Os 10 melhores discos de 2016

2016 já está acabando e, como de costume, a internet tem sido bombardeada com as mais variadas listas de fim de ano que relacionam os melhores e piores lançamentos musicais que se destacaram por todo o cenário da indústria fonográfica. Não muito diferente dos demais sites, blogs e revistas, o Caí da Mudança também decidiu seguir a correnteza e elencou, na publicação de hoje, 10 discos que agradaram bastante os nossos redatores e que não poderiam passar despercebidos da atenção de vocês, caros leitores.

Tentando deixar de lado títulos bastante populares como “Lemonade”, da Beyoncé, ou “Views”, do Drake, você confere, a seguir, o que mais se sobressaiu nas nossas playlists e que tanto gritou para ganhar um espacinho especial por aqui. Entre inúmeros gêneros dos mais diversificados artistas, os nossos 10 melhores discos do ano de 2016 (os quais, é claro, não seguem uma linha do melhor para o pior, e vice-versa) foram:

DANGEROUS WOMAN – ARIANA GRANDE / por MARCELO

Gravadora: “Republic Records”;

Lançamento: 20 de maio de 2016;

Gênero: pop, dance-pop, R&B;

Singles: “Dangerous Woman”, “Into You” e “Side to Side”;

Considerações: De todos os discos mainstream liberados ao longo dos últimos 12 meses “Dangerous Woman” é um que não poderia faltar em nossa simplória lista não apenas pelo eficiente impacto comercial de seus singles bem-sucedidos, mas também pelo que a obra, como um todo, representou na promissora discografia de Ariana Grande. Já considerada por muitos como um ícone desta nova leva de cantores e musicistas, a morena não poupou esforços de tornar as coisas mais pessoais e decidiu entregar-se de corpo e alma no que se revelou a experiência mais autoral de sua trajetória musical. Deixando o pop genérico para segundo plano (apesar das escassas “Into You” e “Side to Side”) e caprichando melhor em faixas corajosas que exploraram uma faceta mais sensual de sua intérprete (“Let Me Love You” e “Knew Better / Forever Boy”), o disco inova ao combinar R&B, house e dance a uma voz poderosa que vem se mostrando uma das mais marcantes da atual década. Originalidade, ousadia e confiança foram, inquestionavelmente, as palavras que melhor definiram o 3º disco solo desta garota que ainda tem muito a nos mostrar. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Dangerous Woman”.

Charts: “Dangerous Woman” estreou em #2 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 175 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Dangerous Woman”, “Into You”, “Side to Side” e “Focus” (promocional) atingiram as posições #8, #13, #4 e #7, respectivamente;

Ouça: “Let Me Love You”, “Greedy” e “Bad Decisions”;

Assista: ao clipe de “Let Me Love You”.


JOANNE – LADY GAGA / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Interscope Records”, “Streamline”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: country pop, dance pop, soft rock;

Singles: “Perfect Illusion” e “Million Reasons”;

Considerações: Finalmente aconteceu. 2016 foi o ano em que finalmente me rendi à Lady Gaga. Num álbum que transita por várias influências e gêneros, Gaga consegue, com maestria, soar coesa e ousada ao mesmo tempo. Não que seja algo que já não tenha sido feito antes, mas é algo que nem todos conseguem fazer tão bem e com tanta autenticidade. Da abertura com “Diamond Heart”, à emocional e introspectiva faixa título “Joanne” num tom pessoal, seguida pela fashion-feroz-country-rock “John Wayne”, passando por “Dancin’ In Circles” – que na letra traz Gaga de volta à suas origens sombrias –, até a brilhante “Sinner’s Prayer”. Há mensagem de tolerância e aceitação trazida por versos na melodia melancólica de “Come to Mama”, alertando que “não haverá futuro” se não aprendermos a conviver uns com os outros; uma elegante parceria com Florence Welch, em “Hey Girl”, e influências de jazz em “Just Another Day”. Num conceito pessoal, estrelado por um dos vocais mais admiráveis em um álbum pop nos últimos anos, com “Joanne”, particularmente, me curvei à Lady Gaga. Finalmente. E nunca foi tão bom.

Charts: “Joanne” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 170 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Perfect Illusion” e “Million Reasons” atingiram as posições #15 e #52, respectivamente;

Ouça: “Joanne”, “John Wayne” e “Sinner’s Prayer”.

Assista: ao clipe de “Perfect Illusion”.


MIND OF MINE – ZAYN / por MARCELO

Gravadora: “RCA Records”;

Lançamento: 25 de março de 2016;

Gênero: pop, alternative R&B, R&B;

Singles: “Pillowtalk”, “Like I Would” e “Wrong”;

Considerações: Não muito diferente de Ariana, outro que decidiu procurar por novos horizontes e se sobressaiu ao trazer um som mais intimista foi o Zayn – mundialmente conhecido por ter integrado o quinteto One Direction. Saindo da “Terra da Rainha” e ganhando os EUA com um material solo que deixou bastante gente boquiaberta, o britânico provou de vez que nada tinha a ver com os trabalhos assinados pelos outros discípulos de Simon Cowell e investiu sem medo em gêneros como o folk, dub, soul, funk, eletrônico, qawwali, hip-hop, reggae, soft-rock e música clássica. Inspirando-se em grandes artistas que fizeram parte de sua infância (como Tupac, Usher, R. Kelly e Prince), Zayn é feliz ao abrir seu coração e nos apresentar a faixas muito bem produzidas capazes de nos fazer embarcar para uma viagem direto a suas memórias mais íntimas e secretas. Com um material de excelente qualidade abrangido por “Borderz”, “Lucozade”, “Bright” e “Golden” é realmente uma lástima que o público só tenha dado atenção para o carro-chefe “Pillowtalk”. Quem diria que após “abandonar” seus parceiros de longa data o Sr. Malik viria a liderar uma das mais brilhantes estreia como solista desta década? Relembre a nossa resenha especial sobre o “Mind of Mine”.

