Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

12 motivos para as irmãs Simpson, Ashlee e Jessica, voltarem para a música pop definitivamente

Como um bom ouvinte de música pop que está constantemente à procura de novos artistas e de novas sonoridades, devo admitir que minha biblioteca pessoal acabou se tornando muito mais eclética do que eu poderia imaginar qualquer dia. Sempre buscando me manter atualizado acerca dos lançamentos musicais que dominaram esta última década, reconheço que tive o (des)prazer de vivenciar diversas transformações no cenário atual e conhecer bastante gente talentosa sair do anonimato e partir para uma trajetória de sucesso. Entretanto, para dar uma equilibrada no cosmo e não ouvir apenas o que está tocando nos charts mundiais, criei o corriqueiro hábito de pesquisar pela internet alguns dos mais prestigiados trabalhos lançados antes mesmo de ter me transformado no afobado fãzoca dos dias de hoje.

Foi em mais uma dessas pesquisas rotineiras que tive a sorte de ser apresentado a duas das cantoras que mais gosto atualmente e que muito ouvi nesses últimos 5 anos que se arrastaram: as irmãs Simpson. Não mais gravando álbuns ou viajando o mundo com suas turnês super requisitadas, Ashlee e Jessica resolveram fazer uma pausa em suas carreiras e já estão há um bom tempo nesse hiato indeterminado que aflige muitos como este que vos escreve. A seguir, elaborei uma lista com 12 motivos que, ao meu ver, formam por si só uma sólida justificativa para que as cantoras lembrem-se do brilhante passado que tiveram e retornem de uma vez por todas para o local de onde jamais deveriam ter saído. Preparados?


1. O poderio vocal de Jessica Simpson:

Chegando ao estrelato no final dos anos 90, quando Britney Spears, Christina Aguilera e os Backstreet Boys estouraram pelos EUA afora com seus álbuns de estreia, Jessica Simpson ainda mantinha uma imagem mais reservada quando resolveu se lançar com o disco “Sweet Kisses”, em 99. Inspirando-se na grandeza de Mariah Carey e Whitney Houston, o single “I Wanna Love You Forever” foi a faixa escolhida pela irmã mais velha da família Simpson para mostrar ao mundo para o que tinha vindo. Felizmente, o first single da cantora foi apenas a primeira das diversas oportunidades em que Jessica teve de chocar o público com sua poderosa voz carregadíssima com as mais variadas técnicas de desenvoltura vocal. Se você duvida disso, talvez seja o momento de tirar a prova dos nove com estas brilhantes apresentações de “Your Faith In Me”, balada presente no primeiro disco da loira, e “Sweetest Sin”, a sensual canção do multiplatinado “In This Skin”. Se você curtiu o que viu e gostaria de acompanhar um apanhado com os melhores momentos ao vivo da Jessica, basta se ligar nesta coletânea aqui.


2. A inquestionável habilidade de compor desenvolvida por Ashlee Simpson:

Ashlee, a irmã mais nova de Jessica, sempre foi um pouco mais tímida ao compartilhar seus vocais com a gente, mas, para compensar seu talento mais simplório, aprofundou bastante a super habilidade de escrever grandes hinos de superação. Creditada como compositora em 99,9% das faixas selecionadas para entrar nas tracklists de seus álbuns de inéditas, a ex-morena resolveu tomar as rédeas de sua personalidade logo no início da carreira e nos condecorou com alguns desabafos mais do que pessoais. O primeiro deles com certeza pode ser encontrado em “Shadow”, o 2º single do “Autobiography” (2004) que narrava todo o drama de viver à sombra de Jessica, quem é representada por Ashlee no vídeo oficial da música. Como se viver sendo rejeitada pela família já não fosse o suficiente, um ano depois duas canções em especial nos trariam toda a angústia enfrentada pela moça no item 4 desta lista e entrariam no posterior disco da novata: as profundas “Beautifully Broken” e “Catch Me When I Fall”. “Sem os altos e baixos, para onde mais nós iríamos?”.


3. Querendo ou não, Jessica já foi um ícone da cultura pop:

Sabe aquele antigo papo de que o que muito incomoda pode, talvez, ser dor de cotovelo? Pois é, minha gente, Jessica Simpson teve de aturar poucas e boas vindas não apenas dos grupinhos de haters que sempre estiveram infernizando a vida de todo mundo, mas inclusive de outros populares artistas do meio musical. Acalmem-se, eu explico melhor! Fazendo uma “divertida” crítica sobre a superficialidade que está presente no universo hollywoodiano, a cantora P!nk resolveu parodiar Simpson e outras celebridades como Lindsay Lohan e Paris Hilton no clipe do single “Stupid Girls”, lá de 2006. Três anos depois, o rapper Eminem seguir o exemplo de sua colega ácida e fez o mesmo em “We Made You”, do álbum “Relapse”. Desnecessário, não?

Por outro lado, mostrando que não é só de críticas negativas que uma cantora bem sucedida vive, o ícone do country Dolly Parton apoiou Jessica em seu álbum nativo e juntas gravaram um dueto para “Do You Know”, música composta pela própria Dolly. Sempre muito bem elogiada pelos críticos musicais em decorrência de seu extenso talento vocal, Simpson emplacou diversos hits inesquecíveis dentro do top 20 da “Billboard Hot 100”, tais como “Irresistible” (#15), “With You” (#14), “Take My Breath Away” (#20), “These Boots Are Made for Walkin'” (#14) e “A Public Affair” (#14). Isso tudo sem mencionar o fato de que ela já chegou a cantar com Cyndi Lauper e Patti LaBelle em cima do mesmo palco! Como já bem dizia a pensadora contemporânea Valesca Popozuda: “desejo a todas inimigas vida longa pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória”.


4. A “raça” de Ashlee por ter batido de frente com o público para firmar a sua imagem:

Eu já tive outra oportunidade de tocar neste assunto por aqui, mas, elaborar uma lista sobre Ashlee Simpson e não comentar o incidente ocorrido no “SNL”, em 2004, seria completamente fora de mão. Enquanto divulgava a sua primeira música de trabalho, “Pieces Of Me”, durante o verão norte-americano, a cantora foi convidada para se apresentar no maior programa de comédia da televisão estadunidense: o “Saturday Night Live”. Porém, devido a uma grosseira falha técnica, Ashlee foi pega se utilizando de playback quando os vocais pré-gravados de “Pieces Of Me” (a qual já havia sido apresentada anteriormente) apareceram na performance de “Autobiography”. Essa foi a versão que todos os tabloides reproduziram as pencas durante aquele ano, mas, o que muitos não souberam era que a jovem havia sido instruída por um médico a não cantar ao vivo devido a sérios problemas de saúde em suas cordas vocais. Taxada como a Maria Madalena do século XXI (como se nenhuma outra cantora não tivesse se utilizado da mesma técnica de sincronização labial), Simpson passou por um período de trevas que culminou no disco “I Am Me” (2005), o mais sombrio e pessoal já criado pela musicista. Dando a volta por cima, ela lutou contra a maré de fofocas e emplacou o carro-chefe “Boyfriend” em #20 na “Billboard Hot 100”, além de outras canções como “L.O.V.E.” (#22) e “Invisible” (#21), no top 30.


