“Stranger Things” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Se você não esteve em coma nos últimos dois meses então provavelmente já ouviu falar sobre “Stranger Things”: a nova série da “Netflix” que se tornou um fenômeno de imediato. Seguindo a linha de outros espetáculos transmitidos pelo que é hoje uma das maiores plataformas de streaming do planeta, “Things” repete o sucesso de suas antecessoras e, assim como tudo o que tem sido exibido com exclusividade pelo site, se sobressai com um nível de qualidade por vezes inacreditável. Combinando elenco a roteiro, direção, fotografia, temática, trilha sonora e muito mais, o tema do nosso “Vale a pena assistir?” de hoje está imperdível – e você precisa conferir, a seguir, tudo o que é necessário saber sobre uma das novidades mais comentadas do ano. Estão preparados?

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

2016 é o novo 1986… o retrô está de volta:

Ao lado de Eleven, o trio formado por Mike, Dustin e Lucas (da direita para a esquerda) é, com certeza, um dos maiores motivos para você conhecer “Stranger Things”

Esqueça tudo o que você conhece e que tenha acontecido após o início da década de 90! Totalmente ambientada nos anos 80, “Stranger Things” se passa na pacata cidade de Hawkins, Indiana: um lugar onde os registros policiais praticamente não existem – e o mais grave que pode acontecer a alguém é o furto de anões de jardim.

Nos introduzindo a um grupo de garotos comuns que divide o seu tempo entre tarefas de escola e partidas de RPG (jogo que foi auge na época e popularizou-se graças ao pioneiro “Dungeons & Dragons”), a trama ganha forma quando Will Byers (Noah Schnapp) misteriosamente desaparece sem deixar maiores vestígios. Impulsionando um sistema de buscas auxiliado pelos próprios moradores da região, a polícia – e toda a cidade – se vê paralisada diante do incidente enquanto a mãe do menino, Joyce (Winona Ryder), tenta fazer tudo que está ao seu alcance para encontrar o caçula da família.

Paralelamente, uma agência secreta governamental que opera nas redondezas acaba perdendo o controle de seus experimentos e faz com que as falhas de seus estudos se esbarrem no cotidiano normal dos habitantes de Hawkins. Interceptando ligações telefônicas e “dando um jeito” em todos aqueles que entram em seu caminho (mesmo que involuntariamente), caberá aos poderosos chefões do governo norte-americano a difícil missão de encobertar a infinidade de segredos que, gradualmente, nos é revelada ao longo de cada intenso episódio.

O nascimento de alguns… e a ascensão para outros:

Millie Bobby Brown e Winona Ryder, o encontro de duas gerações tão promissoras

Protagonizado por um time de atores mirins que, até o momento, não havia participado de muitos outros projetos de renome, a superprodução acerta ao redirecionar toda sua atenção para os novatos que ganham nossa empatia instantaneamente. Narrando a nostálgica aventura de Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) atrás do melhor amigo desaparecido, a trajetória do trio muda radicalmente com a chegada de Eleven/Onze (Millie Bobby Brown), uma garota bastante incomum que parece saber mais do que aparenta – e que, é claro, não demorará para roubar todos os holofotes para si.

Também nos entregando as atuações brilhantes de Natalia Dyer (Nancy Wheeler) e Charlie Heaton (Jonathan Byers), irmãos mais velhos de Mike e Will, respectivamente, “Stranger Things” conta com os recorrentes – e bem convincentes – Joe Keery (Steve Harrington) e Shannon Purser (Barbara Holland), namorado e melhor amiga de Nancy.

Sob a pele do chefe de polícia Jim Hopper, o destemido David Harbour divide o elenco adulto com Cara Buono (Karen Wheeler), Matthew Modine (Dr. Martin Brenner) e ninguém menos que Winona Ryder, o nome mais experiente e consagrado de toda a série. Conhecida por ter estrelado diversos clássicos da cultura popular como “Os Fantasmas Se Divertem” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e “Garota, Interrompida” (1999), a veterana se destaca por uma singularidade que lhe é inerente, convencendo-nos com uma interpretação cheia de paixão e honestidade. Ryder, definitivamente, não brinca em serviço!

