7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.

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6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!

5/7: Os meus 72 discos favoritos – URBAN CONCEITUAL

6. Urban Conceitual

Em meio a tanta novidade musical, de meados 2012 pra cá não se fala em outra coisa que não seja o tão popular urban conceitual (saiba mais aqui). Quer você queira ou não, não há como negar a influência desse “movimento” na cultura pop que ajudamos a construir; e é exatamente por isso que estou abordando o assunto seriamente, não apenas como a piada que circula em praticamente todas as redes sociais.

Contudo, infelizmente o buraco é mais embaixo e, como poderia acontecer com qualquer outro estilo musical, acaba por existir aqui o que eu chamo pseudo-urban: aquele seleto grupo de profissionais que sem qualquer pudor reveste suas músicas com uma produção porca e pouco criativa, e dessa forma resolve pegar carona no que tem tocado nas rádios do momento (em poucas palavras: liberam mais do menos).

Foi pensando exatamente nisso que dediquei o nosso 5º bloco dos meus 72 discos favoritos ao que eu chamo de “o verdadeiro URBAN CONCEITUAL”. Abaixo, vocês podem conferir 9 títulos musicais que com certeza representam esse gênero – e não surgiram apenas como uma tentativa de capturar o seu tão suado dinheiro reproduzindo músicas mal produzidas, mal compostas e que nunca deveriam ter saído dos estúdios de gravação. Prontos?


01. The Emancipation Of Mimi41. THE EMANCIPATION OF MIMI

Gravadora: The Island Def Jam Music Group, 2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” e “Say Somethin’”;

Não deixe de ouvir também: “Stay The Night”, “To The Floor”, “Fly Like a Bird” e “Sprung”.

Vocês podem não acreditar, mas, antes de Mariah Carey ser esse mulherão que todos conhecemos e adquirir a fama de diva nível hard que poucos toleram, a bela moça seguiu por anos na indústria sob a imagem de uma menina meiga, tímida e até um pouco inocente, mas sempre muito bem sucedida. Contudo, é claro que muita água rolou de lá pra cá e, assim como na vida de qualquer pessoa, as vacas magras chegaram para deixar Carey num status totalmente crítico – não apenas profissional como também pessoal. Dando um tapa na poeira e deixando a tristeza de lado, foi em “The Emancipation Of Mimi” que a loira chamou alguns de seus mais conceituados BFFs da indústria (Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg, Twista) para elaborar o que seria o renascimento de sua vida como cantora e figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até a divulgação de “We Belong Together”, a balada responsável por trazer seu nome de volta aos holofotes e cravar um ponto culminante em sua carreira: será outra música capaz de ultrapassar a grandeza deste hino inquestionável? “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single “Don’t Forget About Us”.


02. B'Day42. B’DAY – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2006;

Singles: “Déjà Vu”, “Ring The Alarm”, “Irreplaceable”, “Beautiful Liar”, “Amor Gitano”, “Get Me Bodied” e “Green Light”;

Não deixe de ouvir também: “Upgrade U”, “Flaws and All”, “Freakum Dress” e “World Wide Woman”.

Representando constantemente a personificação da mulher ideal forte e independente, Queen B não parece ter tido medo algum de defender seus ideais através do trabalho desenvolvido nas profundas produções de “B’Day”, seu 2º disco solo. Seja ostentando tudo em “Upgrade U” ou fazendo a louca no terreiro de “Déjà Vu”, não há como negar que Bey é uma mulher que merece não apenas o nosso respeito por sua visibilidade pública, mas também por seu intangível talento sobre-humano. Eu admito que os vocais da cantora neste álbum não são os mais agradáveis já gravados, soando por vezes muito estridentes e pouco recomendáveis para nossos ouvidos – principalmente se você gostar de ouvir música muito alta -, mas é indiscutível o quão brilhante foi a abordagem feita pelo “B’Day”, seja em sua versão standard, seja em sua versão platinum. Misteriosamente, os instrumentais bem colocados em cada faixa encaixam como uma luva na sensualidade característica de sua intérprete que jamais falha ao proporcionar o que de melhor sabe fazer. Não é nenhuma novidade que Beyoncé se supera a cada material liberado, não é mesmo?


03. Stripped43. STRIPPED – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2002;

Singles: “Dirrty”, “Beautiful”, “Fighter”, “Can’t Hold Us Down” e “The Voice Within”;

Não deixe de ouvir também: “Stripped Intro/Stripped Pt. 2”, “Soar”, “Get Mine, Get Yours” e “I’m OK”.

Seguindo os passos da “Rainha do Pop” Madonna, eu ouso afirmar que reinvenção é a palavra que melhor consegue definir o imprevisível caminho de Christina Aguilera em sua carreira tão consagrada. Indo do blues e jazz para a música eletrônica e pop, foi com o álbum “Stripped”, seu 4º de inéditas, que a nossa baixinha revestiu-se sob a pele do alter-ego Xtina para divulgação e promoção de sua era mais pessoal. Como um pequeno diário recheado de segredos sombrios que ninguém poderia desconfiar, o disco se abre para o ouvinte do começo ao fim sem perder a sua impressionante carga emocional. Para isso, Christina adotou à época uma imagem mais sexualizada daquela responsável por posicioná-la no topo dos charts com o debut “Christina Aguilera”, de 1999 (muito parecida com a Miley Cyrus que temos hoje em dia). Demais diferenças à parte, já naqueles tempos Aguilera era primorosa com seus talentos natos de composição e desenvoltura vocal, sempre agindo como uma ponte capaz de nos conectar às dores sofridas em seu tão conturbado passado. Treze primaveras se passaram do lançamento de “Stripped”, mas, é realmente chocante o quão atual e realista ele ainda consegue soar sem forçar nenhum pouco a barra – não é a toa que “Can’t Hold Us Down” consegue ser, em dias atuais, uma respeitável referência para as feministas de plantão.


