“Harry Potter”: vale a pena ler?

Quem acompanha nosso blog e redes sociais sabe que estamos, constantemente (e a contragosto de quem não curte) publicando resenhas, notícias e informações sobre o universo mágico de J.K. Rowling. O que muitos desconhecem, entretanto, é que a incrível história do bruxinho órfão que vivia com os tios foi, desde o início, uma das maiores inspirações para o nascimento do Caí da Mudança. Posteriormente, acabamos criando o quadro que dá título a este artigo – o “Vale a pena ler?” –, e é claro que, sendo esta nossa franquia literária favorita, não poderíamos deixar de dedicar um texto especial à brilhante jornada de Harry Potter e seus amigos.

Assim, relemos, de setembro pra cá, cada um dos oito sete volumes que completam a obra e, ao revisitar os terrenos de Hogwarts mais uma vez, pudemos relembrar cada detalhe imprescindível que não poderia passar despercebido em uma resenha como esta. Sem maiores delongas, você encontra, a seguir, todas as impressões que fomos capazes de reunir e que, bem possivelmente, te convencerão a se aventurar pelo que consideramos o maior fenômeno infanto-juvenil de todos os tempos. Capas de viagem aos ombros e varinhas à mão, segurem firme ao cabo de suas Cleansweeps e vamos lá pois a nossa primeira aula de História da Magia está prestes a começar.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura, apenas ilustrativamente). Boa leitura!

Precedentes e aritmancia:

Harry experimentando o Chapéu Seletor na seleção das casas de Hogwarts – arte por Thomas Taylor, o responsável pela primeira edição de “A Pedra Filosofal” (1997)

Publicado pela primeira vez em junho de 1997, pela Bloomsbury, é espantoso que “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (“Philosopher’s Stone”, no Reino Unido) tenha levado tanto tempo para cativar a atenção do público. Rejeitado, de plano, por inúmeras editoras que se recusaram a “publicar uma obra tão extensa voltado ao público infanto-juvenil”, é fato que o primogênito de J.K. Rowling percorreu um longo caminho de incertezas antes de consolidar-se no sucesso pelo qual o conhecemos atualmente. Foi somente dois anos depois, em 99, que “Sorcerer’s Stone” (como o livro foi recebido nos EUA) apareceu no topo dos mais vendidos do The New York Times – alguns meses após a escritora fazer sua estreia na mesma lista com “A Câmara Secreta” (“Chamber of Secrets”), a sequência liberada em 98, na Grã-Bretanha.

Impulsionando uma série de filmes que levou para o mundo o brilhantismo que somente um gênio como J.K. poderia desenvolver, o primeiro longa-metragem chegou nas telonas dos cinemas em novembro de 2001, sob a direção de Chris Columbus (“Esqueceram de Mim 1 e 2”) e o protagonismo de Daniel Radcliffe. Acumulando, segundo dados da revista Mundo Estranho (edição nº 196, de junho de 2017) 7,7 bilhões de dólares em bilheteria, a franquia também não fez feio no meio literário e espalhou, pelo globo, 450 milhões de exemplares vendidos (4 milhões só no Brasil), em 200 territórios, traduzido para 79 idiomas. Não é à toa que esta é a série literária mais vendida de todos os tempos! Entusiasmando a criação de uma nova marca que hoje compreende jogos de vídeo-game, peças de teatro, livros paralelos, souvenirs e até mesmo parques temáticos, nunca um registro da literatura obteve tanto sucesso a ponto de se expandir para tantos formatos diferentes. Não há dúvidas de que a obra, por si só, já ultrapassou em muito a sua própria criadora.

A história do Menino que Sobreviveu:

O armário embaixo da escada – arte por Jim Kay, o responsável pela edição ilustrada de “A Pedra Filosofal” (2015)

À primeira vista, o filho de Lílian e Tiago Potter é o que podemos chamar de uma criança comum – se levarmos em conta, é claro, que crianças comuns de 10 anos normalmente são órfãs, vivem de favor na casa dos tios e possuem como quarto um armário embaixo da escada. Crescendo sem o afeto e o respeito dos Dursley, a cada dia o menino Potter se vê invisível em um mundo onde o primo, Duda, recebe do bom e do melhor sem demonstrar o mínimo de gratidão. Conformado com sua infeliz realidade, é com bastante incredulidade que Harry recebe, no dia do seu 11º aniversário, a notícia que vira sua vida de cabeça para baixo: ele não apenas é um bruxo como possui uma vaga para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, uma das melhores da Europa.

Orientado pelo meio-gigante Rúbeo Hagrid a pegar o Expresso de Hogwarts na estação de King’s Cross, o garoto embarca em direção ao desconhecido e vai, aos poucos, descobrindo mais sobre seu passado e sobre o cruel assassinato de seus pais quando era apenas um bebê. Saindo ileso das mãos do terrível Lorde Voldemort portando apenas uma cicatriz em forma de raio na testa, Harry não demora a fazer amigos e aprender tudo sobre o mundo da magia. Frequentemente aconselhado pelo sábio Professor Alvo Dumbledore, o diretor do colégio, o garoto logo percebe que o mal permanece à espreita e que ainda há muito a ser feito para que a comunidade bruxa viva em paz de uma vez por todas. Recebendo a ajuda do atrapalhado Rony Weasley e da sabe-tudo Hermione Granger, Harry enfrenta perigos que ultrapassam o imaginário humano e que surgem para comprovar que o céu é o limite para uma mente à frente de seu tempo como a de J.K. Rowling.

O protagonista (im)perfeito:

Potter na Batalha de Hogwarts – arte por Mary GrandPré, a responsável pela capa norte-americana de “As Relíquias da Morte” (2007)

Encantado com o maravilhoso novo universo de possibilidades que na casa dos tios não passaria de um sonho impossível, não é de se estranhar que Harry, assim como os demais primeiranistas vindos de famílias trouxas (aquelas sem poderes mágicos), encontre em Hogwarts o conforto de um lar. Contudo, se a rotina dos estudantes já é por si só desafiadora, para Potter o cotidiano se revela um pouquinho mais complicado, já que a maior parte de seus colegas o venera como um verdadeiro herói de batalha. Lidando com a fama por ter derrotado o maior bruxo das trevas de todos os tempos – e a glória por um feito que sequer se recorda –, é com muita modéstia e coragem que o garoto progride como personagem e ensina ao leitor as vantagens de ser uma boa pessoa.

