Você precisa fazer o download de “Lep’s World”, o novo “Super Mario Bros.” para os celulares

Se a nossa sessão literária esteve há um bom tempo sem receber uma atualização, quem dirá então a eletrônica, na qual recomendamos algum jogo ou desenvolvemos a resenha de um lançamento ou um clássico dos fliperamas – o último a receber destaque por aqui foi “Life is Strange”, recorde. Pensando então em lhes indicar um bom passatempo para smartphone, a dica de hoje é “Lep’s World”, o mais próximo que pudemos chegar de um “Super Mario Bros.” desenvolvido diretamente para o touchscreen dos nossos celulares (e o melhor: sem qualquer custo*).

Composto por uma franquia de três jogos liberados entre os anos de 2012 a 2014, neles acompanhamos as aventuras de Lep, um leprechaun (ou duende irlandês, para os mais leigos) que precisa passar por uma imensidão de cenários perigosos para encontrar a luz no fim do túnel: ou como é retratado no game, o outro lado do arco-íris. Coletando as tão desejadas moedas de ouro enquanto divide a sua atenção derrotando (ou desviando) dos inimigos que aparecem pela sua frente, você precisará dar o melhor de si enquanto o tempo rola solto, tomando o devido cuidado de chegar ao seu destino final em questão de poucos segundos.

O primeiro título da série já nos introduz à saga de Lep e sua busca pelo ouro perdido. Só que, como esclarecem os desenvolvedores do jogo, para encontrá-lo você precisará “correr e pular através dos reinos fantásticos de Lep’s World”, lembrando-se que “todo o lugar está cheio de monstros bestiais que farão qualquer coisa para te impedir de cumprir o seu objetivo”. As informações do game ainda nos revelam que “quando você pega uma folha de trevo, a saúde de Lep aumenta”, apesar de que “só saúde não será o suficiente para te livrar de qualquer perigo que se esconde atrás de cada cenário”. “Lep’s World” (2012) contém: 8 mundos divididos em 5 temas, cada um possuindo 8 fases (totalizando 64); 9 inimigos diferentes e capacidade multiplayer. Não há qualquer boss durante o jogo.

Captura de “Lep’s World 3”: os gráficos foram infinitamente melhorados se comparados ao primeiro jogo da franquia

Um ano depois, foi a vez de “Lep’s World 2” chegar para dar continuidade às aventuras do esperto leprechaun. Caprichando muito mais na história e na ambientação, a sequência nos conta que “era só mais um belo dia de sol na ‘Aldeia dos Duendes’ quando o céu escureceu e se encheu de terríveis relâmpagos”. Logo de imediato, “um feiticeiro maligno apareceu, roubou todo o ouro dos duendes e sequestrou os aldeões da região”, cabendo a Lep a tarefa de salvar seus amigos – e, consequentemente, impedir que o vilão “conquiste o mundo”. Incluindo muitos superpoderes ainda desconhecidos por quem havia jogado o primeiro game, em “Lep’s World 2” o jogador terá acesso a: novos gráficos mais detalhados; 8 mundos com 8 fases cada (totalizando 64); 13 inimigos e 10 itens e habilidades inéditas. Ao final de cada mundo você enfrentará um boss diferente.

Por fim, 2014 veio e trouxe consigo o capítulo final (até o fechamento desta publicação) da jornada do duende virtual. Com uma história bem semelhante a anterior, em “Lep’s World 3” o jogador é apresentado aos mesmos eventos ocorridos na sequência, com o único detalhe de que “trolls malvados” chegaram para substituir o finado feiticeiro da última versão. Cabendo a Lep, mais uma vez, o dever de resgatar seus amigos das mãos dos vilões antes que seja tarde demais, somos conduzidos a: gráficos em alta resolução; 6 mundos contendo 20 fases cada (totalizando 120); 18 itens e habilidades; 22 adversários; 4 personagens diferentes e modo multiplayer via Facebook. Ao final de cada mundo você enfrentará um boss diferente.

Como não poderia deixar de ser, não é apenas na aparência que “Lep’s World” nos faz recordar do tão querido jogo onde dois encanadores italianos tinham como missão percorrer uma infinidade de fases para derrotar o vilão Bowser e salvar a Princesa Peach. Resgatando as principais características dos games de plataforma, assim como no clássico dos anos 80, aqui você também encontrará uma jogabilidade bem similar à que conhecemos quando ainda éramos crianças – na qual toda a história se desenrolava pela magia dos gráficos 2D e na vasta gama de possibilidades ofertadas pelo jogo.

