Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Anúncios

Os 10 melhores discos de 2016

2016 já está acabando e, como de costume, a internet tem sido bombardeada com as mais variadas listas de fim de ano que relacionam os melhores e piores lançamentos musicais que se destacaram por todo o cenário da indústria fonográfica. Não muito diferente dos demais sites, blogs e revistas, o Caí da Mudança também decidiu seguir a correnteza e elencou, na publicação de hoje, 10 discos que agradaram bastante os nossos redatores e que não poderiam passar despercebidos da atenção de vocês, caros leitores.

Tentando deixar de lado títulos bastante populares como “Lemonade”, da Beyoncé, ou “Views”, do Drake, você confere, a seguir, o que mais se sobressaiu nas nossas playlists e que tanto gritou para ganhar um espacinho especial por aqui. Entre inúmeros gêneros dos mais diversificados artistas, os nossos 10 melhores discos do ano de 2016 (os quais, é claro, não seguem uma linha do melhor para o pior, e vice-versa) foram:

DANGEROUS WOMAN – ARIANA GRANDE / por MARCELO

Gravadora: “Republic Records”;

Lançamento: 20 de maio de 2016;

Gênero: pop, dance-pop, R&B;

Singles: “Dangerous Woman”, “Into You” e “Side to Side”;

Considerações: De todos os discos mainstream liberados ao longo dos últimos 12 meses “Dangerous Woman” é um que não poderia faltar em nossa simplória lista não apenas pelo eficiente impacto comercial de seus singles bem-sucedidos, mas também pelo que a obra, como um todo, representou na promissora discografia de Ariana Grande. Já considerada por muitos como um ícone desta nova leva de cantores e musicistas, a morena não poupou esforços de tornar as coisas mais pessoais e decidiu entregar-se de corpo e alma no que se revelou a experiência mais autoral de sua trajetória musical. Deixando o pop genérico para segundo plano (apesar das escassas “Into You” e “Side to Side”) e caprichando melhor em faixas corajosas que exploraram uma faceta mais sensual de sua intérprete (“Let Me Love You” e “Knew Better / Forever Boy”), o disco inova ao combinar R&B, house e dance a uma voz poderosa que vem se mostrando uma das mais marcantes da atual década. Originalidade, ousadia e confiança foram, inquestionavelmente, as palavras que melhor definiram o 3º disco solo desta garota que ainda tem muito a nos mostrar. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Dangerous Woman”.

Charts: “Dangerous Woman” estreou em #2 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 175 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Dangerous Woman”, “Into You”, “Side to Side” e “Focus” (promocional) atingiram as posições #8, #13, #4 e #7, respectivamente;

Ouça: “Let Me Love You”, “Greedy” e “Bad Decisions”;

Assista: ao clipe de “Let Me Love You”.


JOANNE – LADY GAGA / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Interscope Records”, “Streamline”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: country pop, dance pop, soft rock;

Singles: “Perfect Illusion” e “Million Reasons”;

Considerações: Finalmente aconteceu. 2016 foi o ano em que finalmente me rendi à Lady Gaga. Num álbum que transita por várias influências e gêneros, Gaga consegue, com maestria, soar coesa e ousada ao mesmo tempo. Não que seja algo que já não tenha sido feito antes, mas é algo que nem todos conseguem fazer tão bem e com tanta autenticidade. Da abertura com “Diamond Heart”, à emocional e introspectiva faixa título “Joanne” num tom pessoal, seguida pela fashion-feroz-country-rock “John Wayne”, passando por “Dancin’ In Circles” – que na letra traz Gaga de volta à suas origens sombrias –, até a brilhante “Sinner’s Prayer”. Há mensagem de tolerância e aceitação trazida por versos na melodia melancólica de “Come to Mama”, alertando que “não haverá futuro” se não aprendermos a conviver uns com os outros; uma elegante parceria com Florence Welch, em “Hey Girl”, e influências de jazz em “Just Another Day”. Num conceito pessoal, estrelado por um dos vocais mais admiráveis em um álbum pop nos últimos anos, com “Joanne”, particularmente, me curvei à Lady Gaga. Finalmente. E nunca foi tão bom.

Charts: “Joanne” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 170 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Perfect Illusion” e “Million Reasons” atingiram as posições #15 e #52, respectivamente;

Ouça: “Joanne”, “John Wayne” e “Sinner’s Prayer”.

Assista: ao clipe de “Perfect Illusion”.