04. In The Zone44. IN THE ZONE – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2003;

Singles: “Me Against The Music”, “Toxic”, “Everytime” e “Outrageous”;

Não deixe de ouvir também: “Showdown”, “Breathe On Me”, “Touch Of My Hand” e “The Answer”.

Quem achou que Britney Spears não tinha mais o que amadurecer após o lançamento do autointitulado “Britney”, de 2001 (e que inclusive ocupou nossa posição #14 em LIGHTS ON), com certeza acabou se surpreendendo quando “In The Zone” viu o luz do dia lá no finzinho de 2003. Destruindo qualquer vestígio do rótulo de garotinha virgem recebido no começo de sua carreira, o 4º álbum de estúdio da loira veio para dizer a todos que a velha Britney não mais habitava aquele corpinho saradíssimo objeto de desejo de qualquer homem em sua sã consciência. Focalizando seu trabalho junto ao público adulto, “Zone” foi o grande 1º álbum da cantora compromissado a nos apresentar uma Britney dona de seu próprio nariz. Trabalhando pesado no hip-hop, R&B e na house music, o disco é o mais próximo que tivemos do tão prometido “urban conceitual” de “Britney Jean” que todos ouviram falar mas ninguém chegou a presenciar. Uma dançarina nata, nem preciso dizer que as melhores coreografias elaboradas pela “Princesinha do Pop” foram realizadas durante a promoção deste disco, okay? Assista essa de “I (Got That) Boom Boom” e tire suas próprias conclusões.


06. Departure45. DEPARTURE – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”;

Não deixe de ouvir também: “Rock You”, “Freaky”, “Crash & Burn” e “In My Veins”.

Após “Right Where You Want Me” (posição #39 em TEEN SPIRIT) não emplacar nenhum hit significativo nas paradas de sucesso de 2006, JMac decidiu tomar o exemplo de sua conterrânea Hilary Duff antes de liberar para o público seu próximo material de inéditas. Eu digo isso porque “Departure”, assim como “Dignity” (Duff), apareceu não só para dividir a carreira de Jesse McCartney, mas também para introduzi-lo de vez na “Billboard Hot 100”, a relação das 100 músicas mais populares nos EUA. Lembrando em muito o astro da música pop e ex-NSYNC Justin Timberlake, é completamente visível a ânsia que McCartney possuía de desprender-se do passado de bom moço e trazer para as pessoas um lado mais amadurecido. Redirecionando sua própria imagem criativa para um caminho mais alternativo, o álbum refletiu em muito na sonoridade seguida pelo cantor em seus projetos posteriores: “In Technicolor”, de 2014, e o engavetado “Have It All”, de 2011. Uma curiosidade interessante é que 1 ano depois da liberação de “Departure” houve o seu relançamento no denominado “Departure: Recharged”, o qual continha 5 novas músicas tão boas como as da versão standard incluindo o single “Body Language”.


05. Good Girl Gone Bad46. GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, 2008;

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”;

Não deixe de ouvir também: “Push Up On Me”, “Sell Me Candy”, “Lemme Get That” e “Good Girl Gone Bad”.

“Good Girl Gone Bad” foi o disco responsável não só por trazer os mega hits “Umbrella” e “Don’t Stop The Music”, mas também por dar à Rihanna o pontapé inicial que lhe faltava para alcançar o topo do estrelato. Para você ter uma ideia, de 2008 pra cá a barbadiana conseguiu emplacar 9 músicas no #1 na “Billboard Hot 100”, vender milhões de cópias de seus discos nos EUA e no mundo e, de quebra, ainda consolidar uma carreira no mundo da moda como modelo de diversas campanhas publicitárias de gigantes como a Armani. Fazendo um paralelo de começo da carreira até o presente momento, é inacreditável o quanto Riri cresceu pelos quatro cantos da Terra em tão pouco tempo. Foi trabalhando com os gênios Timbaland, Stargate e Ne-Yo que a voz do hit “Diamonds” conseguiu fixar-se atualmente como uma das cantoras mais prestigiadas pelo público, passando a dominar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. É claro que tudo isso é acompanhado das costumeiras polêmicas envolvendo sua linguagem e comportamento inadequados, deixando por vezes os mais conservadores de cabelos em pé – mas, o que é um grande artista sem as pequenas polêmicas? Vale mencionar, por fim, que “Good Girl Gone Bad” foi relançado na versão “Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, uma colaboração com a banda Maroon 5.


07. Brave47. BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records, 2007;

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Não deixe de ouvir também: “Forever”, “Mile In These Shoes”, “Wrong When You’re Gone” e “Brave”.

