Dos livros para nossos smartphones: afinal, os novos jogos para celular de “Harry Potter” valem a pena?

Ainda estimulados pelos nossos dois últimos “vale a pena ler?”, quando destrinchamos a série literária Harry Potter (relembre) e os roteiros originais de “Criança Amaldiçoada” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (relembre), desta vez decidimos mudar um pouco o curso e, saindo das páginas dos livros, voltamos toda nossa atenção para as telas de nossos smartphones. Ansiosos pela oportunidade interagir com o universo mágico de J.K. Rowling em um outro nível, foi com muita euforia que presenciamos, de 2016 para cá, o lançamento de dois novos games liberados exclusivamente para Android e iOS.

Seja estudando em Hogwarts ou investigando criaturas para o Ministério da Magia, Harry Potter: Hogwarts Mystery e Animais Fantásticos: Mistérios chegaram com tudo nas lojas virtuais e, sem qualquer custo (ou quase isso), nos deixaram ainda mais entusiasmados com o tão amado mundo dos bruxos. Mas, em meio a tantas dúvidas, a pergunta que não quer calar não poderia ser outra: com a possibilidade de lucro nas alturas, será que estes jogos cumprem o seu propósito ou são apenas uma tentativa ardilosa de tirar dinheiro dos fãs? Façam suas apostas e acompanhem, a seguir, nossos principais apontamentos.

Precedentes em outros consoles:

“Lego Harry Potter: Years 1-4” (2010), game disponível para iOS, Android, PC, Nintendo DS, Wii, PS3, PS4, PSP e Xbox 360

Não é de hoje que a trajetória do “Menino que Sobreviveu” é recontada em títulos que ganharam os consoles das mais variadas gerações. Isso porque, já no começo dos anos 2000, “A Pedra Filosofal” (2001) e “A Câmara Secreta” (2002) tentaram, mesmo que nos simplórios gráficos do primeiro PlayStation, reproduzir a experiência única de comandar um jovem Harry por entre os corredores de Hogwarts (relembre nossos jogos favoritos para PS1 clicando aqui e aqui). Os anos se passaram e, com eles, fomos contemplados com gráficos cada vez melhores combinados à jogabilidades muito mais elaboradas.

Ganhando seu espaço em lançamentos redirecionados para PC, PS2, PS3, PS4PS Vita, PSP, GameCube, Xbox, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, GBC e GBA, o legado de Potter surge agora apostando todas suas fichas em games destinados para a maior classe consumidora de jogos eletrônicos da atualidade. Fazendo uso do nome comercial que somente esta marca possui, os novos títulos exploram uma jogabilidade simples que não deverá ser um desafio para jovens e adultos de qualquer idade. Porém, todo cuidado é pouco, e antes que suas expectativas aumentem demais, algumas ponderações precisam ser feitas.

A sua carta de Hogwarts finalmente chegou:

Aula de voo em “Harry Potter: Hogwarts Mystery”

É com esta chamada super convidativa que a Jam City e a Portkey Games anunciaram, no começo do ano, o que muita gente esperava desde a popularização dos jogos gratuitos para smartphones. Se comprometendo a nos entregar a tão sonhada vida de um aluno de Hogwarts, a produtora de “Panda Pop” já havia antecipado que o jogador encontraria diversas novidades em Harry Potter: Hogwarts Mystery, incluindo: assistir aulas com os professores Snape, McGonagall, Hooch e Flitwickescolher sua própria casarealizar feitiçosparticipar de duelosexplorar o castelo e se aventurar numa nova história escrita especialmente para o game. Passando-se alguns anos antes do primeiro ano de Harry na escola, logo após a queda de Lorde Voldemort, o jogo se vende como um RPG, ofertando-nos diversas respostas para os questionamentos que são feitos em seu decorrer. Bem, pelo menos é o que dizem, pois só quem já jogou RPGs deste tipo sabe que nem sempre isso funciona de verdade.

Detalhes à parte, “Hogwarts Mystery” utiliza um sistema de energia bem semelhante ao “Britney Spears: American Dream” (relembre nossa resenha para o Co-op Geeks) na qual o jogador precisa clicar quantas vezes forem necessárias em uma ação determinada para cumprir seus objetivos (assim como exemplificado na imagem que introduz este tópico). Logo, você não precisará de muitos minutos para notar que não dá para passar horas jogando, a não ser, é claro, que resolva reabastecer suas energias com diamantes comprados com dinheiro de verdade (ou adquiridos gratuitamente enquanto joga). Caso não queira mexer na carteira, o jeito mesmo é esperar 1h40min para ver seu reservatório mais uma vez completo – ou sair clicando em pontos específicos do cenário para recolher frações de energia distribuídas periodicamente. Assim como os demais free to play, a maior parte dos itens realmente legais só podem ser desbloqueados com dinheiro de verdade; por isso, paciência ao acumular suas moedas e diamantes.

Disponível para download desde abril de 2018 para Android e iOS, “Harry Potter: Hogwarts Mystery” permite que você viva os sete anos de Hogwarts em uma nova aventura inspirada pelo universo mágico de J.K. Rowling. Desenvolvido pela Jam City, Inc. sob a licença da Portkey Games, é indicado para usuários maiores de 10 anos e deve ser jogado conectado à internet. Veja o trailer

Quebrando um pouco a fórmula escarrada dos click and point, a surpresa de “Hogwarts Mystery” fica mesmo no momento em que sua personagem deverá lançar feitiços, voar de vassoura e preparar poções. Isso porque, para usar Lumos, Incendio ou Flipendo, basta que você repita os desenhos que aparecerão na tela do seu celular para ver a magia finalizada (como na imagem acima). Outro ponto positivo, e certamente o mais inovador, é a possibilidade de montar seu próprio avatar da maneira que bem entender. Com diversas opções de formato de rosto, nariz, olhos, cor de pele e penteados, o jogador finalmente tem a chance de se ver “andando” pelos terrenos de Hogwarts e dividindo aulas com seus colegas de classe (as aspas se deve ao fato de que, tecnicamente, você não anda, pois a tela só se movimenta horizontalmente enquanto seu avatar fica paradinho no canto esquerdo). Por fim, também devemos destacar os duelos, que apesar de simples, são bem divertidos. Numa simples releitura do clássico jokenpô, os comandos agressivo, defensivo e sorrateiro substituem a pedra, o papel e a tesoura da brincadeira original.

Na história do game, você é o irmão mais novo de Jacob, um ex-estudante expulso de Hogwarts por investigar as Criptas Malditas: câmaras amaldiçoadas que, supostamente, estão escondidas no castelo. Só que, para complicar ainda mais sua vida, Jacob está desaparecido, e assim que você dá início ao seu primeiro ano na escola, os boatos sobre ele perseguem sua personagem para onde quer que ela vá. Dividido entre a vontade de aprender magia e a busca pela verdade, o jogador moldará sua personalidade de acordo com as escolhas que toma. Muitas destas escolhas dependerão, é claro, dos níveis de coragem, empatia e sabedoria a serem preenchidos durante a jogatina. Inevitavelmente, logo você se verá investigando as tais Criptas Malditas, e é graças à ajuda de seus amigos (à contragosto de Mérula Snyder, uma aluna mesquinha da Sonserina) que o desfecho da trama vai aos poucos se revelando. Gradativamente, novos feitiços, personagens e lugares se tornam acessíveis conforme você avança no jogo.

