Após anos de espera, “Amityville: O Despertar” finalmente é liberado, mas aniquila nossas expectativas

Não há muito que possamos fazer quando um projeto até então dado como certo passa a ser adiado inúmeras e inúmeras vezes, não é mesmo? Seja pelo orçamento apertado, sejam por cláusulas contratuais burocráticas, incontáveis obras do cinema, da música e da televisão já sofreram o pão que o diabo amassou antes de finalmente ver a luz do dia (isso quando, de fato, o conseguiram). Sem termos a certeza de que, um dia, seremos contemplados com o seu lançamento oficial, muitos destes materiais se tornaram lendas vivas que atiçam a nossa curiosidade até hoje.

Seguindo por este caminho tortuoso de tristes expectativas e incertezas, Amityville: O Despertar (The Awakening, no original) é o mais recente título de uma extensa lista de sobreviventes que conseguiram, com muito custo, sair do papel para a nossa realidade. Finalizado desde 2014, o aguardado longa-metragem passou por inúmeras sessões de edição até finalmente ser liberado nas vésperas do Halloween passado (28/10). Agora protagonizando a nossa publicação da vez, você confere, a seguir, quais foram as nossas principais ponderações sobre este filme que, por pouco, não acabou engavetado.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Precedentes, original de 79 e remake de 2005:

A queridinha do público Bella Thorne é quem protagoniza o novo longa de uma das franquias mais antigas do terror

Todos já estão cansados de saber que indústria cinematográfica vive um difícil momento em que elementos imprescindíveis, como um roteiro bem escrito, são esporadicamente deixados de lado para se priorizar detalhes não tão importantes assim. É claro que, vez ou outra, somos contemplados com pérolas inesperadas que realmente acertam em seu conjunto, mas, tem sido cada vez mais difícil encontrar longas-metragens originais que nos cativem de imediato pela magia de seu enredo. Não poderia ser diferente, é claro, com o horror, que não apenas se encontra carente de novidades como vem reciclando, já há algum tempo, a antiga e nem tão infalível assim fórmula dos remakes, sequências e prequelas.

Se somente neste ano conferimos nos cinemas os herdeiros mais jovens de clássicos como “Alien” (1979) e “It” (1990), ainda em 2017 pudemos presenciar o renascimento de um cult responsável por remodelar tudo o que conhecemos sobre filmes de casas mal-assombradas: o intrigante “Terror em Amityville” (1979). Dirigido por Stuart Rosenberg e estrelado por James Brolin e Margot Kidder, o terror sobrenatural setentista não fez feio ao dar o pontapé inicial para uma franquia que conta, atualmente, com 18 títulos entre filmes lançados nos cinemas e diretamente em vídeo. Você certamente, é claro, já deve ter assistido ao remake de 2005, com o Ryan Reynolds e a Chloë Grace Moretz, mas, não é desta refilmagem massacrada pela crítica especializada que estamos falando desta vez (ainda que “O Despertar” não tenha sido tão bem recebido assim).

Acumulando baixíssimos 18% de aprovação no Rotten Tomatoes e 42/100 no Metacritic, o novo Amityville, apesar de sustentar alguns furos cruéis que poderiam ter sido facilmente evitados, não é de todo ruim; e se comparado a outros projetos de franquias famosas como “O Massacre da Serra Elétrica” (1974), ainda está muito além de diversas bombas que explodiram nos últimos anos. Entretanto, antes de entrarmos no mérito da questão, convém recapitularmos algumas décadas no tempo para relembrar os exatos acontecimentos da vida real que inspiraram um dos títulos mais respeitados pelos amantes deste gênero.

Realidade x ficção… a genialidade dos metafilmes:

Imagem promocional de “Amityville: O Despertar” que dá destaque à tão temida casa situada no nº 112 da Ocean Avenue

O ano é 1974 e Ronald DeFeo Jr, até então com 23 anos, comete um dos assassinatos mais brutais da história dos EUA durante a madrugada do dia 13 de novembro. Munido de um rifle Marlin 336c, o filho mais velho de Ronald e Louise não pensou duas vezes antes de adentrar o quarto de cada membro da família e, sem dó ou piedade, disparar contra as seis pessoas que adormeciam sob o 112 da Ocean Avenue, em Amityville, Nova Iorque. Alegando insanidade, pois teria cometido o crime após ouvir “as vozes de suas vítimas conspirando contra si”, DeFeo foi levado a julgamento e acabou condenado a seis penas de 25 anos cada. Ele permanece até hoje recolhido num presídio de segurança máxima localizado em Fallsburg, Nova Iorque. Apesar de todos os títulos da franquia exagerarem na hora de misturar fantasia com realidade, estes são os principais fatos vinculados ao caso que correu na Justiça norte-americana um ano depois, em 1975.

