As 10 melhores séries de TV que retornaram ao longo de 2017 com novas temporadas

Após tanto tempo sem atualizações, finalmente decidimos correr atrás do prejuízo e estamos a todo vapor neste mês! Dando continuidade às populares listas de melhores e piores que sempre rodam a internet nesta época do ano, agora trazemos a parte 2 que reúne as 10 melhores séries de TV que retornaram em 2017 com novas temporadas.

Ainda vale lembrar que, já se encontra disponível, aqui no nosso blog, a parte 1 com as 7 melhores atrações já encerradas que maratonamos nestes últimos 12 meses. Você confere todos os títulos selecionados acessando este link.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT (2015 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Tina Fey, Robert Carlock

Gêneros: sitcom, cringe comedy

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 22-36 minutos

Entrando em seu 3º ano, não é difícil para quem assiste “Unbreakable Kimmy Schmidt” entender o porquê de uma dos produções mais populares da Netflix integrar uma lista como esta. Isso porque, além de segurar aquele humor super família e quase sempre inocente, a fantástica obra de Tina Fey e Robert Carlock é exímia ao combinar um roteiro inteligente aos elementos-chave de um sitcom/cringe comedy (ou “comédia de vergonha alheia”) de qualidade. Apesar de nos entregar situações hilárias como Kimmy (Ellie Kemper) voltando a estudar e Lillian (Carol Kane) e Jacqueline (Jane Krakowski) se aventurando pelo universo da política, nada supera a releitura icônica que o brilhante Titus (Tituss Burgess) encabeça em “Kimmy’s Roommate Lemonades!” (S03E02) para o memorável “Lemonade”, da Beyoncé. Ah, e a season 4 já está mais do que confirmada, ok?

9) YOUNGER (2015 – presente)

Exibida: pelo canal TV Land / Criada por: Darren Star

Gêneros: comédia, drama, romance

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 48 / duração por episódio: 20-25 minutos

Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, é com um leve clima de tensão que a 4ª temporada de “Younger” surge em um momento crucial na vida de Liza Miller (Sutton Foster). Agora que Kelsey Peters (Hilary Duff) descobriu sua verdadeira idade, fica ainda mais difícil para a quarentona levar adiante a mentira que inventou durante a first season para conseguir emprego. Paralelamente, enquanto Miller parece finalmente se entender com Josh (Nico Tortorella), a relação com Charles (Peter Hermann) entra numa montanha-russa de altos e baixos após a chegada de uma ex-esposa inoportuna. Nem precisamos dizer o quanto as aparições de Maggie (Debi Mazar), Lauren (Molly Bernard) e Diana (Miriam Shor) são mais do que bem-vindas ao trazerem à tona o lado cômico da série, não é mesmo? “Younger” já se encontra renovadíssima para 2018.

8) HOW TO GET AWAY WITH MURDER (2014 – presente)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Peter Nowalk

Gêneros: drama jurídico, mistério, thriller

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 53 / duração por episódio: 43 minutos

É interessante observar que, mesmo depois de três seasons bem intensas, “How to Get Away with Murder” permaneça tão forte quanto em sua temporada de estreia. Ok, devemos admitir que este novo plot envolvendo a vingança de Laurel (Karla Souza) a Wes (Alfred Enoch) tem sido muito mais maçante que o previsto, mas, não há como negar que o desenvolvimento de personagens até então menos exploradas, como Michaela (Aja Naomi King) e Bonnie (Liza Weil), chegou na hora perfeita. Conduzindo, como de costume, Annalise Keating (Viola Davis) e seus discípulos para mais uma tragédia estarrecedora que somente será reacendida no dia 19 de janeiro, Peter Nowalk continua com uma ótima e inquestionável mão para o drama e a tensão. Também, com a produção executiva de Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “Scandal”) e o protagonismo de Viola Davis fica difícil dar errado.

7) AMERICAN HORROR STORY (2011 – presente)

Exibida: pelo canal FX / Criada por: Ryan Murphy, Brad Falchuk

Gêneros: terror, antologia, sobrenatural

Nº de temporadas: 7 / nº total de episódios: 84 / duração por episódio: 37-73 minutos

Partindo para uma direção completamente oposta ao sobrenatural que marcou cada uma de suas seasons anteriores, em “Cult” a antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk se destaca por priorizar, mais do que nunca, o terror psicológico. Ambientada no “pós-guerra” gerado pelas eleições presidenciais de 2016, em sua 7ª temporada AHS” nos leva para a fictícia Brookfield Heights, Michigan. Imersos em uma macabra onda de crimes e violência, os moradores locais vão aos poucos perdendo sua fé no governo enquanto o claramente perturbado Kai Anderson (Evan Peters) se delicia com o caos que tem favorecido sua candidatura política. Estrelada pela sempre competente Sarah Paulson, “Cult” não apenas abre as portas para novos membros (Billie Lourd, Alison Pill, Billy Eichner) como também marca o retorno de alguns atores já conhecidos e queridos do fandom (Cheyenne Jackson, Emma Roberts, Frances Conroy). As temporadas de nº 8 e 9 já estão mais do que confirmadas!

6) SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super ChannelChillerNetflix Criada por: Aaron Martin

Gêneros: antologia, terror, slasher, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Pondo para escanteio o elenco bastante antipático que estrelou “The Executioner”, a equipe de “Slasher: Guilty Party” fez bonito ao assinar com a Netflix e reformular quase do zero o time de atores que protagonizou sua 2ª temporada. Passando-se em um antigo acampamento que abriga, atualmente, uma comunidade espiritual, os ex-monitores Peter (Lovell Adams-Gray), Noah (Jim Watson), Dawn (Paula Brancati), Andi (Rebecca Liddiard) e Susan (Kaitlyn Leeb) voltam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. O que eles não esperavam encontrar, é claro, é um serial killer à solta aparentemente relacionado a seus pecados de outrora. Trazendo fortíssimas cenas de violência explícita com muito derramamento de sangue e tripas voando para todos os cantos, “Guilty Party” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro. Vale lembrar que já havíamos resenhado a obra de Aaron Martin em nosso especial de Halloween (confira).

5) CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / Criada por: Nick Antosca

Gêneros: antologia, terror, sobrenatural, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Após uma estreia aterrorizante com “Candle Cove”, mais uma vez “Channel Zero” atinge a excelência em “No-End House”, a 2ª temporada inspirada na creepypasta Casa Sem Fim. Readaptando para a TV o terror nato que somente estas lendas urbanas da internet possuem, desta vez acompanhamos a trajetória de Margot (Amy Forsyth) e Jules (Aisha Dee). Separadas pelo luto de Margot após a morte de seu pai (John Carroll Lynch), as melhores amigas veem sua união ainda mais estremecida quando visitam a bizarra Casa Sem Fim: uma enigmática construção de seis cômodos que esconde, atrás de cada porta, um horror diferente. Deixando-se levar pela pesada atmosfera que parece pairar sob o local, logo fica claro para a dupla que, o que era para ser apenas uma visita à uma atração turística mirabolante, se torna um terrível pesadelo sem saídas. Renovada para mais duas novas temporadas, “Butcher’s Block” deve estrear já em 2018. Assim como “Slasher”, “Channel Zero” também havia sido listada em nosso especial de Halloween.

4) RIVERDALE (2017 – presente)

Exibida: pelo canal The CW, pela Netflix / Desenvolvida por: Roberto Aguirre-Sacasa

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 22 / duração por episódio: 42 minutos

E quem diria que, depois de 13 episódios bem medianos, a nova sensação adolescente da The CW fosse retornar mais impactante do que nunca em sua season 2?! Paralisados pelos eventos ocorridos em “Chapter Thirteen: The Sweet Hereafter” (S01E13), desta vez somos apresentados ao terrível Black Hood, um maníaco mascarado que espalha o mal pelas ruas de Riverdale em nome da “justiça”. Aterrorizados pela falta de segurança e decididos a solucionar este impasse, Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) partem em busca da verdade e se veem encurralados em uma intrigante teia de drogas, gangues e abusos. Ainda que Cole Sprouse seja o nome mais popular do jovem elenco (e curiosamente o menos atraente), Lili Reinhart e Madelaine Petsch (que dá vida à Cheryl Blossom) nos conquistam sem fazer qualquer esforço em cada cena que protagonizam. Destaque também para KJ Apa e Camila Mendes, que melhoraram magistralmente de uma temporada para outra.

3) AMERICAN CRIME (2015 – 2017)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: John Ridley

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 29 / duração por episódio: 43 minutos

Definitivamente um dos programas mais sensibilizadores que já assistimos, é com prazer que elencamos “American Crime” (não confundir com “American Crime Story”) para abrir o nosso top 3 de melhores retornos do ano. Focando, como de costume, em temas bastante atuais presentes em nosso cotidiano, a 3ª temporada da atração é mais uma vez feliz ao escancarar, desta vez, os abusos da prostituição infantil, do tráfico de pessoas e da imigração clandestina. Novamente protagonizada pela santíssima trindade da TV Felicity Huffman, Regina King e Lili Taylor, também retornam para esta season Timothy Hutton, Richard Cabral, Benito Martinez e Connor Jessup. Aclamadíssimas entre os críticos, as três temporadas da série receberam, juntas, 15 indicações ao Emmy, das quais Regina King venceu 2 por “Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme”. Diferente dos demais títulos presentes nesta lista, “American Crime” já possui destino certo e foi oficialmente cancelada por sua emissora em maio passado.

2) THE EXORCIST (2016 – presente)

Exibida: pelo canal Fox / Criada por: Jeremy Slater

Gêneros: terror

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 45 minutos

Por mais que tenha ficado em #2, não podemos negar que “The Exorcist”, mais do que qualquer outra atração, revelou-se a grande surpresa de 2017. Com seu futuro incerto após a baixa audiência da temporada de estreia, a Fox decidiu dar ouvidos aos ótimos comentários do público e ganhou nossa admiração quando encomendou os 10 novos episódios da season 2 que conferimos de setembro pra cá. Pondo um ponto final à possessão de Pazuzu aos membros da família Rance, os padres Tomas (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels) partem em uma nova jornada ajudando vítimas pelo país a fora. Apesar de passar por apuros inimagináveis que colocam em risco sua segurança pessoal, a situação se torna ainda mais crítica quando a dupla encontra no lar adotivo de Andy Kim (John Cho) indícios da existência de um mal secular. Paralelamente, uma nova exorcista (Zuleikha Robinson) se junta a Padre Bennett (Kurt Egyiawan) no combate contra os demônios que têm controlado o Vaticano. Bem mais sombria e aterrorizante que a season anterior, muitas são as referências ao “O Exorcista” original (de 73) e sua sequência de 1990 (“O Exorcista III”). Se você estava procurando pela melhor série de terror da atualidade, então acaba de encontrar!

1) STRANGER THINGS (2016 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Duffer Brothers

Gêneros: ficção científica, terror, sobrenatural, drama de época

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 17 / duração por episódio: 42-62 minutos

Afinal de contas, seríamos loucos se incluíssemos “Stranger Things” em uma lista como esta em qualquer outra posição que não fosse a #1  até porque, sejamos francos, o seu sucesso esmagador não tem sido em vão. Mais felizes do que nunca com a volta de Will Byers (Noah Schnapp) do mundo invertido, Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos ainda não superaram o sumiço de Eleven (Millie Bobby Brown), mas se veem rapidamente afetados pela chegada de uma nova garota em Hawkins, Indiana (Sadie Sink). Porém, nem tudo são flores, e é claro que não demora para que as coisas voltem a ficar estranhas depois que as novas visões de Will passam a se manifestar com maior frequênciaExplorando um pouco mais as antigas experiências do Dr. Brenner, “Stranger Things 2” nos apresenta à misteriosa Kali (Linnea Berthelsen) – que, assim como Eleven, também possui superpoderes paranormais – e ainda tem tempo de nos presentear com a melhor e mais improvável dupla já formada em uma série de TV: Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery). É claro que mal podemos esperar pela season 3, que só deverá chegar em 2019.