Em um mundo tão pequeno capaz de abrigar grandes vocalistas como Celine Dion, Christina Aguilera e Whitney Houston, muito se questiona as verdadeiras habilidades vocais dos cantores que têm feito grande sucesso na atualidade. E, não poderia ser diferente com Jennifer Lopez, que desde a última década passou por poucas e boas numa rivalidade bem intensa envolvendo a sua colega de “American Idol” Mariah Carey e uma possível sample usada no single “I’m Real”. Como não era de se esperar, alguns fãs mais exaltados acabaram por subjulgar JLo numa categoria inferior a de outras musicistas que estouraram ainda nos anos 90 e a qual realmente não pertence. Eu digo isso porque, antes de se render ao mainstream pouco interessante que hoje em dia acabou por ser a essência de seus trabalhos musicais, Lopez já havia liberado grandes álbuns de estúdio como “This Is Me…Then” e “Rebirth”. Porém, foi somente com “Brave”, o 6º de sua discografia, que as coisas tomaram um rumo bem intimista, criativo e digno de ser lembrado não apenas por seus fãs mais fiéis, mas por qualquer um que realmente curte a black music. Misturando pop com R&B e dance, “Brave” é até os dias de hoje, ao meu ver, o disco mais consistente de sua carreira tão promissora.


08. E=MC248. E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records, 2008;

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “Stay In Love”;

Não deixe de ouvir também: “Migrate”, “Side Effects”, “I’m That Chick” e “For The Record”.

Quem realmente curtiu o retorno de Mariah lá em 2005 com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” definitivamente precisa conhecer “E=MC²”. O álbum, como seu próprio nome diz (E=MC² – Emancipation = Mariah Carey 2) vem com o propósito de trazer ao público a 2ª parte do fantástico trabalho desenvolvido por Carey poucos anos antes, quando dominou o globo com o hino “We Belong Together”. Guiado pelo carro-chefe “Touch My Body”, também #1 na “Billboard Hot 100”, Mimi mais uma vez resolveu caprichar em seus dotes vocais ao entregar-nos esta joia rara da música contemporânea. O legal deste disco é que, diferente de grande parte de todo o catálogo já liberado por Mariah em sua vida, “E=MC²” ainda é capaz de nos fazer viajar no tempo sem perder a graça de sua instrumentalidade monstruosa. Com seus batidões de 1ª categoria e a já conhecida participação de feras da indústria (desta vez T-Pain e Da Brat), Carey não se contentou com pouco e chamou para abrir o disco, com chave de ouro, o conceituadíssimo Danja na pegajosa “Migrate”.


09. I Look To You49. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Gravadora: Arista Records, 2009;

Singles: “I Look To You” e “Million Dollar Bill”;

Não deixe de ouvir também: “Nothin’ But Love”, “Call You Tonight”, “For The Lovers” e “Salute”.

Whitney Houston dispensa apresentações! Dona da voz mais conhecida da História – duvido que uma alma viva ou morta desconheça “I Will Always Love You” -, Houston consolidou-se nas décadas de 80 e 90 numa carreira prestigiada e recheada de problemas envolvendo o uso de drogas entre outras irregularides. Falecendo jovem e nos deixando com apenas 7 maravilhosos discos de inéditas, devo dizer que, ao meu ver, o destaque de sua discografia fica mesmo com “I Look To You”, o último e mais moderno trabalho lançado em vida, lá em 2009. Contendo os singles “I Look To You”  e “Million Dollar Bill”, o disco teve pouco impacto nas paradas de sucesso norte-americanas, mas definitivamente marcou em muito todos aqueles que chegaram a conhecê-lo. É visível, nesta produção, a transformação vocal sofrida por Houston ao longo dos anos (saiba mais acessando este link do Vocal Pop), mas nem por isso o álbum perder o brilho merecedor de qualquer obra assinada pela cantora. A mulher era tão foda que, mesmo se levarmos em conta o seu descuido com a voz – principalmente nos anos 2000, quando era casada com Bobby Brown -, “I Look To You” se mostra, muito de longe, o melhor álbum de R&B liberado por uma veterana de sua geração.


Mal posso esperar para lhes apresentar ALTERNATIVE & VINTAGE, o penúltimo bloco dos meus 72 discos favoritos.

4/7: Os meus 72 discos favoritos – TEEN SPIRIT

5. Teen Spirit

Depois de sobreviver às 3 primeiras partes deste último especial que tenho encabeçado aqui no blog (você pode lê-las aqui), jamais imaginei que conseguiria arranjar tanta paciência para continuar trazendo para vocês um pouco de tudo aquilo que tanto gosto no mercado musical. Eu sempre fui muito minucioso em cada publicação que preparo e publico por aqui, e confesso que acaba não sendo muito animadora a pressão de escrever algo interessante em tão pouco tempo – já que tenho liberado cada bloco semanalmente.

No fim das contas, eu não sei se alguém tem acompanhado ou não essa mini jornada pelos meus arquivos pessoais, mas admito que materializar esse universo abstrato tem me trazido boas recordações de tempos que não voltam mais. É com esse pequeno discurso nada motivacional que Deixando o falatório de lado, vamos falar agora sobre TEEN SPIRIT, o 4º bloco dos meus 72 discos favoritos que traz para vocês 11 obras musicais planejadas e distribuídas quando alguns de meus músicos favoritos de anos atrás ainda davam os seus passos iniciais em suas carreiras tão precoces.

E para começar…


01. Hannah Montana 2 - Meet Miley Cyrus30. HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records / Hollywood Records, 2007;

Singles: “Nobody’s Perfect” / “See You Again” e “Start All Over”;

Não deixe de ouvir também: “Old Blue Jeans” e “One In A Million” / “East Northumberland High” e “Clear”.

