6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Anúncios

“Stranger Things” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Se você não esteve em coma nos últimos dois meses então provavelmente já ouviu falar sobre “Stranger Things”: a nova série da “Netflix” que se tornou um fenômeno de imediato. Seguindo a linha de outros espetáculos transmitidos pelo que é hoje uma das maiores plataformas de streaming do planeta, “Things” repete o sucesso de suas antecessoras e, assim como tudo o que tem sido exibido com exclusividade pelo site, se sobressai com um nível de qualidade por vezes inacreditável. Combinando elenco a roteiro, direção, fotografia, temática, trilha sonora e muito mais, o tema do nosso “Vale a pena assistir?” de hoje está imperdível – e você precisa conferir, a seguir, tudo o que é necessário saber sobre uma das novidades mais comentadas do ano. Estão preparados?

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

2016 é o novo 1986… o retrô está de volta:

Ao lado de Eleven, o trio formado por Mike, Dustin e Lucas (da direita para a esquerda) é, com certeza, um dos maiores motivos para você conhecer “Stranger Things”

Esqueça tudo o que você conhece e que tenha acontecido após o início da década de 90! Totalmente ambientada nos anos 80, “Stranger Things” se passa na pacata cidade de Hawkins, Indiana: um lugar onde os registros policiais praticamente não existem – e o mais grave que pode acontecer a alguém é o furto de anões de jardim.

Nos introduzindo a um grupo de garotos comuns que divide o seu tempo entre tarefas de escola e partidas de RPG (jogo que foi auge na época e popularizou-se graças ao pioneiro “Dungeons & Dragons”), a trama ganha forma quando Will Byers (Noah Schnapp) misteriosamente desaparece sem deixar maiores vestígios. Impulsionando um sistema de buscas auxiliado pelos próprios moradores da região, a polícia – e toda a cidade – se vê paralisada diante do incidente enquanto a mãe do menino, Joyce (Winona Ryder), tenta fazer tudo que está ao seu alcance para encontrar o caçula da família.

Paralelamente, uma agência secreta governamental que opera nas redondezas acaba perdendo o controle de seus experimentos e faz com que as falhas de seus estudos se esbarrem no cotidiano normal dos habitantes de Hawkins. Interceptando ligações telefônicas e “dando um jeito” em todos aqueles que entram em seu caminho (mesmo que involuntariamente), caberá aos poderosos chefões do governo norte-americano a difícil missão de encobertar a infinidade de segredos que, gradualmente, nos é revelada ao longo de cada intenso episódio.

O nascimento de alguns… e a ascensão para outros:

Millie Bobby Brown e Winona Ryder, o encontro de duas gerações tão promissoras

Protagonizado por um time de atores mirins que, até o momento, não havia participado de muitos outros projetos de renome, a superprodução acerta ao redirecionar toda sua atenção para os novatos que ganham nossa empatia instantaneamente. Narrando a nostálgica aventura de Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) atrás do melhor amigo desaparecido, a trajetória do trio muda radicalmente com a chegada de Eleven/Onze (Millie Bobby Brown), uma garota bastante incomum que parece saber mais do que aparenta – e que, é claro, não demorará para roubar todos os holofotes para si.

Também nos entregando as atuações brilhantes de Natalia Dyer (Nancy Wheeler) e Charlie Heaton (Jonathan Byers), irmãos mais velhos de Mike e Will, respectivamente, “Stranger Things” conta com os recorrentes – e bem convincentes – Joe Keery (Steve Harrington) e Shannon Purser (Barbara Holland), namorado e melhor amiga de Nancy.

Sob a pele do chefe de polícia Jim Hopper, o destemido David Harbour divide o elenco adulto com Cara Buono (Karen Wheeler), Matthew Modine (Dr. Martin Brenner) e ninguém menos que Winona Ryder, o nome mais experiente e consagrado de toda a série. Conhecida por ter estrelado diversos clássicos da cultura popular como “Os Fantasmas Se Divertem” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e “Garota, Interrompida” (1999), a veterana se destaca por uma singularidade que lhe é inerente, convencendo-nos com uma interpretação cheia de paixão e honestidade. Ryder, definitivamente, não brinca em serviço!