Não tão inteligente quanto Hermione, mas sem sombra de dúvidas mais perspicaz do que Rony, Harry jamais se mostrou, em sua vida acadêmica, um aluno exemplar. Por vezes preguiçoso e até mesmo irresponsável, é uma surpresa que tenha obtido notas satisfatórias em seus NOM’s (Níveis Ordinários em Magia, exames prestados pelos alunos do 5º ano) em “O Enigma do Príncipe” (2005). Entretanto, quem consegue ler as entrelinhas não demora a perceber que o diferencial de Potter não está precisamente em sua habilidade em magia – que é, conforme comprovado em “O Cálice de Fogo” (2000), muito aquém da de outros estudantes de Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons (duas outras escolas europeias). Destemido do início ao fim e ousado como ninguém, é a sua evidente inexperiência para com os problemas que aparecem em sua trajetória que faz Harry conquistar a confiança do leitor quase que instantaneamente – afinal, é essa trivialidade que o faz tão acessível a todos nós, meros mortais.

O Messias x o descendente do Führer:

Harry e seu arqui-inimigo, Lorde Voldemort – arte por Jonny Duddle, o responsável pela capa britânica de “As Relíquias da Morte” (2014)

Criado à base da indiferença, Harry enfrenta uma jornada desgastante na qual precisa provar para todos, inclusive para si mesmo, que caráter e fibra moral devem falar mais alto que popularidade e reconhecimento. A busca por poder jamais se revelou uma meta para ele, então talvez, por conta disso, o Menino que Sobreviveu tenha se mostrado um líder tão eficiente. Como cresceu de forma marginalizada, é natural para Potter respeitar as individualidades alheias, por mais “vergonhoso” que seja ter como amigo alguém que usa brincos de nabo ou colares de rolha. Curiosamente, o passado do protagonista não se diferencia muito da vida pregressa do próprio antagonista, que em contrapartida, devido à sua falta de empatia e ao excesso de preconceitos, desponta como um dos vilões mais amargos e impiedosos da cultura popular.

Conhecido por sua frieza descomunal que nos lembra a de outros ditadores do mundo trouxa, o nascido Tom Riddle é o exemplo perfeito de indivíduo ardiloso que sabe como construir um império fundado no terror e na mentira. Assim como Hitler e os ideais do nazismo, Voldemort é adepto da teoria que defende a supremacia da raça ariana (ou do sangue puro, como é retratado pelos livros de J.K.). Reunindo seguidores por toda a Grã-Bretanha durante sua ascensão ao poder, ele e seus Comensais da Morte são conhecidos por prender, torturar e assassinar qualquer um que se oponha a lhes prestar obediência. Não é à toa que suas artimanhas para controlar a comunidade bruxa o leve a se infiltrar na política, a censurar à imprensa e a modificar a grade escolar no intuito de “reeducar” as próximas gerações. Bem, um pouco parecido com o que temos vivido por aqui!

Harry Potter e o Enigma do Sucesso:

O icônico Ford Anglia voador – arte por Kazu Kibuishi, o responsável pela capa norte-americana de “A Câmara Secreta” (2013)

Voltando duas décadas no tempo, desde a primeira leitura de “A Pedra Filosofal” (1997) já nos era evidente que Rowling não veio para brincar! Desenvolvendo com maestria a narrativa de sua obra, a britânica não poupa em plot twists que realmente funcionam e deixam qualquer um de queixo caído. Amarrando as contradições entre o passado e o presente com uma linha tênue que somente é revelada ao final de “As Relíquias da Morte” (2007), a escritora nos instiga a criar teorias que, certamente, jamais chegarão aos pés da real solução apresentada. Transbordando criatividade e exercitando sua imaginação de maneira ímpar, a ex-professora de língua inglesa não para por aí e também acerta na construção dos personagens e de seus cenários encantados. Repletos com uma humanidade excepcional que nos impossibilita de não criar vínculos afetivos, suas criações possuem profundidade e precisão, sempre descritos por detalhes intimistas que fazem toda a diferença durante a leitura. Quem não gostaria de estudar em Hogwarts e ser amigo de Luna Lovegood, Hagrid ou Dobby?

Abordando temáticas importantíssimas que vão além do conflito entre o bem e o mal, os livros de J.K. derrubam barreiras ao levar para o mundo bruxo os problemas corriqueiros de qualquer sociedade trouxa como a nossa. Seja pela escravidão dos elfos domésticos, os maus tratos infantis sofridos pelo protagonista ou o preconceito propagado aos “sangues ruins” (que se assemelha em muito ao racismo, ao sexismo e à homofobia), muitas são as metáforas utilizadas pela escritora para quebrar o silêncio e desarmar os bichos-papões do nosso dia a dia. Depressão, perda de entes queridos e bullying na escola também não foram esquecidos! As próprias virtudes de cada uma das casas de Hogwarts (coragem, astúcia, inteligência e lealdade) são um reiterado lembrete de que, como pessoas, não somos iguais, melhores ou piores que os outros – oras, cada um possui as suas próprias qualidades e afinidades. A graça está na diversidade!

Incumbido de despertar o que de melhor habita em nosso íntimo, o enredo de “Harry Potter” está constantemente reforçando a ideia de que devemos apreciar as coisas mais simples da vida, como o amor, a amizade, o respeito e a empatia ao próximo. Exatamente por ter seu coração no lugar e por saber diferenciar o certo do errado, Potter jamais teve medo de aceitar os riscos de cada batalha e sempre priorizou o bem daqueles que ama em detrimento de seus próprios interesses. Digno do respeito de seus semelhantes e da incompreensão daqueles que só pensam em si mesmos, Harry é, assim como nós, levado a encarar seus maiores medos a fim de lidar com cada dificuldade que aparece em seu caminho – seja como salvador da bruxandade, seja como adolescente descobrindo seu lugar no mundo (afinal, ele não é tão diferente de qualquer outro garoto de sua idade, seja bruxo ou trouxa). Apesar de muitas vezes ficarmos apavorados pelas incertezas que o futuro nos reserva (já que não possuímos profecias ou vira-tempos capazes de predizer ou mudar o tempo), o que seria da vida sem alguns dragões, não é mesmo?!

Se você gostou deste artigo então não pode deixar de conferir os nossos “Vale a pena ler?” com “Quadribol Através dos Séculos” (aqui) e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (aqui). Para entender melhor nossas perspectivas pessoais sobre a obra como um todo, recomendamos a leitura de “Os decisivos reflexos de Harry Potter na minha vida e para onde tudo isso me levou” (aqui). Um obrigado à Isabel Barbosa pela consulta à sua monografia que discorre sobre a influência do nazismo nas obras de J.K. Rowling.

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Os 10 melhores discos de 2017

Apesar de não termos escrito tanto sobre música neste ano, não poderíamos deixar de compartilhar aqui no Caí da Mudança a já tradicional relação com os 10 melhores discos liberados ao longo destes últimos 12 meses. Entretanto, desde já gostaríamos (e precisamos) esclarecer que, diferente dos anos anteriores, foi bastante difícil para nós chegar a uma lista definitiva dos melhores de 2017, uma vez que foram muitas as opções realmente boas e que mereciam o mínimo possível de destaque em um especial como este.