Um pouco de História não faz mal a ninguém:

MKULTRA, um programa clandestino (e real) da CIA, serve como uma das influências para a série

Flertando com o sobrenatural e com o passado, a produção dos Duffer Brothers é precisa em sua narrativa e aproveita-se de todos os recursos históricos da época em busca de exatidão e credibilidade. Passando-se, como dito, em uma América dos anos 80, o enredo aproveita o plano de fundo da Guerra Fria (que ainda se movimentava a todo vapor e só foi perder velocidade com o fim da União Soviética, em 1991) e traz à tona algumas teorias de conspiração que frequentemente são reafirmadas por programas e séries de TV. Uma dessas teorias foi o real MKULTRA, um programa clandestino da CIA (o Serviço de Inteligência dos EUA) que chegou a fazer experimentos em seres humanos com drogas e inúmeros meios de tortura, abuso e procedimentos cirúrgicos. Haja fôlego para tanta informação!

Transbordando temáticas e inspirações:

Dá pra acreditar que “Stranger Things” já virou até um joguinho para PC? (Compatível com Windows, MAC e Linux)

Vindo até nós como “uma homenagem à cultura dos anos 80”, “Things” não nega suas origens e revela-se um verdadeiro tributo ao trabalho dos gigantes do cinema Steven Spielberg, John Carpenter e George Lucas. Driblando entre a ficção científica, o sobrenatural, o terror, o mistério e o drama, a série ainda toma por influência as obras literárias de Stephen King e diversos cults como “Alien” (1979), “Poltergeist” (1982), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), “A Hora do Pesadelo” (1984), “Os Goonies” (1985) entre outros. A gama de inspiração é tão extensa que sobrou até para alguns títulos do survival horror a função de contribuir para o que conhecemos do programa – como o lendário “Silent Hill” (1999) e o recente “The Last of Us” (2013)

Falando sobre bullying e preconceito, os diálogos que encontramos por toda a série são bem fieis à linguagem oitentista, um período em que a liberdade sexual costumava ser bastante oprimida desde a infância (e adjetivos como “bicha” corriam de boca em boca da forma mais pejorativa possível). Trazendo exemplos clássicos da perseguição sofrida por milhares de crianças e adolescentes durante o período escolar, “Stranger Things” também divide a concentração do telespectador para abarcar outros temas recorrentes como divórcio, família, amizade, violência, opressão estatal, ciência, parapsicologia e a moderna representatividade. De nerds a negros e inúmeros outros grupos rejeitados pelas grandes massas (e rotulados como “desajustados”) – tem até espaço para a displasia cleidocraniana, uma doença que atinge um dos personagens/atores do programa –, o espetáculo critica com veemência os padrões impostos pela sociedade e tenta ser o mais diversificado possível (com toda a razão do mundo, é claro).

A 2ª temporada vem aí:

A sequência que todos estão esperando…

Construída em uma única temporada disponível desde julho passado com 8 episódios que variam de 42 a 55 minutos, “Stranger Things” conta com a produção executiva dos Duffer Brothers (os criadores da série) auxiliados por Shawn Levy e Dan Cohen. Produzido pela “21 Laps Entertainment” e pela “Monkey Massacre” (e claro, distribuído exclusivamente pela “Netflix”), o show já foi confirmado para uma season 2 que tem estreia agendada para 2017, em 9 novos episódios. Bem recebida pela crítica especializada, a sua estreia acumulou 95% de aprovação pelo Rotten Tomatoes e 76/100 pelo Metacritic.

Vídeo hilário da apresentadora Xuxa gravado especialmente para divulgação da primeira temporada no Brasil

Um começo mais do que perfeito, mas um final…

A trilha sonora de “Stranger Things”, que tem de The Clash a New Order e Dolly Parton, é sem sombra de dúvidas outro grande acerto da produção (confira)

Conquistando crianças e adultos sem visar um público específico, a novidade é certeira em sua proposta e não apenas homenageia a infância de muitos como também é eficaz ao trazer para as novas gerações todo o brilho de uma das melhores décadas passadas. Apesar de destacar-se por toda sua parte visual que é bastante fiel ao cinema e TV oitentistas (o que inclui cenário, figurino e, é claro, esbarra no próprio lado cultural e histórico de nossos parentes mais velhos), “Things” possui uma história muito bem amarrada que, em momento algum, deixa a desejar. Com um roteiro digno de um clássico infantil bem ao estilo de “Os Goonies” e “E.T.: O Extraterrestre”, a série desencadeia-se em uma sequência louca de eventos que acontece de forma paralela – mas que, da maneira mais coesa possível, culmina em um mesmo caminho derradeiro.