E aí? Quais foram, para você, as melhores produções que estrearam em 2017 com novas temporadas? Deixamos alguma de fora? Não se esqueça de nos dizer, no espaço para comentários abaixo, suas escolhas preferidas.

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7 séries de TV já encerradas que maratonamos em 2017 e merecem sua total atenção

Por mais que a televisão tenha perdido grande parte de sua soberania após a expansão da internet, continuamos anualmente a ser apresentados a diversas novidades que se alistam para competir na acirrada batalha disputa por audiência. Entre novos espetáculos que fazem sua estreia inesperadamente e títulos já conhecidos que retornam para temporadas inéditas, ainda existem aquelas produções que, mesmo depois de concluídas (ou canceladas), permanecem instigando nosso interesse.

Foi pensando exatamente nestas séries de TV já arquivadas que selecionamos, a seguir, 7 que maratonamos neste ano e que não poderão passar batido por você que adora uma atração de qualidade. Ficou interessado? Então confira nossa lista completa de super indicações para acompanhar durante as suas férias de fim de ano e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir a um trailer ou vídeo promocional:

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

DESPERATE HOUSEWIVES (2004 – 2012)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Marc Cherry

Gêneros: drama, comédia, mistério

Nº de temporadas: 8 / nº total de episódios: 180 / duração por episódio: 43 minutos

E é com um dos maiores sucessos da gigantesca ABC que abrimos o nosso especial de séries já encerradas que você precisa conhecer! Dando bastante visibilidade para temas como divórcio, traição, tragédias e a mulher no mercado de trabalho, a soap opera de Marc Cherry não deixa a desejar e está constantemente nos surpreendendo com reviravoltas incríveis que nos pegam de surpresa. Vencedora de 6 prêmios Emmy e 2 Globos de Ouro, chegou a ganhar a sua própria versão brasileira há alguns anos: o remake “Donas de Casa Desesperadas”, que contou com a participação especial de Sônia Braga e foi exibido pela RedeTV, em 2008.

Trazendo uma premissa bem interessante, o enredo de “Desperate Housewives” gira em torno do cotidiano quase comum de cinco diferentes donas de casa. Interpretadas por Teri Hatcher, Felicity Huffman, Marcia Cross, Eva Longoria e Nicollette Sheridan, as vizinhas Susan, Lynette, Bree, Gabrielle e Edie não têm do que se queixar sobre a vida que levam na aparentemente perfeita Wisteria Lane, Fairview. Surpreendidas, certo dia, pelo suicídio misterioso da dedicada Mary Alice (Brenda Strong), o grupo vai aos poucos abrindo os olhos para o subúrbio que o cerca e descobrindo as verdades que se escondem por detrás dos gramados bem cuidados de sua tão amável vizinhança. Abordando, em cada temporada, uma história e mistério diferentes, somos gradualmente apresentados a novas donas de casa, dentre as quais devemos citar a suntuosa Renee (Vanessa Williams) e a maníaca por controle Katherine (Dana Delany).

TELENOVELA (2015 – 2016)

Exibida: pelo canal NBC Criada por: Chrissy Pietrosh, Jessica Goldstein, Robert Harling

Gêneros: sitcom, comédia

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios: 11 / duração por episódio: 22 minutos

E já que começamos com “Desperate Housewives”, nada mais justo senão prosseguirmos com este inusitado sitcom da NBC também protagonizado por uma de nossas donas de casa prediletas. Reciclando todo o glamour de Gabrielle Solis, Eva Longoria (que também assina o programa como produtora executiva) é Ana Sofia Calderon, a estrela principal de uma popular telenovela recheada com os maiores clichês de toda e qualquer produção latina. Sem saber falar uma única palavra em espanhol na vida real, a atriz é frequentemente auxiliada por Mimi Moncada (Diana-Maria Riva), sua melhor amiga e também figurinista da atração.

Sustentando status de estrela internacional, Ana Sofia, até então confiante e segura de si, passa a se sentir intimidada com a chegada de Xavier Castillo (Jencarlos Canela) para o elenco de Las Leyes de Pasión; principalmente porque ele, além de muito atraente, é na verdade seu ex-marido infiel. Brincando com situações hilárias que variam desde um ator gay que interpreta um galã heterossexual (Jose Moreno Brooks) a uma veterana invejosa com pinta de Soraya Montenegro (Alex Meneses), “Telenovela” garante ao telespectador boas gargalhadas do início ao fim. Uma pena que tenha sido cancelada logo em sua temporada de estreia!

BODY OF PROOF (2011 – 2013)

Exibida: pelo canal ABC Criada por: Christopher Murphey

Gêneros: drama médico, comédia

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 42 / duração por episódio: 42 minutos

Também transmitida pelo grupo ABC já há um bom tempo, “Body of Proof” (“Prova do Crime”,  no Brasil, quando foi exibida pela Rede Globo, em 2013) é a dica perfeita para todos que adoram séries investigativas que ofereçam algum diferencial. Isso porque, ao contrário dos inúmeros e inúmeros CSI’s, nesta acompanhamos os passos de uma equipe completa de médicos legistas que dedica os seus dias a examinar corpos em busca de solução para casos até então impossíveis de solucionar.

