10 dicas para escrever bem: um básico passo a passo que poderá melhorar (e muito) a sua escrita

Desde que comecei a escrever aqui para o blog e decidi compartilhar por aí todo o material que criei e desenvolvi no período de quase dois anos, de alguma maneira ou outra acabei por chamar a atenção de um pessoal que se surpreendeu com as técnicas de escrita que aprendi a dominar ao longo dos anos. Com isso em mente, resolvi montar uma singela lista com os principais pontos que me ajudaram (e continuam ajudando) na elaboração de todos os textos que são aqui publicados – para, quem sabe, dar um empurrãozinho nos leitores que gostariam de aprender a “escrever bem” mas não sabem por onde começar.

Contudo, vale deixar claro que “escrever bem” é algo completamente subjetivo, pois o que é bom para mim pode não ser para o resto das pessoas e vice e versa; isso sem mencionar o importante fato de que as dicas a seguir elencadas podem funcionar ou não com você: tudo dependerá da sua disciplina e da sua paciência. Dados os nossos avisos iniciais, vamos descobrir com a ajuda da nossa querida Hermione Granger, a bruxa mais inteligente de seu tempo, quais são essas valiosas dicas que tenho guardado comigo há um bom tempo e que definitivamente fazem toda a diferença no momento de colocar minhas ideias em prática.


#1 – Ler com habitualidade pode te ajudar a escrever melhor:

É verdade que a antiga “crença popular” do “quem lê mais escreve melhor” divide opiniões quando se trata dos possíveis reflexos positivos que a leitura incita na escrita, mas confesso que quando esta assertiva é levantada pelas pessoas me torno facilmente um dos primeiros a levantar a bandeira em seu apoio incondicional. Possivelmente não te fará um Shakespeare dos tempos modernos, mas, falo por experiência própria que só passei a manifestar maior interesse por uma boa escrita quando mergulhei de cabeça no universo dos livros (e devorei obra atrás de obra sem nem ao menos contar os dias ou páginas restantes). Talvez essa associação seja até meio óbvia para alguns, já que o hábito da leitura saudável proporciona ao leitor uma visão de mundo muito mais ampla, capacitando-o com pontos de vistas que antes eram sequer cogitados pelo seu subconsciente. Ler inegavelmente brinca com a curiosidade da pessoa, fazendo-a se tornar muito mais crítica e compreensiva, sem falar que expande o vocabulário, incluindo palavras “difíceis” que não demorarão para se tornar “fáceis” e comuns do dia a dia. A internet é uma das maiores fontes de diversidade e possibilidades dos dias de hoje: basta você aprender a explorá-la como uma rica e densa floresta de informações (mas cuidado com o que você lê por aí, okay?).


#2 – Dê um tempo para si e para a sua inspiração:

Infelizmente a inspiração não é um botão que funciona quando pressionado a nosso gosto e a nossa vontade, sendo certamente uma das virtudes mais imprevisíveis que o homem foi capaz de domesticar ao longo da sua vida (engraçado como a única certeza da inspiração é a sua incerteza). Em alguns momentos, você poderá estar sentado diante de seu computador ou de papel e caneta altamente motivado a produzir algo criativo e original, mas nem sempre estará munido desta palavrinha mágica tão essencial que assombra milhares de escritores dos mais diversos níveis de conhecimento. Quando isso acontecer, o único remédio a ser usado é dar um tempo para si: respire fundo, abstraia, faça outras tarefas e ocupe a sua mente com outras ideias. Quando o momento certo chegar, você saberá – não fique esperando pois será muito mais trabalhoso e doloroso. Ah, e se a bendita inspiração chegar durante o momento errado (quando você estiver ocupado fazendo algo inadiável, por exemplo), não pense duas vezes ao tentar fazer anotações dos principais pontos que poderão te ajudar mais tarde. Este esquema de elaborar rascunhos com palavras-chaves pode ser uma dica muito bem-vinda se você souber deixar a preguiça de lado.


#3 – Conheça o tema escolhido com antecedência:

Estar a par do assunto que você escolheu para discorrer sobre é fundamental para o sucesso do seu futuro projeto! Mas, para isso dar certo, você não precisa ser uma enciclopédia ambulante que joga as informações em cima do leitor apenas com o mero objetivo informativo: dicionários foram feitos para consulta esporádica, e não para leitura regular. Dessa forma, é inevitável que você tenha, além de um mínimo de noção sobre o tema da dissertação, uma opinião consolidada em argumentos que juntos sejam totalmente coerentes. Se você gostaria muito de escrever sobre algo mas ainda não possui um indício de posicionamento (lembre-se que a neutralidade também é um posicionamento: você não precisa concordar ou discordar de tudo que ouve por aí), talvez seja o momento de refletir sobre e partir para a nossa próxima dica…


#4 – Pesquise e fundamente:

