Wow! 7 combinações inusitadas da cultura pop que me surpreenderam bastante neste 2015

O mundo do entretenimento pode ser mesmo uma caixinha de surpresas! Depois de crescer acompanhado dos mais memoráveis ícones que marcaram a indústria da música, da televisão, do cinema, da literatura e dos videogames, reconheço que foi se tornando cada vez mais difícil a tarefa de ser surpreendido por algo que eu julgasse ser realmente bom. Me tornando cada vez mais exigente com as novidades que tomaram conta de toda a web no decorrer destes anos, podemos dizer que acabei desenvolvendo um gosto um tanto quanto apurado para diferenciar qualidade de quantidade.

Assim, resolvi fazer algo diferente desta vez e destacarei neste post algumas combinações que, num primeiro momento, podem não parecer nada coerentes – mas acreditem, no final tudo se saiu melhor que o planejado. Seja pela reunião de diversas estrelas teens tidas como rivais na capa de uma mesma revista, ou a demo de um game de terror que levou um batalhão de fãs a conhecer um dos maiores cineastas da história, hoje vocês verão diversos featurings surpreendentemente inusitados e que realmente deram certo. A começar por:


1. Esta capa da “Vanity Fair” de 2003 que quebrou o pop há 12 anos, não se contentou em ficar no passado e decidiu dar um oizinho pelas redes sociais em pleno 2015:

Da esquerda para a direita: Amanda Bynes, Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Mandy Moore, Hilary Duff, Alexis Bledel, Evan Rachel Wood, Raven Symoné e Lindsay Lohan

Uma missão quase impossível… mas não para o fotógrafo Mark Seliger! Não foram apenas os fã-sites das atrizes Hilary Duff (“A Nova Cinderela”) e Lindsay Lohan (“Meninas Malvadas”) que se lembraram dessa preciosidade do começo dos anos 2000 e resolveram reviver neste ano uma das capas mais icônicas da “Vanity Fair” em suas redes sociais. A própria Mandy Moore (“Um Amor Para Recordar”), que protagonizou o ensaio fotográfico ao lado de Amanda Bynes (“S.O.S. do Amor”) e as gêmeas Olsen (“As Namoradas do Papai”), resolveu tirar a poeira de algumas lembranças e nos prestigiou em sua conta no Instagram com uma das imagens mais marcantes da cultura pop da última década. Contando com a presença da inesquecível Raven Symoné (“As Visões da Raven”), podemos encontrar na imagem, ainda, as também populares Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Evan Rachel Wood (a atriz nomeada ao “Globo de Ouro” por sua atuação no drama “Aos Treze”). Talvez esse ensaio fotográfico possa parecer um tanto quanto “simples” para quem não tenha vivido naquela época, mas, só para você ter uma ideia, hoje seria o mesmo que reunir Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, Ariana Grande, Taylor Swift e todas as meninas de girlbands como o Fifth Harmony e o Little Mix em uma única sessão fotográfica. Tá bom ou quer mais? PS: okay, não é uma combinação atual, mas sempre vale a pena nos recordarmos dos tempos de ouro, não é mesmo?


2. O encontro de três divas pop e o ponto final em duas das maiores rixas do cenário musical em que nos encontramos:

Já que o assunto da vez é o encontro improvável de celebridades, vamos para a fotografia que congestionou todos os servidores de internet ao redor do globo terrestre neste primeiro semestre de 2015. Encerrando todo aquele falatório sobre a “Mother Monster” ter se inspirado em “Express Yourself” para criar o hit “Born This Way” (quem não se lembra dos mashups feitos pela “Rainha do Pop” na “MDNA Tour”?) e “Roar” x “Applause” que gerou o maior bafafá pelo Twitter, Lady Gaga, Madonna e Katy Perry deixaram as diferenças de lado no “MET Gaga” e deram o maior tapa na cara da sociedade em maio desse ano. Unindo-se para um dos encontros mais surpreendentes desde o “VMA” de 2003 que colocou Britney Spears e Christina Aguilera em cima no mesmo palco, o trio chocou o público ao posar junto e compartilhar a imagem em suas redes sociais como numa espécie de celebração da bandeira branca. Isso sem nos esquecermos da saidinha de Gaga com Madonna numa festa do estilista Alexander Wang que resultou em alguns momentos íntimos tão lindos quanto na imagem acima. É realmente fascinante ver uma lenda da música pop e uma hitmaker contemporânea dando o braço a torcer para selar a paz!