Antes uma brilhante e renomada neurocirurgiã, a Dra. Megan Hunt (Dana Delany, também de “Desperate Housewives”) vê sua vida mudar drasticamente após sofrer um acidente automobilístico que custou a precisão de sua coordenação motora. Movida pela perda de um paciente na mesa de operações e pelo inquietante suicídio de seu pai, Hunt se dedica à nova carreira com afinco e não pensa duas vezes antes de passar por cima de qualquer um que se ponha à sua frente – o que, ocasionalmente, a coloca em atrito com a Dra. Kate Murphy (Jeri Ryan), sua superior. Teimosa, orgulhosa e destemida, Megan é o tipo de profissional que dificilmente erra; mas quando comete o menor dos deslizes, faz o possível (e impossível) para restaurar a ordem.

FRIKJENT (2015 – 2016)

Exibida: pelo canal TV2 Criada por: Anna Bache-Wiig, Siv Rajendram Eliassen

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 18 / duração por episódio: 45 minutos

Provavelmente nossa recomendação menos conhecida, é com prazer que listamos esta superprodução norueguesa entre tantas norte-americanas que sempre marcam presença por aqui. Liberada internacionalmente sob o título “Acquitted”, logo de início “Frikjent” se preocupa em destrinchar uma trama não menos que envolvente ilustrada pelos belíssimos cenários naturais que somente o norte-europeu tem a nos oferecer. Trazendo nomes bastante talentosos (como o do protagonista Nicolai Cleve Broch), a obra merece nossos aplausos pelas atuações impecáveis de Lena Endre (que interpreta a cruel Eva Hansteen) e Ellen Dorrit Petersen (que dá vida à incompreendida Inger Moen Hansteen).

Após viver 20 anos na Ásia e construir um império multimilionário, Aksel Borgen (Nicolai Cleve Broch) retorna para sua cidade natal a fim de salvar os negócios de uma importante empresa que gera a economia local. O que sua esposa (Elaine Tan) não sabe, todavia, é que antes de deixar a Noruega o marido havia sido acusado pelo brutal assassinato de sua namorada dos tempos de colégio, Karine (Susanne Boucher). Atormentado pela família da vítima, que também é a proprietária da empresa que veio para comprar, o empresário não demora para notar que não é bem-vindo ali e passa a viver um verdadeiro inferno orquestrado por todos que jamais aceitaram sua absolvição. Preso entre o passado e o presente, ele terá que provar mais uma vez sua inocência, tanto perante à Justiça quanto perante à população local.

GOSSIP GIRL (2007 – 2012)

Exibida: pelo canal The CW Desenvolvida por: Josh Schwartz

Gêneros: drama adolescente

Nº de temporadas: 6 / nº total de episódios: 121 / duração por episódio: 43 minutos

Baseada no livro homônimo de Cecily von Ziegesar, foi da noite para o dia que esta prima próxima de “The O.C.” se converteu em um dos maiores sucessos adolescentes de todos os tempos! E não é para menos: além de reunir um time bem interessante de jovens atores, a atração foi feliz ao combinar uma trilha-sonora magnífica às tendências da moda (daquela época, é claro) e ao tão desejado estilo de vida dos ricos e famosos. Completando 10 anos em setembro passado, “Gossip Girl” recebeu um artigo bastante introspectivo que publicamos já há algum tempo. Você confere “Porque Serena van der Woodsen é a melhor personagem de ‘Gossip Girl’” acessando este link!

Passando-se em uma Nova Iorque dos tempos atuais, “Gossip Girl” (“A Garota do Blog”, no Brasil) nos apresenta à vida de dramas e excessos protagonizada por seis adolescentes frequentadores do Upper East Side. Tudo se inicia quando Serena van der Woodsen (Blake Lively) retorna para sua cidade natal decidida a solucionar os problemas que a levaram a passar um longo período afastada dos amigos e familiares. Devendo lidar com as consequências de sua escolha – principalmente pelas desavenças compartilhadas com sua até então melhor amiga Blair Waldorf (Leighton Meester) –, a moça vai aos poucos se reintroduzindo à costumeira rotina de outrora enquanto tenta desviar dos constantes ataques da problemática Gossip Girl: uma blogueira anônima que se ocupa em publicar toda e qualquer fofoca sobre sua vida e a de seus amigos.

UNDER THE DOME (2013 – 2015)

Exibida: pelo canal CBS Desenvolvida por: Brian K. Vaughan

Gêneros: mistério, drama, ficção científica

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 43 minutos

Por mais que existam diversos comentários depreciativos por aí que desmereçam este grande sucesso da CBS, a adaptação de “Sob a Redoma”, do rei do horror Stephen King, é outro título que não poderíamos deixar de fora de nossa serielist. Também, com a produção executiva de Steven Spielberg e do próprio King não tinha como dar errado, não é mesmo? Vale dizer que no Brasil o show chegou a ser exibido pela Rede Globo sob o título “Under the Dome – Prisão Invisível”, em 2014; e pela TNT como “O Domo”.

Iniciada por uma 1ª temporada que arrecadou respeitáveis 72/100 no Metacritic e 81% no Rotten Tomatoes, a série nos leva para Chester’s Mill, uma pacata cidade do interior que é acometida por um gigantesco e indestrutível globo que recai por toda sua região. Completamente isolados do mundo externo, não demora para que os habitantes locais entrem em conflito sobre o que é melhor para o futuro da cidade, a qual rapidamente se vê sem recursos para abrigar a todos que ali se encontram. Estrelada por Mike Vogel, Rachelle Lefevre, Britt Robertson, Alexander Koch, Colin Ford, Dean Norris e Mackenzie Lintz, “Under the Dome” retrata com perfeição a perversidade humana e as atrocidades que nossa raça é capaz de cometer quando se encontra em situações extremas. Se Big Jim Rennie não é a personagem mais detestável de uma série de TV, então não sabemos qual é!