Um pouco de História não faz mal a ninguém:

MKULTRA, um programa clandestino (e real) da CIA, serve como uma das influências para a série

Flertando com o sobrenatural e com o passado, a produção dos Duffer Brothers é precisa em sua narrativa e aproveita-se de todos os recursos históricos da época em busca de exatidão e credibilidade. Passando-se, como dito, em uma América dos anos 80, o enredo aproveita o plano de fundo da Guerra Fria (que ainda se movimentava a todo vapor e só foi perder velocidade com o fim da União Soviética, em 1991) e traz à tona algumas teorias de conspiração que frequentemente são reafirmadas por programas e séries de TV. Uma dessas teorias foi o real MKULTRA, um programa clandestino da CIA (o Serviço de Inteligência dos EUA) que chegou a fazer experimentos em seres humanos com drogas e inúmeros meios de tortura, abuso e procedimentos cirúrgicos. Haja fôlego para tanta informação!

Transbordando temáticas e inspirações:

Dá pra acreditar que “Stranger Things” já virou até um joguinho para PC? (Compatível com Windows, MAC e Linux)

Vindo até nós como “uma homenagem à cultura dos anos 80”, “Things” não nega suas origens e revela-se um verdadeiro tributo ao trabalho dos gigantes do cinema Steven Spielberg, John Carpenter e George Lucas. Driblando entre a ficção científica, o sobrenatural, o terror, o mistério e o drama, a série ainda toma por influência as obras literárias de Stephen King e diversos cults como “Alien” (1979), “Poltergeist” (1982), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), “A Hora do Pesadelo” (1984), “Os Goonies” (1985) entre outros. A gama de inspiração é tão extensa que sobrou até para alguns títulos do survival horror a função de contribuir para o que conhecemos do programa – como o lendário “Silent Hill” (1999) e o recente “The Last of Us” (2013)

Falando sobre bullying e preconceito, os diálogos que encontramos por toda a série são bem fieis à linguagem oitentista, um período em que a liberdade sexual costumava ser bastante oprimida desde a infância (e adjetivos como “bicha” corriam de boca em boca da forma mais pejorativa possível). Trazendo exemplos clássicos da perseguição sofrida por milhares de crianças e adolescentes durante o período escolar, “Stranger Things” também divide a concentração do telespectador para abarcar outros temas recorrentes como divórcio, família, amizade, violência, opressão estatal, ciência, parapsicologia e a moderna representatividade. De nerds a negros e inúmeros outros grupos rejeitados pelas grandes massas (e rotulados como “desajustados”) – tem até espaço para a displasia cleidocraniana, uma doença que atinge um dos personagens/atores do programa –, o espetáculo critica com veemência os padrões impostos pela sociedade e tenta ser o mais diversificado possível (com toda a razão do mundo, é claro).

A 2ª temporada vem aí:

A sequência que todos estão esperando…

Construída em uma única temporada disponível desde julho passado com 8 episódios que variam de 42 a 55 minutos, “Stranger Things” conta com a produção executiva dos Duffer Brothers (os criadores da série) auxiliados por Shawn Levy e Dan Cohen. Produzido pela “21 Laps Entertainment” e pela “Monkey Massacre” (e claro, distribuído exclusivamente pela “Netflix”), o show já foi confirmado para uma season 2 que tem estreia agendada para 2017, em 9 novos episódios. Bem recebida pela crítica especializada, a sua estreia acumulou 95% de aprovação pelo Rotten Tomatoes e 76/100 pelo Metacritic.

