Teria Avril Lavigne sido morta e substituída por uma sósia? Entenda essa louca teoria (e porque não)

Após diversos boatos se espalharem para todos os lados dizendo que grandes astros da música como Michael Jackson e Elvis Presley poderiam estar vivos, a teoria de conspiração que defende a morte e substituição da cantora Avril Lavigne por uma sósia é, provavelmente, uma das mais macabras e comentadas na história da internet. Já tem um bom tempo que li sobre esse assunto pela primeira vez, mas, depois de ser recentemente perguntado por uma colega de classe sobre o suposto ocorrido (e conversarmos bastante), cheguei à conclusão que seria uma boa ideia escrever um post reunindo os meus pontos de vista sobre essa “lenda urbana virtual”. Porém, antes de começar a discorrer sobre o que eu acredito, fundamental conhecermos o que é falado por aí para depois compararmos aos meus fundamentos e chegarmos às conclusões que você irá tirar por si só.

Isso pode parecer novidade para quem pouco conhece da trajetória da canadense, mas, acredite: essa tese extremista possui até mesmo página na web (que conta com mais de 2 milhões de acessos) e centenas de pessoas que levam adiante os ideais levantados por esses “caçadores de mistérios”. Seja pelas mudanças no modo de se vestir ou pela sonoridade de suas músicas mais recentes (que passaram do post-grunge para um pop mais chiclete), vários outros fatores como marcas de nascença e alternâncias na voz fazem muita gente crer que a Lavigne que surgiu lá em 2002 não é a mesma da década atual. Mas, de onde são tiradas todas essas informações? Em que elas se baseiam? Existe algum pingo de bom senso nisso ou tudo não passa de palpites aleatórios?

Ensaio fotográfico promocional para o álbum “Let Go”

Tudo teria supostamente começado ainda em 2003, quando a verdadeira Avril detinha grande popularidade após uma estreia de sucesso no mercado musical com o disco “Let Go” e os hits inquestionáveis “Complicated”, “I’m With You”, “Sk8er Boi” e “Losing Grip”. Diz a lenda que a cantora não estava passando por bons momentos e, não sabendo lidar com uma forte depressão e a pressão do público, teria cometido suicídio. Então, para ocultar o trágico episódio e dar continuidade à carreira da moça (que contaria com um segundo disco quase pronto), uma sósia (supostamente chamada Melissa Vandella), teria sido convocada para se passar pela original. Sim, é o que acreditam!

“Under My Skin”, o segundo álbum de Lavigne (e o primeiro de Melissa, agora vivendo “sob a pele” de sua antecessora, se considerarmos a tese), chega às lojas de todo o mundo em maio de 2004 e até então nenhuma suspeita havia sido sequer cogitada. Isso até os fãs da cantora ouvirem o que estava armazenado dentro do disco e ficarem com a pulga atrás da orelha depois de conhecer algumas canções como “Nobody’s Home”, “Together” e “My Happy Ending”. De alguma maneira, esse pessoal cogita a possibilidade de essa “Nova Avril” se sentir culpada com todo a história por trás do seu novo trabalho e, tentando passar adiante a verdade sobre tudo, teria ingressado em um constante sistema de mensagens subliminares que seriam enviadas por meio de composições e outros sinais estratégicos.

“Eu não saberia te dizer porque ela se sentia daquela maneira, e ela se sentia assim dia após dia. Eu não podia ajudá-la, eu só a via cometer os mesmos erros novamente. O que está errado agora? Ela nem sabe aonde pertence. Ela quer ir pra casa, mas não há ninguém em casa. É aí que ela se encontra, destroçada por dentro. Sem ter para onde ir, para secar suas lágrimas […]. Os sentimentos ela esconde, os sonhos ela não consegue achar. Ela está perdendo a cabeça, ela ficou para trás. Ela não consegue achar seu lugar, ela está perdendo a sua fé. Ela caiu em desgraça, ela está despedaçada” (trechos de “Nobody’s Home” que retratariam os últimos dias de vida da “Antiga Avril”); “Algo não está certo, eu posso sentir isso dentro de mim. A verdade não está muito longe […]. Quando eu apago as luzes, quando eu fecho meus olhos, a realidade vem até mim, e eu estou vivendo uma mentira” (trechos de “Together” que retratariam a verdade por trás da “Nova Avril”); “Vamos falar que está acabado, não é como se estivéssemos mortos. Foi alguma coisa que eu fiz? Foi alguma coisa que você disse? Não me deixe esperando numa cidade tão morta, pendurada tão alto numa corda tão frágil” (trechos de “My Happy Ending” que retratariam o modo como a “Antiga Avril” se suicidou: pelo uso de uma corda).

Achou pouco ou quer mais? Muita coisa estaria escondida por trás de “Under My Skin” e não pararia apenas nas composições de suas faixas (que foram todas escritas por Lavigne): a começar principalmente pelo título do álbum. Em tradução literal, “under my skin” seria o equivalente para “debaixo da minha pele”, a situação que a sósia estaria vivendo desde que resolvera assumir o posto que lhe fora outrora oferecido. Partindo para o ensaio fotográfico do material, diversas imagens com um teor sombrio, que remeteriam ao luto e ao sangue (o preto e vermelho da capa do disco) seriam uma demonstração de que Melissa estaria falando o óbvio para quem quisesse ouvir.

Ensaio fotográfico realizado em 2002

Deixando 2004 no passado, 2007 chegou para causar mais burburinho com o lançamento do terceiro álbum da cantora, “The Best Damn Thing”, e o single “Girlfriend”. Pondo em risco todas as declarações cedidas em entrevistas realizadas no começo da carreira com a “Antiga Avril” de que “jamais usaria roupas fofas da moda, posaria de forma sensual para revistas, ‘venderia sexo’ ou seria uma diva”, a loira passou a adotar um comportamento que incluía algumas escolhas um tanto quanto duvidosas. Partindo para a música pop e deixando cada vez mais de lado o estilo menina “maloqueira” que adotara para se lançar na carreira, o papo de que “gostaria que as pessoas a conhecessem apenas pela sua música e sua voz” nem parecia ter sido pensado ou utilizado em qualquer momento anterior da sua vida. Roupas de grife, dançarinas bem treinadas, coreografias animadas e muito rosa – tudo o que a cantora chegou a repudiar um dia – passaram a se tornar elementos essenciais do cotidiano da “Nova Avril”, que cada vez mais “desapontava” seus antigos fãs e adquiria novos por onde passava.

