Conheça “The Wolf Among Us”: o fantástico jogo sobre fábulas modernas que te conquistará

Foi em mais uma pesquisa completamente despretensiosa pelos arredores da internet que acabei conhecendo, por mera coincidência do destino, este game que dá vida à publicação da vez! É claro que, mesmo o jogando um pouco e vendo outras pessoas o fazerem em variados canais do YouTube, eu ainda assim não teria como explicar absolutamente nada sobre a história por trás de “The Wolf Among Us” para vocês. Dessa forma, devo assumir aos meus leitores que diversos dados contidos neste post foram colhidos por meio deste vídeo do canal do Zangado, quem brilhantemente chamou o Feliz para fazer alguns comentários indispensáveis para a compreensão de todos nós.

Primeiramente, é primordial de nosso conhecimento saber que “The Wolf Among Us” (“O Lobo Entre Nós”, em tradução literal para a nossa língua materna), game lançado em 2013, desenvolvido pela “Telltales Games” sob a licença da “Vertigo” e distribuído pela “Warner Bros.”, não nasceu de um dia para o outro sem antes se inspirar em outro projeto já existente desde 2002. Sem maiores delongas, é sobre a série de quadrinhos “Fábulas” (“Fables”), publicada há mais de 13 anos pela “DC Comics” através do selo “Vertigo” (o mesmo do game), que estou me referindo. Talvez um dos precursores deste gênero que fez muito sucesso através de séries de TV como “Once Upon a Time” e de longas-metragens como “João e Maria: Caçadores de Bruxa”, “Fables” já existe no Brasil desde 2003 graças ao trabalho realizado pela “Editora Panini”.

Escrita por Bill Willingham e já recebendo os desenhos de Lan Medina, Mark Buckingham, Steve Leialoha e Craig Hamilton, a HQ voltada para o público adulto retrata ao longo de suas diversas edições uma espécie de “contos de fábulas e folclores dos dias de hoje”. Modernizando as clássicas histórias que ouvimos em um passado não muito distante, essas inesquecíveis personagens da nossa infância receberam em “Fábulas” uma roupagem completamente diferente da qual foram popularizadas pelos quatro cantos do planeta.

Por meio de sua obra, Willingham nos conta que, uma certa vez, o vilão denominado Adversário, querendo dominar o mundo dás fábulas, resolve as expulsar de sua terra natal e passa a deter o total controle de todo aquele território. Sem ter para onde ir, é exatamente para o nosso mundo (chamado na história de “o mundo real”) que essas personagens acabam indo parar procurando por abrigo. Passando-se na cidade de Nova Iorque dos tempos atuais, é por lá que origina-se a comunidade clandestina “Fabletown” (ao pé da letra “Cidade das Fábulas”), uma espécie de sociedade na qual, assim como no nosso universo, também é dividida por classes sociais, trabalhos, departamentos estatais e autoridades específicas.

Bigby e o Lenhador revivendo o passado em imagem promocional de “The Wolf Among Us”

Contudo, como todos nós sabemos, nem todas as fábulas possuem a forma humana, como a Branca de Neve ou o João de o Pé de Feijão. É aí que entra em cena as chamadas criaturas antropomórficas: animais e demais seres de aparência não humana que, assim como nós, também andam sobre duas pernas, falam, pensam e são dotados de personalidade própria. Obviamente, estas últimas acabam por simbolizar o lado mais fraco da corrente e periodicamente precisam esconder sua verdadeira identidade para cumprir as normas estabelecidas em Fabetown. É por meio dos feitiços chamados de glamour que esses seres não-humanoides podem assumir uma forma mais “aceitável” e conviver entre os demais sem levantarem maiores suspeitas. As fábulas que não obedecem as leis do glamour recebem, como punição, uma viagem só de ida para a “Fazenda”, um local para onde os rejeitados são mandados sem previsão de retorno.

Passando-se 20 anos antes da primeira HQ, “The Wolf Among Us” traz ao jogador a experiência de viver uma movimentada caçada policial atrás de um inescrupuloso serial killer a solta por Fabletown. Sob a pele do xerife da cidade, Bigby, o Lobo Mau de Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos, você deverá se atentar aos vestígios deixados pelo assassino e coletar objetos para contornar o rumo de suas investigações. Costumeiramente, o jogo lhe fará diversas opções de escolhas, cabendo a você não apenas mudar o rumo da história, como também criar aliados ou inimigos por onde caminhar. O legal é que, em todos os diálogos do game será aberto, normalmente, quatro opções de “respostas”, ficando com o jogador o livre arbítrio de montar a personalidade de Bigby (seja mais atencioso e educado, seja o clássico lobo mau conhecido no mundo todo).

Apesar de seu foco principal ser a investigação criminal administrada por Bigby e Snow (a Branca de Neve), “The Wolf Among Us” possui uma trama capciosa que não diz respeito somente a meros assassinatos em série, mas também uma porção de outros segredos cabulosos. Mergulhando no mundo da corrupção e repaginando alguns males de nossa sociedade, como o tráfico de drogas, a atuação da máfia e a prostituição, o jogo não peca com os seus gráficos completamente apaixonantes inspirados nas histórias em quadrinhos de “Fables”. Condecorado ainda com uma trilha sonora que se molda perfeitamente ao seu clima fantástico e obscuro, caberá ao jogador ralar muito para fazer um recomeço para Bigby (que continua mal falado depois de um passado sangrento) ou comandar a polícia de Fabletown com mãos de ferro.

Lançado na modalidade single-player (apenas um jogador), “The Wolf Among Us” é um jogo classificado como point and click (aponte e clique) em terceira pessoa do gênero ação e aventura. Lançado originalmente para PC, XBox 360 e PlayStation 3, o game também poderá ser encontrado para OS X, iOS, PlayStation Vita, PlayStation 4, Xbox One e Android. Do mesmo criador do aclamadíssimo “The Walking Dead”, considerado o melhor jogo do ano de 2012, “Among Us” é um spin-off que vale a pena ser conferido com os seus próprios olhos.

Se você se interessou pelo game e quiser acompanhá-lo do começo ao fim, pode descobrir tudo sobre a trajetória de Bigby Wolf por meio deste gameplay completo feito pelo LubaTV Games. Ah, e antes que eu me esqueça: jogo inapropriado para menores de 16 anos por conter violência, nudez parcial, uso de drogas lícitas e linguagem inapropriada.

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