As 10 melhores séries de TV que estrearam em 2017

Finalmente chegamos à parte 3/3 do nosso especial de séries de TV e, é para encerrar com chave de ouro que reunimos, na penúltima publicação do ano, as 10 melhores produções televisivas que estrearam em 2017. Entre diversos títulos aclamadíssimos pela crítica e outras raridades pouco divulgadas (mas que não custaram a ganhar a atenção do público), você confere, a seguir, a lista final com as melhores novidades que tornaram o nosso ano muito mais dramático, misterioso e engraçado.

Vale dizer, ainda, que já se encontram disponíveis por aqui as partes 1 e 2 com as 7 séries já encerradas que maratonamos neste ano (que você pode ler aqui) e as 10 melhores séries que retornaram em 2017 com novas temporadas (que pode ser acessada aqui).

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) YOUNG SHELDON

Exibida: pelo canal CBS Criada por: Chuck Lorre, Steven Molaro

Gêneros: sitcom

Nº total de episódios: 9 / duração por episódio: 22 minutos

Quem diria que “The Big Bang Theory” (2007-presente), uma das séries de maior audiência da atualidade, fosse gerar um spin-off tão autêntico quanto “Young Sheldon”? Com apenas 9 anos de idade, Sheldon Cooper (Iain Armitage) já é um sistemático gênio à frente de seu tempo crescido em uma extensa e amorosa família. Tendo de dividir a atenção de seus pais (Lance Barber e Zoe Perry) e avó (Annie Potts) com seus dois irmãos (Montana Jordan e Raegan Revord), o garoto não demora para ganhar espaço no mundo dos adultos e causar confusões por sua sinceridade sem tamanhos. Ambientada do final dos anos 80, “Young Sheldon” é uma produção bem família que se destaca por um leve tom de drama indicado para todos os públicos – e não apenas para os fãs de “TBBT”. Sem fazer o uso de laugh track (o famigerado fundo sonoro de risadas), a atração é narrada por ninguém menos que Jim Parsons, o Sheldon Cooper original.

9) RAVEN’S HOME

Exibida: pelo canal Disney Channel Criada por: Michael Poryes, Susan Sherman

Gêneros: comédia

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 22-24 minutos

Sem sombra de dúvidas a mais icônica série já exibida pelo Disney Channel, foi após 10 longos anos que “As Visões da Raven” (2003-2007) recebeu o seu tão almejado comeback junto ao horário nobre norte-americano. Repetindo seus papeis como Raven Baxter e Chelsea Daniels/Grayson, Raven-Symoné e Anneliese van der Pol cresceram e não são as mesmas adolescentes de antes, apesar de continuarem mais amigas do que nunca. Agora mães solteiras e dividindo o mesmo apartamento, elas desdobram-se numa árdua rotina para cuidar de Levi (Jason Maybaum), o filho único de Chelsea, e de Nia (Navia Robinson) e Booker (Issac Ryan Brown), os gêmeos de Raven. Reciclando o antigo bom humor que somente a série principal foi capaz de nos propiciar, “Raven’s Home” (“A Casa da Raven”, no Brasil) chega numa ótima hora tanto para telespectadores mais jovens quanto para os antigos órfãos da família Baxter. Ah, e a 2ª temporada já foi confirmada!

8) AMERICAN GODS

Exibida: pelo canal Starz Desenvolvida por: Bryan Fuller, Michael Green

Gêneros: drama, fantasia

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 52-63 minutos

Baseado no best-seller homônimo de Neil Gaiman, é com efeitos especiais de cinema, um elenco maciço e um roteiro fenomenal que a aposta da Starz para o mercado televisivo deste ano fez sua polêmica estreia em abril passado. Explorando a mitologia de diversas culturas como a egípcia, árabe e irlandesa, “American Gods” nos guia pela trajetória de Shadown Moon (Ricky Whittle), um viúvo ex-detento que começa a trabalhar como guarda-costas do excêntrico Sr. Wednesday (Ian McShane). Introduzido em um universo extraordinário que parece misturar realidade com ficção, logo o protagonista se vê preso em uma trama perigosa que culmina na batalha pelo poder envolvendo os deuses da nova geração e os da velha guarda. Bombardeando o público com momentos de pura violência e com a cena de sexo gay mais explícita da história, a superprodução já se encontra renovadíssima para uma 2ª temporada sem previsão de estreia.

7) LORE

Exibida: pela Amazon Prime Video Desenvolvida por: Aaron Mahnke, Gale Anne Hurd, Ben Silverman, Howard Owens

Gêneros: terror, mistério, drama, antologia

Nº total de episódios: 6 / duração por episódio: 45 minutos

Contrariando o formato que vemos na maior parte das atrações de TV, “Lore” (“Crenças”, em tradução livre) merece nossos parabéns por incorporar, com perfeição, elementos de documentário a uma narrativa interpretada por atores de carne e osso. Inspirada no podcast de mesmo nome criado por Aaron Mahnke (que também é o responsável por narrar as informações e curiosidades de cada episódio), a série ostenta uma didática sem precedentes que poucas conseguem passar adiante. Desenvolvida a partir de crenças e contos populares de países como a Inglaterra, os EUA e o México, a atração se aprofunda em temáticas que variam desde lobisomens, lobotomia à macabra história do boneco Robert, o brinquedo assassino da vida real. Com um elenco vasto de atores e atrizes de todas as idades, Holland Roden (de “Teen Wolf”) é o seu nome mais reconhecido.