Charts: “Mind of Mine” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 157 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Pillowtalk” e “Like I Would” atingiram as posições #1 e #55, respectivamente;

Ouça: “Rear View”, “Lucozade” e “Borderz”;

Assista: ao clipe de “Befour”.


CITIZEN OF GLASS – AGNES OBEL / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “PIAS Recordings”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: folk/classical;

Singles: “Familiar” e “Golden Green”;

Considerações: Este foi, definitivamente, o álbum que mais esperei durante o ano. Agnes Obel é uma cantora e instrumentista dinamarquesa que mescla os gêneros folk e música clássica. Na difícil tarefa de honrar seus dois primeiros [e como costumo chamar, inebriantes] álbuns, Obel faz com que a tarefa pareça simples com “Citizen of Glass”. É um daqueles álbuns que, como “Philharmonics” (2010) e “Aventine” (2013), você não pode descrever. Você precisa ouvi-lo, senti-lo, contemplá-lo e, a partir daí, descobrir como se sente sobre ele. “Citizen of Glass” é uma peça de arte de uma artista fantástica, que além de ser uma excelente continuidade de seu trabalho, provém também evolução, com vocais tão bem explorados em canções como “It’s Happening Again” e “Trojan Horses”, e produções como “Familiar”. Agnes Obel e “Citizen of Glass” são raros. Mesmo com uma nova onda artística atingindo o mainstream na indústria fonográfica de hoje, garanto que não há nada parecido tocando por aí. É distinto, singular, magnífico.

Charts: “Citizen of Glass” chegou até o #50 da “Billboard 200”, a principal parada estadunidense. No “Syndicat National de l’Édition Phonographique” o single “Familiar” atingiu a posição #54;

Ouça: “It’s Happening Again”, “Stone” e “Mary”;

Assista: ao clipe de “Familiar”.


INESPERADO – ANAHÍ / por MARCELO

Gravadora: “Universal Music”;

Lançamento: 3 de junho de 2016;

Gênero: latin pop;

Singles: “Rumba”, “Boom Cha”, “Eres” e “Amnesia”;

Considerações: Foi assim, após 7 anos “cozinhando” seus fãs sem o lançamento de um novo material de estúdio, que Anahí tomou as rédeas de sua carreira musical e voltou com tudo com o aguardadíssimo sucessor de “Mi Delirio” (2009). Predominantemente pop, “Inesperado” soa assim como seu título, usando e abusando dos elementos típicos do dance-pop e indo muito além ao incorporar instrumentais exclusivos do electropop, reggaeton, pop-rock e funk carioca. Responsável por levar a mexicana de volta à suas raízes latinas (“Me Despido”, “Arena Y Sol”, “La Purta de Alcalá”), a produção de cada faixa foi extraordinariamente refinada por nomes de peso como Ettore Grenci, Sebastian J e Cheche Alara enquanto a parte lírica recebeu as contribuições dos já conhecidos Gloria Trevi (“Me Hipnotizas”), Noel Schajris (“Alérgico”) e Claudia Brant (“Te Puedo Escuchar”). Com inúmeros detalhes milimetricamente calculados, nunca um álbum de Anahí soou tão eclético sem perder a essência bastante emotiva daquela que já nos cativava desde os velhos tempos do RBD. Destaque especial para faixas como “Temblando” e “Inesperado” que sem querer nos cativa com uma espontaneidade imediata. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Inesperado”.

Charts: “Inesperado” estreou em #4 no “Amprofon”, a principal parada musical mexicana. O single “Rumba” atingiu a posição #32 “Billboard Latin Pop Songs”;

Ouça: “Arena Y Sol”, “La Puerta de Alcalá” e “Inesperado”;

Assista: ao clipe de “Amnesia”.


REVOLUTION RADIO – GREEN DAY / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Reprise Records”;

Lançamento: 7 de outubro de 2016;

Gênero: punk rock;

Singles: “Bang Bang” e “Still Breathing”;

Considerações: Sejamos honestos, não há bandas de rock surgindo e atingindo o sucesso mainstrem em muitos anos. Não estamos falando de alternative, indie, inde pop… As últimas bandas que eu me lembro de terem surgido no mainstream foram durante o período de ascensão do emocore, entre 2005 e 2010. Num mercado dominado por artistas solos – seja de qual gênero for, é um alento ter o bom e velho Green Day prevalecendo, de volta de um hiatus de mais de 3 anos com um álbum simples, objetivo e absolutamente relevante. “Revolution Radio” soa um autêntico punk rock/college rock Green Day, ainda assim atual, em faixas como “Say Goodbye”. O álbum também soa como uma grande ode a trabalhos anteriores da banda. “Forever Now” traz uma estrutura similar a de “Jesus of Suburbia”, de “American Idiot” (2004), enquanto “Ordinary World” pode remeter à nostalgia de “Good Riddance (Time of Your Life)”, de “Nimrod” (1997). Obrigado por não nos deixar na mão, Green Day!

