Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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2/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS ON

3. Lights On

Depois de todo o sucesso obtido com a 1ª parte desse especial, eis que apresento pra vocês o segundo bloco contendo mais 11 dos meus 72 discos favoritos (você pode conferir o post anterior acessando este link). Enquanto escrevia LIGHTS OFF, o meu maior objetivo foi montar uma pequena relação de álbuns que apresentasse uma temática sombria e trabalhasse com os sentimentos de seus criadores, expressando toda a dor, melancolia e demais negativismo que tanto sentimos e estamos cansados de sentir.

Em LIGHTS ON, paralelamente, meu propósito foi exatamente caminhar pelo trajeto contrário. Aqui trago álbuns que te farão – ou tentarão te fazer – sair da deprê e querer comemorar a sua vida da melhor forma possível. Bora encher o carro com os amigos e jogar papo fora! Xô preguiça, xô tristeza!


01. Headstrong11. HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2007;

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”;

Não deixe de ouvir também: “So Much For You”, “Goin’ Crazy”, “We’ll Be Together” e “Headstrong”.

Antes de lançar seu grande primeiro álbum solo, “Headstrong”, de 2007, Ashley Tisdale já era conhecida por seu papel no filme “High School Musical”, então não era nenhuma novidade para o público que a loirinha já sabia cantar. Seja sensualizando no clipe de “He Said, She Said”, arrasando nos vocais de “Suddenly” ou sendo a tão adorada e brega Disney girl de “Not Like That”, Tisdale acertou em cheio com a sua estreia musical, e isso é algo que fica evidente enquanto ouvimos as faixas que compõem “Headstrong”. Sem medo de mostrar todo o seu #girlpower, a cantora foi uma das poucas novatas de sua geração que soube como transmitir sua mensagem otimista sem cair na rejeição popular. Um exemplo de confiança e transparência, Ashley é ainda um modelo de artista que costumeiramente manteve sua boa postura sem estrelar as manchetes escandalosas da imprensa marrom, postura essa nem sempre tomada por seus conterrâneos de “HSM”, não é mesmo?


02. Child Of the Universe12. CHILD OF THE UNIVERSE – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music, 2012;

Singles: “Sitting On Top Of The World”, “Dancing With a Broken Heart” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “Touch”, “Hunters And The Wolves”, “Alcohol” e “No Communication”.

É engraçado porque, ao mesmo passo que a frase “jamais julgue um livro pela capa” defina perfeitamente a senhorita Goodrem para aqueles mais inseguros, a mesma frase não pode ser aplicada para aqueles mais confiantes e que se rendem ao amor à primeira vista. Em meio a tantos atributos físicos exageradamente perfeitos (loira, magra, bonita, simpática, quase uma Barbie humana), fica a dúvida acerca de seus reais talentos e qualidades. Entretanto, qualquer dúvida é facilmente sanada quando temos a oportunidade de ouvir sua boca maravilhosamente bem desenhada ser aberta e sua cristalina voz ser emanada por dois pulmões fortes e imbatíveis. “Child Of The Universe”, seu 4º álbum de inéditas, é, até a presente data, o trabalho que melhor define sua personalidade tão interessante de ser descoberta. Trazendo um mix de sons e experiências de vida, Delta se mostra uma profissional e tanto na apresentação de cada música do disco, seja pela agressividade estonteante de “Alcohol” ou pelo seu lado mais dançante de “Dancing With A Broken Heart”. Uma das melhores vocalistas da atualidade, Delta Goodrem é mais uma daquelas mulheres que integra a nossa lista de “nomes que o mundo PRECISA conhecer”.


03. Most Wanted13. MOST WANTED – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2005;

Singles: “Wake Up” e “Beat Of My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “The Getaway”, “Break My Heart”, “Fly” e “Supergirl”.