Mas, não se deixe levar acreditando que estes são os únicos argumentos da teoria que defende a morte e substituição de uma das artistas canadenses mais populares da atualidade. De acordo com diversas buscas realizadas na internet que compararam dados coletados da “cantora original e da sua suposta sósia”, diversos pontos incomunicáveis deram forma à tese e concretizaram ainda mais a dedução feita pelos seguidores mais inquietos da musicista.

O primeiro deles refere-se às características físicas da moça, que, de acordo com os “pesquisadores”, está no formato do rosto, principalmente do nariz (o que teria sido comprovado por um especialista no assunto; veja a imagem). E, as diferenças vão ainda mais além quando o assunto é a altura em questão: em 2002, Avril mediria 1,58, enquanto que, a partir de 2004, a mesma teria “perdido” 3cm (passando a medir 1,55). É verdade que podemos perder de 3cm a 5cm de altura com o passar das décadas, mas, o “encolhimento” a estes níveis só se dá com a velhice, por volta dos 70 anos.

Por mais que as mudanças de personalidade, atitude e estilo sejam mesmo marcantes (para não dizer gritantes) quando colocamos uma Avril ao lado da outra, nenhuma outra distinção seria mais verídica que as contidas nos vocais da moça. De acordo com as pesquisas celebradas, a “Antiga Avril” cantaria como uma mezzo-soprano, enquanto a “Nova Avril” seria uma legítima soprano (grosseiramente falando: a cantora original teria uma voz mais encorpada, ao passo que a da atual seria mais aguda e propensa e não atingir determinadas notas). A diferença em questão poderia ser observada com maior clareza em músicas como “I’m With You” e “Complicated”, como podemos acompanhar por estes vídeos comparativos (aqui e aqui), ou no cover de “Knockin’ on Heaven’s Door”, do Bob Dylan (aqui).

Ensaio fotográfico promocional para o álbum “Under My Skin”

Outras mudanças bruscas envolvendo a Srtª Avril e a Srtª Melissa se daria em relação à caligrafia (os traços em autógrafos teriam sido projetados com laços abertos por uma e fechados por outra) e a pintas localizadas em diferentes partes do corpo das duas garotas (algumas teriam sido até “reproduzidas” pela “Nova Avril”, mas não teriam sido projetada de maneira perfeita), como nos braços e no rosto. Segundo os investigadores, o primeiro autógrafo (veja imagem) teria sido inclusive copiado da era “Let Go” para a “Under My Skin” (diferença de 2 anos; confira a foto), apesar de não ter sido muito bem sucedido (o que teria originado o novo autógrafo da era “The Best Damn Thing”, de 2007; imagem aqui). Em relação as marcas de nascença, Lavigne teria quatro pintas no braço que poderiam ter sido copiadas por Vandella, além de dois sinais perto da testa (Melissa tem apenas um; comparação). Aliás: Melissa teria muitas outras pintas que a Avril não teria (imagem comparativa).

Encerrando as suspeitas desse pessoal, a prova cabal de que a canadense realmente encobriria toda essa história seria uma entrevista concedida ao programa “Pânico na Band”, realizada já há um ano. Quando questionada sobre “ter morrido e sido substituída por um clone”, ela apenas responde que nunca leu sobre isso, que só tinha ouvido falar”, depois se contradizendo que “ouviu falar pelos entrevistadores”. Diversos gestos corporais (como levar a mão até o cabelo, orelha ou rosto enquanto fala; olhar mais para o chão; fechar mais os olhos e dar um sorriso forçado que envolve apenas os músculos da boca e não os do rosto) que teriam sido “executados” pela loira, seriam indícios de que Lavigne estaria mesmo mentindo sobre tudo (veja o vídeo), dando mais gás à teoria em estudo.

Relacionados os principais pontos abordados acima (acredite, existem muitos outros defendidos por aí, mas tentei enumerar somente os mais consistentes), passemos agora a analisar cada suposição levantada pelo pessoal que definitivamente deve ter passado muito tempo à procura de possíveis vestígios deixados por Melissa Vandella.

Se tem algo que é afirmado pela teoria e eu realmente assino embaixo é o fato consumado de que Avril Lavigne realmente não é mais a mesma pessoa do início de sua carreira, por mais que tenha inclusive prestado uma linda homenagem durante o clipe de “Here’s to Never Growing Up” (assista). Quando foi descoberta no começo do milênio e introduzida à indústria musical, diversas características (físicas e comportamentais) acabaram sendo evidenciadas ao decorrer de 2002 e 2003, quando a cantora parecia ter total autonomia de quem ela era ou gostaria de ser. Nessa época, diversas entrevistas para revistas e programas televisivos foram realizadas, e em grande parte delas Avril se mostrava convicta de não querer adotar um estilo mais delicado ou feminino demais, como é declarado aqui. Estranho que já no vídeo gravado para o single “Don’t Tell Me”, o primeiro do “Under My Skin” (lançado após a suposta morte), Lavigne seja filmada usando uma blusinha rosa e apareça de calcinha andando pelo seu quarto, não? Se existisse mesmo uma sósia por trás de tudo, será que não seria mais prudente esperar um pouco para mudar o figurino e inserir peças de roupa mais provocantes e coloridas?

Dizem que a estampa dessa camiseta traz uma foto da “Antiga Avril” deitada, para alguns supostamente morta. Clique aqui para ver ampliada

A teoria aponta que o disco “Under My Skin”, quase como um todo, teria sido gravado já pela sósia como uma forma de tributo à morte de sua antecessora, e que a capa e o ensaio fotográfico representariam um estado de luto pela “Nova Avril”. Realmente, é bem provável que o álbum tenha sido lançado simbolizando a morte, mas vocês chegaram a pensar que poderia simplesmente retratar o encerramento de uma fase e o início de outra? A morte, por si só (artisticamente falando), não é necessariamente o término da vida de alguém, podendo representar, para tanto, o fim artístico da “Antiga Avril”, aquela que se rebelava contra todos e parecia deixar sua adolescência tomar conta de quem ela realmente era – o que justificaria a foto estampada na camiseta (ao lado), como a “morte simbólica” (e não vital) da Avril do “Let Go”.