Assim, e sem maiores delongas, você confere a seguir o nosso acirrado top 10, as já conhecidas menções honrosas e, não menos importante, uma pequena surpresa com o que foi considerado, tanto pela crítica quanto pelo público, o melhor álbum pop de 2017. Não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe especial de cada álbum e artista, ok? Ah, e ainda vale lembrar que você pode acessar os títulos escolhidos em 2016 (através deste link) e os selecionados em 2015 (por este outro link). Preparados? Então vamos lá:

10) YOUNGER NOW – MILEY CYRUS

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Malibu”, “Younger Now”

Considerações: Distanciando-se da imagem provocativa que construiu com tanto afinco durante as eras “Bangerz” (2013) e “Miley Cyrus & Her Dead Petz” (2015), é num tom mais intimista e raiz que Miley Cyrus ressurge em pleno 2017 com o 6º lançamento de sua diversificada discografia. Impulsionado pelo carro-chefe “Malibu” (#10 no “Hot 100”), “Younger Now” pode não ter atendido às expectativas do público, mas é sem sombra de dúvidas uma obra que merece ser reconhecida. Contando com apenas 11 faixas – todas compostas e produzidas pela própria Miley ao lado de Oren Yoel (com quem já havia trabalhado em “Dead Petz”) –, o disco combina pop-rock a baladinhas country da maneira mais espetacular possível. Totalmente sóbria de sua vida pregressa, é com uma sonoridade bem retrô, mas contemporânea, que a cantora nos apresenta à gravações sublimes (à exceção de “Rainbowland”, é claro) como “Bad Mood”, “Love Someone” e a fantástica faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 45 mil cópias na primeira semana

9) TELL ME YOU LOVE ME – DEMI LOVATO

Gravadora: Island, Safehouse, Hollywood Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Sorry Not Sorry”, “Tell Me You Love Me”

Considerações: Outra ex-Disney star que também marcou 2017 com novo material foi a Demi Lovato, que há dois anos já havia nos surpreendido com o Grammy nominee “Confident” (2015). Colhendo os bons frutos gerados pelo lead single “Sorry Not Sorry” (#6 no “Hot 100”), em seu 6º álbum Lovato perambula, majoritariamente, entre o pop e o R&B, investindo em uma roupagem ainda mais obscura – e deixando claro que sua intenção é mesmo abraçar novos públicos e mercados. Explorando de forma secundária gêneros como synth-pop, gospel, rock e hip-hop, a moça é precisa em sua busca por independência e felicíssima ao nos presentear com as memoráveis “Ruin The Friendship”, “Cry Baby” e “Games” – até mesmo a carnavalesca “Instruction”, com Jax Jones e Stefflon Don, foi lembrada. Trazendo 12 faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na exclusiva da Target, “Tell Me You Love Me” inclui as produções de Oak Felder, Trevor Brown entre muitos outros

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 75 mil cópias na primeira semana

8) AFTER LAUGHTER – PARAMORE

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Hard Times”, “Told You So”, “Fake Happy”

Considerações: Quem diria que, após 13 anos de uma sólida carreira construída no rock alternativo, o Paramore pudesse nos surpreender com um álbum totalmente pop? Embalado pelos instrumentais do new wave, do pop-rock, do synth-pop e do power pop, “After Laughter”, o 5º do trio, já demonstra logo em sua faixa de abertura todo o alto-astral ambientado na dance music dos anos 80 que esculpe sua tracklist do início ao fim. Totalmente contagiante e com uma pegada chiclete que não desgruda de nossos ouvidos, o sucessor de “Paramore” (2013) explora desde sons mais alternativos (“No Friend”, “Idle Worship”) a baladinhas suaves (“26”, “Tell Me How”) e canções recheadas de sintetizadores (“Hard Times”, “Rose-Colored Boy”). Recebendo as composições de Hayley Williams, Zac Farro (que desde o começo do ano voltou à formação da banda), Aaron Weiss e Taylor York, todas as 12 músicas nele presentes foram produzidas por York. Não deixe de conferir nossa resenha completa sobre o disco!

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 67 mil cópias na primeira semana

7) BEAUTIFUL TRAUMA – PINK

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 13 de outubro de 2017

Singles: “What About Us”, “Beautiful Trauma”

Considerações: Separados por um interminável espaço de 5 anos, foi após muita espera dos fãs que o 7º álbum da Pink chegou há poucos meses para suceder o exitoso “The Truth About Love” (2012). Aliando-se aos velhos amigos Max Martin e Shellback, é em seu já familiar pop-rock ora pessoal, ora ousado, que a voz por trás de hits como “Just Like a Pill” surge com as indispensáveis “Revenge” (com o Eminem), “Whatever You Want” e “Secrets”. Creditada na composição de cada uma das 12 faixas presentes no disco, Pink acerta em cheio na vibe transmitida pelo “Beautiful Trauma” – a qual nos lembra, inevitavelmente, a do smash hit “Fuckin’ Perfect” (principalmente por “For Now”). Entre tantos artistas medíocres que sempre parecem acompanhar as tendências do momento e nunca inovam, é muito bom ver uma veterana fazendo música pop moderna com a mesma qualidade de seus trabalhos antecessores. Destaque especial, ainda, para “Barbies” e “Where We Go”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 408 mil cópias na primeira semana

6) REPUTATION – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 10 de novembro de 2017

Singles: “Look What You Made Me Do”, “…Ready For It?”

Considerações: Pegando-nos de surpresa após os boatos que apontavam seu retorno para este ano, Taylor Swift não se contentou com uma estreia simplória e chegou com tudo com sua “Look What You Made Me Do” (#1 no “Hot 100”). Quebrando o recorde de vídeo mais visualizado no YouTube nas primeiras 24h (foram 43,2 milhões de views), a moça encaixou “…Ready for It?” (#4) na sequência e a partir daí não deu mais descanso para quem estava ansioso pelo seu 2º lançamento pop. Trazendo Ed Sheeran e Future em “End Games”, o 6º da cantora, assim como seu antecessor, capricha nas batidas de electropop e synth-pop produzidas por ninguém menos que Jack Antonoff, Max Martin e Shellback – aliás, a própria Taylor assina a produção de algumas faixas junto com a produção executiva. Muito mais obscuro e desafiador que o “1989” (2014), “Reputation” caminha por uma montanha-russa de altos e baixos que vai desde hits prontos como “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me” e “Dancing With Our Hands Tied” à gravações que jamais deveriam ter visto a luz do dia, como “Gorgeous”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 1.238 milhão de cópias na primeira semana

5) PLACES – LEA MICHELE

Gravadora: Columbia Studios

Lançamento: 28 de abril de 2017

Singles: “Love Is Alive”