…Miley Cyrus é Hannah Montana sim senhores (ou costumava há 5 longos anos)! Foi com a 2ª e maravilhosa trilha sonora de um dos seriados mais badalados já criados pelo “Disney Channel” que a jovem filha de Billy Ray Cyrus teve a grande oportunidade de estrear o seu 1º material desvinculado da peruca loira que a fez tão famosa. Isso porque o pessoal por trás da imagem pública do programa teve a brilhante ideia de liberar a aguardadíssima próxima soundtrack nos mesmos moldes que a série era levada para as televisões de milhares de crianças do mundo. Até porque se na TV as crianças tinham Hannah Montana e Miley Stewart por que não incluir dois discos no próximo lançamento do programa contendo músicas não só da Hannah como também da Miley? Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o disco que trazia 10 novas músicas da popstar adolescente mais famosa do mundo das telinhas com mais 10 músicas de sua prodígio intérprete. Convenhamos que comprar um e levar dois é uma ideia que a agrada qualquer um, não é mesmo? Você poderia a qualquer hora se cansar da loira e partir pra morena ou vice-e-versa (okay, não tive segundas intenções ao pensar nisso).


02. Here We Go Again31. HERE WE GO AGAIN – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Here We Go Again” e “Remember December”;

Não deixe de ouvir também: “U Got Nothin’ On Me”, “Got Dynamite”, “World Of Chances” e “Everything You’re Not”.

Não faz muito tempo que me aproveitei da ocasião para rasgar elogios a este álbum em uma publicação exclusiva de nossa Srtª Devonne (saiba do que estou falando clicando aqui), e não seria agora que perderia a chance de voltar a falar deste trabalho que tanto respeito. Eu sei que Demi não estava na melhor fase de sua vida quando da gravação e divulgação de “Here We Go Again”, seu 2º material de inéditas, mas isso não diminui a grande admiração que sinto por cada música aqui retratada. Por mais que os problemas alimentares e a automutilição tenham afetado em muito a voz da cantora durante 2009 e 2010 (procure pelas performances de “Remember December” realizadas nessa época), é realmente muito estimulante saber que uma iniciante no mundo da música possa desenvolver uma visão artística tão fascinante como a abordada nesta obra do pop clássico/retro-chic. É Demi dando o melhor de si em um disco que pouco chama a atenção de quem o ouve despercebidamente, mas muito berra pela busca de sua própria identidade.


03. Sparks Fly32. SPARKS FLY – MIRANDA COSGROVE

Gravadora: Columbia Records, 2010;

Singles: “Kissin U”;

Não deixe de ouvir também: “Shakespeare”, “Oh Oh”, “Brand New You” e “Adored”.

Como atriz devo dizer que Miranda Cosgrove nunca me chamou muito a atenção, mas tive uma surpresa gritante quando conheci seu trajeto pela carreira como cantora. Não que ela tenha os poderosos agudos de Ariana Grande ou o grave profundo de Miley Cyrus, mas é surpreendente o tão comercial a voz de Miranda pode soar entre a atual leva de cantoras que pouco inovam e muito se deixam levar pelo mainstream – sem saber exatamente o que estão fazendo. Naturalmente talentosa e agradável, Cosgrove soa como uma promessa de artista que tem muito a nos apresentar, desde que, é claro, que faça algumas escolhas sábias e bem pensadas. Engana-se você de achar que a morena não sabe o que está fazendo quando pega um microfone e sobe no palco ou corre pro estúdio de gravação pra trabalhar suas habilidades musicais: “Sparks Fly” acumula trabalhos co-escritos com gênios da indústria como Avril Lavigne (“Daydream”), Kesha (“Disgusting”) e Max Martin (“Oh Oh”). Cadê a senhorita trabalhando na voz e nesse próximo álbum, hein mulher? Como bem definiria a sempre sincera Narcisa Tamborindeguy: para de gravar série e lança música pros gays, PROS GAYS (me exaltei, desculpem)!!!


04. Harry Potter and the Philosopher's Stone Soundtrack33. HARRY POTTER AND THE PHILOSOPHER’S STONE (SOUNDTRACK) – JOHN WILLIAMS

Gravadora: Atlantic Records, 2001;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Harry’s Wondrous World”, “Christmas at Hogwarts“, “The Face of Voldemort” e “Hedwig’s Theme”.

Quando cheguei a considerar a entrada de uma trilha sonora de um grande clássico dos cinemas para este especial, pensei comigo “por que não?”, e sem hesitar, inclui “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (“Sorcerer’s Stone”, nos EUA) na categoria que melhor representasse minha adorada infância. Para vocês terem uma ideia, eu passei anos e anos da minha vida lendo as bíblias escritas pela mestra J.K. Rowling e, mais tarde, me deliciando com as suas adaptações cinematográficas sempre com o costumeiro frio na barriga de um primeiro encontro. Foram 8 longa-metragens que, cada um ao seu tempo, me tocaram com suas profundas soundtracks; todavia, devo lhes confessar que nenhuma marcou tanto como “A Pedra Filosofal”. Não sei como dizer, mas, é como se John Williams conseguisse capturar exatamente o que o livro tenta passar ao seu leitor de uma forma sobrenaturalmente mágica, digno do próprio mundo único criado por Rowling. É impossível ser um potterhead e não se emocionar com o trabalho desenvolvido por Williams nos 3 primeiros filmes da série, especialmente no 1º deles! Vem matar a saudade comigo.


05. Breakout34. BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly On The Wall”;

Não deixe de ouvir também: “Breakout”, “Girs Just Wanna Have Fun”, “Bottom Of The Ocean” e “Simple Song”.