Aguce estes olhos de águia:

Investigando a mansão dos Cloke no mistério nº 9 de “Animais Fantásticos: Mistérios”

Mudando de pato para ganso, Animais Fantásticos: Mistérios (“Fantastic Beasts: Cases from the Wizarding World”) não apenas nos traz uma trama diferente, mas também arrisca em uma jogabilidade mais retrô. Recentemente alistado pelo Ministério da Magia para trabalhar como investigador pelo Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, aqui o jogador precisará aguçar sua habilidade visual para desvendar os casos pendentes de solução submetidos ao seu setor. Acompanhado da divertida Mathilda Grimblehawk, é seu dever por um fim aos muitos problemas causados por bruxos e trouxas que ameaçam a segurança das mais fascinantes criaturas mágicas. Como seu trabalho não é moleza, também entram em cena outros funcionários do Ministério e do Hospital St. Mungus para ajudar, como o charmoso Cerberus, do Departamento de Execução das Leis da Magia, e o sempre apático curandeiro Omar. Outras personagens de destaque incluem Myra, do Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas, o historiador Sage e a herbologista e mestra em poções Gethsemane.

Sem muitos rodeios, podemos dizer que “Cases from the Wizarding World” se resume, sem tirar nem por, na imagem que encabeça este tópico. Em um cenário visualmente poluído, o jogador deverá indicar cada uma das quinquilharias destacadas da sua lista de itens, assim como nos clássicos jogos de encontrar objetos escondidos popularizados nos primórdios da internet. Apesar da premissa simples (já que é isto que você faz em 95% do game), a jogabilidade não se resume a “clicar e apontar”, pois, conforme informado pelo próprio jogo, o jogador deverá ainda entrevistar testemunhas, analisar provas, lançar feitiços, fazer poções e decifrar pistas escondidas para investigar e resolver os mistérios. Os outros 5% consistem em reunir pedaços de artefatos quebrados, friccionar a tela para limpar a sujeira de determinados objetos, traçar um desenho que simula o movimento da varinha (assim como em “Hogwarts Mystery”) e repetir padrões para resolver quebra-cabeças.

Disponível para download desde novembro de 2016 para Android e iOS, “Animais Fantásticos: Mistérios” apresenta 14 mistérios diferentes inspirados pelo universo mágico de J.K. Rowling. Desenvolvido pela Mediatonic Games em parceria com WB Games, é indicado para todos os públicos e deve ser jogado conectado à internet. Veja o trailer

Cada mistério possui 3 cenários diferentes compostos de 9 cenas (das quais 3 são bônus), sendo que cada cena comporta 5 estrelas. São essas estrelas, conquistadas após explorar as cenas diversas vezes (até você atingir a pontuação necessária), que lhe permitirão executar as tarefas dadas pelo jogo, como lançar feitiçosconversar com as demais personagens e decifrar as pistas encontradas. Correndo contra o relógio (bem, não que você tenha um tempo determinado para completar sua lista de objetos, mas é claro que quanto maior a demora, menor a pontuação), o jogador encontra ao seu dispor o auxílio daquelas personagens que mencionamos logo acima, cada uma com um número diferente de dicas para dar (variando de 1 a 5), já que muitas das bugigangas são praticamente invisíveis aos olhos mais esguios. Entre os bônus de cada cenário você encontra: uma cena espelhada, uma contagem regressiva e um jogo dos sete erros.

Apesar de as poções disponíveis congelarem o tempo por alguns segundos e aumentarem o número de dicas e o multiplicador de pontos, no fim se mostram pouco eficazes, já que só podem ser obtidas com diamantes (comprados com dinheiro de verdade) ou com ingredientes localizados aleatoriamente. É claro que estes diamantes também podem ser adquiridos gratuitamente, mas de forma muito mais escassa (como nas missões extras e com o bônus diário). Além disso, por mais que a interação com a sua lista de contatos seja mínima (seus amigos são utilizados exclusivamente para dar dicas), a maior falha de “Mistérios” está mesmo no sistema de reposição de energia, que assim como o de “Hogwarts Mystery” é recarregado com o passar do tempo. Isso porque, para investigar cada cena, são necessárias 20 esferas de energia, e seu contador possui um limite máximo de 120; logo, só dá para investigar uma cena 6 vezes até chegar a zero. Seguindo a mesma lógica das poções, também dá para comprar energia adicional, mas esteja desde já preparado para mexer no seu bolso.

Controvérsias, expectativas e acessibilidade:

Além de trazer gráficos bem feitos e o mais detalhistas possíveis, diversas personagens clássicas, como Hagrid, dão as caras em “Hogwarts Mystery”

Por muito e muito tempo, diversos admiradores da obra de J.K. Rowling sonharam com o dia em que se veriam caminhando livremente entre os fabulosos cenários que compõem o universo mágico de Harry Potter. Seja pessoalmente, visitando os parques temáticos de Orlando e Londres, ou virtualmente, por meio de jogos de videogame, é unânime dizer que este sonho já se agarrou, nem que seja uma única vez, a todos aqueles que já leram ou assistiram as aventuras do bruxinho mais famoso de todos os tempos. Surgindo como uma luz no fim do túnel, foi em uma torrente chuva de expectativas que os games que dão título a esta resenha, principalmente “Hogwarts Mystery”, reacenderam uma chama antiga que jamais deixou o peito de um verdadeiro potterhead. Ansiosos pela chance de viver sua própria história e de moldar sua personagem no melhor estilo “The Sims”, fãs do mundo inteiro interromperam seus afazeres para conferir a novidade com os seus próprios olhos.

Entretanto, não precisamos ir muito longe para encontrar (e é claro, compreender) o descontentamento que a maioria esmagadora dos jogadores apontou enquanto dava uma chance para os lançamentos em questão. Isso porque, como mencionado anteriormente, o sistema de energia que ambos os jogos utilizam é o pior possível, obrigando-nos a aguardar por horas para finalizar tarefas já iniciadas (a menos que você queira gastar seu dinheiro de verdade). Logo, este é um impasse que certamente estimulou muita gente a desinstalar os aplicativos de seus celulares, o que não censuramos. Outros pontos bastante criticados entre os usuários incluem bugs que fecham o aplicativo sem mais nem menos e barras de loading que jamais se completam – o que, honestamente, é compreensível para “Hogwarts Mystery”, mas não para “Animais Fantásticos” (afinal, o primeiro foi lançado há pouco mais de um mês e sem sombra de dúvidas passará por inúmeras atualizações até se estabilizar).

Apesar do grande número de downloads na Apple Store e na Google Play, significativa é a parcela de gamers que se recusam a levar a sério qualquer jogo lançado diretamente para smartphone, seja do universo Harry Potter ou de outro qualquer. Por mais que muitas desenvolvedoras realmente se valham do nome de marcas famosas para chamar a atenção e lucrar em cima disso, algumas raras exceções deveriam ser retiradas desta grande generalização preconceituosa feita por crianças de 12 a 30 anos insatisfeitas com o sucesso alheio. É verdade que a liberdade de escolhas e o envolvimento com a história de “Mistérios” são praticamente nulos se comparados aos de “Hogwarts Mystery” (e os deste, simultaneamente, se comparados aos de jogos lançados para PS4 e Xbox One), mas o que precisamos sempre ter em mente é que estamos falando de títulos disponibilizados gratuitamente em plataformas que não possuem os recursos necessários para rodar a tecnologia de ponta dos consoles da última geração.