Sendo este o Amityville de maior visibilidade desde o remake de 2005 (outros oito filmes foram liberados nesse meio tempo), “O Despertar” nos introduz a uma técnica bem interessante e pouco explorada pelas atuais sequências dos grandes clássicos do terror. Isso porque o seu roteiro obedece às técnicas de um metafilme, ou seja, um filme derivado de um filme. Logo, os eventos narrados no longa se passam no mundo real, totalmente à parte da linha cronológica proposta por qualquer dos demais Amityville, que são todos retratados como ficção. É claro que existem diversas similaridades necessárias entre este e seus lançamentos antecessores (até porque estamos falando de um filme de terror), mas, logo fica claro que estes pontos de encontro entre passado e futuro vêm bem a calhar. Um exemplo de metafilme que deu super certo é o aclamado “A Hora do Pesadelo 7” (1994), do mestre do horror Wes Craven.

Sinopse e dados técnicos:

Em estado vegetativo por dois anos, James Walker progride da noite para o dia quando a família se muda para a assombrosa casa do filme

Em “Amityville: The Awakening”, Belle (Bella Thorne) se muda com a mãe (Jennifer Jason Leigh), a irmã mais nova (Mckenna Grace) e o irmão gêmeo debilitado (Cameron Monaghan) para uma grande casa colonial situada na famigerada vila de Amityville. Alegando que o novo endereço se encontra mais próximo da casa de uma tia dos garotos (Jennifer Morrison) e da clínica onde James faz tratamento, Joan esconde das filhas o histórico macabro que somente o nº 112 da Ocean Avenue tem a contar. Aterrorizada pelos eventos sobrenaturais vinculados ao irmão que têm se manifestado todas às noites, às 3h15min, Belle não demora para descobrir a verdade e se vê, sozinha, lutando contra um antigo mal que permaneceu adormecido por 40 anos.

Com uma receita bem tímida que atingiu os 7,4 milhões mundialmente (o orçamento é desconhecido), o lançamento de “O Despertar” se deu de maneira bem limitada, quando entrou em cartaz em alguns cinemas dos EUA no dia 28 de outubro e estreou em DVD, Blu-ray e HD Digital em 14 de novembro. Pronto desde 2014, o trabalho sofreu inúmeros adiamentos antes de ser finalmente liberado neste ano, sendo a censura uma das causas principais. Inicialmente classificado como rated R (proibido para menores de 17 anos), o filme originalmente anunciado para janeiro de 2015 sofreu restrições de idade com o passar dos meses e, após diversas edições, foi lançado sob o selo PG 13 (não aconselhável para menores de 13 anos). No Brasil, é permitido para maiores de 14 anos. Com duração de 87 minutos (1h27min), a produção da Blumhouse Productions recebe a direção do também roteirista Franck Khalfoun e combina terrorsuspensemistério.

Confira o trailer legendado de “Amityville: The Awakening”

Uma infinidade de pontas soltas:

Juliet (Grace) e Belle (Thorne) são as vítimas que mais sofrem no novo Amityville

Apesar de explorar assuntos bem interessantes, como a síndrome do encarceramento – e até mesmo incluir uma nova versão para a memorável cena do enxame de moscas –, o longa é confuso e nos entrega diversas pistas que não nos levam a lugar algum. Passagens bíblicas até chegam a ser citadas, mas sem um propósito ou finalidade. A religião em si, que a princípio poderia ter oportunizado a exibição de flashbacks ou de diálogos mais esclarecedores, apenas marca presença para logo ser deixada de lado. Aliás, é exatamente pela falta de uma explicação mais convincente envolvendo a fé na vida das personagens que a trama alcança seu clímax de maneira muito, muito apagada. E isso tudo, é claro, se dá graças à atuação bem mediana de Jennifer Jason Leigh, a matriarca da família, e à má construção de sua persona (neste último caso, é claro, por culpa do roteiro).

Pouco convincente, Leigh nos apresenta à uma viúva inexpressiva que parece ter passado os últimos anos de sua vida trancafiada em uma instituição para loucos. Tudo bem, é de se esperar que Joan tenha vivido o inferno na Terra após os eventos que deixaram seu filho em estado vegetativo por dois anos, mas, é indesculpável o descaso que ela projeta em suas outras filhas, Belle e Juliet. Em termos de maternidade, a Sra. Walker apenas perde para Margaret White, a mãe de Carrie (a Estranha).

