“Especial Halloween”: comemore o “Dia das Bruxas” com as nossas dicas de filmes, games e muito mais

Hoje, 31 de outubro, no último dia do mês, é comemorado nos países anglo-saxões um dos eventos mais tradicionais e populares de todo o globo terrestre: o Halloween (ou, para nós, o “Dia das Bruxas”). Originado da cultura celta (povo que habitou grande parte da Europa durante o segundo milênio a.C.), o fenômeno cultural que antecede o “Dia de Todos os Santos” nasceu como uma “preocupação” que este antigo povo detinha ao ansiar que o mundo viesse a ser atentado por fantasmas e demônios às vésperas do 1º de novembro, uma data representada pelo sagrado e pela positividade.

Atualmente difundido por crianças e adolescentes que se fantasiam e batem às portas das casas para pedir doces em troca de bom comportamento (ou seja, para não pregarem uma peça no morador), a celebração nos remete aos tempos em que as pessoas se utilizavam de máscaras e disfarces para passarem despercebidas pelos espíritos que vagariam pela Terra na ocasião. Marcado pela presença do horror e do sobrenatural, muitas são as lendas e histórias que acompanham esse período comemorativo, muitas das quais podem ser acompanhadas por meio deste link.

A seguir, relacionei algumas dicas de músicas, games, filmes e livros que você não poderá deixar de conferir nesse dia tão especial para fazer do seu “Dia das Bruxas” um momento muito mais inesquecível, aterrorizante e divertido.

ALA MUSICAL

MENÇÕES HONROSAS: “Thriller”, do Michael Jackson // “Fine Again”, do Seether // “Call Me When You’re Sober”, do Evanescence.

“Just Tonight”, com o The Pretty Reckless:

A banda formada por Taylor Momsen e companhia ainda estava no seu disco debut de inéditas quando “Just Tonight” foi escolhida como 3º single do “Light Me Up” e ganhou um clipe bem característico dessa época do ano dirigido por Meiert Avis (o mesmo de “Make Me Wanna Die” e “Miss Nothing”). Com um visual bem gótico que nos remete à toda obscuridade do rock alternativo produzido pelos caras, a vocalista do grupo pode ser vista queimando flores e doando de seu sangue para uma tinta especial enquanto os outros integrantes tocam seus instrumentos em um cenário digno de um filme de terror clichê dos anos 90. Composta por Taylor Momsen, Ben Phillips e Kato Khandwala (e ganhando a produção deste último), a poderosa música foi bem aceita pelos críticos musicais que elogiaram bastante os vocais da cantora.

ASSISTA AO CLIPE DE “JUST TONIGHT”, DO THE PRETTY RECKLESS.


“If It’s Alright”, com a Lindsay Lohan:

Intercalando várias cenas de “Eu Sei Quem Me Matou?”, filme de suspense estrelado por Lindsay Lohan em 2007, a 7ª faixa do disco “A Little More Personal (Raw)”, de Lilo, é o tema deste vídeo elaborado por um fã que une a carreira cinematográfica da moça à musical. Apesar de a sua letra não condizer em nada com o que é mostrado em vídeo, o fan made surge como uma espécie de justiça à excelente balada gravada por Lohan em 2005 e que não ganhou nenhum destaque quando da divulgação do seu 2º disco de inéditas. Composta por Lindsay ao lado de Kara Dioguardi e Butch Walker (e produzida pelos dois últimos), “If It’s Alright” nos mostra que, apesar de ter obtido pouco êxito em sua discografia, se mostra um dos trabalhos mais honestos e profundos da bad girl mais querida e idolatrada de Hollywood.

ASSISTA AO FAN VIDEO DE “IF IT’S ALRIGHT”, DA LINDSAY LOHAN.


“Electric Chapel”, com a Lady Gaga:

Quando se trata de Lady Gaga e do seu 2º álbum, o “Born This Way”, é fato que muitas de suas faixas poderiam ocupar um espacinho nesse especial de Halloween, mas essa apresentação de “Electric Chapel” realizada em Manila, capital das Filipinas, ganha destaque por sua maestria. Influenciando-se pelas batidas do heavy metal e pelos elementos da eurodance, a 12ª canção do material (14ª da edição especial com conteúdo bônus) merece a nossa atenção por trazer os marcantes vocais da cantora unidos à toda obscuridade trabalhada por Gaga na criação e divulgação do “Born This Way”. Composta por sua intérprete conjuntamente ao DJ White Shadow (e produzida por ambos), em “Electric Chapel” a loira canta sobre a enigmática capela elétrica: “um lugar seguro aonde você pode encontrá-la para lhe entregar algo especial”.

ASSISTA A APRESENTAÇÃO AO VIVO DE “ELECTRIC CHAPEL”, DA LADY GAGA.

ALA ELETRÔNICA

MENÇÕES HONROSAS: “Parasite Eve” // “Silent Hill 2” // o recente “Until Dawn” (leia o nosso artigo).

Silent Hill:

Não sou eu que digo que “Silent Hill”, o clássico do PSOne, é um dos jogos de horror mais consagrados de todos os tempos pelos fãs do terror e do suspense, mas sim o próprio público amado. E, apesar de já ter rendido mais de 10 títulos bem populares entre os fiéis seguidores da franquia, o primeiro deles, lançado lá em 99, continua sendo definitivamente o mais respeitado e indicado para quem curte ambientes claustrofóbicos somados à muita pressão psicológica. Apesar de ter os piores gráficos e a jogabilidade mais limitada de qualquer outro lançamento da obra, “Silent Hill” prende o jogador por conta de sua criatividade absurda e enredo diabólico. Sob o comando de Harry Mason, você terá de enfrentar muitos desafios para encontrar sua filha desaparecida enquanto foge da sombria névoa de Silent Hill que engole tudo o que vê pela frente como um buraco negro de ódio, sangue e muita carnificina. “Terror em Silent Hill” e “Silent Hill: Revelação” são as duas adaptações cinematográficas inspiradas no 1º e 3º games da série.

ASSISTA A UM TRECHO DE “SILENT HILL”.


Five Nights at Freddy’s 4:

Liberado neste ano para PC, Android e iOS, o 4º lançamento da série “Five Nights at Freddy’s”, criada por Scott Cawthon, é de longe o mais assustador de todos os títulos que precederam o 1º game, lançado em agosto do ano passado. Seguindo a mesma modalidade dos jogos anteriores, o jogo em 1ª pessoa é dessa vez controlado por um garotinho que está trancado em seu quarto tentando escapar dos já conhecidos animatronics da “Freddy Fazbear’s Pizza”. Baseando-se no mesmo esquema de sustos inesperados, a diferença deste games dos demais está na ausência das já conhecidas câmeras de vigilância (que te avisavam quando os inimigos se aproximavam) e na aparência dos robôs, que agora estão muito mais horripilantes.

