Os 10 melhores discos de 2018

É quase Ano Novo, mas não poderíamos encerrar 2018 sem a nossa já tradicional lista dos 10 melhores discos do ano. E, como de costume, foi bastante difícil selecionar apenas 10 dos muitos (e excepcionais) trabalhos musicais liberados de janeiro para cá – afinal, foi um ano e tanto! Depois de horas conversando com meus próprios botões, cheguei àquelas obras que considero indispensáveis para todos que, assim como eu, estão sempre dispostos a conhecer novos sons.

Sem mais delongas, vocês encontram, a seguir, a minha playlist com os 10 melhores discos de 2018 e outros 2 bônus que, apesar de não integrarem o ranking definitivo, também mereceram minhas considerações especiais. Ah, não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe de cada álbum, ok? E caso queira conferir o que listamos nos anos de 2017, 2016 e 2015, basta acessar nosso arquivo clicando aqui, aquiaqui, respectivamente.

Preparados? Então vamos lá:

10) I HONESTLY LOVE YOU – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music Australia

Lançamento: 11 de maio de 2018

Singles: “Love Is a Gift” (promocional)

Considerações: pode parecer curioso, mas o fato de a australiana Delta Goodrem sempre dar as caras por aqui não é obra do acaso. Dois anos após o lançamento do “Wings of the Wild” (2016), a moça retornou este ano com “I Honestly Love You”, a trilha-sonora da minissérie estrelada por ela que narra a vida de Olivia Newton-John. Repassando por hits como “Physical” e “You’re the One That I Want” (do filme “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”), a soundtrack traz os já consistentes vocais de Goodrem reinterpretando os clássicos que fizeram de Olivia uma das maiores estrelas da música pop de todos os tempos. Destaque especial para “Hopelessly Devoted to You”, a faixa-título e “Trust Yourself”. Composto por 13 faixas, o disco inclui parcerias com Dan Sultan, Georgia Flood e com a própria Olivia Newton-John

Paradas musicais: estreou em #4 na “ARIA Charts” (nº de cópias desconhecido)

9) QUEEN – NICKI MINAJ

Gravadora: Young Money, Cash Money, Republic Records

Lançamento: 10 de agosto de 2018

Singles: “Chun-Li”, “Bed”, “Barbie Dreams”, “Good Form”

Considerações: mudando completamente de ares, eis que é chegado o momento de coroar Nicki Minaj como a rainha que ela se tornou ao longo desses anos. Inspirando-se em elementos da música pop, raggae e R&B, em “Queen” Minaj demonstra uma versatilidade memorável ao se aventurar entre versos cantados e falados – revelando que aprimorou (e muito) seus dotes como vocalista. Acompanhada de Eminem, Lil Wayne, Ariana Grande, The Weeknd, Swae Lee, Future e Foxy Brown, Nicki fala abertamente sobre seus desejos sexuais, sua posição na indústria musical e até abre seu coração na romântica “Come See About Me”. Em 19 faixas que extraem o que de melhor a black music teve a oferecer em 2018, o 4º disco da rapper extrapola todas as expectativas e nos presenteia com uma coesão invejável do começo ao fim

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 185.000 cópias na primeira semana

8) HONEY – ROBYN

Gravadora: Konichiwa Records, Interscope Records

Lançamento: 26 de outubro de 2018

Singles: “Missing U”, “Honey”

Considerações: saindo das ruas de NY e indo direto para os clubes noturnos de Estocolmo, é com prazer que nossa viagem musical nos leva direto às batidas eletrônicas da Robyn. Primeiro álbum da musicista em oito anos, “Honey” sucede o aclamado “Body Talk” (2010) – que nos apresentou ao sucesso “Dancing on My Own”. Incluso em diversas listas de fim de ano que elegeram os melhores discos de 2018 (incluindo de revistas prestigiadas como a Billboard e a Rolling Stone), o material traz 9 faixas todas compostas por ela ao lado de produtores como Joseph Mount e Klas Åhlund (parceiro de longa data que já trabalhou com Kylie Minogue e Britney Spears). Envolvida também na coprodução de músicas como “Between the Lines” e do carro-chefe “Missing U”, Robyn esbanja classe e diversão ao flertar com um futurismo muito (mas muito) à frente de nosso tempo

Paradas musicais: estreou em #40 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

7) LM5 – LITTLE MIX

Gravadora: RCA Records, Columbia Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “Woman Like Me”

Considerações: girlbands estiveram em alta desde que as Spice Girls surgiram nos anos 90 e tiveram, durante alguns anos, o mundo a seus pés. De lá para cá, muitas foram as formações a ganhar destaque na mídia, mas poucas se mantiveram unidas ou seguiram uma linha de coesão em suas discografias. Provando que o talento, afinal, deve sempre falar mais alto, as meninas do Little Mix mais uma vez deixaram claro que não brincam em serviço com o “LM5”. Trazendo colaborações com Nicki Minaj, Sharaya J e Kamille, o 5º álbum do grupo, apesar de ainda exaltar a eloquência de suas integrantes, soa um pouco mais denso por ter deixado o pop-chiclete de lado e abraçado satisfatoriamente alguns elementos do hip-hop, do R&B e da música latina. Com vocais harmoniosos que se encaixam perfeitamente como as peças de um quebra-cabeças, Jesy, Leigh-Anne, Jade e Perrie nunca soaram tão maduras e donas de si

Paradas musicais: estreou em #3 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

6) EXPECTATIONS – BEBE REXHA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 22 de junho de 2018

Singles: “I’m a Mess”

Considerações: quem acompanha o Caí da Mudança sabe que nossas resenhas são quase sempre focadas em lançamentos musicais de veteranos da música pop. Todavia, também não é novidade que, vez ou outra, abrimos espaço para um novato aqui e ali que demonstra ser merecedor de uma atenção especial. Após conquistar a todos com “In the Name of Love” (com o Martin Garrix), Bebe Rexha foi certeira ao finalmente lançar o “Expectations”, o primeiro álbum de seu catálogo tão promissor. Inserindo hits como “Meant to Be” e “I Got You” na tracklist, a moça traz em cada uma das 14 faixas aquela fórmula do sucesso que combina perfeitamente instrumentais a vocais que tantos outros tentam, mas poucos acertam. Como já era de se esperar (levando-se em consideração seus últimos EPs), pop e R&B são os gêneros que predominam na obra. Assim como canta na faixa que inaugura o disco, Bebe Rexha é mesmo uma Ferrari em alta velocidade vindo diretamente em nossa direção

Paradas musicais: estreou em #13 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

5) LOBOS – JÃO

Gravadora: Universal Music

Lançamento: 17 de agosto de 2018

Singles: “Imaturo”, “Vou Morrer Sozinho”, “Me Beija Com Raiva”

Considerações: dando uma pausa nos materiais gringos, é claro que eu não deixaria de incluir aqui aquele que foi o brasileiro que mais ouvi durante o ano. Com “Lobos”, seu álbum de estreia, Jão, de 24 anos, sofre por um relacionamento amoroso que não anda muito bem e desabafa sobre suas próprias inseguranças. Brincando com a melancolia de “Eu Quero Ser Como Você”, a crueza de “Monstros” e a ginga de “A Rua”, o moço do interior de São Paulo não poupa em poderio vocal e nos enlaça com uma desenvoltura ímpar. Para quem não sabe, Jão, que hoje é uma das maiores apostas da música pop nacional, começou a ganhar destaque na internet fazendo covers de artistas como Lady Gaga, Rihanna, Anitta e Maiara & Maraisa. Composto por 10 canções, “Lobos” ganhou recentemente uma versão física incluindo 2 novas faixas: “Ressaca” e a inédita “Fim do Mundo”. Quem diria que ele chegaria aqui, não é mesmo?