Vídeo hilário da apresentadora Xuxa gravado especialmente para divulgação da primeira temporada no Brasil

Um começo mais do que perfeito, mas um final…

A trilha sonora de “Stranger Things”, que tem de The Clash a New Order e Dolly Parton, é sem sombra de dúvidas outro grande acerto da produção (confira)

Conquistando crianças e adultos sem visar um público específico, a novidade é certeira em sua proposta e não apenas homenageia a infância de muitos como também é eficaz ao trazer para as novas gerações todo o brilho de uma das melhores décadas passadas. Apesar de destacar-se por toda sua parte visual que é bastante fiel ao cinema e TV oitentistas (o que inclui cenário, figurino e, é claro, esbarra no próprio lado cultural e histórico de nossos parentes mais velhos), “Things” possui uma história muito bem amarrada que, em momento algum, deixa a desejar. Com um roteiro digno de um clássico infantil bem ao estilo de “Os Goonies” e “E.T.: O Extraterrestre”, a série desencadeia-se em uma sequência louca de eventos que acontece de forma paralela – mas que, da maneira mais coesa possível, culmina em um mesmo caminho derradeiro.

Todavia, por mais que administre tudo isso em doses perfeitas de pura nostalgia que solidificam-se nos 7 primeiros (e maravilhosos) capítulos de sua grade, a produção comete o desculpável deslize de fechar o ciclo de modo demasiadamente apressado, deixando o telespectador um tanto quanto confuso. Não que a season finale coloque os pés entre as mãos e deixe muitos furos na história (claro que a maioria destes foram propositais e deverão ser fechados com as próximas temporadas), mas, é como se não tivéssemos o tempo necessário para digerir todas as informações que nos bombardeiam em apenas 53 minutos de duração – se divididos em dois episódios finais, provavelmente ficaríamos mais bem à vontade.

Progredindo como as páginas de um bom livro que consegue nos emergir em sua narrativa e nos desconectar do plano físico, “Stranger Things” é uma ótima dica para todos aqueles que há muito esperavam por uma série que fosse capaz de tirar o fôlego sem muito blá-blá-blá. Mais um título entre os diversos dos últimos anos que foram lançados fora da TV e conseguiram, por vezes, se sobressair à plataforma mais clássica que nos acompanha desde a década de 40, a obra-prima dos Duffer Brothers surge para nos corroborar que o futuro está cada vez mais próximo e inadiável. Após passarmos longos 70 anos debruçados em frente aos antiquados televisores de tubo que foram, aos poucos, substituídos pelas telas de LCD e LED, cada vez mais o amanhã se torna imprevisível – e, por que não, até um pouco assustador…

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Alguns canais do YouTube que você precisa conhecer (e se inscrever)

Desde que foi criado em 2005 e ganhou a internet, o YouTube deixou de ser visto como mero site para upload de vídeos para se tornar, no decorrer de poucos anos, em uma das maiores comunidades que traz ao usuário dicas de música, humor, beleza e tantos outros gêneros inimagináveis. Se por um lado (e como não é muito difícil de se imaginar) muita coisa boa existe e pode ser encontrada em pesquisas pelo website, por outro muito material ruim também divide o espaço de armazenamento online e a atenção do internauta ansioso (ou desapercebido) por novidades.

Pensando nisso, resolvi trazer ao leitor do Caí da Mudança uma imperdível lista com alguns dos canais que acompanho esporadicamente e que contribuem significativamente para os meus (cada vez mais raros) momentos de entretenimento. Intercalando o nosso mundo real com o dos games, o da literatura, o da comédia e o do sobrenatural, você confere, a seguir, quais são as minhas preciosas dicas escolhidas a dedo e o porquê de conferi-las imediatamente. Vamos lá:


Diogo Paródias

Acompanhando-o já há um bom tempo, o “Diogo Paródias”, além de ter sido uma das maiores inspirações para este post tão diferente dos demais aqui do blog, é o grande responsável por abrir a nossa lista dos canais do YouTube que você precisa conhecer (e se inscrever). Revezando o seu tempo entre as paródias musicais (que fazem uma releitura cômica dos mais famosos clipes do pop internacional) com entrevistas inusitadas e redublagens de novelas ou clássicos infantis, o Diogo Bellau já está há longos anos divertindo os seus seguidores com o material que libera em suas inúmeras contas do YouTube (confira uma das mais antigas e esta outra de vlogs). Fazendo o diferencial ao conceder a cada artista uma personalidade muitas vezes já usada e satirizada pelos próprios fãs e grupos de fãs, é impossível assistir aos vídeos do “Diogo Paródias” e não se simpatizar com toda a criatividade extravasada pelo jovem baiano. Você já imaginou ver as maiores divas da música pop trocando experiências de vida sobre o ENEM ou a ocupadíssima Oprah Winfrey entrevistando celebridades como Lady Gaga, Christina Aguilera e Lindsay Lohan com um jeitinho bem espontâneo, hilário e brasileiro? Não espere mais para descobrir!

