladinha que é capaz de “fazer as estrelas dançarem”. Com uma pegada bem cósmica e relaxante, a morena conclui sua mensagem intergalática com aquele antigo e sábio pensamento de que a vida continuará passando bem diante de seus olhos (e a velocidade da luz), você querendo ou não: “tudo que eu toco se transforma em amor, tudo o que faço vai abrir o céu […]. Nada é para sempre, porque [no fim] somos apenas poeira estelar.

Save the Day

O que é uma boa lista de música pop sem uma bela e bem produzida farofa musical? Confesso que antes de incluir “Save the Day” em nossa seleta relação, cheguei por um bom tempo a considerar “Like a Champion” e “Write Your Name”, mas por fim fui convencido e a 7ª canção do “Stars Dance” falou mais alto vencendo essa disputa acirrada. A faixa, que antes de passar pelas mãos de Selena já se tornara um objeto de desejo da também cantora Jennifer Lopez, é uma up-tempo bem alto-astral composta pelo trio Mitch Allan, Jason Evigan e Livvi Franc e produzida pelo The Suspex. Sobre a canção, a morena a definiu como “você já teve algum momento em que gostaria que ele nunca acabasse? Eu já, e essa música fala sobre isso, em como você não quer que esses momentos vão embora”.

Love Will Remember

Encerrando com chave de ouro, “Love Will Remember”, a última música da versão standard do disco, aparece em nosso post não apenas como uma despedida minha para vocês, mas também da própria Selena para o conturbado relacionamento com o cantor Justin Bieber. Confirmando os rumores de que teria gravado a canção para o ex-namorado, Selena disse que “Love Will Remember” é a “faixa mais pessoal do disco”, completando que “é uma maneira bonita lançar algo sobre [o relacionamento]. Não é uma abordagem agressiva pela qual as pessoas estão provavelmente esperando. Tenho certeza que ele vai adorar também”. A balada, produzida pelo time parceiro já de longa data Rock Mafia em colaboração com o Dubkiller, marca mais uma vez a grande coerência de Selena ao optar por boas músicas para integrarem os seus discos e deixar tudo com a sua própria cara. Go Selena!


Se você curtiu essa playlist e, assim como eu, já mal pode esperar para descobrir o que nos aguarda com o “Revival”, clique aqui para conferir diversas informações oficiais sobre o novo disco, desde as duas capas liberadas para as versões standard e deluxe até a tracklist, lista de produtores, compositores e o áudio de “Same Old Love”, o novo single de Selena Gomez.

ATUALIZAÇÃO

Talvez você goste de ler também: De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento dos álbuns “Confident” e “Revival”.

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