6) 13 REASONS WHY

Exibida: pela Netflix Desenvolvida por: Brian Yorkey

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 49-61 minutos

Também inclusa no time de obras literárias que ganharam sua própria adaptação televisiva (“Os Treze Porquês”, de Jay Asher), “13 Reasons Why” é outro exemplo que não poderia ficar de fora de nosso especial após toda a repercussão que causou na internet. Sucesso entre o público adolescente e adulto, o espetáculo da Netflix narra a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma garota vítima de bullying que comete suicídio. Determinada a registrar os eventos que motivaram sua morte, a garota deixa uma caixa com 13 fitas cassetes destinadas, cada qual, a uma pessoa diferente. Quando chega a vez de Clay Jensen (Dylan Minnette) ouvir o material, descobrimos as atrocidades que a menina teve de suportar antes de abrir mão da própria vida. Participando ativamente da produção executiva, Selena Gomez quase chegou a estrelar a série no papel de Hannah. Bem emocionante do início ao fim, “13 Reasons Why”, que apresenta conteúdo explícito para públicos mais sensíveis, já teve sua 2ª temporada confirmada para 2018.

5) THE GOOD DOCTOR

Exibida: pelo canal ABC Desenvolvida por: David Shore

Gêneros: drama médico

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 41-43 minutos

É com muita sensibilidade que a rede ABC optou por lançar, em pleno 2017, um de seus projetos mais inovadores em muitos e muitos anos. Baseado na premiada série sul-coreana “Good Doctor” (2013), de Park Jae-bum, em “The Good Doctor” acompanhamos os passos do brilhante Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião autista também portador da síndrome do sábio: distúrbio que lhe permite acessar uma memória extraordinária. Recém-contratado para atuar como residente no Hospital San Jose St. Bonaventure, é lá que Murphy desenvolve uma relação de amizade com a também cirurgiã Claire Browne (Antonia Thomas) e é constantemente posto à prova pelo Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez), o médico responsável por seu setor. Vítima do preconceito não apenas dos pacientes, mas também dos colegas de trabalho, não será nada fácil para Shaun superar suas limitações enquanto aprende a se comunicar com aqueles que se negam a ter o mínimo possível de empatia.

4) BIG LITTLE LIES

Exibida: pelo canal HBO Criada por: David E. Kelley

Gêneros: drama, mistério

Nº total de episódios: 7 / duração por episódio: 52-58 minutos

Certamente uma das produções mais comentadas do ano, “Big Little Lies” é outro título que não poderia, de maneira alguma, passar batido em nossa lista de melhores estreias do ano. Levando-nos até Monterey, Califórnia, o enredo da série gira em torno da vida de um grupo de mães que se vê afetado por um incidente violento envolvendo seus filhos do primário. Preocupadas com o julgamento antecipado que Renata (Laura Dern) faz do filho de Jane (Shailene Woodley), uma novata na cidade, as amigas Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman) logo se aproximam da moça para oferecer apoio e proteção. O que ninguém esperava, é claro, é que a trama envolvendo o grupo pudesse culminar em homicídio e assédio nos mais intensos níveis. Baseado no livro homônimo escrito por Liane Moriarty, “Big Little Lies” chegou a ser indicada 16x ao Emmy deste ano (das quais venceu 8) e conta com um elenco de peso que ainda inclui profissionais como Alexander Skarsgård, Jeffrey Nordling e Zoë Kravitz. Apesar de lançada como minissérie, a repercussão foi tamanha que a HBO já confirmou uma 2ª temporada.

3) DARK

Exibida: pela Netflix Criada por: Baran bo Odar, Jantje Friese

Gêneros: ficção científica, drama, mistério, sobrenatural

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 45-57 minutos

Mal lançada pela Netflix no começo deste mês, é com uma trama intrigante e um elenco homogêneo (que gastará a sua capacidade de reconhecer pessoas) que a alemã “Dark” abre o nosso acirrado top 3. O ano é 2019 e os moradores de Winden, na Alemanha, são pegos de surpresa com o misterioso desaparecimento de crianças e adolescentes que não parece obedecer a um padrão propriamente dito. Intimamente relacionados ao sumiço de um garoto 33 anos antes, em 1986, sobra para Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), Ulrich Nielsen (Oliver Masucci) e Charlotte Doppler (Karoline Eichhorn) investigar, cada um da sua maneira, os bizarros acontecimentos que conectam passado, presente e futuro à superprotegida usina nuclear sediada na região. Mergulhando em gêneros variados que incluem ficção científica, mistério e drama, “Dark” desenvolve-se de maneira inteligente e perspicaz, abrindo para o público o espaço para formular as mais insanas teorias. Já renovada para uma 2ª temporada, a atração foi muitíssimo bem recebida e chegou a ser comparada a “Stranger Things” e “Twin Peaks”.

2) FEUD: BETTE AND JOAN

Exibida: pelo canal FX Criada por: Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam

Gêneros: drama de época, antologia, documentário

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 45-58 minutos

Que Ryan Murphy tem o toque de Midas quando nos referimos a séries de TV (“Glee”, “American Horror Story”), isso ninguém discute! Ficando com a nossa saudosa medalha de prata, “Bette and Joan” é a temporada de estreia da mais nova obra prima de um dos produtores mais importantes da atualidade. Retratando a rixa compartilhada entre Bette Davis e Joan Crawford que chegou ao seu ápice durante as gravações do filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” (1962), em “Feud” conhecemos os mínimos detalhes da tumultuada vida de duas das maiores atrizes de todos os tempos. Protagonizado pelos ícones Jessica Lange e Susan Sarandon, a produção combina uma narrativa emocionante a trechos de documentário enquanto enfatiza as dificuldades da mulher no mercado de trabalho. Contando ainda com a participação especial de Catherine Zeta-Jones (que interpreta Olivia de Havilland) e Kathy Bates (como Joan Blondell), “Bette and Joan” foi indicada ao Emmy 2017 19x, das quais venceu apenas em categorias técnicas (“Melhor Penteado” e “Melhor Maquiagem” para “um Filme ou uma Minissérie”). Inspirada no relacionamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, a 2ª temporada do espetáculo está prevista já para 2018.