ASSISTA A UM TRECHO DE “FIVE NIGHTS AT FREDDY’S 4”.

ALA FILMOGRÁFICA

MENÇÕES HONROSAS: “Eu Sei [e Eu Ainda Sei] o que Vocês Fizeram no Verão Passado” // “O Chamado 1 e 2” // a franquia “Pânico” // a comédia “Todo Mundo em Pânico 1, 2 e 3”.

Abracadabra:

A comédia da “Disney” estrelada por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy é a dica perfeita para quem curte o Halloween mas não gosta de acompanhar os clássicos do terror regados a inúmeros banhos de sangue e vísceras. “Hocus Pocus”, no original, foi lançado em 1993, e, apesar de não ter conquistado as graças da crítica especializada na época de sua estreia, construiu no decorrer dos anos uma imensa legião de fãs, sendo hoje considerado um clássico cult. Dirigido por Kenny Ortega (o mesmo da trilogia “High School Musical”), o longa conta a história das irmãs Sanderson, sacrificadas há 300 anos pela prática de bruxaria e que retornam do além após serem invocadas por um pequeno grupo de crianças. Tendo apenas algumas horas para roubar a energia vital de toda a criançada da cidade, Winnie, Sarah e Mary terão de se adaptar ao mundo moderno enquanto colocam em prática o seu maquiavélico plano para permanecerem vivas definitivamente. Uma sequência do filme foi cogitada no ano passado, mas logo depois foi revelado que, na verdade, o novo projeto desenvolvido por Tina Fey (a professora Sharon Norbury de “Meninas Malvadas”) trata-se de uma spin-off.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ABRACADABRA”.


Elvira, a Rainha das Trevas:

Outra comédia super recomendada para este “Dia das Bruxas” (e liberada para o público em 1988) é “Elvira, a Rainha das Trevas”, o primeiro longa-metragem estrelado por Cassandra Peterson sob o seu alter ego popularmente conhecido no mundo todo. Saindo do mundo da televisão para ganhar o seu próprio filme, “Elvira, a Rainha das Trevas” narra a história de Elvira, uma apresentadora de TV que vivia pacatamente como anfitriã de um programa decadente e que recebe a notícia do falecimento de uma tia, até então desconhecida pela moça. Indo para Fallwell, interior de Massachusetts, no local ela não demorará para descobrir que os bens herdados de sua tia, Morgana, são muito mais especiais do que aparentam ser (e que muita gente está de olho na sua herança, e não apenas em seu corpo escultural). Antes de estrelar o projeto, Peterson já trabalhava como apresentadora do canal “KHJ” (assim como é representado no começo do filme), dando vida ao “Movie Macabre”: uma apresentação semanal com as obras do terror.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS”.


As Bruxas de Eastwick:

Lançado em 1987 e baseado na novela de John Updike de mesmo nome, o longa-metragem estrelado pela nata hollywoodiana Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer não poderia ter rendido um resultado mais empolgante e atrativo que o retratado em “As Bruxas de Eastwick”. Bem aceito pelas críticas, a saga de três bruxas que se apaixonam pelo mesmo homem foi nomeada à 2 categorias do “Oscar” de 88 e venceu diversas outras em premiações como o “BAFTA” e o “Saturn Awards”. Alexandra, Jane e Sukie sempre sonharam em encontrar sua alma gêmea, até que, de repente, o desejo inesperado se torna realidade quando Daryl Van Horne aparece em suas vidas como uma prece atendida. O que elas não sabem é que o cara boa pinta vivido por Nicholson lhes causará muitos mais problemas do que meros contratempos com poções mal preparadas ou simpatias que não funcionam. Destaque para a atuação fascinante da cantora (e esporadicamente atriz) Cher.

ASSISTA A UM TRECHO DE “AS BRUXAS DE EASTWICK”.


A Hora do Pesadelo:

Por mais que “Sexta-feira 13”, “O Iluminado”, “Poltergeist” e “O Exorcista” sejam obras muito procuradas nessa época do ano por todos que curtem os clássicos dos anos 70 e 80, o Halloween aqui do Caí da Mudança não seria o mesmo se deixássemos de lado o aterrorizante “A Hora do Pesadelo”. Ganhando 7 títulos principais memoráveis, um crossover bem mediano e um remake que jamais deveria ter saído do papel, a história de Freddy Krueger, o assassino de crianças da Elm Street, continua sendo mesmo nesta década um clássico do terror que precisa ser visto e revisto por todos os amantes do “Dia das Bruxas”. Eu estaria mentindo se dissesse que todos os lançamentos da série principal são tão bons quanto o 1º (que ganhou os cinemas de todo o mundo em 1984), mas vale mencionar que “A Hora do Pesadelo 2, 3 e 7” são filmes imprescindíveis para todos que gostariam de conhecer um pouco mais sobre uma das franquias mais queridas do “terror B”. O que dizer do encantador Robert Englund, ator responsável por imortalizar um dos vilões mais temidos da história da humanidade criado pelo gênio dos cinemas Wes Craven?

ASSISTA A UM TRECHO ICÔNICO DE “A HORA DO PESADELO”.


Olhos Famintos:

Escrito e dirigido por Victor Salva, o lançamento de 2001 que teve seu título original inspirado na música de jazz “Jeepers Creepers”, de 1938, é outro trabalho da última década que merece um pouco da nossa atenção nesta publicação. Diz uma lenda local que a cada 23 primaveras, durante 23 dias, uma criatura conhecida como The Creeper (algo como O Rastejador) sai de um profundo estágio de hibernação para se alimentar de seres humanos. Movido por um incontrolável faro que pode detectar suas vítimas há distâncias inexplicáveis, os irmãos Trish e Darry (interpretados por Gina Philips e Justin Long) se metem em apuros ao tentar investigar os hábitos do misterioso ser após um encontro nada amigável nas estradas do Nebraska. Uma sequência passando-se 3 dias após os eventos do 1º filme foi liberada em 2003, tornando-se tão querida pelos fãs da trama quanto o original (além de ter introduzido Jonathan Breck mais uma vez como o nojento The Creeper).