Quem disse que pesquisas acadêmicas são uma utilidade apenas do colégio e da faculdade? Quando você assume a responsabilidade de se tornar um escritor – por mais amadoras que sejam as suas intenções –, precisa tomar o supremo cuidado acerca do conteúdo que escreve, principalmente se pensa em torná-lo público (seja por meio de blogs, seja por meio de redes sociais). Credibilidade é como dignidade: uma vez perdida, não será nada fácil recuperá-la (ainda mais se você lidar com um público grande que está sempre conferindo o seu material e compartilhando-o internet afora). Quando sentir dúvidas sobre determinada informação, não pense duas vezes em pesquisar em quantas fontes forem necessárias, não se esquecendo, ao final, de indexar o link do site ou livro consultado (jamais leve os créditos pelo esforço de outra pessoa). Deixe claro o que é sua opinião do que é um fato consumado: quando se tratar de algo que tenha realmente acontecido, seja firme, direto e objetivo. Pior do que passar vergonha por algo mal interpretado que tenha sido pesquisado em algum lugar pouco confiável é passar a impressão de que o seu texto é aleatório, sem fundamentos ou que tenha “brotado” do chão como uma erva daninha.


#5 – Sinta:

Nós nem começamos a escrever e já aprendemos 4 dicas importantes que poderão te ajudar bastante na produção de seus futuros trabalhos. Contudo, apesar de levar a sério cada uma destas etapas preparatórias, não existe nenhuma outra que eu valorize mais do que sentir. Eu não gosto de ver os meus textos como meros conglomerados de palavras que juntas tenham um começo, um meio e um fim, mas sim como instrumentos que exteriorizem a minha opinião, a minha perspectiva. Um texto frio que não seja capaz de captar a atenção do leitor dificilmente prosperará, a menos que apele para assuntos polêmicos ou que traga manchetes sensacionalistas e alarmantes. Procure começar com assuntos que te agradem, que te façam se sentir bem ou que você tenha uma maior facilidade. Feche seus olhos, lembre-se dos motivos que te fazem ter afinidade com o tópico selecionado e tente capturar tudo isso dentro de cada parágrafo.


#6 – Chegou o grande momento… escreva:

Finalmente, depois de muito se preparar e já ter uma pequena noção do que será tratado, chegou o momento de colocar em prática todas as ideias armazenadas na sua cabeça e nos seus primeiros rascunhos (isso se você resolveu seguir os conselhos trazidos ao final da nossa #2 dica). Aqui você não pode sofrer qualquer tipo de limitação, devendo usar sua imaginação e criatividade livremente, da sua maneira. Não tenha medo de parecer cafona ou careta: apenas coloque no papel tudo o que sentir vontade e que achar válido para o seu texto (por mais superficial que possa parecer no momento). É interessante, mas nesta etapa você formará apenas o esqueleto da sua obra, o alicerce que manterá de pé tudo o que será abordado do começo ao fim. Não tenha medos e deixe a  insegurança de lado, mas jamais se esqueça de ser ético e de ter uma noção daquilo que pretende tecer. A liberdade é um instrumento que deve ser usado para externar as suas vontades, e não uma arma de fogo capaz de causar a discórdia, a incerteza ou o mal.


#7 – Dicionário em mãos:

Na #4 dica nós aprendemos a fazer uma profunda e cansativa pesquisa, mas que tinha como único objetivo dar maior exatidão para a parte material do texto já em desenvolvimento (até aqui é esperado que você possua, pelo menos, a primeira versão da futura obra). Mas, é completamente natural que no meio desse procedimento surjam muitas dúvidas de língua portuguesa, principalmente no que se refere à grafia das palavras (se é com SS ou Ç, se possui acento ou não, e assim por diante), ao uso de sinônimos ou à concordância verbal. Felizmente, somos contemplados com os indispensáveis corretores automáticos que já nos dão uma mão e tanto em se tratando de erros de digitação ou rápidos lapsos de memória (não se sinta menos inteligente por errar algo que seria óbvio em seu juízo perfeito), mas estes apetrechos nem sempre funcionam adequadamente. Com a ferramenta Google em mãos você conquistará o mundo!


#8 – Revise, revise e revise:

Seu texto está pronto, certo? Não, ainda não. Apesar de parecer uma dica lógica e clara como água, muita gente talentosa comete o imperdoável pecado de chegar até aqui e pular a etapa que irá decidir a qualidade do seu trabalho – talvez por ser a parte mais maçante e que irá testar toda a sua habilidade de ser alguém paciente. Você não tira do forno um bolo que acabou de colocar, não é mesmo? Pode parecer um exemplo bobo, mas você precisa encarar o seu texto como um bolo e as constantes revisões como os minutos em que ele permanece no calor (eu não conheço ninguém que goste de comer bolo cru). É aqui que você irá ler, reler e reler o que foi relido para evitar informações desnecessárias que quebrem o ritmo dos seus parágrafos (toda a liberdade usada na dica #6 será restringida aqui). Caçar palavras repetidas que possam ser substituídas por sinônimos (por mais que você já tenha feito isso na dica anterior) também é uma ótima pedida que com certeza deixará o seu texto menos cansativo e mais atraente (obras textuais também podem ser broxantes, não caia neste erro grotesco). Você também precisará dar uma nova checada na concordância verbal, okay?