Todavia, por mais que administre tudo isso em doses perfeitas de pura nostalgia que solidificam-se nos 7 primeiros (e maravilhosos) capítulos de sua grade, a produção comete o desculpável deslize de fechar o ciclo de modo demasiadamente apressado, deixando o telespectador um tanto quanto confuso. Não que a season finale coloque os pés entre as mãos e deixe muitos furos na história (claro que a maioria destes foram propositais e deverão ser fechados com as próximas temporadas), mas, é como se não tivéssemos o tempo necessário para digerir todas as informações que nos bombardeiam em apenas 53 minutos de duração – se divididos em dois episódios finais, provavelmente ficaríamos mais bem à vontade.

Progredindo como as páginas de um bom livro que consegue nos emergir em sua narrativa e nos desconectar do plano físico, “Stranger Things” é uma ótima dica para todos aqueles que há muito esperavam por uma série que fosse capaz de tirar o fôlego sem muito blá-blá-blá. Mais um título entre os diversos dos últimos anos que foram lançados fora da TV e conseguiram, por vezes, se sobressair à plataforma mais clássica que nos acompanha desde a década de 40, a obra-prima dos Duffer Brothers surge para nos corroborar que o futuro está cada vez mais próximo e inadiável. Após passarmos longos 70 anos debruçados em frente aos antiquados televisores de tubo que foram, aos poucos, substituídos pelas telas de LCD e LED, cada vez mais o amanhã se torna imprevisível – e, por que não, até um pouco assustador…

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“Scream Queens” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Há exatos nove meses ia ao ar, pela programação da “Fox”, a estreia de “Scream Queens”: a mais recente aposta de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan para os televisores não apenas dos EUA, mas também do mundo inteiro. Após passar um bom tempo sendo escrita, gravada e produzida (vale dizer que o primeiro anúncio oficial se deu em um já distante outubro de 2014?), a série que combina elementos de terror com comédia já caminha para sua segunda temporada e, agora, serve de tema para o nosso “Vale a pena assistir?” do mês de junho!

Não conhece o programa e gostaria de descobrir quais são as nossas perspectivas antes de assistir ao episódio piloto? Então confira, a seguir, o compilado de informações que enumeramos nesta publicação feita especialmente para você!

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Precedentes:

Emma Roberts interpreta a protagonista/antagonista Chanel Oberlin

Depois de quebrar recordes de audiência com “Glee” e conquistar o gosto popular com “American Horror Story”, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan resolveram, mais uma vez, juntar suas forças para trazer até o público algo completamente novo – mas que, cumulativamente, não fugisse dos outros trabalhos que coescreveram ao longo destes últimos anos. Descrita, nas palavras de Murphy, como a reunião de “tudo que amamos, mas que ainda não existia na TV”, “Scream Queens” surgiu assim, como a perfeita “combinação de ‘Atração Mortal’ (filme de 1989) com ‘Sexta-Feira 13’ (1980)”­ – e, como bem acrescenta uma das protagonistas, o teen cult “Meninas Malvadas” (2004). Trazendo um entusiasmo sem tamanhos acompanhado de uma recepção bem mediana, a produção chegou até os jovens estadunidenses no último 22 de setembro e não demorou para se tornar, inevitavelmente, um dos assuntos mais comentados entre os fanáticos por séries de TV.

Inspirado pelos grandes clássicos slasher (subgênero do horror do qual é requisito a presença de um serial killer que mata jovens aleatoriamente) das décadas de 80 e 90, o trio por trás do espetáculo não teve receio algum de sair do básico e misturar comédia com terror, humor negro, sátira e mistério. Ostentando, em seu elenco, nomes bem populares da indústria do entretenimento como Emma Roberts (“AHS: Coven”), Lea Michele (“Glee”) e Jamie Lee Curtis (“Sexta-Feira Muito Louca”), “Scream Queens” vai além ao nos entregar um roteiro bem envolvente e incorporar, ainda, participações especiais de Ariana Grande, Nick Jonas entre tantos outros. Quer mais ou já é o suficiente?

A sinopse:

Nick Jonas como Boone Clemens

A trama por trás da série ganha forma quando a vaidosa Chanel Oberlin (Emma Roberts) sente sua popularidade ameaçada após a Reitora Munsch (Jamie Lee Curtis) conceder a qualquer estudante da Universidade Wallace autorização para se inscrever na rígida fraternidade que tem a patricinha como presidente, a “Kappa Kappa Tau”. Conhecida por sua seletividade e por abrigar somente a elite do campus, de uma hora para outra a “KKT” vai perdendo seu prestígio ao ser coagida a abrigar um considerável número de alunas que não “atende os padrões” exigidos pelas normas da irmandade – dentre as quais se destacam garotas com deficiências físicas, lésbicas, negras e até mesmo uma vlogueira totalmente excêntrica. Com o apoio de suas amigas e subalternas – as quais são “carinhosamente” apelidadas de minions – Chanel #2 (Ariana Grande), Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin), Oberlin não encontra outra saída senão infernizar a vida das estranhas candidatas que, persistentemente, não abandonarão tão cedo o sonho de se tornar uma poderosa Kappa definitiva.