5. Jessica não se prende a um único estilo musical e tem as facetas de uma verdadeira diva:

Mostrando um pouquinho de suas origens com o gospel que influenciou parte do disco “Sweet Kisses” (1999), partindo para o pop que se solidificou em “Irresistible” (2001), “In This Skin” (2003) e “A Public Affair” (2006), ou até mesmo o country de “Do You Know” (2008) e a música natalina de “ReJoyce: The Christmas Album” (2004) e “Happy Christmas” (2010), Jessica jamais teve medo de experimentar novas sonoridades em sua intensa discografia. Sempre procurando focar em sua personalidade como vocalista e deixar uma marquinha de quem ela se tornou no passar dos anos, a cantora indicada 3x ao “American Music Awards” é um exemplo de profissional que jamais teve medo de se arriscar e procurar por novos horizontes sem abandonar sua verdadeira identidade. Lembrando em muito a ousadia de Madonna em suas constantes mudanças de imagem que ocorreram durante a década de 90, Simpson deixa claro que seu timbre de voz combina tanto com a festividade de “Carol of the Bells” ou com a música raiz presente em “Still Beautiful” – isso tudo sem perder a pose de grande vocalista pop.


6. Esta playlist:


7. Ashlee possui aquela pegada rockstar rara de se ver por aí:

Apesar de ter demonstrado toda sua paixão pelo pop-rock em “La La”, o 3º e último single do “Autobiography”, foi somente em 2005 que Ashlee intensificou isso e nos trouxe alguns hits inesquecíveis. O primeiro deles, por óbvio, foi “Boyfriend” (assista ao videoclipe), que de acordo com os rumores da época nasceu como uma pequena homenagem da cantora para a até então amiga Lindsay Lohan – tudo devido a um suposto desafeto amoroso envolvendo o ator Wilmer Valderrama (que atualmente namora Demi Lovato). Seguindo as músicas que formam o “I Am Me”, a faixa-título é também outro modelo de canção com uma vibe mais hardcore e que harmonicamente combina o vocal rouco de Ashlee com uma composição de peso co-escrita pelos ilustres John Shanks e Kara DioGuardi ao lado de sua intérprete. E, mesmo apostando sua fichas na música dance que se fez presente em “Bittersweet World” (2008), é inegável toda a desenvoltura digna de uma estrela do rock presente na irmã mais nova de Jessica nesta apresentação de “Boys”, por exemplo. Para encerrar com chave de ouro este tópico fenomenal, fica aqui registrada essa criativa apresentação de “Outta My Head (Ay Ya Ya)” realizada no “Bravo Supershow”. Alguém fala pra Ashlee deixar de ser loira e voltar a usar o cabelão ruivo, por favor!?


8. Os brilhantes e bem selecionados covers já reproduzidos por Jessica:

Possuindo uma vasta lista de canções gravadas originalmente por outros cantores e bandas em seu catálogo discográfico, Jessica chegou a repaginar diversos sucessos que se tornaram famosos nas vozes de aclamadas estrelas da música pop como o Robbie Williams. “Angels”, liberada pelo britânico em 1997 para o álbum “Life thru a Lens”, foi uma das escolhidas pela cantora para finalizar a promoção do disco “In This Skin”, atuando como o 4º single do material. Neste mesmo álbum ainda esteve presente o cover para “Take My Breath Away”, a popular vencedora do “Oscar” de “Melhor Canção Original” de 86 a qual fez parte da trilha sonora do filme “Top Gun” – e havia sido interpretada pela banda Berlin. Um ano depois, em 2005, “These Boots Are Made for Walkin'” da Nancy Sinatra, lançada em 1966 para o álbum “Boots”, promoveu o longa-metragem “Os Gatões – Uma Nova Balada”, o qual trazia Simpson no elenco principal. Reescrevendo a maior parte da letra e acrescentando diversos elementos inéditos, a cantora acabou injustamente não sendo creditada pelo feito devido a problemas envolvendo os direitos autorais da versão original. Por fim, liberando seu 5ª álbum de estúdio, “A Public Affair”, em 2006, foi a vez de “You Spin Me Round (Like a Record)” da banda Dead or Alive, ganhar uma nova roupagem que manteve intacto o refrão da versão liberada em 1985. Ufa!


9. O idealismo de Ashlee para gravar álbuns consistentes e memoráveis:

Mesmo que possua apenas três discos de inéditas e ainda se mantenha quase uma novata neste meio, é interessante que a caçula da família Simpson possua uma grande liberdade de expressão que a guiou até a elaboração de projetos tão grandiosos e dignos de nossos aplausos calorosos. Obras que tiveram por objetivo nos introduzir os diversos ângulos já explorados e lapidados pela musicista, Ashlee é uma das poucas cantoras de sua geração que não se conteve em participar ativamente da composição, produção e conceitualização de tudo o que já assinou nos estúdios de gravação. Seja pelo seu lado mais selvagem  liberto em “Autobiography”, o mais sombrio descoberto em “I Am Me” ou o mais perspicaz destrinchado em “Bittersweet World”, a loira realmente possui aquela capacidade visionária de atender ao que o público necessita sem se aventurar pelos modismos passageiros dos tempos modernos. O maior exemplo de sua dedicação com certeza fica com o seu último disco, lançado em 2008, que continua, mesmo após sete anos, completamente inovador, atual e agradável para qualquer um que desconheça os seus trabalhos anteriores. Um novo single lançado em 2012 foi liberado (“Bat for a Heart”), mas, depois de não agradar muito aos fãs por conta da letra carregada de conteúdo sexual, acabou sendo deixado de lado sem ganhar quase nenhuma divulgação.


10. Estes momentos cool sisters:

 


11. Nós ainda não tivemos a oportunidade de ouvir uma grande colaboração vinda de ambas:

Por mais que Ashlee e Jessica já tenham dividido os vocais em músicas natalinas como “The Little Drummer Boy”, incluída no “Rejoyce: The Christmas Album”, e “Happy Christmas”, apresentada ao vivo num evento de fim de ano, as irmãs continuam devendo para seus fãs um dueto incrível capaz de estourar pelas rádios de todo o planeta. Claro que, quando se resolve misturar negócios com família, muitas vezes o resultado pode ser um tanto quanto desastroso (“The Siamese Cat Song”, das irmãs Duff, “Chillin’ With You”, das irmãs Spears), mas, isso não chega a ser um dogma religioso. Tanto o é que, se lembrarmos da existência de “The Winner Takes It All”, da Dannii com a Kylie Minogue, e a nova versão de “Kids” performada na “Showgirl: Homecoming Tour”, essa regra acaba sendo rapidamente derrubada por terra. Até mesmo para provar que um erro pode ser seguido por futuros acertos, importante recordarmos “Our Lips Are Sealed”, da coletânea “Most Wanted”, e o cover da clássica “Material Girl”, a qual serviu de trilha-sonora para o filme de mesmo nome estrelado por Hilary e Haylie Duff. Se todas essas super-irmãs do pop conseguiram, por que não as Simpson?


12. Juntas elas já venderam cerca de 25 milhões de álbuns no mundo:

Acumulando diversos álbuns multiplatinados certificados por instituições de prestígio como a “RIAA” (EUA), a “ARIA” (Austrália) e a “MC” (Canadá), Ashlee e Jessica distribuíram ao redor do mundo alguns milhões de cópias de todo o material que lançaram desde que fizeram sua estreia na indústria fonográfica. Para você ter uma ideia, este é o mesmo número atingido por Kelly Clarkson (25 milhões), mais do que o dobro por Katy Perry (11 milhões) e um pouco menos por Lady Gaga (28 milhões), três sensações da música pop que continuam trabalhando pesado até os dias de hoje. Dividindo os 20 milhões de Jessica e os 4 de Ashlee (dados desatualizados colhidos de 2006), não há como negar toda a influência deixada pelas irmãs Simpson por todo o caminho percorrido até onde nos encontramos atualmente.

Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 1)

Olá, tudo bem com vocês, meus caros? Depois de passarmos alguns dias sem grandes atualizações é finalmente chegado o momento de trazer aqui para o blog mais uma das nossas listinhas tão especiais montadas com todo o carinho do mundo. E, desta vez, dando sequência à nossa viagem intergalática pelo universo musical, resolvi mergulhar de cabeça num buraco negro que estava ali dando sopa e acabei batendo de frente com algo que fez meus olhos brilharem mais que os alinhados dentes do Professor Lockhart.

Sendo transportado para um túnel do tempo e arremessado há centenas de anos-luz do nosso atual 2015, fui parar na fantástica Terra 00s e encontrei um pouco do passado de cada um de vocês que estão lendo esta publicação. Resgatando algumas das melhores músicas que nos acompanharam pela última década, decidi selecioná-las e cheguei a um total de 15 faixas que continuam tão nostálgicas quanto antes, quando foram gravadas e liberadas há milhões de anos atrás.

Inaugurando a nossa primeira parte deste especial, eu lhes deixo a seguir com 8 destas 15 preciosidades que definitivamente merecem a atenção de seus ouvidos e que com certeza farão muitos se descabelarem de tanta emoção. Ah, e é claro, não deixe de conferir a nossa playlist no final deste post pois isso será essencial, okay?


1. Pieces Of Me – Ashlee Simpson

Álbum / ano de lançamento: “Autobiography”, 2004;

Gravadora: “Geffen Records”;

Composição: Ashlee Simpson, Kara DioGuardi e John Shanks;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #4 no Reino Unido, #5 nos EUA, #7 na Austrália.

Eu duvido que você encontre uma música com mais cara de verão que não seja “Pieces Of Me”, o single que marcou a estreia da até então novata Ashlee Simpson junto ao meio musical. Seguindo os passos de sua irmã mais velha, a popstar Jessica Simpson, foi com esta música que a caçula da família de artistas passou um dos momentos mais vergonhosos de todo o cenário pop: o tão comentado playback do “Saturday Night Live”, de 2004. Após uma apresentação bem feita de seu grande sucesso, Ashlee daria uma palinha da música “Autobiography” para o pessoal; isso se os vocais de “Pieces Of Me” não surgissem sem qualquer aviso prévio e denunciassem o seu microfone desligado. Claro que, mais tarde, acabou por ser atestado que Ashlee encontrava-se com problemas em suas cordas vocais no dia da apresentação (o que justificaria facilmente o lip sync mal executado), mas o incidente por si só já foi o suficiente para o pessoal cair matando em cima da morena. O resultado foi que Ashlee teve de ralar muito para provar que realmente tinha talento e fixar seu nome entre uma das melhores musicistas de sua geração.


2. Too Little Too Late – JoJo

Álbum / ano de lançamento: “The High Road”, 2006;

Gravadora: “Da Family”, “Blackground Records” e “Universal Motown Records”;

Composição: Billy Steinberg, Josh Alexander e Ruth-Anne Cunningham;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #3 nos EUA, #4 no Reino Unido, #10 na Austrália.

Eu sei que você já chorou vários términos de namoros e demais desilusões amorosas ao som de “Too Little Too Late”, o 1º single da cantora JoJo para o seu 2º álbum, “The High Road” (atire a primeira pedra a garota que nunca se identificou com um “eu era jovem e apaixonada, eu te dei tudo, mas isso não foi suficiente. E agora você quer se comunicar, mas você sabe que é apenas um pouco tarde demais”). Apostando pesado em seus dotes de vocalista e dando tudo de si no maior hit de sua carreira, é difícil de imaginar que a norte-americana tinha apenas 15 anos quando gravou a canção e a incluiu no seu disco lá de 2006. Faixa indispensável daquelas coletâneas de DVDs piratas contendo baladinhas românticas que rodavam os camelôs de todo o Brasil, “Too Little Too Late” trouxe à JoJo o recorde de maior salto na “Billboard Hot 100”, quando pulou de #66 para #3 em apenas uma semana (atualmente esta façanha pertence à Kelly Clarkson com “My Life Would Suck Without You”, #97 – #1). Com um clipe bem gracinha e cheio de emoção que ganhou os nossos corações numa vida um tanto quanto distante, dá pra acreditar que esse hino completa exatos 10 anos em agosto de 2016?


3. Complicated – Avril Lavigne

Álbum / ano de lançamento: “Let Go”, 2002;

Gravadora: “Arista Records”;

Composição: Avril Lavigne, Lauren Christy, Scott Spock e Graham Edwards;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #2 nos EUA, Áustria e Itália, #3 no Reino Unido e Alemanha.

Como o tempo passa! Passa tanto que, eu ouso dizer que quem acompanhou a Avril Lavigne lá do começo dos anos 2000 e fez uma longa pausa de uns 10 anos jamais reconheceria o mulherão que se tornou a nossa eterna “Princesinha do Pop Punk”. Amadurecendo sua imagem de molecona que andava para todos os cantos com seu Converse surrado e o skate debaixo do braço, foi ainda sob essa aparência que a canadense mais popular da cultura pop se lançou como cantora com “Complicated”, o first single de seu 1º álbum. O sucesso da loira foi tão grande que a sua parceria com o grupo de produtores The Matrix foi nomeada a duas categorias do “Grammy”, a maior premiação da música internacional, enquadrada como “Música do Ano” e “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, lá em 2002. Não levando nenhum dos gramofones dourados para casa, Avril precisou se contentar com a vitória em outras premiações também de peso, como o “MTV Video Music Awards” e o “Juno Awards”, por “Melhor Novo Artista em um Vídeo” e “Música do Ano”, respectivamente.


4. Wake Up – Hilary Duff

Álbum / ano de lançamento: “Most Wanted”, 2005;

Gravadora: “Hollywood Records”;

Composição: Joel Madden, Benji Madden, Jason “Jay E” Epperson e Hilary Duff;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Itália, #7 no Reino Unido, #29 nos EUA.

Hilary Duff já era uma das queridinhas de Hollywood desde que surgira em meados de 2003 com as viciantes “So Yesterday” e “Come Clean”, mas somente dois anos depois ela ganharia a confiança dos adolescentes de todo o mundo com o carro-chefe de sua 1ª coletânea. “Wake Up”, fruto de seus trabalhos com o produtor Joel Madden, seu namorado na época, foi apenas uma prévia do caminho que Duff seguiria dois anos mais tarde em “Dignity”, seu sombrio quarto disco de inéditas. Apesar de ainda perambular pela música pop chiclete que lhe rendera uma pequena-grande fortuna, o single marca a busca de Duff por um som mais techno e que representasse melhor a sua personalidade naquele momento. Cantando sobre sair de casa, deixar as complicações de lado e se divertir, “Wake Up” surgiu em 2005 assim como “Girls Just Want to Have Fun”, da Cyndi Lauper, havia surgido no começo dos anos 80 e arrastado consigo uma legião de jovens amantes da música pop de qualidade.


5. Big Girls Don’t Cry – Fergie

Álbum / ano de lançamento: “The Dutchess”, 2007;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Stacy Ferguson e Toby Gad;

Gênero musical: adult contemporary, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Austrália, Áustria, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, #2 no Reino Unido.