Contudo, se “Lep’s World” pouco inova na questão visual, ele muito acerta ao caminhar por uma direção bem diferente da seguida pela maioria das franquias de games que produzem um grande jogo de estreia e depois se comprometem em meio a um fiasco de sequências mal projetadas. Melhorando consideravelmente de um título para outro, é indescritível o quanto o terceiro lançamento da empresa superou o segundo e este o primeiro – um protótipo ainda não finalizado que provavelmente deixou muita gente nervosa ao introduzir cenários falhos e quase impossíveis de serem contornados. Na medida que os gráficos foram refeitos e novos personagens entraram em cena em “Lep’s World 2 e 3”, a aventura de Lep parece ter pulado de “uma tentativa de um jogo de plataforma” para um “um dos mais viciantes games já liberados para smartphone”.

O trailer oficial de “Lep’s World 3” (este vídeo foi adicionado ao YouTube e pode ser removido a qualquer momento)

No geral, por adotar o estilo, a jogabilidade e os gráficos de um dos maiores (se não o maior) jogos já produzidos pela indústria dos consoles, “Lep’s World” não se mostra o título mais criativo ou chamativo do mercado. Todavia, ao se distanciar dos tão batidos lançamentos de corredores infinitos e optar pelo esquema de side scrolling (rolagem lateral) dos games oitentistas, ele se mostra uma ótima dica que talvez agrade os fãs menos exigentes do inesquecível “Super Mario Bros.”. Obviamente, esta franquia não traz a mesma nostalgia concedida pelas primeiras sequências do promissor de 1985, mas é, sem sombra de dúvidas, um nome que se destaca entre os incontáveis jogos dos últimos anos que tanto se inspiraram na saga do encanador baixinho e pouco conseguiram fazer.

* Desenvolvida pela “NerByte”, a franquia “Lep’s World” está disponível para download gratuito (é claro que o aplicativo permite compras online adicionais, mas que são de longe o foco do jogo) nas três principais plataformas mobile: iOS, Android e Windows Phone. A indicação é livre para todas as idades.

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Timidamente, “The Duff” acerta e se mostra a comédia adolescente que estávamos precisando

Faz pouco mais de uma semana que compartilhamos por aqui uma publicação sobre dois dos maiores clássicos da comédia teen de todos os tempos: “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) e “Meninas Malvadas” (2004) – não deixe de relembrar. Agora, fazendo uma breve busca pelo Senhor Google à procura dos mais comentados lançamentos que rolaram durante o ano de 2015, é com “The Duff” que ilustraremos o post de hoje e falaremos um pouquinho mais sobre o tão agitado (e perigoso) universo adolescente. Pegue a sua pipoca, prepare os seus assentos e boa leitura!

A primeira coisa que precisamos saber sobre a produção da “Lionsgate” e da “CBS Films” é que, assim como o gigante de 2004 estrelado por Lindsay Lohan e Rachel McAdams, “The Duff” também originou-se de uma obra literária lançada muito antes para as páginas dos livros. Inspirado no registro de mesmo nome escrito por Kody Keplinger e publicado em 2011, você pode não acreditar, mas o trabalho distribuído sob a licença da “Hachette Kids Hodder Children” foi liberado quando a escritora tinha apenas 17 anos. Dirigido pelo ganhador do “Oscar” Ari Sandel e roteirizado por Josh A. Cagan, o filme foi estrelado por Mae Whitman, Robbie Amell e Bella Thorne.

Bianca Piper (Mae Whitman), a nossa protagonista

Tudo começa quando Bianca Piper (Whitman), uma inteligente estudante do último ano do Ensino Médio, leva uma vida comum e desajeitada ao lado de suas duas melhores amigas: duas meninas que, aparentemente, não têm nada em comum com a sua falta de popularidade. Lindas, poderosas e queridas por todos, as deslumbrantes Jess Harris (Skyler Samuels) e Casey Cordero (Bianca Santos), diferente da melhor amiga, atraem todos os olhares à sua volta e se mostram o sonho de consumo de 9 a cada 10 garotos. Porém, a história só toma forma e caminha para o seu derradeiro destino final quando o clássico galã do time de futebol (Wes, interpretado por Amell) e a patricinha diabólica (Madison, interpretada por Thorne) aparecem em cena para completar o time de estrelas e fazer do longa-metragem um dos mais divertidos sobre o temática adolescente.

Conversando com Wes em uma festa na casa de Madison, Bianca descobre-se na triste e surpreendente condição de D.U.F.F. (“designated ugly fat friend”, expressão que em nossa língua significaria algo como “amigo designado para ser feio e gordo”). Nas palavras do garoto, D.U.F.F. nada mais é senão aquele amigo “menos atraente” que os populares carregam para cima e para baixo para passarem a impressão de que são mais bonitos que o normal – apesar de não ser necessariamente “feio ou gordo”, a regra é que o D.U.F.F. seja o membro menos interessante do seu grupo (para provocar essa distinção de aparências). E como se não fosse o suficiente, além de bancar o acessório, cabe ao D.U.F.F. atuar como um facilitador, uma espécie de secretário particular encarregado de guardar informações e marcar encontros dos populares do seu grupo com os dos demais grupos, servindo como uma “ponte de acesso”.