Paralelamente, um estranho vestindo o uniforme de mascote da universidade começa a rondar toda a propriedade caçando qualquer um que, de alguma maneira, se aproxime ou conheça o sombrio passado por trás da “Kappa Kappa Tau”. Aniquilando uma infinidade de vítimas em potencial, o temido Red Devil (Demônio Vermelho) faz a fraternidade perder cada vez mais membros enquanto as suspeitas sobre a sua identidade se tornam, a cada episódio, mais complexas e reveladoras. Caberá a Grace Gardner (Skyler Samuels) e Pete Martínez (Diego Boneta), o quase-casal de mocinhos, desvendar o mistério por trás de tantos homicídios e tentar cessar as sucessivas mortes que desencadeiam ao longo da atração um banho de sangue à la “Sexta-Feira 13”. Em meio a pistas que nos remeterão aos detalhes mais minimalistas e intrigantes, a única certeza contundente é a de que qualquer um, em “Scream Queens”, possui as suas razões para vestir a máscara do assassino e sair por aí, fazendo do local um purgatório de insanidades.

O retorno da “Rainha do Grito”:

Jamie Lee Curtis é a reitora Cathy Munsch

Quem é fissurado nos clássicos do terror de décadas e décadas atrás, provavelmente deve saber que o termo “scream queen” (ou “rainha do grito”, em nosso idioma) é o mais comum para designar as atrizes que desempenham um grande papel em filmes deste gênero. Seja sob a pele de coadjuvantes indefesas que acabam por ter seu destino selado pelas mãos de um serial killer ou de protagonistas que, vez ou outra, conseguem contornar toda a carnificina que as persegue, a verdade é que “gritar” não é o único requisito para que uma profissional da área se consagre com tal honraria – e assim, não é qualquer uma que consegue sustentar o mencionado título da nobreza cinematográfica.

Seguindo um legado que, possivelmente, foi iniciado há muito tempo por Fay Wray (“King Kong”, 1933), ninguém menos que Jamie Lee Curtis (a estrela principal da franquia “Halloween”, também conhecida como “A Rainha do Grito”) se torna, em “Scream Queens”, um dos maiores (se não o maior) destaques de todo o seu extenso time de celebridades. Deixando o super-heroísmo de Laurie Strode para trás, Curtis é feliz ao encarnar a personalidade e viver, na atração da “Fox”, a narcisista Reitora Munsch. Um constante empecilho para Chanel e para todos aqueles que ousam atrapalhar sua sólida carreira pelos bancos acadêmicos, a megera revela um passado tão antigo e obscuro quanto o que assombra a controversa “Kappa Kappa Tau”. Definitivamente, a veterana é eficiente ao interpretar um papel que foi escrito para ser seu.

Outras “scream queens” notáveis dos cinemas (e que merecem as menções honrosas neste post) são: Heather Langenkamp (“A Hora do Pesadelo”), Neve Campbell (“Pânico”), Jennifer Love Hewitt (“Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”), Sarah Michelle Gellar (“O Grito”), Naomi Watts (“O Chamado”), Katie Cassidy (“Quando Um Estranho Chama”) e Mary Elizabeth Winstead (“Premonição 3”).

A segunda temporada vem aí:

Produzida pela “20th Century Fox Television” em parceria com a “Prospect Films”, a “Ryan Murphy Productions” e a “Brad Falchuk Teley-vision”, a primeira temporada de “Scream Queens” possui 13 episódios com o tempo médio de 45 minutos (imagem do elenco principal)

Após ser recepcionada de forma bem mista pelo público, felizmente “Scream Queens” foi renovada para uma segunda temporada que deverá começar a ser gravada somente no mês que vem, em julho, em novos estúdios da Califórnia (a primeira foi filmada em Nova Orleans). Com estreia prevista para 20 de setembro deste ano, a história se passará dois anos após os eventos que concluíram a primeira temporada e nos introduzirá a cenários totalmente repaginados – e isso sem contar o retorno de grande parte do elenco original interpretando os mesmos personagens sobreviventes do Red Devil (mas, desta vez, imersos em um hospital psiquiátrico).