MIND OF MINE – ZAYN / por MARCELO

Gravadora: “RCA Records”;

Lançamento: 25 de março de 2016;

Gênero: pop, alternative R&B, R&B;

Singles: “Pillowtalk”, “Like I Would” e “Wrong”;

Considerações: Não muito diferente de Ariana, outro que decidiu procurar por novos horizontes e se sobressaiu ao trazer um som mais intimista foi o Zayn – mundialmente conhecido por ter integrado o quinteto One Direction. Saindo da “Terra da Rainha” e ganhando os EUA com um material solo que deixou bastante gente boquiaberta, o britânico provou de vez que nada tinha a ver com os trabalhos assinados pelos outros discípulos de Simon Cowell e investiu sem medo em gêneros como o folk, dub, soul, funk, eletrônico, qawwali, hip-hop, reggae, soft-rock e música clássica. Inspirando-se em grandes artistas que fizeram parte de sua infância (como Tupac, Usher, R. Kelly e Prince), Zayn é feliz ao abrir seu coração e nos apresentar a faixas muito bem produzidas capazes de nos fazer embarcar para uma viagem direto a suas memórias mais íntimas e secretas. Com um material de excelente qualidade abrangido por “Borderz”, “Lucozade”, “Bright” e “Golden” é realmente uma lástima que o público só tenha dado atenção para o carro-chefe “Pillowtalk”. Quem diria que após “abandonar” seus parceiros de longa data o Sr. Malik viria a liderar uma das mais brilhantes estreia como solista desta década? Relembre a nossa resenha especial sobre o “Mind of Mine”.

Charts: “Mind of Mine” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 157 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Pillowtalk” e “Like I Would” atingiram as posições #1 e #55, respectivamente;

Ouça: “Rear View”, “Lucozade” e “Borderz”;

Assista: ao clipe de “Befour”.


CITIZEN OF GLASS – AGNES OBEL / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “PIAS Recordings”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: folk/classical;

Singles: “Familiar” e “Golden Green”;

Considerações: Este foi, definitivamente, o álbum que mais esperei durante o ano. Agnes Obel é uma cantora e instrumentista dinamarquesa que mescla os gêneros folk e música clássica. Na difícil tarefa de honrar seus dois primeiros [e como costumo chamar, inebriantes] álbuns, Obel faz com que a tarefa pareça simples com “Citizen of Glass”. É um daqueles álbuns que, como “Philharmonics” (2010) e “Aventine” (2013), você não pode descrever. Você precisa ouvi-lo, senti-lo, contemplá-lo e, a partir daí, descobrir como se sente sobre ele. “Citizen of Glass” é uma peça de arte de uma artista fantástica, que além de ser uma excelente continuidade de seu trabalho, provém também evolução, com vocais tão bem explorados em canções como “It’s Happening Again” e “Trojan Horses”, e produções como “Familiar”. Agnes Obel e “Citizen of Glass” são raros. Mesmo com uma nova onda artística atingindo o mainstream na indústria fonográfica de hoje, garanto que não há nada parecido tocando por aí. É distinto, singular, magnífico.

Charts: “Citizen of Glass” chegou até o #50 da “Billboard 200”, a principal parada estadunidense. No “Syndicat National de l’Édition Phonographique” o single “Familiar” atingiu a posição #54;

Ouça: “It’s Happening Again”, “Stone” e “Mary”;

Assista: ao clipe de “Familiar”.


INESPERADO – ANAHÍ / por MARCELO

Gravadora: “Universal Music”;

Lançamento: 3 de junho de 2016;

Gênero: latin pop;

Singles: “Rumba”, “Boom Cha”, “Eres” e “Amnesia”;

Considerações: Foi assim, após 7 anos “cozinhando” seus fãs sem o lançamento de um novo material de estúdio, que Anahí tomou as rédeas de sua carreira musical e voltou com tudo com o aguardadíssimo sucessor de “Mi Delirio” (2009). Predominantemente pop, “Inesperado” soa assim como seu título, usando e abusando dos elementos típicos do dance-pop e indo muito além ao incorporar instrumentais exclusivos do electropop, reggaeton, pop-rock e funk carioca. Responsável por levar a mexicana de volta à suas raízes latinas (“Me Despido”, “Arena Y Sol”, “La Purta de Alcalá”), a produção de cada faixa foi extraordinariamente refinada por nomes de peso como Ettore Grenci, Sebastian J e Cheche Alara enquanto a parte lírica recebeu as contribuições dos já conhecidos Gloria Trevi (“Me Hipnotizas”), Noel Schajris (“Alérgico”) e Claudia Brant (“Te Puedo Escuchar”). Com inúmeros detalhes milimetricamente calculados, nunca um álbum de Anahí soou tão eclético sem perder a essência bastante emotiva daquela que já nos cativava desde os velhos tempos do RBD. Destaque especial para faixas como “Temblando” e “Inesperado” que sem querer nos cativa com uma espontaneidade imediata. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Inesperado”.

Charts: “Inesperado” estreou em #4 no “Amprofon”, a principal parada musical mexicana. O single “Rumba” atingiu a posição #32 “Billboard Latin Pop Songs”;

Ouça: “Arena Y Sol”, “La Puerta de Alcalá” e “Inesperado”;

Assista: ao clipe de “Amnesia”.