Quem algum dia chegou a duvidar que a voz feminina do Black Eyed Peas pudesse também fazer sucesso em carreira solo com certeza acabou pagando com a língua depois que “The Dutchess”, o 1º álbum solo da Fergie, saiu lá por 2006. Liderado pelo carro-chefe “London Bridge” e seguida por “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry” (também chamada de “Big Girls Don’t Cry (Personal)”) foi a escolhida para ser o 4º single oficial do material e trouxe consigo um importante título para a cantora. É que desde 2000, quando Christina Aguilera debutou seu disco de estreia na “Billboard”, nenhum outro artista havia atingido o feito de possuir três músicas de um mesmo álbum no topo do “Hot 100”, a parada musical mais importante da “Terra do Tio Sam”. Certificada 3x platina pela RIAA e 5x pela ARIA, Fergie nunca esteve tão vulnerável e emotiva em seus trabalhos anteriores, que costumeiramente a inseriram num ambiente mais festeiro e sexual. Afinal, toda grande cantora precisa de uma grande balada, “e grandes garotas não choram” assim tão fácil.


6. Say It Right – Nelly Furtado

Álbum / ano de lançamento: “Loose”, 2006;

Gravadora: “Geffen Records” e “Mosley Music Group”;

Composição: Nelly Furtado, Tim Mosley e Nate Hills;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Canadá e Nova Zelândia, #2 na Austrália, #10 no Reino Unido.

Todos sabemos que muitas músicas são responsáveis por marcarem momentos bem importantes de nossas vidas, e é claro que não poderia ser diferente com a canadense Nelly Furtado, que desde o álbum “Loose” tem trabalhado em nos presentear com alguns hinos insuperáveis. Mudando toda a sonoridade do início de sua carreira e que marcou bastante os discos “Whoa, Nelly!” e “Folklore”, foi somente a partir de seu 3º álbum que Furtado recebeu massiva popularidade pelos EUA e ganhou o mundo afora. Agitando 9 a cada 10 festas que foram celebradas há quase uma década, “Say It Right” resolveu fazer uma pausa no dance-pop de “Maneater” e no hip-hop de “Promiscuous” para liberar um R&B mais gostosinho e harmônico daqueles que nos faz querer dançar agarradinho com alguém. Amparada em uma letra bem composta e totalmente sugestiva, os versos cantados lentamente pela cantora são até a presente data um dos maiores exemplos de que sensualidade nada tem a ver com vulgaridade. Nomeada ao “Grammy” de 2008 por “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, o single acabou perdendo para “Rehab”, da Amy Winehouse.


7. Stickwitu – The Pussycat Dolls

Álbum / ano de lançamento: “PCD”, 2005;

Gravadora: “A&M Records” e “Interscope Records”;

Composição: Franne Golde, Kasia Livingston e Robert Palmer;

Gênero musical: soul;

Posição nas paradas de sucesso: #1 no Reino Unido e Nova Zelândia, #2 na Austrália e Irlanda, #5 nos EUA.

Seguindo Nicole Scherzinger e suas colegas de banda após o bom desempenho de “Don’t Cha” nas paradas de sucesso, “Stickwitu” foi a música selecionada pelo pessoal por trás das Pussycat Dolls para dar continuidade à trajetória de ouro trilhada por uma das girlbands mais sensacionais dos últimos tempos. Não era nenhuma novidade, naquela época, que as músicas do grupo eram cantadas quase que inteiramente pela Srtª Scherzinger, ficando com as demais garotas a mera tarefa de atuar como backing vocals da grande voz por trás do PCD – e, o videoclipe da música é algo que frisa isso bastante. Intercalando diversas cenas solo da morena com outras de Carmit Bachar, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Melody Thornton se espremendo em frente a câmera para receber alguns segundinhos de atenção, foi somente a partir do 2º disco que as demais meninas ganharam mais destaque dentro do grupo. Nomeada na 49ª edição do “Grammy” pela categoria “Melhor Performance Pop por um Grupo ou Dupla”, “Stickwitu” não levou a melhor e acabou sendo vencida por “My Humps”, do Black Eyed Peas.


8. All You Wanted – Michelle Branch

Álbum / ano de lançamento: “The Spirit Room”, 2002;

Gravadora: “Maverick Records”;

Composição: Michelle Branch;

Gênero musical: alternative rock, pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #3 na Nova Zelândia, #6 nos EUA, #25 na Austrália, #33 no Reino Unido.

Encerrando a nossa primeira parte das “melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes”, resolvi trazer para vocês uma canção que muitos não devem se lembrar, mas que já devem ter ouvido na trilha sonora de alguma comédia romântica dos anos 2000. Com um instrumental bem característico do novo milênio, Branch resolveu mostrar ao público um pouquinho de seus talentos líricos aqui e compôs sozinha os versos que seguem “All You Wanted”, nos proporcionando algumas preciosidades poéticas como: “se você quiser, eu posso te salvar, eu posso te levar para longe daqui. Tão sozinho por dentro, tão ocupado por fora, e tudo que você queria era alguém que se importasse”. Ao lado de “Everywhere”, a primeira gravação da cantora liberada como o first single do “The Spirit Room”, “All You Wanted” tem aquela pegada pop-rock tão bem produzida pelo John Shanks (Ashlee Simpson, Hilary Duff, Miley Cyrus) e que tanto fez parte da nossa infância e adolescência. O coração não chega a aguentar tantas saudades, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

Fique de olho por aqui, pessoal, pois a parte 2 desta fantástica playlist deverá sair até o final de semana. 😉

1/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS OFF

2. Lights Off

LIGHTS OFF foi o bloco escolhido para abrir nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos por razões óbvias de eu ser uma gótica experimental rainha das trevas usuária de roupas pretas, e pra dizer bem a verdade também não sei o porquê disso, apenas senti que seria uma boa forma de começarmos.

Luz e trevas são dois extremos que sempre caminharam lado a lado assim como tantos outros opostos, mas isso não quer dizer que tudo o que é bom está posicionado para o lado mais claro e o que é ruim para o mais escuro. Foi exatamente isso que tentei expressar por meio desta publicação.

Durante o decorrer de todo o texto, tentei relacionar aqui trabalhos sólidos, consistentes, que trazem em sua essência uma experiência de vida nem sempre bem resolvida. De decepções amorosas para uma busca pela independência de sua personalidade, os artistas aqui retratados, da sua maneira, tentaram quebrar os moldes e mostrar vulnerabilidade sem perder o controle de suas carreiras, e por isso provaram ser verdadeiros ícones da música contemporânea.

Com esta playlist, busquei levar ao leitor uma dica de som para se ouvir sem sair de casa, debaixo dos cobertores ou apenas jogado no sofá, curtindo a vibe, só relaxando de todo o estresse do dia-a-dia que consome nossos corpos e nossas mentes. A minha parte está feita, agora é com você! Ah, e antes que eu me esqueça: faça tudo isso, mas não se esqueça de apagar as luzes!


01. BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2007;

Singles: “Gimme More”, “Piece Of Me” e “Break The Ice”;

Não deixe de ouvir também: “Heaven On Earth”, “Toy Soldier”, “Perfect Lover” e “Why Should I Be Sad”.

É um tanto quanto curioso que o melhor álbum da legendária Miss Britney Spears tenha sido gravado e lançado na fase mais obscura de sua vida, vocês não acham? Superando um divórcio conturbado e aprendendo a lidar com a nova vida de mãe solteira pressionada pela máfia dos tabloides, Spears fez muito bem ao tomar as rédeas de seu 5º disco de inéditas atuando como a única diretora executiva do trabalho. “Blackout” é tão influente em sua discografia que é inevitável não compará-lo com os discos que o sucederam, que querendo ou não sofreram uma leve decaída sonora. Por mais que o disco “Britney”, lá de 2001, tenha sido um divisor de águas que nos apresentou uma Britney mais sexualizada (mas ainda não tão amadurecida), “Blackout” foi o responsável por nos introduzir uma cantora completamente nova para nossos ouvidos! Como uma fênix negra e sedenta para nos contar a sua verdadeira história de vida, “Blackout” sussurra em seus sintetizadores bem posicionados que Britney, pela primeira vez, nos revelou ser um ser humano digno de respeito, admiração e muita aclamação.