Acho que ninguém por aqui deve saber, mas antes de escrever neste blog, eu já tive um outro no qual publicava notícias sobre a cultura pop diariamente. O nome? The Breakout. Claro que hoje em dia o título soa completamente descompassado e fora de mão para o jovem adulto de 22 anos que me tornei, mas, à época, foi de grande valia para o papel de adolescente reprimido que interpretei durante anos da minha vida. Voltando para 2015, olho para trás e vejo o quão importante e fundamental o 2º disco solo de Miley Cyrus foi na colaboração de quem eu me tornei hoje e do que eu considero bom ou não neste meio musical. Não mais um fã da ex-intérprete de Hannah Montana, é com muito orgulho que digo a vocês que eu me sinto agraciado por ter acompanhado a pequena Miley em sua era de ouro, quando os tempos eram outros e muita coisa ainda mantinha-se “diferente” dos rumos tomados atualmente. Num tempo que não volta mais, fica aqui a minha pequena homenagem para uma voz que por diversas vezes me guiou por momentos complicados em que não havia nada além de isolamento e uma densa neblina acinzentada. PS: como não fiz nenhuma observação musical acerca deste trabalho, me limitarei apenas em dizer que das 12 faixas brilhantes que o compõem, 2 são regravações de outros artistas: “Girls Just Want To Have Fun” da Cyndi Lauper e “Four Walls” de Cheyenne Kimball.


06. Fight or Flight35. FIGHT OR FLIGHT – EMILY OSMENT

Gravadora: Wind-Up Records, 2010;

Singles: “Let’s Be Friends” e “Lovesick”;

Não deixe de ouvir também: “Get Yer Yah Yah’s Out”, “Marisol”, “Double Talk” e “Gotta Believe In Something”.

Quem se surpreendeu com as batidas supereletrônicas que moveram o universo pop entre os anos de 2011 a 2013 pode não saber, mas “Fight Or Flight”, o debut album de Emily Osment, já trabalhava em cima dessa temática muito antes do eletropop se estabilizar como mainstream. Deixando de lado qualquer resquício da garota inocente que conhecemos no 1º extended play de Osment, “All The Right Wrongs”, “Fight Or Flight” segue dando continuidade à precoce carreira como musicista que Emily desenvolveu na reta final da série “Hannah Montana” – na qual interpretava a melhor amiga de Miley Stewart, Lilly Truscott. Desprendendo-se do rótulo de Disney girl recebido por todas as garotas que já trabalharam na fábrica do Mickey Mouse, o álbum chegou a receber grande divulgação aqui no Brasil, ocasião em que a cantora e atriz participou de programas como “Altas Horas” e “Programa da Eliana”. Deixando de lado toda a timidez e pressão que qualquer artista iniciante apresenta em suas primeiras performances ao vivo, a loira mostrou grande coragem ao não fazer uso do playback enquanto entoava algumas de suas músicas mais populares, como a animada “Let’s Be Friends”.


07. Don't Forget36. DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”;

Não deixe de ouvir também: “Trainwreck”, “Gonna Get Caught”, “Believe In Me” e “Back Around”.

Muito antes de estourar com “Give Your Heart a Break”, “Heart Attack” ou “Really Don’t Care”, assim como todo e qualquer artista, Demi Lovato precisou passar por uma fase probatória no início de sua carreira logo após estrelar “Camp Rock” – filme em que atuou ao lado dos Jonas Brothers. E para nossa sorte (ou não), “Don’t Forget”, nome do álbum que deu o pontapé inicial para a sua visibilidade como uma artista independente, foi e continua sendo um dos melhores trabalhos já desenvolvidos pela cantora. Totalmente despretensioso e naturalmente cativante, Demi acertou a mão enquanto gravava em estúdio o que seria o primeiro de muitos discos bem produzidos (mas talvez menos originais que este aqui). A sonoridade, é claro, não é tão madura como a trabalhada em “Here We Go Again” ou em grande parte do “Unbroken”, mas para quem curte as habilidades vocais de Lovato este álbum é uma ótima pedida. Talvez a maior vocalista de sua geração, “Don’t Forget” imortalizou a grande estreia de quem hoje é uma das mulheres mais comentadas no mundo das redes sociais – quem nunca usou a expressão “você não sabe pelo o que ela passou” que atire a primeira pedra.


08. Hannah Montana 337. HANNAH MONTANA 3 – HANNAH MONTANA

Gravadora: Walt Disney Records, 2009;

Singles: “Supergirl”;

Não deixe de ouvir também: “Let’s Do This”, “Just A Girl”, “Don’t Wanna Be Torn” e “Let’s Get Crazy”.

Não que Miley Cyrus seja uma artista desinteressante de se acompanhar em pleno 1º semestre de 2015, mas devo confessar a vocês o tão inimaginável é a saudade que eu sinto dos velhos tempos (okay, sei que isso já tá ficando chato). Ainda vivendo sob o controle daqueles que a fizeram uma estrela internacional, 2009 foi provavelmente um dos anos de maior esgotamento para a tão indomável usuária da peruca loira mais cobiçada do mundo televisivo. Para você ter uma ideia, num único ano Cyrus teve de se preparar para a promoção e divulgação da 3ª temporada de Hannah Montana, para a estreia de “Hannah Montana: O Filme” e ainda de encabeçar a liberação de seu 1º EP como Miley Cyrus, o “The Time Of Our Lives” (que trouxe o hit esmagador “Party In The U.S.A.”). E mesmo não demonstrando muito contentamento com os rumos que sua vida seguia, Miley foi capaz de nos presentear com o que seria a trilha sonora mais coesa (de todas as 4 liberadas) da série que estrelou por tanto tempo. Sendo equilibrada ora por uma faixa mais alto astral, ora por uma faixa mais intimista – provavelmente uma tentativa de capturar dois públicos diferentes -, os vocais da cantora nunca estiveram tão fortes e poderosos em toda sua lista discográfica. Duvida? Então confere essas apresentações super intimistas de “Just a Girl” e “Mixed Up”.