THE CLIENT LIST (2012 – 2013)

Exibida: pelo canal Lifetime Criada por: Suzanne Martin

Gêneros: drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 25 / duração por episódio: 43 minutos

Encerrando com chave de ouro, é com prazer que elencamos aqui a audaciosa “The Client List”. Baseada no telefilme de mesmo nome também estrelado por Jennifer Love Hewitt, dirigido por Eric Laneuville e transmitido pelo Lifetime Network, em 2010, a produção acompanha a trajetória Riley Parks, uma amorosa e dedicada mãe de família. Apesar de lidar com as dificuldades financeiras inerentes a qualquer família norte-americana de classe média, Riley vive a vida que sempre sonhou ao lado dos filhos e do marido, Kyle (Brian Hallisay). Entretanto, o cenário muda radicalmente quando Kyle foge de casa sem dar maiores explicações.

Responsável pelas dívidas do casal e correndo o sério risco de ser despejada, a moça sai em busca de emprego e começa a trabalhar no The Rub, uma estimada casa de massagens que também oferece serviços diferenciados para uma lista de clientes especiais. Dividida entre o recato de sua família e as aventuras sexuais que protagoniza em seu ambiente de trabalho, Riley passa a atuar como uma agente dupla e não demora para notar em si um potencial que jamais vira em toda sua vida. Prevista para uma 3ª temporada, “The Client List” foi cancelada após diferenças criativas envolvendo os roteiristas do estúdio e a protagonista, que também exercia a função de produtora executiva ao lado de outros 11 profissionais.

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, caro leitor? Já conhecia alguma destas séries de TV? É aqui que abrimos um parêntese para acrescentar, além dos títulos que aparecem em nossa lista, outras produções que também maratonamos neste ano e definitivamente merecem um pouquinho do seu tempo. Assim, destacamos as instigantes “Complications” (2015) e “Stalker” (2014–2015) e, ainda, as aterrorizantes “Penny Dreadful” (2013–2015), “Bates Motel” (2013–2017) e “The Lizzie Borden Chronicles” (2015). Você pode, inclusive, ler um pouco mais sobre estas três últimas acessando o nosso último especial de Halloween.

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Distribuindo referências, “A Babá”, da ‘Netflix’, é o filme perfeito para os amantes do terror e da comédia

Desde que o cinema moderno se aperfeiçoou no último meio século e nos apresentou a algumas das melhores obras já criadas pelo homem, o fascínio humano pelo obscuro apenas se expandiu cada vez mais. Se no passado nossos ancestrais precisavam usar a imaginação para decifrar os segredos escondidos em livros de mestres como Edgar Allan Poe, algumas décadas mais tarde seus sucessores puderam ver tudo ganhar vida bem diante de seus olhos. E assim continua até os dias de hoje!

Aproveitando a calorosa onda de terror que tem dado as caras por aqui (aliado ao fato de que finalmente ressuscitamos nossa mirradinha seção de resenhas cinematográficas), também trazemos desta vez outro grande lançamento do mês de outubro que mexeu com a cabeça de todos os órfãos de Alfred Hitchcock e Wes Craven. Disponível na Netflix desde a última sexta-feira 13 (13/10), A Babá (The Babysitter, no original) mal chegou na popular plataforma de streaming e foi certeiro ao reunir, em apenas um filme, todos os elementos primordiais que somente um verdadeiro clássico do horror tem a oferecer. Vem descobrir um pouco mais na resenha a seguir!

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Comédia com terror… dá certo?

Ainda que Judah Lewis e Samara Weaving sejam pouco conhecidos do público, o desempenho de ambos na produção é memorável

Se você, assim como nós do Caí da Mudança, sempre fica receoso quando vê o anúncio de um novo filme de terror, então com certeza já aprendeu a lidar com as abominações que vem nos “aterrorizando” de uns tempos para cá. Ok, este é um discurso que sempre repetimos quando falamos sobre a qualidade cinematográfica – e sabemos o quão chato é bater na mesma tecla incansavelmente –, mas, a indústria do horror se encontra numa situação tão delicada que fica difícil conter a empolgação após o lançamento de um título realmente bom. Não que bons filmes não tenham chegado aos cinemas nesses últimos anos, é claro – e aqui abrimos um parêntese para citar raridades como “Regressão” (2015) e “Quando as Luzes se Apagam” (2016). Porém, quem realmente acompanha os lançamentos da sétima arte e possui um senso crítico menos maleável não se encanta com qualquer produção, por maior que seja o seu marketing.

Outro detalhe que não pode passar despercebido é o fato inquestionável de que, muito mais do que qualquer outro gênero, somente o horror é capaz de fornecer aos seus desenvolvedores uma liberdade criativa que ultrapassa os limites do imaginário humano. Ramificando-se em subgêneros específicos que exploram, cada qual, uma faceta diferente daquilo que nos aflige mais medo ou tensão, por vezes é capaz de combinar-se a elementos que, juntos, intimidam a todos, sem fazer distinção. Um exemplo perfeito dessa junção de elementos está na já resenhada franquia “Evil Dead” (confira), na qual humor negro e gore se unem não apenas para tirar gargalhadas dos telespectadores, mas também para impressioná-los com suas fortes cenas de violência explícita. Até porque, convenhamos, nem só de “Halloween” (1978) e “Sexta-Feira 13” (1980) vivem os cinéfilos amantes do macabro!

Dados técnicos e sinopse:

Bella Thorne dispensa apresentações, não é mesmo?