#9 – Não se preocupe pensando em quantas pessoas vão ler o seu material:

Você é único e tem a sua própria assinatura, então não pode se deixar levar pela insegurança ou a pressão das pessoas a sua volta (ou de quaisquer outros fatores externos). Se não pensar que é o melhor no que faz e ter confiança para dar o melhor de si, então quem o fará? É claro que para isso dar certo você precisará esfriar a cabeça e tentar não se cobrar demais, apenas fazendo o seu melhor e se esforçando para elaborar um trabalho honesto capaz de convencer o leitor (ou defender uma teoria importante para você). Todavia, lembre-se que autoestima elevada não é o mesmo que ser um poço de ignorância e arrogância: saiba valorizar o trabalho de outras pessoas não menosprezando o que você encontra por aí. Aquela velha lição do “respeite para ser respeitado” vale para qualquer lugar e tempo, fora de casa ou não.


#10 – Só o tempo irá aprimorar o seu dom:

Até hoje sinto certo desconforto quando resolvo reler muitos dos meus primeiros textos publicados no começo deste blog, mas isso não me motiva a excluí-los ou arquivá-los na lixeira do meu servidor. Isso porque eu sei que faz parte do ser humano amadurecer, alcançar novos objetivos e mudar quem costumou ser em um passado distante (ou não), e isso é algo que precisamos compreender para levar a vida adiante. Estagnar em uma etapa é o equivalente a regredir, uma hipótese que não podemos permitir de maneira alguma. Se hoje você é capaz de “sentir vergonha” de seus trabalhos iniciais é porque foi capaz de se tornar uma pessoa mais sábia e seletiva, então não se preocupe, pois este é o caminho certo. Não seja tão difícil consigo mesmo, dê-se a chance de ser surpreendido com as próprias habilidades que conseguirá conquistar com o passar do tempo.


Espero que com estas dicas você consiga finalmente tomar a maravilhosa iniciativa de fazer parte do universo literário ou aprimorar tudo aquilo que aprendeu durante sua jornada escolar (e pós-escolar). Deixe a sua marca, mostre para o mundo aquilo que você é capaz de fazer.

Tem alguma dica e gostaria de compartilhar conosco? Então não hesite em dividir aquilo que domina no espaço para comentários mais abaixo.

Os decisivos reflexos de Harry Potter na minha vida e para onde tudo isso me levou

Acho que vocês já devem ter percebido que tem um bom tempinho que o quadro “Papo Cabeça” (o espaço no qual eu deixo as formalidades de lado e parto para uma conversa mais informal) não dá as caras por aqui em uma publicação mais completa ou intimista. Dessa forma, reforçando-o e trazendo de volta essa importante parte do Caí da Mudança, o post de hoje será o grande responsável por levar até vocês um pouquinho mais sobre mim e sobre algumas das coisas que já conduzi em minha vida. Porém, a conversa da vez não seria completamente honesta se eu não começasse nossa alucinante viagem pelos fabulosos terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts com um breve (bom, quase breve) desabafo pessoal.

Confesso a vocês, caros leitores, que, desde o primeiro instante que tive a ideia de criar um blog e rascunhar sobre os mais variados assuntos envolvendo a cultura popular, Harry Potter se mostrou para mim como o maior desafio que eu poderia aceitar trazer para cá. Isso porque, diferente de qualquer outro tema já tratado e dissecado por aqui, a história do bruxinho órfão que vivia em um armário debaixo de uma escada representa muito mais do que um dos maiores fenômenos da literatura contemporânea: mas, principalmente, uma fundamental fase da minha infância/adolescência. E, para dificultar mais ainda esse obstáculo como a pessoa perfeccionista que sou, o fato é que nunca estou 100% satisfeito com o material que preparo, escrevo e publico por aqui. Todavia, depois de tanto esperar e me sentir inseguro com as minhas próprias habilidades de escrita, decidi há alguns dias enfrentar essa barreira com a melhor maneira que me veio até a mente no momento: escrevendo.

Desde que fui apresentado aos primeiros livros da série pouco tempo depois de assistir ao apaixonante “Pedra Filosofal” no colégio, há distantes 13 anos, cheguei à conclusão que consigo visualizar esse filme, hoje, como o primeiro grande divisor de águas da minha vida. É incrível o quanto pude aprender enquanto lia avidamente página atrás de página, sempre à procura do que guiava cada personagem ao seu profetizado destino final. Mais do que mero leitor, acompanhar Harry Potter deixou há muito de ser um passatempo bobo que este que vos escreve procurava para fazer quando se sentia entediado: eu não mais lia Harry Potter, eu vivia Harry Potter. Sentindo como se fosse teletransportado (ou aparatado, para os entendidos no assunto) para cada cenário mágico da trama (muitas vezes, aliás, sob a pele dos próprios personagens), é incrível tudo o que a mamãe Rowling foi capaz de propiciar a todos os seus milhões de filhos que um dia decidiram pegar os seus livros encantados e dar vida ao que havia ali dentro.