Horrorizada com a informação, Bianca não demora muito para descobrir que não é a única “amiga designada para ser feia e gorda” da escola e que as pessoas ao seu redor podem ser muito mais cruéis do que poderia imaginar. Este é o caso de Madison, a ex-namorada de Wes que está sempre pronta para fazer da vida de todo mundo um inferno e que não poupa esforços para pisar em qualquer um que cruze o seu caminho (ou que ofereça algum tipo de ameaça ao seu reinado de superficialidades). Decidida a mudar a sua sina, Bianca faz um acordo com o ex de sua rival (o clássico atleta nada inteligente que corre o risco de ser reprovado no colégio) e, juntos, se ajudarão na tarefa de fazer um aumentar as suas notas enquanto o outro muda radicalmente o seu estilo de vida para ser melhor aceito pela sociedade (e pelo garoto dos seus sonhos).

Da esquerda para a direita: Jess Harris (Skyler Samuels), Casey Cordero (Bianca Santos) e Bianca Piper (Mae Whitman)

Contudo, não é apenas pelo time de artistas ou pelo seu enredo interessante que “The Duff” se destaca dos demais filmes sobre o gênero e ganha alguns pontos positivos.

Se existe uma artimanha que foi muito bem empregada pela equipe por trás do longa-metragem é o ponto de contato que a sua história cria com a tecnologia, as redes sociais e o nosso mundo externo. Talvez uma das maiores inseguranças de um diretor ou escritor seja citar fontes que remetam o seu telespectador/leitor à uma data ou momento específico, taxando a produção e fazendo-a perder o seu teor “atemporal” (aquela que você pode acompanhar a qualquer momento e que sempre parecerá atual). Apesar de quase sempre dar certo, a verdade é que definir um momento não é de todo ruim, e isso não apenas funciona bem em “The Duff” como é um dos pontos chave para todo o seu sucesso (com um orçamento de 8,5 milhões de dólares, a receita do filme chegou a ultrapassar os 43 milhões). Fazendo uma menção honrosa ao épico “Os Simpsons” e a sites do nosso dia a dia (como o Twitter, Tumblr e Instagram), diferente do esperado, a “modernidade” que se esconde em cada cena não apenas nos deixa mais familiarizados com a realidade do longa-metragem como também nos faz acreditar que cada personagem realmente saiu do nosso plano físico (e não da imaginação fértil de alguém que pouco entende do assunto).

Madison Morgan (Bella Thorne), a antagonista

Outro ponto importante que não podemos deixar de mencionar é a fantástica caracterização da nossa grande protagonista e a nomeação de Mae Whitman para dar vida à Bianca Piper. Se você já assistiu a qualquer clássico adolescente produzido nos últimos 30 anos, deve saber que é regra a escolha de um rostinho bonito e jovem para interpretar o papel da inocente menina que é feita de boba durante todo o filme (Hilary Duff, Lindsay Lohan e Amanda Bynes que o digam). Todavia, mesmo quebrando algumas dessas regras, Whitman tira de letra e se mostra uma escolha totalmente controversa (e bem sucedida) para o papel. Isso porque, diferente da grande maioria das demais atrizes, Mae não usa minissaia ou possui um corpo padrão retirado das capas de revistas de moda – até pelo contrário, pois é graças à suas roupas estranhas e à atitude nerd-tímida-legal que a protagonista de “The Duff” ganha a nossa confiança logo de cara. Apesar de bonita, Bianca é só uma garota normal que gostaria de ser levada a sério, a típica menina que nós encontramos nos colégios de qualquer lugar do mundo (diferente das modelos magérrimas, bem vestidas e deslumbrantes que estrelam a maioria destes filmes). Se tivesse seguido a regra, com certeza Bella Thorne seria a protagonista (e não a antagonista).

Se Whitman quebra a regra por não ser uma modelo por excelência, com certeza ela não está sozinha ao extrapolar o requisito da idade que um profissional deve ter para interpretar um adolescente por volta dos seus 16 ou 17 anos. Pode parecer mentira, mas, tanto Mae como Robbie (Wes) já tinham passado dos 25 quando “The Duff” estrelou nos cinemas norte-americanos em 20 de fevereiro do ano passado. Apesar de não aparentarem a idade que possuem, essa na verdade é uma prática bem comum na indústria cinematográfica, e se você não se lembra de nenhum outro caso como este, basta mencionarmos “As Patricinhas de Beverly Hills” e “Meninas Malvadas”, por exemplo. Na primeira produção, Stacey Dash (Dionne, a melhor amiga de Cher), apesar de esbanjar uma beleza sem tamanhos na produção de 1995, já contava com 27 quando deu vida a uma das garotas mais populares do colégio de “Clueless”. O mesmo aconteceu com Rachel McAdams, a inesquecível Regina George – que, na estreia de “Mean Girls”, já contava com 25 (não parece, né?). Realmente, nem sempre um ator adolescente é a melhor opção para estrelar um filme sobre o gênero!