ASSISTA A UM TRECHO DE “OLHOS FAMINTOS”.


Invocação do Mal:

Invalidando completamente aquela conversa de que “não se faz mais filmes de terror como antigamente”, a produção dirigida por James Wan e com roteiros de Chad Hayes e Carey W. Hayes surgiu em 2013 para dar um tapa na cara de todos que duvidavam do potencial das atuais obras do horror. Baseado em fatos reais, “Invocação do Mal” traz a história de Ed e Lorraine Warren, o casal de paranormais mais famoso dos EUA vivido nas telonas dos cinemas pelos talentosos Patrick Wilson (“Sobrenatural” e “Sobrenatural: Capítulo 2”) e Vera Farmiga (“Bates Motel”). Passando-se em 1971 e investigando um recente caso que lhes foi proposto, os Warren encontram diversos eventos sobrenaturais que colocarão em risco a vida de todos que adentrarem a sinistra propriedade rural recém adquirida pela família Perron. Mesmo rejeitado por grande parte do público que aprovou “Invocação do Mal”, um spin-off nomeado “Annabelle” foi lançado um ano após o 1º longa trazendo a história da boneca que faz figuração na obra de James Wan. “Invocação do Mal 2” já foi confirmado e tem data de lançamento agendada para junho de 2016.

ASSISTA A UM TRECHO DE “INVOCAÇÃO DO MAL”.

ALA LITERÁRIA

MENÇÕES HONROSAS: apesar de não tê-los lido (ainda), “A Coisa” // “O Iluminado” // “O Cemitério”, todos do Stephen King, foram muitas vezes recomendado a mim por diversas pessoas (destaque às suas respectivas adaptações cinematográficas, consagradas por quem curte o gênero como clássicos inestimáveis do terror).

A Máscara Monstruosa (Goosebumps):

Para encerrar o nosso especial de Halloween aqui do Caí da Mudança, trago a vocês um livro que li há muitos e muitos anos, mas que jamais saiu da minha memória de pequeno fã adorador do lado sobrenatural da vida. “A Máscara Monstruosa” é a 11ª novela escrita por R. L. Stine para a série “Goosebumps”, uma coletânea que inclui 62 obras de terror destinadas ao público infantojuvenil. Publicada pela 1ª vez em 1993 pela “Scholastic Corporation” (e por aqui pelas editoras “Fundamento” e “Abril”), o livro narra a história de Carly Beth, uma garota que resolve se vingar de alguns amigos que a vivem zoando e pregando peças de mal gosto. Visitando uma loja de máscaras de Halloween, Carly “invade” uma sala proibida do estabelecimento e decide levar para casa uma máscara um tanto quanto assustadora demais. Mesmo sendo alertada pelo dona da loja a desistir do negócio, a garota persiste e, sem querer, descobre que algumas coisas não deveriam jamais ser experimentadas. Inspirando outras três sequências (“O Grito da Máscara Assombrada”, “A Máscara Monstruosa II” e “Wanted: The Haunted Mask”, estes 2 últimos sem publicação no Brasil), “A Máscara Monstruosa” é uma ótima indicação para quem gosta de uma leitura leve e agradável, mas muito instigante. OBS.: já está disponível nos cinemas brasileiros “Goosebumps: Monstros e Arrepios”, filme inspirado na franquia de R. L. Stine (saiba mais).

ASSISTA A UMA ADAPTAÇÃO DO LIVRO PARA VHS.

Outras dicas de livros para o Halloween podem ser conferidas neste vídeo do canal “Perdido nos Livros”, do Eduardo Cilto.

E aí, curtiu as nossas indicações para curtir o “Dia das Bruxas”? E você, quais são as suas obras favoritas para essa data comemorativa tão pouco divulgada aqui no nosso país? Deixe as suas dicas aí nos comentários.

Talvez você se interesse também por: 13 grandes clássicos do terror // O pesadelo chega ao fim! Nós sentiremos a sua falta, Wes Craven // 13 grandes filmes de comédia que marcaram a infância // os meus 13 jogos favoritos para PSOne (parte 2).

Os meus 13 jogos favoritos para PSOne (Parte 2)

Wow, se eu me lembrasse como costumava ser satisfatório escrever sobre jogos eletrônicos, jamais teria passado tanto tempo sem trazer um pouco desse universo aqui para o blog! Prometo tentar ser mais imparcial com a minha louca paixão pela música pop e variar o conteúdo das próximas publicações que já estão sendo preparadas para o Caí da Mudança (sim, muita coisa legal está por vir). Prometo tentar, mas não posso prometer um resultado definitivo, tudo bem? ):

Se você chegou até aqui sem ler a nossa primeira parte, por favor, volte um pouco para dar uma pequena olhadinha no que eu preparei com 7 dos meus 13 jogos favoritos para PlayStation 1. Abaixo, lhes deixo com mais 6 clássicos do PSOne que definitivamente mudaram a minha vida de gamer noob para sempre. Simbora?!


8. X-MEN: MUTANT ACADEMY 2

Criador-designer / Ano: desconhecido, 2001 (EUA e Europa) e 2003 (Japão);

Produtora: “Paradox Development”;

Editora / Distribuidora: “Activision”;

Outras plataformas: não há;

Gênero: luta;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

Será que antes de começar a falar sobre este game preciso mesmo mencionar o fato de ser apaixonadíssimo por todo o legado deixado pelos “X-Men”? Uma das releituras mais fieis que eu já vi de um jogo de vídeo-game à versão original dos quadrinhos é esta que vos apresento, a qual fez questão de incluir algumas das personagens mais queridas de toda a saga no total controle de seus superpoderes. Diferente da fraquíssima Vampira que nos fez viver um caso de amor e ódio nas telonas do cinema, a Rogue de “Mutant Academy 2” é sem sombra de dúvidas uma das opções mais interessantes do game ao lado dos super agéis Destrutor (Havok) e Noturno (Nightcrawler). Liberado pela “Activision” em setembro de 2001, o jogo sucedeu “X-Men: Mutant Academy” (2000), a estreia super limitada dos “X-Men” para o primeiro PlayStation. Uma surpresa bem legal incluída pelos desenvolvedores de “Mutant Academy 2” com certeza foi a opção “Academy Training”, um módulo que te possibilitava conhecer todos os golpes da sua personagem favorita, desde as mais básicas rajadas de lasers aos complexos combos bem elaborados. Das 18 personagens jogáveis (no título anterior só havia 10), 4 deveriam ser destravadas pelo jogador, sendo elas: Fanático (Juggernaut), Professor Xavier (Professor X), Psylocke e Homem-Aranha (Spider-Man)! Sim, até mesmo o “Cabeça de Teia” veio fazer uma participação por aqui.