REVOLUTION RADIO – GREEN DAY / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Reprise Records”;

Lançamento: 7 de outubro de 2016;

Gênero: punk rock;

Singles: “Bang Bang” e “Still Breathing”;

Considerações: Sejamos honestos, não há bandas de rock surgindo e atingindo o sucesso mainstrem em muitos anos. Não estamos falando de alternative, indie, inde pop… As últimas bandas que eu me lembro de terem surgido no mainstream foram durante o período de ascensão do emocore, entre 2005 e 2010. Num mercado dominado por artistas solos – seja de qual gênero for, é um alento ter o bom e velho Green Day prevalecendo, de volta de um hiatus de mais de 3 anos com um álbum simples, objetivo e absolutamente relevante. “Revolution Radio” soa um autêntico punk rock/college rock Green Day, ainda assim atual, em faixas como “Say Goodbye”. O álbum também soa como uma grande ode a trabalhos anteriores da banda. “Forever Now” traz uma estrutura similar a de “Jesus of Suburbia”, de “American Idiot” (2004), enquanto “Ordinary World” pode remeter à nostalgia de “Good Riddance (Time of Your Life)”, de “Nimrod” (1997). Obrigado por não nos deixar na mão, Green Day!

Charts: “Revolution Radio” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 95 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Alternative Songs” os singles “Bang Bang” e “Still Breathing” atingiram as posições #1 e #3, respectivamente;

Ouça: “Outlaws”, “Troubled Times” e “Ordinary World”;

Assista: ao clipe de “Still Breathing”.


THIS IS WHAT THE TRUTH FEELS LIKE – GWEN STEFANI / por MARCELO

Gravadora: “Interscope Records”;

Lançamento: 18 de março de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Used to Love You”, “Make Me Like You” e “Misery”;

Considerações: Outra que demorou bastante para voltar aos estúdios de gravação (exatos 10 anos) e entregar ao público um novo álbum solo de inéditas foi a Gwen Stefani, também conhecida por trabalhar como vocalista do No Doubt. Revezando seu tempo entre a vida particular (que há pouquíssimo tempo foi atingida por um divórcio inesperado) e a profissional (quando atuou como técnica do “The Voice” norte-americano, substituindo Christina Aguilera), Stefani entrou rapidamente na onda dos produtores contemporâneos como Greg Kurstin, Mattman & Robin, J.R. Rotem e Stargate e tentou, de maneira bem original, revitalizar sua sonoridade tão particular – quem é fã de Stefani com certeza se identificará com as genuínas “You’re My Favorite”“Rocket Ship”“Red Flag”. Dando vida à hinos como “Make Me Like You” e “Rare” que falaram muito sobre seu atual relacionamento com o Blake Shelton, o trabalho fez bonito nos charts dos EUA e deram à cantora seu primeiro #1 como solista, após o #3 de “The Sweet Scape” (2006) e #5 de “Love. Angel. Music. Baby” (2004). É R&B, disco, electropop, synthpop, ska pop, trip-hop e folk do começo ao fim.  Relembre a nossa resenha especial sobre o “This Is What the Truth Feels Like”.

Charts: “This Is What the Truth Feels Like” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada musical estadunidense, com vendas de 84 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Used to Love You” e “Make Me Like You” atingiram as posições #52 e #54, respectivamente.

Ouça: “Truth”, “Me Without You” e “Loveable”;

Assista: ao clipe de “Make Me Like You”.


ANTI – RIHANNA / por MARCELO

Gravadora: “Westbury Road” e “Roc Nation”;

Lançamento: 28 de janeiro de 2016;

Gênero: pop, R&B;

Singles: “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain”;

Considerações: Não que a voz por trás de “We Found Love” estivesse em baixa no mercado até o lançamento do seu 8º disco de inéditas, mas, existe uma boa razão para que “Anti” tenha ganhado tanto destaque por aqui quando do seu lançamento, no começo deste ano. Despindo-se de qualquer influência da música genérica que permeou seus trabalhos mais populares como “Loud” (2010), “Talk That Talk” (2011) e “Unapologetic” (2012), o anteriormente nomeado “R8” foca em uma Rihanna cheia de vulnerabilidades que há muito não víamos dando as caras por aí. Aposentando as batidas nauseantes de David Guetta, Calvin Harris e companhia que já não aguentávamos mais ouvir, a barbadiana mais famosa da música não pensou duas vezes e achou por bem dar preferência a um som mais simplista e que representasse melhor a atual fase de sua vida. Experimentando instrumentais mais urbanos como o R&B, o reggae e o eletrônico (“Work”, “Needed Me”) e combinando-os perfeitamente a um pouco de jazz e soul da melhor qualidade (“Close To You”, “Love on the Brain”), a musicista nos comprova que, às vezes, “menos é mais”. O público agradece a honestidade, Riri. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Anti”.