Este vídeo foi adicionado ao YouTube e pode ser removido a qualquer momento

E já que o assunto é Regina George… se “The Duff” é eficaz ao acumular diversos acertos em quesitos tão improváveis, talvez ele peque em um dos mais óbvios possíveis: a escolha de Bella Thorne para viver uma das antagonistas mais descartáveis da história dos cinemas. Não que Bella seja uma atriz ruim (muito pelo contrário), mas, por mais que a moça tenha se esforçado bastante para interpretar um dos papeis mais medíocres de toda a sua carreira, Madison Morgan é como o “barro” de “Meninas Malvadas” que jamais irá acontecer. Definitivamente inspirada (para não dizer copiada) na Regina George de Tina Fey, a vilã de “The Duff” não apenas não nos convence como se mostra uma personalidade totalmente mal construída, mal trabalhada e mal explorada. Se Regina tinha a magnitude de uma rainha, Madison demonstra a competência de uma mosca varejeira desorientada pela fumaça de um inseticida. Totalmente aleatória, até os momentos mais “bad ass” da personagem parecem incompletos, nos dando a impressão de que Madison não se encaixa com o restante do cenário, mostrando-se alguém frio, desinteressante e completamente entediante. Mas, não é só de acertos que um filme sobrevive, acredito eu!

No geral, “The Duff” pode parecer apenas mais um filme adolescente estrelado por meia dúzia de jovens que nunca ouvimos falar, mas é, sem sombra de dúvidas, um título que não pode passar despercebido dos nossos olhares. Resgatando diversas temáticas que valem a pena ser discutidas – como o bullying, a autoconfiança e a criação de rótulos indesejáveis –, o longa trata tudo isso com bastante bom humor e uma linguagem mais descontraída, típica dos adolescentes, enquanto é narrado pela própria Bianca de uma maneira bem intimista (bem semelhante à “Meninas Malvadas”). Os atores escolhidos para fazerem parte do elenco não poderiam ser melhores (como o Ken Jeong, de “Se Beber, Não Case”, e a Allison Janney, do seriado “Mom”), pois não só mergulharam de cabeça na produção como compartilharam de uma química muito gostosa de ser acompanhada. Caprichando na trilha sonora (que vai de Charli XCX à Jessie J e Fall Out Boy) e fazendo com que tudo soe o mais natural possível, é um filme que vale a pena ser conferido pelo simples fato de trazer uma situação degradante de forma divertida e envolvente, mas sem perder o mais importante: que é o seu lado crítico. Não importa se você conhece, tem ou é um D.U.F.F.: no fim das contas, existem coisas muito mais importantes para se descobrir durante a nada fácil etapa da adolescência.

Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist

De fato, esta não é a primeira vez que falamos sobre o canadense Shawn Mendes por aqui (quem aí se lembra do “Hora de se atualizar” com os últimos lançamentos em álbuns da música pop sabe do que eu estou falando), mas, depois de muito pensar com os meus próprios botões, cheguei à conclusão que a justiça precisa ser feita e o cantor receber maior atenção com uma publicação inteiramente exclusiva para si. Porém, para que isso dê certo e você consiga absorver melhor todo o trabalho já liberado pelo cara, recomendo que se ligue à playlist presente ao final deste post que resumidamente trará o que de melhor foi destaque durante estes dois anos em que o garoto permaneceu na ativa. Ganhando cada vez mais força na indústria musical contemporânea, Shawn Mendes é um novato que tem tudo para se tornar um dos maiores ídolos desta nova remessa de artistas que tem bombado pelas rádios de todo o planeta e construído bases de fãs cada vez mais leais, apaixonadas e insanas.

Com apenas 17 anos de idade, o jovem nascido em Toronto (província de Ontário, Canadá) começou cedo a utilizar-se de toda a influência do mundo virtual para adquirir o reconhecimento do público e tornar-se uma webcelebridade em questão de pouco tempo. Publicando covers de músicas populares no aplicativo Vine, no ano de 2013, nada mais além do seu talento foi necessário para Shawn fazer parte do top 3 das contas mais seguidas na rede social e ser descoberto no começo de 2014 por Andrew Gertler, agente publicitário responsável por introduzi-lo à carreira profissional. Assinando com a gigante “Island Records” (o atual selo de outros artistas como Demi Lovato, Tove Lo e Bon Jovi), a gravadora liberou o primeiro grande single do cantor em junho de 2014 em meio à muita surpresa e comemoração. Isso porque “Life of the Party” rendeu a Mendes o título de “artista mais jovem a estrear no top 25 da ‘Billboard Hot 100’ com um single de estreia”, na posição de nº #24, quando ainda tinha 15 anos e 11 meses. Porém, este recorde é fichinha para o que veio a seguir.