Aprendendo a viver em um mundo difícil no qual cotidianamente somos testados a explorar nossos limites de resistência (e esperança), hoje eu posso dizer abertamente que me sinto completamente feliz por ter conhecido Harry Potter na época em que o conheci. Vivendo em uma fase complicada passada pela maior parte dos adolescentes que estranhamente não se sente segura ou completa com sua própria identidade, devo admitir que o romance escrito pela ex-professora de língua inglesa apareceu no meu caminho como um revigorante sopro de vida. De alguma maneira, além de não ter tido muitos amigos durante a infância, eu sempre me vi como um garotinho esquisito que jamais soube se encaixar em grupos muito grandes de pessoas (não que eu tenha deixado de ser esse menino em dias mais recentes). Já esgotado de tentar agradar meus colegas de classe e há muito chateado por ser rotineiramente deixado de lado (ora esquecido, ora trocado), tudo que me restou em dado momento foram duas opções completamente decisivas para uma criança emocionalmente machucada: ou eu abriria mão de tudo ou confiaria minha lealdade a outro “pessoal”.

É claro que tive a imensa sorte de ter sido criado por uma família compreensiva que jamais se negou a me dar qualquer tipo de apoio, mas, a ausência de amigos acabou por se tornar um problema muito maior para a criança perdida que eu fui há alguns anos. Já cansado de buscar auxílio em jogos eletrônicos que não mais saciavam toda minha vontade de ser ouvido por alguém, foi lendo os 7 livros principais do universo Harry Potter (emprestados de algumas primas) que todas as minhas angústias infantis puderam ser calorosamente anestesiadas página após página, livro após livro. Tornando-me melhor amigo de todas aquelas “pessoas” que a partir de então acompanharam-me ao passar da década e me viram crescer até o pequeno adulto dos dias de hoje, é incrível a quantidade de ensinamentos aprendidos graças ao dom sobrenatural conferido à J.K. e exercitados em suas obras tão milagrosas.

Os anos foram se arrastando e, conforme fui tocando minha vida adiante, alguns sentimentos acabaram sendo resfriados de uma maneira irrefreável – com a chegada do primeiro emprego meu tempo livre acabou sendo reduzido consideravelmente. Não mais relendo as obras (eu criei o hábito de ler tudo novamente do zero enquanto aguardava os lançamentos de “Ordem da Fênix”, “Enigma do Príncipe” e “Relíquias da Morte”) ou procurando por quaisquer informações voltadas à vida de Harry e seus amigos, o ápice do meu “afastamento” se deu com “Relíquias da Morte – Parte 2”, longa-metragem de 2011 que encerrava toda a trama tão bem criada e amarrada por Rowling.

Evitando ao máximo a dolorosa despedida (que era inevitável desde o começo de tudo, em 97), só tive o impulso necessário para assistir a adaptação 4 anos mais tarde, depois de tanto relutar e dizer para mim mesmo que aquilo era apenas mais um filme (o que era estranho, já que eu havia devorado o livro alguns anos atrás e sabia como tudo terminava). Contudo, por mais que a versão para os cinemas não leve até o público toda a emoção representada pelas tão bem pensadas palavras escritas pela sua criadora original, é impossível, para mim (e provavelmente para qualquer fã de longa data da franquia) não derramar lágrimas enquanto me deparo com algumas das filmagens tão bem ministradas por gênios do meio como Chris Columbus e David Yates.

Agora, em 2015 e não mais “brigado” com o Senhor Potter, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, o 1º filme da nova trilogia inspirada no livro de mesmo nome escrito pela britânica em 2001 (relembre o nosso “vale a pena ler” com a obra), surge para trazer um novo oxigênio para todos os fãs órfãos de Harry Potter (assim como eu). Com roteiro da própria J.K., o trabalho deverá seguir a já conhecida direção da escritora em suas publicações anteriores e poderá misturar muita magia com as mais inimagináveis experiências de vida dignas de serem aplicadas ao dia a dia de qualquer pessoa, como eu e você. Por mais que não seja uma sequência direta que nos narrará as aventuras do tão querido “Golden Trio” formado por Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger, o simples fato de ter algo novo a ser transmitido no mesmo ambiente é, no mínimo, animador (para não dizer acalentador).

Falando muito sobre amor, lealdade, confiança e coragem (virtudes cada vez mais raras de serem encontradas na sociedade atual), tudo o que Rowling foi inserindo em seus trabalhos surgiu com o tempo como um complemento das importantes conversas que tive com minha família desde que me entendo por gente. Formando meu caráter em cima do que me foi ensinado por minhas duas mães e meu único pai, é a essas três pessoas que devo toda minha gratidão pela base que me foi dada desde muito cedo – e que, anos antes, faria toda diferença para a superação dos problemas cotidianos. Definitivamente, o Marcelo de hoje não seria o mesmo se não tivesse sido apresentado, lá atrás, ao fantástico garotinho órfão maltratado pelos tios durante sua infância criado pela brilhante J.K. Rowling.

Obrigado, Joanne Kathleen Rowling; não apenas por ter me proporcionado conhecer a melhor série de todos os tempos, mas, especialmente, por ter salvo a minha vida!

Versatile Blogger Award

Olá pessoal, quanto tempo, não é mesmo? Deixando um pouco de lado a nossa já conhecida formalidade de quase todos os posts do Caí da Mudança, hoje estou aqui para trazer a vocês uma publicação diferente das que estamos acostumados a acompanhar semanalmente. Durante esses últimos dias, fui convidado pela Alice do “Of Dreams Forgotten and Fables Untold” para participar do especial “TAG”, o qual vocês podem saber um pouquinho mais acessando este link.