Mais adiante, é sugerido que Avril teria, misteriosamente, encolhido 3cm no intervalo de 2 anos: um fato biologicamente impossível de acontecer (a menos que ela tenha feito o procedimento inverso das irmãs Wilson de “As Branquelas”, rs). Será que alguém chegou a cogitar a possibilidade de terem levantado um dado inexato sobre a cantora, o lançado na mídia (lá em 2002) e, mais tarde (em 2004), o corrigido? Afinal: nem tudo o que lemos na internet é verídico, e sabe-se lá quem disse em 2002 que Lavigne teria 1,58 (e não 1,55). Outra coisa possível de ter acontecido é terem medido a cantora de forma equivocada lá atrás, quando foi informado a sua altura pela primeira vez. Devo dizer a vocês que diversas professoras do Ensino Médio me deram alturas diferentes no período de 4 anos, tendo uma delas, inclusive, me afirmado que eu cresci 13cm de um ano para o outro (quem pode dizer que isso é mesmo verdade?). Mesmo em fase de crescimento, esse número não é um tanto improvável?

Ah, a voz! Primeiramente, devo deixar bem claro que não sou nenhum especialista em técnica vocal ou reconhecimento de notas musicais, então, tudo o que vou dizer aqui foi pesquisado e devidamente certificado. É afirmado pelos “pesquisadores” que Avril começou como mezzo-soprano, mas que teria passado a cantar como soprano no intervalo de 2 anos, o que a impossibilitava de atingir as mesmas notas das músicas “Complicated” e “I’m With You”. Antes de mais nada, é completamente possível que uma cantora comece a cantar em um enquadramento vocal e, mais tarde, devido às modificações naturais do seu corpo e o uso de técnicas vocais, passe para outro (como no caso levantado pelos “investigadores”). Da mesma forma, se essa vocalista começar a fumar, gritar com frequência e não cuidar das cordas vocais, poderá “regredir” e passar pelo mesmo estágio de transformação. Assim, a cantora pode tanto “progredir” (passar de mezzo para soprano) como “regredir” (pular de soprano para contralto sem nem dar um oi ao mezzo).

A seguir, uma passagem bem interessante publicada pelo “Vocal Pop” (popular site sobre técnicas vocais) que ilustra exatamente isso: “nessa época [1991] ela [Mariah Carey] cantava como mezzo-soprano dramático […]. Os anos se passaram e como nas mulheres a voz demora mais a se estabilizar, ela veio à digamos ‘virar’ soprano lá por meados de 2002. Nesse período ela começou a usar mais a voz de cabeça dela e optar por esse lado soprano de seu vocal. A voz começou a ficar mais rouca e pesada”.

“No caso da Mariah, a voz dela não se modificou por desleixo, e sim por questões hormonais. Porém afirmo que fatores externos também podem literalmente ‘engrossar’ a voz da pessoa. Como por exemplo beber e fumar, ou gritar muito. Tudo isso acelera o processo de envelhecimento das suas cordas vocais e te deixa vocalmente fraco. Sua voz começa a perder o brilho e aquilo que a torna especial. Vejam o caso de Whitney Houston, ela começou a fumar crack alguns anos antes de morrer e virou um contralto profundo. A voz dela estava tão debilitada que até para falar ela sentia incômodo na garganta. Cantar seus clássicos eram impossíveis. Ao vivo durante as apresentações que fez antes de falecer, ela decepcionara bastante. Mesmo abaixo o tom de suas canções clássicas para cantar mais grave, ela já não aguentava fazer os agudos de antes”.

Se você ainda tem dúvidas de que a voz da cantora é tão diferente assim, então se liga nessas apresentações de 2002 e 2011 com “I’m With You”

Vocês devem achar que eu tenho uma resposta para tudo, e realmente, depois de pesquisar e refletir bastante sobre esse assunto, cheguei à essa mesma conclusão, modéstia à parte! Sobre a caligrafia (e os traços diferentes que teriam sido desenhados de maneiras incompatíveis), vou me recorrer a outra experiência de vida que tive por todos esses anos escolares. Vocês já perceberam que, enquanto você ainda está no colégio e retorna das férias para o início das aulas no começo do ano (lá para fevereiro), uma certa dificuldade de voltar a escrever como antes parece tomar conta da gente nos primeiros dias e semanas? É como se você tivesse “desaprendido” a usar uma caneta, o que consequentemente exigirá um pouco de treino para voltar a escrever com maior naturalidade e precisão (sério, minha caligrafia em todo começo de caderno era tenebrosa). Agora imagine essa situação aliada ao fato de você ser uma pessoa famosa que precisa autografar objetos para fãs escrevendo de pé, sem qualquer apoio e com mais de 100 pessoas empurrando, gritando e metendo CDs, camisetas e agendas na sua cara. Não deve ser muito fácil!

Sobre o ponto da estética (nariz e pintas), não é necessário dizer que a canadense com certeza deve ter se submetido a uma cirurgia plástica para diminuição do nariz, não é?! Todo mundo sabe que a maior parte das celebridades de Hollywood faz cirurgias plásticas para modificar alguma parte de seus corpos, e por que a Avril não seria uma delas? Se compararmos as fotos antigas e recentes da cantora, poderemos perceber que a mudança não é nada assombrosa como a protagonizada por Ashlee Simpson, quem praticamente ganhou um novo nariz depois de passar pelo procedimento operatório. Quanto às pintas, você sabia que não existe nenhuma justificativa cientificamente comprovada do que porquê elas surgem, mas que as pessoas mais claras e com maior exposição ao sol são as mais propensas a adquiri-las? Isso com certeza responderia “as pintas a mais que a ‘Nova Avril’ teria e a ‘Antiga’ não”. Ah, é claro, ainda temos aquela manchinha na testa: a qual poderia facilmente ser removida cirurgicamente ou, até mesmo, ser uma mera espinha (a “Antiga Avril” ainda era uma adolescente; qual adolescente não tem espinhas?).

Por fim, chegamos à polêmica entrevista com o “Pânico na Band” em que a cantora primeiro se contradiz e depois não responde à pergunta, dando um sorrisinho sem graça. Sem julgar o nível de profissionalismo do programa, da emissora ou de seus contratados, mas, se você assistiu a entrevista completa realizada com a cantora provavelmente notou que em dado momento Lavigne não entende o que lhe é perguntado, pois os entrevistadores (ou pelo menos um deles) não parecem dominar totalmente a língua inglesa. Isso acontece antes da tal pergunta sobre a sua “morte”, o que com certeza deve ter colaborado para o posterior desconforto em responder algo tão “surreal”. Imagine-se você no lugar de uma super estrela da música internacional que vem até um país considerado de terceiro mundo pelo pessoal lá de fora e, na maior boa vontade, se vê obrigada a “provar” que você é você mesma, tudo porque existe uma teoria por aí que defende a sua morte e substituição por uma sósia. Qualquer outro artista (e até mesmo pessoa do anonimato) teria se levantado da cadeira, virado as costas e ido embora sem ao menos se despedir!