02. Dignity02. DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2007;

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”;

Não deixe de ouvir também: “Dignity”, “Gypsy Woman”, “No Work, All Play” e “Happy”.

Hilary Duff passou sua adolescência gravando diversos filmes e discos voltados para o público mais jovem, e isso foi fundamental para consagrar seu nome entre meninas e meninos do mundo inteiro. Porém, é natural do ser humano querer se desprender do passado e abraçar o presente, e não poderia ter sido diferente com a cantora – que já não era mais uma garotinha de 16 anos. Agora uma jovem mulher de seus quase 20 anos, foi também em 2007 que a eterna Lizzie McGuire tingiu seus cabelos de escuro e liberou para seus fãs o seu 4º álbum de estúdio, “Dignity”. Seguindo os passos de Madonna e Britney Spears, Hilary abandonou de vez o pop-rock e decidiu apostar todas suas fichas no electropop, o que mais tarde se provou a escolha mais sensata de sua carreira musical. Compondo 13 das 14 faixas de “Dignity” (fato este também inédito em sua discografia), o disco surgiu no mercado como um verdadeiro tapa na cara de todos aqueles que diziam ser a cantora um produto do meio desprovido de qualquer talento nato! Go girl, e que venha o “Dignity 2.0”.


03. Bittersweet World03. BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records, 2008;

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”;

Não deixe de ouvir também: “No Time For Tears”, “Ragdoll”, “What I’ve Become” e “Murder”.

Desde o incidente no “Saturday Night Live”, em 2004, quando Simpson se utilizou de um playback mal executado para uma apresentação no programa devido a problemas vocais, muito se subestimou os trabalhos musicais da cantora, e isso foi algo que a acompanhou ao longo dos anos. Todavia, sempre bem disposta a demonstrar o contrário, Ashlee fez magia nos estúdios de gravação ao elaborar “Bittersweet World”, seu 3º da carreira. Menos pessoal que os anteriores, o álbum soa mais genérico e divertido que “Autobiography” e “I Am Me”, mas ainda se mostra bem estruturado e despretensioso, nos apresentando um lado de Simpson mais natural e bem a vontade consigo mesma. Se rendendo as batidas suaves e dançantes, Ashlee deixa claro que não possui o talento vocal de sua irmã, Jessica, mas enfatiza que é mestre na produção de álbuns e que sabe compor como ninguém.


04. Born This Way04. BORN THIS WAY – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Born This Way”, “Judas”, “The Edge Of Glory”, “Yoü And I” e “Marry The Night”;

Não deixe de ouvir também: “Government Hooker”, “Scheiße”, “Heavy Metal Lover” e “Electric Chapel”.

Após dominar as pistas de dança do mundo inteiro com o disco “The Fame” e seu EP posterior, “The Fame Monster”, Lady Gaga precisava de um novo material para dar sequência a sua trajetória na indústria fonográfica, e “Born This Way” foi a decisão tomada pela garota prodígio. Abrindo alas com a polêmica faixa-título – acusada por muitos de conter plágio descarado de um hit antigo da Madonna -, Gaga deixou as fofocas de lado e se manteve forte na divulgação do seu 2º disco de inéditas. Conseguindo superar toda a obscuridade trabalhada na sua era Monster, Stefani Germanotta caprichou ao trazer instrumentais totalmente improváveis no novo material, trabalhando arduamente na produção e divulgação de cada detalhe e performance que chegou a encabeçar. Cada vez mais independente e dona de si, Lady Gaga mostra para o mundo que a cada lançamento a sua imagem é renovada e uma nova faceta é trazida a tona, por mais que algumas bizarrices do começo da carreira jamais abandonem o seu dia-a-dia.


05. Impossible Princess05. IMPOSSIBLE PRINCESS – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Deconstruction Records, 1997;

Singles: “Some Kind Of Bliss”, “Did It Again”, “Breathe” e “Cowboy Style”;

Não deixe de ouvir também: “Too Far”, “I Don’t Need Anyone”, “Limbo” e “Dreams”.

“Impossible Princess” está para Kylie Minogue assim como “Blackout” está para Britney Spears! 10 anos antes da “Princesinha do Pop” ter alguns surtos, raspar a própria cabeça e agredir um paparazzo, Kylie Minogue não andava em sua melhor fase quando gravou e liberou seu 6º álbum de estúdio, em 1997. Sofrendo uma profunda depressão e crise de identidade (leia mais sobre isso acessando este link), você pode notar que dificilmente a australiana inclui as faixas deste disco nas setlists de suas turnês mundiais – o que é realmente uma pena. Inspirando-se no trip-hop, indie rock e folk, este foi o primeiro trabalho em que Kylie resolveu tomar as rédeas de sua imagem criativa e palpitar na nova direção que a guiava, compondo todas as músicas do álbum e chegando a produzir algumas. Mais audaciosa do que nunca, é válido dizer que esta joia rara mal compreendida da discografia de Minogue veio para reforçar que a jovem estrela da novela “Neighbours” é uma mulher que possui a capacidade de tirar o fôlego de qualquer um.


06. A Little More Personal (Raw)06. A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: Casablanca Records, 2005;

Singles: “Confessions Of A Broken Heart (Daughter To Father)”;

Não deixe de ouvir também: “I Live For The Day”, “If It’s Alright”, “Fastlane” e “Edge Of Seventeen”.

Foi acompanhada da já experiente Kara DioGuardi que Lindsay Lohan atuou como produtora executiva de seu 2º trabalho musical, o sombrio “A Little More Personal (Raw)”. Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos longa-metragens para o império de Mickey Mouse, a nossa bad girl favorita de Hollywood precisava de uma válvula de escape para dizer às pessoas que não era tão inocente assim. Foi dessa maneira que “Personal” caiu como uma luva bem em suas mãos. Afastando-se um pouco da música que costumava fazer no começo de sua carreira, o novo material fala por si em músicas como “I Live For The Day” e “If It’s Alright”, a parte mais profunda desta nova era. Utilizando-se de algumas batidas do rock e do pop mais intensas e inovadoras, sua voz soa mais clara e bem trabalhada neste álbum, caminhando em contrapartida aos vocais agressivos apresentados em seu disco debut. “A Little More Personal (Raw)” nos faz refletir que Lindsay nunca teve a ambição de ser uma grande vocalista, apesar de já ter participado de algumas boas performances ao vivo. Mas num mundo de cantoras que usam e abusam de autotune para sobreviver à demanda dos dias de hoje, será que a cantora não conseguiria lidar facilmente com isso sem precisar recorrer aos artifícios dos estúdios de gravação?


07. Light Me Up07. LIGHT ME UP – THE PRETTY RECKLESS

Gravadora: Interscope Records, 2010;

Singles: “Make Me Wanna Die”, “Miss Nothing” e “Just Tonight”;

Não deixe de ouvir também: “My Medicine”, “Since You’re Gone”, “Light Me Up” e “You”.