Sendo convidado para abrir a “Live on Tour”, do Austin Mahone, no segundo semestre de 2014 (durante a sua fase norte-americana), o canadense recentemente foi um dos maiores destaques da “The 1989 World Tour”, a popular turnê da Taylor Swift que tem percorrido o mundo inteiro desde maio deste ano. Responsável pelos atos de abertura de diversos shows realizados nos EUA e no Canadá do prestigiado concerto da musicista, Mendes teve a oportunidade de levar até o público o seu próprio espetáculo com a “#ShawnsFirstHeadlines”, seu primeiro contato direto com a energia dos palcos e dos fãs. Iniciando-se em novembro de 2014 e sendo encerrada em setembro de 2015, a pequena turnê que perdurou por quase 1 ano rendeu 33 apresentações pela Europa e América do Norte em uma setlist original de 11 faixas, as quais mais tarde integrariam a tracklist do seu primeiro disco de estúdio.

Dando uma prévia do que viria adiante, o extended play “The Shawn Mendes EP” surgiu durante o verão de 2014 para causar ainda mais burburinho à estreia do menino prodígio. Incluindo o seu primeiro single e outras três músicas inéditas (das quais somente “The Weight” seria novamente utilizada no futuro), o trabalho estreou direto no top 5 dos charts estadunidenses em #5, com 48 mil cópias distribuídas na primeira semana. Nove meses depois – para ser mais exato no dia 14 de abril deste ano – foi a vez de “Handwritten” (o debut album do garoto) também fazer história ao estrear em #1 na “Billboard 200”, com volumosas 119 mil cópias em apenas sete dias de comercialização. Tornando-se “o artista mais jovem [com 16 anos e 8 meses] depois de Justin Bieber a possuir um #1 na parada de sucessos que contabiliza os 200 álbuns mais populares da semana estadunidense(Bieber contava com 16 anos e 2 meses quando atingiu o feito em 2010), na sua terra natal o cantor também estreou direto no topo dos charts canadenses, com vendas de 14 mil cópias na decisiva first week.

Com 4 singles oficiais e 3 promocionais, Shawn veio para mostrar que a acirrada disputa por números e charts de sucessos não é um grande problema para a sua precoce carreira: o novato fez bonito ao emplacar todas as suas músicas de trabalho dentro do top 100 não apenas do Canadá, mas também no próspero irmão do sul. Contudo, por mais que o carro-chefe “Life of the Party” (#24 nos EUA, #9 no Canadá) e a sua sucessora “Something Big” (#80 nos EUA, #11 no Canadá) tenham rapidamente obtido êxito ao espalhar o nome do cantor pelos quatro cantos do planeta, foi só depois do lançamento de “Stitches” (#4 nos EUA, #10 no Canadá) que Mendes passou a perceber os merecidos frutos de seu árduo trabalho.

Permanecendo por 28 semanas na parada mais importante dos EUA (e do mundo, para muita gente), o 3º single do “Handwritten” tem mostrado uma estabilidade invejável ao ainda integrar o top 10 do concorrido ranking, ocupando atualmente a #6 cadeira da lista (semana do dia 8/12/15). Divulgando sua atual música de trabalho, um dueto gravado com Camila Cabello, “I Know What You Did Last Summer” atingiu o pico #55 nos EUA e #44 no Canadá (atualmente #64 no primeiro e #49 no segundo). Os singles promocionais do cantor incluem “A Little Too Much” (#94 nos EUA, #74 no Canadá), “Never Be Alone” (#49 no Canadá) e “Kid In Love” (#69 no Canadá).

Participando da trilha sonora do filme “Descendentes”, da Disney, com a faixa “Believe” (o único single retirado da soundtrack, liberado em junho deste ano), somente em novembro passado Shawn deu sequência à discografia quando optou por relançar seu popular primeiro álbum para seus fãs mais fiéis. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard, “Handwritten (Revisited)” traz 4 canções inéditas (o featuring com Camila Cabello, “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”) com o diferencial de 5 faixas que tiveram sua versão de estúdio substituídas pelo áudio ao vivo de apresentações do cantor no “Greek Theater”, em Los Angeles. Trata-se de “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much”.

Uma pequena seleção com o melhor conteúdo já liberado pelo cantor e que você não pode deixar de conferir!