Ensaio fotográfico promocional para o álbum “The Best Damn Thing”

Se Avril estivesse mesmo morta e a tal sósia passasse a ocupar o seu lugar de 2003 pra cá, eu lhes pergunto então: quem é Melissa Vandella e por que não encontramos nenhuma imagem sua em pesquisa pelo Google? Boatos afirmam que, antes da sua “morte”, Lavigne teria contratado uma garota de nome Melissa que seria idêntica a ela para trabalhar como dublê, despistando assim fãs e paparazzos em shows e eventos. Se isso é mesmo verdade, por que não encontramos nenhuma imagem mais antiga ou atual da suposta sósia ao lado da cantora original ou em qualquer outro momento aleatório? Uma dublê não teria o direito de ter a sua própria vida, as suas redes sociais e os seus momentos particulares? Estranho, não é mesmo?

Como eu disse um pouco antes: é um fato comprovado que a canadense mudou completamente de estilo durante todos esses anos, algo que ela jamais negou (e até pelo contrário, já discorreu abertamente sobre). Passando a usar e até mesmo a desenhar roupas que nada tinham a ver com o visual escolhido no começo de sua carreira, a Lavigne “pós-Let Go” definitivamente não é mais a mesma de antes, mas isso não quer dizer que a moça tenha morrido e sido substituída por uma sósia, clone ou extraterrestre. Pare de analisar o caso Avril/Melissa por 5 minutos e reflita consigo mesmo quantas vezes você disse para quem quisesse ouvir que jamais faria algo ou que jamais se vestiria de determinada maneira. Agora, pense em quantas dessas vezes você acabou voltando atrás e mudando de opinião, percebendo que antes estava agindo de maneira impensada, com a cabeça quente.

Avril usar rosa, deixar o punk um pouquinho de lado e comer carne de vez em quando (ela afirmou ser uma adepta do veganismo) não devem ser motivos para desmerecer quem ela se tornou com o decorrer do tempo. Analisar os princípios que cada pessoa possui e mudar de ideia é um direito que qualquer um tem, cabendo exclusivamente a cada indivíduo a tarefa decidir quando é o momento de mudar ou de se manter daquela determinada maneira. Imagine o quão infeliz uma pessoa seria se resolvesse vincular-se à declarações cedidas lá atrás, há mais de 13 anos, e passasse a agir somente daquela maneira, pois “mudar não seria uma opção” a ser pensada. Ainda bem que, assim como qualquer pessoa, a cantora cresceu, amadureceu, aceitou o corpo que conquistou com o tempo e ganhou a confiança para participar de trabalhos que melhor condizem com o seu atual estado de espírito.

Se, na pior das hipóteses, Avril Lavigne tenha mesmo morrido e sido substituída por uma sósia (Melissa Vandella ou não), é realmente gratificante que a produção responsável pela cantora tenha localizado uma substituta tão talentosa capaz de propiciar aos fãs um material tão bom como é o que compõe a discografia posterior ao disco “Let Go”. E digo mais: se a “Antiga Avril” foi conhecida por ter sido uma grande artista da sua época, a “Nova Avril” merece uma salva de palmas por ter expandido um império inimaginável que lá em 2002 nenhuma pessoa teria sido capaz de imaginar ou esperar da corajosa novata que conquistou o mundo com sua voz e jeito único de ser. “Nova Avril”, “Antiga Avril”, tanto faz… Avril Lavigne foi, é e continuará sendo eternamente a nossa grande Avril Lavigne!

Todas as informações sobre a teoria Avril Lavigne morreu e foi substituída, incluindo teses, imagens e vídeos, foram retirados deste site. Obrigado à Marília por incentivar a criação deste post e pelas discussões construtivas de que participamos.

Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 1)

Olá, tudo bem com vocês, meus caros? Depois de passarmos alguns dias sem grandes atualizações é finalmente chegado o momento de trazer aqui para o blog mais uma das nossas listinhas tão especiais montadas com todo o carinho do mundo. E, desta vez, dando sequência à nossa viagem intergalática pelo universo musical, resolvi mergulhar de cabeça num buraco negro que estava ali dando sopa e acabei batendo de frente com algo que fez meus olhos brilharem mais que os alinhados dentes do Professor Lockhart.

Sendo transportado para um túnel do tempo e arremessado há centenas de anos-luz do nosso atual 2015, fui parar na fantástica Terra 00s e encontrei um pouco do passado de cada um de vocês que estão lendo esta publicação. Resgatando algumas das melhores músicas que nos acompanharam pela última década, decidi selecioná-las e cheguei a um total de 15 faixas que continuam tão nostálgicas quanto antes, quando foram gravadas e liberadas há milhões de anos atrás.

Inaugurando a nossa primeira parte deste especial, eu lhes deixo a seguir com 8 destas 15 preciosidades que definitivamente merecem a atenção de seus ouvidos e que com certeza farão muitos se descabelarem de tanta emoção. Ah, e é claro, não deixe de conferir a nossa playlist no final deste post pois isso será essencial, okay?


1. Pieces Of Me – Ashlee Simpson

Álbum / ano de lançamento: “Autobiography”, 2004;

Gravadora: “Geffen Records”;

Composição: Ashlee Simpson, Kara DioGuardi e John Shanks;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #4 no Reino Unido, #5 nos EUA, #7 na Austrália.

Eu duvido que você encontre uma música com mais cara de verão que não seja “Pieces Of Me”, o single que marcou a estreia da até então novata Ashlee Simpson junto ao meio musical. Seguindo os passos de sua irmã mais velha, a popstar Jessica Simpson, foi com esta música que a caçula da família de artistas passou um dos momentos mais vergonhosos de todo o cenário pop: o tão comentado playback do “Saturday Night Live”, de 2004. Após uma apresentação bem feita de seu grande sucesso, Ashlee daria uma palinha da música “Autobiography” para o pessoal; isso se os vocais de “Pieces Of Me” não surgissem sem qualquer aviso prévio e denunciassem o seu microfone desligado. Claro que, mais tarde, acabou por ser atestado que Ashlee encontrava-se com problemas em suas cordas vocais no dia da apresentação (o que justificaria facilmente o lip sync mal executado), mas o incidente por si só já foi o suficiente para o pessoal cair matando em cima da morena. O resultado foi que Ashlee teve de ralar muito para provar que realmente tinha talento e fixar seu nome entre uma das melhores musicistas de sua geração.