1) THE HANDMAID’S TALE

Exibida: pela Hulu Criada por: Bruce Miller

Gêneros: drama, ficção, distopia

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 47-60 minutos

Eis que chegamos, sem qualquer esforço, ao que consideramos a melhor estreia de 2017! Nomeada 13x à última edição do Emmy (das quais venceu 8, incluindo “Melhor Série Dramática”), não é à toa que “The Handmaid’s Tale” foi condecorada com a aclamação da crítica e de todo o público que parou tudo que estava fazendo para conferir esta joia rara de Bruce Miller. Ambientada numa sociedade distópica de um futuro não muito distante, a série retrata os absurdos vividos diariamente pelos cidadãos de Gilead, uma nação totalitarista e teocrática atualmente localizada onde fora os EUA. Perseguidas e destituídas de seus empregos e famílias, todas as mulheres são rebaixadas, renomeadas e classificadas entre si, devendo servir as famílias das autoridades e gerar seus descendentes sem levantar quaisquer questionamentos. Escravizadas, violentadas e privadas de uma vida comum, logo Offred (Elisabeth Moss), Ofglen (Alexis Bledel) e seu grupo de aias vão despertando para a injustiça da qual foram submetidas e voltam-se contra aqueles que transformam o seu dia a dia no pior dos pesadelos. Adaptado de “O Conto da Aia” (1985), de Margaret Atwood, “The Handmaid’s Tale” apresenta atuações impecáveis e um roteiro capaz de sensibilizar homens e mulheres de quaisquer ideologias políticas. Prevista para abril, a 2ª temporada do show é, certamente, uma das mais aguardadas de 2018.

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, queridos leitores? Já assistiram a alguma destas séries de TV? Apesar de elencarmos acima o que consideramos as 10 melhores estreias do ano, é importante não nos esquecermos de outros títulos que também ganharam destaque ao longo de 2017 e que, indubitavelmente, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o thriller psicológico “Gypsy” (com Naomi Watts); a minissérie britânica “Born to Kill” (com Jack Rowan); o drama adolescente “Famous in Love” (com Bella Thorne); e as comédias “White Gold” (com Ed Westwick), “Making History” (com Leighton Meester), “Santa Clarita Diet” (com Drew Barrymore) e “Snatch” (com Rupert Grint).

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As 10 melhores séries de TV que retornaram ao longo de 2017 com novas temporadas

Após tanto tempo sem atualizações, finalmente decidimos correr atrás do prejuízo e estamos a todo vapor neste mês! Dando continuidade às populares listas de melhores e piores que sempre rodam a internet nesta época do ano, agora trazemos a parte 2 que reúne as 10 melhores séries de TV que retornaram em 2017 com novas temporadas.

Ainda vale lembrar que, já se encontra disponível, aqui no nosso blog, a parte 1 com as 7 melhores atrações já encerradas que maratonamos nestes últimos 12 meses. Você confere todos os títulos selecionados acessando este link.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT (2015 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Tina Fey, Robert Carlock

Gêneros: sitcom, cringe comedy

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 22-36 minutos

Entrando em seu 3º ano, não é difícil para quem assiste “Unbreakable Kimmy Schmidt” entender o porquê de uma dos produções mais populares da Netflix integrar uma lista como esta. Isso porque, além de segurar aquele humor super família e quase sempre inocente, a fantástica obra de Tina Fey e Robert Carlock é exímia ao combinar um roteiro inteligente aos elementos-chave de um sitcom/cringe comedy (ou “comédia de vergonha alheia”) de qualidade. Apesar de nos entregar situações hilárias como Kimmy (Ellie Kemper) voltando a estudar e Lillian (Carol Kane) e Jacqueline (Jane Krakowski) se aventurando pelo universo da política, nada supera a releitura icônica que o brilhante Titus (Tituss Burgess) encabeça em “Kimmy’s Roommate Lemonades!” (S03E02) para o memorável “Lemonade”, da Beyoncé. Ah, e a season 4 já está mais do que confirmada, ok?

9) YOUNGER (2015 – presente)

Exibida: pelo canal TV Land / Criada por: Darren Star

Gêneros: comédia, drama, romance

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 48 / duração por episódio: 20-25 minutos

Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, é com um leve clima de tensão que a 4ª temporada de “Younger” surge em um momento crucial na vida de Liza Miller (Sutton Foster). Agora que Kelsey Peters (Hilary Duff) descobriu sua verdadeira idade, fica ainda mais difícil para a quarentona levar adiante a mentira que inventou durante a first season para conseguir emprego. Paralelamente, enquanto Miller parece finalmente se entender com Josh (Nico Tortorella), a relação com Charles (Peter Hermann) entra numa montanha-russa de altos e baixos após a chegada de uma ex-esposa inoportuna. Nem precisamos dizer o quanto as aparições de Maggie (Debi Mazar), Lauren (Molly Bernard) e Diana (Miriam Shor) são mais do que bem-vindas ao trazerem à tona o lado cômico da série, não é mesmo? “Younger” já se encontra renovadíssima para 2018.

8) HOW TO GET AWAY WITH MURDER (2014 – presente)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Peter Nowalk

Gêneros: drama jurídico, mistério, thriller

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 53 / duração por episódio: 43 minutos

É interessante observar que, mesmo depois de três seasons bem intensas, “How to Get Away with Murder” permaneça tão forte quanto em sua temporada de estreia. Ok, devemos admitir que este novo plot envolvendo a vingança de Laurel (Karla Souza) a Wes (Alfred Enoch) tem sido muito mais maçante que o previsto, mas, não há como negar que o desenvolvimento de personagens até então menos exploradas, como Michaela (Aja Naomi King) e Bonnie (Liza Weil), chegou na hora perfeita. Conduzindo, como de costume, Annalise Keating (Viola Davis) e seus discípulos para mais uma tragédia estarrecedora que somente será reacendida no dia 19 de janeiro, Peter Nowalk continua com uma ótima e inquestionável mão para o drama e a tensão. Também, com a produção executiva de Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “Scandal”) e o protagonismo de Viola Davis fica difícil dar errado.