Charts: “Revolution Radio” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 95 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Alternative Songs” os singles “Bang Bang” e “Still Breathing” atingiram as posições #1 e #3, respectivamente;

Ouça: “Outlaws”, “Troubled Times” e “Ordinary World”;

Assista: ao clipe de “Still Breathing”.


THIS IS WHAT THE TRUTH FEELS LIKE – GWEN STEFANI / por MARCELO

Gravadora: “Interscope Records”;

Lançamento: 18 de março de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Used to Love You”, “Make Me Like You” e “Misery”;

Considerações: Outra que demorou bastante para voltar aos estúdios de gravação (exatos 10 anos) e entregar ao público um novo álbum solo de inéditas foi a Gwen Stefani, também conhecida por trabalhar como vocalista do No Doubt. Revezando seu tempo entre a vida particular (que há pouquíssimo tempo foi atingida por um divórcio inesperado) e a profissional (quando atuou como técnica do “The Voice” norte-americano, substituindo Christina Aguilera), Stefani entrou rapidamente na onda dos produtores contemporâneos como Greg Kurstin, Mattman & Robin, J.R. Rotem e Stargate e tentou, de maneira bem original, revitalizar sua sonoridade tão particular – quem é fã de Stefani com certeza se identificará com as genuínas “You’re My Favorite”“Rocket Ship”“Red Flag”. Dando vida à hinos como “Make Me Like You” e “Rare” que falaram muito sobre seu atual relacionamento com o Blake Shelton, o trabalho fez bonito nos charts dos EUA e deram à cantora seu primeiro #1 como solista, após o #3 de “The Sweet Scape” (2006) e #5 de “Love. Angel. Music. Baby” (2004). É R&B, disco, electropop, synthpop, ska pop, trip-hop e folk do começo ao fim.  Relembre a nossa resenha especial sobre o “This Is What the Truth Feels Like”.

Charts: “This Is What the Truth Feels Like” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada musical estadunidense, com vendas de 84 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Used to Love You” e “Make Me Like You” atingiram as posições #52 e #54, respectivamente.

Ouça: “Truth”, “Me Without You” e “Loveable”;

Assista: ao clipe de “Make Me Like You”.


ANTI – RIHANNA / por MARCELO

Gravadora: “Westbury Road” e “Roc Nation”;

Lançamento: 28 de janeiro de 2016;

Gênero: pop, R&B;

Singles: “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain”;

Considerações: Não que a voz por trás de “We Found Love” estivesse em baixa no mercado até o lançamento do seu 8º disco de inéditas, mas, existe uma boa razão para que “Anti” tenha ganhado tanto destaque por aqui quando do seu lançamento, no começo deste ano. Despindo-se de qualquer influência da música genérica que permeou seus trabalhos mais populares como “Loud” (2010), “Talk That Talk” (2011) e “Unapologetic” (2012), o anteriormente nomeado “R8” foca em uma Rihanna cheia de vulnerabilidades que há muito não víamos dando as caras por aí. Aposentando as batidas nauseantes de David Guetta, Calvin Harris e companhia que já não aguentávamos mais ouvir, a barbadiana mais famosa da música não pensou duas vezes e achou por bem dar preferência a um som mais simplista e que representasse melhor a atual fase de sua vida. Experimentando instrumentais mais urbanos como o R&B, o reggae e o eletrônico (“Work”, “Needed Me”) e combinando-os perfeitamente a um pouco de jazz e soul da melhor qualidade (“Close To You”, “Love on the Brain”), a musicista nos comprova que, às vezes, “menos é mais”. O público agradece a honestidade, Riri. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Anti”.

Charts: “Anti” estreou em #27 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, mas em sua segunda semana atingiu o #1, com vendas de 166 mil cópias. Na “Billboard Hot 100” os singles “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain” atingiram as posições #1, #62, #7 e #20, respectivamente;

Ouça: “Desperado”, “Same Ol’ Mistakes” e “Never Ending”;

Assista: ao clipe de “Needed Me”.


A MOON SHAPED POOL – RADIOHEAD / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “XL Recordings”;

Lançamento: 8 de maio de 2016;

Gênero: art rock, alternative rock, eletrônica;

Singles: “Burn the Witch” e “Daydreaming”;

Considerações: Foi tudo muito rápido em meio há um hiatus muito longo. Num dia não tínhamos nada, no outro tivemos “Burn the Witch”. Três dias depois veio “Daydreaming” e o aguardado anúncio de um novo álbum para dali dois dias. É possível considerar, talvez, “A Moon Shaped Pool” como uma continuação atual de “Kid A” (2000), em um tom mais melódico e personalidade mais madura. Os sussurros invertidos de Tom Yorke em “Daydreaming” parecem pertencer perfeitamente ao instrumental alinhado numa assimetria brilhante. O álbum traz também a tão esperada versão estúdio de “True Love Waits”, um clássico instantâneo da banda que figurou pela primeira vez no “I Might Be Wrong: Live Recordings” (2001), em uma gravação ao vivo. Em suma, “A Moon Shaped Pool” termina por ser não apenas mais um álbum a figurar entre os melhores do ano, mas um que preenche bem e de forma natural a timeline de obras da banda.