2. Too Little Too Late – JoJo

Álbum / ano de lançamento: “The High Road”, 2006;

Gravadora: “Da Family”, “Blackground Records” e “Universal Motown Records”;

Composição: Billy Steinberg, Josh Alexander e Ruth-Anne Cunningham;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #3 nos EUA, #4 no Reino Unido, #10 na Austrália.

Eu sei que você já chorou vários términos de namoros e demais desilusões amorosas ao som de “Too Little Too Late”, o 1º single da cantora JoJo para o seu 2º álbum, “The High Road” (atire a primeira pedra a garota que nunca se identificou com um “eu era jovem e apaixonada, eu te dei tudo, mas isso não foi suficiente. E agora você quer se comunicar, mas você sabe que é apenas um pouco tarde demais”). Apostando pesado em seus dotes de vocalista e dando tudo de si no maior hit de sua carreira, é difícil de imaginar que a norte-americana tinha apenas 15 anos quando gravou a canção e a incluiu no seu disco lá de 2006. Faixa indispensável daquelas coletâneas de DVDs piratas contendo baladinhas românticas que rodavam os camelôs de todo o Brasil, “Too Little Too Late” trouxe à JoJo o recorde de maior salto na “Billboard Hot 100”, quando pulou de #66 para #3 em apenas uma semana (atualmente esta façanha pertence à Kelly Clarkson com “My Life Would Suck Without You”, #97 – #1). Com um clipe bem gracinha e cheio de emoção que ganhou os nossos corações numa vida um tanto quanto distante, dá pra acreditar que esse hino completa exatos 10 anos em agosto de 2016?


3. Complicated – Avril Lavigne

Álbum / ano de lançamento: “Let Go”, 2002;

Gravadora: “Arista Records”;

Composição: Avril Lavigne, Lauren Christy, Scott Spock e Graham Edwards;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #2 nos EUA, Áustria e Itália, #3 no Reino Unido e Alemanha.

Como o tempo passa! Passa tanto que, eu ouso dizer que quem acompanhou a Avril Lavigne lá do começo dos anos 2000 e fez uma longa pausa de uns 10 anos jamais reconheceria o mulherão que se tornou a nossa eterna “Princesinha do Pop Punk”. Amadurecendo sua imagem de molecona que andava para todos os cantos com seu Converse surrado e o skate debaixo do braço, foi ainda sob essa aparência que a canadense mais popular da cultura pop se lançou como cantora com “Complicated”, o first single de seu 1º álbum. O sucesso da loira foi tão grande que a sua parceria com o grupo de produtores The Matrix foi nomeada a duas categorias do “Grammy”, a maior premiação da música internacional, enquadrada como “Música do Ano” e “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, lá em 2002. Não levando nenhum dos gramofones dourados para casa, Avril precisou se contentar com a vitória em outras premiações também de peso, como o “MTV Video Music Awards” e o “Juno Awards”, por “Melhor Novo Artista em um Vídeo” e “Música do Ano”, respectivamente.


4. Wake Up – Hilary Duff

Álbum / ano de lançamento: “Most Wanted”, 2005;

Gravadora: “Hollywood Records”;

Composição: Joel Madden, Benji Madden, Jason “Jay E” Epperson e Hilary Duff;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Itália, #7 no Reino Unido, #29 nos EUA.

Hilary Duff já era uma das queridinhas de Hollywood desde que surgira em meados de 2003 com as viciantes “So Yesterday” e “Come Clean”, mas somente dois anos depois ela ganharia a confiança dos adolescentes de todo o mundo com o carro-chefe de sua 1ª coletânea. “Wake Up”, fruto de seus trabalhos com o produtor Joel Madden, seu namorado na época, foi apenas uma prévia do caminho que Duff seguiria dois anos mais tarde em “Dignity”, seu sombrio quarto disco de inéditas. Apesar de ainda perambular pela música pop chiclete que lhe rendera uma pequena-grande fortuna, o single marca a busca de Duff por um som mais techno e que representasse melhor a sua personalidade naquele momento. Cantando sobre sair de casa, deixar as complicações de lado e se divertir, “Wake Up” surgiu em 2005 assim como “Girls Just Want to Have Fun”, da Cyndi Lauper, havia surgido no começo dos anos 80 e arrastado consigo uma legião de jovens amantes da música pop de qualidade.


5. Big Girls Don’t Cry – Fergie

Álbum / ano de lançamento: “The Dutchess”, 2007;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Stacy Ferguson e Toby Gad;

Gênero musical: adult contemporary, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Austrália, Áustria, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, #2 no Reino Unido.

Quem algum dia chegou a duvidar que a voz feminina do Black Eyed Peas pudesse também fazer sucesso em carreira solo com certeza acabou pagando com a língua depois que “The Dutchess”, o 1º álbum solo da Fergie, saiu lá por 2006. Liderado pelo carro-chefe “London Bridge” e seguida por “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry” (também chamada de “Big Girls Don’t Cry (Personal)”) foi a escolhida para ser o 4º single oficial do material e trouxe consigo um importante título para a cantora. É que desde 2000, quando Christina Aguilera debutou seu disco de estreia na “Billboard”, nenhum outro artista havia atingido o feito de possuir três músicas de um mesmo álbum no topo do “Hot 100”, a parada musical mais importante da “Terra do Tio Sam”. Certificada 3x platina pela RIAA e 5x pela ARIA, Fergie nunca esteve tão vulnerável e emotiva em seus trabalhos anteriores, que costumeiramente a inseriram num ambiente mais festeiro e sexual. Afinal, toda grande cantora precisa de uma grande balada, “e grandes garotas não choram” assim tão fácil.


6. Say It Right – Nelly Furtado

Álbum / ano de lançamento: “Loose”, 2006;

Gravadora: “Geffen Records” e “Mosley Music Group”;

Composição: Nelly Furtado, Tim Mosley e Nate Hills;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Canadá e Nova Zelândia, #2 na Austrália, #10 no Reino Unido.