3. O encontro de “Crazy In Love”, da Beyoncé, com o filme “Cinquenta Tons de Cinza” que gerou essa nova roupagem bem ousada e muito misteriosa:

Que Beyoncé já criou inúmeros hinos nos estúdios de gravação isso todo mundo já tá cansado de saber, mas, regravar um clássico da sua própria discografia e deixar a nova versão tão boa quanto a original, isso não é para qualquer uma. Provando que é uma mulher de fibra, este feito foi facilmente alcançado no remix de 2014 liberado exclusivamente para o polêmico longa-metragem “Cinquenta Tons de Cinza” – que conquistou as bilheterias dos cinemas em fevereiro passado. Com um instrumental completamente novo que nos remete a todo o ambiente sombrio, clássico e sensual objetivado pelo filme, nossa “Queen B” caprichou nos vocais e fez bonito ao nos entregar um dos melhores covers já feitos de uma canção do seu extenso material discográfico. Afinal, quem melhor que a própria Beyoncé poderia relançar uma versão tão digna do hino encarregado de abrir a divulgação do memorável “Dangerously In Love”, a estreia solo da cantora no cenário musical? O poder desta música é tão grande que “Crazy In Love” é provavelmente um dos únicos hits que se encaixa perfeitamente no R&B, na música clássica ou até mesmo no funk carioca proibidão (desde que cantado pela sua intérprete original, é claro). Ouça aqui “Crazy In Love (2014 Remix)”.


4. Este vídeo fan-made de “Perfume” que harmonicamente uniu cenas de Britney Spears com Justin Timberlake e se saiu melhor que a versão oficial:

Quando Britney Spears apareceu segurando uma arma nas filmagens do clipe para o single “Perfume” e foi vazada a informação que haveria uma versão do diretor bem diferente da publicada em seu canal oficial no YouTube, vocês devem ter imaginado o tamanho da decepção sofrida pelos milhares de fãs da cantora. Coberto de edições que esconderam o verdadeiro desfecho pretendido pelo diretor Joseph Kahn (o mesmo de “Womanizer”), o resultado final de “Perfume” acabou passando batido e pouco ajudou na divulgação do 2º single do “Britney Jean” nas paradas de sucesso. Porém, um fã resolveu recordar o antigo namoro da “Princesinha do Pop” com o astro Justin Timberlake e fez justiça com as próprias mãos ao recriar o que poderia ter sido os planos iniciais de Kahn (mesmo que com outro protagonista masculino). Combinando as cenas do vídeo de Spears com o de “TKO”, de Timberlake, o ex-casal mais badalado dos tapetes vermelhos aparece em momentos envolventes que poderiam ter originado uma trágica (mas bonita) história de amor a ser retratada nas telonas dos cinemas.

TheSQvids, obrigado por ter salvo o nosso dia com esse “Romeu e Julieta” dos tempos modernos!


5. Essa versão extraordinária para piano do clássico tema de “Super Mario Bros”:

O tema musical mais popular criado para um jogo de video-game já ganhou diversas homenagens de grandes fãs que resolveram fazer a sua própria versão da trilha sonora de “Super Mario Bros.”, mas esta executada pela Sonya Belousova é definitivamente uma das melhores. Liberada em comemoração aos 30 anos do jogo (sim, o jogo foi lançado em 85), e em uma forma de tributo ao Satoru Iwata, presidente da “Nintendo” que faleceu em julho deste ano, Sonya não decepcionou ao casar duas das melhores coisas já criadas pelo homem moderno: video-games e pianos. Customizando por completo o seu instrumento de trabalho como se fosse um console original do “NES” (“Nintendo Entertainment System”), até mesmo o banquinho usado pela moça ganhou uma super personalização para combinar com todo o conjunto e nos deixar em total estado de nostalgia. Se o vídeo por si só já merece uma ovação de pé pelo excelente trabalho desenvolvido por Belousova, os 10 segundos finais com certeza vieram para encerrar tudo com chave de ouro. É que, em uma referência a todo o tempo gasto pelos antigos amantes do “NES” que assopravam os cartuchos dos jogos para tirar a poeira deles e assim facilitar a sua rodagem, a própria moça assopra as teclas do piano em uma forma de respeito a essa prática milenar.

Outros vídeos tão bons quanto esse podem ser vistos no canal PlayerPiano, do YouTube.