09. Kiss & Tell38. KISS & TELL – SELENA GOMEZ & THE SCENE

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Tell Me Something I Don’t Know”, “Falling Down” e “Naturally”;

Não deixe de ouvir também: “Kiss & Tell”, “More”, “As A Blonde” e “I Don’t Miss You At All”.

Eu realmente não consigo entender a perseguição que as pessoas gostam de liderar contra Selena Gomez – e se engana quem acredita que isso começou há pouco tempo. Desde que me entendo por gente, musicalmente falando (e quando digo isso me refiro de 2007 adiante), sempre existiu uma certa pré-disposição de taxar a cantora como “sem talento” e demais terminologias que dispensarei meus leitores de lerem aqui no blog. Obviamente, quando falamos de Selena Gomez não estamos nos referindo a alguém que esteja no patamar vocal de Celine Dion ou Whitney Houston em seus melhores dias, mas isso não é justificativa para desmerecer o talento nato que Gomez possui desde sua estreia musical com “Kiss & Tell” e a banda The Scene. Exemplo disso, ao meu ver, foi a música escolhida para 3º single do álbum, “Naturally”, denominada pela “Billboard” como “um suculento, instantâneo e memorável gancho vocal”. Seguindo a linha de Avril Lavigne em “The Best Damn Thing” e Kelly Clarkson em “Breakaway” em seu primeiro disco na Selena Gomez & The Scene, Selena nos prova a cada lançamento musical que não é “apenas mais uma” em meio a tantos artistas que muito dizem e pouco produzem nesse confuso atual mercado fonográfico.


10. Right Where You Want Me39. RIGHT WHERE YOU WANT ME – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2006;

Singles: “Right Where You Want Me” e “Just So You Know”;

Não deixe de ouvir também: “Anybody”, “Just Go”, “Daddy’s Little Girl” e “Gone”.

Depois de encantar milhares de garotas pelo mundo inteiro com as maravilhosas “Beautiful Soul” e “She’s No You” (músicas retiradas de seu 1º álbum de estúdio), foi com este disco que Jesse McCartney resolveu fazer o comeback do hiato de 2 anos tirado dos estúdios de gravação para divulgação do seu debut album. Não muito diferente do pop produzido no disco anterior, o que diferencia o primeiro álbum do “Right Where You Want Me” é que este, diferente do outro, não apresenta um ponto fraco sequer. Muito bem amarrado, cada faixa de “Want Me” se encaixa na temática tentada por JMac de amadurecimento da própria imagem sem cair na perigosa armadilha da mesmice. Em outras palavras: este é aquele álbum que você vai ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa por achá-la desinteressante demais. Compondo 14 das 15 faixas, este é outro ponto visível em sua carreira que definitivamente foi fundamental para moldar a figura de príncipe encantado perdido na Idade Contemporânea que somente foi reutilizada anos mais tarde pelos meninos do Jonas Brothers (e talvez também pela banda abaixo enumerada).


11. Midnight Memories40. MIDNIGHT MEMORIES – ONE DIRECTION

Gravadora: Columbia Records, 2013;

Singles: “Best Song Ever”, “Story Of My Life”, “Midnight Memories” e “You And I”;

Não deixe de ouvir também: “Diana”, “Strong”, “Right Now” e “Something Great”.

Confesso que, assim como metade de toda a população da Terra, eu também tive por muito tempo uma ideia pré-concebida a respeito dos meninos do One Direction, me recusando esporadicamente a ouvir suas músicas ou assistir seus clipes. Todavia, foi somente depois de dar uma chance para “Midnight Memories” que resolvi abrir um pouco a minha mente e tentar entender o que era esse fenômeno que movia a vida de 11 a cada 10 garotas que se enquadram na faixa etária dos 15 anos. Não há como negar que as músicas de Harry Styles, Liam Payne, Niall Horan e Louis Tomlinson (sdds Zayn Malik) têm certa tendência para seguir um estilo musical mais infantilizado, contudo, em “Memories” isso claramente foi amenizado em relação aos discos posteriores. Nesse sentido surge “You And I”, poderosa balada entoada pelos meninos e que nos dá uma ideia de como seria um álbum da banda a ser lançado daqui 10 anos. Assim como os Beatles dominaram o coração de milhões de pessoas há tantas décadas passadas, o One Direction faz isso em tempos atuais. Não que o 1D seja tão grandioso como Paul McCartney, John Lennon e seus amigos multipopulares, mas, o que há de errado em se cultuar uma boa boyband em pleno século XXI?


O próximo bloco, URBAN CONCEITUAL, já começou a ser trabalhado e, SÉRIO, você PRECISA ver o que eu tenho planejado pra ele. Aguarde as cenas dos próximos capítulos…

3/7: Os meus 72 discos favoritos – ¡CALIENTE!

4. Caliente

Dando sequência ao especial que elaborei sobre os meus 72 discos favoritos de todos os tempos e, depois de já ter disponibilizado os blocos LIGHTS OFF e LIGHTS ON, é chegada a hora de esquentarmos um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, a 3ª parte desse projeto que têm nos feito viajar para tão longe.