Charts: “A Moon Shaped Pool” estreou em #3 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 181 mil cópias na primeira semana. No “UK Singles Chart” os singles “Burn the Witch” e “Daydreaming” atingiram as posições #64 e #74, respectivamente;

Ouça: “Daydreaming”, “Present Tense” e “True Love Waits”;

Assista: ao clipe de “Burn the Witch”.


WINGS OF THE WILD – DELTA GOODREM / por MARCELO

Gravadora: “Sony Music Australia”;

Lançamento: 1º de julho de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Wings”, “Dear Life”, “Enough” e “The River”;

Considerações: Por fim, nossa seleção não estaria completa se não nos lembrássemos do que foi, sem sombra de dúvidas, um dos materiais mais surpreendentes conduzidos por um artista de fora da indústria estadunidense. Levando longos 4 anos desde o maravilhoso “Child of the Universe” (2012), a australiana Delta Goodrem não economizou na qualidade e trouxe em “Wings of the Wild” aquilo que melhor sabe fazer desde o início de sua trajetória: um álbum recheado de baladas super emotivas e alguns hinos dançantes que acertam por desviar radicalmente das faixas genéricas que bombam nas rádios de todo o planeta. Combinando um vocal de aço (“Dear Life”) a consistentes instrumental (“Wings”), ritmo (“In the Name Of Love”), temática (“Feline”) e identidade (“I’m Not Giving Up”), “Wild” extravasa contemporaneidade e evolui consideravelmente na discografia de ouro que vem sendo construída por uma das musicistas mais completas de sua geração. Uma mistura uniforme de pop, rock, rap e dance, o 5º álbum de Goodrem não deixa a desejar desde a sua primeira audição e nos comprova que a parceria com o produtor Vince Pizzinga (que trabalha com a cantora desde o “Innocent Eyes”, de 2003) e o duo DNA (Anthony Egizii e David Musumeci) trouxe à Delta o tom de liberdade que lhe faltava para explorar novos horizontes sem perder o autocontrole de sua própria personalidade. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Wings of the Wild”.

Charts: “Wings of the Wild” estreou em #1 no “ARIA Charts”, as paradas musicais australianas, ao lado dos singles “Wings” (#1), “Dear Life” (#3), “Enough” (#27), “The River” (#58) e “Only Human” (#46);

Ouça: “Enough”, “In the Name of Love” e “I’m Not Giving Up”;

Assista: ao clipe de “The River”.


E vocês, meus caros leitores: quais foram os álbuns lançados neste 2016 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Um Feliz Ano Novo a todos!

Mais confiante e espontânea, Ariana Grande progride bastante no novo disco “Dangerous Woman”

Após escrevermos um pouquinho sobre as nossas primeiras impressões acerca do carro-chefe “Dangerous Woman” (relembre), finalmente chegou o momento de dar massivo destaque ao recém-lançado disco de inéditas da sensação do pop Ariana Grande. Antecedido por uma intensa nuvem de expectativas que pairou sobre a cabeça de todos que tenham aguardado ansiosamente pelo novo projeto da musicista, o terceiro álbum da carreira de Ari finalmente ganhou as prateleiras há pouco mais de uma semana e já se encontra disponível entre nós, meros ouvintes de música pop. Mas, entre milhares de dúvidas e questionamentos que jamais passariam despercebidos, a pergunta que não quer calar é: toda essa espera valeu a pena?

Que Ariana já se consolidou pelo mercado mainstream e passou a ser vista como uma das mais poderosas hitmakers da atualidade, isso não é novidade para ninguém. Sempre acompanhada de alguns dos produtores mais badalados do cenário musical, foi com a ajuda do experiente Max Martin e do novato Johan Carlsson que a cantora protagonizou o seu grande comeback há pouco mais de dois meses com o lead-single “Dangerous Woman”. Deixando a mesmice de “Focus” para trás e investindo em um conteúdo não menos que ousado, Grande não poupou coragem ao nos introduzir a um mundo onde a sexualidade feminina não precisa ser tratada como tabu (uma temática que permanece sendo vista com receio pelo público mais conservador). E, foi pelo seu bom senso de igualdade e pela ausência de papas na língua que a garota de apenas 22 anos deu início à recente era que tem vivido em seu mais recente (e muito bem recebido) disco de inéditas.

A cantora em ensaio fotográfico para o “Dangerous Woman”

Lançado no último dia 20 sob o selo da “Republic Records”, “Dangerous Woman” é atualmente impulsionado por “Into You”, o segundo single oficial disponibilizado após as promocionais “Be Alright” e “Let Me Love You”. Tendo suas gravações iniciadas em agosto de 2014 e finalizadas em janeiro de 2016, o trabalho foi tão bem preparado que chegou a receber a colaboração de ninguém menos que Savan Kotecha, Twice as Nice, Ross Golan e Ilya Salmanzadeh (personalidades que já cooperaram com Britney Spears, Rihanna, Maroon 5 e Hilary Duff). Assinando a composição de 12 das 18 faixas gravadas especialmente para o álbum (vale dizer que a versão standard apresenta apenas 11; a deluxe 15; a japonesa 16; a da Target 17 e a especial japonesa 18), Grande combina pop com R&B, house e dance no material que divide os créditos de produção executiva com Martin e Kotecha. Estreando em #1 no Reino Unido (o primeiro #1 da moça na “Terra da Rainha”) e em #2 nos EUA, com vendas que 175 mil cópias na primeira semana (apenas atrás de Drake, com “Views” – 189 mil), Ariana segura a surpreendente façanha de possuir apenas estreias positivas em seu tão curto catálogo musical (“Yours Truly” havia debutado com 138 mil e “My Everything” com 169 mil).