Paradas musicais: alcançou o #2 no iTunes Brasil

4) LIBERATION – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 15 de junho de 2018

Singles: “Accelerate”, “Fall in Line”

Considerações: muito se duvidou se Christina Aguilera, a voz feminina mais aclamada de sua geração, realmente voltaria a lançar música após tantos anos sem dar as caras na mídia. As nossas preces parecem ter sido atendidas, pois, depois de tanta reza, pudemos finalmente conferir o primeiro trabalho da veterana desde o morno “Lotus” (2012). Seguindo o exemplo de “Stripped” (2002) e fugindo do óbvio, em “Liberation” Xtina mais uma vez quebra tabus e canta sobre feminismo, autodescoberta e amor. Entregando-se de corpo e alma às batidas do hip-hop, do R&B, do reggae e do rock, Aguilera divide-se em nos entreter com as produções de Kanye West e nos emocionar com vocais dignos de uma lenda viva. Os duetos “Like I Do” e “Fall in Line”, indicados à 61ª edição do Grammy Awards, são a prova viva de que, mesmo sem dominar os charts, Christina continua sendo a artista visionária que jamais deixou de ser. Confira a nossa resenha completa sobre o disco acessando este link

Paradas musicais: estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 68.000 cópias na primeira semana

3) THE PAINS OF GROWING – ALESSIA CARA

Gravadora: Def Jam Records

Lançamento: 30 de novembro de 2018

Singles: “Growing Pains”, “Trust My Lonely”

Considerações: crescer realmente é muito doloroso, mas é incrível como a Alessia Cara, em seu 2º disco de inéditas, faz parecer tão divertido. Seguindo a linha de “Scars to Your Beautiful” que consagrou à canadense uma vitória na 60ª edição do Grammy Awards, “The Pains of Growing” vem para refrescar a nossa memória do porquê nos apaixonamos tanto por Cara logo à primeira vista. Ainda adepta de uma sonoridade mais acústica – o que, é claro, não dispensa um pop mais enérgico aqui e ali –, a moça se aliou a produtores como Ricky Reed e ao duo Pop & Oak para nos contemplar com o que chamou de “um pouco mais de transparência”. Totalizando 15 faixas, o álbum fala por si e é uma ótima dica para todos que estão cansados do pop fabricado que permeia grande parte da música internacional. Destaque para “Nintendo Game”“7 Days” e “Girl Next Door”

Paradas musicais: estreou em #21 na “Billboard” canadense (nº de cópias desconhecido)

2) ALWAYS IN BETWEEN – JESS GLYNNE

Gravadora: Atlantic Records

Lançamento: 12 de outubro de 2018

Singles: “I’ll Be There”, “All I Am”, “Thursday”

Considerações: não é à toa que Jess Glynne, a cantora britânica com mais #1s nos charts do Reino Unido (são 7, à frente de cantoras bem-sucedidas como Cheryl e Geri Halliwell), faça tanto sucesso em sua terra natal. Dona de um vozeirão poderoso, ela conseguiu, em pouco tempo de carreira, o que muitos passam a vida inteira tentando. Lançado após três anos do “I Cry When I Laugh” (2015), “Always in Between” cumpriu o prometido e chegou, em outubro passado, trazendo o que todos queriam e tanto sentiam falta. Mais uma vez inspirada na house music, Glynne vai além e mistura pop e soul a produções de Starsmith (Ellie Goulding) e a composições de Ed Sheeran e de si própria. Com 12 faixas na edição standard e 16 na deluxe, o álbum extravasa uma espontaneidade natural que tanto procuramos em trabalhos do gênero eletrônico, mas que raramente encontramos. No que se refere ao futuro da música pop europeia, o Reino Unido está muitíssimo bem representado

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 36.500 cópias na primeira semana

1) TRENCH – TWENTY ONE PILOTS

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 5 de outubro de 2018

Singles: “Jumpsuit”, “Nico and the Niners”, “Levitate”, “My Blood”

Considerações: pode ser surpresa para quem acompanha o nosso blog, quase sempre voltado à música pop, encontrar um trabalho do twenty one pilots em #1 numa lista como esta, mas não, você não leu errado (até porque esta não é a primeira vez que isso acontece por aqui). Fundindo gêneros como hip-hop e rock alternativos, Tyler Joseph e Josh Dun atingem a excelência naquele que considero o melhor disco de 2018. Ao longo de 14 faixas (todas compostas por Joseph, algumas ao lado de Paul Meany, do Mutemath), “Trench” aborda temas como , insegurança, suicídio e saúde mental. O interessante é que todo o contexto do álbum está interligado ao “Blurryface” (2015) e gira em torno da cidade metafórica de Dema, criada pelo vocalista, na qual se passa a trilogia de clipes “Jumpsuit”, “Nico and the Niners” e “Levitate” (entenda cada detalhe aqui). Aclamado pela crítica, o 5º material da dupla chega num momento em que nossos ouvidos bradam por obras que sejam realmente dignas de nosso tempo e atenção

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 175.000 cópias na primeira semana

BÔNUS:

GOLDEN – KYLIE MINOGUE

Gravadora: BMG

Lançamento: 6 de abril de 2018

Singles: “Dancing”, “Stop Me from Falling”, “Golden”, “A Lifetime to Repair”, “Music’s Too Sad Without You”

Considerações: apesar de ter deixado a fã-base de Kylie Minogue dividida, “Golden” é mais um daqueles discos polêmicos que vêm para acrescentar algo que, na maioria das vezes, nós nem sabíamos que precisávamos. Combinando o já característico dance-pop de sua discografia ao country dos EUA, a australiana prova pela milésima vez que é uma mulher corajosa e mergulha de cabeça em um dos projetos mais audaciosos de sua trajetória. Liderado pelo lead-single “Dancing” (que resenhei aqui), o 14º registro de Minogue nos estúdios de gravação foi mais do que eficaz ao recolocá-la em alta no Reino Unido; público que sempre a acolheu tão calorosamente. Por um lado, “Golden” pode até soar um pouco antiquado em razão dos muitos álbuns country-pop que brotaram em 2016 e 2017, mas, sob uma perspectiva mais positiva, precisamos ser francos e aceitar que, em termos de qualidade, Kylie nunca decepciona

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 48.032 cópias na primeira semana

CAUTION – MARIAH CAREY

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “With You”

Considerações: encerrando com chave de ouro, é óbvio que não poderia deixar de mencionar o ótimo 15º disco de inéditas da Mariah Carey. Diferente de seus antecessores que permaneceram mais na zona de conforto, “Caution” arrisca em produções e revitaliza a imagem da cantora junto aos mercados hip-hop e R&B – que se revelaram o grande forte de Mariah desde a sua libertação em “Butterfly” (1997). Contando com as parcerias de Ty Dolla Sign, Slick Rick, Blood Orange, Gunna e KOHH, o álbum chegou a ser produzido por nomes de peso como Jermaine Dupri e Timbaland. Como se fosse capaz de extrair o que de melhor concebeu em seu passado lendário, Mariah acerta a mão nas indispensáveis “With You” e “Portrait”, que de longe nos remetem aos bons tempos de “We Belong Together” e das baladas do “Rainbow” (1999). Com vocais precisos e composições determinadas, Carey vai direto ao ponto e se condecora como a diva suprema de todas as divas

Paradas musicais: estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 51.000 cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

Apesar de elencar acima aqueles que considero os melhores discos do ano, é importante citar outros que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Dancing Queen”, da Cher; o “Fatti Sentire”, da Laura Pausini, o “Icarus Falls”, do Zayn; o “Sweetener”, da Ariana Grande; o “Origins”, do Imagine Dragons; o disco homônimo, do Shawn Mendes; o “Bloom”, do Troye Sivan; o “Dona de Mim”, da Iza; e a trilha-sonora do filme “A Star is Born”, da Lady Gaga com o Bradley Cooper.

E para vocês, quais foram os 10 melhores álbuns de 2018? Não deixe de nos dizer no espaço para comentários à seguir. Muito obrigado por nos acompanhar em 2018 e um Feliz Ano Novo para você e para toda sua família!

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#4 | Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás

Tornou-se uma tradição pra mim voltar uma vez por ano aqui no blog para, assim como anuncia o título desta publicação, elencar aqueles que considero os “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Este ano, é claro, não poderia ser diferente, por mais que o Caí da Mudança tenha passado este último semestre completamente jogado às traças (e por isso peço imensuráveis desculpas). Sem mais delongas, você encontra, a seguir, 10 grandes obras da música pop internacional que marcaram a vida de muita gente e que, uma década mais tarde, merecem ser lembradas como as obras-primas que são.

Ah, e antes que me esqueça: caso queira conferir o que listamos para os anos de 2017, 2015 e 2014, basta acessar o nosso acervo de publicações clicando aqui, aqui e aqui, respectivamente. Não deixe, também, de clicar na capa de cada disco para conferir um clipe especial de cada artista. Boa leitura e aproveite cada segundo de nostalgia!

10) DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 23 de setembro de 2008

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”

Considerações: não é segredo pra ninguém que todo e qualquer jovem ator que começou sua carreira na Disney tenha, voluntariamente ou não, também se aventurado pelo meio musical. Não poderia ser diferente com a Demi Lovato, que após uma estreia bem-sucedida no filme “Camp Rock” (2008), não hesitou em liberar para as lojas do mundo todo o seu primeiro registro vocal solo naquele mesmo ano. Auxiliada pelos meninos do Jonas Brothers, que além de compor também produziram diversas das faixas que integram o “Don’t Forget”, Lovato não economiza no vozeirão e nos entrega o que se tornou o álbum mais alto-astral de sua tão promissora discografia. Sensibilidade e pop-rock se unem para proclamar ao mundo o nascimento de uma das maiores vocalistas de sua geração

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 89.000 cópias na primeira semana

9) E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records

Lançamento: 15 de abril de 2008

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “I Stay in Love”

Considerações: Mariah Carey dispensa apresentações! Com milhões de discos vendidos, inúmeros prêmios vencidos e oitavas para dar e vender, é, sem sombra de dúvidas, a maior diva contemporânea da indústria fonográfica. Dando sequência ao multiplatinado “The Emancipation of Mimi” (2005), “E=MC²” segue a fórmula mágica de seu predecessor e é mais do que eficiente ao mesclar batidas pesadas do hip-hop a instrumentais de primeira do R&B. Sempre no controle criativo de cada era que protagoniza, Carey foi muito feliz na escolha de cada produtor que convidou para ajudá-la na árdua tarefa de nos presentear com um dos materiais mais memoráveis de seu catálogo. Danja, Stargate e Jermaine Dupri são apenas alguns dos mais conceituados

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 463.000 cópias na primeira semana

8) BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 22 de julho de 2008

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly on the Wall”

Considerações: tirando a longa peruca loura que colocou seu nome na boca de 9 entre 10 crianças e adolescentes dos anos 2000, Miley Cyrus não precisou de muito para deixar a sombra de Hannah Montana e ganhar destaque por conta própria. Majoritariamente composto e produzido pelos talentosos Antonina Armato e Tim James (que já haviam colaborado em “Meet Miley Cyrus”), “Breakout” foi o primeiro álbum de Cyrus sem qualquer ligação com a famosa série de TV do Disney Channel. Dando voz à faixas genuinamente autorais, Miley se ampara no bom e velho pop-rock para contar uma triste história de amor que não terminou com um final feliz. Voz, baixo, bateria e teclado provêm o que de melhor poderíamos encontrar de uma das artistas mais completas da atualidade

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 371.000 cópias na primeira semana

7) DEPARTURE – JESSE McCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 20 de maio de 2008

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”

Considerações: seguindo o exemplo de Hilary Duff com o prestigiado “Dignity” (2007), foi com precisão e bastante coragem que Jesse McCartney enterrou qualquer vestígio de sua antiga carreira de sucesso junto ao público adolescente ao lançar seu 3º disco de inéditas. Influenciado por grandes astros da música como Prince, Michael Jackson e Madonna, em “Departure” McCartney nos presenteia com uma obra que, apesar de ainda pender para o pop, flerta em muito com a black music frequentemente utilizada por Justin Timberlake. Um divisor de águas em sua discografia, o sucessor de “Right Where You Want Me” (2006) chegou a ser relançado um ano mais tarde sob o título “Departure: Recharged” contendo 5 novas músicas – incluindo o single “Body Language” e outras joias raras como “Crash & Burn”

Paradas musicais: o álbum estreou em #14 na “Billboard 200” com vendas de 30.200 cópias na primeira semana

6) BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”

Considerações: houve um momento da década passada em que o pop-rock predominou nas paradas de sucesso e alavancou a carreira de muitos jovens cantores. Ocorre que, após a aclamação de álbuns como “Confessions on a Dance Floor” (de Madonna) e “Blackout” (de Britney Spears), muito se discutiu sobre o que estava em alta, e consequentemente muitos artistas acabaram migrando para um som mais eletrônico. Acompanhando a maioria, mas passando por essa transição de maneira brilhante, Ashlee Simpson prova em “Bittersweet World” que é possível dar vida a um bom disco pop que soe moderno, original e despretensioso. Bem à vontade com sua voz rouca que casou tão bem aos instrumentais exóticos de músicas como “Murder” e “No Time for Tears”, a moça acerta a mão na parte lírica e se restabelece como a ótima compositora que sempre foi

Paradas musicais: o álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 47.000 cópias na primeira semana

5) HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”

Considerações: e já que estamos falando de música pop, nada mais justo senão incluir em nosso top 5 o que considero o meu álbum favorito daquela que sustenta o título de “Rainha do Pop”. Despindo-se da vontade de chocar o público com os assuntos polêmicos que permearam sua trajetória desde o início, em “Hard Candy” Madonna parece ter tirado um pouco o pé do acelerador e se incumbido da simples tarefa de gravar um disco que soasse o mais atual (e natural) possível. Convidando nomes de peso como Justin Timberlake, Pharrell Williams e Kanye West, a veterana responsável por abrir as portas para a maioria das cantoras pop nunca esteve tão acessível para os públicos das mais diversas idades. Prova disso é a “Sticky & Sweet Tour” (2008-2009), série de shows que promoveu o CD e segue, em pleno 2018, como a turnê feminina mais lucrativa da história

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 280.000 cópias na primeira semana

4) FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records

Lançamento: 24 de outubro de 2008

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”, “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter in the Air”

Considerações: que Pink se consagrou como uma das poucas veteranas de sua geração a ainda dominar os charts em tempos atuais, isso ninguém questiona. Entretanto, foi somente após o lançamento de seu 5º material de estúdio que a cantora chamou de vez a atenção daqueles que ignoravam seu talento nato para construir as obras de arte que compõem seu catálogo. Dona de uma voz única que lhe confere a dramaticidade necessária para dar vida a seus hits atemporais, em “Funhouse” a cantora nos convida para uma montanha-russa de altos e baixos que resume muito bem a vida de qualquer pessoa emotiva. Seja pela loucura contagiante de “So What” ou pelo tom mais obscuro de “Ave Mary A”“Sober”, este é o álbum perfeito para quem sabe apreciar um trabalho de qualidade que clama para ser ouvido em volume máximo

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 180.000 cópias na primeira semana

3) THE FAME – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 19 de agosto de 2008

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame” e “Paparazzi”

Considerações: é até estranho quando paramos para pensar e percebemos que Lady Gaga, aquela de “Poker Face”, se lançou no mercado musical há exatos 10 anos. Apenas uma novata buscando por seu espaço na música, foi com trabalho árduo que Stefani Germanotta conquistou a todos com seus hits prontos que ajudaram a disseminar o eletropop e synthpop ao redor do mundo. Alavancando a carreira de produtores como RedOne (que nos anos seguintes se tornou um dos profissionais mais requisitados entre os famosos), a moça logo se estabeleceu como uma das mulheres mais poderosas do meio artístico graças ao autogerenciamento de sua multifacetada carreira. E isso tudo apenas teve início graças àquele que é considerado, por muitos, o seu álbum mais revolucionário. O sucesso foi tanto que, em 2019, “The Fame” ganhou um relançamento contendo 8 novas músicas – incluindo os hinos “Bad Romance” e “Telephone”

Paradas musicais: o álbum estreou em #17 na “Billboard 200” com vendas de 24.000 cópias na primeira semana (mas, posteriormente, atingiu o #2, vendendo 169.000 cópias, em 2010)

2) CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 28 de novembro de 2008

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”

Considerações: estamos em 2018 e não restam quaisquer dúvidas de que Britney Spears é a maior exemplo de superação da cultura popular. Após ser perseguida, humilhada e ter sua vida exposta da maneira mais invasiva possível, a “Princesa do Pop” fez o impossível quando contornou as controvérsias que acompanharam a era “Blackout” e chegou em 2008 com o revigorante “Circus”. Dando continuidade à sonoridade dançante que se fez presente em seu trabalho anterior, dessa vez a loira não poupou esforços e caprichou bastante na mensagem que quis passar em cada faixa do novo material. Mandando indiretas para a mídia sensacionalista nas provocantes “Kill the Lights” e “If U Seek Amy”, Britney ainda teve tempo de homenagear os filhos na canção de ninar “My Baby” e brincar com o desconhecido em “Blur” e “Amnesia”. E tudo isso enquanto via o público acolhê-la, novamente, como a “Srta. Sonho Americano” que sempre foi desde os seus 17 anos

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 505.000 cópias na primeira semana

1) I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records

Lançamento: 12 de novembro de 2008

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”

Considerações: Beyoncé é outro grande nome que dispensa apresentações – até porque, convenhamos, não é obra do acaso a moça levar para casa nossa medalha de ouro. Acostumada a se reinventar a cada nova era que encabeça, foi com “I Am…Sasha Fierce” que o universo pop se curvou de vez àquela que é considerada a artista mais completa dos últimos tempos – e não, não estamos a superestimando. Dona de uma voz poderosa que causa inveja a qualquer aspirante de diva pop, a esposa de Jay-Z trouxe em seu 3º disco toda a desenvoltura pela qual é conhecida acompanhada de um dos conceitos mais extraordinários já experimentados nesta indústria. Introduzidos a um disco duplo, em “I Am…” encontramos baladas midtempo de R&B, folk e rock alternativo que representam o lado mais vulnerável de Beyoncé; ao passo que “Sasha Fierce”, o segundo disco, investe em batidas uptempo de eletropop que possuem a intenção de dar voz ao alter-ego que a musicista assume quando está em cima dos palcos. Mais afinada do que nunca, Queen B lançou inúmeras edições do “I Am…Sasha Fierce”, todas com capas e tracklists diferentes

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 482.000 cópias na primeira semana

BÔNUS) FEARLESS – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 11 de novembro de 2008

Singles: “Love Story”, “White Horse”, “You Belong with Me”, “Fifteen” e “Fearless”

Considerações: muito antes de Taylor Swift comandar os charts da Billboard com seus hits pop, houve uma época em que a cantora trilhava um caminho de bastante sucesso na música country. Compondo álbuns e singles dedicados a seus antigos desafetos amorosos, foi com seu jeitinho suave de menina inocente que a moça levou não um, mas dois gramofones na edição de 2010 do Grammy: um por “Melhor Álbum Country” e outro por “Álbum do Ano”. Movido pelo sucesso esmagador de singles como “You Belong with Me”“Love Story”, “Fearless” também foi sucesso de crítica e atingiu, no Metacritic, impressionantes 73/100 (nota que, aliás, nem é a sua mais alta, já que o “Speak Now” e o “Red” se encontram empatados com 77/100). Quem diria que hoje ela se tornaria uma das popstars mais rentáveis, não é mesmo?