Charts: “Anti” estreou em #27 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, mas em sua segunda semana atingiu o #1, com vendas de 166 mil cópias. Na “Billboard Hot 100” os singles “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain” atingiram as posições #1, #62, #7 e #20, respectivamente;

Ouça: “Desperado”, “Same Ol’ Mistakes” e “Never Ending”;

Assista: ao clipe de “Needed Me”.


A MOON SHAPED POOL – RADIOHEAD / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “XL Recordings”;

Lançamento: 8 de maio de 2016;

Gênero: art rock, alternative rock, eletrônica;

Singles: “Burn the Witch” e “Daydreaming”;

Considerações: Foi tudo muito rápido em meio há um hiatus muito longo. Num dia não tínhamos nada, no outro tivemos “Burn the Witch”. Três dias depois veio “Daydreaming” e o aguardado anúncio de um novo álbum para dali dois dias. É possível considerar, talvez, “A Moon Shaped Pool” como uma continuação atual de “Kid A” (2000), em um tom mais melódico e personalidade mais madura. Os sussurros invertidos de Tom Yorke em “Daydreaming” parecem pertencer perfeitamente ao instrumental alinhado numa assimetria brilhante. O álbum traz também a tão esperada versão estúdio de “True Love Waits”, um clássico instantâneo da banda que figurou pela primeira vez no “I Might Be Wrong: Live Recordings” (2001), em uma gravação ao vivo. Em suma, “A Moon Shaped Pool” termina por ser não apenas mais um álbum a figurar entre os melhores do ano, mas um que preenche bem e de forma natural a timeline de obras da banda.

Charts: “A Moon Shaped Pool” estreou em #3 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 181 mil cópias na primeira semana. No “UK Singles Chart” os singles “Burn the Witch” e “Daydreaming” atingiram as posições #64 e #74, respectivamente;

Ouça: “Daydreaming”, “Present Tense” e “True Love Waits”;

Assista: ao clipe de “Burn the Witch”.


WINGS OF THE WILD – DELTA GOODREM / por MARCELO

Gravadora: “Sony Music Australia”;

Lançamento: 1º de julho de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Wings”, “Dear Life”, “Enough” e “The River”;

Considerações: Por fim, nossa seleção não estaria completa se não nos lembrássemos do que foi, sem sombra de dúvidas, um dos materiais mais surpreendentes conduzidos por um artista de fora da indústria estadunidense. Levando longos 4 anos desde o maravilhoso “Child of the Universe” (2012), a australiana Delta Goodrem não economizou na qualidade e trouxe em “Wings of the Wild” aquilo que melhor sabe fazer desde o início de sua trajetória: um álbum recheado de baladas super emotivas e alguns hinos dançantes que acertam por desviar radicalmente das faixas genéricas que bombam nas rádios de todo o planeta. Combinando um vocal de aço (“Dear Life”) a consistentes instrumental (“Wings”), ritmo (“In the Name Of Love”), temática (“Feline”) e identidade (“I’m Not Giving Up”), “Wild” extravasa contemporaneidade e evolui consideravelmente na discografia de ouro que vem sendo construída por uma das musicistas mais completas de sua geração. Uma mistura uniforme de pop, rock, rap e dance, o 5º álbum de Goodrem não deixa a desejar desde a sua primeira audição e nos comprova que a parceria com o produtor Vince Pizzinga (que trabalha com a cantora desde o “Innocent Eyes”, de 2003) e o duo DNA (Anthony Egizii e David Musumeci) trouxe à Delta o tom de liberdade que lhe faltava para explorar novos horizontes sem perder o autocontrole de sua própria personalidade. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Wings of the Wild”.

Charts: “Wings of the Wild” estreou em #1 no “ARIA Charts”, as paradas musicais australianas, ao lado dos singles “Wings” (#1), “Dear Life” (#3), “Enough” (#27), “The River” (#58) e “Only Human” (#46);

Ouça: “Enough”, “In the Name of Love” e “I’m Not Giving Up”;

Assista: ao clipe de “The River”.


E vocês, meus caros leitores: quais foram os álbuns lançados neste 2016 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Um Feliz Ano Novo a todos!