7) AMERICAN HORROR STORY (2011 – presente)

Exibida: pelo canal FX / Criada por: Ryan Murphy, Brad Falchuk

Gêneros: terror, antologia, sobrenatural

Nº de temporadas: 7 / nº total de episódios: 84 / duração por episódio: 37-73 minutos

Partindo para uma direção completamente oposta ao sobrenatural que marcou cada uma de suas seasons anteriores, em “Cult” a antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk se destaca por priorizar, mais do que nunca, o terror psicológico. Ambientada no “pós-guerra” gerado pelas eleições presidenciais de 2016, em sua 7ª temporada AHS” nos leva para a fictícia Brookfield Heights, Michigan. Imersos em uma macabra onda de crimes e violência, os moradores locais vão aos poucos perdendo sua fé no governo enquanto o claramente perturbado Kai Anderson (Evan Peters) se delicia com o caos que tem favorecido sua candidatura política. Estrelada pela sempre competente Sarah Paulson, “Cult” não apenas abre as portas para novos membros (Billie Lourd, Alison Pill, Billy Eichner) como também marca o retorno de alguns atores já conhecidos e queridos do fandom (Cheyenne Jackson, Emma Roberts, Frances Conroy). As temporadas de nº 8 e 9 já estão mais do que confirmadas!

6) SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super ChannelChillerNetflix Criada por: Aaron Martin

Gêneros: antologia, terror, slasher, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Pondo para escanteio o elenco bastante antipático que estrelou “The Executioner”, a equipe de “Slasher: Guilty Party” fez bonito ao assinar com a Netflix e reformular quase do zero o time de atores que protagonizou sua 2ª temporada. Passando-se em um antigo acampamento que abriga, atualmente, uma comunidade espiritual, os ex-monitores Peter (Lovell Adams-Gray), Noah (Jim Watson), Dawn (Paula Brancati), Andi (Rebecca Liddiard) e Susan (Kaitlyn Leeb) voltam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. O que eles não esperavam encontrar, é claro, é um serial killer à solta aparentemente relacionado a seus pecados de outrora. Trazendo fortíssimas cenas de violência explícita com muito derramamento de sangue e tripas voando para todos os cantos, “Guilty Party” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro. Vale lembrar que já havíamos resenhado a obra de Aaron Martin em nosso especial de Halloween (confira).

5) CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / Criada por: Nick Antosca

Gêneros: antologia, terror, sobrenatural, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Após uma estreia aterrorizante com “Candle Cove”, mais uma vez “Channel Zero” atinge a excelência em “No-End House”, a 2ª temporada inspirada na creepypasta Casa Sem Fim. Readaptando para a TV o terror nato que somente estas lendas urbanas da internet possuem, desta vez acompanhamos a trajetória de Margot (Amy Forsyth) e Jules (Aisha Dee). Separadas pelo luto de Margot após a morte de seu pai (John Carroll Lynch), as melhores amigas veem sua união ainda mais estremecida quando visitam a bizarra Casa Sem Fim: uma enigmática construção de seis cômodos que esconde, atrás de cada porta, um horror diferente. Deixando-se levar pela pesada atmosfera que parece pairar sob o local, logo fica claro para a dupla que, o que era para ser apenas uma visita à uma atração turística mirabolante, se torna um terrível pesadelo sem saídas. Renovada para mais duas novas temporadas, “Butcher’s Block” deve estrear já em 2018. Assim como “Slasher”, “Channel Zero” também havia sido listada em nosso especial de Halloween.

4) RIVERDALE (2017 – presente)

Exibida: pelo canal The CW, pela Netflix / Desenvolvida por: Roberto Aguirre-Sacasa

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 22 / duração por episódio: 42 minutos

E quem diria que, depois de 13 episódios bem medianos, a nova sensação adolescente da The CW fosse retornar mais impactante do que nunca em sua season 2?! Paralisados pelos eventos ocorridos em “Chapter Thirteen: The Sweet Hereafter” (S01E13), desta vez somos apresentados ao terrível Black Hood, um maníaco mascarado que espalha o mal pelas ruas de Riverdale em nome da “justiça”. Aterrorizados pela falta de segurança e decididos a solucionar este impasse, Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) partem em busca da verdade e se veem encurralados em uma intrigante teia de drogas, gangues e abusos. Ainda que Cole Sprouse seja o nome mais popular do jovem elenco (e curiosamente o menos atraente), Lili Reinhart e Madelaine Petsch (que dá vida à Cheryl Blossom) nos conquistam sem fazer qualquer esforço em cada cena que protagonizam. Destaque também para KJ Apa e Camila Mendes, que melhoraram magistralmente de uma temporada para outra.

3) AMERICAN CRIME (2015 – 2017)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: John Ridley

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 29 / duração por episódio: 43 minutos

Definitivamente um dos programas mais sensibilizadores que já assistimos, é com prazer que elencamos “American Crime” (não confundir com “American Crime Story”) para abrir o nosso top 3 de melhores retornos do ano. Focando, como de costume, em temas bastante atuais presentes em nosso cotidiano, a 3ª temporada da atração é mais uma vez feliz ao escancarar, desta vez, os abusos da prostituição infantil, do tráfico de pessoas e da imigração clandestina. Novamente protagonizada pela santíssima trindade da TV Felicity Huffman, Regina King e Lili Taylor, também retornam para esta season Timothy Hutton, Richard Cabral, Benito Martinez e Connor Jessup. Aclamadíssimas entre os críticos, as três temporadas da série receberam, juntas, 15 indicações ao Emmy, das quais Regina King venceu 2 por “Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme”. Diferente dos demais títulos presentes nesta lista, “American Crime” já possui destino certo e foi oficialmente cancelada por sua emissora em maio passado.