6. O featuring “Silent Hills” com Norman Reedus, Hideo Kojima e Guillermo Del Toro que mal foi anunciado e engavetado em menos de 1 ano:

Quando foi anunciado pela “Konami” que a série de terror psicológico “Silent Hill” ganharia uma sequência e a demo “P.T.” (Playable Teaser) foi confirmada como uma prévia do que veríamos do sucessor de “Silent Hill: Downpour” (2012), muitos seguidores da saga entraram em total estado de choque, positivamente falando. Entretanto, para desespero de muitos, esta felicidade não durou mais de 1 ano e a empresa por trás do jogo voltou atrás ao cancelar o projeto. Além de Hideo Kojima (“Metal Gear”), o designer de games esteve acompanhado do diretor de cinema Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”) e de Norman Reedus (o Daryl Dixon de “The Walking Dead”), o que certamente aumentou toda a pressão em cima do game e rapidamente o transformou em um dos lançamentos mais aguardados da década. Nomeado “Silent Hills” (assim mesmo, no plural), o projeto teria chegado ao fim por conta do término do contrato entre a “Konami” com Reedus (o que foi anunciado pela empresa), porém, especula-se que conflitos de interesse envolvendo Kojima, o seu próprio selo (a “Kojima Productions”) e a grande produtora teriam sido os responsáveis pela ruptura da produção (entenda mais). Todavia, talvez como uma forma de consolar todos os órfãos de “P.T.”, Hideo e Guillermo já avisaram que ainda possuem planos de continuar trabalhando juntos “fora de Silent Hills” – será que rola um lançamento do game sob outro nome e outra produtora? Assista aqui a um dos melhores trailers de “P.T.”.


7. Essa abertura linda de “Friends” inspirada nos personagens principais dos filmes “Harry Potter”:

Chegando ao fim de nossa pequena lista, é com dois dos títulos mais marcantes da minha vida que encerro este pequeno especial sobre as “7 combinações mais inusitadas da cultura pop que me surpreenderam neste 2015”! Apenas consolidando todo o impacto deixado por estes gigantes da televisão e do cinema no coração de cada fã leal que conquistou entre os anos 90 e 2000,  “Friends” e “Harry Potter”, mesmo sendo tão diferentes, merecem uma menção honrosa nesta publicação tão singela. Contudo, você já imaginou ver os dois juntos em um único vídeo? Foi essa a ideia que Jeremiah Rivera teve antes de recriar a famosa intro do seriado produzido pela “Warner” depois de “ficar entediado” e publicar a fan art em seu canal do YouTube. Ao som de “I’ll Be There For You”, da banda The Rembrandts, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Ron Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood) e Bonnie Wright (Ginny Weasley) estrelam as cenas já regravadas pelo elenco original de “Friends” inúmeras vezes no decorrer de suas 10 temporadas. Não que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer possam ser substituídos tão facilmente, mas, que os bruxinhos mandaram bem (mesmo que involuntariamente), isso não há como negar!

Se você gostou da intro e gostaria de ver mais, se liga só nessa outra inspirada na abertura de “Buffy, A Caça-Vampiros”.

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8 games que marcaram a infância de qualquer criança

Intro

Apesar do título acima ser um pouco sugestivo, a publicação de hoje não é destinada àqueles que têm menos de 17 anos e provavelmente passam horas conectados em frente ao PC/TV, Xbox, Wii e PS3/PS4. Sem preconceitos, claro, mas se você tiver no mínimo uns 19 (não necessariamente), com certeza se lembrará de muitos dos títulos que mencionarei mais abaixo.

Como uma criança qualquer que viveu parte de sua infância nas duas décadas passadas, não fui um dos felizardos a ter pais que deixassem seus filhos brincarem com os amigos da vizinhança. Arrisco dizer, inclusive, que eu era prepotente demais pra ter amigos na vizinhança, mas talvez isso seja tema para outro texto. É claro, com essa situação em mãos, este que vos escreve precisava se entreter e encontrar alguma distração, algo que mantivesse a cabeça ocupada. Foi quando ganhei meu primeiro vídeo-game (hoje em dia já nem me lembro o nome do console). Você pode estar lendo e imaginando inúmeras coisas, mas acredite, naquela época era o melhor presente que uma criança poderia receber. Ter um vídeo-game em casa era símbolo não só de status no colégio, mas uma grande forma de encontrar pessoas com o gosto parecido com o seu e que, às vezes, te convidavam pra jogar na casa delas.

Mario e sua turma

Apesar de minhas lembranças começarem a falhar (será que é a idade?), me recordo perfeitamente de alguns dos jogos e principalmente de um joystick bem peculiar: a light gun. Nesse período, eu ainda tinha comigo um Nintendo Entertainment System (NES para os mais íntimos), e confesso que foi quando tive uma das fases mais felizes da minha vida. Pois é, podem julgar!