Detalhes técnicos à parte, por mais que a morena detenha uma das trajetórias musicais mais bem-sucedidas destes últimos três anos, há uma razão (para não dizer várias) para que a atenção voltada para o “Dangerous Woman” tenha adquirido proporções tão expressivas. Percebendo, talvez, que a falta de novidades trazida por “Focus” poderia, a longo prazo, desgastar sua imagem perante o público, Grande fez questão de caprichar em tudo que decidiu colocar na edição final do tão aguardado sucessor de “My Everything” – e confiança, definitivamente, é um de seus ingredientes especiais. Participando ativamente do processo de criação, produção e até mesmo composição (como dito acima, a cantora escreveu mais da metade de tudo que podemos ouvir neste novo disco), Ariana parece ter decidido seguir sua intuição em tempo integral no que se mostra a experiência mais coesa e autoral de sua promissora discografia (até o fechamento deste post, é claro).

Ao longo do álbum, Ariana divide seus vocais em featurings como Nicki Minaj, Lil Wayne, Macy Gray e Future

Se o compararmos aos dois trabalhos anteriores, de fato “Dangerous Woman” não chega a ser tão poético (como “Yours Truly”) ou comercial (como “My Everything”), e talvez esta tenha sido a principal intenção da cantora desde que rebaixou o antigo carro-chefe “Focus” para um mero buzz-single. Apostando em um caminho que até então apenas tomava como influência – mas não como norte –, este é, certamente, o passo mais bem pensado que Grande já deu em toda sua carreira como musicista (desde quando fez sua estreia com o single “The Way”, lá em 2013). Apostando muito em uma sonoridade urbana que, acertadamente, traz a intensidade da black music com o que de mais inédito tem sido feito na música eletrônica, Ariana permanece movendo os charts do mundo inteiro com um material inesperado que continua sabendo extrair o melhor de sua personalidade e de seu majestoso poderio vocal.

Mesmo que persista em soar muito mainstream para os atuais padrões do pop contemporâneo (o que de todo não é tão ruim, se feito com um mínimo de originalidade – que é o nosso caso), “Dangerous Woman” avança inúmeras casas ao deixar totalmente de lado as batidas genéricas de singles como “Break Free”, por exemplo, e apostar mais na EDM bem produzida de “Into You”. Aliás, se um dia a música conhecida popularmente como “farofa” foi uma das marcas registradas de Ariana, neste novo material houve a sua completa (e, diga-se de passagem, mais do que bem-vinda) abolição total. Por esse motivo, acaba sendo bem natural e compreensível que o ouvinte estranhe, logo de cara, as primeiras audições que fizer do prometido lançamento em questão (nós mesmos, do Caí da Mudança, precisamos ouvi-lo quatro vezes para entender o conceito por trás da obra). Muito mais espontânea e segura de si, a intérprete de “One Last Time” nunca soou tão autêntica como agora, e talvez este tenha sido o empurrãozinho que estava faltando para que seu público se expanda e chegue a um patamar ainda mais abrangente.

O clipe de “Into You”, dirigido por Hannah Lux Davis (a mesma de “Focus”). Não deixe de conferir, também, o vídeo gravado para a sombria “Let Me Love You”

Todavia, nem tudo são rosas e, se o som de “Dangerous Woman” é homogêneo em sua quase totalidade, Grande deixa a desejar ao incluir na tracklist o único deslize que pudemos encontrar após analisar todas as suas versões que têm sido comercializadas (desde a standard até a japonesa especial): a inédita “Moonlight”. Responsável por abrir o esperado lançamento, a baladinha peca por não apresentar nada de novo e fazer uma entediante releitura de tudo que já havíamos conhecido nos outros dois discos de 2013 e 2014 – só que, desta vez, de uma forma completamente esquecível, desnecessária e cansativa (até “Focus”, presente apenas na edição japonesa, soa menos avulsa que a faixa de abertura). Mas, é claro que até mesmo este tropeço tão comum e desculpável tem a sua explicação: por ter sido concebida em uma das primeiras sessões de gravação, quando Ari ainda se encontrava em turnê com a “The Honeymoon Tour” (aliás, diga-se de passagem, “Moonlight” seria o título do novo álbum quando “Focus” ainda se sustentava como lead-single), é bem provável que, àquela época, esta fosse a direção que a atual era estava seguindo.

Em sentindo bem oposto se encontram, por exemplo, “Let Me Love You”, “I Don’t Care” e “Thinking Bout You”, canções que não apenas quebram o ritmo mais agitado de 70% do “Dangerous Woman” como também vem para dar um gás extra aos hits dançantes que se encontram espalhados do começo ao fim. Recheado com algumas das melhores músicas que Ariana chegou a dar voz por todo seu catálogo discográfico (como as maravilhosas “Be Alright”, “Greedy”, “Bad Decisions” e “Touch It”), a terceira visita da moça até os estúdios de gravação vem para nos provar que não é o seu corpo que te faz sensual, mas sim a autoestima de se sentir confortável consigo mesmo, independente do número do seu guarda-roupa. Não importa se você veste o manequim X ou Y (ou, ainda, se segue as tendências do que é afirmado como atraente pela sonolenta ditadura da beleza) desde que tenha a atitude necessária para ser você mesmo e gostar do que enxerga no espelho.