RELEMBRE “X-MEN: MUTANT ACADEMY 2” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


9. CRASH TEAM RACING

Criador-designer / Ano: Charles Zembillas, Joe Pearson, Bruce Straley e Bob Rafei, 1999;

Produtora: “Naughty Dog”;

Editora / Distribuidora: “Sony Computer Entertainment” e “Universal Interactive Studios”;

Outras plataformas: PlayStation Network;

Gênero: corrida;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

O primeiro spin-off da série de vídeo-game “Crash Bandicoot” é exatamente o “Team Racing”, o primeiro do gênero corrida e o último produzido pela “Naughty Dog”, em 1999. Acompanhando sua irmã Coco e outras 6 figuras já conhecidas na história da série (fora as personagens secretas), até mesmo as mascotes Pura e Polar foram adicionadas à seleta lista de competidores, podendo ser selecionadas tanto no modo principal (adventure) como em time trial, arcade (single ou cup), vs e battle. Apesar de ser muitas vezes comparado ao clássico “Mario Kart”, “CTR” chegou a ser aclamadíssimo pela crítica especializada, sendo descrito pela revista oficial da “PlayStation” como “o jogo que fez as corridas de kart serem divertidas”. Mesmo não seguindo a linha principal de lançamentos do popular marsupial, “Crash Team Racing” não decepciona e realmente se mostra um dos jogos de corrida mais divertidos da indústria dos games, trazendo um senso de humor ingênuo capaz de entreter o jogador por longas e longas horas.

RELEMBRE “CRASH TEAM RACING” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


10. HARVEST MOON: BACK TO NATURE

Criador-designer / Ano: Igusa Matsuyama, 1999;

Produtora: “Victor Interactive Software”;

Editora / Distribuidora: “Natsume”;

Outras plataformas: PlayStation Portable e PlayStation Network;

Gênero: RPG, simulação da vida;

Modo: single-player (1 jogador).

Eu não acredito que exista outro jogo que tenha sido capaz de me envolver tanto com sua história que não seja “Harvest Moon: Back To Nature”, apesar de o último desta lista também ter exercido uma grande influência sobre a minha pessoa. Criado originalmente por Yasuhiro Wada, com o “Harvest Moon” (1996) para “Super Nintendo”, este foi o quinto lançamento que deu continuidade a série “Story of Seasons”, o primeiro para “PSOne”, liberado em 99. Um jovem garoto recebe de herança a velha fazenda de seu avó recém falecido, podendo continuar na posse da propriedade se, no tempo de 3 anos, conseguir recuperá-la ao seu estado original e criar um bom relacionamento com os moradores de “Mineral Town”. Desenvolvendo as atividades elementares de um fazendeiro comum como plantar, regar e colher os mais diversos tipos de sementes, você ainda tinha a liberdade para criar rebanhos de ovelhas, vacas, galinhas e até mesmo cultivar peixes num lago ao lado de sua casa. Vivendo com seu fiel companheiro, um lindo cachorrinho de estimação, dá pra acreditar que o jogo te oferecia até mesmo a opção de namorar, casar e ter um filho com uma das garotas residentes no vilarejo vizinho da sua casa? É muita emoção para uma história só!

RELEMBRE “HARVEST MOON: BACK TO NATURE” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


11. SILENT HILL

Criador-designer / Ano: Keiichiro Toyama, 1999;

Produtora: “Konami Computer Entertainment Tokyo”;

Editora / Distribuidora: “Konami”;

Outras plataformas: PlayStation Network;

Gênero: survival horror psicológico (3ª pessoa);

Modo: single-player (1 jogador).

Apesar de ter mencionado “Resident Evil” nos 8 games que marcaram a infância de qualquer criança, devo confessar somente agora, depois de um ano e quatro meses, que foi “Silent Hill” o responsável por conquistar o título de jogo de terror favorito deste que vos escreve. Seguindo a trajetória de Harry Mason, o pai da doce Cheryl, você deverá desvendar os mistérios que rodeiam a assustadora cidade fictícia de “Silent Hill” para encontrar sua filha desaparecida. É claro que a neblina que paira sobre tudo e todos dificultará todo o seu campo de visão, mas, esta definitivamente não é a sua maior preocupação no jogo, como, por exemplo, a aparição de deformados monstros que farão de tudo para bloquear o seu caminho. Mexendo com a sua mente e ultrapassando tudo o que você conhece sobre terror psicológico, “Silent Hill” traz um dos enredos mais fascinantes do mundo dos vídeo-games numa louca mistura de sadismo com satanismo e intermináveis banhos de sangue. Liberado em 99 pela “Konami”, a série “SH” já rendeu, até o momento, 8 jogos principais (não cronológicos), 2 filmes e muitos outros spin-offs não necessariamente do gênero survival horror.

RELEMBRE “SILENT HILL” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


12. HARRY POTTER AND THE CHAMBER OF SECRETS

Criador-designer / Ano: desconhecido, 2002;

Produtora: “KnowWonder” (PC), “Argonaut” (PS), “Griptonite” (GBC), “Eurocom” (GBA, GC, Xbox, PS2) e “Aspyr” (MAC);

Editora / Distribuidora: “EA Games” e “Warner Bros. Interactive Entertainment”;

Outras plataformas: Game Boy Advance, Game Boy Color, Microsoft Windows, Xbox, PlayStation 2, GameCube e Mac OS X;

Gênero: aventura com elementos de plataforma (3ª pessoa);

Modo: single-player (1 jogador).

Dando sequência ao seu ano de aventuras vivido em “Sorcerer’s Stone”, Harry Potter está de volta na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para mais uma temporada mágica e perigosa, mas agora em “Chamber Of Secrets”. Acompanhado dos seus sempre fieis escudeiros Ron Weasley e Hermione Granger, desta vez você encontra no jogo novos cenários com uma roupagem completamente diferente da anterior, muito mais ampla e interativa. O castelo mesmo, por exemplo, nos foi reapresentado muito mais fiel ao proposto pelos estúdios da Warner e com diversas novas passagens secretas. Incluindo um torneio de “Clube de Duelos” e mini desafios inéditos paralelos ao objetivo central do jogo, todo o clima sombrio proposto pela obra de J.K. Rowling pode ser desfrutado na versão de 2002 criada pelo pessoal da “Argonaut”. Os gráficos continuam não tão bons como na estreia do bruxinho com o debut game, mas, quem liga para gráficos quando se tem uma jogabilidade incrível e tão intimista de uma das melhores obras da literatura e dos cinemas?