Devo adiantá-los que este é o nosso bloco mais curto, mas nem por isso o menos importante ou interessante. A seguir, você encontrará 8 títulos que não necessariamente foram gravados em espanhol, mas que receberam as influências da tão mágica cultura latina. Seja para matar a saudade ou para conhecer trabalhos que muitos de vocês não devem ter ouvido falar antes, esta publicação é destinada a todos aqueles que respeitam a diversidade musical e adoram uma mistura de ritmos, batidas e vibrações diversas.


1. Nuestro amor22. NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: EMI Music, 2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras De Mí” e “Este Corazón”;

Não deixe de ouvir também: “Así Soy Yo”, “Fuera”, “Qué Hay Detrás” e “Liso Sensual”.

Todos que hoje têm entre 20 e 25 anos e acompanharam a novela mexicana “Rebelde”, transmitida pelo SBT pela primeira vez entre 2005 e 2006, sabem do que eu estou falando quando menciono “matar a saudade” logo ali em cima. Estrelada pelo sexteto RBD, Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher Uckermann e Christian Chavéz foram durante muitos anos os ídolos favoritos de meninos e meninas que passaram pela conturbada fase da adolescência. Com uma pegada pop-rock característica do grupo e da sonoridade da época, os integrantes do RBD devem sentir um imenso orgulho por terem gravado um dos melhores disco de pop latino de todos os tempos. Seja pelos vocais insanos de Anahí na faixa-título “Nuestro Amor” ou pela maturidade trazida por Maite Perroni em “Qué Hay Detrás”, o grupo ultrapassou todos os limites do inimaginável quando gravaram o seu 2º material em estúdio e deixaram o 1º anos-luz de distância em amadurecimento profissional. Destaque ainda para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone”, da Kelly Clarkson, e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day”, da sueca Mikeyla.


2. Loose23. LOOSE – NELLY FURTADO

Gravadora: Geffen Records, 2006;

Singles: “No Hay Igual”, “Promiscuous”, “Maneater”, “Say It Right”, “All Good Things (Como To And End)”, “Te Busqué”, “Do It” e “In God’s Hands”;

Não deixe de ouvir também: “Afraid”, “Glow”, “Somebody To Love” e “Let My Hair Down”.

Com certeza um dos álbuns com mais singles que eu já vi até a presente data, Nelly Furtado estava sentada no topo do mundo quando terminou a divulgação de “Loose”, seu 3º trabalho de inéditas. É neste CD que encontramos as gigantes “Say It Right” e “Promiscuous”, responsáveis por imortalizar o nome de Nelly no cenário musical e fazer com que nenhum outro artista chegasse aos seus pés durante anos e mais anos. A crítica, quando do lançamento de “Loose”, elogiou a atuação de Timbaland no disco, dizendo por diversas vezes que a combinação entre ele e Furtado foi primordial para revitalizar a imagem artística e comercial da cantora. Seja cantando R&B, dance-pop ou hip-hop, Nelly sempre arrasou em sua música independente do estilo que abordasse – por mais que “The Spirit Indestructible”, o incrível último material liberado pela canadense, não tenha sido tão bem recebido pelo público.


3. Mi Delirio24. MI DELIRIO – ANAHÍ

Gravadora: EMI Music, 2009;

Singles: “Mi Delirio”, “Me Hipnotizas”, “Quiero”, “Alérgico” e “Para Qué”;

Não deixe de ouvir também: “Qué Mas Da”, “Hasta Que Llegues Tú”, “Él Me Mintió” e “Hasta Que Me Conociste”.

Estamos no ano de 2009 e a nova morena do pedaço não poderia ser outra se não Anahí, agora uma ex-integrante do grupo RBD. Dando continuidade a sua carreira solo musical, é liberado o 5º álbum de estúdio da cantora em novembro do mesmo ano, o atrevido “Mi Delirio”. Já causando horrores com o carro-chefe, Anahí foi motivo de burburinho desnecessário por combinar sexualidade, sadomasoquismo, insanidade e religião num mesmo clipe – como se Madonna e Lady Gaga nunca tivessem feito isso antes. Visionária no que fez, o álbum ganhou uma edição deluxe com 2 remixes de “Mi Delirio” e mais 4 faixas inéditas, entre elas o single “Alérgico” e a obscura “Pobre Tu Alma”. Dona de uma voz suave, mas poderosa – Any foi responsável pela maioria dos high notes em backing vocal do RBD – a mexicana já planeja seu retorno à carreira musical após o estranho abandono de “Absurda”, canção liberada em 2013 mas que não ganhou nenhuma divulgação por parte de sua equipe.


4. Escape25. ESCAPE – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2001;

Singles: “Hero”, “Escape”, “Love To See You Cry”, “Don’t Turn Off The Lights” e “Maybe”;

Não deixe de ouvir também: “I Will Survive”, “One Night Stand”, “She Be The One” e “If The World Crashes Down”.

Conseguir reconhecimento musical nos dias de hoje não é uma tarefa nada fácil, mas Enrique Iglesias continua sendo um dos poucos que domina a façanha de dividir milhares de fãs não só da América Latina, mas também dos EUA e tantos países da Europa. Apesar de possuir milhões de cópias dos seus 4 primeiros álbuns espalhadas pelo mundo, foi somente em “Escape” que o espanhol passou a expandir seu império por todo o planeta. Trazendo o mega sucesso “Hero”, o 5º álbum do galã foi a primeira grande tentativa musical redirecionada ao mercado norte-americano, sem, é claro, abandonar suas origens espanholas indispensáveis. Dono de uma voz marcante e de um timbre único, nem preciso comentar que este é com certeza um dos fatores que faz Enrique ser o sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres, né?