Todos sabemos que muitas músicas são responsáveis por marcarem momentos bem importantes de nossas vidas, e é claro que não poderia ser diferente com a canadense Nelly Furtado, que desde o álbum “Loose” tem trabalhado em nos presentear com alguns hinos insuperáveis. Mudando toda a sonoridade do início de sua carreira e que marcou bastante os discos “Whoa, Nelly!” e “Folklore”, foi somente a partir de seu 3º álbum que Furtado recebeu massiva popularidade pelos EUA e ganhou o mundo afora. Agitando 9 a cada 10 festas que foram celebradas há quase uma década, “Say It Right” resolveu fazer uma pausa no dance-pop de “Maneater” e no hip-hop de “Promiscuous” para liberar um R&B mais gostosinho e harmônico daqueles que nos faz querer dançar agarradinho com alguém. Amparada em uma letra bem composta e totalmente sugestiva, os versos cantados lentamente pela cantora são até a presente data um dos maiores exemplos de que sensualidade nada tem a ver com vulgaridade. Nomeada ao “Grammy” de 2008 por “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, o single acabou perdendo para “Rehab”, da Amy Winehouse.


7. Stickwitu – The Pussycat Dolls

Álbum / ano de lançamento: “PCD”, 2005;

Gravadora: “A&M Records” e “Interscope Records”;

Composição: Franne Golde, Kasia Livingston e Robert Palmer;

Gênero musical: soul;

Posição nas paradas de sucesso: #1 no Reino Unido e Nova Zelândia, #2 na Austrália e Irlanda, #5 nos EUA.

Seguindo Nicole Scherzinger e suas colegas de banda após o bom desempenho de “Don’t Cha” nas paradas de sucesso, “Stickwitu” foi a música selecionada pelo pessoal por trás das Pussycat Dolls para dar continuidade à trajetória de ouro trilhada por uma das girlbands mais sensacionais dos últimos tempos. Não era nenhuma novidade, naquela época, que as músicas do grupo eram cantadas quase que inteiramente pela Srtª Scherzinger, ficando com as demais garotas a mera tarefa de atuar como backing vocals da grande voz por trás do PCD – e, o videoclipe da música é algo que frisa isso bastante. Intercalando diversas cenas solo da morena com outras de Carmit Bachar, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Melody Thornton se espremendo em frente a câmera para receber alguns segundinhos de atenção, foi somente a partir do 2º disco que as demais meninas ganharam mais destaque dentro do grupo. Nomeada na 49ª edição do “Grammy” pela categoria “Melhor Performance Pop por um Grupo ou Dupla”, “Stickwitu” não levou a melhor e acabou sendo vencida por “My Humps”, do Black Eyed Peas.


8. All You Wanted – Michelle Branch

Álbum / ano de lançamento: “The Spirit Room”, 2002;

Gravadora: “Maverick Records”;

Composição: Michelle Branch;

Gênero musical: alternative rock, pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #3 na Nova Zelândia, #6 nos EUA, #25 na Austrália, #33 no Reino Unido.

Encerrando a nossa primeira parte das “melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes”, resolvi trazer para vocês uma canção que muitos não devem se lembrar, mas que já devem ter ouvido na trilha sonora de alguma comédia romântica dos anos 2000. Com um instrumental bem característico do novo milênio, Branch resolveu mostrar ao público um pouquinho de seus talentos líricos aqui e compôs sozinha os versos que seguem “All You Wanted”, nos proporcionando algumas preciosidades poéticas como: “se você quiser, eu posso te salvar, eu posso te levar para longe daqui. Tão sozinho por dentro, tão ocupado por fora, e tudo que você queria era alguém que se importasse”. Ao lado de “Everywhere”, a primeira gravação da cantora liberada como o first single do “The Spirit Room”, “All You Wanted” tem aquela pegada pop-rock tão bem produzida pelo John Shanks (Ashlee Simpson, Hilary Duff, Miley Cyrus) e que tanto fez parte da nossa infância e adolescência. O coração não chega a aguentar tantas saudades, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

Fique de olho por aqui, pessoal, pois a parte 2 desta fantástica playlist deverá sair até o final de semana. 😉

2/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS ON

3. Lights On

Depois de todo o sucesso obtido com a 1ª parte desse especial, eis que apresento pra vocês o segundo bloco contendo mais 11 dos meus 72 discos favoritos (você pode conferir o post anterior acessando este link). Enquanto escrevia LIGHTS OFF, o meu maior objetivo foi montar uma pequena relação de álbuns que apresentasse uma temática sombria e trabalhasse com os sentimentos de seus criadores, expressando toda a dor, melancolia e demais negativismo que tanto sentimos e estamos cansados de sentir.

Em LIGHTS ON, paralelamente, meu propósito foi exatamente caminhar pelo trajeto contrário. Aqui trago álbuns que te farão – ou tentarão te fazer – sair da deprê e querer comemorar a sua vida da melhor forma possível. Bora encher o carro com os amigos e jogar papo fora! Xô preguiça, xô tristeza!


01. Headstrong11. HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2007;

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”;

Não deixe de ouvir também: “So Much For You”, “Goin’ Crazy”, “We’ll Be Together” e “Headstrong”.

Antes de lançar seu grande primeiro álbum solo, “Headstrong”, de 2007, Ashley Tisdale já era conhecida por seu papel no filme “High School Musical”, então não era nenhuma novidade para o público que a loirinha já sabia cantar. Seja sensualizando no clipe de “He Said, She Said”, arrasando nos vocais de “Suddenly” ou sendo a tão adorada e brega Disney girl de “Not Like That”, Tisdale acertou em cheio com a sua estreia musical, e isso é algo que fica evidente enquanto ouvimos as faixas que compõem “Headstrong”. Sem medo de mostrar todo o seu #girlpower, a cantora foi uma das poucas novatas de sua geração que soube como transmitir sua mensagem otimista sem cair na rejeição popular. Um exemplo de confiança e transparência, Ashley é ainda um modelo de artista que costumeiramente manteve sua boa postura sem estrelar as manchetes escandalosas da imprensa marrom, postura essa nem sempre tomada por seus conterrâneos de “HSM”, não é mesmo?


02. Child Of the Universe12. CHILD OF THE UNIVERSE – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music, 2012;

Singles: “Sitting On Top Of The World”, “Dancing With a Broken Heart” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “Touch”, “Hunters And The Wolves”, “Alcohol” e “No Communication”.

É engraçado porque, ao mesmo passo que a frase “jamais julgue um livro pela capa” defina perfeitamente a senhorita Goodrem para aqueles mais inseguros, a mesma frase não pode ser aplicada para aqueles mais confiantes e que se rendem ao amor à primeira vista. Em meio a tantos atributos físicos exageradamente perfeitos (loira, magra, bonita, simpática, quase uma Barbie humana), fica a dúvida acerca de seus reais talentos e qualidades. Entretanto, qualquer dúvida é facilmente sanada quando temos a oportunidade de ouvir sua boca maravilhosamente bem desenhada ser aberta e sua cristalina voz ser emanada por dois pulmões fortes e imbatíveis. “Child Of The Universe”, seu 4º álbum de inéditas, é, até a presente data, o trabalho que melhor define sua personalidade tão interessante de ser descoberta. Trazendo um mix de sons e experiências de vida, Delta se mostra uma profissional e tanto na apresentação de cada música do disco, seja pela agressividade estonteante de “Alcohol” ou pelo seu lado mais dançante de “Dancing With A Broken Heart”. Uma das melhores vocalistas da atualidade, Delta Goodrem é mais uma daquelas mulheres que integra a nossa lista de “nomes que o mundo PRECISA conhecer”.