Com 9 clipes oficiais já gravados (8 em carreira solo e 1 em participação com a banda britânica The Vamps), o jovem cantor nos dá indícios de que este é apenas o começo de uma longa caminhada a ser percorrida em muitos e muitos anos de sucesso. Vencendo diversas categorias importantes de premiações como o “Teen Choice Awards”, o “Much Music Video Awards” e o “MTV Europe Music Awards”, Mendes provavelmente não desistirá de continuar pela estrada musical levando para novas pessoas todo o poder e a qualidade de seu talento inquestionável. É verdade que Shawn ainda tem dado os seus primeiros passos pela vida musical (o que para muitos pode não dizer muita coisa), mas, todo o material que liberou em um curto espaço de tempo está aí convencer-nos de que ainda há muito para ser produzido ao longo das décadas.

Seja pela sonoridade mais intimista e acústica que pudemos acompanhar em músicas como “Life of the Party” e “Aftertaste”, ou até mesmo pelo pop contagiante de “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”, não apenas a voz de Shawn cativa, mas também a imagem pública que tem conquistado pouco a pouco nos eventos e entrevistas que marca presença (sempre simpático e orgulhoso com o carinho recebido pelos fãs). Um exemplo de profissional que definitivamente deveria espelhar muitos de seus conterrâneos que parecem sentir alguma espécie superioridade inexistente, o garoto jamais se envolveu em grandes polêmicas ou foi alvo de comentários duvidosos da mídia envolvendo drogas, má companhia ou ataques histéricos contra fotógrafos ou admiradores (e que permaneça assim). Uma vez lhe concedida a oportunidade de mostrar ao que veio, este é um ótimo começo para um nome que tem todos os atributos para continuar fazendo história e se tornar uma lenda viva em pouco tempo.

10 dicas para escrever bem: um básico passo a passo que poderá melhorar (e muito) a sua escrita

Desde que comecei a escrever aqui para o blog e decidi compartilhar por aí todo o material que criei e desenvolvi no período de quase dois anos, de alguma maneira ou outra acabei por chamar a atenção de um pessoal que se surpreendeu com as técnicas de escrita que aprendi a dominar ao longo dos anos. Com isso em mente, resolvi montar uma singela lista com os principais pontos que me ajudaram (e continuam ajudando) na elaboração de todos os textos que são aqui publicados – para, quem sabe, dar um empurrãozinho nos leitores que gostariam de aprender a “escrever bem” mas não sabem por onde começar.

Contudo, vale deixar claro que “escrever bem” é algo completamente subjetivo, pois o que é bom para mim pode não ser para o resto das pessoas e vice e versa; isso sem mencionar o importante fato de que as dicas a seguir elencadas podem funcionar ou não com você: tudo dependerá da sua disciplina e da sua paciência. Dados os nossos avisos iniciais, vamos descobrir com a ajuda da nossa querida Hermione Granger, a bruxa mais inteligente de seu tempo, quais são essas valiosas dicas que tenho guardado comigo há um bom tempo e que definitivamente fazem toda a diferença no momento de colocar minhas ideias em prática.


#1 – Ler com habitualidade pode te ajudar a escrever melhor:

É verdade que a antiga “crença popular” do “quem lê mais escreve melhor” divide opiniões quando se trata dos possíveis reflexos positivos que a leitura incita na escrita, mas confesso que quando esta assertiva é levantada pelas pessoas me torno facilmente um dos primeiros a levantar a bandeira em seu apoio incondicional. Possivelmente não te fará um Shakespeare dos tempos modernos, mas, falo por experiência própria que só passei a manifestar maior interesse por uma boa escrita quando mergulhei de cabeça no universo dos livros (e devorei obra atrás de obra sem nem ao menos contar os dias ou páginas restantes). Talvez essa associação seja até meio óbvia para alguns, já que o hábito da leitura saudável proporciona ao leitor uma visão de mundo muito mais ampla, capacitando-o com pontos de vistas que antes eram sequer cogitados pelo seu subconsciente. Ler inegavelmente brinca com a curiosidade da pessoa, fazendo-a se tornar muito mais crítica e compreensiva, sem falar que expande o vocabulário, incluindo palavras “difíceis” que não demorarão para se tornar “fáceis” e comuns do dia a dia. A internet é uma das maiores fontes de diversidade e possibilidades dos dias de hoje: basta você aprender a explorá-la como uma rica e densa floresta de informações (mas cuidado com o que você lê por aí, okay?).