Eu duvido que quem chegou a acompanhar a série “Gossip Girl” – e se deliciava com as cenas da pequena Jenny Humphrey – já conseguiu imaginar a atriz Taylor Momsen como uma estrela do rock. Abandonando a série para trabalhar com mais afinco em sua banda, o The Pretty Reckless (apesar de os boatos serem bem mais cruéis), o primeiro álbum do grupo balançou as paradas musicais do Reino Unido em pleno 2010, quando o lead single foi liberado meses antes do lançamento oficial do “Light Me Up”. Levando o seu rock alternativo para os jovens de todo o mundo, a troca de imagem de Momsen parece ter sido uma boa escolha não só para os seus fãs mais fieis como também para a própria cantora, que passou a agir mais naturalmente para onde quer que se apresentasse. Mostrando que tem talento e que está bem disposta para consolidar sua carreira na indústria fonográfica, “Light Me Up” é uma ótima escolha de álbum para quem curte um rock mais suave e que ainda não conhece o trabalho do The Pretty Reckless.


08. Perfectionist08. PERFECTIONIST – NATALIA KILLS

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Mirrors”, “Wonderland”, “Free” e “Kill My Boyfriend”;

Não deixe de ouvir também: “Break You Hard”, “Love Is A Suicide”, “Superficial” e “Nothing Lasts Forever”.

Chamada por muitos de “a nova Lady Gaga”, “Perfectionist” foi o disco responsável por introduzir a novata Natalia Kills no mercado musical, em 2011. Com o apoio de will.i.am – principal produtor a ajudar Kills no início de sua carreira, tendo inclusive atuado como um dos coprodutores do primeiro álbum da inglesa -, Natalia sempre marcou sua arte com uma forte imagem criativa, deixando claro para todos que não era apenas uma estrela qualquer. Agraciada com sua leve e incisiva voz, foi acompanhada de uma megaprodução que a jovem britânica levou para seus fãs 15 grandes faixas eletrônicas (algumas mais que outras) e expressou sua vontade de dominar as baladinhas das grandes metrópoles e das cidades do interior. Sempre bem resolvida quanto a sua identidade como artista, Kills é um exemplo de profissional da música que sabe o que faz no estúdio e não peca ao conciliar o mainstream com a sua invejável capacidade de expressão.


09. Body Music09. BODY MUSIC – ALUNAGEORGE

Gravadora: Island Records, 2013;

Singles: “You Know You Like It”, “Your Drums, Your Love”, “Attracting Flies” e “Best Be Believing”;

Não deixe de ouvir também: “Outlines”, “Bad Idea”, “Superstar” e “Just A Touch”.

Uma descoberta ainda recente para mim, o disco aqui apresentado surgiu como a indicação de um grande amigo numa seleta lista de outros álbuns que ouvi e explorei há menos de um ano. Sem sombra de dúvidas o título que mais chamou a minha atenção, esta é uma produção que não poderia estar de fora deste especial! AlunaGeorge é um duo britânico formado por Aluna Francis e George Reid, em atividade desde 2012, responsáveis pela produção, composição e gravação das faixas presente no brilhante “Body Music”, o debut album dos caras. Seguindo os trilhos do synthpop, trip hop e UK garage, o álbum teve uma ótima estreia na “Terra da Rainha”, local onde Francis e Reid têm seu público principal, e um desempenho razoável em diversos países da Europa. Eu tenho certeza que é ouvindo este álbum que você se perguntará incessantemente assim como eu faço já há algum tempo: quando o mundo acordará para essa dupla maravilhosa e o AlunaGeorge receberá o seu tão merecido efeito-Adele?


10. Rabbits On The Run10. RABBITS ON THE RUN – VANESSA CARLTON

Gravadora: Razor & Tie Records, 2011;

Singles: “Carousel”, “I Don’t Want To Be A Bride” e “Hear The Bells”;

Não deixe de ouvir também: “Fairweather Friend”, “Dear California”, “Tall Tales For Spring” e “In The End”.

Conhecida pelo mega hit “A Thousand Miles”, o qual fez parte da trilha sonora do inesquecível filme “As Branquelas”, Vanessa Carlton decidiu se inspirar nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”) para o seu 4º álbum de inéditas, “Rabbits On The Run”. O interessante do projeto é que este é o primeiro trabalho independente lançado pela jovem wicca, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. O álbum é tão surpreendente que soa como uma espirituosa coletânea de canções de ninar contemporâneas, mas completamente voltadas para o público adulto. “Carousel”, o carro-chefe, por exemplo, é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. Não é de hoje que a senhorita Carlton nos exibe sua genialidade, não é mesmo?


LIGHTS ON, o nosso segundo bloco, estará disponível em breve aqui no blog! Fique de olho e não perca.

Os 10 melhores comebacks da música pop em videoclipes

Confira o nosso novo especial com as melhores voltas ao meio musical de grandes artistas que passaram por poucas e boas.

Sabe quando você está naqueles dias em que tudo parece dar errado? E quando você enfrenta fases difíceis de sua vida, seja no trabalho ou no namoro, por exemplo, em que nada parece ter uma solução? Agora você pega os seus problemas e multiplica por mais 10.000, soma 10.000 câmeras te perseguindo até a esquina ou 10.000 sites e blogs divulgando tudo isso pra outras 10.000 pessoas lerem só pra ter algo “interessante” para passar suas horas vagas. Provavelmente foi isso que as 10 pessoas listadas abaixo passaram, mais de uma vez, em momentos distintos de suas vidas e carreiras.

Entretanto, sempre chega uma hora em que cansamos de tanto baixo astral e resolvemos dar um “up” na autoestima, não é mesmo? São em nossos momentos de superação que ficamos mais sóbrios, mais radiantes e mais receptivos para novas vibrações. Novos caminhos são abertos instantaneamente, novas pessoas surgem para nos prestigiar e, como bem diria Taylor Swift “and the haters gonna hate, hate, hate”. Foi divagando com meus próprios botões que resolvi escrever o especial abaixo e trazer pra vocês os 10 melhores videoclipes do pop que melhor retrataram um comeback de ouro para nossas tão perseguidas celebridades desesperadas por um pouco mais de privacidade. Vamos lá:

10. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Álbum: “I Look To You” / Ano: 2009 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: drogas e casamento conturbado.

Whitney Houston foi por muitos anos consagrada como uma das maiores vocalistas a ter pisado no planeta Terra, momento em que aproveitou da ocasião para dominar as décadas de 80 e 90 com seus sucessos esmagadores ao lado de Céline Dion e Mariah Carey. Dona de uma voz única e poderosa, foi com “I Will Always Love You” que chegou ao ápice de sua carreira, quebrando zilhões de recordes e se estabelecendo como uma diva contemporânea. Porém, como nem tudo é um mar de rosas, por volta de 2002 a vida da cantora passou a desandar de vez. Mergulhando de cabeça em manchetes escandalosas, o envolvimento com drogas e o conturbado casamento com o cantor Bobby Brown ofuscaram em muito o brilho de nossa estrela hollywoodiana.

Vivendo em uma luta interna, Whitney pôs um fim aos problemas e trouxe para seus fãs o inédito “I Look To You”, álbum produzido pelos maiores produtores da época (Stargate, Akon). Dando um pontapé no passado obscuro, foi com a faixa-título que a veterana decidiu voltar aos holofotes – uma balada romântica inspirada no gospel já conhecido de seus trabalhos anteriores. Linda e deslumbrante, ela aparece no maior clima de paz e amor em um lugar que nos remete ao tão sonhado paraíso celestial dos cristãos. Uma pena que Houston não mais se encontre entre nós, meros mortais, para nos abençoar com sua voz angelical, não concordam?