Tecnicamente falando, os novos jogos de Harry Potter para celular pecam em inúmeros aspectos que deixam o jogador na mão quando não deveriam. Todavia, o que muita gente se esquece é que não dá para fazer milagre sem obter o mínimo feedback possível (sim, estamos falando de retorno financeiro). Ganhando-nos pela benevolência de atingir as grandes massas com um trabalho bonito que adapta, com fidelidade, toda a magia que já havia nos conquistado com o primeiro livro em 1997, “Animais Fantásticos: Mistérios” e “Harry Potter: Hogwarts Mystery” são um presente e tanto para quem sempre quis jogar um jogo da franquia, mas nunca teve um console em casa.

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Fifth Harmony pode ter perdido seu membro mais valioso, mas o mundo ganhou Camila Cabello

Há quem diga que grupos musicais, principalmente os formados apenas por vocalistas, já nascem com um destino predefinido. E, se pararmos para analisar a carreira das muitas boybands e girlbands que estouraram de The Beatles para cá, até dá para encontrar um pouco de razão em tais alegações. Entre lágrimas e risos, foi com bastante pesar que diversas fã bases tiveram de se contentar com a trajetória solo (e muitas vezes mais promissora) de alguns de seus integrantes mais queridos. Esta premissa, é claro, não poderia ser diferente com os grupos da atualidade, que certamente, assim como seus antecessores, jamais possuíram uma garantia da longevidade de seu sucesso. Foi assim com Spice Girls, Destiny’s Child, *NSYNC, RBD, Rouge, Girls Aloud, Jonas Brothers e One Direction, e por óbvio não poderia ser diferente também com o Fifth Harmony.

Já lidando com os boatos de uma carreira solo desde que integrava o quinteto formado no palco do The X Factor (principalmente após colaborar com Shawn Mendes e Machine Gun Kelly em “I Know What You Did Last Summer” e “Bad Things”), é fato que Camila Cabello percorreu um caminho nada fácil antes de ascender-se em um dos nomes mais comentados da música pop em 2018. Tentando uma abordagem levada pelo pop-dance, foi com o sample de “Genie in a Bottle” e uma sonoridade bem puxada para “Cheap Thrills” que Cabello deu voz ao seu 1º single como solista. Lançada oficialmente no mesmo dia em que seu clipe ganhou o YouTube (em um medley com a também inédita “I Have Questions”), “Crying in the Club” não fez feio no mercado internacional e rendeu à cubana alguns selos de platina e ouro por países como Austrália, Brasil e EUA.

Em dezembro passado Camila completou um ano fora do grupo que a levou ao estrelato

Porém, Camila jamais se contentou com “pouco” e, sem parar de experimentar novos sons, não teve medo algum de mergulhar de cabeça no hip-hop de “OMG”: faixa que dividiu os vocais com o rapper Quavo – e isso porque não mencionamos as muitas colaborações que assinou com Major Lazer, Pitbull e Cashmere Cat em “Know No Better”, “Hey Ma” e “Love Incredible”. Apesar de ter seu nome sob os holofotes mais luminosos da indústria fonográfica, é bem verdade que a moça demorou para repetir a atenção que conquistara com os hits “Worth It”, “Work from Home” e “All in My Head (Flex)” – todos do Fifth Harmony. Seu 1º álbum solo até então atendia pelo nome de “The Hurting. The Healing. The Loving.” e, apesar de (àquela época) não sabermos nada de oficial sobre seu lançamento, muitos já apostavam que o trabalho seria bem recepcionado pelo público.

Colhendo, a longo prazo, os bons frutos gerados pela ótima passagem de “Havana” pelos charts mundiais, a novata acertou na estratégia e não pensou duas vezes antes de conceder ao seu feat com Young Thug o acertado status de lead single. Aproveitando a febre latina criada por “Despacito” e “Mi Gente” que alavancou os nomes de Luis Fonsi e J Balvin, Cabello também nos deu uma aula de empreendedorismo (e necessidade) ao descartar muito do que já havia feito para dar continuidade à mensagem transmitida pelo seu exitoso smash hit. Confiando em sua ancestralidade caribenha, foi influenciada pelos gêneros reggaeton e R&B que Camila liberou, no dia 12 de janeiro, o homônimo “Camila”, sua 1ª experiência como solista pelos estúdios de gravação. Coescrevendo cada uma de suas novas canções ao lado dos notórios Ryan Tedder, Justin Tranter e Simon Wilcox, a moça arrancou os elogios dos críticos e acumulou, no famigerado Metacritic, satisfatórios 75/100.

Distribuído sob os selos da Epic Records, Syco Music e Sony Music, “Camila” cumpriu com o prometido e ultrapassou em muito as expectativas de vendas esperadas para a sua primeira semana em território norte-americano. Distribuindo 119 mil cópias na first week, o trabalho atingiu o #1 na Billboard 200 enquanto “Havana”, simultaneamente, também figurava em #1 em outra importante parada musical dos charts gringos, a Billboard Hot 100 (aliás, a última pessoa a atingir tal feito tinha sido Beyoncé, que em 2003 dominara o mundo com o “Dangerously in Love” e seu carro-chefe “Crazy in Love”). Contendo 11 faixas na edição standard, 12 na da Target e 13 na versão limitada japonesa, o disco recebeu as produções de nomes que vão desde Frank Dukes (“Congratulations”) a Jarami, Skrillex (“Where Are Ü Now”), T-Minus (“How Low”), Bart Schoudel, The Futuristics (“Fetish”), SickDrumz e Jesse Shatkin (“Chandelier”).

Latina da cabeça aos pés: o ensaio fotográfico de “Camila” evidencia bastante as origens da cantora cubana

Indo direto ao ponto, podemos dizer, a grosso modo, que “Camila” explora três vertentes bem distintas entre si, mas que, graças ao bom trabalho de seu time de produtores, fundem-se numa só com uma homogeneidade sem precedentes. A mais evidente, é claro, não poderia ser outra senão aquela já mencionada logo acima, a grande responsável por fazer Cabello mudar de planos bem no meio do caminho. Trazendo um pouquinho mais da sonoridade de sua terra natal, o sucesso de “Havana” foi tamanho que Camila não teve escolha senão encaixar na tracklist do disco outras faixas também tropicais e capazes de dar prosseguimento ao legado iniciado pelo imbatível lead single. Assim, é com bastante desenvoltura que a morena nos apresenta às também maravilhosas “She Loves Control” e “Inside Out”, gravações que, arriscamos dizer, não deverão demorar para chamar a atenção da mídia graças a seu impactante poder radiofônico.