É bem provável que, com o decorrer dos anos, este se mostre apenas mais um álbum gravado por uma grande vocalista desta nova geração de artistas; contudo, não podemos nos esquecer que, por ora, acerta ao desempenhar sua principal tarefa pela trajetória de Ariana: afastá-la da música genérica e reintroduzi-la para a maturidade. Não é de hoje que Grande passou a movimentar considerável parcela do público e a carregar consigo muitas das expectativas do que se tornará o pop internacional dos próximos anos (convenhamos que potencial para isso ela tem). Mas, considerando que este novo disco soa mais como um divisor de águas do que um mero trabalho apartado lançado apenas para ocupar espaço (e lucrar em cima dos fãs), Ari merece os nossos mais sinceros parabéns por ter tomado a louvável iniciativa de se deixar redirecionar para um caminho criativo onde apenas o céu é o limite.

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Hora de se atualizar – Pt 5: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Se você tem acompanhado o nosso blog já há algum tempo, sabe que no finalzinho de março rolou por aqui a volta do “Hora de se atualizar”, o especial que destaca os melhores e mais comentados lançamentos da música em geral. E, depois de darmos bastante atenção às novidades do pop nacional que dominaram todo o país por estes últimos dois meses (relembre a publicação), chegou o momento de descobrirmos tudo que tem feito a cabeça do resto do mundo e não para mais de tocar nas melhores rádios internacionais.

A seguir, selecionamos apenas alguns dos muitos trabalhos divulgados recentemente e que, sem sombra de dúvidas, merecem um lugarzinho especial na sua playlist gringa. Ficou curioso pra descobrir de quais músicas e videoclipes estamos falando? Então vem com a gente e se liga nestas seis dicas imperdíveis:

Após meses sem novidades, Tove Lo nos surpreende com “Scars”, o misterioso carro-chefe da trilha sonora de “Convergente”:

Depois de encerrar seu debut album com a dançante “Moments”, em outubro do ano passado, 19 de fevereiro foi a data escolhida pela sueca Tove Lo para dar continuidade à sua tão promissora trajetória musical. Composta pela própria moça ao lado de Jakob Jerlström e Ludvig Söderberg (a dupla que já havia trabalhado com ela no “Queen of the Clouds”), “Scars” funciona como o lead single de “Convergente”, o penúltimo filme da saga “Divergente”. Se, por um lado, os críticos acabaram por não receber muito bem o terceiro longa-metragem da série baseada nos livros de mesmo nome, “Scars” não falha ao agradar os fãs da cantora com uma letra tocante e um instrumental misterioso, dignos de qualquer outro trabalho assinado pela musicista. Produzida pelos The Struts (o duo formado por Jakob e Ludvig), a canção que combina dream-pop com electropop foi lançada sob o selo da “Universal Music Group”.

OUÇA “SCARS”


O Fifth Harmony está trabalhando pesado em “Work from Home”, novo featuring com o Ty Dolla $ign que abre o “7/27”:

Não que as meninas do Fifth Harmony já não tivessem um grande hit em sua crescente discografia (sim, estamos falando de “Worth It”), mas, pelo visto, a nova era iniciada pelo ainda inédito “7/27”, o segundo álbum do grupo, começou da melhor maneira possível. Guiado pelo carro-chefe “Work from Home”, o novo trabalho previsto só para daqui um mês (20 de maio) não só é um dos lançamentos mais aguardados de 2016 como também é o esperado para decolar, de uma vez por todas, a carreira das discípulas do Simon Cowell. Atingindo (até o fechamento deste post) a 10ª posição da “Billboard Hot 100”, o single produzido por Ammo e DallasK foi liberado no último 26/02 (pela “Epic Records” e “Syco Music”) para as rádios de todo o mundo no mesmo dia em que seu videoclipe ganhou espaço no canal VEVO, do YouTube. Com uma vibe que mistura hip-hop com electropop, Ally, Normani, Lauren, Camila e Dinah podem ser vistas sensualizando muito em uma construção durante o desenrolar do vídeo que foi dirigido por ninguém menos que Director X (o mesmo de “Hotline Bling”, do Drake, e “Work”, da Rihanna).

ASSISTA AO CLIPE DE “WORK FROM HOME”


Em dueto cheio de energia e poder vocal, Adam Lambert convida Laleh para dividir o brilho de “Welcome to the Show”:

Incluindo o grande sucesso “Ghosttown”, o álbum “The Original High” não falhou ao trazer o nome de um dos mais talentosos exs-“American Idol” de volta ao estrelato e o consolidar como um dos artistas mais queridos do gosto popular. Agora, já pensando no futuro de sua carreira como solista (atualmente, ele também tem saído em turnê com o eterno Queen), “Welcome to the Show” é a novíssima aposta de Adam para o mercado mainstream. Convidando a cantora iraniana/sueca Laleh para dividir os vocais da nova música, o trabalho foi produzido por Max Martin e escrito por Ali Payami, produtor e compositor que já havia trabalho com o cara na composição de 6 das 14 faixas do seu terceiro material de estúdio. Liberado em 17/03 sob o selo da “Warner Bros. Records”, ainda não se sabe se o featuring fará parte do próximo disco do cantor ou de um relançamento do “The Original High”. As informações de um vídeo oficial também são desconhecidas, mas, enquanto nada é informado, você pode se deliciar com esta grande apresentação que a dupla protagonizou no palco do “American Idol”.