E já que o assunto é deslize, outra escorregada bem feia e que merece destaque está no sumiço inexplicável das únicas pessoas que parecem levar Belle a sério: Terrence (Thomas Mann) e Marissa (Taylor Spreitler). Uma vez que nossa protagonista sofreu diversos problemas para se ajustar no início do longa, era de se esperar que os colegas ao menos apontassem a cara para dar um grito ou dois nas cenas finais…

Porém, nem tudo são tropeços:

Cameron Monaghan está incrível em todas as suas aparições

O ponto alto de “The Awakening” sem sombra de dúvidas está na atuação bem satisfatória de Cameron Monaghan e Bella Thorne, que para gêmeos, não chegam a desenvolver uma simbiose fenomenal, mas mergulham de cabeça ao projeto proposto. Monaghan, que pode ser visto em séries de TV como “Shameless” e “Gotham”, convence rápido e transmite com competência toda a aflição vivenciada por sua personagem zumbi. Enquanto nas duas primeiras metades do filme sua expressão facial ilustra com bastante honestidade toda a angústia de James para com sua triste condição, no terço restante o ator encarna uma perversidade que beira à psicopatia do próprio Ronald DeFeo. É sério, o cara manda muito bom no que faz!

Bella Thorne, por sua vez, tão familiarizada a retratar bad girls em inúmeros projetos para a televisão e o cinema (“The Duff”, “Scream”, “The Babysitter”), repete aqui sua faceta mais frágil (“Famous in Love”) e logo monopoliza a empatia imediata do público. Não que seu trabalho se equipare ao de lendas como Meryl Streep ou de estrelas promissoras como Emily Blunt, mas, não podemos negar que a moça tem carisma e desenvolve com maestria tudo que lhe é demandado. Tanto o é que Bella se sobressai em praticamente todo o longa, talvez apenas pecando quando chega o momento de dar vida à garotinha acanhada e de maquiagem pesada que se exclui socialmente – convenhamos que Bella Thorne sustenta uma certa imponência que a impede de ser vista como uma mera menina desajustada.

À exceção de dois ou três jumpscares horríveis que beiram o ridículo, “O Despertar” é bem razoável e até que cumpre o seu papel como título da franquia Amityville. Apesar de a revelação final ser uma das mais toscas que você verá nesta nova leva de filmes de terror, o seu desenvolvimento é eficaz o bastante para entreter sem entendiar. O maior problema de todos, e isso fica claro em menos de meia hora de filme, está nas inúmeras edições posteriores feitas para amenizar a fenomenal ambientação sombria que pudemos acompanhar no primeiro trailer do longa, liberado lá em 2014. O resultado final, certamente, teria sido bem diferente se não o tivessem censurado tanto…

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6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

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“Stranger Things” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Se você não esteve em coma nos últimos dois meses então provavelmente já ouviu falar sobre “Stranger Things”: a nova série da “Netflix” que se tornou um fenômeno de imediato. Seguindo a linha de outros espetáculos transmitidos pelo que é hoje uma das maiores plataformas de streaming do planeta, “Things” repete o sucesso de suas antecessoras e, assim como tudo o que tem sido exibido com exclusividade pelo site, se sobressai com um nível de qualidade por vezes inacreditável. Combinando elenco a roteiro, direção, fotografia, temática, trilha sonora e muito mais, o tema do nosso “Vale a pena assistir?” de hoje está imperdível – e você precisa conferir, a seguir, tudo o que é necessário saber sobre uma das novidades mais comentadas do ano. Estão preparados?

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

2016 é o novo 1986… o retrô está de volta:

Ao lado de Eleven, o trio formado por Mike, Dustin e Lucas (da direita para a esquerda) é, com certeza, um dos maiores motivos para você conhecer “Stranger Things”

Esqueça tudo o que você conhece e que tenha acontecido após o início da década de 90! Totalmente ambientada nos anos 80, “Stranger Things” se passa na pacata cidade de Hawkins, Indiana: um lugar onde os registros policiais praticamente não existem – e o mais grave que pode acontecer a alguém é o furto de anões de jardim.

Nos introduzindo a um grupo de garotos comuns que divide o seu tempo entre tarefas de escola e partidas de RPG (jogo que foi auge na época e popularizou-se graças ao pioneiro “Dungeons & Dragons”), a trama ganha forma quando Will Byers (Noah Schnapp) misteriosamente desaparece sem deixar maiores vestígios. Impulsionando um sistema de buscas auxiliado pelos próprios moradores da região, a polícia – e toda a cidade – se vê paralisada diante do incidente enquanto a mãe do menino, Joyce (Winona Ryder), tenta fazer tudo que está ao seu alcance para encontrar o caçula da família.