Exalando sensualidade, Britney Spears retorna mais eclética do que nunca no seu novo disco “Glory”

Nem faz muito tempo desde que falamos, pela última vez, sobre a “Princesinha do Pop” por aqui, no Caí da Mudança (sim, estamos nos referindo à recente resenha de “Make Me…” que pode ser conferida, na íntegra, por meio deste link). Entretanto, aproveitando uma oportunidade que não poderia ser desperdiçada, mais uma vez voltamos a divulgar e enaltecer o bom nome de Britney Spears agora que o 9º álbum de estúdio da norte-americana finalmente se encontra disponível entre nós, meros mortais ouvintes de música pop. Antecedido pela parceria com o rapper G-Eazy e por faixas promocionais como “Private Show”, o intitulado “Glory” mal chegou ao mercado e já ganha a nossa atenção por protagonizar a resenha musical da publicação de hoje – a qual, diga-se de passagem, merece um pouquinho da sua atenção, caro leitor!

Desde que a era “Britney Jean” chegou ao fim e fomos apresentados ao até então novo carro-chefe da “Srtª American Dream”, no ano passado, muito se discutiu entre os fãs de Spears se “Pretty Girls” tinha o potencial necessário para ocupar o posto de “um autêntico single da cantora”. Desagradando muitos e conquistando bem poucos, o featuring com a Iggy Azalea não só acabou por não vingar como também deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha no que se referia à originalidade até então empenhada para o próximo disco da loira. Parte desta insegurança, é claro, acabou por ser sanada no mês de julho, quando o lead-single “Make Me…” foi liberado, de surpresa, na madrugada do dia 14 para o dia 15. Entretanto, muita água ainda estava por vir… e assim, entre uma promocional aqui e outra ali, aguardamos pacientemente pela divulgação do material completo que há quase 3 anos era esperado ansiosamente pelo pessoal da B Army.

Enterrando o fracasso de “Pretty Girls” e “Britney Jean”, “Glory” ressurge como o comeback que Britney Spears merecia em sua carreira

Liberado oficialmente no último 26 de agosto, o sucessor de “Britney Jean” (2013) é o segundo do catálogo da moça a ser distribuído sob o selo da “RCA Records”, gravadora que atualmente representa a performer após o fim da “Jive”, em 2011. Contendo a produção executiva de Karen Kwak (A&R em “Loud”, da Rihanna), “Glory” segue predominante pelo pop e traz consigo inspirações na música eletrônica, alternativa, hip-hop, reggae, rock, R&B e funk. Distanciando-se, gradativamente, das batidas mais genéricas que tanto marcaram presença nos dois últimos discos liberados por ela, o popular “B9” fez bonito nos charts estadunidenses e estreou direto no top 3 da “Billboard 200”, em #3, com vendas de 111 mil cópias na primeira semana (contra 107 mil do “Jean” – que, em 2013, estreou em #4). Este é o 10º disco de Britney a entrar para o top 5 da parada (a coletânea “Greatest Hits: My Prerogative” também teve uma ótima estreia, lá em 2004, em #4)!

Exibindo uma vasta lista de compositores que inclui nomes bem promissores como Ed Drewett, Simon Wilcox, Danny Parker, E. Kidd Bogart e Justin Tranter (profissionais que já escreveram para Little Mix, Demi Lovato, Shawn Mendes, Beyoncé e Justin Bieber, respectivamente), Spears assina 7 das 18 faixas pertencentes ao “Glory” (são 12 na edição standard, 17 na deluxe e 18 na japonesa). Todavia, o que muitos não sabem é que, além da própria “Princesinha do Pop”, outra importante contribuição para o novo material foi a jovem sensação do mainstream Julia Michaels (“Sorry” e “Hands to Myself”) que, destas 18 novas canções, deixou a sua marca sobre 7 (3 em parceria com a Britney). No que se refere ao trabalho de produção, encontramos a presença de 20 dos mais disputados especialistas em música contemporânea, dentre os quais se destacam o já conhecido Burns (o cara por trás de “Make Me..”), Mischke, Cashmere Cat, Nick Monson, Mattman & Robin, Ian Kirkpatrick, Twice as Nice, Tramaine “Young Fyre” Winfrey etc.

Liricamente, “Glory” não foge muito da temática já trabalhada em álbuns como o “In the Zone”, “Blackout” e “Femme Fatale” e acaba pendendo, majoritariamente, para uma vertente altamente sexual (não é preciso ser um grande fã da cantora para se ter conhecimento disso, não é verdade?). Porém, abrindo algumas raras exceções que vêm bem a calhar, o recente lançamento não sobrevive apenas do carnal e é certeiro ao tornar as coisas um pouco mais pessoais em algumas composições que se revelam não menos que memoráveis, como nas românticas “Man on the Moon” e “Just Luv Me”, ou até mesmo na rancorosa “Liar” – se você esteve esperando por baladas mais melancólicas como “Perfume” e “Don’t Cry”, sinto lhe dizer que estas ficarão para a próxima ocasião.