Nem tudo, porém, são rosas! Acompanhando os comentários que seguiram sua saída do 5H (e aqui incluímos a cruel indireta protagonizada pelas meninas do grupo no palco do último VMA), é claro que Camila dedicaria muito do seu tempo livre para dar vida a composições mais intimistas que tivessem a ver com sua personalidade. Desabafando sobre desilusões amorosas e até mesmo a “falta de amigos de verdade”, “Consequences”, “Real Friends” e “Something’s Gotta Give” dão uma pausa no alto astral do bloco anterior e especializam-se em curar algumas feridas até então super expostas. Bem afinada e confiante sobre seus versos melodramáticos, Cabello supera em muito sua anterior tentativa de emplacar uma balada memorável (com “I Have Questions”) e entrega-nos três das mais honestas composições para uma jovem musicista de sua geração.

A estrela (felizmente) solitária

Por fim, todo artista pop que se preze sempre encontra uma maneira, mesmo que discreta, que incorporar as tendências do mainstream aos seus principais trabalhos de estúdio, por mais autorais que sejam suas intenções. Pegando um pouquinho de Lorde em “Into It” e de Hailee Steinfeld em “All These Years” (compare), Camila brinca com a nossa intimidade na desafiadora “In the Dark” antes de fechar o terceiro arco do disco com a já conhecida “Never Be the Same”, a balada mid-tempo com elementos de R&B que atualmente promove o disco como 2º single. Convenhamos que um disco pop não seria tão pop sem a presença de uma gravação ou outra mais clichê, não é mesmo?

(Re)construindo sua imagem do nada apoiada apenas pelo suporte de sua fã-base, é impressionante ver o quanto Camila cresceu em um espaço de tempo tão curto, mas muito bem aproveitado. Aliás, se voltarmos para 2016, podemos notar que a saída da moça do Fifth Harmony se deu num momento um tanto quanto inesperado, pois a girlband jamais estivera em tamanha evidência em toda sua carreira. Caminhando a esmo sem sequer ter uma noção do som que gostaria de criar para sua aguardada estreia como solista, as muitas faixas liberadas antes de “Havana” são a prova de que, se não tivesse “deixado a metade de seu coração” em Cuba, talvez as coisas estariam um pouquinho diferentes agora. Dando as costas para os materiais sem personalidade que consolidaram seu ex-grupo como um dos mais amados da década, também nos surpreende ver que, costurando o pop chiclete com a música latina, Cabello conseguiu encontrar seu diferencial sem soar forçado ou aproveitador.

O clipe oficial de “Havana”

Quem acompanhou todo o bafafá que foi a novela Camila x 5H sabe que indiretas brotaram por toda a internet, principalmente as vindas do quarteto – e aqui abrimos um parêntese não para criticar as demais integrantes do grupo, mas a equipe por trás de sua marca, que não poupou esforços de deixar bastante claro que a ausência de sua quinta integrante jamais faria falta. Descartada como se nunca tivesse existido, a cubana viu-se abandonada por aqueles que, a princípio, deveriam ter apoiado (ou ao menos respeitado) sua procura por independência; mesmo que de sua boca tenham saído apenas agradecimentos. Agora sem precisar dividir os vocais com Lauren, Normani, Ally e Dinah, até percebemos que, de fato, a voz de Camila não casava tão bem com as das demais garotas, apesar de fluir bem natural em suas músicas solo (vide a avalanche de críticas negativas que acompanharam as primeiras performances ao vivo de “Work from Home”).

Não podemos afirmar que a provável imagem de vítima tenha colaborado para a bem sucedida estreia de Cabello; mas, também não dá pra negar que voltas por cima são um afrodisíaco especial entre o público norte-americano (como Britney após 2007 ou Kesha após Dr. Luke). Talvez sensibilizados e empáticos com as persistentes tentativas de Camila de emplacar uma trajetória solo, os EUA tenham finalmente deixado seu patriotismo conservador de lado – mesmo que por apenas alguns meses – para abraçar a capital de Cuba como sua mais velha e querida amiga. Mas também, convenhamos que os próprios esforços da morena merecem ser valorizados! Sempre simpática, extrovertida e com um sorriso no rosto, não é difícil de entender o amor que a moça desperta entre seus mais assíduos fãs, comunidade esta que vem crescendo gradual e espontaneamente. Metade do seu coração pode estar em Havana, Camila, mas o nosso está inteiramente com você!

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Quebrando o jejum, Kylie Minogue libera “Dancing”, sua mais recente aposta para o mercado country-pop

Como o ano mal começou, é natural que, a essa altura do campeonato, não conheçamos a lista completa de veteranos da indústria musical programados para um comeback ao longo de 2018. Entretanto, se a ansiedade de alguns não colabora e tende a crescer cada vez mais, pelo menos os admiradores de Kylie Minogue podem dormir sossegados. Esperado desde 2017, o aguardadíssimo retorno da australiana para os holofotes se faz, desta vez, por meio da eloquente “Dancing”, faixa que deverá dividir a opinião de sua tão devotada fã-base.

Liberada oficialmente nesta última sexta-feira (19/01), a canção encerra o hiato de quase quatro anos desde o último material pop da cantora, o agridoce “Kiss Me Once” (2014). Tudo bem que, de lá para cá, tivemos o (re)lançamento do natalino “Kylie Christmas” (2015), mas, convenhamos que é no mainstream que Minogue se sobressai – ainda mais se levarmos em conta sua fabulosa habilidade de reinvenção que nos acompanha há nada menos que três décadas. Isso mesmo, você leu direito: são 30 anos de Kylie Minogue no meio musical!

Previsto para o dia 6 de abril, “Golden” será o 14º álbum de estúdio de Kylie Minogue

Apresentando-nos o que parece ser uma nova faceta para a carreira de sua intérprete, “Dancing” marca não apenas a saída de Kylie da Roc Nation, mas também a nova contratação com a BMG e a consequente volta para a Mushroom Records: gravadora responsável por lançar Minogue no mercado. Entretanto, se a nostalgia e a lógica nos preveem que esta é a oportunidade perfeita para o nascimento de um novo “Fever” (2001) ou “Body Language” (2003), talvez seja melhor repensarmos nossas apostas para o vindouro “Golden”.

Gravado em Los Angeles, Londres e Nashville, o 14º álbum de Kylie deverá sim, para infelicidade de alguns, seguir a linha country que influencia seu lead single. Composta pela própria cantora ao lado de Amy Wadge (“Thinking Out Loud”, Ed Sheeran) e Sky Adams (“Talk to Ya”, HRVY), a música foi inteiramente produzida por Adams, que também assina a produção de outras 8 faixas do registro. Entretanto, se uma pequena parcela do público torce o nariz para as novidades que estão por vir, a crítica especializada não tem pensado duas vezes antes de aclamar a sua chegada – como no caso da Entertainment Weekly, que já intitulou o possível futuro hit como “o trabalho mais refrescante desde o ‘Impossible Princess’”.

Combinando country-pop com electropop, “Dancing” certamente será a faixa que melhor representa a sonoridade geral do novo disco. Isso porque, em recente entrevista ao The Guardian, Minogue foi categórica ao revelar que sua obra falará muito sobre “liberdade, autodescoberta, vida e amor; uma colisão de alguns elementos do country e dance feitos no altar de Dolly Parton em uma pista de dança”. Contudo, não precisamos prever o futuro para ler nas entrelinhas! Assim, basta uma rápida checada na tracklist do disco para descobrir que muita dessa autodescoberta deverá abordar a recente separação da cantora com o ex-noivo, o ator britânico Joshua Sasse (principalmente pelas sugestivas “A Lifetime to Repair” e “One Last Kiss”).