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

A Xuxa que o Brasil não conhece (Paródia/Redublagem)

Mickey Mouse Club (Paródia/Redublagem)

Jogo de Perguntas e Respostas com a Iggy Azalea (Paródia/Redublagem)

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “DIOGO PARÓDIAS”.


LubaTV

Criado e desenvolvido pelo Lucas Feuerschütte, o “LubaTV” é, atualmente, um dos maiores canais do Brasil comandados por um youtuber que conta (até o fechamento deste post) com quase 1 milhão e meio de inscritos. Trazendo diversos vídeos que misturam humor com vlogs e esquetes, a Rogéria e a Tia Gertrudes são apenas algumas das várias personificações feitas pelo catarinense de apenas 25 anos dedicadas para a sua tão querida Turma (nome dado aos seguidores do “LubaTV”). Com um canal alternativo em que rotineiramente publica suas divertidas gameplays (você pode conferi-lo aqui), Lucas não esconde dos internautas toda sua paixão pelos videogames, pela música pop e por tantos outros temas que são utilizados para formar o conteúdo publicado em seu canal principal. Dono de um senso de humor contagiante e irreverente, o cara não pensa duas vezes antes de tocar seus seguidores com motivadoras mensagens de autoestima enquanto narra algumas de suas próprias experiências de vida. Criador do “Amazing Project”, uma fundação beneficente que visa arrecadar fundos para jovens necessitados, o youtuber mostra que não há fama no mundo que seja capaz de comprar as belas atitudes de alguém com um bom coração.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Meu filho é gay, e agora?

Algumas novidades…

Que contos de fadas são esses?! – The Wolf Among Us

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “LUBATV”.


ElectronicDesireGE

Destinado ao universo dos games (principalmente os de terror, apesar de não ser o seu único gênero), o Alan Ferreira (ou Alanzoka, para os mais íntimos), é quem comanda o “ElectronicDesireGE”: canal que está constantemente realizando gameplays que variam desde lançamentos super aguardados de grandes produtoras à jogos alternativos que podem ser baixados gratuitamente na internet. Explorando a fundo os cenários dos games à procura de informações que possam revelar maiores detalhes sobre o enredo e a jogabilidade, o canal do Alan é uma ótima dica para quem curte acompanhar gameplays super completas e recheadas com comentários hilariantes. Traduzindo simultaneamente trechos trazidos em inglês (por mais que as traduções para o português tenham sido bem frequentes hoje em dia, não são todos os jogos que trazem essa salvadora opção), o “ElectronicDesireGE” conta com uma imensidão de jogos já finalizados e que podem ser acompanhados a qualquer momento pelo YouTube. Se perdeu em alguma parte do seu game favorito e quer saber como resolver o problema? Talvez os arquivos do Alan possam te ajudar com isso.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Como conquistar seu crush

Slendytubbies 3 – Eles Voltaram (Demo)

Que Cabelos Lindos! – Tomb Raider (Parte 1)

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “ELECTRONICDESIREGE”.


Você Sabia?