2) THE EXORCIST (2016 – presente)

Exibida: pelo canal Fox / Criada por: Jeremy Slater

Gêneros: terror

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 45 minutos

Por mais que tenha ficado em #2, não podemos negar que “The Exorcist”, mais do que qualquer outra atração, revelou-se a grande surpresa de 2017. Com seu futuro incerto após a baixa audiência da temporada de estreia, a Fox decidiu dar ouvidos aos ótimos comentários do público e ganhou nossa admiração quando encomendou os 10 novos episódios da season 2 que conferimos de setembro pra cá. Pondo um ponto final à possessão de Pazuzu aos membros da família Rance, os padres Tomas (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels) partem em uma nova jornada ajudando vítimas pelo país a fora. Apesar de passar por apuros inimagináveis que colocam em risco sua segurança pessoal, a situação se torna ainda mais crítica quando a dupla encontra no lar adotivo de Andy Kim (John Cho) indícios da existência de um mal secular. Paralelamente, uma nova exorcista (Zuleikha Robinson) se junta a Padre Bennett (Kurt Egyiawan) no combate contra os demônios que têm controlado o Vaticano. Bem mais sombria e aterrorizante que a season anterior, muitas são as referências ao “O Exorcista” original (de 73) e sua sequência de 1990 (“O Exorcista III”). Se você estava procurando pela melhor série de terror da atualidade, então acaba de encontrar!

1) STRANGER THINGS (2016 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Duffer Brothers

Gêneros: ficção científica, terror, sobrenatural, drama de época

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 17 / duração por episódio: 42-62 minutos

Afinal de contas, seríamos loucos se incluíssemos “Stranger Things” em uma lista como esta em qualquer outra posição que não fosse a #1  até porque, sejamos francos, o seu sucesso esmagador não tem sido em vão. Mais felizes do que nunca com a volta de Will Byers (Noah Schnapp) do mundo invertido, Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos ainda não superaram o sumiço de Eleven (Millie Bobby Brown), mas se veem rapidamente afetados pela chegada de uma nova garota em Hawkins, Indiana (Sadie Sink). Porém, nem tudo são flores, e é claro que não demora para que as coisas voltem a ficar estranhas depois que as novas visões de Will passam a se manifestar com maior frequênciaExplorando um pouco mais as antigas experiências do Dr. Brenner, “Stranger Things 2” nos apresenta à misteriosa Kali (Linnea Berthelsen) – que, assim como Eleven, também possui superpoderes paranormais – e ainda tem tempo de nos presentear com a melhor e mais improvável dupla já formada em uma série de TV: Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery). É claro que mal podemos esperar pela season 3, que só deverá chegar em 2019.

E aí? Quais foram, para você, as melhores produções que estrearam em 2017 com novas temporadas? Deixamos alguma de fora? Não se esqueça de nos dizer, no espaço para comentários abaixo, suas escolhas preferidas.

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Distribuindo referências, “A Babá”, da ‘Netflix’, é o filme perfeito para os amantes do terror e da comédia

Desde que o cinema moderno se aperfeiçoou no último meio século e nos apresentou a algumas das melhores obras já criadas pelo homem, o fascínio humano pelo obscuro apenas se expandiu cada vez mais. Se no passado nossos ancestrais precisavam usar a imaginação para decifrar os segredos escondidos em livros de mestres como Edgar Allan Poe, algumas décadas mais tarde seus sucessores puderam ver tudo ganhar vida bem diante de seus olhos. E assim continua até os dias de hoje!

Aproveitando a calorosa onda de terror que tem dado as caras por aqui (aliado ao fato de que finalmente ressuscitamos nossa mirradinha seção de resenhas cinematográficas), também trazemos desta vez outro grande lançamento do mês de outubro que mexeu com a cabeça de todos os órfãos de Alfred Hitchcock e Wes Craven. Disponível na Netflix desde a última sexta-feira 13 (13/10), A Babá (The Babysitter, no original) mal chegou na popular plataforma de streaming e foi certeiro ao reunir, em apenas um filme, todos os elementos primordiais que somente um verdadeiro clássico do horror tem a oferecer. Vem descobrir um pouco mais na resenha a seguir!

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Comédia com terror… dá certo?

Ainda que Judah Lewis e Samara Weaving sejam pouco conhecidos do público, o desempenho de ambos na produção é memorável

Se você, assim como nós do Caí da Mudança, sempre fica receoso quando vê o anúncio de um novo filme de terror, então com certeza já aprendeu a lidar com as abominações que vem nos “aterrorizando” de uns tempos para cá. Ok, este é um discurso que sempre repetimos quando falamos sobre a qualidade cinematográfica – e sabemos o quão chato é bater na mesma tecla incansavelmente –, mas, a indústria do horror se encontra numa situação tão delicada que fica difícil conter a empolgação após o lançamento de um título realmente bom. Não que bons filmes não tenham chegado aos cinemas nesses últimos anos, é claro – e aqui abrimos um parêntese para citar raridades como “Regressão” (2015) e “Quando as Luzes se Apagam” (2016). Porém, quem realmente acompanha os lançamentos da sétima arte e possui um senso crítico menos maleável não se encanta com qualquer produção, por maior que seja o seu marketing.

Outro detalhe que não pode passar despercebido é o fato inquestionável de que, muito mais do que qualquer outro gênero, somente o horror é capaz de fornecer aos seus desenvolvedores uma liberdade criativa que ultrapassa os limites do imaginário humano. Ramificando-se em subgêneros específicos que exploram, cada qual, uma faceta diferente daquilo que nos aflige mais medo ou tensão, por vezes é capaz de combinar-se a elementos que, juntos, intimidam a todos, sem fazer distinção. Um exemplo perfeito dessa junção de elementos está na já resenhada franquia “Evil Dead” (confira), na qual humor negro e gore se unem não apenas para tirar gargalhadas dos telespectadores, mas também para impressioná-los com suas fortes cenas de violência explícita. Até porque, convenhamos, nem só de “Halloween” (1978) e “Sexta-Feira 13” (1980) vivem os cinéfilos amantes do macabro!

Dados técnicos e sinopse:

Bella Thorne dispensa apresentações, não é mesmo?