RELEMBRE “HARRY POTTER AND THE CHAMBER OF SECRETS” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


13. LEGEND OF MANA

Criador-designer / Ano: Nobuyuki Inoue, 1999 (Japão) e 2000 (EUA);

Produtora: “Square”;

Editora / Distribuidora: “Square” (Japão) e “Square Electronic Arts” (EUA);

Outras plataformas: PlayStation Network;

Gênero: RPG / aventura;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

É com este RPG lançado pela “Square”, em 1999, que emendo as ideias expostas em nosso especial e finalizo os meus 13 jogos favoritos para PSOne. Quarto lançamento da série “Mana”, sucedendo “Final Fantasy Adventure” (1991), “Secret of Mana” (1993) e “Seiken Densetsu 3” (1995), em “Legend Of Mana” o jogador mergulhará no fantasioso mundo de Fa’Diel, um lugar onde humanos e criaturas mitológicas poderão ser vistos convivendo em sociedade. Com suas próprias tradições e ideais únicos, você deverá relacionar-se com as personagens do game e lhes oferecer ajuda, aceitando assim aventurar-se em épicas missões para resgatar entes familiares ou derrotar alguns vilões que constantemente causam temor a todos. Conforme o jogo vai avançando, novos itens lhe são atribuídos, em especial os curiosos artefatos – peças indispensáveis no enredo de “Legend Of Mana” que poderão ser posicionados no mapa de acordo com a vontade do próprio jogador. Uma vez incorporado à terra ou ao mar, territórios até então desconhecidos são liberados, permitindo-se assim o surgimento de novas missões em cidades, florestas e desertos ainda não explorados pelo guerreiro principal da trama. Podendo elaborar as suas próprias armas e feitiços especiais, coletar os raríssimos “Mana Spirits” será uma tarefa indispensável para aperfeiçoar suas ferramentas e a experiência de combate. Mais detalhes da história você pode conferir no link abaixo.

RELEMBRE “LEGEND OF MANA” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


Não sintam vergonha de recomendar novas publicações, okay? Estou sempre aberto para as sugestões, críticas e elogios de vocês.

Os meus 13 jogos favoritos para PSOne (Parte 1)

Foi em março do ano passado que escrevi a minha primeira publicação sobre alguns dos games mais antigos que com certeza marcaram a infância de qualquer garoto ou garota viciado no mundo dos eletrônicos. Ainda aprendendo a elaborar um texto bacana (e é claro, cometendo diversos erros gritantes), tentei, naquela época, ressuscitar algumas lembranças antigas que talvez pudessem ter feito parte da vida de outras pessoas.

Desde então, nunca mais toquei nesse assunto (games), e depois de muito refletir cheguei aos meus 13 jogos favoritos lançados para o 1º PlayStation, o de 94. Para facilitar a leitura e não deixar esta publicação muito cansativa (vocês já devem ter notado que eu tenho uma certa predisposição a escrever textos gigantescos), dividi a minha pequena lista em duas partes, contendo 7 títulos a primeira e 6 a segunda. Estão prontos? Então vamos lá.


1. THEME HOSPITAL

Criador-designer / Ano: desconhecido, 1997;

Produtora: “Bullfrog Productions” (PC), “Krisalis Software” (PS);

Editora / Distribuidora: “Electronic Arts”;

Outras plataformas: PC;

Gênero: simulador de negócios;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

É com esta raridade de 97 criada pela “Krisalis Software” e distribuída pela “Electronic Arts” que abrimos o nosso especial dos meus 13 jogos favoritos para PSOne. Sucedendo o já popular “Theme Park”, o seu objetivo em “Theme Hospital” é criar e administrar um hospital que possa atender a demanda sempre crescente de enfermos, para isso se valendo da contratação de médicos, enfermeiras, faxineiros e recepcionistas. Podendo construir consultórios, farmácias, banheiros e até mesmo salas de pesquisa, você costumeiramente é questionado a receber casos de emergência, podendo negá-los em não havendo os recursos básicos para o devido tratamento. Um ponto bem interessante de “Theme Hospital” é o senso de humor dos seus criadores, que, brilhantemente, inseriram no roteiro do game pacientes com graves problemas de invisibilidade, cabeça ou língua inchadas e pelos por todo o corpo, cabendo a você descobrir a cura para suas anormalidades. O jogo obteve um grande sucesso comercial, vendendo mais de 4 milhões de cópias no mundo.

RELEMBRE “THEME HOSPITAL” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


2. KLONOA BEACH VOLLEYBALL

Criador-designer / Ano: Yoshihiko Arawi, 2002;

Produtora: “Namco”;

Editora / Distribuidora: “Namco”;

Outras plataformas: não há;

Gênero: esporte;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

Muitos não devem se lembrar ou conhecer, mas, o Klonoa já foi uma das personagens mais populares da “Namco”, sendo, inclusive, usada de mascote ao lado do tão amado Pac-Man. Ganhando a sua própria série multidisciplinar, incluindo aparições em HQs e programas de televisão, “Klonoa Beach Volleyball” é apenas mais um dos vários spin-offs de “Klonoa: Door to Phantomile”, o primeiro jogo da saga. Em “Beach Volleyball”, como o próprio nome diz, você consegue montar a sua própria dupla de jogadores, podendo enfrentar seus adversários em diversos campos inusitados, incluindo grama, um castelo mal assombrado, uma plataforma aquática e a tradicional partida na areia. Para deixar o jogo ainda mais emocionante, cada personagem possui o seu próprio poder especial, podendo ser ativado pelo jogador no momento mais oportuno. Lançado em 2002 de forma limitada apenas para o Japão e a Europa, este é o único “Klonoa” a receber um modo multiplayer, podendo ser jogado em até quatro pessoas.