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 592.000 cópias na primeira semana


E aí, gostou da nossa lista? Algum grande trabalho lançado há uma década ficou de fora da nossa seleção especial? Não deixe de nos contar no espaço para comentários a seguir quais são os seus 10 melhores álbuns de 10 anos atrás.

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Escapando da abstinência, Christina Aguilera atinge a excelência com o hip-hop e R&B do novo “Liberation”

Há quase três anos disponibilizamos aqui no blog o que pretendia ser o desabafo de um fã insatisfeito com os rumos tomados na trajetória de sua cantora favorita (relembre). Após tanto tempo sem novidades anestesiados pelo lançamento de uma canção aqui e outra ali, finalmente fomos contemplados, na penúltima sexta, com o aguardadíssimo novo álbum da Christina Aguilera. Superando alguns deslizes do passado e caprichando no que de melhor sabe fazer, a veterana não economizou na lista de colaboradores e, ao lado de nomes como Kanye West, pôs um fim aos comentários que acusavam sua falta de relevância em pleno 2018.

Especial não apenas por quebrar um interminável hiato de 6 anos, mas também por chegar a nós no mês em que sua intérprete completa 2 décadas de carreira“Liberation” segue o antigo histórico de Xtina e ousa em todos os aspectos possíveis. Reafirmando sua fama de revolucionária, a obra é um presente e tanto para todos aqueles que sentiram falta de uma Christina cheia de desenvoltura e acostumada a fugir do óbvio. Detalhes à parte, você encontra, a seguir, nossas principais reflexões sobre o esperado sucessor de “Lotus” (2012). Demorou, mas sobrevivemos para finalmente ver o novo projeto da loira ganhar a luz do dia!

Precedentes:

Sem maquiagem, Christina em ensaio fotográfico para seu 8º álbum de estúdio

Quem acompanha os passos de Christina Aguilera já deve ter notado que, desde o “Stripped” (2002), não houve um disco sequer (à exceção de “Lotus”) que tenha sido liberado num período de tempo inferior a 4 anos. Perfeccionista como ninguém, Aguilera é conhecida por mergulhar de cabeça na imagem criativa de cada nova era que encabeça, sempre com um olhar detalhista e à frente de seu tempo. Flertando com o jazz e as músicas eletrônica e urbana, a musicista sempre demonstrou uma versatilidade digna de rainhas do pop como Cher e Madonna. Seja pelas minúcias de seus ensaios fotográficos ou pelo alter ego escolhido para sustentar sua voz, Christina é, sem sombra de dúvidas, uma das poucas artistas de sua geração realmente engajada a transmitir uma mensagem de empoderamento despretensioso. Consagrada pelos méritos de “Back to Basics” (2006) e perseguida pelos fracassos de “Bionic” (2010), ela é o exemplo perfeito de pessoa pública que já viveu todos os altos e baixos que somente uma celebridade do alto escalão poderia ter vivido.

Após atuar no The Voice durante anos e passar por uma segunda gravidez que a manteve afastada dos holofotes, foi com muito custo que os fãs puderam segurar as pontas com faixas gravadas para a trilha-sonora de musicais como “Finding Neverland” e séries de TV como “Nashville”. Pegando-nos de surpresa no mês passado com a tão sonhada data de lançamento do seu 8º material de inéditas (6º se desconsiderarmos o “Mi Reflejo” e o “My Kind of Christmas”), a cantora animou ainda mais os ânimos do público quando anunciou em conjunto a futura “Liberation Tour”, sua primeira turnê em mais de uma década. Com previsão de estreia para setembro deste ano, Christina deve percorrer cidades da América do Norte até novembro, quando provavelmente estenderá seus shows para outras regiões do mundo. Vale lembrar que sua última visita ao Brasil se deu em 2011, quando desembarcou em terras tupiniquins tão somente para promover sua linha de roupas para a “C&A”. Bem que uma apresentação musical não cairia mal!

Livrando-se das correntes:

Autodescoberta, feminismo e amor são alguns dos temas abordados em “Liberation”

Ganhando as redes sociais em publicações que prometiam um trabalho mais intimista, o conceito do novo CD teria surgido pela recusa da própria Christina para com sua gravadora de gravar músicas voltadas para o mercado mainstream. Contando à rádio “Beats1” que se sentiu mais uma vez presa à era “Genie in a Bottle”, a cantora não pensou duas vezes e se entregou de corpo e alma às batidas do hip-hop, do R&B, do reggae e do rock. Consequentemente, muitos foram os boatos de que a divulgação do “Liberation” estaria sendo custeada inteiramente pela equipe da moça, sem o apoio da RCA Records (ou seja, de forma independente), mas no fim das contas nada foi realmente confirmado. Oficialmente liberado no dia 15 de junho, o popularmente denominado X6 vem sendo gravado desde 2014. À época, produtores como Pharrell Williams, Mark Ronson e até Linda Perry chegaram a visitar os estúdios de gravação com Aguilera, apesar de suas colaborações não entrarem para a edição final do novo álbum.

Recebendo as composições de Tayla Parx (“Love Lies”), Teddy Geiger (“In My Blood”), Julia Michaels (“Sorry”), Justin Tranter (“Bad Liar”), Nicholas Britell (trilha sonora de “Moonlight”) e da própria Christina (que assina 10 das 15 faixas), “Liberation” foi produzido por Kanye West, Che Pope, Anderson Paak, Ricky Reed, MNEK entre outros, todos envolvidos com a black music. Contando com as parcerias vocais de Demi Lovato, Keida, Shenseea, GoldLink, Ty Dolla Sign, 2 Chainz e XNDA, a obra aborda temas como autodescoberta, liberdade de expressão e de padrões, feminismo e amor. Responsável por inaugurar a nova era, o lead-single “Accelerate” chegou com uma vibe pesadíssima exalando uma sensualidade que não víamos há muito tempo (ouça). Duas semanas mais tarde, foi a vez de “Fall in Line” dar continuidade ao legado feminista iniciado por “Can’t Hold Us Down” 15 anos antes se estabelecendo como 2º single oficial, enquanto “Twice” e “Like I Do” seguem como singles promocionais.

O clipe de “Fall in Line”, parceria com a Demi Lovato e dirigido por Luke Gilford

Conquistando as boas graças da crítica especializada, “Liberation” acumulou merecidos 71/100 no Metacritic (incluindo a aprovação instantânea do “The New York Times” e da “Rolling Stone”), se tornando, até agora, o álbum de Christina melhor avaliado no site – seguido de “Back to Basics”, com 69/100. Já na Billboard 200, a principal parada de discos nos EUA, a previsão é de que venda de 70 a 75 mil cópias na primeira semana, número este bem similar ao de “Lotus”, que debutou com 73 mil em sua first week. Apesar de esta não ser sua melhor semana nos charts norte-americanos, Aguilera já deixou claro, antes mesmo de lançar o CD, que não liga para o desempenho ou os números a serem obtidos. Bem, se depender da aprovação do público, realmente não há com o que se preocupar!

Em busca de Maria:

Para promover o novo álbum, foi lançado no YouTube o mini documentário “Where’s Maria”, que você pode assistir aqui (sem legendas)

Abrindo a tracklist daquela maneira já conhecida pelos fãs, a primeira faixa a dar as caras por aqui é a que também dá nome ao disco. Tal como as introduções dos álbuns anteriores, “Liberation” tenta não apenas nos adiantar o que vem pela frente, mas também representar a essência da obra em sua totalidade. Eficiente ao capturar a alma do novo projeto com um instrumental suave que beira a perfeição, a canção consegue, em menos de 2 minutos, despertar a curiosidade e acalmar os ânimos de todos que esperaram euforicamente pelo lançamento do material. Falando consigo mesma e pedindo para se lembrar de suas essências, Christina logo dá voz para “Searching for Maria”, um breve interlúdio à capella que faz referência ao clássico “Uma Noviça Rebelde” (1965) – e é claro, ao seu nome do meio. Assim, chegamos a “Maria”, tida por muitos como a melhor gravação desta nova era. Utilizando-se de samples de “Maria (You Were the Only One)”, do Michael Jackson, a faixa de nº 3 foi composta e produzida por ninguém menos que Kanye West, o polêmico rapper que também esteve por trás do carro-chefe “Accelerate”. Não mais reconhecendo seu reflexo no espelho, a cantora relata na letra de “Maria” toda a solidão que sentiu durante os anos em que não esteve na ativa, confinada em si mesma num lugar obscuro e sem saída.