Considerações: Contrariando o pop mainstream que tem tocado nas rádios ano após ano (inclusive o que marcou presença em seu debut album), é num tom mais cru e super afinado que Lea Michele nos embala em “Places”, sua 2ª experiência pelos estúdios de gravação. Recordando o passado de Michele na Broadway, o aguardado sucessor de “Louder” (2014) não deixa a desejar no quesito autenticidade e supera (em muito) a estreia mais comercial da ex-estrela de “Glee” há 4 anos com o single “Cannonball”. Trazendo as composições de grandes nomes da indústria musical atual (como Linda Perry, Ellie Goulding e Julia Michaels), “Places” extrapola vivacidade nas baladas muito bem produzidas pelos talentosos John Shanks, Xandy Barry (do multiplatinado duo Wax Ltd) entre outros. Apesar de pouco divulgado na mídia, o disco, que conta com 11 faixas na edição padrão e 13 na exclusiva da Target, não falhou no quesito gravações atemporais, dentre as quais devemos mencionar “Heavenly”“Hey You”“Sentimental Memories”

Paradas musicais: O álbum estreou em #28 na “Billboard 200” com vendas de 16 mil cópias na primeira semana

4) FLICKER – NIALL HORAN

Gravadora: Neon Haze, Capitol Records

Lançamento: 20 de outubro de 2017

Singles: “This Town”, “Slow Hands”, “Too Much to Ask”

Considerações: Primeiro novato do nosso top 10, Niall Horan ainda fazia parte do One Direction quando muitos o classificavam como o membro mais fraco do grupo. Dois anos mais tarde, felizmente, esta falácia logo caiu por terra. Dono de um dos maiores sucessos do ano (“Slow Hands”, #3 na Irlanda, #7 no Reino Unido, #11 nos EUA), Horan causou ainda mais frisson quando “Flicker”, o seu 1º álbum como solista, estreou direto no topo da parada norte-americana (mercado este que nem sempre é tão receptivo a artistas de outros continentes). Coescrevendo cada uma das 13 canções presentes no disco, Niall ainda é creditado pelo violão que podemos ouvir em 9 delas. Inspirado por bandas antigas de rock, como o Eagles e o Fleetwood Mac, “Flicker” caminha predominantemente pelo folk pop produzido por profissionais como Greg Kurstin, Julian Bunetta e Jacquire King. Se você gostou da maravilhosa “Slow Hands”, então não pode deixar de conferir as igualmente icônicas “On the Loose”, “Mirrors” e “The Tide”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 152 mil cópias na primeira semana

3) RAINBOW – KESHA

Gravadora: Kemosabe, RCA Records

Lançamento: 11 de agosto de 2017

Singles: “Praying”, “Woman”, “Learn to Let Go”

Considerações: Renascendo como uma fênix não apenas figurativamente, mas também literalmente, foi após uma árdua batalha judicial contra o produtor Dr. Luke que Kesha conseguiu finalmente dar continuidade à sua carreira. Dizendo adeus ao electropop que predominou em seus trabalhos anteriores, em “Rainbow” a cantora abandona de vez o efeito robótico que a fez tão famosa no início da década e, com a voz mais limpa do que nunca, experimenta gêneros como pop rock, glam rock, neo soul e country pop. Entoando o hino mais feminista do ano (“Woman”), é entre letras intimistas (“Bastards”, “Praying”), sonoridades regionais (“Hunt You Down”, “Spaceship”) e hits dançantes (“Learn to Let Go”) que o 3º álbum e Kesha a colocou novamente em evidência no mundo todo. Dando um tapa na cara de todos que duvidavam de seu poderio vocal, a loira esteve tão intimamente ligada ao processo criativo do disco que subscreveu a composição de suas 14 faixas, além da produção executiva de todo o material; outros produtores incluem Ricky Reed e Drew Pearson

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 117 mil cópias na primeira semana

2) HARRY STYLES – HARRY STYLES

Gravadora: Erskine, Columbia Records

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Sign of the Times”, “Two Ghosts”, “Kiwi”

Considerações: Livrando-se da pegada teen inerente a cada disco e música de sua boyband, foi impulsionado pelo soft rock e britpop que Harry Styles fez o que consideramos a melhor estreia solo de um integrante da One Direction. Iniciado pelo carro-chefe “Sign of the Times” (#1 no UK, #4 nos EUA), o 1º disco de Harry – que assim como os de Zayn e Niall também estreou direto no topo da “Billboard 200” –, acerta em cheio nas produções de Jeff Bhasker, Alex Salibian e Tyler Johnson que em nada se assemelham aos lançamentos do 1D. Rendendo, ainda os singles “Kiwi”“Two Ghosts”, “Harry Styles” chegou a ser amplamente divulgado em diversos programas de rádio, TV e internet (como a insuperável edição de 2017 do “Victoria’s Secret Fashion Show” que você certamente ouviu falar). Coescrevendo todas as 10 faixas que compõem a tracklist do material, o vocalista ascende magistralmente e revela-se, sem esforço, uma das maiores apostas para o futuro da música internacional. Não deixe de conferir “Carolina”, “Only Angel” e “Ever Since New York”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 230 mil cópias na primeira semana

1) HEARTS THAT STRAIN – JAKE BUGG

Gravadora: Virgin EMI Records

Lançamento: 1º de setembro de 2017

Singles: “How Soon the Dawn”

Considerações: Pode parecer curioso que um blog tão familiarizado a resenhar álbuns de música pop opte por selecionar o trabalho de um artista alternativo para encabeçar uma lista de melhores discos do ano. Entretanto, fica difícil não o fazer quando paramos para ouvir, e consequentemente nos apaixonar, pelo 4º de inéditas do músico inglês Jake Bugg. Liberado um ano e três meses após “On My One” (2016), “Hearts That Strain” dá continuidade à trajetória de Jake por suas variações favoritas da indie music, dentre as quais se destacam o indie rock, indie folk, folk rock e country folk. Compondo, sozinho, cada uma das 11 faixas que aparecem no álbum, Bugg ainda participou ativamente do processo de produção do material, tendo desta vez recebido a ajuda de Dan Auerbach (o guitarrista e vocalista do The Black Keys) na árdua tarefa. Convidando Noah Cyrus para dividir os vocais na melódica “Waiting”, o cara transcende a musicalidade de qualquer outra obra liberada em 2017 com uma introspecção que beira à perfeição. Já queremos “Indigo Blue” como próximo single!