Para promover seu novo disco, Britney compareceu em programas de TV como “The Late Late Show with James Corden” (sim, o comentadíssimo Carpool Karaoke), “The Ellen DeGeneres Show” e ainda se apresentou na última edição do “VMA”

Já iniciando ao som de “Invitation”, a própria Britney a descreve como “a perfeita canção de abertura”, a faixa responsável por “realmente pegar o tom do álbum por um todo”. Declarando, aqui, não apenas sua inspiração na nova geração de artistas, mas também sua procura por um som mais moderno e homogêneo, Spears soa suave do começo ao fim no que nos parece ser uma singela releitura de “Survivors” e “Revival”, faixas presentes no último disco de Selena Gomez – informação já confirmadíssima pela loira. Neste sentido estão, ainda, a já mencionada “Just Luv Me” (que, em um tom mais lento, nos carrega para um refrão bastante similar ao do hit “Good for You”, de Gomez); a experimental “Man on the Moon” (baladinha mid-tempo assinada pelos mesmos criadores de “Ghosttown”, de Madonna; e “Another Lonely Night”, de Adam Lambert) e a sedutora “Just Like Me” (que nos relembra, de alguma maneira assustadoramente inexplicável, o antigo repertório da musicista).

Partindo para uma vibe mais urbana e totalmente coerente com os atuais sucessos que têm tocado nas rádios internacionais, encontramos não só o lead-single “Make Me…” (o qual, aliás, é o único featuring do disco) como também as super modernas “Better” e “Love Me Down”. Enquanto a primeira se desenvolve por um instrumental à la “Thank You” (Meghan Trainor) e culmina em um refrão genuinamente “Purpose” (Justin Bieber), a segunda capta o que a Gwen Stefani tão bem soube fazer em seu recente “This Is What the Truth Feels Like” (em faixas como “Rocket Ship” e “Obsessed”) ao combinar R&B com hip-hop e pop de uma maneira bastante divertida. Por esta direção, mas de uma maneira muito mais autêntica, surgem, ainda, as queridinhas “Slumber Party”que extrai o melhor de Britney em uma viagem de volta aos velhos tempos de “In the Zone” e “Blackout”; “Clumsy”que nos remete às inéditas do “My Prerogative” sob um ponto de vista oitentista; e “What You Need”que traz aquela inevitável ousadia rockstar explorada em faixas bônus do “Circus” e “Femme Fatale”.

Dirigido por Randee St. Nicholas, o videoclipe de “Make Me…” já ultrapassou 27 milhões de visualizações no YouTube (até o fechamento deste post)

Todavia, nem tudo são flores, e se Spears é feliz ao marcar presença com sua forte personalidade por aproximadamente 80% de todo o “Glory”, ela peca ao se arriscar em canções que nada condizem com o restante de seu 9º álbum de inéditas (e nem com a discografia, para sermos francos). Este é o triste caso de “Private Show” (que assim como a “Passenger” nos entrega vocais insuportavelmente desconfortáveis) e “Liar” (que, apesar de começar interessante, não chega a lugar algum e se perde numa produção barulhenta e recheada de auto-tune).

Felizmente, nos reapresentando àquela antiga “fórmula Britney” que há anos não era aprimorada, as três melhores do disco não fazem nada feio e vêm para dar um banho na falta de coesão que tem movido a cantora de 2013 para cá – sim, estamos nos referindo às obras-primas “Do You Wanna Come Over?”, “Change Your Mind (No Seas Cortes)” e “Coupure Électrique”. Bastante eclético, o álbum é rico em influências (tem espaço tanto para a farofa de “Hard to Forget Ya” quanto para o pancadão de “If I’m Dancing”) e, apesar de não trazer uma linha conceitual uniforme (como a que costumava ser predominante pelos álbuns da “Princesinha do Pop”), merece os nossos parabéns por suas produções atuais e carismáticas.

Superando em muito a falta de comprometimento do “Britney Jean” e a frigidez do “Femme Fatale”, o 9º material da norte-americana é um achado que vem para enterrar com categoria os trabalhos esquecíveis que a mesma tem conduzido tão mal pelos últimos 5 anos. Não que este disco chegue aos pés da qualidade de “In the Zone”, genialidade de “Blackout” ou grandiosidade de “Circus”, mas, não há como negar que “Glory” acerta ao tentar revitalizar a imagem do ícone Britney Spears para um público mais jovem que muitas vezes desconhece seus grandes feitos do passado. Com um som amplamente moderno que casa bem voz a instrumental, a veterana consegue extrair o melhor de sua personalidade em canções bem produzidas que podem não ser as melhores de sua carreira, mas merecem um lugarzinho especial em nossa biblioteca musical. Considerando que, há quase uma década, a “Princesinha do Pop” vivia a fase mais obscura de sua vida e atingia o fundo do poço, é bastante inspirador vê-la, mais uma vez, fazendo aquilo que tanto gosta de fazer sem perder o jeito.