RELEMBRE “KLONOA BEACH VOLLEYBALL” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


3. MORTAL KOMBAT TRILOGY

Criador-designer / Ano: Ed Boon e John Tobias, 1996;

Produtora: “Avalanche Software” (PlayStation), “Midway Games” (N64) e “Point of View, Inc.” (PC, Saturn);

Editora / Distribuidora: “Williams Entertainment” (1996), “Midway Games” (1997 adiante), “GT Interactive” (lançamentos para PC e território europeu) e “SoftBank” (lançamento japonês);

Outras plataformas: Nintendo 64, Sega Saturn, MS-DOS, Microsoft Windows, Game.com e R-Zone;

Gênero: luta;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

O que é melhor do que jogar “Mortal Kombat”, “Mortal Kombat II” ou “Mortal Kombat 3”? Isso mesmo, encontrar esses três clássicos dos anos 90 num único lançamento. Foi essa a ideia que a “Avalanche Software” teve, em 96, ao unir todas as personagens da mais sanguinária saga de jogos de luta de todos os tempos num único disco, para felicidade dos admiradores mais fanáticos. Trazendo os 32 lutadores dos combates originais (à exceção da versão para “Nintendo 64”, que tinha menos), todos eles eram realmente selecionáveis, inclusive os chefes Motaro, Shao Kahn, Goro e Kintaro. Seguindo os passos de “Ultimate Mortal Kombat 3”, este foi o último “MK” a apresentar uma jogabilidade com gráficos em 2D, diferente da triste experiência 3D vivida em “Mortal Kombat 4”. Inserindo ainda a novata Khameleon, uma espécie de fusão de todas as mulheres ninja, várias outras novidades acabaram sendo incluídas nesta versão do game, como novas finalizações e as versões clássicas de Jax, Kung Lao, Kano e Raiden.

RELEMBRE “MORTAL KOMBAT TRILOGY” ASSISTINDO A ESSE VÍDEO


4. PAC-MAN WORLD

Criador-designer / Ano: Hardy LeBel e Scott Rogers, 1999;

Produtora: “Namco / Full Fat”;

Editora / Distribuidora: “Destination Software / Hip Games / Namco” e “Zoo Digital Publishing” (Europa);

Outras plataformas: Game Boy Advance;

Gênero: plataforma (3ª pessoa);

Modo: single-player (1 jogador).

Seguindo o mega sucesso do jogo que foi febre nos fliperamas de todo o planeta, “Pac-Man World” foi o 17º título da série, distribuído pela “Namco”, em 1999. Apostando todas suas fichas nos modernos gráficos da 3ª dimensão, o game já se inicia com a preparação do aniversário de 20 anos da personagem principal – que completava 2 décadas não apenas no mundo virtual, como também no real. Apresentando uma roupagem completamente nova, vários elementos clássicos ainda estavam presentes no jogo, fazendo com que passado e futuro se encontrassem e trouxessem ao jogador a indescritível experiência reviver um dos maiores nomes da história dos eletrônicos. Pela modalidade principal do jogo (quest), você tinha o objetivo de ir atrás de todos os seus amigos, os quais haviam sido sequestrados pelo maligno Toc-Man e levados até a “Ghost Island”. Além do modo quest/aventura, “Pac-Man World” trazia mazes e classic, nos quais você poderia enfrentar labirintos 3D e, também, recuperar a versão original de “Pac-Man”, a mesma do começo dos anos 80.

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5. CRASH BANDICOOT 3: WARPED

Criador-designer / Ano: Jason Rubin, 1998;

Produtora: “Naughty Dog”;

Editora / Distribuidora: “Sony Computer Entertainment” e “Universal Interactive Studios”;

Outras plataformas: PlayStation Network;

Gênero: plataforma (3ª pessoa);

Modo: single-player (1 jogador).

Liberado pela “Naughty Dog” em 98, este foi o 3º jogo da série “Crash Bandicoot”, o qual deu continuidade ao jogo homônimo (1996) e “Cortex Strikes Back” (1997). Acompanhando a jogabilidade do 2º game, em “Warped” também encontramos a já conhecida “warp room”, sala de controle que permite ao jogador optar pela fase a ser jogada (no 1º “Crash Bandicoot” isso não era possível) e salvar o seu êxito com maior facilidade. Apresentando, ainda, cenários mais bem elaborados, este foi o primeiro jogo da saga a inserir a irmã de Crash, Coco, como uma personagem jogável, deixando de ser uma mera coadjuvante sem muita importância. Trazendo de volta alguns dos vilões já enfrentados em “Cortex Strikes Back” como o marombado Tiny Tiger, o biônico Dr. N. Gin e o cientista do mal Dr. Neo Cortex, agora o Sr. Bandicoot está altamente munido com novos poderes que lhe serão atribuídos após derrotar cada um dos chefes que protegem os cinco portais principais. Apesar de muitos acreditarem que Crash é uma raposa, a verdade é que ele é um bandicoot, uma espécie de marsupial que, de acordo com a linguagem do povo indiano, quer dizer “rato porco”.

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6. YU-GI-OH! FORBIDDEN MEMORIES

Criador-designer / Ano: desconhecido, 1996 (Japão) e 2002 (EUA e Europa);

Produtora: “Konami Computer Entertainment Japan”;

Editora / Distribuidora: “Konami”;

Outras plataformas: não há;

Gênero: tabuleiro;

Modo: single-player (1 jogador) e multiplayer (vários jogadores).

Aaah, os monstros de duelo! Depois de Kazuki Takahashi ganhar o mundo escrevendo e ilustrando o seu mangá de mesmo nome, em 96, a magia do seu jogo de tabuleiro chegou até “Forbidden Memories”, a primeira adaptação de “Yu-Gi-Oh!” para os consoles de vídeo-game. Desenvolvido pela “Konami” e distribuído pela primeira vez em 1999, no Japão, o enredo de nossa história se inicia já no Antigo Egito, quando você, na pele do faraó Atem, enfrenta seus adversários no tão popular “Yu-Gi-Oh! Trading Card Game”. Obviamente, sua única finalidade era invocar as melhores cartas de seu baralho de 40 unidades para vencer o jogador oponente, para isso se valendo de monstros de variados gêneros, cartas-mágica, cartas-amardilha e as raríssimas cartas de ritual. Utilizando-se da técnica da fusão, você podia, ainda, unir dois monstros em um novo e mais poderoso, desde que, é claro, eles possuíssem alguma similaridade. Durante sua jornada, automaticamente eram inseridas em seu caminho as imbatíveis “Relíquias do Milênio”, 7 ferramentas mágicas criadas para afugentar a antiga magia dos “Jogos das Trevas” praticados no Antigo Egito.