O áudio oficial de “Dancing”

Voltando para “Dancing”, é de se estranhar, entretanto, que haja uma rejeição do público (por menor que seja) pela audácia de Kylie ao buscar em um dos gêneros mais populares dos EUA o conforto para suas novas gravações. Apesar de muitos insistirem que o “Joanne” (2016) tornou o country relevante para os atuais artistas de música pop (o que é, de certa forma, verdade), convenhamos que Lady Gaga não é nenhuma pioneira no assunto. Sim, estamos nos referindo a “Cowboy Style”, o 4º single do “Impossible Princess” (1997). É fato que as músicas indie e eletrônica desenvolveram-se quase que intrinsecamente por todo o 6º álbum de estúdio da musicista, mas, também não há como negar a forte influência do gênero raiz sob a canção que encerrava aquela era – e chegou, inclusive, a pegar um #39 na Austrália (ouça aqui).

Ainda transbordando uma positividade sem tamanhos que é inerente a cada carro-chefe de seu catálogo, Kylie e sua “Dancing” são a prova contundente de que criador e criatura nunca estiveram em tamanha sincronia. Ok, não temos pretensão alguma de desmerecer qualquer lançamento anterior da australiana (até porque, é claro, ainda não perdemos o juízo perfeito), mas é impossível não notar uma faísca diferenciada que se manifesta desde os acordes iniciais. Crescendo em nossos ouvidos gradualmente, a canção pode até confundir quem não está acostumado a ouvir Minogue experimentando gêneros alheios ao pop, mas basta o pré-refrão engatar o empolgante “can’t stand still” para percebermos o nascimento de um novo clássico Kylie.

Se por um lado “Dancing” é mais simplista e não carrega o ar refinado de “Into the Blue”, por outro sua produção puxada ora para o acústico, ora para o electropop, se revela também muito mais audível. Caprichando nos vocais que estão sempre impecáveis, Minogue não economiza na pegada chiclete que nos conquista desde o primeiro play. Aliás, arriscamos dizer que, desde o começo dos anos 2000, quando fomos contemplados pelos lead singles “Spinning Around” e “Can’t Get You Out of My Head”, não nos deparamos com um refrão tão viciante, magistralicônico e simpático para os moldes de Kylie Minogue. A espera realmente valeu a pena, pois não há dúvidas de que a cantora acertou em cheio na escolha do novo single que deverá sim, a curto ou a longo prazo, se tornar uma das músicas mais memoráveis de sua tão autêntica discografia.

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As 10 melhores séries de TV que estrearam em 2017

Finalmente chegamos à parte 3/3 do nosso especial de séries de TV e, é para encerrar com chave de ouro que reunimos, na penúltima publicação do ano, as 10 melhores produções televisivas que estrearam em 2017. Entre diversos títulos aclamadíssimos pela crítica e outras raridades pouco divulgadas (mas que não custaram a ganhar a atenção do público), você confere, a seguir, a lista final com as melhores novidades que tornaram o nosso ano muito mais dramático, misterioso e engraçado.

Vale dizer, ainda, que já se encontram disponíveis por aqui as partes 1 e 2 com as 7 séries já encerradas que maratonamos neste ano (que você pode ler aqui) e as 10 melhores séries que retornaram em 2017 com novas temporadas (que pode ser acessada aqui).

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) YOUNG SHELDON

Exibida: pelo canal CBS Criada por: Chuck Lorre, Steven Molaro

Gêneros: sitcom

Nº total de episódios: 9 / duração por episódio: 22 minutos

Quem diria que “The Big Bang Theory” (2007-presente), uma das séries de maior audiência da atualidade, fosse gerar um spin-off tão autêntico quanto “Young Sheldon”? Com apenas 9 anos de idade, Sheldon Cooper (Iain Armitage) já é um sistemático gênio à frente de seu tempo crescido em uma extensa e amorosa família. Tendo de dividir a atenção de seus pais (Lance Barber e Zoe Perry) e avó (Annie Potts) com seus dois irmãos (Montana Jordan e Raegan Revord), o garoto não demora para ganhar espaço no mundo dos adultos e causar confusões por sua sinceridade sem tamanhos. Ambientada do final dos anos 80, “Young Sheldon” é uma produção bem família que se destaca por um leve tom de drama indicado para todos os públicos – e não apenas para os fãs de “TBBT”. Sem fazer o uso de laugh track (o famigerado fundo sonoro de risadas), a atração é narrada por ninguém menos que Jim Parsons, o Sheldon Cooper original.

9) RAVEN’S HOME

Exibida: pelo canal Disney Channel Criada por: Michael Poryes, Susan Sherman

Gêneros: comédia

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 22-24 minutos

Sem sombra de dúvidas a mais icônica série já exibida pelo Disney Channel, foi após 10 longos anos que “As Visões da Raven” (2003-2007) recebeu o seu tão almejado comeback junto ao horário nobre norte-americano. Repetindo seus papeis como Raven Baxter e Chelsea Daniels/Grayson, Raven-Symoné e Anneliese van der Pol cresceram e não são as mesmas adolescentes de antes, apesar de continuarem mais amigas do que nunca. Agora mães solteiras e dividindo o mesmo apartamento, elas desdobram-se numa árdua rotina para cuidar de Levi (Jason Maybaum), o filho único de Chelsea, e de Nia (Navia Robinson) e Booker (Issac Ryan Brown), os gêmeos de Raven. Reciclando o antigo bom humor que somente a série principal foi capaz de nos propiciar, “Raven’s Home” (“A Casa da Raven”, no Brasil) chega numa ótima hora tanto para telespectadores mais jovens quanto para os antigos órfãos da família Baxter. Ah, e a 2ª temporada já foi confirmada!

8) AMERICAN GODS

Exibida: pelo canal Starz Desenvolvida por: Bryan Fuller, Michael Green

Gêneros: drama, fantasia

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 52-63 minutos

Baseado no best-seller homônimo de Neil Gaiman, é com efeitos especiais de cinema, um elenco maciço e um roteiro fenomenal que a aposta da Starz para o mercado televisivo deste ano fez sua polêmica estreia em abril passado. Explorando a mitologia de diversas culturas como a egípcia, árabe e irlandesa, “American Gods” nos guia pela trajetória de Shadown Moon (Ricky Whittle), um viúvo ex-detento que começa a trabalhar como guarda-costas do excêntrico Sr. Wednesday (Ian McShane). Introduzido em um universo extraordinário que parece misturar realidade com ficção, logo o protagonista se vê preso em uma trama perigosa que culmina na batalha pelo poder envolvendo os deuses da nova geração e os da velha guarda. Bombardeando o público com momentos de pura violência e com a cena de sexo gay mais explícita da história, a superprodução já se encontra renovadíssima para uma 2ª temporada sem previsão de estreia.