OUÇA “WELCOME TO THE SHOW”


Iggy Azalea não precisa de mais ninguém em “Team”, o poderoso lead single do “Digital Distortion”:

Convenhamos que após um freestyle ou outro malsucedido e o desempenho aquém do esperado de “Pretty Girls” (música que gravou em parceria com a Britney Spears), Iggy Azalea teve bons motivos para voltar aos estúdios de gravação e preparar o grande sucessor do “The New Classic” – material ainda inédito que só deverá sair em junho deste ano. E, é com a nova “Team” que uma das rappers mais polêmicas dos últimos anos decidiu movimentar seu tão comentado retorno ao cenário fonográfico. Colocando os haters de lado e caprichando na autoconfiança, o single de abertura da era “Digital Distortion” (para quem não sabe, a faixa “Azillion” nem chegou a ser lançada oficialmente pela gravadora da Iggy, a “Def Jam”) não poderia ser melhor representado senão por esta canção. Lançado oficialmente no dia 18 do mês passado, “Team”, assim como “Work from Home”, também combina hip-hop com música eletrônica (o que tem sido chamado no meio musical de electro hop) e foi composta pela própria australiana ao lado de Bebe Rexha, Lauren Christy, Juvenile, Lil Wayne e Mannie Fresh. O vídeo oficial da música já se encontra disponível na web desde o dia 31/03 e foi dirigido por Fabien Montique.

ASSISTA AO CLIPE DE “TEAM”


Depois de pegar fogo em nossa resenha especial, Ariana Grande finalmente revelou o primeiro clipe da sensual “Dangerous Woman”:

Se você ainda não conferiu a nossa publicação exclusiva sobre o mais recente single da Srtª Grande, então, talvez este seja o momento ideal para descobrir tudo o que tivemos a dizer sobre a faixa-título “Dangerous Woman”. Atingindo o top 10 da “Billboard Hot 100”, na 10ª posição, o hit produzido pelo sempre competente Max Martin foi liberado na íntegra no dia 11 de março pela “Republic Records” – apesar de que, inevitavelmente, foi após muita espera que tivemos a oportunidade de conferir a primeira versão do clipe gravado pela moça. Dirigido pela companhia The Young Astronauts, o chamado “Visual 1” já se encontra adicionado ao VEVO da cantora desde 31/03 e deverá ser sucedido por um segundo vídeo ainda sem data de lançamento definida (mas que deverá sair muito em breve). Sobre o próximo projeto, ela já adiantou que “esse é bem cinematográfico e esquisito. É bem diferente do primeiro. Eu queria fazer algo mais simples, sexy e glamoroso, que é o visual 1, e o segundo é bem diferente desse”. “Dangerous Woman”, o terceiro álbum da carreira de Ariana, estará disponível nas lojas no dia 20 de maio.

ASSISTA AO PRIMEIRO CLIPE DE “DANGEROUS WOMAN”


Bem próximos um do outro, Nick Jonas e Tove Lo estão extravasando intimidade em “Close”, o primeiro single do novo álbum do cantor:

Finalizando a primeira parte do nosso “Hora de se atualizar”, é com o mais recente dueto encabeçado por Nick Jonas e Tove Lo que fechamos com chave de ouro esta singela lista com os melhores lançamentos da música pop internacional do último bimestre. Disponível para o público desde 25/03 sob o selo da “Island” e “Safehouse Records”, tanto single como vídeo não economizaram no romance/intimidade e vêm para abrir “Last Year Was Complicated”, o terceiro álbum da carreira solo do ex-Jonas Brothers. Recebendo a composição de Robin Fredriksson, Mattias Larsson, Julia Michaels, Justin Tranter e Tove Lo, foi produzida pelos dois primeiros e se orienta bastante pelo funk e acid-jazz, além da já conhecida música pop que nos foi apresentada pelo último disco de Nick. Atingindo a 27ª posição da “Billboard Hot 100”, o single foi recebido bem pela crítica e teve seu clipe dirigido por Tim Erem (para quem não o conhece, é o mesmo por trás de “Lean On”, do Major Lazer com a MØ).

ASSISTA AO CLIPE DE “CLOSE”


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Ariana Grande está pegando fogo em “Dangerous Woman”, sua nova música! Vem ouvir

Depois de uma primeira impressão nada satisfatória com “Focus”, chegou o grande momento de tirarmos a “prova dos nove” e ver o que Ariana Grande aprendeu desde que liberou o até então carro-chefe de seu próximo disco de inéditas. E, pelo que pudemos constatar, a cantora não parece brincar em serviço: além de ter reorganizado todo o material que tem preparado desde o ano passado, ela soube como projetar seu retorno com um conteúdo que jamais poderíamos aguardar de seu tão jovem catálogo musical.

Desde que lançou os álbuns “Yours Truly” e “My Everything”, Grande não apenas estabilizou-se como uma genuína hitmaker dos tempos modernos como se tornou um dos mais poderosos nomes da recente geração de artistas. Porém, nem toda glória vem de graça, e se a garota teve a sorte de se tornar uma estrela instantânea, também teve o azar de enfrentar algumas críticas nada bem-vindas dos tabloides que estão diariamente infernizando a privacidade dos ricos e famosos (nada que os maiores ídolos da música pop internacional não tenham experimentado).