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7. HARRY POTTER AND THE SORCERER’S STONE

Criador-designer / Ano: desconhecido, 2001;

Produtora: “KnowWonder” (PC), “Argonaut” (PS), “Warthog” (GC, PS2, Xbox), “Griptonite” (GBC, GBA) e “Aspyr” (Mac OS X, parte da versão para PC).

Editora / Distribuidora: “Electronic Arts”;

Outras plataformas: Microsoft Windows, Game Boy Color, Game Boy Advance, Mac OS X, Nintendo GameCube, PlayStation 2 e Xbox;

Gênero: aventura com elementos de plataforma (3ª pessoa);

Modo: single-player (1 jogador).

Baseado no primeiro grande livro da saga “Harry Potter”, escrito por J.K. Rowling, e no primeiro filme, dirigido por Chris Columbus, “Sorcerer’s Stone” é a estreia do bruxinho mais popular da literatura no universo eletrônico. Convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry deverá assistir algumas aulas de magia para dominar a arte de enfeitiçar diversos objetos e criaturas espalhados pelos terrenos de seu novo lar. Podendo colecionar as “Cartas de Bruxas e Bruxos Famosos” e os “Feijõezinhos de Todos os Sabores”, não vai demorar muito para o jogador perceber que a vida em Hogwarts não é tão simples assim, devendo, costumeiramente, enfrentar alguns desafios propostos pelo cenário do jogo. Convocado como apanhador do time de quadribol da Grifinória, a casa a qual lhe foi nomeada pelo Chapéu Seletor, você pode neste game participar da divertida experiência de voar numa vassoura ponta de linha em busca do pomo de ouro, a bolinha dourada que encerra a partida e lhe garante a vitória. Apesar de não ter os melhores gráficos se comparado a outros jogos da “Electronic Arts” também lançados em 2001, “Sorcerer’s Stone” para PSOne é uma ótima dica para os fãs da série que gostariam de passar algumas horas no mundo mágico criado por J.K Rowling (por mais que seja de uma forma tão limitada assim).

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8 games que marcaram a infância de qualquer criança

Intro

Apesar do título acima ser um pouco sugestivo, a publicação de hoje não é destinada àqueles que têm menos de 17 anos e provavelmente passam horas conectados em frente ao PC/TV, Xbox, Wii e PS3/PS4. Sem preconceitos, claro, mas se você tiver no mínimo uns 19 (não necessariamente), com certeza se lembrará de muitos dos títulos que mencionarei mais abaixo.

Como uma criança qualquer que viveu parte de sua infância nas duas décadas passadas, não fui um dos felizardos a ter pais que deixassem seus filhos brincarem com os amigos da vizinhança. Arrisco dizer, inclusive, que eu era prepotente demais pra ter amigos na vizinhança, mas talvez isso seja tema para outro texto. É claro, com essa situação em mãos, este que vos escreve precisava se entreter e encontrar alguma distração, algo que mantivesse a cabeça ocupada. Foi quando ganhei meu primeiro vídeo-game (hoje em dia já nem me lembro o nome do console). Você pode estar lendo e imaginando inúmeras coisas, mas acredite, naquela época era o melhor presente que uma criança poderia receber. Ter um vídeo-game em casa era símbolo não só de status no colégio, mas uma grande forma de encontrar pessoas com o gosto parecido com o seu e que, às vezes, te convidavam pra jogar na casa delas.

Mario e sua turma

Apesar de minhas lembranças começarem a falhar (será que é a idade?), me recordo perfeitamente de alguns dos jogos e principalmente de um joystick bem peculiar: a light gun. Nesse período, eu ainda tinha comigo um Nintendo Entertainment System (NES para os mais íntimos), e confesso que foi quando tive uma das fases mais felizes da minha vida. Pois é, podem julgar!

Um pouco mais crescido e com um Super Nintendo em mãos, ouso dizer que ter uma companhia ao seu lado (seja um irmão, primo ou amigo) era tão bom quanto ter o próprio vídeo-game. Por mais que os jogos pudessem ser bem bolados, jogar sozinho não era a mesma coisa – sem mencionar, ainda, a maravilhosa sensação de ganhar daquele cara mais velho e experiente. Mais do que uma forma de ganhar respeito e admiração, tudo parecia radiar se você descobrisse algum código secreto ou fórmula de vencer sem trapacear.

Bom, chega de viajar e vamos logo ao nosso propósito. Alguns de vocês podem nunca ter ouvido falar nos nomes a seguir, mas garanto que muita gente da minha geração vai relembrar cada um e, quem sabe, chegar à conclusão de que teve uma infância feliz. Vamos lá:

8. DUCK HUNT

Uma lista dos games mais memoráveis de todos os tempos não poderia estar completa sem “Duck Hunt”. O nome pode lhe parecer estranho, mas tenho certeza que você saberá do que estou falando quando assistir ao vídeo adiante:

Este vídeo foi carregado no YouTube e pode ser removido a qualquer momento.

Lançado oficialmente no Japão, em 1984 (minha irmã mais velha nem era nascida, vixe), o game foi distribuído na “Terra do Tio Sam” um ano depois, para Nintendo Entertainment System. O objetivo, basicamente, era atirar na maior quantidade de pássaros que conseguisse. Para isso, você dispunha de 3 tiros por pato e, se não conseguisse atingi-lo, ele consequentemente escapava. Apesar de repetitivo, o jogo foi uma febre quando teve seu lançamento e chegou a entrar na lista dos 100 melhores jogos para NES, ocupando a posição #77, elaborada pela “IGN”.

7. RESIDENT EVIL

Esta série poderia estar no topo da lista, mas o meu propósito é tentar relacionar os jogos que mais influenciaram a vida das crianças – e, cá entre nós, “Evil” tem potencial pra ser uma das sagas mais bem sucedidas do mundo, não só referente aos games. Eu sinceramente nunca joguei “Resident Evil” – prefiro “Silent Hill”, me perdoem – mas não há como negar que este é um dos maiores jogos criados para PlayStation. De gênero ‘survival horror’, “Evil” dispensa grandes apresentações. Vivendo num mundo pós-apocalíptico, você precisa cuidar de sua própria vida e se salvar das garras dos zumbis, estes atualmente dominando o planeta Terra. Foi em 1996 que o debut de várias sequências foi lançado, pela Capcom, sendo muito bem recebido pela crítica, pontuando 91/100 pelo Metacritic. Com mais de 20 lançamentos, o sucesso é tão gigantesco que possui um recorde registrado no Guinness World Records e ganhou uma sequência para as telonas do cinema estrelada pela atriz (e sonho de consumo) Milla Jovovich (“O Quinto Elemento”, “Ultravioleta”).