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

ÁLBUM BÔNUS:

MELODRAMA – LORDE

Gravadora: Lava, Republic Records

Lançamento: 16 de junho de 2017

Singles: “Green Light”, “Perfect Places”, “Homemade Dynamite”

Considerações: Seríamos loucos se, em uma publicação como esta, não abríssemos um espacinho para falar sobre o 2º álbum de inéditas da neozelandesa Lorde. Afinal, não é qualquer trabalho que consegue, simultaneamente, liderar diversas listas de fim de ano, ser aclamado entre o público e a crítica e ainda indicado a “Album of the Year” pela maior premiação musical da história: o Grammy. Precedendo “Pure Heroine” (2013), não é em vão que “Melodrama” foi nomeado com o título que ostenta. Intercalando gêneros diversos que variam do dance-pop de “Green Light” a baladas carregadas por piano como “Liability”, o disco explora temas como a solidão e rompimentos amorosos de maneira louvável e intensa. Auxiliada por Jack Antonoff, Malay e Frank Dukes, Lorde compôs e produziu cada uma das 11 músicas que fazem de “Melodrama” o sucesso que ele é. Dê o play nas ótimas “Supercut”, “Perfect Places”, “Writer In the Dark” e “Sober”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 109 mil cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, querido leitor? Quais foram os seus álbuns favoritos de 2017? Apesar de elencarmos acima o que consideramos os 10 melhores lançamentos do ano, é importante citarmos outros discos que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Meaning of Life”, da Kelly Clarkson; o “The Ride”, da Nelly Furtado; o “El Dorado”, da Shakira; o “Blue Lips”, da Tove Lo; o “Evolve”, do Imagine Dragons; e o “Dua Lipa”, da Dua Lipa. Muito obrigado por nos acompanhar em 2017 e um Feliz Ano Novo pra você e para toda sua família!

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As 10 melhores séries de TV que estrearam em 2017

Finalmente chegamos à parte 3/3 do nosso especial de séries de TV e, é para encerrar com chave de ouro que reunimos, na penúltima publicação do ano, as 10 melhores produções televisivas que estrearam em 2017. Entre diversos títulos aclamadíssimos pela crítica e outras raridades pouco divulgadas (mas que não custaram a ganhar a atenção do público), você confere, a seguir, a lista final com as melhores novidades que tornaram o nosso ano muito mais dramático, misterioso e engraçado.

Vale dizer, ainda, que já se encontram disponíveis por aqui as partes 1 e 2 com as 7 séries já encerradas que maratonamos neste ano (que você pode ler aqui) e as 10 melhores séries que retornaram em 2017 com novas temporadas (que pode ser acessada aqui).

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) YOUNG SHELDON

Exibida: pelo canal CBS Criada por: Chuck Lorre, Steven Molaro

Gêneros: sitcom

Nº total de episódios: 9 / duração por episódio: 22 minutos

Quem diria que “The Big Bang Theory” (2007-presente), uma das séries de maior audiência da atualidade, fosse gerar um spin-off tão autêntico quanto “Young Sheldon”? Com apenas 9 anos de idade, Sheldon Cooper (Iain Armitage) já é um sistemático gênio à frente de seu tempo crescido em uma extensa e amorosa família. Tendo de dividir a atenção de seus pais (Lance Barber e Zoe Perry) e avó (Annie Potts) com seus dois irmãos (Montana Jordan e Raegan Revord), o garoto não demora para ganhar espaço no mundo dos adultos e causar confusões por sua sinceridade sem tamanhos. Ambientada do final dos anos 80, “Young Sheldon” é uma produção bem família que se destaca por um leve tom de drama indicado para todos os públicos – e não apenas para os fãs de “TBBT”. Sem fazer o uso de laugh track (o famigerado fundo sonoro de risadas), a atração é narrada por ninguém menos que Jim Parsons, o Sheldon Cooper original.

9) RAVEN’S HOME

Exibida: pelo canal Disney Channel Criada por: Michael Poryes, Susan Sherman

Gêneros: comédia

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 22-24 minutos

Sem sombra de dúvidas a mais icônica série já exibida pelo Disney Channel, foi após 10 longos anos que “As Visões da Raven” (2003-2007) recebeu o seu tão almejado comeback junto ao horário nobre norte-americano. Repetindo seus papeis como Raven Baxter e Chelsea Daniels/Grayson, Raven-Symoné e Anneliese van der Pol cresceram e não são as mesmas adolescentes de antes, apesar de continuarem mais amigas do que nunca. Agora mães solteiras e dividindo o mesmo apartamento, elas desdobram-se numa árdua rotina para cuidar de Levi (Jason Maybaum), o filho único de Chelsea, e de Nia (Navia Robinson) e Booker (Issac Ryan Brown), os gêmeos de Raven. Reciclando o antigo bom humor que somente a série principal foi capaz de nos propiciar, “Raven’s Home” (“A Casa da Raven”, no Brasil) chega numa ótima hora tanto para telespectadores mais jovens quanto para os antigos órfãos da família Baxter. Ah, e a 2ª temporada já foi confirmada!

8) AMERICAN GODS

Exibida: pelo canal Starz Desenvolvida por: Bryan Fuller, Michael Green

Gêneros: drama, fantasia

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 52-63 minutos

Baseado no best-seller homônimo de Neil Gaiman, é com efeitos especiais de cinema, um elenco maciço e um roteiro fenomenal que a aposta da Starz para o mercado televisivo deste ano fez sua polêmica estreia em abril passado. Explorando a mitologia de diversas culturas como a egípcia, árabe e irlandesa, “American Gods” nos guia pela trajetória de Shadown Moon (Ricky Whittle), um viúvo ex-detento que começa a trabalhar como guarda-costas do excêntrico Sr. Wednesday (Ian McShane). Introduzido em um universo extraordinário que parece misturar realidade com ficção, logo o protagonista se vê preso em uma trama perigosa que culmina na batalha pelo poder envolvendo os deuses da nova geração e os da velha guarda. Bombardeando o público com momentos de pura violência e com a cena de sexo gay mais explícita da história, a superprodução já se encontra renovadíssima para uma 2ª temporada sem previsão de estreia.

7) LORE

Exibida: pela Amazon Prime Video Desenvolvida por: Aaron Mahnke, Gale Anne Hurd, Ben Silverman, Howard Owens

Gêneros: terror, mistério, drama, antologia

Nº total de episódios: 6 / duração por episódio: 45 minutos

Contrariando o formato que vemos na maior parte das atrações de TV, “Lore” (“Crenças”, em tradução livre) merece nossos parabéns por incorporar, com perfeição, elementos de documentário a uma narrativa interpretada por atores de carne e osso. Inspirada no podcast de mesmo nome criado por Aaron Mahnke (que também é o responsável por narrar as informações e curiosidades de cada episódio), a série ostenta uma didática sem precedentes que poucas conseguem passar adiante. Desenvolvida a partir de crenças e contos populares de países como a Inglaterra, os EUA e o México, a atração se aprofunda em temáticas que variam desde lobisomens, lobotomia à macabra história do boneco Robert, o brinquedo assassino da vida real. Com um elenco vasto de atores e atrizes de todas as idades, Holland Roden (de “Teen Wolf”) é o seu nome mais reconhecido.