03. Most Wanted13. MOST WANTED – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2005;

Singles: “Wake Up” e “Beat Of My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “The Getaway”, “Break My Heart”, “Fly” e “Supergirl”.

Já dissemos que o álbum “Dignity” foi um divisor de águas na carreira de Hilary Duff, mas vale relembrar que antes disso a cantora já vinha caminhando para uma imagem artística mais amadurecida. E, foi exatamente com a coletânea “Most Wanted” que Duff resolveu presentear seus fãs com uma reunião de suas músicas mais poderosas. Contando com as inéditas “Wake Up”, “Beat Of My Heart”, “Break My Heart” e “Supergirl” – essa última presente apenas na edição de colecionadores do novo álbum – Hilary já tentava dizer aos fãs que aquela seria a última vez que a veriam como a popstar adolescente mais procurada do momento. Agora quase uma mulher, Hilary brilhantemente deu um passo afrente ao emplacar “Wake Up” como um dos maiores hits de 2005 e ainda nos surpreender com os vocais consistentes de “Beat Of My Heart”, estes demonstrados ao vivo na edição de 2005 do “American Music Awards” – e que você pode conferir aqui.


04. Britney14. BRITNEY – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2001;

Singles: “I’m A Slave 4 U”, “Overprotected”, “I’m Not a Girl, “Not Yet a Woman”, “I Love Rock ’N’ Roll” e “Boys (The Co-ed Remix)”;

Não deixe de ouvir também: “Boys (Album Version)”, “Let Me Be”, “What It’s Like To Be Me” e “Before The Goodbye”.

Com apenas dois álbuns lançados e vários hits tocando sem parar nas rádios de todo o planeta, a jovem Srtª Spears já era considerada um ícone da cultura pop quando preparava o lançamento de seu 3º disco de inéditas, o autointitulado “Britney”, de 2001. Disposta a quebrar as regras do jogo logo no começo de sua bem sucedida carreira, foi com este material que a cantora explodiu pelo mundo como uma das sex symbols mais desejadas de todos os tempos. Com uma divulgação massiva e a liberação de um single atrás do outro, ouso dizer que este é sem sombra de dúvidas o material mais bem trabalhado e explorado de sua discografia, tendo inclusive sido usado como base para a estreia da “Princesinha do Pop” nos cinemas por meio do longa “Crossroads: Amigas para Sempre”. Tomando um rumo mais independente e deixando de lado as baladinhas românticas que tanto fizeram parte de “…Baby One More Time” e “Oops!…I Did It Again”, “Britney” foi o passo inicial dado pela cantora que mais tarde se tornaria conhecida pelo bordão “it’s Britney, bitch”.


05. A Public Affair15. A PUBLIC AFFAIR – JESSICA SIMPSON

Gravadora: Epic Records, 2006;

Singles: “A Public Affair”, “I Belong To Me” e “You Spin Me Round (Like a Record)”;

Não deixe de ouvir também: “B.O.Y.”, “Walkin’ ’Round in a Circle”, “The Lover In Me” e “I Don’t Want To Care”.

Simpson já não era mais uma novata quando liberou “A Public Affair”, seu 5º álbum de estúdio, para os fãs que aguardavam ansiosos por novas músicas desde o natalino “Rejoyce: The Christmas Album”, de 2004. Agora experiente e conhecedora dos altos e baixos que o mercado musical pode proporcionar a qualquer um, a irmã mais velha de Ashlee Simpson decidiu chamar as amigas Christina Applegate, Eva Longoria e Christina Milian (entre outros famosos) para estrear o divertido clipe do carro-chefe, “A Public Affair” (por favor, ASSISTA). Um ponto interessante que observei e merece atenção é que este é o primeiro álbum, depois de tantos anos de carreira, no qual a cantora aparece realmente confortável consigo mesma e com a própria identidade que adquiriu no passar dos anos. Após passar tanto tempo tentando atingir as altas notas de Mariah Carey e Celine Dion, pela primeira vez pudemos ver Jessica quebrando as amarras que a fizeram famosa sendo mais Jessica e menos uma promessa de “Miss sonho americano”.


06. Breakaway16. BREAKAWAY – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 2004;

Singles: “Breakaway”, “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You” e “Walk Away”;

Não deixe de ouvir também: “Gone”, “Where Is Your Heart”, “I Hate Myself For Losing You” e “Hear Me”.

Pode parecer um pouco estranho, mas, “Breakaway” não é o disco de estreia da primeira grande vencedora do “American Idol”. Por mais que “Thankful” (2003) tenha sido o responsável por levar o nome da cantora do anonimato para a popularidade musical, foi somente um 1 depois que Kelly Clarkson tornou-se uma das popstars mais conhecidas e amadas do globo terrestre. Trazendo hinos que mais tarde a consagrariam como uma das musicistas mais talentosas do novo milênio, Clarkson é uma raridade dos dias de hoje que sempre demonstrou fidelidade a suas raízes como cantora e artista. Investindo em sua voz poderosa e nas batidas pop que comumente estiveram presentes em seus trabalhos no decorrer dos anos, “Breakaway” é definitivamente um de seus trabalhos mais coesos e profundos que trouxe o melhor da voz de Kelly em sua melhor fase. É, inclusive, o trabalho que a cantora mais vendeu por aí: foram mais de 14 milhões de cópias no mundo.


07. Guilty Pleasure17. GUILTY PLEASURE – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2009;

Singles: “It’s Alright, It’s OK” e “Crank It Up”;

Não deixe de ouvir também: “Acting Out”, “How Do You Love Someone”, “Erase And Rewind” e “I’m Back”.