#2 – Dê um tempo para si e para a sua inspiração:

Infelizmente a inspiração não é um botão que funciona quando pressionado a nosso gosto e a nossa vontade, sendo certamente uma das virtudes mais imprevisíveis que o homem foi capaz de domesticar ao longo da sua vida (engraçado como a única certeza da inspiração é a sua incerteza). Em alguns momentos, você poderá estar sentado diante de seu computador ou de papel e caneta altamente motivado a produzir algo criativo e original, mas nem sempre estará munido desta palavrinha mágica tão essencial que assombra milhares de escritores dos mais diversos níveis de conhecimento. Quando isso acontecer, o único remédio a ser usado é dar um tempo para si: respire fundo, abstraia, faça outras tarefas e ocupe a sua mente com outras ideias. Quando o momento certo chegar, você saberá – não fique esperando pois será muito mais trabalhoso e doloroso. Ah, e se a bendita inspiração chegar durante o momento errado (quando você estiver ocupado fazendo algo inadiável, por exemplo), não pense duas vezes ao tentar fazer anotações dos principais pontos que poderão te ajudar mais tarde. Este esquema de elaborar rascunhos com palavras-chaves pode ser uma dica muito bem-vinda se você souber deixar a preguiça de lado.


#3 – Conheça o tema escolhido com antecedência:

Estar a par do assunto que você escolheu para discorrer sobre é fundamental para o sucesso do seu futuro projeto! Mas, para isso dar certo, você não precisa ser uma enciclopédia ambulante que joga as informações em cima do leitor apenas com o mero objetivo informativo: dicionários foram feitos para consulta esporádica, e não para leitura regular. Dessa forma, é inevitável que você tenha, além de um mínimo de noção sobre o tema da dissertação, uma opinião consolidada em argumentos que juntos sejam totalmente coerentes. Se você gostaria muito de escrever sobre algo mas ainda não possui um indício de posicionamento (lembre-se que a neutralidade também é um posicionamento: você não precisa concordar ou discordar de tudo que ouve por aí), talvez seja o momento de refletir sobre e partir para a nossa próxima dica…


#4 – Pesquise e fundamente:

Quem disse que pesquisas acadêmicas são uma utilidade apenas do colégio e da faculdade? Quando você assume a responsabilidade de se tornar um escritor – por mais amadoras que sejam as suas intenções –, precisa tomar o supremo cuidado acerca do conteúdo que escreve, principalmente se pensa em torná-lo público (seja por meio de blogs, seja por meio de redes sociais). Credibilidade é como dignidade: uma vez perdida, não será nada fácil recuperá-la (ainda mais se você lidar com um público grande que está sempre conferindo o seu material e compartilhando-o internet afora). Quando sentir dúvidas sobre determinada informação, não pense duas vezes em pesquisar em quantas fontes forem necessárias, não se esquecendo, ao final, de indexar o link do site ou livro consultado (jamais leve os créditos pelo esforço de outra pessoa). Deixe claro o que é sua opinião do que é um fato consumado: quando se tratar de algo que tenha realmente acontecido, seja firme, direto e objetivo. Pior do que passar vergonha por algo mal interpretado que tenha sido pesquisado em algum lugar pouco confiável é passar a impressão de que o seu texto é aleatório, sem fundamentos ou que tenha “brotado” do chão como uma erva daninha.


#5 – Sinta:

Nós nem começamos a escrever e já aprendemos 4 dicas importantes que poderão te ajudar bastante na produção de seus futuros trabalhos. Contudo, apesar de levar a sério cada uma destas etapas preparatórias, não existe nenhuma outra que eu valorize mais do que sentir. Eu não gosto de ver os meus textos como meros conglomerados de palavras que juntas tenham um começo, um meio e um fim, mas sim como instrumentos que exteriorizem a minha opinião, a minha perspectiva. Um texto frio que não seja capaz de captar a atenção do leitor dificilmente prosperará, a menos que apele para assuntos polêmicos ou que traga manchetes sensacionalistas e alarmantes. Procure começar com assuntos que te agradem, que te façam se sentir bem ou que você tenha uma maior facilidade. Feche seus olhos, lembre-se dos motivos que te fazem ter afinidade com o tópico selecionado e tente capturar tudo isso dentro de cada parágrafo.


#6 – Chegou o grande momento… escreva:

Finalmente, depois de muito se preparar e já ter uma pequena noção do que será tratado, chegou o momento de colocar em prática todas as ideias armazenadas na sua cabeça e nos seus primeiros rascunhos (isso se você resolveu seguir os conselhos trazidos ao final da nossa #2 dica). Aqui você não pode sofrer qualquer tipo de limitação, devendo usar sua imaginação e criatividade livremente, da sua maneira. Não tenha medo de parecer cafona ou careta: apenas coloque no papel tudo o que sentir vontade e que achar válido para o seu texto (por mais superficial que possa parecer no momento). É interessante, mas nesta etapa você formará apenas o esqueleto da sua obra, o alicerce que manterá de pé tudo o que será abordado do começo ao fim. Não tenha medos e deixe a  insegurança de lado, mas jamais se esqueça de ser ético e de ter uma noção daquilo que pretende tecer. A liberdade é um instrumento que deve ser usado para externar as suas vontades, e não uma arma de fogo capaz de causar a discórdia, a incerteza ou o mal.