5. She Wolf26. SHE WOLF – SHAKIRA

Gravadora: Epic Records, 2009;

Singles: “She Wolf”, “Did It Again”, “Give It Up To Me” e “Gypsy”;

Não deixe de ouvir também: “Why Wait”, “Men In This Town”, “Mon Amour” e “Loba”.

Este é sem sombra de dúvidas um dos trabalhos menos regionais da colombiana mais popular da história, mas isso não quer dizer que Shakira tenha deixado de lado suas raízes quando da elaboração e gravação de “She Wolf”, seu 8º álbum de inéditas. Apostando pesado no eletropop, sonoridade jamais trabalhada pela cantora em sua discografia, o disco recebeu ainda influências musicais de várias partes do mundo como a África, a Índia e o Oriente Médio. Brincando com diversos estilos musicais (R&B, hip-hop, rock, hindu music), Shakira foi primorosa ao combinar tudo o que podemos ouvir por aí com os seus tão característicos elementos da música latina que a tornaram tão famosa. E tudo isso é acompanhado do que? Isso mesmo, do sotaque castelhano que nos faz rebolar na pista de dança desde os tempos de “Whenever, Wherever”.


6. Celestial27. CELESTIAL – RBD

Gravadora: EMI Music, 2006;

Singles: “Ser O Parecer”, “Celestial”, “Bésame Sin Miedo” e “Dame”;

Não deixe de ouvir também: “Tu Dulce Voz”, “Algún Día”, “Me Cansé” e “Es Por Amor”.

Depois de dois álbuns bem sucedidos e duas turnês que percorreram diversos países da América, o RBD já tinha adquirido tanta fama que era impossível não conhecer os singles do grupo ou a novela estrelada pelo sexteto (no Brasil transmitida pela emissora de Sílvio Santos). Após o bem recebido “Nuestro Amor”, o qual levou um 2º #1 para os integrantes em seu país de origem, o México, “Celestial” chegou as prateleiras castelhanas em 23 de novembro de 2006. Seguindo o formato pop latino trabalhado nos dois primeiros discos da banda – só que dessa vez não tão obscuro como em “Nuestro Amor” -, “Ser O Parecer” foi a faixa escolhida para abrir a divulgação do disco. Assim como os outros discos do RBD, “Celestial” também traz alguns covers em sua tracklist, sendo eles “Tu Dulce Voz” (“The Little Voice”, gravada originalmente por Sahlene – e também regravada por Hilary Duff para o seu álbum de estreia), e “Bésame Sin Medo” (“Kiss Me Like You Mean It”, da norte-americana Sarah Paxton). O 3º trabalho de inéditas da banda foi tão bem recebida nos EUA que conseguiu emplacar um #15 na “Billboard 200”, a relação dos 200 álbuns mais vendidos semanalmente em terras estadunidenses.


7. 728. 7 – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2003;

Singles: “Addicted” e “Not In Love”;

Não deixe de ouvir também: “California Callin’”, “Break Me, Shake Me”, “Be Yourself” e “Live It Up Tonight”.

Você pode achar que foi só por volta de 2010 que Enrique Iglesias passou a ser visto nas baladas da vida gravando clipes para hits como “I Like It” e “Tonight (I’m Fuckin’ You)”, mas sinto-lhe informar que isso já acontecia há algum tempo. Liberado há distantes 12 anos, o sucessor de “Quizás” aparece como mais uma tentativa de Iglesias em fixar seu nome nos charts norte-americanos. Não tão bem sucedido como “Escape” (2001), “7” é uma ótima dica para quem curte o lado “menos raiz” do cantor e acaba por preferir suas músicas gravadas em inglês. O legal deste disco é que, apesar de ser predominantemente pop, Enrique nunca abandonou 100% os elementos da música latina responsável pela produção de seus trabalhos anteriores, seja por sua voz tipicamente carregada, seja pelos instrumentais de músicas como “Say It”, “Addicted” e “Wish You Were Here (With Me)”.


8. Life29. LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: Columbia Records, 2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It On Me” e “It’s Alright”.

Não deixe de ouvir também: “I Won’t Desert You”, “Stop Time Tonight”, “I Am” e “This Is Good”.

“Música + Alma + Sexo” (2011) é definitivamente um dos meus trabalhos favoritos deste esplêndido músico, e pra dizer bem a verdade foi por pouco que não incluí essa obra em ¡CALIENTE!, o nosso 3º bloco dos meus 72 discos favoritos. Todavia, o 8º álbum solo de Martin, “Life”, faz mais jus à palavra que intitula esta publicação e vocês entenderão o porquê disso agora mesmo. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, desde “Livin’ La Vida Loca” não presenciamos o porto-riquenho em uma fase tão… er, gostosa de se ver, e eu não afirmo isso apenas visualmente como também musicalmente. Prova disso é o clipe gravado para o lead single “I Don’t Care” que com certeza corroborá tudo o que disse até agora – qualé, Ricky, “eu não me importo, apenas quero ser seu”. Vale destacar, ainda, as brilhantes “I Am” e “This Is Good”, faixas que integram o álbum e fizeram bonito ao trazer essa imagem mais madura para o cantor.


TEEN SPIRIT vem aí…