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

Recuperando suas energias, Britney Spears está de volta com “Make Me…”, o 1º (e mediano) single do “B9”

Demorou, mas saiu! Apesar de não fazer muito tempo desde que tivemos o prazer de contemplar novo material de inéditas da eterna “Princesinha do Pop” (os seus últimos lançamentos foram os singles “Pretty Girls” e “Tom’s Diner”, ambos do ano passado – fora a beneficente “Hands”), a verdade é que a maioria dos fãs de Britney Spears passou o último semestre a polvorosa após os rumores de que uma nova música poderia ser liberada muito em breve. Depois de comentários apontarem que a novidade poderia ser apresentada ao vivo, no palco do último “Billboard Music Awards” (realizado há já distantes dois meses), membro nenhum da B Army (como é conhecida a fã-base da loira) tirou uma folga sequer até que o inalcançável 14 de julho chegou, há algumas semanas, para por um fim aos milhões de corações aflitos que cercam os quatro cantos do planeta.

E assim, de surpresa, fomos introduzidos a “Make Me…”, a nova colaboração da Srtª Spears com o rapper e produtor G-Eazy que abre o 9º álbum de estúdio de sua já extensa discografia (e aguardado sucessor do “Britney Jean”, de 2013). Conduzida pelas batidas do synthpop aliadas ao bom e velho R&B (um gênero que, cá entre nós, dificilmente falha e jamais cai de moda), a faixa foi encaminhada para as rádios contemporâneas cinco dias após o seu lançamento oficial e já comemora o feito de ter estreado muito bem nos charts estadunidenses, na posição #17 (logo depois do “fiasco” de “Pretty Girls”, que nadou até a orla da praia, pegou um tímido #29 e foi arrastada pela força da maré). Tornando-se a 18ª música da cantora a entrar para o top 20 da “Billboard Hot 100” (um feito que, sem sombra de dúvidas, não é dos mais fáceis), o lead single do “B9” é a 6ª melhor estreia de Britney em sua carreira – atrás apenas de “Hold It Against Me” (#1), “3” (#1), “Circus” (#3), “Work Bitch” (#12) e “Scream & Shout” (#12).

#1 no iTunes em mais de 50 países, “Make Me…” conquistou o grande público de imediato e abre o 9º álbum da cantora (imagem: Britney e alguns dançarinos durante as gravações do clipe, em 2 de junho)

Distribuída sob o selo da “RCA Records” (gravadora que tem representado a musicista desde 2011, após o fim da “Jive Records”), “Make Me…” foi composta pela própria Britney em parceria com Joe Janiak, Gerard Gillum (o G-Eazy) e Matthew Burns (este último também responsável pelo trabalho de produção do single – e que havia trabalhado anteriormente com a Ellie Goulding, em “Midas Touch”). Majoritariamente bem recebida pela crítica especializada, a canção nos guia por uma composição super sensual que, apesar de trazer versos bem sugestivos, não se revela explícita em qualquer momento.

Já confirmada para participar do “#iHeartRadio Music Festival” (evento que acontece somente no dia 24 de setembro) ao lado de outros nomes como Ariana Grande, Zedd e Usher, Spears deverá incluir, em sua performance, a primeira e muito esperada apresentação televisionada da nova faixa – com ou sem a ajuda de G-Eazy, já que tem rolado, lá pelas rádios europeias, uma versão alternativa sem os vocais do rapper.

Ainda que “Make Me…” tenha sido recepcionada de forma bastante positiva desde o seu lançamento, não é preciso muito esforço para notar que grande era a pressão que rondava os futuros projetos musicais de Britney Spears após a colaboração com a Iggy Azalea. Rejeitada, em sua maioria, não apenas pelos fãs da musicista, mas também pelo público em geral, “Pretty Girls” acabou por não vingar e deixou grande parte das pessoas com um pé atrás a respeito do que viria logo após o dueto com a rapper australiana. Essa incerteza durou não menos que um ano e dois meses, período em que a “Princesinha do Pop” aproveitou para se atualizar com o que vem tocando nas rádios de hoje em dia e convidou alguns dos maiores profissionais atuais para trabalharem massivamente em seu próximo disco de inéditas – dentre os quais encontramos desde o BURNS à dupla Justin Tranter e Julia Michaels (dos hits “Sorry”, do Justin Bieber, e “Good for You”, da Selena Gomez).

Entretanto, por mais que, à primeira vista, “Make Me…” retrabalhe a já conhecida sensualidade a flor da pele que tanto esteve impregnada por todo o “In the Zone” (2003), ainda nos restam algumas dúvidas sobre o novo single da cantora que, possivelmente, só serão resolvidas com a vinda completa do “B9”. A primeira delas e, diga-se de passagem, a que mais martela nossa cabeça, é tentar entender se todo o novo álbum de Spears seguirá essa vibe mais contemporânea e urbana ou se somente o first single do material tem caminhado para esta direção (algo parecido com “Work Bitch” e a desorganização sonora de “Britney Jean”). Não que o trabalho antecessor não tenha rendido algumas boas faixas que vieram para deixar o catálogo de Britney ainda mais completo, mas, convenhamos que harmonia e coesão não foram o grande forte do título descendente de “Femme Fatale” (2011).