6) 13 REASONS WHY

Exibida: pela Netflix Desenvolvida por: Brian Yorkey

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº total de episódios: 13 / duração por episódio: 49-61 minutos

Também inclusa no time de obras literárias que ganharam sua própria adaptação televisiva (“Os Treze Porquês”, de Jay Asher), “13 Reasons Why” é outro exemplo que não poderia ficar de fora de nosso especial após toda a repercussão que causou na internet. Sucesso entre o público adolescente e adulto, o espetáculo da Netflix narra a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma garota vítima de bullying que comete suicídio. Determinada a registrar os eventos que motivaram sua morte, a garota deixa uma caixa com 13 fitas cassetes destinadas, cada qual, a uma pessoa diferente. Quando chega a vez de Clay Jensen (Dylan Minnette) ouvir o material, descobrimos as atrocidades que a menina teve de suportar antes de abrir mão da própria vida. Participando ativamente da produção executiva, Selena Gomez quase chegou a estrelar a série no papel de Hannah. Bem emocionante do início ao fim, “13 Reasons Why”, que apresenta conteúdo explícito para públicos mais sensíveis, já teve sua 2ª temporada confirmada para 2018.

5) THE GOOD DOCTOR

Exibida: pelo canal ABC Desenvolvida por: David Shore

Gêneros: drama médico

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 41-43 minutos

É com muita sensibilidade que a rede ABC optou por lançar, em pleno 2017, um de seus projetos mais inovadores em muitos e muitos anos. Baseado na premiada série sul-coreana “Good Doctor” (2013), de Park Jae-bum, em “The Good Doctor” acompanhamos os passos do brilhante Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião autista também portador da síndrome do sábio: distúrbio que lhe permite acessar uma memória extraordinária. Recém-contratado para atuar como residente no Hospital San Jose St. Bonaventure, é lá que Murphy desenvolve uma relação de amizade com a também cirurgiã Claire Browne (Antonia Thomas) e é constantemente posto à prova pelo Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez), o médico responsável por seu setor. Vítima do preconceito não apenas dos pacientes, mas também dos colegas de trabalho, não será nada fácil para Shaun superar suas limitações enquanto aprende a se comunicar com aqueles que se negam a ter o mínimo possível de empatia.

4) BIG LITTLE LIES

Exibida: pelo canal HBO Criada por: David E. Kelley

Gêneros: drama, mistério

Nº total de episódios: 7 / duração por episódio: 52-58 minutos

Certamente uma das produções mais comentadas do ano, “Big Little Lies” é outro título que não poderia, de maneira alguma, passar batido em nossa lista de melhores estreias do ano. Levando-nos até Monterey, Califórnia, o enredo da série gira em torno da vida de um grupo de mães que se vê afetado por um incidente violento envolvendo seus filhos do primário. Preocupadas com o julgamento antecipado que Renata (Laura Dern) faz do filho de Jane (Shailene Woodley), uma novata na cidade, as amigas Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman) logo se aproximam da moça para oferecer apoio e proteção. O que ninguém esperava, é claro, é que a trama envolvendo o grupo pudesse culminar em homicídio e assédio nos mais intensos níveis. Baseado no livro homônimo escrito por Liane Moriarty, “Big Little Lies” chegou a ser indicada 16x ao Emmy deste ano (das quais venceu 8) e conta com um elenco de peso que ainda inclui profissionais como Alexander Skarsgård, Jeffrey Nordling e Zoë Kravitz. Apesar de lançada como minissérie, a repercussão foi tamanha que a HBO já confirmou uma 2ª temporada.

3) DARK

Exibida: pela Netflix Criada por: Baran bo Odar, Jantje Friese

Gêneros: ficção científica, drama, mistério, sobrenatural

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 45-57 minutos

Mal lançada pela Netflix no começo deste mês, é com uma trama intrigante e um elenco homogêneo (que gastará a sua capacidade de reconhecer pessoas) que a alemã “Dark” abre o nosso acirrado top 3. O ano é 2019 e os moradores de Winden, na Alemanha, são pegos de surpresa com o misterioso desaparecimento de crianças e adolescentes que não parece obedecer a um padrão propriamente dito. Intimamente relacionados ao sumiço de um garoto 33 anos antes, em 1986, sobra para Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), Ulrich Nielsen (Oliver Masucci) e Charlotte Doppler (Karoline Eichhorn) investigar, cada um da sua maneira, os bizarros acontecimentos que conectam passado, presente e futuro à superprotegida usina nuclear sediada na região. Mergulhando em gêneros variados que incluem ficção científica, mistério e drama, “Dark” desenvolve-se de maneira inteligente e perspicaz, abrindo para o público o espaço para formular as mais insanas teorias. Já renovada para uma 2ª temporada, a atração foi muitíssimo bem recebida e chegou a ser comparada a “Stranger Things” e “Twin Peaks”.

2) FEUD: BETTE AND JOAN

Exibida: pelo canal FX Criada por: Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam

Gêneros: drama de época, antologia, documentário

Nº total de episódios: 8 / duração por episódio: 45-58 minutos

Que Ryan Murphy tem o toque de Midas quando nos referimos a séries de TV (“Glee”, “American Horror Story”), isso ninguém discute! Ficando com a nossa saudosa medalha de prata, “Bette and Joan” é a temporada de estreia da mais nova obra prima de um dos produtores mais importantes da atualidade. Retratando a rixa compartilhada entre Bette Davis e Joan Crawford que chegou ao seu ápice durante as gravações do filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” (1962), em “Feud” conhecemos os mínimos detalhes da tumultuada vida de duas das maiores atrizes de todos os tempos. Protagonizado pelos ícones Jessica Lange e Susan Sarandon, a produção combina uma narrativa emocionante a trechos de documentário enquanto enfatiza as dificuldades da mulher no mercado de trabalho. Contando ainda com a participação especial de Catherine Zeta-Jones (que interpreta Olivia de Havilland) e Kathy Bates (como Joan Blondell), “Bette and Joan” foi indicada ao Emmy 2017 19x, das quais venceu apenas em categorias técnicas (“Melhor Penteado” e “Melhor Maquiagem” para “um Filme ou uma Minissérie”). Inspirada no relacionamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, a 2ª temporada do espetáculo está prevista já para 2018.

1) THE HANDMAID’S TALE

Exibida: pela Hulu Criada por: Bruce Miller

Gêneros: drama, ficção, distopia

Nº total de episódios: 10 / duração por episódio: 47-60 minutos

Eis que chegamos, sem qualquer esforço, ao que consideramos a melhor estreia de 2017! Nomeada 13x à última edição do Emmy (das quais venceu 8, incluindo “Melhor Série Dramática”), não é à toa que “The Handmaid’s Tale” foi condecorada com a aclamação da crítica e de todo o público que parou tudo que estava fazendo para conferir esta joia rara de Bruce Miller. Ambientada numa sociedade distópica de um futuro não muito distante, a série retrata os absurdos vividos diariamente pelos cidadãos de Gilead, uma nação totalitarista e teocrática atualmente localizada onde fora os EUA. Perseguidas e destituídas de seus empregos e famílias, todas as mulheres são rebaixadas, renomeadas e classificadas entre si, devendo servir as famílias das autoridades e gerar seus descendentes sem levantar quaisquer questionamentos. Escravizadas, violentadas e privadas de uma vida comum, logo Offred (Elisabeth Moss), Ofglen (Alexis Bledel) e seu grupo de aias vão despertando para a injustiça da qual foram submetidas e voltam-se contra aqueles que transformam o seu dia a dia no pior dos pesadelos. Adaptado de “O Conto da Aia” (1985), de Margaret Atwood, “The Handmaid’s Tale” apresenta atuações impecáveis e um roteiro capaz de sensibilizar homens e mulheres de quaisquer ideologias políticas. Prevista para abril, a 2ª temporada do show é, certamente, uma das mais aguardadas de 2018.