E já que estamos falando do tempo em que Aguilera se ausentou dos holofotes, “Sick of Sittin’” é a pedida perfeita para todos que já se sentiram estagnados pelo menos uma vez na vida. Revelado no Instagram que a produção critica a “previsível e clichê máquina de fazer dinheiro”, há quem diga que se trata, na verdade, de uma indireta ao The Voice, programa que Christina recentemente alfinetou em uma entrevista para a Billboard. Protagonizado por um grupo de jovens garotas inspiradas por seus maiores sonhos, “Dreamers” prepara o caminho para “Fall in Line” nos emocionando com trechos que variam de “eu quero ser presidente” a “eu sou a dona do meu próprio mundo”. Incluindo a participação especial de Demi Lovato, finalmente chegamos ao maior hino feminista dos últimos anos. Soltando o verbo, a dupla enaltece toda a força feminina enquanto luta contra o machismo que se encontra enraizado na sociedade desde os seus primórdios (e o melhor de tudo: com vocais impressionantes).

Esteticamente semelhante ao “Stripped”, muito de “Liberation” nos faz lembrar daquela ousadia que transformou Aguilera na artista visionária de hoje em dia

Após brincar com o rock à lá Janis Joplin em “Sick of Sittin’”, eis que é chegado o momento de Xtina experimentar o reggae em “Right Moves” com as rappers Keida e Shenseea. Já na metade da tracklist, é imprescindível para Aguilera manter o interesse do público depois de três performances vocais de tirar o fôlego – e é aqui que as batidas da Jamaica entram para relaxar o ouvinte. Voltando para o hip-hop predominante do disco, “Like I Do” se impõe no que podemos chamar de a melhor disputa de egos de todos os tempos. Produzida por Anderson Paak e cantada ao lado de GoldLink, o possível próximo single de “Liberation” cresce de forma inteligente enquanto mescla referências ao sitcom “Um Maluco no Pedaço” (1990-1996) e aos hits “Genie in a Bottle” e “Ain’t no Other Man”. Tal como diversas faixas do “Back to Basics” dedicadas ao ex-marido Jordan Bratman, “Deserve” surge como um desabafo dos bons e maus momentos vividos ao lado do atual noivo, Matthew Rutler. Emendando “Twice”, composta por MNEK e Julia Michaels, a musicista canta sobre não se arrepender de suas escolhas em uma das baladas mais poderosas (vocal e instrumental) de sua discografia.

Se aproximando da reta final, o interlúdio “I Don’t Need It Anymore” deixa claro que a antiga Christina desacreditada do mundo finalmente abriu seus olhos. Novinha em folha, ela une suas forças aos rappers Ty Dolla Sign e 2 Chainz para transmitir o recado de “Accelerate”. Apesar de não ter sido bem aceito por uma parcela significativa dos fãs (vale lembrar que até mesmo “Dirrty” sofreu duras críticas lá em 2002), o lead-single do X6 demonstra total coesão com o restante da tracklist; revelando-se talvez não o carro-chefe perfeito, mas sem sombra de dúvidas uma parceria a ser lembrada. Ainda inspirada pelo R&B de Che Pope (o produtor de “Maria”), Aguilera e o misterioso XNDA (que ninguém sabe quem é, mas especulam ser Lewis Hamilton) nos entregam a 5ª e última parceria do disco, “Pipe”. Flertando com as diferentes texturas e tons de sua voz, Xtina faz aqui algo bastante similar ao experimentado em “Bionic”, quando preferiu deixar o vozeirão em segundo plano para criar uma sonoridade diferente. Com uma vibe mais puxada para o “Lotus”, chegamos à romântica “Masochist”, que já havia vazado meses antes em um trecho de poucos segundos. Confessando suas inseguranças sobre se casar novamente – e seguindo o caminho de “Deserve” –, “Unless It’s with You” encerra a obra nos deixando com um gostinho de quero mais com o que pode ser chamado de uma prima distante de “The Right Man”.

Enfim livre… e mais relevante do que nunca:

Cada interlúdio e faixa principal parecem posicionados de modo estratégico na tracklist, complementando-se e dando um propósito para uma das obras mais coesas já lançadas pela cantora

Desde que Madonna e Michael Jackson se estabeleceram como os dois maiores ícones da música pop, o público sempre questionou quem seria o candidato perfeito para dar continuidade ao legado de reinvenções iniciado por ambos. Cogitada, ao lado de Britney Spears, como o futuro da indústria fonográfica desde que iniciou sua carreira no final da década de 90, Christina cresceu diante de nossos olhos sob a pressão esmagadora de nos entregar nada menos do que o melhor. Vinte anos mais tarde, essa pressão continua a mesma! Seguindo seus passos sempre fiel à sua forma única de se expressar, Aguilera jamais teve medo de falar sobre temas importantes e necessários – seja denunciando o abuso infantil ou o machismo propagado por aqueles que se veem numa posição de falsa superioridade. Batendo de frente contra todos que já tentaram silenciar sua voz, a musicista é constantemente associada a grupos que lutam pelos direitos das minorias e se esforçam para fazer do mundo um lugar melhor (vide seu trabalho humanitário em combate à fome).

Após lançar um álbum morno e desaparecer por 6 anos, grande era a expectativa do público de como seria o retorno de Xtina à ativa. Dando um chega-pra-lá na ociosidade, a vocalista demonstra ter encontrado a inspiração que lhe faltava para recuperar uma chama que desde o fim precoce da era “Bionic” parecia ter se apagado. Pondo um fim também ao discurso decorado e vazio da “flor-de-lótus que sobrevive aos ambientes mais desfavoráveis” (e que no fim também morreu prematuramente), a moça revela por seus atos que esteve realmente engajada a fazer de “Liberation” um trabalho a não ser esquecido. Seja em composições, produções ou sonoridade, cada colaborador do X6 parece ter sido escolhido a dedo para contribuir de maneira ímpar, dando seu sangue e suor para um material genuinamente digno do catálogo de Christina. Caindo como uma luva, o hip-hop e R&B que permeiam o CD revelam-se totalmente coesos com o histórico da cantora, não soando, a qualquer momento, forçados ou desesperados. Seja encorajando seus fãs na luta por libertação, seja brincando (e o mais importante, se divertindo) ao experimentar gêneros alheios ao pop, não há dúvidas de que Christina Aguilera voltou a ser aquela força motriz capaz de mover mares e montanhas que todos sentimos tanta falta.

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Dos livros para nossos smartphones: afinal, os novos jogos para celular de “Harry Potter” valem a pena?

Ainda estimulados pelos nossos dois últimos “vale a pena ler?”, quando destrinchamos a série literária Harry Potter (relembre) e os roteiros originais de “Criança Amaldiçoada” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (relembre), desta vez decidimos mudar um pouco o curso e, saindo das páginas dos livros, voltamos toda nossa atenção para as telas de nossos smartphones. Ansiosos pela oportunidade interagir com o universo mágico de J.K. Rowling em um outro nível, foi com muita euforia que presenciamos, de 2016 para cá, o lançamento de dois novos games liberados exclusivamente para Android e iOS.

Seja estudando em Hogwarts ou investigando criaturas para o Ministério da Magia, Harry Potter: Hogwarts Mystery e Animais Fantásticos: Mistérios chegaram com tudo nas lojas virtuais e, sem qualquer custo (ou quase isso), nos deixaram ainda mais entusiasmados com o tão amado mundo dos bruxos. Mas, em meio a tantas dúvidas, a pergunta que não quer calar não poderia ser outra: com a possibilidade de lucro nas alturas, será que estes jogos cumprem o seu propósito ou são apenas uma tentativa ardilosa de tirar dinheiro dos fãs? Façam suas apostas e acompanhem, a seguir, nossos principais apontamentos.

Precedentes em outros consoles:

“Lego Harry Potter: Years 1-4” (2010), game disponível para iOS, Android, PC, Nintendo DS, Wii, PS3, PS4, PSP e Xbox 360

Não é de hoje que a trajetória do “Menino que Sobreviveu” é recontada em títulos que ganharam os consoles das mais variadas gerações. Isso porque, já no começo dos anos 2000, “A Pedra Filosofal” (2001) e “A Câmara Secreta” (2002) tentaram, mesmo que nos simplórios gráficos do primeiro PlayStation, reproduzir a experiência única de comandar um jovem Harry por entre os corredores de Hogwarts (relembre nossos jogos favoritos para PS1 clicando aqui e aqui). Os anos se passaram e, com eles, fomos contemplados com gráficos cada vez melhores combinados à jogabilidades muito mais elaboradas.