7) LORE

Exibida: pela Amazon Prime Video Desenvolvida por: Aaron Mahnke, Gale Anne Hurd, Ben Silverman, Howard Owens

Gêneros: terror, mistério, drama, antologia

Nº total de episódios: 6 / duração por episódio: 45 minutos

Contrariando o formato que vemos na maior parte das atrações de TV, “Lore” (“Crenças”, em tradução livre) merece nossos parabéns por incorporar, com perfeição, elementos de documentário a uma narrativa interpretada por atores de carne e osso. Inspirada no podcast de mesmo nome criado por Aaron Mahnke (que também é o responsável por narrar as informações e curiosidades de cada episódio), a série ostenta uma didática sem precedentes que poucas conseguem passar adiante. Desenvolvida a partir de crenças e contos populares de países como a Inglaterra, os EUA e o México, a atração se aprofunda em temáticas que variam desde lobisomens, lobotomia à macabra história do boneco Robert, o brinquedo assassino da vida real. Com um elenco vasto de atores e atrizes de todas as idades, Holland Roden (de “Teen Wolf”) é o seu nome mais reconhecido.

6) 13 REASONS WHY

Exibida: pela Netflix Desenvolvida por: Brian Yorkey

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 49-61 minutos

Também inclusa no time de obras literárias que ganharam sua própria adaptação televisiva (“Os Treze Porquês”, de Jay Asher), “13 Reasons Why” é outro exemplo que não poderia ficar de fora de nosso especial após toda a repercussão que causou na internet. Sucesso entre o público adolescente e adulto, o espetáculo da Netflix narra a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma garota vítima de bullying que comete suicídio. Determinada a registrar os eventos que motivaram sua morte, a garota deixa uma caixa com 13 fitas cassetes destinadas, cada qual, a uma pessoa diferente. Quando chega a vez de Clay Jensen (Dylan Minnette) ouvir o material, descobrimos as atrocidades que a menina teve de suportar antes de abrir mão da própria vida. Participando ativamente da produção executiva, Selena Gomez quase chegou a estrelar a série no papel de Hannah. Bem emocionante do início ao fim, “13 Reasons Why”, que apresenta conteúdo explícito para públicos mais sensíveis, já teve sua 2ª temporada confirmada para 2018.

5) THE GOOD DOCTOR

Exibida: pelo canal ABC Desenvolvida por: David Shore

Gêneros: drama médico

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 41-43 minutos

É com muita sensibilidade que a rede ABC optou por lançar, em pleno 2017, um de seus projetos mais inovadores em muitos e muitos anos. Baseado na premiada série sul-coreana “Good Doctor” (2013), de Park Jae-bum, em “The Good Doctor” acompanhamos os passos do brilhante Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião autista também portador da síndrome do sábio: distúrbio que lhe permite acessar uma memória extraordinária. Recém-contratado para atuar como residente no Hospital San Jose St. Bonaventure, é lá que Murphy desenvolve uma relação de amizade com a também cirurgiã Claire Browne (Antonia Thomas) e é constantemente posto à prova pelo Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez), o médico responsável por seu setor. Vítima do preconceito não apenas dos pacientes, mas também dos colegas de trabalho, não será nada fácil para Shaun superar suas limitações enquanto aprende a se comunicar com aqueles que se negam a ter o mínimo possível de empatia.

4) BIG LITTLE LIES

Exibida: pelo canal HBO Criada por: David E. Kelley

Gêneros: drama, mistério

Nº total de episódios: 7 / duração por episódio: 52-58 minutos

Certamente uma das produções mais comentadas do ano, “Big Little Lies” é outro título que não poderia, de maneira alguma, passar batido em nossa lista de melhores estreias do ano. Levando-nos até Monterey, Califórnia, o enredo da série gira em torno da vida de um grupo de mães que se vê afetado por um incidente violento envolvendo seus filhos do primário. Preocupadas com o julgamento antecipado que Renata (Laura Dern) faz do filho de Jane (Shailene Woodley), uma novata na cidade, as amigas Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman) logo se aproximam da moça para oferecer apoio e proteção. O que ninguém esperava, é claro, é que a trama envolvendo o grupo pudesse culminar em homicídio e assédio nos mais intensos níveis. Baseado no livro homônimo escrito por Liane Moriarty, “Big Little Lies” chegou a ser indicada 16x ao Emmy deste ano (das quais venceu 8) e conta com um elenco de peso que ainda inclui profissionais como Alexander Skarsgård, Jeffrey Nordling e Zoë Kravitz. Apesar de lançada como minissérie, a repercussão foi tamanha que a HBO já confirmou uma 2ª temporada.

3) DARK

Exibida: pela Netflix Criada por: Baran bo Odar, Jantje Friese

Gêneros: ficção científica, drama, mistério, sobrenatural

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 45-57 minutos

Mal lançada pela Netflix no começo deste mês, é com uma trama intrigante e um elenco homogêneo (que gastará a sua capacidade de reconhecer pessoas) que a alemã “Dark” abre o nosso acirrado top 3. O ano é 2019 e os moradores de Winden, na Alemanha, são pegos de surpresa com o misterioso desaparecimento de crianças e adolescentes que não parece obedecer a um padrão propriamente dito. Intimamente relacionados ao sumiço de um garoto 33 anos antes, em 1986, sobra para Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), Ulrich Nielsen (Oliver Masucci) e Charlotte Doppler (Karoline Eichhorn) investigar, cada um da sua maneira, os bizarros acontecimentos que conectam passado, presente e futuro à superprotegida usina nuclear sediada na região. Mergulhando em gêneros variados que incluem ficção científica, mistério e drama, “Dark” desenvolve-se de maneira inteligente e perspicaz, abrindo para o público o espaço para formular as mais insanas teorias. Já renovada para uma 2ª temporada, a atração foi muitíssimo bem recebida e chegou a ser comparada a “Stranger Things” e “Twin Peaks”.

2) FEUD: BETTE AND JOAN

Exibida: pelo canal FX Criada por: Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam

Gêneros: drama de época, antologia, documentário

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 45-58 minutos

Que Ryan Murphy tem o toque de Midas quando nos referimos a séries de TV (“Glee”, “American Horror Story”), isso ninguém discute! Ficando com a nossa saudosa medalha de prata, “Bette and Joan” é a temporada de estreia da mais nova obra prima de um dos produtores mais importantes da atualidade. Retratando a rixa compartilhada entre Bette Davis e Joan Crawford que chegou ao seu ápice durante as gravações do filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” (1962), em “Feud” conhecemos os mínimos detalhes da tumultuada vida de duas das maiores atrizes de todos os tempos. Protagonizado pelos ícones Jessica Lange e Susan Sarandon, a produção combina uma narrativa emocionante a trechos de documentário enquanto enfatiza as dificuldades da mulher no mercado de trabalho. Contando ainda com a participação especial de Catherine Zeta-Jones (que interpreta Olivia de Havilland) e Kathy Bates (como Joan Blondell), “Bette and Joan” foi indicada ao Emmy 2017 19x, das quais venceu apenas em categorias técnicas (“Melhor Penteado” e “Melhor Maquiagem” para “um Filme ou uma Minissérie”). Inspirada no relacionamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, a 2ª temporada do espetáculo está prevista já para 2018.