Já dissemos que o álbum “Dignity” foi um divisor de águas na carreira de Hilary Duff, mas vale relembrar que antes disso a cantora já vinha caminhando para uma imagem artística mais amadurecida. E, foi exatamente com a coletânea “Most Wanted” que Duff resolveu presentear seus fãs com uma reunião de suas músicas mais poderosas. Contando com as inéditas “Wake Up”, “Beat Of My Heart”, “Break My Heart” e “Supergirl” – essa última presente apenas na edição de colecionadores do novo álbum – Hilary já tentava dizer aos fãs que aquela seria a última vez que a veriam como a popstar adolescente mais procurada do momento. Agora quase uma mulher, Hilary brilhantemente deu um passo afrente ao emplacar “Wake Up” como um dos maiores hits de 2005 e ainda nos surpreender com os vocais consistentes de “Beat Of My Heart”, estes demonstrados ao vivo na edição de 2005 do “American Music Awards” – e que você pode conferir aqui.


04. Britney14. BRITNEY – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2001;

Singles: “I’m A Slave 4 U”, “Overprotected”, “I’m Not a Girl, “Not Yet a Woman”, “I Love Rock ’N’ Roll” e “Boys (The Co-ed Remix)”;

Não deixe de ouvir também: “Boys (Album Version)”, “Let Me Be”, “What It’s Like To Be Me” e “Before The Goodbye”.

Com apenas dois álbuns lançados e vários hits tocando sem parar nas rádios de todo o planeta, a jovem Srtª Spears já era considerada um ícone da cultura pop quando preparava o lançamento de seu 3º disco de inéditas, o autointitulado “Britney”, de 2001. Disposta a quebrar as regras do jogo logo no começo de sua bem sucedida carreira, foi com este material que a cantora explodiu pelo mundo como uma das sex symbols mais desejadas de todos os tempos. Com uma divulgação massiva e a liberação de um single atrás do outro, ouso dizer que este é sem sombra de dúvidas o material mais bem trabalhado e explorado de sua discografia, tendo inclusive sido usado como base para a estreia da “Princesinha do Pop” nos cinemas por meio do longa “Crossroads: Amigas para Sempre”. Tomando um rumo mais independente e deixando de lado as baladinhas românticas que tanto fizeram parte de “…Baby One More Time” e “Oops!…I Did It Again”, “Britney” foi o passo inicial dado pela cantora que mais tarde se tornaria conhecida pelo bordão “it’s Britney, bitch”.


05. A Public Affair15. A PUBLIC AFFAIR – JESSICA SIMPSON

Gravadora: Epic Records, 2006;

Singles: “A Public Affair”, “I Belong To Me” e “You Spin Me Round (Like a Record)”;

Não deixe de ouvir também: “B.O.Y.”, “Walkin’ ’Round in a Circle”, “The Lover In Me” e “I Don’t Want To Care”.

Simpson já não era mais uma novata quando liberou “A Public Affair”, seu 5º álbum de estúdio, para os fãs que aguardavam ansiosos por novas músicas desde o natalino “Rejoyce: The Christmas Album”, de 2004. Agora experiente e conhecedora dos altos e baixos que o mercado musical pode proporcionar a qualquer um, a irmã mais velha de Ashlee Simpson decidiu chamar as amigas Christina Applegate, Eva Longoria e Christina Milian (entre outros famosos) para estrear o divertido clipe do carro-chefe, “A Public Affair” (por favor, ASSISTA). Um ponto interessante que observei e merece atenção é que este é o primeiro álbum, depois de tantos anos de carreira, no qual a cantora aparece realmente confortável consigo mesma e com a própria identidade que adquiriu no passar dos anos. Após passar tanto tempo tentando atingir as altas notas de Mariah Carey e Celine Dion, pela primeira vez pudemos ver Jessica quebrando as amarras que a fizeram famosa sendo mais Jessica e menos uma promessa de “Miss sonho americano”.


06. Breakaway16. BREAKAWAY – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 2004;

Singles: “Breakaway”, “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You” e “Walk Away”;

Não deixe de ouvir também: “Gone”, “Where Is Your Heart”, “I Hate Myself For Losing You” e “Hear Me”.