9. ON THE FLOOR – JENNIFER LOPEZ

Álbum: “Love?” / Ano: 2011 / Diretor: TAJ Stansberry / Comeback após: fracasso comercial do disco “Brave”.

“É uma nova geração” entoa JLo logo no início da música que mais dominou o ano de 2011. E não é que ela estava certa? Após o fracasso comercial de “Brave”, de 2007, três anos depois a morena assinou contrato com a gravadora “Island Def Jam” e apostou todas suas fichas em um novo começo para a sua carreira musical. De volta às paradas de sucesso e em evidência por sua atuação como jurada no “American Idol”, “On The Floor” foi o carro-chefe do disco “Love?”, que mais tarde marcaria a discografia da cantora como um de seus trabalhos melhor produzidos.

Acompanhada do rapper Pitbull, Jennifer já chegou mostrando ao que veio e desbancou qualquer cantora 20 anos mais jovem por conta de seu fenomenal corpo modelado. Vestindo dourado e diversas outras roupas sensuais, a norte-americana com descendência latina conquistou o mundo com o seu tão conhecido “la la la…”, repetindo a fórmula do sucesso anteriormente testada por Kylie Minogue em sua “Can’t Get You Out Of My Head”. Você já parou para pensar que os maiores sucessos que chegaram ao #1 e que sucederam o hit de Lopez mais se parecem com versões repaginadas de “On The Floor”? “Get on the floor, darling”.


8. CAROUSEL – VANESSA CARLTON

Álbum: “Rabbits On The Run” / Ano: 2011 / Diretor: Jake Davis / Comeback após: dois álbuns sem chamar a atenção do público.

Você sabia que Vanessa Carlton é muito mais que “A Thousand Miles”, certo? Liberando seu lado wicca no videoclipe de “Carousel”, o first single do disco “Rabbits On The Run”, a cantora flerta com a natureza e celebra a nova fase de sua carreira em alto estilo. Após seus dois últimos trabalhos não terem emplacado nenhum grande hit nas paradas de sucesso norte-americanas, Carlton retornou à indústria fonográfica em 2011 com o seu quarto disco de inéditas.

Inspirado nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”), este é o primeiro trabalho independente lançado por ela, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. Com produção de Steve Osborne, o álbum foi bem aceito pela crítica e chegou a receber 72 votos positivos de 100 do site “Metacritic”. “Carousel” é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. “A bondade é algo que você não precisa perseguir pois ela está seguindo você”.


7. BELIEVE – CHER

Álbum: “Believe” / Ano: 1999 / Diretor: Nigel Dick / Comeback após: anos sem um grande sucesso.

Não é a toa que Cher é denominada mundialmente como a “Deusa do Pop”. Com mais de 50 anos de carreira, a veterana é conhecida por ser um ícone da cultura pop, tendo uma trajetória de sucesso na música, no cinema e na televisão. Sendo a única artista a ter um #1 nas paradas da “Billboard” nas últimas 6 décadas, ela guarda em sua estante de prêmios vencidos no “Grammy”, “Oscar”, “Emmy”, “Globo de Ouro” e “Festival de Cannes”. Contudo, apesar de seus inúmeros hits em charts mundiais, a cantora enfrentou uma maré de azar após o lançamento de diversos discos que pouco venderam ou chamaram a atenção da crítica à época.

Lançando o maduro “It’s a Man’s World”, em 1995, que teve um bom desempenho no Reino Unido, o maior sucesso musical de Cher ainda estava por vir três anos mais tarde. “Believe”, comandado pelo single de mesmo nome, estourou no mundo e emplacou o trabalho como o mais bem sucedido de sua discografia. Sendo pioneira ao utilizar do autotune para modificar sua voz na música e deixá-la mais robótica, o single foi #1 em diversos países como França, Itália, EUA e Espanha. Presenciando um caso de amor que não deu certo na balada, a diva atua como uma mística entidade que coloca o pessoal pra dançar sob as luzes de neon, beneficiando-os com sua benção suprema. É a mãe Cher sendo a melhor no que é boa.


6. HUNG UP – MADONNA

Álbum: “Confessions On A Dancefloor” / Ano: 2005 / Diretor: Johan Renck / Comeback após: polêmica com o álbum “American Life”.

Que Madonna sempre foi uma artista polêmica isso nós já sabemos, mas, a norte-americana não poupou ninguém enquanto trabalhava no álbum “American Life”. Depois do chocante e realista videoclipe para a música de mesmo nome, Madge comprou uma briga sem tamanhos ao criticar duramente o governo estadunidense e a política implantada por décadas na “Terra do Tio Sam”. Não aprovando a atitude da loira, o público acabou não comprando tanto e o disco vendeu bem menos cópias que os antecessores “Ray Of Light” e “Music”. Mas, esse não seria o fim da “Rainha do Pop”.

Mais de dois anos depois é liberado “Confessions On A Dancefloor”, um dos trabalhos mais conceituais e épicos da cantora. Estreando no topo das tabelas musicais de diversos países, recebeu 80 de 100 pontos de aprovação do “Metacritic”, sendo o trabalho liderado pela fascinante “Hung Up”. Usando sample de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, do ABBA, a música é até hoje uma das mais populares da loira. Mostrando a ótima forma física em seus plenos 47 anos, a cantora dança em seu sensual collant rosa em tributo a John Travolta e seus filmes. Vale lembrar que o vídeo para “Sorry” foi gravado como uma continuação de “Hung Up”. Dando um show de coreografias bem executadas sem perder o fôlego, Madonna volta após anos para nos reafirmar que a idade só lhe fez bem para o corpo, a mente e a carreira.


5. IT’S LIKE THAT – MARIAH CAREY

Álbum: “The Emancipation Of Mimi” / Ano: 2005 / Diretor: Brett Ratner / Comeback após: fracasso de “Glitter”, médio desempenho de “Charmbracelet” e boatos de uma tentativa de suicídio.

Conhecida pelos quatro cantos do planeta como uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos, Mariah Carey quebrou inúmeros recordes e estabeleceu seu nome como um dos mais poderosos da indústria fonográfica. Vendendo milhões e milhões de álbuns ao longo dos anos, foi lá em 2001 que a diva acordou com o pé esquerdo e passou anos na penumbra após o fracasso comercial do filme “Glitter” e o desempenho mediano de álbum “Charmbracelet”. Alguns rumores apontam que o fracasso dos trabalhos atingiu tanto a cantora que Mariah chegou a cogitar o suicídio.

Dando uma animada nas coisas, a vocalista passou anos gravando seu próximo trabalho na companhia dos mais prestigiados produtores da black music (Jermaine Dupri, Darkchild, Kanye West), e liberou, em 2005, a obra-prima chamada “The Emancipation Of Mimi”. “It’s Like That”, o primeiro single do disco, cumpriu com o prometido e nos deu uma visão geral do que seria a nova fase de Carey. Linda, loira, magra, fabulosa e com a voz poderosa de sempre, MC é a anfitriã de uma festa de arromba regada a muito luxo, champagne e cassino. É Mariah nos apresentando seu novo alter ego, Mimi, com toda a classe de que tem direito e calando todos aqueles que um dia duvidaram de seu potencial para criar hits.


4. SPINNING AROUND – KYLIE MINOGUE

Álbum: “Light Years” / Ano: 2000 / Diretor: Dawn Shadforth / Comeback após: fracasso comercial do disco “Impossible Princess” e profunda depressão.