Se interessa por teorias de conspiração? Gostaria de saber um pouco mais sobre a deep web, o Triângulo das Bermudas ou a ilha perdida de Atlântida? Então o “Você Sabia?” é a solução para todas as suas perguntas jamais respondidas. Apresentado por Daniel Molo e Lukas Marques, o canal da dupla que conta com mais de 2 milhões e 800 mil inscritos (até o fechamento deste post) é atualizado 3 vezes por semana (terças, quintas e domingos) e traz ao seguidor os mais inusitados assuntos que a mente humana pode ser capaz de criar, desde curiosidades sobre temas aleatórios à assuntos realmente sérios ou preocupantes. Com um material vasto e rico em muita informação, o conteúdo do “Você Sabia?” é tão bem elaborado que você corre o sério risco de se prender às sugestões indicadas pelo YouTube e assim passar horas sentado em frente ao seu PC sem ver o tempo passar (não que isso seja algo ruim, é claro). Também com um canal de games, o “Você Sabia Plus”, muito do que o Daniel e o Lukas curtem a respeito dos eletrônicos pode ser conferido por meio deste link.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Deep web

Atlântida

John Titor, o viajante do tempo

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “VOCÊ SABIA?”.


Perdido nos Livros

Ler é provavelmente o melhor exercício mental que o ser humano pode fazer sem gastar muito e ou até mesmo sair de casa, e o prazer sem sombra de dúvidas torna-se ainda maior quando o leitor encontra uma obra que combina com o seu gosto e segue o seu ritmo. Porém, diferente de qualquer assunto tratado na maioria dos blogs (e canais do YouTube, a atual febre online), a literatura tem se tornado cada vez mais escassa e pouco aproveitada pelas pessoas que dedicam todos os seus esforços em passar adiante as novidades sobre a cultura pop. Por isso, indico a vocês o “Perdido nos Livros”, canal que já se encontra na ativa há exatos 3 anos e te ajudará a encontrar os melhores lançamentos literários do momento. Trazendo um conteúdo muito mais extenso do que você pode imaginar, outros assuntos também são abarcados pelo canal em vídeos que retratam notícias, filmes, séries e demais temas que relacionam-se às tão clássicas e queridas versões para as folhas de papel. Sob os cuidados do Eduardo Cilto, o moço possui atualmente um segundo canal onde responde perguntas de seguidores e grava outros vídeos mais descontraídos, podendo tudo isso ser encontrado aqui.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Séries que foram baseadas em livros

Oitavo Harry Potter?

Perdendo a Timidez

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “PERDIDO NOS LIVROS”.


Maurício Meirelles

Começando na televisão, passando para o stand-up e indo direto para a sua casa, Maurício Meirelles é um nome que todo e qualquer fã do humor tem o dever de conhecer para não passar vergonha quando o assunto é qualidade e espontaneidade. Mais conhecido por seu trabalho como repórter do “CQC” (programa humorístico da “Band”), o comediante atualmente viaja pelo Brasil com o solo “Não Leve a Sério”, espetáculo onde apresenta stand-up ao público em aproximadamente 1h e meia de duração. Entretendo as pessoas com seu humor inescusável, um dos pontos altos do espetáculo de Meirelles é, definitivamente, o quadro “Facebullying”, no qual recebe um convidado especial da plateia para ter a conta do Facebook aberta e “hackeada” ao vivo, na frente de todo mundo. Passando-se pelo dono do perfil, Maurício usa e abusa da criatividade ao criar posts completamente sem sentido enquanto chama pessoas pela rede social inventando histórias cabulosas e mirabolantes. Recentemente, Danilo Gentili e Murilo Couto (ambos com histórico de trabalho no “CQC”), foram apenas algumas das figuras que toparam fazer parte da brincadeira e renderam boas risadas a quem acompanha o canal do Maurício.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Facebullying #26 – Bullying no Confeiteiro

Facebullying #45 – Passando Pornô

Facebullying #63 – Christian Figueiredo

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL DO “MAURÍCIO MEIRELLES”.


E você, tem algum canal favorito que já acompanha pelo YouTube e gostaria de nos contar? Não deixe de formalizar as suas recomendações no espaço para comentários logo abaixo e fique de olho por aqui, pois uma segunda parte para esta publicação poderá sair em breve.

A triste e decepcionante realidade humana: será que tem conserto?

Estava eu, mais cedo, vasculhando as redes sociais sem nenhum objetivo em mente quando fui surpreendido pela imagem que vocês podem conferir logo abaixo. Confesso que raramente paro para ler manchetes ou posts muito grandes, principalmente se estiverem escritos em inglês (por não dominar nem o básico do idioma), mas, de alguma forma me senti cativado pela pequena Samara Muir, de apenas 3 anos. Num primeiro momento achei estranho toda a mensagem de inconformismo que lia e era tecida com inúmeros argumentos, mas, não precisei de 5 segundos para me juntar aquela causa que tomei como minha.