Antes de dar início, porém, gostaria de registrar desde logo o meu muito obrigado ao blog que me indicou por ter se lembrado do Caí da Mudança e tê-lo incluído na lista das páginas indicadas. É realmente muito gratificante saber que existem pessoas por aí que gostam de ler o que eu escrevo e valorizam cada esforço que eu gasto aqui para levar o melhor até vocês. Sem maiores delongas, objetivando deixar a minha participação mais direta, resolvi quebrar algumas regrinhas e, com toda minha liberdade, espero não prejudicar ninguém que já tenha feito parte desse especial ou que deseja colaborar a partir de agora espalhando a boa palavra ao próximo.

Dessa maneira, e de acordo com os 6 passos abaixo relacionados, me poupei de efetivar o item de nº 4 e não gostaria de “avisar” os blogs que relacionarei no fim deste post, pois eu sei que não são todos que gostam de contribuir tocando o projeto adiante (seja por falta de interesse, seja por falta de tempo). Assim, fica dada a sugestão para qualquer um que queira participar, independente de convite formal. Sintam-se todos convidados! Vamos lá então, chegou o momento de começar.

Regras:

1. Agradeça o blogueiro que te indicou;
2. Inclua em seu post um link de volta ao Blog que o indicou;
3. Nomeie 15 blogueiros que você descobriu recentemente ou que você siga regularmente;
4. Avise os blogueiros que foram indicados;
5. Compartilhe 10 fatos sobre si mesmo;
6. Adicione a imagem do prêmio Versatile Blogger Award no seu post.

Cumpridos os mandamentos de nº 1, 2 e 6, vamos aos 10 fatos sobre mim:

 1. Para o caso de você ainda se perguntar quem escreve para o Caí da Mudança, acho que vale fazer uma breve apresentação sobre quem sou eu. Olá, meu nome é Marcelo, tenho 23 anos e sou estudante do último ano de Direito! Prazer em conhecê-lo.

2. Sempre fui, desde criança, fascinado por livros de qualquer assunto. Eu lembro que meu maior hobbie por volta dos 13 anos era ir até a biblioteca aqui da minha cidade e passar horas escondido entre as prateleiras, observando e imaginando a quantidade de histórias fantásticas que se escondiam por detrás do forte cheiro de mofo e das páginas escurecidas pelo tempo. Foi dessa maneira que conheci as obras da minha queridinha Agatha Christie, hoje uma das minhas autoras favoritas.

3. “Harry Potter” foi, continua sendo e provavelmente será uma das maiores razões para o meu sorriso mais sincero. Obrigado J.K. Rowling por nos presentear com a maior invenção já criada pelo homem (é claro, logo depois da roda e da energia elétrica).

4. Apesar de nunca ter pego um exame final (ainda) em toda minha vida escolar (a famosa recuperação de fim de ano), devo admitir que fui um aluno muito mais dedicado nos ensinos médio e fundamental em comparação ao superior. Eu gostava tanto de História na 5ª e 6ª série que lia grande parte da matéria em casa, pois não conseguia esperar até a próxima aula.

5. Eu cresci cercado por videogames. Passei por vários consoles, desde o clássico Super Nintendo à geração PlayStation (apesar de ter parado na 1ª, pois foi presente do meu pai e não tive como dar sequência às próximas). “Super Mario World”, os 3 primeiros “Donkey Kong”, “Mortal Kombat”, “Harry Potter 1 e 2” e “Silent Hill” são apenas alguns dos que eu mais gosto de jogar (ainda hoje).

6. Eu sou fascinado por filmes de terror, principalmente os clássicos dos anos 80 e 90. Entre os meus favoritos estão “A Hora do Pesadelo”, “O Exorcista”, “O Iluminado”, “Alien” e “Pânico”.

7. Eu sou gay! Não é algo que eu converse abertamente com qualquer pessoa, e assim não saio por aí berrando aos quatro ventos detalhes sobre a minha sexualidade, pois acho que esse é um assunto muito pessoal para mim e para quem faz parte da minha vida. Mas, se eu me sentir confortável enquanto conversámos, este com certeza jamais será um obstáculo a ser ultrapassado ou contornado. Não gosto de viver com tabus ao meu lado!

8. Meu corpo começou a mudar por volta dos 12 anos, quando eu cresci 13cm de um ano para o outro e era um dos meninos mais altos da minha classe. No começo eu gostava disso, mas depois passou a ser um grande problema de aceitação e autoestima. Eu sempre fui muito magro, então vocês devem ter uma ideia das coisas que cheguei a ouvir e precisei tentar ignorar para não me sentir pior.