Dando continuidade a este legado iniciado por Sam Raimi e Bruce Campbell, o veterano McG é o grande responsável por assinar a direção e produção do ora hilário, ora sanguinário “A Babá”. Aliado ao roteiro de Brian Duffield, à trilha sonora de Douglas Pipes e à coprodução de Mary Viola e Zack Schiller, o cara e sua equipe são bem competentes e parecem saber exatamente o que estão fazendo por detrás das câmeras – o que não é bem uma novidade, já que McGinty havia dirigido “As Panteras” (2000) e sua igualmente conhecida sequência (2003). Apesar de carregar uma ambientação bem descontraída claramente voltada para o público adolescente, o longa funciona bem para todas as idades (sendo que sua classificação indicativa, é claro, o aconselha para maiores de 16 anos). Transitando entre a comédia e o terror, chegou a ser bem aceito entre os críticos da mídia internacional, acumulando 71% de aprovação no Rotten Tomatoes – o que, por si só, já é um feito considerável para um filme do gênero.

Anunciado por alguns sites como “um ‘Esqueceram de Mim’ versão adulta”, logo em seus primeiros minutos “The Babysitter” nos apresenta ao clássico garoto desajustado de 12 anos que sofre bullying no colégio diariamente. Chamado de covarde por todos que cruzam seu caminho, Cole (Judah Lewis) precisa lidar com um importante detalhe que agrava ainda mais sua má reputação entre os valentões: ser o único menino de sua idade a ainda ter uma babysitter. A sorte do menino é que, ao contrário daquele clichê de babá dos cinemas que nunca se importa com seus protegidos, a descolada Bee (Samara Weaving) o trata com bastante respeito e reciprocidade. Questionado, certo dia, por sua melhor amiga Melanie (Emily Alyn Lind) se já notou um comportamento suspeito em Bee, Cole decide finalmente investigar se a moça é realmente tudo o que aparenta ser. Se ao menos ele imaginasse o que fosse encontrar…

Confira o trailer legendado de “A Babá”

Aliada ao atleta Max (Robbie Amell), à gótica Sonya (Hana Mae Lee), à cheerleader Allison (Bella Thorne) e ao cômico John (Andrew Bachelor aka King Bach), Bee é a líder de um culto que garante realizar os sonhos mais desesperados de seus membros. Contudo, nem tudo vem de graça, e é claro que um dos requisitos para o ritual satânico que promete cumprir o almejado não poderia ser outro senão o sacrifício humano. Vendo-se preso em casa, em menor número e a alguns cômodos de distância desse grupo totalmente incomum, Cole precisará lidar com as limitações de sua pouca idade para contornar os obstáculos que se colocam entre a porta de seu quarto e a saída. Se ele sairá ileso dessa missão quase impossível você só descobre dando play lá na Netflix!

Um clássico moderno em pleno 2017:

Bella Thorne, Robbie Amell, Samara Weaving, Hana Mae Lee, Andrew Bachelor e Judah Lewis: o elenco de “A Babá” 

Transparecendo, em seus primeiros vinte minutos, um clima bem água com açúcar que é típico das comédias adolescentes, “A Babá” não poupa nos efeitos especiais e nos entrega um banho de sangue inesgotável nos dois terços restantes. O derramamento é tamanho que, em dado momento, a impressão é a de que a tela de nosso PC ou TV sairá tão vermelha quanto o rosto do jovem Cole. Tornando-se cada vez mais tenso conforme o enredo vai se desenrolando, é interessante notar as referências minuciosas que aparecem para nos imergir ao que é proposto. Seja pela citação a clássicos do cinema como “Alien” (1979) e “Predador” (1987) ou pela menção honrosa de ícones da TV como “Star Trek” (1966) e “Mad Men” (2007), a obra de McG é rica em informações e não deixa a desejar, revelando-se um verdadeiro tributo à cultura pop. Tem até um breve (mas inteligente) remember do efeito sonoro que anuncia a chegada do Jason Voorhees.

Estrelado por sensações de Hollywood (como Bella Thorne) e por revelações prodígios (como Samara Weaving e Judah Lewis), “The Babysitter” acerta (e muito) na escolha de seu elenco. A produção, que também traz como coadjuvantes Hana Mae Lee (de “A Escolha Perfeita”), Andrew Bachelor (de “Punk’d”) e Robbie Amell (de “The Flash”), é, inclusive, o ponto de reencontro entre Amell e Thorne, que haviam contracenado anteriormente no já resenhando “The Duff” (relembre). Compartilhando uma sintonia magistral, é muito prazeroso ver o quanto cada ator se entrega de corpo e alma ao papel que assumiu. Apesar de Weaving roubar a cena e nos deixar apaixonados por sua beleza e carisma imediatos, o cast de apoio brilha tanto que, por vezes, não sabemos se estamos torcendo para os mocinhos ou para os vilões. A cereja do bolo, por exemplo, fica com Mae Lee e sua eficiência para dar vida à insana Sonya.

De todas as observações positivas que levantamos no decorrer desta resenha, talvez o único ponto que deixe um pouco a desejar (principalmente para os fãs) esteja a aparição bem breve de Bella Thorne – que, graças ao peso de seu renome, carregou sozinha a divulgação do longa nas mídias sociais. Entretanto, mesmo que não tenha aparecido tanto em cena (quantitativamente falando), seu destaque não poderia ter sido mais divertido. Com apenas 85 minutos (1h25min) de duração, “A Babá” é a escolha perfeita para quem procura por uma atração objetiva que sabe exatamente para o que veio. Dominando com experiência os elementos indispensáveis que separam os bons filmes de terror dos ruins, McG não poderia ter nos presenteado com um lançamento tão clássico em pleno finzinho de 2017. Um presentão de Natal para quem estava ansioso para assistir a um espetáculo realmente interessante!

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6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

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“Scream Queens” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Há exatos nove meses ia ao ar, pela programação da “Fox”, a estreia de “Scream Queens”: a mais recente aposta de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan para os televisores não apenas dos EUA, mas também do mundo inteiro. Após passar um bom tempo sendo escrita, gravada e produzida (vale dizer que o primeiro anúncio oficial se deu em um já distante outubro de 2014?), a série que combina elementos de terror com comédia já caminha para sua segunda temporada e, agora, serve de tema para o nosso “Vale a pena assistir?” do mês de junho!