1) THE HANDMAID’S TALE

Exibida: pela Hulu Criada por: Bruce Miller

Gêneros: drama, ficção, distopia

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 47-60 minutos

Eis que chegamos, sem qualquer esforço, ao que consideramos a melhor estreia de 2017! Nomeada 13x à última edição do Emmy (das quais venceu 8, incluindo “Melhor Série Dramática”), não é à toa que “The Handmaid’s Tale” foi condecorada com a aclamação da crítica e de todo o público que parou tudo que estava fazendo para conferir esta joia rara de Bruce Miller. Ambientada numa sociedade distópica de um futuro não muito distante, a série retrata os absurdos vividos diariamente pelos cidadãos de Gilead, uma nação totalitarista e teocrática atualmente localizada onde fora os EUA. Perseguidas e destituídas de seus empregos e famílias, todas as mulheres são rebaixadas, renomeadas e classificadas entre si, devendo servir as famílias das autoridades e gerar seus descendentes sem levantar quaisquer questionamentos. Escravizadas, violentadas e privadas de uma vida comum, logo Offred (Elisabeth Moss), Ofglen (Alexis Bledel) e seu grupo de aias vão despertando para a injustiça da qual foram submetidas e voltam-se contra aqueles que transformam o seu dia a dia no pior dos pesadelos. Adaptado de “O Conto da Aia” (1985), de Margaret Atwood, “The Handmaid’s Tale” apresenta atuações impecáveis e um roteiro capaz de sensibilizar homens e mulheres de quaisquer ideologias políticas. Prevista para abril, a 2ª temporada do show é, certamente, uma das mais aguardadas de 2018.

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, queridos leitores? Já assistiram a alguma destas séries de TV? Apesar de elencarmos acima o que consideramos as 10 melhores estreias do ano, é importante não nos esquecermos de outros títulos que também ganharam destaque ao longo de 2017 e que, indubitavelmente, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o thriller psicológico “Gypsy” (com Naomi Watts); a minissérie britânica “Born to Kill” (com Jack Rowan); o drama adolescente “Famous in Love” (com Bella Thorne); e as comédias “White Gold” (com Ed Westwick), “Making History” (com Leighton Meester), “Santa Clarita Diet” (com Drew Barrymore) e “Snatch” (com Rupert Grint).

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As 10 melhores séries de TV que retornaram ao longo de 2017 com novas temporadas

Após tanto tempo sem atualizações, finalmente decidimos correr atrás do prejuízo e estamos a todo vapor neste mês! Dando continuidade às populares listas de melhores e piores que sempre rodam a internet nesta época do ano, agora trazemos a parte 2 que reúne as 10 melhores séries de TV que retornaram em 2017 com novas temporadas.

Ainda vale lembrar que, já se encontra disponível, aqui no nosso blog, a parte 1 com as 7 melhores atrações já encerradas que maratonamos nestes últimos 12 meses. Você confere todos os títulos selecionados acessando este link.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT (2015 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Tina Fey, Robert Carlock

Gêneros: sitcom, cringe comedy

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 22-36 minutos

Entrando em seu 3º ano, não é difícil para quem assiste “Unbreakable Kimmy Schmidt” entender o porquê de uma dos produções mais populares da Netflix integrar uma lista como esta. Isso porque, além de segurar aquele humor super família e quase sempre inocente, a fantástica obra de Tina Fey e Robert Carlock é exímia ao combinar um roteiro inteligente aos elementos-chave de um sitcom/cringe comedy (ou “comédia de vergonha alheia”) de qualidade. Apesar de nos entregar situações hilárias como Kimmy (Ellie Kemper) voltando a estudar e Lillian (Carol Kane) e Jacqueline (Jane Krakowski) se aventurando pelo universo da política, nada supera a releitura icônica que o brilhante Titus (Tituss Burgess) encabeça em “Kimmy’s Roommate Lemonades!” (S03E02) para o memorável “Lemonade”, da Beyoncé. Ah, e a season 4 já está mais do que confirmada, ok?

9) YOUNGER (2015 – presente)

Exibida: pelo canal TV Land / Criada por: Darren Star

Gêneros: comédia, drama, romance

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 48 / duração por episódio: 20-25 minutos

Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, é com um leve clima de tensão que a 4ª temporada de “Younger” surge em um momento crucial na vida de Liza Miller (Sutton Foster). Agora que Kelsey Peters (Hilary Duff) descobriu sua verdadeira idade, fica ainda mais difícil para a quarentona levar adiante a mentira que inventou durante a first season para conseguir emprego. Paralelamente, enquanto Miller parece finalmente se entender com Josh (Nico Tortorella), a relação com Charles (Peter Hermann) entra numa montanha-russa de altos e baixos após a chegada de uma ex-esposa inoportuna. Nem precisamos dizer o quanto as aparições de Maggie (Debi Mazar), Lauren (Molly Bernard) e Diana (Miriam Shor) são mais do que bem-vindas ao trazerem à tona o lado cômico da série, não é mesmo? “Younger” já se encontra renovadíssima para 2018.

8) HOW TO GET AWAY WITH MURDER (2014 – presente)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Peter Nowalk

Gêneros: drama jurídico, mistério, thriller

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 53 / duração por episódio: 43 minutos

É interessante observar que, mesmo depois de três seasons bem intensas, “How to Get Away with Murder” permaneça tão forte quanto em sua temporada de estreia. Ok, devemos admitir que este novo plot envolvendo a vingança de Laurel (Karla Souza) a Wes (Alfred Enoch) tem sido muito mais maçante que o previsto, mas, não há como negar que o desenvolvimento de personagens até então menos exploradas, como Michaela (Aja Naomi King) e Bonnie (Liza Weil), chegou na hora perfeita. Conduzindo, como de costume, Annalise Keating (Viola Davis) e seus discípulos para mais uma tragédia estarrecedora que somente será reacendida no dia 19 de janeiro, Peter Nowalk continua com uma ótima e inquestionável mão para o drama e a tensão. Também, com a produção executiva de Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “Scandal”) e o protagonismo de Viola Davis fica difícil dar errado.

7) AMERICAN HORROR STORY (2011 – presente)

Exibida: pelo canal FX / Criada por: Ryan Murphy, Brad Falchuk

Gêneros: terror, antologia, sobrenatural

Nº de temporadas: 7 / nº total de episódios: 84 / duração por episódio: 37-73 minutos

Partindo para uma direção completamente oposta ao sobrenatural que marcou cada uma de suas seasons anteriores, em “Cult” a antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk se destaca por priorizar, mais do que nunca, o terror psicológico. Ambientada no “pós-guerra” gerado pelas eleições presidenciais de 2016, em sua 7ª temporada AHS” nos leva para a fictícia Brookfield Heights, Michigan. Imersos em uma macabra onda de crimes e violência, os moradores locais vão aos poucos perdendo sua fé no governo enquanto o claramente perturbado Kai Anderson (Evan Peters) se delicia com o caos que tem favorecido sua candidatura política. Estrelada pela sempre competente Sarah Paulson, “Cult” não apenas abre as portas para novos membros (Billie Lourd, Alison Pill, Billy Eichner) como também marca o retorno de alguns atores já conhecidos e queridos do fandom (Cheyenne Jackson, Emma Roberts, Frances Conroy). As temporadas de nº 8 e 9 já estão mais do que confirmadas!

6) SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super ChannelChillerNetflix Criada por: Aaron Martin

Gêneros: antologia, terror, slasher, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Pondo para escanteio o elenco bastante antipático que estrelou “The Executioner”, a equipe de “Slasher: Guilty Party” fez bonito ao assinar com a Netflix e reformular quase do zero o time de atores que protagonizou sua 2ª temporada. Passando-se em um antigo acampamento que abriga, atualmente, uma comunidade espiritual, os ex-monitores Peter (Lovell Adams-Gray), Noah (Jim Watson), Dawn (Paula Brancati), Andi (Rebecca Liddiard) e Susan (Kaitlyn Leeb) voltam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. O que eles não esperavam encontrar, é claro, é um serial killer à solta aparentemente relacionado a seus pecados de outrora. Trazendo fortíssimas cenas de violência explícita com muito derramamento de sangue e tripas voando para todos os cantos, “Guilty Party” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro. Vale lembrar que já havíamos resenhado a obra de Aaron Martin em nosso especial de Halloween (confira).

5) CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / Criada por: Nick Antosca

Gêneros: antologia, terror, sobrenatural, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Após uma estreia aterrorizante com “Candle Cove”, mais uma vez “Channel Zero” atinge a excelência em “No-End House”, a 2ª temporada inspirada na creepypasta Casa Sem Fim. Readaptando para a TV o terror nato que somente estas lendas urbanas da internet possuem, desta vez acompanhamos a trajetória de Margot (Amy Forsyth) e Jules (Aisha Dee). Separadas pelo luto de Margot após a morte de seu pai (John Carroll Lynch), as melhores amigas veem sua união ainda mais estremecida quando visitam a bizarra Casa Sem Fim: uma enigmática construção de seis cômodos que esconde, atrás de cada porta, um horror diferente. Deixando-se levar pela pesada atmosfera que parece pairar sob o local, logo fica claro para a dupla que, o que era para ser apenas uma visita à uma atração turística mirabolante, se torna um terrível pesadelo sem saídas. Renovada para mais duas novas temporadas, “Butcher’s Block” deve estrear já em 2018. Assim como “Slasher”, “Channel Zero” também havia sido listada em nosso especial de Halloween.

4) RIVERDALE (2017 – presente)

Exibida: pelo canal The CW, pela Netflix / Desenvolvida por: Roberto Aguirre-Sacasa

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 22 / duração por episódio: 42 minutos

E quem diria que, depois de 13 episódios bem medianos, a nova sensação adolescente da The CW fosse retornar mais impactante do que nunca em sua season 2?! Paralisados pelos eventos ocorridos em “Chapter Thirteen: The Sweet Hereafter” (S01E13), desta vez somos apresentados ao terrível Black Hood, um maníaco mascarado que espalha o mal pelas ruas de Riverdale em nome da “justiça”. Aterrorizados pela falta de segurança e decididos a solucionar este impasse, Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) partem em busca da verdade e se veem encurralados em uma intrigante teia de drogas, gangues e abusos. Ainda que Cole Sprouse seja o nome mais popular do jovem elenco (e curiosamente o menos atraente), Lili Reinhart e Madelaine Petsch (que dá vida à Cheryl Blossom) nos conquistam sem fazer qualquer esforço em cada cena que protagonizam. Destaque também para KJ Apa e Camila Mendes, que melhoraram magistralmente de uma temporada para outra.

3) AMERICAN CRIME (2015 – 2017)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: John Ridley

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 29 / duração por episódio: 43 minutos

Definitivamente um dos programas mais sensibilizadores que já assistimos, é com prazer que elencamos “American Crime” (não confundir com “American Crime Story”) para abrir o nosso top 3 de melhores retornos do ano. Focando, como de costume, em temas bastante atuais presentes em nosso cotidiano, a 3ª temporada da atração é mais uma vez feliz ao escancarar, desta vez, os abusos da prostituição infantil, do tráfico de pessoas e da imigração clandestina. Novamente protagonizada pela santíssima trindade da TV Felicity Huffman, Regina King e Lili Taylor, também retornam para esta season Timothy Hutton, Richard Cabral, Benito Martinez e Connor Jessup. Aclamadíssimas entre os críticos, as três temporadas da série receberam, juntas, 15 indicações ao Emmy, das quais Regina King venceu 2 por “Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme”. Diferente dos demais títulos presentes nesta lista, “American Crime” já possui destino certo e foi oficialmente cancelada por sua emissora em maio passado.

2) THE EXORCIST (2016 – presente)

Exibida: pelo canal Fox / Criada por: Jeremy Slater

Gêneros: terror

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 45 minutos

Por mais que tenha ficado em #2, não podemos negar que “The Exorcist”, mais do que qualquer outra atração, revelou-se a grande surpresa de 2017. Com seu futuro incerto após a baixa audiência da temporada de estreia, a Fox decidiu dar ouvidos aos ótimos comentários do público e ganhou nossa admiração quando encomendou os 10 novos episódios da season 2 que conferimos de setembro pra cá. Pondo um ponto final à possessão de Pazuzu aos membros da família Rance, os padres Tomas (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels) partem em uma nova jornada ajudando vítimas pelo país a fora. Apesar de passar por apuros inimagináveis que colocam em risco sua segurança pessoal, a situação se torna ainda mais crítica quando a dupla encontra no lar adotivo de Andy Kim (John Cho) indícios da existência de um mal secular. Paralelamente, uma nova exorcista (Zuleikha Robinson) se junta a Padre Bennett (Kurt Egyiawan) no combate contra os demônios que têm controlado o Vaticano. Bem mais sombria e aterrorizante que a season anterior, muitas são as referências ao “O Exorcista” original (de 73) e sua sequência de 1990 (“O Exorcista III”). Se você estava procurando pela melhor série de terror da atualidade, então acaba de encontrar!

1) STRANGER THINGS (2016 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Duffer Brothers

Gêneros: ficção científica, terror, sobrenatural, drama de época

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 17 / duração por episódio: 42-62 minutos

Afinal de contas, seríamos loucos se incluíssemos “Stranger Things” em uma lista como esta em qualquer outra posição que não fosse a #1  até porque, sejamos francos, o seu sucesso esmagador não tem sido em vão. Mais felizes do que nunca com a volta de Will Byers (Noah Schnapp) do mundo invertido, Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos ainda não superaram o sumiço de Eleven (Millie Bobby Brown), mas se veem rapidamente afetados pela chegada de uma nova garota em Hawkins, Indiana (Sadie Sink). Porém, nem tudo são flores, e é claro que não demora para que as coisas voltem a ficar estranhas depois que as novas visões de Will passam a se manifestar com maior frequênciaExplorando um pouco mais as antigas experiências do Dr. Brenner, “Stranger Things 2” nos apresenta à misteriosa Kali (Linnea Berthelsen) – que, assim como Eleven, também possui superpoderes paranormais – e ainda tem tempo de nos presentear com a melhor e mais improvável dupla já formada em uma série de TV: Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery). É claro que mal podemos esperar pela season 3, que só deverá chegar em 2019.

E aí? Quais foram, para você, as melhores produções que estrearam em 2017 com novas temporadas? Deixamos alguma de fora? Não se esqueça de nos dizer, no espaço para comentários abaixo, suas escolhas preferidas.

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