Paralelamente, uma agência secreta governamental que opera nas redondezas acaba perdendo o controle de seus experimentos e faz com que as falhas de seus estudos se esbarrem no cotidiano normal dos habitantes de Hawkins. Interceptando ligações telefônicas e “dando um jeito” em todos aqueles que entram em seu caminho (mesmo que involuntariamente), caberá aos poderosos chefões do governo norte-americano a difícil missão de encobertar a infinidade de segredos que, gradualmente, nos é revelada ao longo de cada intenso episódio.

O nascimento de alguns… e a ascensão para outros:

Millie Bobby Brown e Winona Ryder, o encontro de duas gerações tão promissoras

Protagonizado por um time de atores mirins que, até o momento, não havia participado de muitos outros projetos de renome, a superprodução acerta ao redirecionar toda sua atenção para os novatos que ganham nossa empatia instantaneamente. Narrando a nostálgica aventura de Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) atrás do melhor amigo desaparecido, a trajetória do trio muda radicalmente com a chegada de Eleven/Onze (Millie Bobby Brown), uma garota bastante incomum que parece saber mais do que aparenta – e que, é claro, não demorará para roubar todos os holofotes para si.

Também nos entregando as atuações brilhantes de Natalia Dyer (Nancy Wheeler) e Charlie Heaton (Jonathan Byers), irmãos mais velhos de Mike e Will, respectivamente, “Stranger Things” conta com os recorrentes – e bem convincentes – Joe Keery (Steve Harrington) e Shannon Purser (Barbara Holland), namorado e melhor amiga de Nancy.

Sob a pele do chefe de polícia Jim Hopper, o destemido David Harbour divide o elenco adulto com Cara Buono (Karen Wheeler), Matthew Modine (Dr. Martin Brenner) e ninguém menos que Winona Ryder, o nome mais experiente e consagrado de toda a série. Conhecida por ter estrelado diversos clássicos da cultura popular como “Os Fantasmas Se Divertem” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e “Garota, Interrompida” (1999), a veterana se destaca por uma singularidade que lhe é inerente, convencendo-nos com uma interpretação cheia de paixão e honestidade. Ryder, definitivamente, não brinca em serviço!

Um pouco de História não faz mal a ninguém:

MKULTRA, um programa clandestino (e real) da CIA, serve como uma das influências para a série

Flertando com o sobrenatural e com o passado, a produção dos Duffer Brothers é precisa em sua narrativa e aproveita-se de todos os recursos históricos da época em busca de exatidão e credibilidade. Passando-se, como dito, em uma América dos anos 80, o enredo aproveita o plano de fundo da Guerra Fria (que ainda se movimentava a todo vapor e só foi perder velocidade com o fim da União Soviética, em 1991) e traz à tona algumas teorias de conspiração que frequentemente são reafirmadas por programas e séries de TV. Uma dessas teorias foi o real MKULTRA, um programa clandestino da CIA (o Serviço de Inteligência dos EUA) que chegou a fazer experimentos em seres humanos com drogas e inúmeros meios de tortura, abuso e procedimentos cirúrgicos. Haja fôlego para tanta informação!

Transbordando temáticas e inspirações:

Dá pra acreditar que “Stranger Things” já virou até um joguinho para PC? (Compatível com Windows, MAC e Linux)

Vindo até nós como “uma homenagem à cultura dos anos 80”, “Things” não nega suas origens e revela-se um verdadeiro tributo ao trabalho dos gigantes do cinema Steven Spielberg, John Carpenter e George Lucas. Driblando entre a ficção científica, o sobrenatural, o terror, o mistério e o drama, a série ainda toma por influência as obras literárias de Stephen King e diversos cults como “Alien” (1979), “Poltergeist” (1982), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), “A Hora do Pesadelo” (1984), “Os Goonies” (1985) entre outros. A gama de inspiração é tão extensa que sobrou até para alguns títulos do survival horror a função de contribuir para o que conhecemos do programa – como o lendário “Silent Hill” (1999) e o recente “The Last of Us” (2013)

Falando sobre bullying e preconceito, os diálogos que encontramos por toda a série são bem fieis à linguagem oitentista, um período em que a liberdade sexual costumava ser bastante oprimida desde a infância (e adjetivos como “bicha” corriam de boca em boca da forma mais pejorativa possível). Trazendo exemplos clássicos da perseguição sofrida por milhares de crianças e adolescentes durante o período escolar, “Stranger Things” também divide a concentração do telespectador para abarcar outros temas recorrentes como divórcio, família, amizade, violência, opressão estatal, ciência, parapsicologia e a moderna representatividade. De nerds a negros e inúmeros outros grupos rejeitados pelas grandes massas (e rotulados como “desajustados”) – tem até espaço para a displasia cleidocraniana, uma doença que atinge um dos personagens/atores do programa –, o espetáculo critica com veemência os padrões impostos pela sociedade e tenta ser o mais diversificado possível (com toda a razão do mundo, é claro).