Não conhece o programa e gostaria de descobrir quais são as nossas perspectivas antes de assistir ao episódio piloto? Então confira, a seguir, o compilado de informações que enumeramos nesta publicação feita especialmente para você!

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Precedentes:

Emma Roberts interpreta a protagonista/antagonista Chanel Oberlin

Depois de quebrar recordes de audiência com “Glee” e conquistar o gosto popular com “American Horror Story”, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan resolveram, mais uma vez, juntar suas forças para trazer até o público algo completamente novo – mas que, cumulativamente, não fugisse dos outros trabalhos que coescreveram ao longo destes últimos anos. Descrita, nas palavras de Murphy, como a reunião de “tudo que amamos, mas que ainda não existia na TV”, “Scream Queens” surgiu assim, como a perfeita “combinação de ‘Atração Mortal’ (filme de 1989) com ‘Sexta-Feira 13’ (1980)”­ – e, como bem acrescenta uma das protagonistas, o teen cult “Meninas Malvadas” (2004). Trazendo um entusiasmo sem tamanhos acompanhado de uma recepção bem mediana, a produção chegou até os jovens estadunidenses no último 22 de setembro e não demorou para se tornar, inevitavelmente, um dos assuntos mais comentados entre os fanáticos por séries de TV.

Inspirado pelos grandes clássicos slasher (subgênero do horror do qual é requisito a presença de um serial killer que mata jovens aleatoriamente) das décadas de 80 e 90, o trio por trás do espetáculo não teve receio algum de sair do básico e misturar comédia com terror, humor negro, sátira e mistério. Ostentando, em seu elenco, nomes bem populares da indústria do entretenimento como Emma Roberts (“AHS: Coven”), Lea Michele (“Glee”) e Jamie Lee Curtis (“Sexta-Feira Muito Louca”), “Scream Queens” vai além ao nos entregar um roteiro bem envolvente e incorporar, ainda, participações especiais de Ariana Grande, Nick Jonas entre tantos outros. Quer mais ou já é o suficiente?

A sinopse:

Nick Jonas como Boone Clemens

A trama por trás da série ganha forma quando a vaidosa Chanel Oberlin (Emma Roberts) sente sua popularidade ameaçada após a Reitora Munsch (Jamie Lee Curtis) conceder a qualquer estudante da Universidade Wallace autorização para se inscrever na rígida fraternidade que tem a patricinha como presidente, a “Kappa Kappa Tau”. Conhecida por sua seletividade e por abrigar somente a elite do campus, de uma hora para outra a “KKT” vai perdendo seu prestígio ao ser coagida a abrigar um considerável número de alunas que não “atende os padrões” exigidos pelas normas da irmandade – dentre as quais se destacam garotas com deficiências físicas, lésbicas, negras e até mesmo uma vlogueira totalmente excêntrica. Com o apoio de suas amigas e subalternas – as quais são “carinhosamente” apelidadas de minions – Chanel #2 (Ariana Grande), Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin), Oberlin não encontra outra saída senão infernizar a vida das estranhas candidatas que, persistentemente, não abandonarão tão cedo o sonho de se tornar uma poderosa Kappa definitiva.

Paralelamente, um estranho vestindo o uniforme de mascote da universidade começa a rondar toda a propriedade caçando qualquer um que, de alguma maneira, se aproxime ou conheça o sombrio passado por trás da “Kappa Kappa Tau”. Aniquilando uma infinidade de vítimas em potencial, o temido Red Devil (Demônio Vermelho) faz a fraternidade perder cada vez mais membros enquanto as suspeitas sobre a sua identidade se tornam, a cada episódio, mais complexas e reveladoras. Caberá a Grace Gardner (Skyler Samuels) e Pete Martínez (Diego Boneta), o quase-casal de mocinhos, desvendar o mistério por trás de tantos homicídios e tentar cessar as sucessivas mortes que desencadeiam ao longo da atração um banho de sangue à la “Sexta-Feira 13”. Em meio a pistas que nos remeterão aos detalhes mais minimalistas e intrigantes, a única certeza contundente é a de que qualquer um, em “Scream Queens”, possui as suas razões para vestir a máscara do assassino e sair por aí, fazendo do local um purgatório de insanidades.

O retorno da “Rainha do Grito”:

Jamie Lee Curtis é a reitora Cathy Munsch

Quem é fissurado nos clássicos do terror de décadas e décadas atrás, provavelmente deve saber que o termo “scream queen” (ou “rainha do grito”, em nosso idioma) é o mais comum para designar as atrizes que desempenham um grande papel em filmes deste gênero. Seja sob a pele de coadjuvantes indefesas que acabam por ter seu destino selado pelas mãos de um serial killer ou de protagonistas que, vez ou outra, conseguem contornar toda a carnificina que as persegue, a verdade é que “gritar” não é o único requisito para que uma profissional da área se consagre com tal honraria – e assim, não é qualquer uma que consegue sustentar o mencionado título da nobreza cinematográfica.

Seguindo um legado que, possivelmente, foi iniciado há muito tempo por Fay Wray (“King Kong”, 1933), ninguém menos que Jamie Lee Curtis (a estrela principal da franquia “Halloween”, também conhecida como “A Rainha do Grito”) se torna, em “Scream Queens”, um dos maiores (se não o maior) destaques de todo o seu extenso time de celebridades. Deixando o super-heroísmo de Laurie Strode para trás, Curtis é feliz ao encarnar a personalidade e viver, na atração da “Fox”, a narcisista Reitora Munsch. Um constante empecilho para Chanel e para todos aqueles que ousam atrapalhar sua sólida carreira pelos bancos acadêmicos, a megera revela um passado tão antigo e obscuro quanto o que assombra a controversa “Kappa Kappa Tau”. Definitivamente, a veterana é eficiente ao interpretar um papel que foi escrito para ser seu.