#7 – Dicionário em mãos:

Na #4 dica nós aprendemos a fazer uma profunda e cansativa pesquisa, mas que tinha como único objetivo dar maior exatidão para a parte material do texto já em desenvolvimento (até aqui é esperado que você possua, pelo menos, a primeira versão da futura obra). Mas, é completamente natural que no meio desse procedimento surjam muitas dúvidas de língua portuguesa, principalmente no que se refere à grafia das palavras (se é com SS ou Ç, se possui acento ou não, e assim por diante), ao uso de sinônimos ou à concordância verbal. Felizmente, somos contemplados com os indispensáveis corretores automáticos que já nos dão uma mão e tanto em se tratando de erros de digitação ou rápidos lapsos de memória (não se sinta menos inteligente por errar algo que seria óbvio em seu juízo perfeito), mas estes apetrechos nem sempre funcionam adequadamente. Com a ferramenta Google em mãos você conquistará o mundo!


#8 – Revise, revise e revise:

Seu texto está pronto, certo? Não, ainda não. Apesar de parecer uma dica lógica e clara como água, muita gente talentosa comete o imperdoável pecado de chegar até aqui e pular a etapa que irá decidir a qualidade do seu trabalho – talvez por ser a parte mais maçante e que irá testar toda a sua habilidade de ser alguém paciente. Você não tira do forno um bolo que acabou de colocar, não é mesmo? Pode parecer um exemplo bobo, mas você precisa encarar o seu texto como um bolo e as constantes revisões como os minutos em que ele permanece no calor (eu não conheço ninguém que goste de comer bolo cru). É aqui que você irá ler, reler e reler o que foi relido para evitar informações desnecessárias que quebrem o ritmo dos seus parágrafos (toda a liberdade usada na dica #6 será restringida aqui). Caçar palavras repetidas que possam ser substituídas por sinônimos (por mais que você já tenha feito isso na dica anterior) também é uma ótima pedida que com certeza deixará o seu texto menos cansativo e mais atraente (obras textuais também podem ser broxantes, não caia neste erro grotesco). Você também precisará dar uma nova checada na concordância verbal, okay?


#9 – Não se preocupe pensando em quantas pessoas vão ler o seu material:

Você é único e tem a sua própria assinatura, então não pode se deixar levar pela insegurança ou a pressão das pessoas a sua volta (ou de quaisquer outros fatores externos). Se não pensar que é o melhor no que faz e ter confiança para dar o melhor de si, então quem o fará? É claro que para isso dar certo você precisará esfriar a cabeça e tentar não se cobrar demais, apenas fazendo o seu melhor e se esforçando para elaborar um trabalho honesto capaz de convencer o leitor (ou defender uma teoria importante para você). Todavia, lembre-se que autoestima elevada não é o mesmo que ser um poço de ignorância e arrogância: saiba valorizar o trabalho de outras pessoas não menosprezando o que você encontra por aí. Aquela velha lição do “respeite para ser respeitado” vale para qualquer lugar e tempo, fora de casa ou não.


#10 – Só o tempo irá aprimorar o seu dom:

Até hoje sinto certo desconforto quando resolvo reler muitos dos meus primeiros textos publicados no começo deste blog, mas isso não me motiva a excluí-los ou arquivá-los na lixeira do meu servidor. Isso porque eu sei que faz parte do ser humano amadurecer, alcançar novos objetivos e mudar quem costumou ser em um passado distante (ou não), e isso é algo que precisamos compreender para levar a vida adiante. Estagnar em uma etapa é o equivalente a regredir, uma hipótese que não podemos permitir de maneira alguma. Se hoje você é capaz de “sentir vergonha” de seus trabalhos iniciais é porque foi capaz de se tornar uma pessoa mais sábia e seletiva, então não se preocupe, pois este é o caminho certo. Não seja tão difícil consigo mesmo, dê-se a chance de ser surpreendido com as próprias habilidades que conseguirá conquistar com o passar do tempo.


Espero que com estas dicas você consiga finalmente tomar a maravilhosa iniciativa de fazer parte do universo literário ou aprimorar tudo aquilo que aprendeu durante sua jornada escolar (e pós-escolar). Deixe a sua marca, mostre para o mundo aquilo que você é capaz de fazer.

Tem alguma dica e gostaria de compartilhar conosco? Então não hesite em dividir aquilo que domina no espaço para comentários mais abaixo.