A 2ª temporada vem aí:

A sequência que todos estão esperando…

Construída em uma única temporada disponível desde julho passado com 8 episódios que variam de 42 a 55 minutos, “Stranger Things” conta com a produção executiva dos Duffer Brothers (os criadores da série) auxiliados por Shawn Levy e Dan Cohen. Produzido pela “21 Laps Entertainment” e pela “Monkey Massacre” (e claro, distribuído exclusivamente pela “Netflix”), o show já foi confirmado para uma season 2 que tem estreia agendada para 2017, em 9 novos episódios. Bem recebida pela crítica especializada, a sua estreia acumulou 95% de aprovação pelo Rotten Tomatoes e 76/100 pelo Metacritic.

Vídeo hilário da apresentadora Xuxa gravado especialmente para divulgação da primeira temporada no Brasil

Um começo mais do que perfeito, mas um final…

A trilha sonora de “Stranger Things”, que tem de The Clash a New Order e Dolly Parton, é sem sombra de dúvidas outro grande acerto da produção (confira)

Conquistando crianças e adultos sem visar um público específico, a novidade é certeira em sua proposta e não apenas homenageia a infância de muitos como também é eficaz ao trazer para as novas gerações todo o brilho de uma das melhores décadas passadas. Apesar de destacar-se por toda sua parte visual que é bastante fiel ao cinema e TV oitentistas (o que inclui cenário, figurino e, é claro, esbarra no próprio lado cultural e histórico de nossos parentes mais velhos), “Things” possui uma história muito bem amarrada que, em momento algum, deixa a desejar. Com um roteiro digno de um clássico infantil bem ao estilo de “Os Goonies” e “E.T.: O Extraterrestre”, a série desencadeia-se em uma sequência louca de eventos que acontece de forma paralela – mas que, da maneira mais coesa possível, culmina em um mesmo caminho derradeiro.

Todavia, por mais que administre tudo isso em doses perfeitas de pura nostalgia que solidificam-se nos 7 primeiros (e maravilhosos) capítulos de sua grade, a produção comete o desculpável deslize de fechar o ciclo de modo demasiadamente apressado, deixando o telespectador um tanto quanto confuso. Não que a season finale coloque os pés entre as mãos e deixe muitos furos na história (claro que a maioria destes foram propositais e deverão ser fechados com as próximas temporadas), mas, é como se não tivéssemos o tempo necessário para digerir todas as informações que nos bombardeiam em apenas 53 minutos de duração – se divididos em dois episódios finais, provavelmente ficaríamos mais bem à vontade.

Progredindo como as páginas de um bom livro que consegue nos emergir em sua narrativa e nos desconectar do plano físico, “Stranger Things” é uma ótima dica para todos aqueles que há muito esperavam por uma série que fosse capaz de tirar o fôlego sem muito blá-blá-blá. Mais um título entre os diversos dos últimos anos que foram lançados fora da TV e conseguiram, por vezes, se sobressair à plataforma mais clássica que nos acompanha desde a década de 40, a obra-prima dos Duffer Brothers surge para nos corroborar que o futuro está cada vez mais próximo e inadiável. Após passarmos longos 70 anos debruçados em frente aos antiquados televisores de tubo que foram, aos poucos, substituídos pelas telas de LCD e LED, cada vez mais o amanhã se torna imprevisível – e, por que não, até um pouco assustador…

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Alguns canais do YouTube que você precisa conhecer (e se inscrever)

Desde que foi criado em 2005 e ganhou a internet, o YouTube deixou de ser visto como mero site para upload de vídeos para se tornar, no decorrer de poucos anos, em uma das maiores comunidades que traz ao usuário dicas de música, humor, beleza e tantos outros gêneros inimagináveis. Se por um lado (e como não é muito difícil de se imaginar) muita coisa boa existe e pode ser encontrada em pesquisas pelo website, por outro muito material ruim também divide o espaço de armazenamento online e a atenção do internauta ansioso (ou desapercebido) por novidades.