9. Eu descobri um recente amor incondicional por “Friends” depois de tanto a minha irmã mais velha e a minha amiga Letícia me recomendarem. Obrigado, meninas! ❤

10. Por último, mas não menos importante, devo confessar que sempre tive mais amizades com meninas do que meninos (provavelmente porque os garotos não queria ser vistos ao lado do menininho magro, alto, esquisito e viadinho). Eu pouco saía de casa, o que com certeza contribuía para passar mais tempo sozinho, ouvindo música e assistindo desenhos animados (ou a novela “Rebelde”). Pouca coisa mudou, mas se existe algo hoje que faz toda a diferença na minha vida são as minhas amigas da faculdade. Elas me ensinaram muito sobre amizade, companheirismo e lealdade. ❤

Alguns blogs e sites que acompanho e indico a vocês:

Amadora

Clichê de Adolescente

Compasso Descompassado

OFilmante

Of Dreams Forgotten and Fables Untold

Yellow

7 dicas para você melhorar a sua rotina (e qualidade) de vida

Desde que encerrei o Ensino Médio, enfrentei o período de vestibulares e me matriculei no Ensino Superior, devo dizer a vocês que poucas foram as adaptações que tive de fazer para me adequar a esse novo “estilo de vida”. Levando adiante uma rotina na qual “fazia o que queria no momento em que queria”, não demorou muito para que eu começasse a me sentir completamente perdido e a julgar o quanto essa liberdade era mesmo bem-vinda. Constantemente cheio de má vontade e indisposição para conhecer novas ocupações, minha mais frequente desculpa para fugir de novas responsabilidades era a conhecidíssima “falta de tempo”. Mas, o que podemos definir como falta de tempo?

Por longos e longos anos, mantive no meu dia a dia uma rotina de prioridades nada saudável para as minhas vidas social, particular e virtual. Percebendo que as coisas estavam fora do meu próprio controle, decidi que era chegado o momento de mudar essa bagunça e, com uma grande ajuda que fez toda a diferença, cheguei à conclusão que tinha passado da hora de me tornar o protagonista da minha trajetória.

Pensando em todas as pessoas que possam estar na mesma situação indesejada em que estive há tão pouco tempo, decidi elaborar uma pequena lista com 7 dicas de mudanças que incluí no meu recente cronograma diário e que me deram um novo gás para abraçar uma nova vida. Claro que você não precisa se atropelar e seguir os meus passos à risca, mas, fica aqui a deixa para que novos hobbies possam lhe ajudar a ter uma caminhada muito mais interessante (e saudável, é claro). Funcionou comigo, quem sabe não funcione com você também!?


1. Dedique um tempo para leitura ou estude (sua mente agradece).

É indiscutível a quantidade de benefícios que adquirimos ao criar o hábito de ler um pouquinho a cada dia. Muitos, é claro, não gostam dessa prática e “preferem ver o filme”, mas, não há como comparar essas duas faces da moeda sem levantarmos alguns pontos que distinguem o real do ideal. Desenvolvendo o dom da imaginação que é característico de todo e qualquer ser humano, a literatura possui aquela nostálgica capacidade de levar o leitor a um universo totalmente novo e sem limites, cabendo a cada um desenvolver a sua própria versão de uma história – a qual poderá ser interpretada sempre de uma maneira diferente, dependendo de leitor para leitor. Se, mesmo assim, você ainda reluta contra a ideia de “gastar tempo” debruçado em frente às páginas de um livro, lembre-se que poderá, também, aproveitar este momento para estudar algo que é do seu agrado. O mercado de trabalho está cada vez mais concorrido e, infelizmente, se não pararmos para nos profissionalizar em algo em que sejamos bons, seremos facilmente passados para trás em um piscar de olhos. Melhor se mover antes que te movam de cena! Conheça 10 benefícios trazidos pela leitura.


2. Sedentarismo não está com nada: pratique atividades físicas.

Provavelmente a maior transformação que vivenciei nessas últimas semanas, a inserção de atividades físicas no meu cotidiano veio para mudar toda uma vida em que pouco me exercitei e muito relaxei. É fato que vivi uma época em que era sócio de um clube olímpico e fazia parte da equipe de natação, mas, não demorou muito para que eu abandonasse essa prática saudável e me rendesse ao ritmo de um brasileiro preguiçoso. Insatisfeito com o meu próprio corpo e notando uma maior indisposição para qualquer coisa que exigisse um pouco mais de esforço físico, foi depois de muito relutar que me entreguei de braços abertos a este novo hábito saudável. Se você possui condições e tempo para frequentar uma academia, melhor ainda, mas lembre-se que atividades físicas não se resumem a equipamentos caros e selfies em frente ao espelho. Alongue-se dentro de casa, coloque aquele disco motivacional e dance até não conseguir mais! Caminhar em horários e lugares estratégicos é uma outra ótima prática que você poderá fazer sempre que quiser, e melhor: sem ter qualquer custo. Separe os fones de ouvido, se lambuze com o protetor solar, vista aquela roupa mais fresquinha e bora trabalhar esse body aí! Conheça algumas dicas de atividades físicas que podem ser feitas sem sair de casa.


3. Ajude nas tarefas domésticas (sua família agradece).

Se você mora sozinho e precisa lidar com todos os afazeres domésticos por conta própria, talvez essa dica não lhe sirva muito, mas, continua valendo para você que vive com os seus familiares e não curte muito a ideia de ajudar com a faxina. Em qualquer momento da sua vida, você já parou para pensar em como deve ser difícil tentar manter uma casa limpa com milhares de outras pessoas sujando e bagunçando? Pois é, não é à toa que a sua mãe grita contigo e só sabe xingar a sua falta de organização (ou de cooperação, dependendo do caso de cada um). Se você não gosta de lavar a louça mas não vê qualquer problema em tirar o pó dos móveis ou jogar uma água no quintal, por que não ajudar o pessoal aí da sua casa? Deixe a sua música favorita tocando enquanto realiza as tarefas e você perceberá que nem é tão chato e difícil assim! Vai me dizer que com esse calor típico do verão tropical (e que nos faz suar em plena primavera de setembro) mexer com água é uma má ideia?! Aaah, e antes que eu me esqueça: economize, ok? É pra lavar o piso e a pia, não montar um parque aquático dentro do seu banheiro!