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, queridos leitores? Já assistiram a alguma destas séries de TV? Apesar de elencarmos acima o que consideramos as 10 melhores estreias do ano, é importante não nos esquecermos de outros títulos que também ganharam destaque ao longo de 2017 e que, indubitavelmente, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o thriller psicológico “Gypsy” (com Naomi Watts); a minissérie britânica “Born to Kill” (com Jack Rowan); o drama adolescente “Famous in Love” (com Bella Thorne); e as comédias “White Gold” (com Ed Westwick), “Making History” (com Leighton Meester), “Santa Clarita Diet” (com Drew Barrymore) e “Snatch” (com Rupert Grint).

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As 10 melhores séries de TV que retornaram ao longo de 2017 com novas temporadas

Após tanto tempo sem atualizações, finalmente decidimos correr atrás do prejuízo e estamos a todo vapor neste mês! Dando continuidade às populares listas de melhores e piores que sempre rodam a internet nesta época do ano, agora trazemos a parte 2 que reúne as 10 melhores séries de TV que retornaram em 2017 com novas temporadas.

Ainda vale lembrar que, já se encontra disponível, aqui no nosso blog, a parte 1 com as 7 melhores atrações já encerradas que maratonamos nestes últimos 12 meses. Você confere todos os títulos selecionados acessando este link.

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

10) UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT (2015 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Tina Fey, Robert Carlock

Gêneros: sitcom, cringe comedy

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 39 / duração por episódio: 22-36 minutos

Entrando em seu 3º ano, não é difícil para quem assiste “Unbreakable Kimmy Schmidt” entender o porquê de uma dos produções mais populares da Netflix integrar uma lista como esta. Isso porque, além de segurar aquele humor super família e quase sempre inocente, a fantástica obra de Tina Fey e Robert Carlock é exímia ao combinar um roteiro inteligente aos elementos-chave de um sitcom/cringe comedy (ou “comédia de vergonha alheia”) de qualidade. Apesar de nos entregar situações hilárias como Kimmy (Ellie Kemper) voltando a estudar e Lillian (Carol Kane) e Jacqueline (Jane Krakowski) se aventurando pelo universo da política, nada supera a releitura icônica que o brilhante Titus (Tituss Burgess) encabeça em “Kimmy’s Roommate Lemonades!” (S03E02) para o memorável “Lemonade”, da Beyoncé. Ah, e a season 4 já está mais do que confirmada, ok?

9) YOUNGER (2015 – presente)

Exibida: pelo canal TV Land / Criada por: Darren Star

Gêneros: comédia, drama, romance

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 48 / duração por episódio: 20-25 minutos

Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, é com um leve clima de tensão que a 4ª temporada de “Younger” surge em um momento crucial na vida de Liza Miller (Sutton Foster). Agora que Kelsey Peters (Hilary Duff) descobriu sua verdadeira idade, fica ainda mais difícil para a quarentona levar adiante a mentira que inventou durante a first season para conseguir emprego. Paralelamente, enquanto Miller parece finalmente se entender com Josh (Nico Tortorella), a relação com Charles (Peter Hermann) entra numa montanha-russa de altos e baixos após a chegada de uma ex-esposa inoportuna. Nem precisamos dizer o quanto as aparições de Maggie (Debi Mazar), Lauren (Molly Bernard) e Diana (Miriam Shor) são mais do que bem-vindas ao trazerem à tona o lado cômico da série, não é mesmo? “Younger” já se encontra renovadíssima para 2018.

8) HOW TO GET AWAY WITH MURDER (2014 – presente)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: Peter Nowalk

Gêneros: drama jurídico, mistério, thriller

Nº de temporadas: 4 / nº total de episódios: 53 / duração por episódio: 43 minutos

É interessante observar que, mesmo depois de três seasons bem intensas, “How to Get Away with Murder” permaneça tão forte quanto em sua temporada de estreia. Ok, devemos admitir que este novo plot envolvendo a vingança de Laurel (Karla Souza) a Wes (Alfred Enoch) tem sido muito mais maçante que o previsto, mas, não há como negar que o desenvolvimento de personagens até então menos exploradas, como Michaela (Aja Naomi King) e Bonnie (Liza Weil), chegou na hora perfeita. Conduzindo, como de costume, Annalise Keating (Viola Davis) e seus discípulos para mais uma tragédia estarrecedora que somente será reacendida no dia 19 de janeiro, Peter Nowalk continua com uma ótima e inquestionável mão para o drama e a tensão. Também, com a produção executiva de Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “Scandal”) e o protagonismo de Viola Davis fica difícil dar errado.

7) AMERICAN HORROR STORY (2011 – presente)

Exibida: pelo canal FX / Criada por: Ryan Murphy, Brad Falchuk

Gêneros: terror, antologia, sobrenatural

Nº de temporadas: 7 / nº total de episódios: 84 / duração por episódio: 37-73 minutos

Partindo para uma direção completamente oposta ao sobrenatural que marcou cada uma de suas seasons anteriores, em “Cult” a antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk se destaca por priorizar, mais do que nunca, o terror psicológico. Ambientada no “pós-guerra” gerado pelas eleições presidenciais de 2016, em sua 7ª temporada AHS” nos leva para a fictícia Brookfield Heights, Michigan. Imersos em uma macabra onda de crimes e violência, os moradores locais vão aos poucos perdendo sua fé no governo enquanto o claramente perturbado Kai Anderson (Evan Peters) se delicia com o caos que tem favorecido sua candidatura política. Estrelada pela sempre competente Sarah Paulson, “Cult” não apenas abre as portas para novos membros (Billie Lourd, Alison Pill, Billy Eichner) como também marca o retorno de alguns atores já conhecidos e queridos do fandom (Cheyenne Jackson, Emma Roberts, Frances Conroy). As temporadas de nº 8 e 9 já estão mais do que confirmadas!

6) SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super ChannelChillerNetflix Criada por: Aaron Martin

Gêneros: antologia, terror, slasher, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Pondo para escanteio o elenco bastante antipático que estrelou “The Executioner”, a equipe de “Slasher: Guilty Party” fez bonito ao assinar com a Netflix e reformular quase do zero o time de atores que protagonizou sua 2ª temporada. Passando-se em um antigo acampamento que abriga, atualmente, uma comunidade espiritual, os ex-monitores Peter (Lovell Adams-Gray), Noah (Jim Watson), Dawn (Paula Brancati), Andi (Rebecca Liddiard) e Susan (Kaitlyn Leeb) voltam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. O que eles não esperavam encontrar, é claro, é um serial killer à solta aparentemente relacionado a seus pecados de outrora. Trazendo fortíssimas cenas de violência explícita com muito derramamento de sangue e tripas voando para todos os cantos, “Guilty Party” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro. Vale lembrar que já havíamos resenhado a obra de Aaron Martin em nosso especial de Halloween (confira).

5) CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / Criada por: Nick Antosca

Gêneros: antologia, terror, sobrenatural, drama

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Após uma estreia aterrorizante com “Candle Cove”, mais uma vez “Channel Zero” atinge a excelência em “No-End House”, a 2ª temporada inspirada na creepypasta Casa Sem Fim. Readaptando para a TV o terror nato que somente estas lendas urbanas da internet possuem, desta vez acompanhamos a trajetória de Margot (Amy Forsyth) e Jules (Aisha Dee). Separadas pelo luto de Margot após a morte de seu pai (John Carroll Lynch), as melhores amigas veem sua união ainda mais estremecida quando visitam a bizarra Casa Sem Fim: uma enigmática construção de seis cômodos que esconde, atrás de cada porta, um horror diferente. Deixando-se levar pela pesada atmosfera que parece pairar sob o local, logo fica claro para a dupla que, o que era para ser apenas uma visita à uma atração turística mirabolante, se torna um terrível pesadelo sem saídas. Renovada para mais duas novas temporadas, “Butcher’s Block” deve estrear já em 2018. Assim como “Slasher”, “Channel Zero” também havia sido listada em nosso especial de Halloween.

4) RIVERDALE (2017 – presente)

Exibida: pelo canal The CW, pela Netflix / Desenvolvida por: Roberto Aguirre-Sacasa

Gêneros: drama adolescente, mistério

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 22 / duração por episódio: 42 minutos

E quem diria que, depois de 13 episódios bem medianos, a nova sensação adolescente da The CW fosse retornar mais impactante do que nunca em sua season 2?! Paralisados pelos eventos ocorridos em “Chapter Thirteen: The Sweet Hereafter” (S01E13), desta vez somos apresentados ao terrível Black Hood, um maníaco mascarado que espalha o mal pelas ruas de Riverdale em nome da “justiça”. Aterrorizados pela falta de segurança e decididos a solucionar este impasse, Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) partem em busca da verdade e se veem encurralados em uma intrigante teia de drogas, gangues e abusos. Ainda que Cole Sprouse seja o nome mais popular do jovem elenco (e curiosamente o menos atraente), Lili Reinhart e Madelaine Petsch (que dá vida à Cheryl Blossom) nos conquistam sem fazer qualquer esforço em cada cena que protagonizam. Destaque também para KJ Apa e Camila Mendes, que melhoraram magistralmente de uma temporada para outra.

3) AMERICAN CRIME (2015 – 2017)

Exibida: pelo canal ABC / Criada por: John Ridley

Gêneros: crime, drama

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 29 / duração por episódio: 43 minutos

Definitivamente um dos programas mais sensibilizadores que já assistimos, é com prazer que elencamos “American Crime” (não confundir com “American Crime Story”) para abrir o nosso top 3 de melhores retornos do ano. Focando, como de costume, em temas bastante atuais presentes em nosso cotidiano, a 3ª temporada da atração é mais uma vez feliz ao escancarar, desta vez, os abusos da prostituição infantil, do tráfico de pessoas e da imigração clandestina. Novamente protagonizada pela santíssima trindade da TV Felicity Huffman, Regina King e Lili Taylor, também retornam para esta season Timothy Hutton, Richard Cabral, Benito Martinez e Connor Jessup. Aclamadíssimas entre os críticos, as três temporadas da série receberam, juntas, 15 indicações ao Emmy, das quais Regina King venceu 2 por “Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme”. Diferente dos demais títulos presentes nesta lista, “American Crime” já possui destino certo e foi oficialmente cancelada por sua emissora em maio passado.

2) THE EXORCIST (2016 – presente)

Exibida: pelo canal Fox / Criada por: Jeremy Slater

Gêneros: terror

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 45 minutos

Por mais que tenha ficado em #2, não podemos negar que “The Exorcist”, mais do que qualquer outra atração, revelou-se a grande surpresa de 2017. Com seu futuro incerto após a baixa audiência da temporada de estreia, a Fox decidiu dar ouvidos aos ótimos comentários do público e ganhou nossa admiração quando encomendou os 10 novos episódios da season 2 que conferimos de setembro pra cá. Pondo um ponto final à possessão de Pazuzu aos membros da família Rance, os padres Tomas (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels) partem em uma nova jornada ajudando vítimas pelo país a fora. Apesar de passar por apuros inimagináveis que colocam em risco sua segurança pessoal, a situação se torna ainda mais crítica quando a dupla encontra no lar adotivo de Andy Kim (John Cho) indícios da existência de um mal secular. Paralelamente, uma nova exorcista (Zuleikha Robinson) se junta a Padre Bennett (Kurt Egyiawan) no combate contra os demônios que têm controlado o Vaticano. Bem mais sombria e aterrorizante que a season anterior, muitas são as referências ao “O Exorcista” original (de 73) e sua sequência de 1990 (“O Exorcista III”). Se você estava procurando pela melhor série de terror da atualidade, então acaba de encontrar!

1) STRANGER THINGS (2016 – presente)

Exibida: pela Netflix / Criada por: Duffer Brothers

Gêneros: ficção científica, terror, sobrenatural, drama de época

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 17 / duração por episódio: 42-62 minutos

Afinal de contas, seríamos loucos se incluíssemos “Stranger Things” em uma lista como esta em qualquer outra posição que não fosse a #1  até porque, sejamos francos, o seu sucesso esmagador não tem sido em vão. Mais felizes do que nunca com a volta de Will Byers (Noah Schnapp) do mundo invertido, Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos ainda não superaram o sumiço de Eleven (Millie Bobby Brown), mas se veem rapidamente afetados pela chegada de uma nova garota em Hawkins, Indiana (Sadie Sink). Porém, nem tudo são flores, e é claro que não demora para que as coisas voltem a ficar estranhas depois que as novas visões de Will passam a se manifestar com maior frequênciaExplorando um pouco mais as antigas experiências do Dr. Brenner, “Stranger Things 2” nos apresenta à misteriosa Kali (Linnea Berthelsen) – que, assim como Eleven, também possui superpoderes paranormais – e ainda tem tempo de nos presentear com a melhor e mais improvável dupla já formada em uma série de TV: Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery). É claro que mal podemos esperar pela season 3, que só deverá chegar em 2019.

E aí? Quais foram, para você, as melhores produções que estrearam em 2017 com novas temporadas? Deixamos alguma de fora? Não se esqueça de nos dizer, no espaço para comentários abaixo, suas escolhas preferidas.

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6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

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