Dando continuidade a este legado iniciado por Sam Raimi e Bruce Campbell, o veterano McG é o grande responsável por assinar a direção e produção do ora hilário, ora sanguinário “A Babá”. Aliado ao roteiro de Brian Duffield, à trilha sonora de Douglas Pipes e à coprodução de Mary Viola e Zack Schiller, o cara e sua equipe são bem competentes e parecem saber exatamente o que estão fazendo por detrás das câmeras – o que não é bem uma novidade, já que McGinty havia dirigido “As Panteras” (2000) e sua igualmente conhecida sequência (2003). Apesar de carregar uma ambientação bem descontraída claramente voltada para o público adolescente, o longa funciona bem para todas as idades (sendo que sua classificação indicativa, é claro, o aconselha para maiores de 16 anos). Transitando entre a comédia e o terror, chegou a ser bem aceito entre os críticos da mídia internacional, acumulando 71% de aprovação no Rotten Tomatoes – o que, por si só, já é um feito considerável para um filme do gênero.

Anunciado por alguns sites como “um ‘Esqueceram de Mim’ versão adulta”, logo em seus primeiros minutos “The Babysitter” nos apresenta ao clássico garoto desajustado de 12 anos que sofre bullying no colégio diariamente. Chamado de covarde por todos que cruzam seu caminho, Cole (Judah Lewis) precisa lidar com um importante detalhe que agrava ainda mais sua má reputação entre os valentões: ser o único menino de sua idade a ainda ter uma babysitter. A sorte do menino é que, ao contrário daquele clichê de babá dos cinemas que nunca se importa com seus protegidos, a descolada Bee (Samara Weaving) o trata com bastante respeito e reciprocidade. Questionado, certo dia, por sua melhor amiga Melanie (Emily Alyn Lind) se já notou um comportamento suspeito em Bee, Cole decide finalmente investigar se a moça é realmente tudo o que aparenta ser. Se ao menos ele imaginasse o que fosse encontrar…

Confira o trailer legendado de “A Babá”

Aliada ao atleta Max (Robbie Amell), à gótica Sonya (Hana Mae Lee), à cheerleader Allison (Bella Thorne) e ao cômico John (Andrew Bachelor aka King Bach), Bee é a líder de um culto que garante realizar os sonhos mais desesperados de seus membros. Contudo, nem tudo vem de graça, e é claro que um dos requisitos para o ritual satânico que promete cumprir o almejado não poderia ser outro senão o sacrifício humano. Vendo-se preso em casa, em menor número e a alguns cômodos de distância desse grupo totalmente incomum, Cole precisará lidar com as limitações de sua pouca idade para contornar os obstáculos que se colocam entre a porta de seu quarto e a saída. Se ele sairá ileso dessa missão quase impossível você só descobre dando play lá na Netflix!

Um clássico moderno em pleno 2017:

Bella Thorne, Robbie Amell, Samara Weaving, Hana Mae Lee, Andrew Bachelor e Judah Lewis: o elenco de “A Babá” 

Transparecendo, em seus primeiros vinte minutos, um clima bem água com açúcar que é típico das comédias adolescentes, “A Babá” não poupa nos efeitos especiais e nos entrega um banho de sangue inesgotável nos dois terços restantes. O derramamento é tamanho que, em dado momento, a impressão é a de que a tela de nosso PC ou TV sairá tão vermelha quanto o rosto do jovem Cole. Tornando-se cada vez mais tenso conforme o enredo vai se desenrolando, é interessante notar as referências minuciosas que aparecem para nos imergir ao que é proposto. Seja pela citação a clássicos do cinema como “Alien” (1979) e “Predador” (1987) ou pela menção honrosa de ícones da TV como “Star Trek” (1966) e “Mad Men” (2007), a obra de McG é rica em informações e não deixa a desejar, revelando-se um verdadeiro tributo à cultura pop. Tem até um breve (mas inteligente) remember do efeito sonoro que anuncia a chegada do Jason Voorhees.

Estrelado por sensações de Hollywood (como Bella Thorne) e por revelações prodígios (como Samara Weaving e Judah Lewis), “The Babysitter” acerta (e muito) na escolha de seu elenco. A produção, que também traz como coadjuvantes Hana Mae Lee (de “A Escolha Perfeita”), Andrew Bachelor (de “Punk’d”) e Robbie Amell (de “The Flash”), é, inclusive, o ponto de reencontro entre Amell e Thorne, que haviam contracenado anteriormente no já resenhando “The Duff” (relembre). Compartilhando uma sintonia magistral, é muito prazeroso ver o quanto cada ator se entrega de corpo e alma ao papel que assumiu. Apesar de Weaving roubar a cena e nos deixar apaixonados por sua beleza e carisma imediatos, o cast de apoio brilha tanto que, por vezes, não sabemos se estamos torcendo para os mocinhos ou para os vilões. A cereja do bolo, por exemplo, fica com Mae Lee e sua eficiência para dar vida à insana Sonya.

De todas as observações positivas que levantamos no decorrer desta resenha, talvez o único ponto que deixe um pouco a desejar (principalmente para os fãs) esteja a aparição bem breve de Bella Thorne – que, graças ao peso de seu renome, carregou sozinha a divulgação do longa nas mídias sociais. Entretanto, mesmo que não tenha aparecido tanto em cena (quantitativamente falando), seu destaque não poderia ter sido mais divertido. Com apenas 85 minutos (1h25min) de duração, “A Babá” é a escolha perfeita para quem procura por uma atração objetiva que sabe exatamente para o que veio. Dominando com experiência os elementos indispensáveis que separam os bons filmes de terror dos ruins, McG não poderia ter nos presenteado com um lançamento tão clássico em pleno finzinho de 2017. Um presentão de Natal para quem estava ansioso para assistir a um espetáculo realmente interessante!