Pode parecer um pouco estranho, mas, “Breakaway” não é o disco de estreia da primeira grande vencedora do “American Idol”. Por mais que “Thankful” (2003) tenha sido o responsável por levar o nome da cantora do anonimato para a popularidade musical, foi somente um 1 depois que Kelly Clarkson tornou-se uma das popstars mais conhecidas e amadas do globo terrestre. Trazendo hinos que mais tarde a consagrariam como uma das musicistas mais talentosas do novo milênio, Clarkson é uma raridade dos dias de hoje que sempre demonstrou fidelidade a suas raízes como cantora e artista. Investindo em sua voz poderosa e nas batidas pop que comumente estiveram presentes em seus trabalhos no decorrer dos anos, “Breakaway” é definitivamente um de seus trabalhos mais coesos e profundos que trouxe o melhor da voz de Kelly em sua melhor fase. É, inclusive, o trabalho que a cantora mais vendeu por aí: foram mais de 14 milhões de cópias no mundo.


07. Guilty Pleasure17. GUILTY PLEASURE – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2009;

Singles: “It’s Alright, It’s OK” e “Crank It Up”;

Não deixe de ouvir também: “Acting Out”, “How Do You Love Someone”, “Erase And Rewind” e “I’m Back”.

Tomando por base a premissa já adotada por Madonna e Christina Aguilera de que ficar morena representa um amadurecimento da imagem artística da mulher envolvida na indústria fonográfica, Ashley Tisdale não pensou duas vezes antes de fazer o mesmo e servir de exemplo para o caso prático. Assim como sua colega da “Disney” Hilary Duff, Ashley merece nossa ovação de pé pela atitude que parece ter funcionado, já que “Guilty Pleasure”, seu 2º álbum, acabou por se provar uma obra de arte da música pop contemporânea. Por mais que os novos cabelos tenham durado só até a metade da divulgação do disco – Tisdale já estava loira mais uma vez em “Crank It Up” – é inevitável que a mudança surtiu um efeito muito positivo em como as pessoas começaram a ver nossa querida estrela de “The Suite Life Of Zack & Cody”. Agora uma mulher crescida e pronta para as novas aventuras de sua carreira musical – que atualmente encontra-se num hiatus interminável -, bem que os cabelos escuros poderiam voltar na próxima era de Ashley, vocês não acham?


08. Goodbye Lullaby18. GOODBYE LULLABY – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records, 2011;

Singles: “What The Hell”, “Smile” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “I Love You”, “Everybody Hurts”, “Remember When” e “Goodbye”.

Foi difícil escolher um álbum de Avril Lavigne para fazer parte deste especial que estamos acompanhando, mas eu não acredito que tenha feito a escolha errada ao apostar todas minhas fichas no 4º disco da canadense. Eu sei, é claro, que “Goodbye Lullaby” não é tão autêntico como “Let Go”, profundo como “Under My Skin” ou alto astral como o “The Best Damn Thing”, mas nenhum dos trabalhos anteriores trouxe a sensibilidade que eu tanto procurava. O que diferencia esta obra das demais é que Lavigne parece não ter se importado nenhum pouco em gravar algumas músicas boas sem se preocupar com o que poderia tocar nos rádios e fazer sucesso. É claro que temos a parte mais comercial do álbum – as três músicas escolhidas para single – mas em momento algum é desmerecida a importância de outros grandes hinos como “Everybody Hurts” e “Not Enough”, por exemplo. Um super ponto para Avril que, seguindo os seus próprios instintos, soube nos presentear com um disco sincero e positivo ao extremo.


09. Funhouse19. FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records, 2008;

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”,  “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter In The Air”;

Não deixe de ouvir também: “Bad Influence”, “It’s All Your Fault”, “Ave Mary A” e “This Is How It Goes Down”.