4. Tempo livre: reserve-o com algo que você goste e que te faça bem (uma série, filme, videogame…).

A palavra rotina por si só é muitas vezes associada a tédio, compromisso e problema, mas isso poderá ser mudado se você a fizer da maneira correta. Muitas vezes, seguir um esquema de horários pode parecer algo completamente irritante, principalmente se você incluir tarefas das quais não gosta de executar! Qual seria a melhor saída senão incluir atividades das quais gosta de fazer? Nós já aprendemos no 1º item dessa lista que a leitura faz bem para a saúde, mas, isso não ajudará o seu bom-humor se ler é algo que você repudia mais que a própria morte. Contanto que seja de maneira controlada e razoável, não há problema algum em incluir um tempinho do seu cotidiano com alguma série da qual goste ou com algum jogo de videogame que te ajude a ter um bom momento de diversão. Ah, e é claro: se você é um amante dos cinemas e adora ver filmes de qualquer gênero e a qualquer hora, as obras cinematográficas também são uma ótima dica – desde que não resolva fazer uma maratona de “Senhor dos Anéis” e se esqueça dos demais compromissos que assumiu ao adotar um novo estilo de vida mais coerente. Não se engane ou se iluda, pois você será o único prejudicado!


5. Vá dormir mais cedo para acordar mais cedo.

Lembre-se que, para ter uma rotina saudável de vida, será necessário, acima de tudo, dedicação e compromisso com os seus próprios horários (como acabamos de dizer no item anterior). E, para que isso possa dar certo você logo perceberá que ir dormir mais cedo para acordar mais cedo será algo primordial não apenas para o sucesso da sua nova empreitada, mas também para a saúde e bem-estar de seu corpo e mente. Confesso a vocês que esta continua sendo a minha maior dificuldade, mas, aos poucos, vou lidando com a louca vontade de interagir com o mundo virtual ou de fazer qualquer outra coisa que desperte o meu sono. Tente, durante 3 dias consecutivos, ir dormir de 1 a 2 horas mais cedo e use esse tempo para acordar mais cedo. É gritante a diferença positiva que você perceberá no seu corpo e na sua autoestima! Uma recente pesquisa de um instituto norte-americano relacionou qual seria o número ideal de horas para se dormir de acordo com a idade de cada um. Você pode conferir a matéria publicada pela “BBC” acessando este link.


6. Tabelas podem ajudar.

Se você, assim como eu, possui dificuldades para enxergar as atividades que gostaria de incluir no seu cronograma, talvez seja uma boa ideia montar uma tabela com linhas verticais e horizontais separadas por horários do dia (na vertical) e dias da semana (na horizontal), como neste exemplo. Não se assuste ou fique frustrado se houver a necessidade de se fazer novas alterações enquanto desempenha as atividades escolhidas, pois esse é o caminho certo. Enquanto descobre o seu próprio ritmo para cada coisa que irá realizar durante o seu dia, acabará montando um cronograma que combine melhor com você e com o seu tempo livre.


7. E por último, mas não menos importante: deixe a vida virtual em segundo plano.

Já é a segunda vez que escrevo sobre isso aqui no blog – você pode não se lembrar ou não ter me acompanhado antes, mas já tive a oportunidade de tocar nesse assunto quando elaborei as 7 coisas que os jovens fazem nas redes sociais (mas não deveriam). Se existe algo que fiz durante muitas primaveras da minha vida e hoje percebo ter “perdido” o meu tempo com isso é esquecer do mundo exterior e me afundar no meu próprio universo paralelo onde quase tudo é perfeito e todos gostam de mim (acredite: se estou insistindo tanto nessa questão talvez exista um pouco de experiência no que eu digo). Eu sei que, ao criarmos perfis em quaisquer sites da internet, acabamos desenvolvendo vínculos com os mais variados tipos de pessoas, muitas dessas se tornando grandes amigas ao passar dos anos. Porém, mais cedo ou mais tarde com certeza chegará uma hora em que você perceberá que não possui mais tantas pessoas perto de você, fisicamente falando. Em decorrência de nossos próprios atos, precisamos tomar cuidado para não afastar quem realmente nos ama e se importa com o nosso bem-estar, como a família ou os colegas da escola, por exemplo. Você não precisa desfazer amizades ou agir de forma grosseira com esse pessoal que vive longe de você, mas, também não precisa se colocar de lado para tentar agradar aos outros. Agrade a si mesmo, e o resto se encaixa aos poucos! Mude enquanto há tempo, corra atrás dos prejuízos e conserte a sua vida enquanto as coisas ainda são mais maleáveis.