Outras “scream queens” notáveis dos cinemas (e que merecem as menções honrosas neste post) são: Heather Langenkamp (“A Hora do Pesadelo”), Neve Campbell (“Pânico”), Jennifer Love Hewitt (“Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”), Sarah Michelle Gellar (“O Grito”), Naomi Watts (“O Chamado”), Katie Cassidy (“Quando Um Estranho Chama”) e Mary Elizabeth Winstead (“Premonição 3”).

A segunda temporada vem aí:

Produzida pela “20th Century Fox Television” em parceria com a “Prospect Films”, a “Ryan Murphy Productions” e a “Brad Falchuk Teley-vision”, a primeira temporada de “Scream Queens” possui 13 episódios com o tempo médio de 45 minutos (imagem do elenco principal)

Após ser recepcionada de forma bem mista pelo público, felizmente “Scream Queens” foi renovada para uma segunda temporada que deverá começar a ser gravada somente no mês que vem, em julho, em novos estúdios da Califórnia (a primeira foi filmada em Nova Orleans). Com estreia prevista para 20 de setembro deste ano, a história se passará dois anos após os eventos que concluíram a primeira temporada e nos introduzirá a cenários totalmente repaginados – e isso sem contar o retorno de grande parte do elenco original interpretando os mesmos personagens sobreviventes do Red Devil (mas, desta vez, imersos em um hospital psiquiátrico).

Até o momento, foi confirmado o retorno de: Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Lea Michele, Abigail Breslin, Billie Lourd, Niecy Nash, Glen Powell e Keke Palmer (dizem os rumores que Harry Styles, do One Direction, poderá dar as suas caras na season 2); e a estreia de John Stamos (“Três é Demais”). Você confere mais informações acessando este link.

Curiosidades que você PRECISA conhecer:

“You Belong to Me”, de Heather Heywood, marca a abertura oficial da série (na imagem: o misterioso Red Devil)

O pessoal do “OK!OK!” listou, no vídeo a seguir, 50 fatos sobre “Scream Queens” que não apenas valem a pena ser conferidos, como também deixam a série muito mais interessante. Não se preocupe, pois em momento algum foram levantados spoilers sobre o desfecho ou a identidade do assassino:

As informações deste vídeo podem ser consultadas diretamente pelo site do IMDb, em inglês (atenção, aqui, para devidos spoilers)

De tudo um pouco:

E por último, mas não menos importante, Lea Michele vive a Chanel #6/Hester Ulrich

Qualquer um que possua um mínimo de conhecimento sobre cultura popular (de televisão a cinema, música à história), certamente encontrará em “Scream Queens” o mesmo que diversos ícones do passado tanto fizeram questão de entregar ao seu público alvo: diversão sem comprometimento. Seguindo a linha de alguns longas-metragens (como o já citado “Meninas Malvadas”, “As Patricinhas de Beverly Hills” e “Todo Mundo em Pânico”) ou até mesmo de séries televisivas (como “Gossip Girl” e “Desperate Housewives”), a criação de Murphy, Falchuk e Brennan não se prende muito aos padrões da normalidade e soa mais como uma sátira da vida real do que um aplaudível show de seriedade – logo, não espere encontrar pelo decorrer da atração situações lógicas totalmente moldáveis ao mundo no qual vivemos.

É verdade que, em meio a piadas misóginas, preconceituosas e não menos que bizarras, “Scream Queens” não se mostra a série mais adequada para o telespectador que possui como única pretensão ser introduzido a um circo de horrores onde o macabro ganha vida e apavora a todos os tipos de público, sem restrições. Muito mais voltado para o humor negro, à sátira e uma leve pincelada de gore, o show se destaca por uma futilidade fora do imaginável – e, à primeira vista, não só pode como acaba sendo rejeitada por aqueles que tinham como prioridade se assustar, e não se divertir. A questão é que, diferente talvez de como foi anunciado (ou de como as pessoas olharam para o seu lançamento), o programa não apresenta nada de assustador e, eventualmente, apenas brinca com os elementos do horror ao incluir situações de perigo comuns aos filmes de terror em seu script.

Entretanto, se o espetáculo peca ao nos confundir com sua temática trash pouco esclarecedora, ele acerta ao repetir os antigos feitos de “Glee” e emergir quem o assiste para uma diversidade social que é inerente a qualquer civilização moderna. Não que seja muito comum encontrar por aí garotas usando colares cervicais em tempo integral, mas, “Scream Queens” abraça a representatividade ao dar destaque para atores negros e incluir personagens de diferentes orientações sexuais – tem até mesmo algumas fortes personalidades com deficiências físicas/distúrbios mentais e outras com extravagantes gostos pessoais. Visualmente falando, a série se utiliza muito dessa imensidão de possibilidades e, ao beber das inesgotáveis fontes que defendem o tratamento igualitário entre minorias e maiorias, se sobressai ao criticar nossa atual condição como sociedade hipócrita, machista, homofóbica e racista – tudo por meio de muita ironia, é claro.

No fim das contas, “Scream Queens” nada mais é senão uma luxuosa mansão do século XXI que, coincidentemente, acabou por ser decorada com os móveis genuínos de uma casa mal-assombrada dos anos 80. Não espere levar sustos ou sentir aflição enquanto acompanha a atração do começo ao fim: você está, claramente, se interessando pelo título errado. Aliado a um figurino impecável, a um trabalho de maquiagem excepcional e a um time de atores que nos entregam valiosos momentos hilários (e gostaríamos de deixar aqui o nosso mais sincero destaque para Niecy Nash, Billie Lourd e, é claro, Emma Roberts), o programa se revela uma ótima opção para quem é ligado em séries humorísticas de TV e compartilha de uma paixão natural pela cultura popular (desde que, é claro, você deixe as suas expectativas de lado). Se você gostou da vibe de “Todo Mundo em Pânico” e é apaixonado por “Meninas Malvadas”, então, com certeza, possui grandes chances de se encantar (e se identificar) com a bombástica criação fashion dos gênios contemporâneos que são Murphy, Falchuk e Brennan.

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