Ganhando seu espaço em lançamentos redirecionados para PC, PS2, PS3, PS4PS Vita, PSP, GameCube, Xbox, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, GBC e GBA, o legado de Potter surge agora apostando todas suas fichas em games destinados para a maior classe consumidora de jogos eletrônicos da atualidade. Fazendo uso do nome comercial que somente esta marca possui, os novos títulos exploram uma jogabilidade simples que não deverá ser um desafio para jovens e adultos de qualquer idade. Porém, todo cuidado é pouco, e antes que suas expectativas aumentem demais, algumas ponderações precisam ser feitas.

A sua carta de Hogwarts finalmente chegou:

Aula de voo em “Harry Potter: Hogwarts Mystery”

É com esta chamada super convidativa que a Jam City e a Portkey Games anunciaram, no começo do ano, o que muita gente esperava desde a popularização dos jogos gratuitos para smartphones. Se comprometendo a nos entregar a tão sonhada vida de um aluno de Hogwarts, a produtora de “Panda Pop” já havia antecipado que o jogador encontraria diversas novidades em Harry Potter: Hogwarts Mystery, incluindo: assistir aulas com os professores Snape, McGonagall, Hooch e Flitwickescolher sua própria casarealizar feitiçosparticipar de duelosexplorar o castelo e se aventurar numa nova história escrita especialmente para o game. Passando-se alguns anos antes do primeiro ano de Harry na escola, logo após a queda de Lorde Voldemort, o jogo se vende como um RPG, ofertando-nos diversas respostas para os questionamentos que são feitos em seu decorrer. Bem, pelo menos é o que dizem, pois só quem já jogou RPGs deste tipo sabe que nem sempre isso funciona de verdade.

Detalhes à parte, “Hogwarts Mystery” utiliza um sistema de energia bem semelhante ao “Britney Spears: American Dream” (relembre nossa resenha para o Co-op Geeks) na qual o jogador precisa clicar quantas vezes forem necessárias em uma ação determinada para cumprir seus objetivos (assim como exemplificado na imagem que introduz este tópico). Logo, você não precisará de muitos minutos para notar que não dá para passar horas jogando, a não ser, é claro, que resolva reabastecer suas energias com diamantes comprados com dinheiro de verdade (ou adquiridos gratuitamente enquanto joga). Caso não queira mexer na carteira, o jeito mesmo é esperar 1h40min para ver seu reservatório mais uma vez completo – ou sair clicando em pontos específicos do cenário para recolher frações de energia distribuídas periodicamente. Assim como os demais free to play, a maior parte dos itens realmente legais só podem ser desbloqueados com dinheiro de verdade; por isso, paciência ao acumular suas moedas e diamantes.

Disponível para download desde abril de 2018 para Android e iOS, “Harry Potter: Hogwarts Mystery” permite que você viva os sete anos de Hogwarts em uma nova aventura inspirada pelo universo mágico de J.K. Rowling. Desenvolvido pela Jam City, Inc. sob a licença da Portkey Games, é indicado para usuários maiores de 10 anos e deve ser jogado conectado à internet. Veja o trailer

Quebrando um pouco a fórmula escarrada dos click and point, a surpresa de “Hogwarts Mystery” fica mesmo no momento em que sua personagem deverá lançar feitiços, voar de vassoura e preparar poções. Isso porque, para usar Lumos, Incendio ou Flipendo, basta que você repita os desenhos que aparecerão na tela do seu celular para ver a magia finalizada (como na imagem acima). Outro ponto positivo, e certamente o mais inovador, é a possibilidade de montar seu próprio avatar da maneira que bem entender. Com diversas opções de formato de rosto, nariz, olhos, cor de pele e penteados, o jogador finalmente tem a chance de se ver “andando” pelos terrenos de Hogwarts e dividindo aulas com seus colegas de classe (as aspas se deve ao fato de que, tecnicamente, você não anda, pois a tela só se movimenta horizontalmente enquanto seu avatar fica paradinho no canto esquerdo). Por fim, também devemos destacar os duelos, que apesar de simples, são bem divertidos. Numa simples releitura do clássico jokenpô, os comandos agressivo, defensivo e sorrateiro substituem a pedra, o papel e a tesoura da brincadeira original.

Na história do game, você é o irmão mais novo de Jacob, um ex-estudante expulso de Hogwarts por investigar as Criptas Malditas: câmaras amaldiçoadas que, supostamente, estão escondidas no castelo. Só que, para complicar ainda mais sua vida, Jacob está desaparecido, e assim que você dá início ao seu primeiro ano na escola, os boatos sobre ele perseguem sua personagem para onde quer que ela vá. Dividido entre a vontade de aprender magia e a busca pela verdade, o jogador moldará sua personalidade de acordo com as escolhas que toma. Muitas destas escolhas dependerão, é claro, dos níveis de coragem, empatia e sabedoria a serem preenchidos durante a jogatina. Inevitavelmente, logo você se verá investigando as tais Criptas Malditas, e é graças à ajuda de seus amigos (à contragosto de Mérula Snyder, uma aluna mesquinha da Sonserina) que o desfecho da trama vai aos poucos se revelando. Gradativamente, novos feitiços, personagens e lugares se tornam acessíveis conforme você avança no jogo.

Aguce estes olhos de águia:

Investigando a mansão dos Cloke no mistério nº 9 de “Animais Fantásticos: Mistérios”

Mudando de pato para ganso, Animais Fantásticos: Mistérios (“Fantastic Beasts: Cases from the Wizarding World”) não apenas nos traz uma trama diferente, mas também arrisca em uma jogabilidade mais retrô. Recentemente alistado pelo Ministério da Magia para trabalhar como investigador pelo Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, aqui o jogador precisará aguçar sua habilidade visual para desvendar os casos pendentes de solução submetidos ao seu setor. Acompanhado da divertida Mathilda Grimblehawk, é seu dever por um fim aos muitos problemas causados por bruxos e trouxas que ameaçam a segurança das mais fascinantes criaturas mágicas. Como seu trabalho não é moleza, também entram em cena outros funcionários do Ministério e do Hospital St. Mungus para ajudar, como o charmoso Cerberus, do Departamento de Execução das Leis da Magia, e o sempre apático curandeiro Omar. Outras personagens de destaque incluem Myra, do Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas, o historiador Sage e a herbologista e mestra em poções Gethsemane.

Sem muitos rodeios, podemos dizer que “Cases from the Wizarding World” se resume, sem tirar nem por, na imagem que encabeça este tópico. Em um cenário visualmente poluído, o jogador deverá indicar cada uma das quinquilharias destacadas da sua lista de itens, assim como nos clássicos jogos de encontrar objetos escondidos popularizados nos primórdios da internet. Apesar da premissa simples (já que é isto que você faz em 95% do game), a jogabilidade não se resume a “clicar e apontar”, pois, conforme informado pelo próprio jogo, o jogador deverá ainda entrevistar testemunhas, analisar provas, lançar feitiços, fazer poções e decifrar pistas escondidas para investigar e resolver os mistérios. Os outros 5% consistem em reunir pedaços de artefatos quebrados, friccionar a tela para limpar a sujeira de determinados objetos, traçar um desenho que simula o movimento da varinha (assim como em “Hogwarts Mystery”) e repetir padrões para resolver quebra-cabeças.

Disponível para download desde novembro de 2016 para Android e iOS, “Animais Fantásticos: Mistérios” apresenta 14 mistérios diferentes inspirados pelo universo mágico de J.K. Rowling. Desenvolvido pela Mediatonic Games em parceria com WB Games, é indicado para todos os públicos e deve ser jogado conectado à internet. Veja o trailer

Cada mistério possui 3 cenários diferentes compostos de 9 cenas (das quais 3 são bônus), sendo que cada cena comporta 5 estrelas. São essas estrelas, conquistadas após explorar as cenas diversas vezes (até você atingir a pontuação necessária), que lhe permitirão executar as tarefas dadas pelo jogo, como lançar feitiçosconversar com as demais personagens e decifrar as pistas encontradas. Correndo contra o relógio (bem, não que você tenha um tempo determinado para completar sua lista de objetos, mas é claro que quanto maior a demora, menor a pontuação), o jogador encontra ao seu dispor o auxílio daquelas personagens que mencionamos logo acima, cada uma com um número diferente de dicas para dar (variando de 1 a 5), já que muitas das bugigangas são praticamente invisíveis aos olhos mais esguios. Entre os bônus de cada cenário você encontra: uma cena espelhada, uma contagem regressiva e um jogo dos sete erros.

Apesar de as poções disponíveis congelarem o tempo por alguns segundos e aumentarem o número de dicas e o multiplicador de pontos, no fim se mostram pouco eficazes, já que só podem ser obtidas com diamantes (comprados com dinheiro de verdade) ou com ingredientes localizados aleatoriamente. É claro que estes diamantes também podem ser adquiridos gratuitamente, mas de forma muito mais escassa (como nas missões extras e com o bônus diário). Além disso, por mais que a interação com a sua lista de contatos seja mínima (seus amigos são utilizados exclusivamente para dar dicas), a maior falha de “Mistérios” está mesmo no sistema de reposição de energia, que assim como o de “Hogwarts Mystery” é recarregado com o passar do tempo. Isso porque, para investigar cada cena, são necessárias 20 esferas de energia, e seu contador possui um limite máximo de 120; logo, só dá para investigar uma cena 6 vezes até chegar a zero. Seguindo a mesma lógica das poções, também dá para comprar energia adicional, mas esteja desde já preparado para mexer no seu bolso.