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Após anos de espera, “Amityville: O Despertar” finalmente é liberado, mas aniquila nossas expectativas

Não há muito que possamos fazer quando um projeto até então dado como certo passa a ser adiado inúmeras e inúmeras vezes, não é mesmo? Seja pelo orçamento apertado, sejam por cláusulas contratuais burocráticas, incontáveis obras do cinema, da música e da televisão já sofreram o pão que o diabo amassou antes de finalmente ver a luz do dia (isso quando, de fato, o conseguiram). Sem termos a certeza de que, um dia, seremos contemplados com o seu lançamento oficial, muitos destes materiais se tornaram lendas vivas que atiçam a nossa curiosidade até hoje.

Seguindo por este caminho tortuoso de tristes expectativas e incertezas, Amityville: O Despertar (The Awakening, no original) é o mais recente título de uma extensa lista de sobreviventes que conseguiram, com muito custo, sair do papel para a nossa realidade. Finalizado desde 2014, o aguardado longa-metragem passou por inúmeras sessões de edição até finalmente ser liberado nas vésperas do Halloween passado (28/10). Agora protagonizando a nossa publicação da vez, você confere, a seguir, quais foram as nossas principais ponderações sobre este filme que, por pouco, não acabou engavetado.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Precedentes, original de 79 e remake de 2005:

A queridinha do público Bella Thorne é quem protagoniza o novo longa de uma das franquias mais antigas do terror

Todos já estão cansados de saber que indústria cinematográfica vive um difícil momento em que elementos imprescindíveis, como um roteiro bem escrito, são esporadicamente deixados de lado para se priorizar detalhes não tão importantes assim. É claro que, vez ou outra, somos contemplados com pérolas inesperadas que realmente acertam em seu conjunto, mas, tem sido cada vez mais difícil encontrar longas-metragens originais que nos cativem de imediato pela magia de seu enredo. Não poderia ser diferente, é claro, com o horror, que não apenas se encontra carente de novidades como vem reciclando, já há algum tempo, a antiga e nem tão infalível assim fórmula dos remakes, sequências e prequelas.

Se somente neste ano conferimos nos cinemas os herdeiros mais jovens de clássicos como “Alien” (1979) e “It” (1990), ainda em 2017 pudemos presenciar o renascimento de um cult responsável por remodelar tudo o que conhecemos sobre filmes de casas mal-assombradas: o intrigante “Terror em Amityville” (1979). Dirigido por Stuart Rosenberg e estrelado por James Brolin e Margot Kidder, o terror sobrenatural setentista não fez feio ao dar o pontapé inicial para uma franquia que conta, atualmente, com 18 títulos entre filmes lançados nos cinemas e diretamente em vídeo. Você certamente, é claro, já deve ter assistido ao remake de 2005, com o Ryan Reynolds e a Chloë Grace Moretz, mas, não é desta refilmagem massacrada pela crítica especializada que estamos falando desta vez (ainda que “O Despertar” não tenha sido tão bem recebido assim).

Acumulando baixíssimos 18% de aprovação no Rotten Tomatoes e 42/100 no Metacritic, o novo Amityville, apesar de sustentar alguns furos cruéis que poderiam ter sido facilmente evitados, não é de todo ruim; e se comparado a outros projetos de franquias famosas como “O Massacre da Serra Elétrica” (1974), ainda está muito além de diversas bombas que explodiram nos últimos anos. Entretanto, antes de entrarmos no mérito da questão, convém recapitularmos algumas décadas no tempo para relembrar os exatos acontecimentos da vida real que inspiraram um dos títulos mais respeitados pelos amantes deste gênero.

Realidade x ficção… a genialidade dos metafilmes:

Imagem promocional de “Amityville: O Despertar” que dá destaque à tão temida casa situada no nº 112 da Ocean Avenue

O ano é 1974 e Ronald DeFeo Jr, até então com 23 anos, comete um dos assassinatos mais brutais da história dos EUA durante a madrugada do dia 13 de novembro. Munido de um rifle Marlin 336c, o filho mais velho de Ronald e Louise não pensou duas vezes antes de adentrar o quarto de cada membro da família e, sem dó ou piedade, disparar contra as seis pessoas que adormeciam sob o 112 da Ocean Avenue, em Amityville, Nova Iorque. Alegando insanidade, pois teria cometido o crime após ouvir “as vozes de suas vítimas conspirando contra si”, DeFeo foi levado a julgamento e acabou condenado a seis penas de 25 anos cada. Ele permanece até hoje recolhido num presídio de segurança máxima localizado em Fallsburg, Nova Iorque. Apesar de todos os títulos da franquia exagerarem na hora de misturar fantasia com realidade, estes são os principais fatos vinculados ao caso que correu na Justiça norte-americana um ano depois, em 1975.

Sendo este o Amityville de maior visibilidade desde o remake de 2005 (outros oito filmes foram liberados nesse meio tempo), “O Despertar” nos introduz a uma técnica bem interessante e pouco explorada pelas atuais sequências dos grandes clássicos do terror. Isso porque o seu roteiro obedece às técnicas de um metafilme, ou seja, um filme derivado de um filme. Logo, os eventos narrados no longa se passam no mundo real, totalmente à parte da linha cronológica proposta por qualquer dos demais Amityville, que são todos retratados como ficção. É claro que existem diversas similaridades necessárias entre este e seus lançamentos antecessores (até porque estamos falando de um filme de terror), mas, logo fica claro que estes pontos de encontro entre passado e futuro vêm bem a calhar. Um exemplo de metafilme que deu super certo é o aclamado “A Hora do Pesadelo 7” (1994), do mestre do horror Wes Craven.