Pensando nisso, resolvi trazer ao leitor do Caí da Mudança uma imperdível lista com alguns dos canais que acompanho esporadicamente e que contribuem significativamente para os meus (cada vez mais raros) momentos de entretenimento. Intercalando o nosso mundo real com o dos games, o da literatura, o da comédia e o do sobrenatural, você confere, a seguir, quais são as minhas preciosas dicas escolhidas a dedo e o porquê de conferi-las imediatamente. Vamos lá:


Diogo Paródias

Acompanhando-o já há um bom tempo, o “Diogo Paródias”, além de ter sido uma das maiores inspirações para este post tão diferente dos demais aqui do blog, é o grande responsável por abrir a nossa lista dos canais do YouTube que você precisa conhecer (e se inscrever). Revezando o seu tempo entre as paródias musicais (que fazem uma releitura cômica dos mais famosos clipes do pop internacional) com entrevistas inusitadas e redublagens de novelas ou clássicos infantis, o Diogo Bellau já está há longos anos divertindo os seus seguidores com o material que libera em suas inúmeras contas do YouTube (confira uma das mais antigas e esta outra de vlogs). Fazendo o diferencial ao conceder a cada artista uma personalidade muitas vezes já usada e satirizada pelos próprios fãs e grupos de fãs, é impossível assistir aos vídeos do “Diogo Paródias” e não se simpatizar com toda a criatividade extravasada pelo jovem baiano. Você já imaginou ver as maiores divas da música pop trocando experiências de vida sobre o ENEM ou a ocupadíssima Oprah Winfrey entrevistando celebridades como Lady Gaga, Christina Aguilera e Lindsay Lohan com um jeitinho bem espontâneo, hilário e brasileiro? Não espere mais para descobrir!

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

A Xuxa que o Brasil não conhece (Paródia/Redublagem)

Mickey Mouse Club (Paródia/Redublagem)

Jogo de Perguntas e Respostas com a Iggy Azalea (Paródia/Redublagem)

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “DIOGO PARÓDIAS”.


LubaTV

Criado e desenvolvido pelo Lucas Feuerschütte, o “LubaTV” é, atualmente, um dos maiores canais do Brasil comandados por um youtuber que conta (até o fechamento deste post) com quase 1 milhão e meio de inscritos. Trazendo diversos vídeos que misturam humor com vlogs e esquetes, a Rogéria e a Tia Gertrudes são apenas algumas das várias personificações feitas pelo catarinense de apenas 25 anos dedicadas para a sua tão querida Turma (nome dado aos seguidores do “LubaTV”). Com um canal alternativo em que rotineiramente publica suas divertidas gameplays (você pode conferi-lo aqui), Lucas não esconde dos internautas toda sua paixão pelos videogames, pela música pop e por tantos outros temas que são utilizados para formar o conteúdo publicado em seu canal principal. Dono de um senso de humor contagiante e irreverente, o cara não pensa duas vezes antes de tocar seus seguidores com motivadoras mensagens de autoestima enquanto narra algumas de suas próprias experiências de vida. Criador do “Amazing Project”, uma fundação beneficente que visa arrecadar fundos para jovens necessitados, o youtuber mostra que não há fama no mundo que seja capaz de comprar as belas atitudes de alguém com um bom coração.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Meu filho é gay, e agora?

Algumas novidades…

Que contos de fadas são esses?! – The Wolf Among Us

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “LUBATV”.


ElectronicDesireGE

Destinado ao universo dos games (principalmente os de terror, apesar de não ser o seu único gênero), o Alan Ferreira (ou Alanzoka, para os mais íntimos), é quem comanda o “ElectronicDesireGE”: canal que está constantemente realizando gameplays que variam desde lançamentos super aguardados de grandes produtoras à jogos alternativos que podem ser baixados gratuitamente na internet. Explorando a fundo os cenários dos games à procura de informações que possam revelar maiores detalhes sobre o enredo e a jogabilidade, o canal do Alan é uma ótima dica para quem curte acompanhar gameplays super completas e recheadas com comentários hilariantes. Traduzindo simultaneamente trechos trazidos em inglês (por mais que as traduções para o português tenham sido bem frequentes hoje em dia, não são todos os jogos que trazem essa salvadora opção), o “ElectronicDesireGE” conta com uma imensidão de jogos já finalizados e que podem ser acompanhados a qualquer momento pelo YouTube. Se perdeu em alguma parte do seu game favorito e quer saber como resolver o problema? Talvez os arquivos do Alan possam te ajudar com isso.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Como conquistar seu crush

Slendytubbies 3 – Eles Voltaram (Demo)

Que Cabelos Lindos! – Tomb Raider (Parte 1)

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “ELECTRONICDESIREGE”.


Você Sabia?