Controvérsias, expectativas e acessibilidade:

Além de trazer gráficos bem feitos e o mais detalhistas possíveis, diversas personagens clássicas, como Hagrid, dão as caras em “Hogwarts Mystery”

Por muito e muito tempo, diversos admiradores da obra de J.K. Rowling sonharam com o dia em que se veriam caminhando livremente entre os fabulosos cenários que compõem o universo mágico de Harry Potter. Seja pessoalmente, visitando os parques temáticos de Orlando e Londres, ou virtualmente, por meio de jogos de videogame, é unânime dizer que este sonho já se agarrou, nem que seja uma única vez, a todos aqueles que já leram ou assistiram as aventuras do bruxinho mais famoso de todos os tempos. Surgindo como uma luz no fim do túnel, foi em uma torrente chuva de expectativas que os games que dão título a esta resenha, principalmente “Hogwarts Mystery”, reacenderam uma chama antiga que jamais deixou o peito de um verdadeiro potterhead. Ansiosos pela chance de viver sua própria história e de moldar sua personagem no melhor estilo “The Sims”, fãs do mundo inteiro interromperam seus afazeres para conferir a novidade com os seus próprios olhos.

Entretanto, não precisamos ir muito longe para encontrar (e é claro, compreender) o descontentamento que a maioria esmagadora dos jogadores apontou enquanto dava uma chance para os lançamentos em questão. Isso porque, como mencionado anteriormente, o sistema de energia que ambos os jogos utilizam é o pior possível, obrigando-nos a aguardar por horas para finalizar tarefas já iniciadas (a menos que você queira gastar seu dinheiro de verdade). Logo, este é um impasse que certamente estimulou muita gente a desinstalar os aplicativos de seus celulares, o que não censuramos. Outros pontos bastante criticados entre os usuários incluem bugs que fecham o aplicativo sem mais nem menos e barras de loading que jamais se completam – o que, honestamente, é compreensível para “Hogwarts Mystery”, mas não para “Animais Fantásticos” (afinal, o primeiro foi lançado há pouco mais de um mês e sem sombra de dúvidas passará por inúmeras atualizações até se estabilizar).

Apesar do grande número de downloads na Apple Store e na Google Play, significativa é a parcela de gamers que se recusam a levar a sério qualquer jogo lançado diretamente para smartphone, seja do universo Harry Potter ou de outro qualquer. Por mais que muitas desenvolvedoras realmente se valham do nome de marcas famosas para chamar a atenção e lucrar em cima disso, algumas raras exceções deveriam ser retiradas desta grande generalização preconceituosa feita por crianças de 12 a 30 anos insatisfeitas com o sucesso alheio. É verdade que a liberdade de escolhas e o envolvimento com a história de “Mistérios” são praticamente nulos se comparados aos de “Hogwarts Mystery” (e os deste, simultaneamente, se comparados aos de jogos lançados para PS4 e Xbox One), mas o que precisamos sempre ter em mente é que estamos falando de títulos disponibilizados gratuitamente em plataformas que não possuem os recursos necessários para rodar a tecnologia de ponta dos consoles da última geração.

Tecnicamente falando, os novos jogos de Harry Potter para celular pecam em inúmeros aspectos que deixam o jogador na mão quando não deveriam. Todavia, o que muita gente se esquece é que não dá para fazer milagre sem obter o mínimo feedback possível (sim, estamos falando de retorno financeiro). Ganhando-nos pela benevolência de atingir as grandes massas com um trabalho bonito que adapta, com fidelidade, toda a magia que já havia nos conquistado com o primeiro livro em 1997, “Animais Fantásticos: Mistérios” e “Harry Potter: Hogwarts Mystery” são um presente e tanto para quem sempre quis jogar um jogo da franquia, mas nunca teve um console em casa.

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Os roteiros originais de “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam”: vale a pena ler?

Dando continuidade ao nosso último “vale a pena ler?”, quando trouxemos para cá um pouquinho mais sobre a franquia Harry Potter (relembre), decidimos destacar desta vez outras duas obras bastante comentadas entre os assíduos leitores da autora britânica J.K. Rowling. Publicados, pela primeira vez, há pouco menos de dois anos, foi em meio a controvérsias e muito falatório que os roteiros originais de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada e Animais Fantásticos e Onde Habitam saíram do teatro e do cinema para ganhar um espacinho especial nas prateleiras do mundo todo.

Acompanhando o sucesso de bilheteria que fez destas novas histórias o presente perfeito para quem não havia se contentado com o fim da série após “Relíquias da Morte” (2007) – e suas adaptações cinematográficas de 2010 e 2011 –, a publicação de ambas vai além e serve como porta de entrada para o ingresso de jovens fãs da nova geração de leitores. Sem mais delongas, vocês encontram, a seguir, nossas breves ponderações sobre estes dois livros responsáveis por perpetuar a marca Harry Potter e, mais adiante, ficam com outros dois volumes tão interessantes quanto que também tivemos a feliz oportunidade de ler (e que não poderiam passar despercebidos em nosso blog).

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada: Partes Um e Dois

Capa oficial de “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada: Partes Um e Dois” (clique para ampliar)

Sinopse oficial: Sempre foi difícil ser Harry Potter, e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Oficialmente anunciada como a 8ª história do Menino que Sobreviveu, passando-se 19 anos depois, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada começa exatamente onde o epílogo de “Relíquias da Morte” nos deixou há mais de uma década: na estação de King’s Cross, no momento em que as famílias Potter, Granger-Weasley e Malfoy despacham seus filhos para mais um ano letivo. Reunidos na já popular plataforma nove e meia, Alvo Potter, Rosa Granger-Weasley e Escórpio Malfoy estão mais do que ansiosos para dar início ao seu primeiro ano em Hogwarts. Familiarizados com a antiga inimizade outrora compartilhada por seus pais, é entre rumores maldosos e a pressão que somente um Potter seria capaz de carregar que Alvo e Escórpio descobrem uma improvável amizade que ameaça desestabilizar todo o universo bruxo.

Narrando uma nova aventura com viagens no tempo, os efeitos da teoria do caos e o retorno de alguns nomes já conhecidos do passado, “Cursed Child” é a peça teatral com script de Jack Thorne baseado na história escrita por ele, John Tiffany e pela própria J.K Rowling. No elenco principal Jamie Parker, Paul Thornley, Noma Dumezweni, Poppy Miller, Alex Price, Sam Clemmett e Anthony Boyle interpretam Harry, Rony, Hermione, Gina, Draco, Alvo e Escórpio, respectivamente. Tendo estreado em 30 de julho de 2016, no West End de Londres, a obra foi muito bem recebida pela crítica especializada e, no mês passado, chegou até a Broadway (já tendo previsão de ser levada para Melbourne até 2019). Apesar de a própria autora admitir em seu perfil do Twitter que o enredo deveria ser considerado canônico (ou seja, desempenhando a função de uma sequência oficial), não é segredo para ninguém que muita gente não aprovou o desfecho tomado por Thorne para o teatro. Há quem diga, inclusive, que Rowling sequer escreveu a história, tendo apenas assinado seu nome posteriormente – o que não passa de mera especulação, é claro.

Por se tratar do roteiro de uma peça teatral, é verdade que não podemos esperar por uma descrição minuciosa dos cenários ou das personagens, já que a exposição dos fatos com certeza deve funcionar melhor visualmente, assistindo ao espetáculo, do que apenas o lendo. Mesmo assim, e apesar de muitos leitores levantarem alguns furos no script que jamais ocorreriam se estivéssemos falando de um 8º romance escrito inteiramente por J.K., “Cursed Child” tem o seu valor e nos traz, ainda que de modo simplista, a experiência única de vermos Harry, Rony e Hermione vivendo suas vidas após a Batalha de Hogwarts. Canônico ou não, é uma obra que merece a sua atenção e que somente depois de lida deverá receber (ou não) o aval do leitor! Publicado em 2016 pela Little, Brown, no Reino Unido (e pela Rocco, no Brasil), “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada: Partes Um e Dois” possui 343 páginas e pode ser encontrado nas versões capa dura ou brochura.