6. TOMB RAIDER

Lara Croft, a maior super-heroína do mundo eletrônico, comanda uma das sagas virtuais mais lucrativas de todos os tempos: são mais de 35 milhões de cópias vendidas no globo terrestre. A sedutora arqueóloga britânica que sai em busca de artefatos raros e históricos mundo afora precisa enfrentar diversos perigos durante seus trajetos, tendo de lutar contra animais selvagens, bandidos, múmias e outros seres sobrenaturais. Os enigmas também são parte importante no enredo dos games, se tornando cada vez mais complexos com o passar das 9 sequências lançadas até a presente data. O primeiro “Tomb Raider” viu a luz do dia lá atrás, em 1996, quando foi publicado pela Eidos Interactive para SEGA Saturn, sendo posteriormente distribuído para PlayStation. Angelina Jolie foi quem teve a responsa de interpretar Croft nas telonas do cinema (que, em minha humilde opinião, fez com divina maestria).

5. SONIC THE HEDGEHOG

O “novo” mascote da SEGA (rumores que ele foi criado somente para competir com o Mario, da Nintendo) que substituiu oficialmente o antigo Alex Kidd, ganhou reconhecimento mundial não só por meio dos vídeos-games, mas também no mundo dos desenhos animados e HQs. O ouriço azulado mega veloz que adquire mais velocidade colecionando anéis de ouro precisa salvar a sua pele de seu arquiinimigo Dr. Robotnik (também conhecido como Dr. Eggman), um cientista maluco que pretende dominar o globo buscando as raras “Esmeraldas do Caos” para a criação de sua cidade utópica, a Robotrópolis/Eggmanland. Criado em 1991 para Sega Mega Drive/Genesis, a maior parte dos títulos “Sonic” se tratavam de jogos de plataforma de perspectiva lateral, gerando inúmeras outras sequências, compilações e jogabilidades diferentes com o decorrer dos anos.

4. BOMBERMAN

Talvez o jogo de estratégia mais popular do século passado, “Homem-Bomba” foi um simpático “terrorista” dos anos 80 que conquistou o coração de milhares de crianças que hoje já não são tão pequenas. Distribuído pela empresa japonesa Hudson Soft, em 1983 – que encerrou seus trabalhos em 2011 –, para Famicom/NES, o game possui mais de 80 diferentes plataformas inspiradas no jogo debut espalhadas pelos quatros cantos do mundo. O principal objetivo é completar os estágios depositando bombas em lugares estrategicamente pensados para por fim em obstáculos e inimigos.

3. MORTAL KOMBAT

É claro que eu não poderia deixar um jogo de luta de fora da nossa coletânea, e se preciso escolher um entre os inúmeros conhecidos (“Street Fighter”, “Tekken”, “Dragon Ball”), que seja a maior lenda já produzida: “Mortal Kombat”, que fica com a nossa medalha de bronze. Só pra provar que não estou exagerando, em 2007 foi anunciado que a série havia vendido 26 milhões de cópias no mundo – isso sem levar em conta a pirataria, claro. O primeiro “MK” foi lançado em 1992, destinado às antigas máquinas de arcade, sendo publicado pela Midway Games, posteriormente ganhando versões e sequências para Nintendo (Super, 64 e Wii), Playstation (1, 2 e 3), Xbox e outros. Movido a violência, não há dúvidas de que é um dos jogos mais sanguinários já elaborados e a prova de tudo isso são os fatalities. Ninjas, robôs, demônios, feiticeiros, guerreiros, as opções são inúmeras: mais de 60 personagens, isso sem levarmos em conta as participações especiais de outros, como o imbatível Freddy Krueger no “Mortal Kombat” de 2011.

2. DONKEY KONG

Apesar de ser a minha série favorita, devo reconhecer que “Donkey Kong” merece prata não por ser pior, mas sim pela tamanha grandiosidade de nosso primeiro colocado. Criado e lançado em 1981, foi o primeiro exemplo de jogo no estilo plataforma, sendo também o primeiro a utilizar o pulo como habilidade, fazendo com que o jogador se veja necessitado a pular entre buracos, inimigos próximos e obstáculos. “Donkey Kong Country” antecedido pelas sequências “Diddy’s Kong Quest” e “Dixie Kong’s Double Trouble!”, publicados pela empresa britânica Rare, deram início a uma nova era de games que influenciou centenas de jogos modernos. Com gráficos 2D, revolucionou ao ser um dos primeiros jogos da época a fazer uso de gráficos pré-modelados em 3D. Deixando um legado que segue até os dias atuais, foi ao lado de Diddy Kong e Dixie Kong que o grandalhão Donkey Kong imortalizou um dos personagens mais memoráveis e estrela “Tropical Freeze”, o mais recente lançamento da família Kong (veja uma prévia).

1. SUPER MARIO BROS.

Tambores, por favor! É claro que o topo do pódio já estava garantido desde quando tive a ideia de criar essa publicação. Com 210 milhões de cópias distribuídas no planeta, é a série mais lucrativa do mundo dos games, com 34 jogos na lista dos 200 mais vendidos. Criado por Shigeru Miyamoto, a primeira aparição do personagem se deu em “Donkey Kong”, de 81, quando Mario ainda era chamado de Jumpman. No game, o gorducho tinha como missão salvar a princesa Pauline das garras do vilão (acreditem) Donkey Kong. Após, o primeiro “Mario” independente foi liberado em 1985, se tornando um fenômeno desde então. “Super Mario Bros.” é o segundo jogo mais vendido de todos os tempos, transformando-se mais tarde numa franquia que abrange filmes, desenhos animados, brinquedos e tudo que se pode imaginar. “Super Mario World”, um dos jogos mais conhecidos é também um dos mais bem recebidos pela crítica especializada, com 5/5 estrelas pela “Allgame” e 94,44/100 “GameRankings”.

GAME OVER???

Como um bom game que sempre tem um bônus especial, o escolhido da vez foi inesquecível PAC-MAN, também chamado de “jogo do come-come”. De propriedade da Namco e distribuído inicialmente para fliperamas no início dos anos 80, o objetivo do jogo é comer todas as pastilhas que estão num labirinto enquanto corre de fantasmas que fogem de uma jaula. Ficou com saudades? Então mate agora mesmo.

Sugestões, elogios, dicas, estou aberto a opiniões construtivas, comentem a vontade e nos vemos na próxima publicação.