Se interessa por teorias de conspiração? Gostaria de saber um pouco mais sobre a deep web, o Triângulo das Bermudas ou a ilha perdida de Atlântida? Então o “Você Sabia?” é a solução para todas as suas perguntas jamais respondidas. Apresentado por Daniel Molo e Lukas Marques, o canal da dupla que conta com mais de 2 milhões e 800 mil inscritos (até o fechamento deste post) é atualizado 3 vezes por semana (terças, quintas e domingos) e traz ao seguidor os mais inusitados assuntos que a mente humana pode ser capaz de criar, desde curiosidades sobre temas aleatórios à assuntos realmente sérios ou preocupantes. Com um material vasto e rico em muita informação, o conteúdo do “Você Sabia?” é tão bem elaborado que você corre o sério risco de se prender às sugestões indicadas pelo YouTube e assim passar horas sentado em frente ao seu PC sem ver o tempo passar (não que isso seja algo ruim, é claro). Também com um canal de games, o “Você Sabia Plus”, muito do que o Daniel e o Lukas curtem a respeito dos eletrônicos pode ser conferido por meio deste link.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Deep web

Atlântida

John Titor, o viajante do tempo

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “VOCÊ SABIA?”.


Perdido nos Livros

Ler é provavelmente o melhor exercício mental que o ser humano pode fazer sem gastar muito e ou até mesmo sair de casa, e o prazer sem sombra de dúvidas torna-se ainda maior quando o leitor encontra uma obra que combina com o seu gosto e segue o seu ritmo. Porém, diferente de qualquer assunto tratado na maioria dos blogs (e canais do YouTube, a atual febre online), a literatura tem se tornado cada vez mais escassa e pouco aproveitada pelas pessoas que dedicam todos os seus esforços em passar adiante as novidades sobre a cultura pop. Por isso, indico a vocês o “Perdido nos Livros”, canal que já se encontra na ativa há exatos 3 anos e te ajudará a encontrar os melhores lançamentos literários do momento. Trazendo um conteúdo muito mais extenso do que você pode imaginar, outros assuntos também são abarcados pelo canal em vídeos que retratam notícias, filmes, séries e demais temas que relacionam-se às tão clássicas e queridas versões para as folhas de papel. Sob os cuidados do Eduardo Cilto, o moço possui atualmente um segundo canal onde responde perguntas de seguidores e grava outros vídeos mais descontraídos, podendo tudo isso ser encontrado aqui.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Séries que foram baseadas em livros

Oitavo Harry Potter?

Perdendo a Timidez

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL “PERDIDO NOS LIVROS”.


Maurício Meirelles

Começando na televisão, passando para o stand-up e indo direto para a sua casa, Maurício Meirelles é um nome que todo e qualquer fã do humor tem o dever de conhecer para não passar vergonha quando o assunto é qualidade e espontaneidade. Mais conhecido por seu trabalho como repórter do “CQC” (programa humorístico da “Band”), o comediante atualmente viaja pelo Brasil com o solo “Não Leve a Sério”, espetáculo onde apresenta stand-up ao público em aproximadamente 1h e meia de duração. Entretendo as pessoas com seu humor inescusável, um dos pontos altos do espetáculo de Meirelles é, definitivamente, o quadro “Facebullying”, no qual recebe um convidado especial da plateia para ter a conta do Facebook aberta e “hackeada” ao vivo, na frente de todo mundo. Passando-se pelo dono do perfil, Maurício usa e abusa da criatividade ao criar posts completamente sem sentido enquanto chama pessoas pela rede social inventando histórias cabulosas e mirabolantes. Recentemente, Danilo Gentili e Murilo Couto (ambos com histórico de trabalho no “CQC”), foram apenas algumas das figuras que toparam fazer parte da brincadeira e renderam boas risadas a quem acompanha o canal do Maurício.

Abaixo, alguns vídeos que selecionei e que podem te ajudar a conhecer melhor o conteúdo do canal:

Facebullying #26 – Bullying no Confeiteiro

Facebullying #45 – Passando Pornô

Facebullying #63 – Christian Figueiredo

ACOMPANHE AGORA MESMO O CANAL DO “MAURÍCIO MEIRELLES”.


E você, tem algum canal favorito que já acompanha pelo YouTube e gostaria de nos contar? Não deixe de formalizar as suas recomendações no espaço para comentários logo abaixo e fique de olho por aqui, pois uma segunda parte para esta publicação poderá sair em breve.

A triste e decepcionante realidade humana: será que tem conserto?

Estava eu, mais cedo, vasculhando as redes sociais sem nenhum objetivo em mente quando fui surpreendido pela imagem que vocês podem conferir logo abaixo. Confesso que raramente paro para ler manchetes ou posts muito grandes, principalmente se estiverem escritos em inglês (por não dominar nem o básico do idioma), mas, de alguma forma me senti cativado pela pequena Samara Muir, de apenas 3 anos. Num primeiro momento achei estranho toda a mensagem de inconformismo que lia e era tecida com inúmeros argumentos, mas, não precisei de 5 segundos para me juntar aquela causa que tomei como minha.