Um pouco mais crescido e com um Super Nintendo em mãos, ouso dizer que ter uma companhia ao seu lado (seja um irmão, primo ou amigo) era tão bom quanto ter o próprio vídeo-game. Por mais que os jogos pudessem ser bem bolados, jogar sozinho não era a mesma coisa – sem mencionar, ainda, a maravilhosa sensação de ganhar daquele cara mais velho e experiente. Mais do que uma forma de ganhar respeito e admiração, tudo parecia radiar se você descobrisse algum código secreto ou fórmula de vencer sem trapacear.

Bom, chega de viajar e vamos logo ao nosso propósito. Alguns de vocês podem nunca ter ouvido falar nos nomes a seguir, mas garanto que muita gente da minha geração vai relembrar cada um e, quem sabe, chegar à conclusão de que teve uma infância feliz. Vamos lá:

8. DUCK HUNT

Uma lista dos games mais memoráveis de todos os tempos não poderia estar completa sem “Duck Hunt”. O nome pode lhe parecer estranho, mas tenho certeza que você saberá do que estou falando quando assistir ao vídeo adiante:

Este vídeo foi carregado no YouTube e pode ser removido a qualquer momento.

Lançado oficialmente no Japão, em 1984 (minha irmã mais velha nem era nascida, vixe), o game foi distribuído na “Terra do Tio Sam” um ano depois, para Nintendo Entertainment System. O objetivo, basicamente, era atirar na maior quantidade de pássaros que conseguisse. Para isso, você dispunha de 3 tiros por pato e, se não conseguisse atingi-lo, ele consequentemente escapava. Apesar de repetitivo, o jogo foi uma febre quando teve seu lançamento e chegou a entrar na lista dos 100 melhores jogos para NES, ocupando a posição #77, elaborada pela “IGN”.

7. RESIDENT EVIL

Esta série poderia estar no topo da lista, mas o meu propósito é tentar relacionar os jogos que mais influenciaram a vida das crianças – e, cá entre nós, “Evil” tem potencial pra ser uma das sagas mais bem sucedidas do mundo, não só referente aos games. Eu sinceramente nunca joguei “Resident Evil” – prefiro “Silent Hill”, me perdoem – mas não há como negar que este é um dos maiores jogos criados para PlayStation. De gênero ‘survival horror’, “Evil” dispensa grandes apresentações. Vivendo num mundo pós-apocalíptico, você precisa cuidar de sua própria vida e se salvar das garras dos zumbis, estes atualmente dominando o planeta Terra. Foi em 1996 que o debut de várias sequências foi lançado, pela Capcom, sendo muito bem recebido pela crítica, pontuando 91/100 pelo Metacritic. Com mais de 20 lançamentos, o sucesso é tão gigantesco que possui um recorde registrado no Guinness World Records e ganhou uma sequência para as telonas do cinema estrelada pela atriz (e sonho de consumo) Milla Jovovich (“O Quinto Elemento”, “Ultravioleta”).

6. TOMB RAIDER

Lara Croft, a maior super-heroína do mundo eletrônico, comanda uma das sagas virtuais mais lucrativas de todos os tempos: são mais de 35 milhões de cópias vendidas no globo terrestre. A sedutora arqueóloga britânica que sai em busca de artefatos raros e históricos mundo afora precisa enfrentar diversos perigos durante seus trajetos, tendo de lutar contra animais selvagens, bandidos, múmias e outros seres sobrenaturais. Os enigmas também são parte importante no enredo dos games, se tornando cada vez mais complexos com o passar das 9 sequências lançadas até a presente data. O primeiro “Tomb Raider” viu a luz do dia lá atrás, em 1996, quando foi publicado pela Eidos Interactive para SEGA Saturn, sendo posteriormente distribuído para PlayStation. Angelina Jolie foi quem teve a responsa de interpretar Croft nas telonas do cinema (que, em minha humilde opinião, fez com divina maestria).

5. SONIC THE HEDGEHOG

O “novo” mascote da SEGA (rumores que ele foi criado somente para competir com o Mario, da Nintendo) que substituiu oficialmente o antigo Alex Kidd, ganhou reconhecimento mundial não só por meio dos vídeos-games, mas também no mundo dos desenhos animados e HQs. O ouriço azulado mega veloz que adquire mais velocidade colecionando anéis de ouro precisa salvar a sua pele de seu arquiinimigo Dr. Robotnik (também conhecido como Dr. Eggman), um cientista maluco que pretende dominar o globo buscando as raras “Esmeraldas do Caos” para a criação de sua cidade utópica, a Robotrópolis/Eggmanland. Criado em 1991 para Sega Mega Drive/Genesis, a maior parte dos títulos “Sonic” se tratavam de jogos de plataforma de perspectiva lateral, gerando inúmeras outras sequências, compilações e jogabilidades diferentes com o decorrer dos anos.