Apesar de ser obcecado pela voz da Pink, devo confessar que nunca fui um amante de seus álbuns de inéditas, a não ser por um grande single aqui e ali. Todavia, eu posso afirmar com todas as palavras que “Funhouse” é o disco que veio para deixar completamente de lado essa ideia e me fazer quase um grande fã de seu trabalho. Seja pelo lado “Pink de ser” esbanjado na eletrizante “So What” ou pela obscuridade tão fascinante de “Sober”, o 5º disco da loira é o que de mais pop-rock iremos encontrar em sua conceituada discografia. Trazendo os seus já conhecidos vocais fortes e raspados de uma contralto que sabe o que faz nos estúdios de gravação e nos palcos de suas turnês, Pink sempre foi uma das cantoras mais bem recebidas pelo seu público alvo e até mesmo por aqueles que pouco conhecem sua trajetória. Não é de hoje que os trabalhos da cantora com o brilhante Max Martin originam canções capazes de nos tirar o ar por horas, não é mesmo?


10. Paris20. PARIS – PARIS HILTON

Gravadora: Warner Bros., 2006;

Singles: “Stars Are Blind”, “Turn It Up” e “Nothing In This World”;

Não deixe de ouvir também: “I Want You”, “Jealousy” “Heartbeat” e “Screwed”.

Vamos tentar deixar um pouco o preconceito de lado antes de darmos início a este trabalho em particular, tudo bem? Não estou julgando as habilidades vocais de Paris Hilton ou a sua capacidade para compor grandes músicas, porém, existe aqui um fator que foi primordial para a inclusão do controverso “Paris”, de 2006, ao meu blog e a esta publicação. É claro que o trabalho dos produtores no debut album da socialite foi monstruoso – pra você ter uma ideia, Scott Storch abandonou um projeto de Christina Aguilera para trabalhar com Paris – e isso realmente produziu um resultado um tanto interessante. “Paris” tinha tudo para soar como “uma tentativa de um álbum de Britney Spears”, mas é exatamente isso que não acontece com a estreia de Hilton no meio musical. Seja pela refrescante e praiana “Stars Are Blind” ou pela motivacional – mesmo que seja só pelo videoclipe“Nothing In This World”, a herdeira do império Hilton realmente se divertiu ao jogar-se de cabeça em mais um ramo de sua multifacetada carreira. E, o mais importante: também nos divertiu, o que é o que realmente importa para mim e aos seus poucos – mas fiéis – fãs espalhados por aí.


12. Spring Break...Checkin' Out21. SPRING BREAK…CHECKIN’ OUT – LUKE BRYAN

Gravadora: Capitol Records Nashville, 2015;

Singles: “Spring Breakdown”;

Não deixe de ouvir também: “My Ol’ Bronco”, “Games”, “Good Lookin’ Girl” e “Like We Ain’t Ever”.

Já finalizando o bloco LIGHTS ON, a 2ª parte de nosso especial, é com o charmoso Luke Bryan que me despeço de vocês que têm acompanhado esta caminhada tão longa e por que não espiritual. Sei que pode ser um tanto quanto estranho a inclusão de um álbum country numa lista de álbuns dominada por discos pop, mas, como eu disse anteriormente na abertura dos meus 72 discos favoritos, a sonoridade é o que menos busquei ao elaborar tudo o que tenho escrito por aqui. Lançado há tão pouco tempo – o disco foi liberado no dia 10 de março deste ano – o trabalho vem de encontro a todo o trabalho que o cantor tem desenvolvido no desenrolar dos últimos 5 anos. Para tanto, Luke tem sido destaque nas últimas premiações musicais, tendo levado para casa diversos prêmios em categorias country de eventos como o “American Music Awards” e o “Billboard Music Awards”, além, é claro, daquelas cerimônias próprias de sua música, como o “Academy of Country Music Awards”, e o “CMT Music Awards”. Confiante de si e do som que tem produzido, essa é mais uma dica que vale a pena conferir de um dos melhores álbuns lançado neste ano.


Vamos esquentar um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, o terceiro bloco que trará alguns discos latinos ou com uma pegada mais tropical. Você não pode perder!!!