Sinopse e dados técnicos:

Em estado vegetativo por dois anos, James Walker progride da noite para o dia quando a família se muda para a assombrosa casa do filme

Em “Amityville: The Awakening”, Belle (Bella Thorne) se muda com a mãe (Jennifer Jason Leigh), a irmã mais nova (Mckenna Grace) e o irmão gêmeo debilitado (Cameron Monaghan) para uma grande casa colonial situada na famigerada vila de Amityville. Alegando que o novo endereço se encontra mais próximo da casa de uma tia dos garotos (Jennifer Morrison) e da clínica onde James faz tratamento, Joan esconde das filhas o histórico macabro que somente o nº 112 da Ocean Avenue tem a contar. Aterrorizada pelos eventos sobrenaturais vinculados ao irmão que têm se manifestado todas às noites, às 3h15min, Belle não demora para descobrir a verdade e se vê, sozinha, lutando contra um antigo mal que permaneceu adormecido por 40 anos.

Com uma receita bem tímida que atingiu os 7,4 milhões mundialmente (o orçamento é desconhecido), o lançamento de “O Despertar” se deu de maneira bem limitada, quando entrou em cartaz em alguns cinemas dos EUA no dia 28 de outubro e estreou em DVD, Blu-ray e HD Digital em 14 de novembro. Pronto desde 2014, o trabalho sofreu inúmeros adiamentos antes de ser finalmente liberado neste ano, sendo a censura uma das causas principais. Inicialmente classificado como rated R (proibido para menores de 17 anos), o filme originalmente anunciado para janeiro de 2015 sofreu restrições de idade com o passar dos meses e, após diversas edições, foi lançado sob o selo PG 13 (não aconselhável para menores de 13 anos). No Brasil, é permitido para maiores de 14 anos. Com duração de 87 minutos (1h27min), a produção da Blumhouse Productions recebe a direção do também roteirista Franck Khalfoun e combina terrorsuspensemistério.

Confira o trailer legendado de “Amityville: The Awakening”

Uma infinidade de pontas soltas:

Juliet (Grace) e Belle (Thorne) são as vítimas que mais sofrem no novo Amityville

Apesar de explorar assuntos bem interessantes, como a síndrome do encarceramento – e até mesmo incluir uma nova versão para a memorável cena do enxame de moscas –, o longa é confuso e nos entrega diversas pistas que não nos levam a lugar algum. Passagens bíblicas até chegam a ser citadas, mas sem um propósito ou finalidade. A religião em si, que a princípio poderia ter oportunizado a exibição de flashbacks ou de diálogos mais esclarecedores, apenas marca presença para logo ser deixada de lado. Aliás, é exatamente pela falta de uma explicação mais convincente envolvendo a fé na vida das personagens que a trama alcança seu clímax de maneira muito, muito apagada. E isso tudo, é claro, se dá graças à atuação bem mediana de Jennifer Jason Leigh, a matriarca da família, e à má construção de sua persona (neste último caso, é claro, por culpa do roteiro).

Pouco convincente, Leigh nos apresenta à uma viúva inexpressiva que parece ter passado os últimos anos de sua vida trancafiada em uma instituição para loucos. Tudo bem, é de se esperar que Joan tenha vivido o inferno na Terra após os eventos que deixaram seu filho em estado vegetativo por dois anos, mas, é indesculpável o descaso que ela projeta em suas outras filhas, Belle e Juliet. Em termos de maternidade, a Sra. Walker apenas perde para Margaret White, a mãe de Carrie (a Estranha).

E já que o assunto é deslize, outra escorregada bem feia e que merece destaque está no sumiço inexplicável das únicas pessoas que parecem levar Belle a sério: Terrence (Thomas Mann) e Marissa (Taylor Spreitler). Uma vez que nossa protagonista sofreu diversos problemas para se ajustar no início do longa, era de se esperar que os colegas ao menos apontassem a cara para dar um grito ou dois nas cenas finais…

Porém, nem tudo são tropeços:

Cameron Monaghan está incrível em todas as suas aparições

O ponto alto de “The Awakening” sem sombra de dúvidas está na atuação bem satisfatória de Cameron Monaghan e Bella Thorne, que para gêmeos, não chegam a desenvolver uma simbiose fenomenal, mas mergulham de cabeça ao projeto proposto. Monaghan, que pode ser visto em séries de TV como “Shameless” e “Gotham”, convence rápido e transmite com competência toda a aflição vivenciada por sua personagem zumbi. Enquanto nas duas primeiras metades do filme sua expressão facial ilustra com bastante honestidade toda a angústia de James para com sua triste condição, no terço restante o ator encarna uma perversidade que beira à psicopatia do próprio Ronald DeFeo. É sério, o cara manda muito bom no que faz!

Bella Thorne, por sua vez, tão familiarizada a retratar bad girls em inúmeros projetos para a televisão e o cinema (“The Duff”, “Scream”, “The Babysitter”), repete aqui sua faceta mais frágil (“Famous in Love”) e logo monopoliza a empatia imediata do público. Não que seu trabalho se equipare ao de lendas como Meryl Streep ou de estrelas promissoras como Emily Blunt, mas, não podemos negar que a moça tem carisma e desenvolve com maestria tudo que lhe é demandado. Tanto o é que Bella se sobressai em praticamente todo o longa, talvez apenas pecando quando chega o momento de dar vida à garotinha acanhada e de maquiagem pesada que se exclui socialmente – convenhamos que Bella Thorne sustenta uma certa imponência que a impede de ser vista como uma mera menina desajustada.

À exceção de dois ou três jumpscares horríveis que beiram o ridículo, “O Despertar” é bem razoável e até que cumpre o seu papel como título da franquia Amityville. Apesar de a revelação final ser uma das mais toscas que você verá nesta nova leva de filmes de terror, o seu desenvolvimento é eficaz o bastante para entreter sem entendiar. O maior problema de todos, e isso fica claro em menos de meia hora de filme, está nas inúmeras edições posteriores feitas para amenizar a fenomenal ambientação sombria que pudemos acompanhar no primeiro trailer do longa, liberado lá em 2014. O resultado final, certamente, teria sido bem diferente se não o tivessem censurado tanto…

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6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

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