Na legenda do “Daily Mail” está destacada a reação que uma mãe teve ao levar suas filhas para um evento da Disney na cidade de Melbourne, na Austrália, e ver Samara vestida como a personagem Elsa, do filme “Frozen”. Dirigindo-se para a menina como se fosse uma autoridade absoluta, a mulher afirmou categoricamente que “não sabia o porquê de Samara estar vestida daquela maneira, porque a Elsa não era negra”. As coisas poderiam ter parado por aí, mas, para colocar um ponto final à afirmação ofensiva disparada por aquela amarga mulher, uma de suas filhas concordou com o sucedido ao demonstrar o mal exemplo que recebe dentro de casa e dizer que “preto é feio”.

Sem estruturas, a mãe de Samara foi até suas redes sociais e contou o ocorrido, o que, é claro, gerou uma onda de ódio e apoio em todos aqueles que tomaram conhecimento do caso. Ela disse ainda, que a situação afetou tanto sua filha que, questionada sobre não querer ir às suas aulas de dança aborígene, Samara apontou para o braço e perguntou o porquê de ter a pele escura. O pior dos males talvez tenha sido o “pedido formal de desculpas” encabeçado pelos responsáveis do evento da Disney , o “Ice Dare to Dream”, ao convidarem a pequena Samara para participar do espetáculo, mas, será que o convite inesperado foi o suficiente para apagar a terrível mágoa do acontecido?

Às vezes, quando vejo pessoas fazendo comentários maldosos sobre outras pessoas, seja por suas características físicas, seja por demais peculiaridades, fico me perguntando o que se passa na cabeça de um ser humano que acredita ser superior aos outros apenas por serem um pouco diferentes. O que leva alguns indivíduos como essa mulher, mãe de duas filhas, crer que a mera tonalidade da pele a faz melhor que uma criança indefesa? Na posição de mãe, não deveria esse “projeto de gente” demonstrar para seus filhos que o preconceito não é algo legal e incentivar seus descendentes a não tolerar esse comportamento negativo e destrutivo?

Outro ponto que entra nessa história, mas talvez mais implícito, é a questão da xenofobia. Fazendo uma rápida pesquisa na internet sobre a cultura dos aborígenes australianos, pude ver que a luta pela igualdade e pela proteção de seus direitos é frequente na Austrália. Porém, por mais que o governo local tenha introduzido algumas leis vetando a discriminação racial pelo país (principalmente vinda dos brancos), isso não impede a ocorrência de casos como o de Samara, que muito antes de ter uma vida plena foi brutalmente vitimizada pelos venenos da sociedade.

Os aborígenes, bem similares aos nossos índios brasileiros, foram os primeiros habitantes da Austrália, muito antes de “recepcionarem” as moléstias europeias e “receberem” a colonização inglesa. Não muito diferente do que aconteceu em terras tupiniquins, vocês já devem ter uma ideia de que as coisas por lá foram tão “amigáveis” como foram por aqui, na época do “descobrimento do Brasil”.

Esse infeliz episódio se junta a outros milhares que acontecem diariamente por todo o globo terrestre, nos quais negros, asiáticos, gays, deficientes e tantas outras minorias protagonizam os piores momentos de suas vidas. A vítima de bullying ou preconceito acaba por não se ajustar na sociedade da forma devida, o que trará para sua vida sérios transtornos de personalidade, autoconfiança e de segurança. Os problemas de seus agressores refletem para quem sofre de suas agressões, e, tentando encontrar uma resposta para toda essa turbulência emocional, chegam a considerar seriamente que são o verdadeiro motivo de tudo. Essa inverdade pode agonizar sua trajetória por anos, e, posteriormente, chegar a dois pontos cruciais: ou se tornam novos agressores ou partem para o suicídio. Agora, você pode parar 5 minutos do seu dia para pensar o que seria isso na vida de alguém com apenas 3 anos de idade e que ainda nem teve por completo o seu desenvolvimento humano?