Kylie Minogue carrega consigo a fórmula do sucesso! Com quatro álbuns lançados pela “PWL” e um pela “Descontruction”, todos com altas vendas na Austrália e Reino Unido, principalmente – público alvo da cantora -, a australiana decidiu mudar de sonoridade e tomou rumos completamente opostos para o seu sexto disco de inéditas. Abraçando o indie rock, folk e trip hop, “Impossible Princess” chocou as pessoas na época de seu lançamento por sua obscuridade e foi renegado por muitos que não aceitaram a nova Kylie, tornando o álbum um fracasso comercial – na Austrália teve um desempenho razoavelmente bom.

Respirando novos ares e deixando uma profunda depressão de lado, Minogue retorna três anos mais tarde com o hino nº 1 “Spinning Around” levando todos de volta às pistas de dança. Estreando as famosas “hot pants” – acredite, a peça foi encontrada num brechó! -, a moça fez bonito ao gravar o que seria uma de suas músicas mais populares, agora sob o selo da “Parlophone”. Foi a partir do álbum “Light Years” que a cantora adotou a imagem de símbolo sexual e retornou ao topo das paradas musicais, consolidando-se como uma das vocalistas mais populares de sua geração.


3. BOYFRIEND – ASHLEE SIMPSON

Álbum: “I Am Me” / Ano: 2005 / Diretor: Marc Webb / Comeback após: humilhação em público com playback mal elaborado.

Irmã mais nova da também cantora e atriz Jessica Simpson, Ashlee estourou no verão de 2004 com o sucesso “Pieces Of Me”. Porém, o maior hit da cantora é também o causador de um dos maiores micos da história da televisão norte-americana. Após ter sido convidada para se apresentar no “Saturday Night Live”, Ashlee subiu ao palco para cantar “Autobiography” e, logo depois dos acordes iniciais, começou a rolar estúdio afora o vocal pré-gravado de “Pieces Of Me”. Acontece que, mesmo com problemas de saúde na voz, a cantora tentou levar a performance adiante, o que claramente não deu certo – o diagnóstico chegou a ser transmitido em diversos programas de TV na época, como o “60 Minutes”, da “CBS”.

Após a humilhação pública e o fim da era “Autobiography”, Simpson platina seus cabelos e faz um grande retorno com a empolgante “Boyfriend”. Atacando a ex-amiga Lindsay Lohan na letra do novo single – Lohan teria acusado Ashlee de roubar seu namorado à época, Wilmer Valderrama – a nova loira não poderia ter escolhido música melhor pra fazer o seu comeback. Apesar do enredo simples, “Boyfriend” tem o poder de captar a atenção de quem assiste ao clipe, já começando com a louca fuga policial que leva a um show particular num galpão velho e secreto. Com vocais fortes e uma batida alucinante, Ashlee Simpson nunca esteve tão provocativa e interessante, razão pela qual abre o nosso tão concorrido top 3.


2. YOUR BODY – CHRISTINA AGUILERA

Álbum: “Lotus” / Ano: 2012 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: fracasso do álbum “Bionic”, divórcio, perseguição da mídia, haters e corpo acima do peso.

Planejando o que seria o seu maior projeto musical, Christina Aguilera já flertava com a música eletrônica desde as faixas inéditas da coletânea “Keeps Gettin’ Better: A Decade Of Hits”. Planejando uma nova turnê mundial de verão, dois novos álbuns (um de inéditas e um de remixes), uma linha de produtos de beleza e até mesmo uma de joias (leia mais sobre), a loira discípula de Madonna viu seu mundo desabar após o fracasso do novo disco e o cancelamento e engavetamento de todos os outros trabalhos secundários. Foi então que ela lançou seu primeiro filme ao lado de Cher, “Burlesque”, e começou a ganhar peso enquanto seu casamento de mais de 5 anos chegava ao fim.

Rotulada como uma pessoa orgulhosa e egocêntrica, Aguilera passou por tudo isso em silêncio enquanto blogs da cultura pop a apedrejavam pelo flop de “Bionic” – a propósito, foi graças a Perez Hilton que o termo pegou e “manchou” a carreira brilhante de nossa loira. Dando um jeito de contar às pessoas tudo o que aconteceu em 2 anos, essa foi a tarefa que o próximo álbum da cantora, “Lotus”, tentou transmitir ao ouvinte por meio de letras profundamente pessoais: tudo o que a cantora sentiu e passou na época mais obscura de sua carreira.

Com o single debut “Your Body”, Christina abraçou seu novo corpo e não poupou recursos para agradar seus fãs na super produção de 2012. Uma serial killer divertida e exótica, a moça usa e abusa das perucas e roupas multicoloridas, sempre sendo sensualmente elegante. Vale destacar ainda um dos visuais que Aguilera usou em uma das cenas do clipe e que com certeza fez seus fighters ficarem loucos: as tranças que nos remetem à era “Stripped”. É a primeira vez em anos que vemos Xtina tão espontânea e criativa mostrando-nos seu poder vocal sem entediar ninguém. The one and only, there never will be another, Christina Aguilera, that’s how music should sound!


1. WOMANIZER – BRITNEY SPEARS

Álbum: “Circus” / Ano: 2008 / Diretor: Francis Lawrence / Comeback após: drogas, vida conturbada, humilhação no “VMA” de 2007, problemas judicais, perseguição da mídia e paparazzi.

Chegamos ao que eu considero a maior volta de um artista pop ao cenário musical e sim, a “cantora que não canta” é a grande merecedora do topo do nosso especial e vocês entenderão porquê. Britney sempre teve uma carreira de sucesso, lançando diversos álbuns em #1 na “Billboard” e singles que a consolidaram como uma das artistas mais influentes de todos os tempos. Porém, após o casamento nada feliz ao lado de Kevin Federline e o nascimento dos lindos Sean Preston e Jayden James, a vida particular da “Princesa do Pop” virou do avesso.

Lançando a “Bíblia do Pop”, vulgo “Blackout”, em 2007, o álbum agradou a crítica e o público, mas a performance de divulgação no “VMA” virou motivo de chacota. Acima do peso e usando uma peruca estranha pra cobrir o episódio no qual raspou todo o seu cabelo num momento de descontrole, a loira mais desejada dos EUA passou a ser a mais rejeitada do mundo. Perseguida por fotógrafos e pelos tabloides, a moça viu tudo desmoronar diante de seus olhos enquanto perdia a guarda de seus filhos para o ex-marido, K-Fed. Isso, é claro, sem mencionarmos o envolvimento com drogas pesadas e as noitadas desenfreadas ao lado de Paris Hilton e Lindsay Lohan.

Sob a curatela de seu pai, a estrela de “Crossroads” voltou ao estúdio após os eventos turbulentos e em 2008 libera “Circus”, seu mais novo disco de inéditas. Com a liderança de “Womanizer”, o novo trabalho foi um sucesso de vendas e deixou todos boquiabertos com o retorno da loira às paradas de sucesso. Conseguindo mais um #1 para a sua lista de singles que chegaram ao topo dos charts ianques (o último tinha sido “…Baby One More Time”, em 1999), Britney calou todos aqueles que um dia a chamaram de gorda fora de forma.

Brincando com diversos personagens, em “Womanizer” ela se torna uma dona de casa e motorista loira, uma secretária morena e uma garçonete ruiva, repetindo o feito de “Toxic”, quatro anos antes. Já começando no quente cenário da sauna, a cantora aparece nua deitada numa posição estratégica e o clipe rola no maior climão de sensualidade e comédia – detalhe ainda para a intro mara idêntica à de “Stronger”. Agora você realmente quer um pedaço dela, não é?