Animais Fantásticos e Onde Habitam: O Roteiro Original

Capa oficial de “Animais Fantásticos e Onde Habitam: O Roteiro Original” (clique para ampliar)

Sinopse oficial: O pesquisador e magizoólogo Newt Scamander acabou de completar uma volta ao mundo em busca das criaturas mágicas mais raras e incomuns. Ao chegar em Nova York, sua intenção é fazer apenas uma breve parada. Mas a maleta de Newt é trocada, e parte de seus animais fantásticos foge para a cidade, o que significa problemas para todos…

Sucesso de bilheterias que arrecadou impressionantes 814 milhões de dólares mundialmente (mais do que “Prisioneiro de Azkaban”, o filme com menos receita dentre os 8 da franquia), “Onde Habitam” é apenas o primeiro de uma nova série composta por 5 longas-metragens que promete levar para os cinemas a fascinante vida de Newt Scamander. Passando-se em 1926 (seis décadas antes da história do jovem Harry), é com bastante timidez e simplicidade que o nosso protagonista chega nos EUA carregando consigo uma maleta cheia de animais mágicos que estudou e catalogou ao longo de sua carreira. Como não é muito difícil de se adivinhar, inúmeras destas criaturas acabam escapando, cabendo a Newt e a um seleto grupo de deslocados a tarefa de recuperar uma a uma antes que toda a comunidade bruxa seja exposta ao mundo trouxa.

Seguindo os passos de “Criança Amaldiçoada”, esta edição de Animais Fantásticos e Onde Habitam apresenta em suas páginas o roteiro original do filme que pudemos conhecer no dia 17 de novembro de 2016. Protagonizado por Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler e Alison Sudol, o longa ainda inclui em seu elenco nomes de peso como Colin Farrell e Ezra Miller. Dirigido por David Yates (o também responsável pelas adaptações cinematográficas de nº 5 a 8 da série principal), contou com o roteiro da própria J.K. Rowling, ao passo que a trilha-sonora ficou com o renomado James Newton Howard (“Uma Linda Mulher”, “O Sexto Sentido”). Indicado a duas categorias do Oscar de 2017, venceu a de Melhor Figurino, sendo este o primeiro título do Universo Mágico da autora a levar uma estatueta para casa. Prevista para o dia 16 de novembro deste ano, a sequência “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” já teve o seu primeiro trailer revelado e promete ser um sucesso ainda maior (assista).

Apesar de trazer uma narrativa dos fatos e uma descrição de cenários/personagens muito mais sucintas que às da obra principal (livros 1 a 7), não podemos negar que, pelo menos aqui, Rowling se atentou em nos presentear com o mínimo possível de detalhes – seja pela forma como os indivíduos se portam a cada cena, seja por questões subjetivas que talvez não tenham sido captadas durante a exibição do filme. Introduzindo-nos a novas criaturas criadas especialmente para o longa (como o rapinomônio e o pássaro-trovão), “Onde Habitam” homenageia o livro-texto de Hogwarts com bastante eficiência, não se esquecendo de dar destaque ao pelúcio, ao seminviso e ao occami, por exemplo. Por mais que não estejamos falando de um romance propriamente dito, quase dá para se deliciar com este roteiro e deixar a imaginação recriar dentro de nossas cabeças o que foi dirigido por Yates nos estúdios da Heyday Films. Publicado em 2016 pela Little, Brown, no Reino Unido (e pela Rocco, no Brasil), “Animais Fantásticos e Onde Habitam: O Roteiro Original” possui 293 páginas e pode ser encontrado em capa dura com jacket incluindo lindíssimos detalhes em tinta dourada. Arte de capa e ilustrações internas pelo estúdio MinaLima.

BÔNUS:

Animais Fantásticos e Onde Habitam: Guia dos Personagens

Capa oficial de “Animais Fantásticos e Onde Habitam: Guia dos Personagens” (clique para ampliar)

Sinopse oficial: Conheça Newt, Tina, Queenie, Jacob e muitos outros neste guia completo dos personagens de Animais Fantásticos e Onde Habitam!

Pegando carona no sucesso esmagador das adaptações cinematográficas de Harry Potter, foi com uma estratégia brilhante de marketing que algumas editoras do Brasil e do mundo lançaram coletâneas incríveis reunindo o que de melhor foi levado para as salas de cinema de 2001 para cá. Sucedendo os famigerados “Magia do Cinema”, “Das Páginas para as Telas”, “O Livro dos Personagens”, “Dos Lugares Mágicos”, “Das Criaturas” e mais recentemente “Dos Artefatos Mágicos”, um dos últimos volumes a também ganhar sua própria versão impressa foi o Guia dos Personagens de Animais Fantásticos e Onde Habitam, escrito por Michael Kogge e totalmente traduzido por Regiane Winarski.

Bombardeando-nos com imagens promocionais e capturas de tela incríveis do longa que nos introduz às aventuras do Sr. Scamander, a obra ainda dá destaque ao figurino, acessórios e personalidade de suas personagens, reunindo informações básicas sobre o enredo sem entregar quaisquer spoilers. A arte gráfica do filme, criada especialmente pelo estúdio MinaLima (também responsável pelo design gráfico dos demais 8 filmes da franquia) pode ser visto na íntegra por meio de cartazes, pôsteres e propagandas de tirar o fôlego, todos reproduzidos nas páginas internas do Guia. Caso queira saber mais sobre o trabalho de Miraphora Mina e Eduardo Lima, não deixe de acessar seu site oficial.

Curiosamente, é evidente que a confecção deste livro se deu antes da pós-produção do filme, pois além de trazer alguns poucos ângulos jamais vistos pelos telespectadores, inclui em suas páginas um subplot que não chegou a entrar para a edição definitiva do roteiro. Estamos falando, é claro, da ex-namorada de Jacob, Mildred, que o abandona com um anel de noivado em mãos após nosso não-maj favorito não conseguir o empréstimo do banco para abrir sua padaria. Outras cenas deletadas (como o hino do colégio Ilvermorny e o farosutil) podem ser encontradas diretamente no YouTube. Publicado em 2016 pela Scholastic, nos EUA (e pela Rocco Jovens Leitores, no Brasil), “Animais Fantásticos e Onde Habitam: Guia dos Personagens” possui 144 páginas e pode ser encontrado em capa dura.

Vidas Muito Boas: As Vantagens do Fracasso e a Importância da Imaginação

Capa oficial de “Vidas Muito Boas: As Vantagens do Fracasso e a Importância da Imaginação” (clique para ampliar)

Sinopse oficial: Quando foi convidada a fazer o discurso de paraninfa na Universidade Harvard, J.K. Rowling escolheu falar à turma de formandos sobre dois temas que lhe são muito caros: os benefícios do fracasso e a importância da imaginação. Ter a coragem de fracassar, disse ela, é tão fundamental para uma vida boa quanto qualquer medida convencional de sucesso; imaginar a si mesmo no lugar do outro – em particular de alguém menos afortunado – é uma virtude exclusivamente humana a ser alimentada a todo custo. Desde então, as histórias contadas por Rowling e as perguntas provocadoras que ela faz aos jovens formandos inspiraram incontáveis pessoas a pensar no que significa ter uma “vida boa”. Com temas como o fracasso, as dificuldades, a imaginação e a inspiração, este livro ainda é tão relevante hoje como foram suas palavras nove anos atrás. Quando nos atrevemos a assumir um risco, e talvez fracassar, e tiramos proveito do poder de nossa imaginação, podemos todos começar a viver com menos cautela e, assim, tornamo-nos mais receptivos às oportunidades que a vida tem a nos oferecer.

Por fim, nossa publicação não estaria completa se não incluíssemos o que certamente é um dos relatos mais honestos que J.K. Rowling proferiu em toda sua brilhante carreira dedicada à literatura e à filantropia. Convidada para discursar como paraninfa para os formandos de turma de 2008 de Harvard, é com muita desenvoltura que a autora volta algumas décadas no tempo e se recorda de fatos que marcaram sua trajetória como estudante de literatura inglesa. Enfatizando a linha tênue que separa o medo pela pobreza do temor pelo fracasso, em Vidas Muito Boas Rowling admite que já chegou a viver miseravelmente antes de atingir o sucesso e alcançar o status atual que a condecorou com a Ordem do Império Britânico (OBE).

Orgulhando-se dos caminhos que escolheu e da força de vontade reunida para superar os obstáculos que a vida lhe impôs, a escritora relembra seus dias como funcionária da Anistia Internacional e agradece a empatia conquistada ainda aos 20 e poucos anos de idade. Encorajando os formandos de Harvard a tomar suas decisões com sabedoria e muita imaginação, J.K. mais uma vez nos prova que é uma escritora muito à frente de seu tempo nesta obra que você certamente repetirá a leitura assim que terminar. Publicado em 2015 pela Sphere, na Grã-Bretanha (e pela Rocco, no Brasil), “Vidas Muito Boas: As Vantagens do Fracasso e a Importância da Imaginação” possui 75 páginas e pode ser encontrado em capa dura com jacket. Arte de capa e ilustrações internas por Joel Holland adaptadas por Jorge Paes para a edição brasileira.

Caso tenha gostado deste artigo, não deixe de conferir também o nosso “vale a pena ler?” com a série Harry Potter acessando este link.

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