O áudio oficial de “Make Me…” – dirigido por David LaChapelle (o mesmo de “Everytime”, de 2004), o clipe para o featuring começou a ser filmado no início de junho e ainda permanece sem data de estreia definida

Por conta desta imprecisão, somos levados a levantar outro importante questionamento: será que esta sonoridade menos eletrônica e mais alternativa funcionará bem com uma artista como a Britney (alguém que já estava acostumada a combinar pop com dance de maneira tão simbiótica e majestosa)? É claro: não é de hoje que a “Srtª American Dream” se aventura pelo mercado mainstream e tenta, com o auxílio de seus respeitados parceiros de estúdio, seguir as tendências da modernidade combinadas a elementos de sua essência tão dominante. Entretanto, mesmo que “Make Me…” tenha a melhor das intenções, não há como negar que o recente processo de revitalização da musicista tenha pendido muito mais para qualquer outro cantor iniciante (de Justin Bieber à Selena Gomez) e muito menos para o seu próprio nome artístico.

Britney em comercial para a fragrância “Private Show” (assista), nome também recebido por uma das novas músicas do “B9” (imagem: Randee St Nicholas)

De alguma forma estranhamente aleatória, o novo single de Spears soa honestamente bom, mas, deixa a desejar no comprometimento com o seu imponente histórico musical – não precisamos nos esforçar muito para lembrar de lead singles poderosos como “Me Against the Music”, “Womanizer” e “Hold it Against Me”. Com um trabalho de produção muito bem feito, mas completamente genérico, BURNS distancia-se bastante da magnitude de Danja (e até mesmo de Max Martin ou Bloodshy & Avant) e presenteia a cantora com um leve R&B pouco original à la Skrillex. Ainda que, logo de cara, “Make Me…” revele-se uma das faixas de maior potencial liberadas de janeiro deste ano para cá, ela definitivamente não demonstra nenhuma grandiosidade condizente com o “padrão Britney de qualidade” que estávamos acostumados a ouvir há mais de 17 anos.

Não que a canção desaponte como carro-chefe ou soe ruim, pois até concordamos ser uma das escolhas mais inteligentes já feitas por Spears desde a obra-prima “Gimme More” – e os seus vocais, nesta gravação, até merecem os nossos aplausos por tamanha crueza. Contudo, ao nosso ver este não é o single mais autêntico (e muito menos o mais memorável) do vasto catálogo assinado pela “Princesinha do Pop” e por sua maravilhosa equipe interdisciplinar. Apesar de ser completamente condizente com os inúmeros hits que pudemos ouvir de 2015 pra cá, não é preciso conhecer o histórico de Britney a fundo para saber que “Make Me…” é o seu lançamento mais esquecível até o momento (talvez apenas à exceção de “Ooh La La” e “Pretty Girls”).

Ainda não é certo o que Spears tem planejado para os próximos meses e o que exatamente pretende reafirmar com esta nova fase de sua carreira – a qual, felizmente, começou com o pé direito e tem-lhe trazido um fôlego que há muito tempo não era visto por ninguém. Talvez, essa estranheza inicial seja até natural, já que não temos nada para comparar com “Make Me…” além dos seus shows na residência de Vegas (um espetáculo que vem sendo repaginado constantemente para refletir o atual estado de espírito de sua intérprete). Porém, desde já desejamos toda a sorte do mundo para uma lenda viva da música pop que continua, de maneira brilhante, tentando dar o melhor de si para manter-se no topo do estrelato – mesmo que, para isso, seja necessário liberar um trabalho ou outro menos monumental.

Agradecimentos especiais: Júlio César Ferreira

Para mais conteúdo como este, não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Twitter e no Instagram para não perder qualquer novidade.

#CoopGeeks: O que achamos de “Britney Spears: American Dream”

Unindo música pop à misteriosa fórmula secreta detida por Kim Kardashian em sua bem-sucedida estreia pelo mundo virtual, ninguém menos que Britney Spears decidiu se juntar ao time de celebridades que ostenta os seus próprios joguinhos para smartphone. Caprichando em sua divertida versão cartoonizada, a “Princesinha do Pop” não hesitou ao nos apresentar, no mês passado, a “Britney Spears: American Dream”: o lançamento que foi o assunto da nossa publicação lá no Co-op Geeks e que você confere no link a seguir:

O QUE ACHAMOS DE “BRITNEY SPEARS: AMERICAN DREAM”