4. BOMBERMAN

Talvez o jogo de estratégia mais popular do século passado, “Homem-Bomba” foi um simpático “terrorista” dos anos 80 que conquistou o coração de milhares de crianças que hoje já não são tão pequenas. Distribuído pela empresa japonesa Hudson Soft, em 1983 – que encerrou seus trabalhos em 2011 –, para Famicom/NES, o game possui mais de 80 diferentes plataformas inspiradas no jogo debut espalhadas pelos quatros cantos do mundo. O principal objetivo é completar os estágios depositando bombas em lugares estrategicamente pensados para por fim em obstáculos e inimigos.

3. MORTAL KOMBAT

É claro que eu não poderia deixar um jogo de luta de fora da nossa coletânea, e se preciso escolher um entre os inúmeros conhecidos (“Street Fighter”, “Tekken”, “Dragon Ball”), que seja a maior lenda já produzida: “Mortal Kombat”, que fica com a nossa medalha de bronze. Só pra provar que não estou exagerando, em 2007 foi anunciado que a série havia vendido 26 milhões de cópias no mundo – isso sem levar em conta a pirataria, claro. O primeiro “MK” foi lançado em 1992, destinado às antigas máquinas de arcade, sendo publicado pela Midway Games, posteriormente ganhando versões e sequências para Nintendo (Super, 64 e Wii), Playstation (1, 2 e 3), Xbox e outros. Movido a violência, não há dúvidas de que é um dos jogos mais sanguinários já elaborados e a prova de tudo isso são os fatalities. Ninjas, robôs, demônios, feiticeiros, guerreiros, as opções são inúmeras: mais de 60 personagens, isso sem levarmos em conta as participações especiais de outros, como o imbatível Freddy Krueger no “Mortal Kombat” de 2011.

2. DONKEY KONG

Apesar de ser a minha série favorita, devo reconhecer que “Donkey Kong” merece prata não por ser pior, mas sim pela tamanha grandiosidade de nosso primeiro colocado. Criado e lançado em 1981, foi o primeiro exemplo de jogo no estilo plataforma, sendo também o primeiro a utilizar o pulo como habilidade, fazendo com que o jogador se veja necessitado a pular entre buracos, inimigos próximos e obstáculos. “Donkey Kong Country” antecedido pelas sequências “Diddy’s Kong Quest” e “Dixie Kong’s Double Trouble!”, publicados pela empresa britânica Rare, deram início a uma nova era de games que influenciou centenas de jogos modernos. Com gráficos 2D, revolucionou ao ser um dos primeiros jogos da época a fazer uso de gráficos pré-modelados em 3D. Deixando um legado que segue até os dias atuais, foi ao lado de Diddy Kong e Dixie Kong que o grandalhão Donkey Kong imortalizou um dos personagens mais memoráveis e estrela “Tropical Freeze”, o mais recente lançamento da família Kong (veja uma prévia).

1. SUPER MARIO BROS.

Tambores, por favor! É claro que o topo do pódio já estava garantido desde quando tive a ideia de criar essa publicação. Com 210 milhões de cópias distribuídas no planeta, é a série mais lucrativa do mundo dos games, com 34 jogos na lista dos 200 mais vendidos. Criado por Shigeru Miyamoto, a primeira aparição do personagem se deu em “Donkey Kong”, de 81, quando Mario ainda era chamado de Jumpman. No game, o gorducho tinha como missão salvar a princesa Pauline das garras do vilão (acreditem) Donkey Kong. Após, o primeiro “Mario” independente foi liberado em 1985, se tornando um fenômeno desde então. “Super Mario Bros.” é o segundo jogo mais vendido de todos os tempos, transformando-se mais tarde numa franquia que abrange filmes, desenhos animados, brinquedos e tudo que se pode imaginar. “Super Mario World”, um dos jogos mais conhecidos é também um dos mais bem recebidos pela crítica especializada, com 5/5 estrelas pela “Allgame” e 94,44/100 “GameRankings”.

GAME OVER???

Como um bom game que sempre tem um bônus especial, o escolhido da vez foi inesquecível PAC-MAN, também chamado de “jogo do come-come”. De propriedade da Namco e distribuído inicialmente para fliperamas no início dos anos 80, o objetivo do jogo é comer todas as pastilhas que estão num labirinto enquanto corre de fantasmas que fogem de uma jaula. Ficou com saudades? Então mate agora mesmo.

Sugestões, elogios, dicas, estou aberto a opiniões construtivas, comentem a vontade e nos vemos na próxima publicação.