Após estacionar nas rádios mainstream e roubar para si toda a aprovação popular, Ariana fez de seu segundo disco de estúdio a oportunidade perfeita para mostrar para o mundo ao que veio: ser uma criadora de tendências. Emplacando um hit atrás do outro enquanto recebia os maiores louvores de seus seguidores e admiradores, é verdade que a novata jamais teve medo de apostar suas fichas em um som mais genérico, mas que, de alguma forma, sempre estivesse atrelado à sua forte personalidade. E esse era apenas o começo!

Investindo em uma roupagem mais sensual, a arte de capa do novo álbum de Ariana mostra a cantora toda vestida de couro, interpretando uma espécie de “coelhinha sexy” (algo comum em práticas de BDSM)

Assim nasceu “Focus”, até então anunciado como o primeiro single do terceiro álbum de Ariana (o ainda “Moonlight”). Conseguindo entrar para o top 10 da “Billboard Hot 100”, em #7, infelizmente a norte-americana não agradou muito ao repetir a fórmula de singles como “Problem” e acabou caindo na mesmice, fazendo do aguardadíssimo sucessor de “One Last Time” uma escolha bem “mais do mesmo”. Percebendo, porém, que talvez as expectativas do público tenham se mostrado frustradas, não demorou muito para ela nos assegurar de que a música não refletiria nada em seu próximo trabalho – e dessa forma, o carro-chefe foi rebaixado para um mero buzz-single.

Dando o passo inicial que mudaria tudo daqui por diante, no último dia 11 foi liberado o lead-single “Dangerous Woman”, a canção que abre uma nova era de descobertas para a ex-estrela da Nickelodeon, uma musicista não mais tão inexperiente (e inocente) assim. E como seu próprio nome já diz, a faixa-título marca não apenas a procura de Grande por uma sonoridade mais adulta, mas também a redireciona para um público além daquele que tem alcançado desde que se lançou como cantora. Tentando mudar até mesmo a forma como é costumeiramente vista pelas pessoas, basta conferirmos o ensaio fotográfico do novo álbum para percebermos que muitas surpresas se escondem por este futuro ainda imprevisível.

Guiando-se pelas influências do pop e do R&B, “Dangerous Woman” foi composta pela dupla Johan Carlsson e Ross Golan (que trabalharam nos últimos projetos de Demi Lovato e Selena Gomez) enquanto a produção ficou sob os cuidados do já conhecido Max Martin (o mesmo de “Focus”). Liberado sob o selo da “Republic Records”, o single, como de costume, dá grande destaque para o vocal de Ariana: o qual, mais uma vez, está em ótima forma e exalta todo o talento natural que a distingue de muitos outros artistas do mercado mainstream. Bem recebida pelos críticos, liricamente a faixa nos remete ao teor mais sexualizado que pudemos conferir logo de cara com a capa do disco, o que é confirmado em versos como “não preciso de autorização, tomei a decisão de testar meus limites” e “o jeito como nos movemos, estamos sendo introduzidos a algo novo”.

Partindo para uma direção mais ousada que, querendo ou não, é comum entre 9 a cada 10 cantoras desta indústria fonográfica, pode parecer novidade para alguns ver a meiga protagonista de “Sam & Cat” se aventurando por este caminho mais adulto e experimental (mas, de certa maneira, não o é). Para comprovar isso, basta nos lembrarmos de composições e videoclipes como “Love Me Harder”, em que a cantora já nos dava uma pista de que tinha planos para deixar as coisas um pouco mais quentes – se você ler nas entrelinhas, não vai demorar muito para descobrir que “love me harder” não tem um significado tão puritano assim.

Recentemente, Ariana apresentou duas de suas novas músicas no palco do “Saturday Night Live”: o single “Dangerous Woman” e a ainda inédita “Be Alright”, que deverá ser liberada como single promocional amanhã, 18/03 (você pode conferir as apresentações clicando aqui e aqui – os vídeos foram adicionados ao YouTube e podem ser removidos a qualquer momento).

Que a cantora, de certa forma, ainda é vista por muitos como um nome voltado exclusivamente para o público adolescente, isso todos já estamos cansados de saber. Contudo, é bem compreensível que, mais cedo ou mais tarde, ela fosse querer quebrar essas barreiras que a separam de progredir em sua trajetória, musicalmente falando. Talvez seja até natural de sua parte liderar essa revolução pessoal de forma tão lenta, dando ao público o tempo necessário para vê-la não apenas como uma cantora teen, mas também uma mulher que se expressa por meio de sua arte (independente da temática abordada). E, é por este ângulo que Ariana Grande quer que a enxerguemos.

Se ela, de fato, soube como aproveitar o intervalo que vai de “Focus” a “Dangerous Woman” para amadurecer sua música e carreira, isso só teremos certeza depois de conferir o novo material bem de pertinho – seu lançamento está previsto somente para 20 de maio. Contudo, se temos certeza de algo, por enquanto, é que Ariana acertou em cheio ao preparar um bom single de estreia e planejar uma divulgação não mais que eficaz (você pode até não curtir as músicas liberadas pela moça, mas não há como negar que a capa do álbum atiçou a curiosidade de muita gente). “Dangerous Woman”, assim como tantos outros lead-singles, pode nos cativar pela excelência ou pecar pelo exagero – e assim como “Focus”, não representar nem 1/3 do trabalho que ouviremos daqui há dois meses. Porém, a esperança é sempre a última que morre… e o que nos resta, por agora, é roer as unhas desesperadamente, torcendo para que Ari se mostre uma verdadeira mulher perigosa (e não uma garotinha indefesa).

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Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


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