Na legenda do “Daily Mail” está destacada a reação que uma mãe teve ao levar suas filhas para um evento da Disney na cidade de Melbourne, na Austrália, e ver Samara vestida como a personagem Elsa, do filme “Frozen”. Dirigindo-se para a menina como se fosse uma autoridade absoluta, a mulher afirmou categoricamente que “não sabia o porquê de Samara estar vestida daquela maneira, porque a Elsa não era negra”. As coisas poderiam ter parado por aí, mas, para colocar um ponto final à afirmação ofensiva disparada por aquela amarga mulher, uma de suas filhas concordou com o sucedido ao demonstrar o mal exemplo que recebe dentro de casa e dizer que “preto é feio”.

Sem estruturas, a mãe de Samara foi até suas redes sociais e contou o ocorrido, o que, é claro, gerou uma onda de ódio e apoio em todos aqueles que tomaram conhecimento do caso. Ela disse ainda, que a situação afetou tanto sua filha que, questionada sobre não querer ir às suas aulas de dança aborígene, Samara apontou para o braço e perguntou o porquê de ter a pele escura. O pior dos males talvez tenha sido o “pedido formal de desculpas” encabeçado pelos responsáveis do evento da Disney , o “Ice Dare to Dream”, ao convidarem a pequena Samara para participar do espetáculo, mas, será que o convite inesperado foi o suficiente para apagar a terrível mágoa do acontecido?

Às vezes, quando vejo pessoas fazendo comentários maldosos sobre outras pessoas, seja por suas características físicas, seja por demais peculiaridades, fico me perguntando o que se passa na cabeça de um ser humano que acredita ser superior aos outros apenas por serem um pouco diferentes. O que leva alguns indivíduos como essa mulher, mãe de duas filhas, crer que a mera tonalidade da pele a faz melhor que uma criança indefesa? Na posição de mãe, não deveria esse “projeto de gente” demonstrar para seus filhos que o preconceito não é algo legal e incentivar seus descendentes a não tolerar esse comportamento negativo e destrutivo?

Outro ponto que entra nessa história, mas talvez mais implícito, é a questão da xenofobia. Fazendo uma rápida pesquisa na internet sobre a cultura dos aborígenes australianos, pude ver que a luta pela igualdade e pela proteção de seus direitos é frequente na Austrália. Porém, por mais que o governo local tenha introduzido algumas leis vetando a discriminação racial pelo país (principalmente vinda dos brancos), isso não impede a ocorrência de casos como o de Samara, que muito antes de ter uma vida plena foi brutalmente vitimizada pelos venenos da sociedade.

Os aborígenes, bem similares aos nossos índios brasileiros, foram os primeiros habitantes da Austrália, muito antes de “recepcionarem” as moléstias europeias e “receberem” a colonização inglesa. Não muito diferente do que aconteceu em terras tupiniquins, vocês já devem ter uma ideia de que as coisas por lá foram tão “amigáveis” como foram por aqui, na época do “descobrimento do Brasil”.

Esse infeliz episódio se junta a outros milhares que acontecem diariamente por todo o globo terrestre, nos quais negros, asiáticos, gays, deficientes e tantas outras minorias protagonizam os piores momentos de suas vidas. A vítima de bullying ou preconceito acaba por não se ajustar na sociedade da forma devida, o que trará para sua vida sérios transtornos de personalidade, autoconfiança e de segurança. Os problemas de seus agressores refletem para quem sofre de suas agressões, e, tentando encontrar uma resposta para toda essa turbulência emocional, chegam a considerar seriamente que são o verdadeiro motivo de tudo. Essa inverdade pode agonizar sua trajetória por anos, e, posteriormente, chegar a dois pontos cruciais: ou se tornam novos agressores ou partem para o suicídio. Agora, você pode parar 5 minutos do seu dia para pensar o que seria isso na vida de alguém com apenas 3 anos de idade e que ainda nem teve por completo o seu desenvolvimento humano?

Pensando sobre isso tudo, chego a pergunta que não quer calar: o que poderia ser feito para evitar isso? Será que, se a Disney e outras produtoras investissem mais em filmes com um elenco diversificado isso colocaria um pingo de de conscientização dentro da perversa mente humana? O governo têm dado o apoio necessário para que as escolas proporcionem o suporte fundamental para a educação das crianças e adolescentes tanto no lado intelectual, quanto no social?

Até pouco tempo atrás, eu gargalhava das pessoas que diziam estar o Apocalipse próximo (seja por questões climáticas, seja por questões religiosas). Mas, depois de parar um pouco e dar atenção para essas “pequenas coisas” que têm acontecido na relação interpessoal da sociedade, acho que só nos resta esperar por nosso triste fim de mãos fortemente atadas.

Você pode acessar a matéria original do “Daily Mail” aqui.