Provavelmente acontecerá de você descumprir algumas dessas atividades em um dia ou outro, seja pelo atraso do almoço ou de qualquer outro fator externo à sua lista de afazeres. É exatamente nesse momento em que você não poderá desistir e voltar a uma vida desregrada ou sedentária. Começar um novo estilo de vida, a princípio, pode nos causar medo, mas não demorará muito para você notar o quanto tem a ganhar com essa boa mudança.

É tempo de mudanças

Depois de passar praticamente um mês e meio aqui com vocês escrevendo sobre os assuntos mais diversos e inimagináveis, devo admitir que demorou um pouquinho pra minha ficha cair e perceber que estas foram, praticamente, as últimas férias da minha faculdade. Partindo para mais um semestre de aulas que com certeza encerrará um período muito importante da minha vida, confesso que é difícil imaginar que em 2016 eu não estarei mais preparando meus cadernos para enfrentar duas fucking horas de viagem por dia com um pessoal que nada tem a ver comigo.

E, apesar de não ter sido o aluno mais dedicado ou estudioso da minha classe ou do meu grupo de amigos, devo reconhecer que muito esforço foi aplicado para que eu conseguisse chegar até aqui sem maiores prejuízos. Graças a um esquema medíocre de estudos em cima da hora e um uso incalculável de raciocínio lógico, dei conta de superar 4 anos e meio dos 5 que é a trabalhosa faculdade de Direito. Não é fácil, meus amigos, realmente não o é, mas é possível!

Isso tudo chega a ser engraçado porque, eu me lembro perfeitamente de querer, por volta dos meus 15 anos, ingressar no Ensino Superior em áreas que nada tinham a ver com a qual eu optei lá atrás, em 2011 (já cheguei a considerar Biologia, História e Psicologia, dá pra acreditar?). Porém, foi devido a uma longa experiência de aprendizado pelo qual passei durante 3 anos antes da faculdade que acabei por “tomar gosto pela coisa” e me arrisquei no ramo das Ciências Jurídicas. Este nunca foi o meu sonho inicial (e provavelmente não será o final), mas eu gosto de pensar que nada acontece sem um propósito, sem uma razão.

Por mais que tenha detestado estudar Direito por um curto espaço de tempo, devo fazer aqui uma grande referência a alguns dos mestres que me ensinaram muito mais do que apenas teorias básicas, princípios gerais e garantias constitucionais. Felizmente, foi exatamente por este caminho tão improvável que tive a imensa sorte de encontrar algumas pessoas que mudaram toda a minha visão de mundo, que me ensinaram a observar e ponderar melhor as situações do nosso dia-a-dia. A essa gente eu devo muito mais do que o meu simples respeito e admiração, pois o que me foi passado vai muito além disso. Obviamente que nem todos foram tão bons assim (pois seria hipocrisia da minha parte dizer que tudo foi maravilhosamente perfeito), mas, aos poucos que tiveram o poder de tocar minha consciência eu gostaria de deixar um grande obrigado, principalmente por me ajudarem a contornar os traços do meu caráter e da minha dignidade, dando um pontapé inicial na longa carreira que me aguarda desde já.

Já diziam os mais sábios que “o homem não vive sozinho”, e isso realmente foi algo que tive de aprender adivinhem como: isso aí, ficando sozinho e tentando me enturmar aos poucos! Acabei passando por diversas “panelinhas” antes de chegar ao grupo de amigos do qual faço parte agora, e reconheço que se não o tivesse feito estaria até hoje me relacionando com um pessoal que pouco me interessa ou que não me deixa a vontade. Três gatinhas, em especial, merecerão a minha gratidão eterna por me mostrarem que amizade vai muito além de aparências e interesses, pois foi com elas que aprendi muito sobre companheirismo, lealdade e honestidade. Não importa quanto tempo passe, eu guardarei vocês comigo para sempre, minha garotada do Apicuns e Salgados.

Eu seria um tolo se não admitisse, por fim, que o futuro me assusta um pouco com todas essas incertezas que estão por vir e os caminhos que se abrem inesperadamente, mas, acho que é desse jeito que o destino gosta de trabalhar. Tudo o que importa agora é que chegou o grande momento de tomar as rédeas do que eu me tornei durante esse quinquênio e tirar o maior proveito disso. Afinal: se eu não pegar firme agora, quando vou fazer isso?

Eu tenho pensado seriamente em reorganizar todo o meu cronograma diário, fixando o meu tempo para dormir, acordar, comer, estudar e, obviamente, escrever. Na verdade, sei que já passou da hora de eu fazer isso, mas, às vezes precisamos receber um chacoalhão para despertarmos para a realidade. Na última publicação, eu disse que vocês me veriam bem menos por aqui, apesar de nunca ter cogitado os abandonar. Se tudo realmente der certo como eu tenho planejado, esse tempo ausente poderá ser facilmente reduzido e eu poderei introduzir por aqui, quem sabe, um esquema de X publicações por semana. Vamos com calma, é claro, nada de “colocar a carroça na frente dos bois”, mas confesso que é muito gostoso teorizar tudo o que está pela frente.

É tempo de mudanças, e o filhotinho de cachorro precisa começar a procurar pelo seu caminho de volta para casa.