Pensando sobre isso tudo, chego a pergunta que não quer calar: o que poderia ser feito para evitar isso? Será que, se a Disney e outras produtoras investissem mais em filmes com um elenco diversificado isso colocaria um pingo de de conscientização dentro da perversa mente humana? O governo têm dado o apoio necessário para que as escolas proporcionem o suporte fundamental para a educação das crianças e adolescentes tanto no lado intelectual, quanto no social?

Até pouco tempo atrás, eu gargalhava das pessoas que diziam estar o Apocalipse próximo (seja por questões climáticas, seja por questões religiosas). Mas, depois de parar um pouco e dar atenção para essas “pequenas coisas” que têm acontecido na relação interpessoal da sociedade, acho que só nos resta esperar por nosso triste fim de mãos fortemente atadas.

Você pode acessar a matéria original do “Daily Mail” aqui.

Pompeii, um filme que você não pode deixar de assistir

Pompeia

Vocês já ouviram falar sobre Pompeia, certo, a cidade história do Império Romano que foi extinta em decorrência de uma mega erupção vulcânica? Pra quem não se lembra, vamos para uma rápida e curta aula de História.

Em 79 d.C., ainda quando as pessoas não tinham seus iPhones, tablets e smartphones para ostentar todo o luxo e modernidade dos tempos atuais, a população europeia regional enfrentou um desastre natural que devastou não só Pompeia, mas também Herculano e afetou Estabia, cidades que se situavam ao redor do vulcão Vesúvio. Pra se ter uma ideia, a destruição foi tão gigantesca que a erupção do Grande V aniquilou cerca de 16 mil pessoas, incluindo habitantes de Pompeia e Herculano.

Erupção do Vesúvio, quadro de Johan Christian Dahl pintado em 1826
Erupção do Vesúvio, quadro de Johan Christian Dahl pintado em 1826

Entre as principais causas da morte em série, podemos listar:

• o calor excessivo (resultados de estudos demonstram que a exposição ao calor de pelo menos 250°C a uma distância de 10 quilômetros da erupção foi suficiente para causar morte instantânea, mesmo daqueles abrigados em construções! WTF?);

• doze diferentes camadas de piroclasto (fragmentos de rocha sólida que são expelidos para o ar pela erupção de um vulcão), que caíram durante seis horas e totalizou 25 metros de profundidade;

• e uma intensa chuva de cinzas que sepultou literalmente a cidade.

Desde 1860, quando escavações sistemáticas passaram a ser realizadas em Pompeia, os arqueólogos descobriram nos limites da cidade as cascas petrificadas dos corpos decompostos de 1.044 vítimas.

Kit Harington
Kit Harington

Agora, vamos ao que me fez escrever essa postagem. Estreia, ainda neste mês em terras tupiniquins, “Pompeii”, filme que narra a história de um escravo/gladiador que luta com todos os seus esforços para conquistar sua liberdade e salvar o amor da sua vida, uma moça comprometida a um senador romano corrupto.

Estrelado por Kit Harington (aquele cara de “Game of Thrones”, Jon Snow, conhece?), Carrie-Anne Moss (a Trinity, de “Matrix”) e Emily Browning (Babydoll de “Sucker Punch: Mundo Surreal”), o longa tem tudo pra ser um dos melhores lançamentos do ano. Muitas batalhas, efeitos especiais e, é claro, a clássica love story que todos buscam incansavelmente.

O filme foi dirigido por Paul W. S. Anderson (o responsável por “Resident Evil 5”) e estreia no Brasil dia 21 de fevereiro, em 3D. É claro que não iremos perder isso por nada, certo? Você pode ter um gostinho e uma pequena prévia no vídeo abaixo:

Este vídeo foi carregado no YouTube e pode ser removido a qualquer momento.

Mais informações sobre “Pompeii” você encontra no site do IMDb e na Sony Pictures.

Esta publicação foi escrita tendo como base dados históricos registrados no Wikipédia.