Até o momento, foi confirmado o retorno de: Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Lea Michele, Abigail Breslin, Billie Lourd, Niecy Nash, Glen Powell e Keke Palmer (dizem os rumores que Harry Styles, do One Direction, poderá dar as suas caras na season 2); e a estreia de John Stamos (“Três é Demais”). Você confere mais informações acessando este link.

Curiosidades que você PRECISA conhecer:

“You Belong to Me”, de Heather Heywood, marca a abertura oficial da série (na imagem: o misterioso Red Devil)

O pessoal do “OK!OK!” listou, no vídeo a seguir, 50 fatos sobre “Scream Queens” que não apenas valem a pena ser conferidos, como também deixam a série muito mais interessante. Não se preocupe, pois em momento algum foram levantados spoilers sobre o desfecho ou a identidade do assassino:

As informações deste vídeo podem ser consultadas diretamente pelo site do IMDb, em inglês (atenção, aqui, para devidos spoilers)

De tudo um pouco:

E por último, mas não menos importante, Lea Michele vive a Chanel #6/Hester Ulrich

Qualquer um que possua um mínimo de conhecimento sobre cultura popular (de televisão a cinema, música à história), certamente encontrará em “Scream Queens” o mesmo que diversos ícones do passado tanto fizeram questão de entregar ao seu público alvo: diversão sem comprometimento. Seguindo a linha de alguns longas-metragens (como o já citado “Meninas Malvadas”, “As Patricinhas de Beverly Hills” e “Todo Mundo em Pânico”) ou até mesmo de séries televisivas (como “Gossip Girl” e “Desperate Housewives”), a criação de Murphy, Falchuk e Brennan não se prende muito aos padrões da normalidade e soa mais como uma sátira da vida real do que um aplaudível show de seriedade – logo, não espere encontrar pelo decorrer da atração situações lógicas totalmente moldáveis ao mundo no qual vivemos.

É verdade que, em meio a piadas misóginas, preconceituosas e não menos que bizarras, “Scream Queens” não se mostra a série mais adequada para o telespectador que possui como única pretensão ser introduzido a um circo de horrores onde o macabro ganha vida e apavora a todos os tipos de público, sem restrições. Muito mais voltado para o humor negro, à sátira e uma leve pincelada de gore, o show se destaca por uma futilidade fora do imaginável – e, à primeira vista, não só pode como acaba sendo rejeitada por aqueles que tinham como prioridade se assustar, e não se divertir. A questão é que, diferente talvez de como foi anunciado (ou de como as pessoas olharam para o seu lançamento), o programa não apresenta nada de assustador e, eventualmente, apenas brinca com os elementos do horror ao incluir situações de perigo comuns aos filmes de terror em seu script.

Entretanto, se o espetáculo peca ao nos confundir com sua temática trash pouco esclarecedora, ele acerta ao repetir os antigos feitos de “Glee” e emergir quem o assiste para uma diversidade social que é inerente a qualquer civilização moderna. Não que seja muito comum encontrar por aí garotas usando colares cervicais em tempo integral, mas, “Scream Queens” abraça a representatividade ao dar destaque para atores negros e incluir personagens de diferentes orientações sexuais – tem até mesmo algumas fortes personalidades com deficiências físicas/distúrbios mentais e outras com extravagantes gostos pessoais. Visualmente falando, a série se utiliza muito dessa imensidão de possibilidades e, ao beber das inesgotáveis fontes que defendem o tratamento igualitário entre minorias e maiorias, se sobressai ao criticar nossa atual condição como sociedade hipócrita, machista, homofóbica e racista – tudo por meio de muita ironia, é claro.

No fim das contas, “Scream Queens” nada mais é senão uma luxuosa mansão do século XXI que, coincidentemente, acabou por ser decorada com os móveis genuínos de uma casa mal-assombrada dos anos 80. Não espere levar sustos ou sentir aflição enquanto acompanha a atração do começo ao fim: você está, claramente, se interessando pelo título errado. Aliado a um figurino impecável, a um trabalho de maquiagem excepcional e a um time de atores que nos entregam valiosos momentos hilários (e gostaríamos de deixar aqui o nosso mais sincero destaque para Niecy Nash, Billie Lourd e, é claro, Emma Roberts), o programa se revela uma ótima opção para quem é ligado em séries humorísticas de TV e compartilha de uma paixão natural pela cultura popular (desde que, é claro, você deixe as suas expectativas de lado). Se você gostou da vibe de “Todo Mundo em Pânico” e é apaixonado por “Meninas Malvadas”, então, com certeza, possui grandes chances de se encantar (e se identificar) com a bombástica criação fashion dos gênios contemporâneos que são Murphy, Falchuk e Brennan.

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