Tomando por base a premissa já adotada por Madonna e Christina Aguilera de que ficar morena representa um amadurecimento da imagem artística da mulher envolvida na indústria fonográfica, Ashley Tisdale não pensou duas vezes antes de fazer o mesmo e servir de exemplo para o caso prático. Assim como sua colega da “Disney” Hilary Duff, Ashley merece nossa ovação de pé pela atitude que parece ter funcionado, já que “Guilty Pleasure”, seu 2º álbum, acabou por se provar uma obra de arte da música pop contemporânea. Por mais que os novos cabelos tenham durado só até a metade da divulgação do disco – Tisdale já estava loira mais uma vez em “Crank It Up” – é inevitável que a mudança surtiu um efeito muito positivo em como as pessoas começaram a ver nossa querida estrela de “The Suite Life Of Zack & Cody”. Agora uma mulher crescida e pronta para as novas aventuras de sua carreira musical – que atualmente encontra-se num hiatus interminável -, bem que os cabelos escuros poderiam voltar na próxima era de Ashley, vocês não acham?


08. Goodbye Lullaby18. GOODBYE LULLABY – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records, 2011;

Singles: “What The Hell”, “Smile” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “I Love You”, “Everybody Hurts”, “Remember When” e “Goodbye”.

Foi difícil escolher um álbum de Avril Lavigne para fazer parte deste especial que estamos acompanhando, mas eu não acredito que tenha feito a escolha errada ao apostar todas minhas fichas no 4º disco da canadense. Eu sei, é claro, que “Goodbye Lullaby” não é tão autêntico como “Let Go”, profundo como “Under My Skin” ou alto astral como o “The Best Damn Thing”, mas nenhum dos trabalhos anteriores trouxe a sensibilidade que eu tanto procurava. O que diferencia esta obra das demais é que Lavigne parece não ter se importado nenhum pouco em gravar algumas músicas boas sem se preocupar com o que poderia tocar nos rádios e fazer sucesso. É claro que temos a parte mais comercial do álbum – as três músicas escolhidas para single – mas em momento algum é desmerecida a importância de outros grandes hinos como “Everybody Hurts” e “Not Enough”, por exemplo. Um super ponto para Avril que, seguindo os seus próprios instintos, soube nos presentear com um disco sincero e positivo ao extremo.


09. Funhouse19. FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records, 2008;

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”,  “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter In The Air”;

Não deixe de ouvir também: “Bad Influence”, “It’s All Your Fault”, “Ave Mary A” e “This Is How It Goes Down”.

Apesar de ser obcecado pela voz da Pink, devo confessar que nunca fui um amante de seus álbuns de inéditas, a não ser por um grande single aqui e ali. Todavia, eu posso afirmar com todas as palavras que “Funhouse” é o disco que veio para deixar completamente de lado essa ideia e me fazer quase um grande fã de seu trabalho. Seja pelo lado “Pink de ser” esbanjado na eletrizante “So What” ou pela obscuridade tão fascinante de “Sober”, o 5º disco da loira é o que de mais pop-rock iremos encontrar em sua conceituada discografia. Trazendo os seus já conhecidos vocais fortes e raspados de uma contralto que sabe o que faz nos estúdios de gravação e nos palcos de suas turnês, Pink sempre foi uma das cantoras mais bem recebidas pelo seu público alvo e até mesmo por aqueles que pouco conhecem sua trajetória. Não é de hoje que os trabalhos da cantora com o brilhante Max Martin originam canções capazes de nos tirar o ar por horas, não é mesmo?


10. Paris20. PARIS – PARIS HILTON

Gravadora: Warner Bros., 2006;

Singles: “Stars Are Blind”, “Turn It Up” e “Nothing In This World”;

Não deixe de ouvir também: “I Want You”, “Jealousy” “Heartbeat” e “Screwed”.

Vamos tentar deixar um pouco o preconceito de lado antes de darmos início a este trabalho em particular, tudo bem? Não estou julgando as habilidades vocais de Paris Hilton ou a sua capacidade para compor grandes músicas, porém, existe aqui um fator que foi primordial para a inclusão do controverso “Paris”, de 2006, ao meu blog e a esta publicação. É claro que o trabalho dos produtores no debut album da socialite foi monstruoso – pra você ter uma ideia, Scott Storch abandonou um projeto de Christina Aguilera para trabalhar com Paris – e isso realmente produziu um resultado um tanto interessante. “Paris” tinha tudo para soar como “uma tentativa de um álbum de Britney Spears”, mas é exatamente isso que não acontece com a estreia de Hilton no meio musical. Seja pela refrescante e praiana “Stars Are Blind” ou pela motivacional – mesmo que seja só pelo videoclipe“Nothing In This World”, a herdeira do império Hilton realmente se divertiu ao jogar-se de cabeça em mais um ramo de sua multifacetada carreira. E, o mais importante: também nos divertiu, o que é o que realmente importa para mim e aos seus poucos – mas fiéis – fãs espalhados por aí.


12. Spring Break...Checkin' Out21. SPRING BREAK…CHECKIN’ OUT – LUKE BRYAN

Gravadora: Capitol Records Nashville, 2015;

Singles: “Spring Breakdown”;

Não deixe de ouvir também: “My Ol’ Bronco”, “Games”, “Good Lookin’ Girl” e “Like We Ain’t Ever”.

Já finalizando o bloco LIGHTS ON, a 2ª parte de nosso especial, é com o charmoso Luke Bryan que me despeço de vocês que têm acompanhado esta caminhada tão longa e por que não espiritual. Sei que pode ser um tanto quanto estranho a inclusão de um álbum country numa lista de álbuns dominada por discos pop, mas, como eu disse anteriormente na abertura dos meus 72 discos favoritos, a sonoridade é o que menos busquei ao elaborar tudo o que tenho escrito por aqui. Lançado há tão pouco tempo – o disco foi liberado no dia 10 de março deste ano – o trabalho vem de encontro a todo o trabalho que o cantor tem desenvolvido no desenrolar dos últimos 5 anos. Para tanto, Luke tem sido destaque nas últimas premiações musicais, tendo levado para casa diversos prêmios em categorias country de eventos como o “American Music Awards” e o “Billboard Music Awards”, além, é claro, daquelas cerimônias próprias de sua música, como o “Academy of Country Music Awards”, e o “CMT Music Awards”. Confiante de si e do som que tem produzido, essa é mais uma dica que vale a pena conferir de um dos melhores álbuns lançado neste ano.


Vamos esquentar um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, o terceiro bloco que trará alguns discos latinos ou com uma pegada mais tropical. Você não pode perder!!!

Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás

O universo musical, assim como o da literatura e o do cinema, está passando por constantes alterações, e isso quem diz não sou eu, mas a própria História. Assim como o ser humano, tudo ao nosso redor modifica, evolui e ultrapassa certos limites que até então imaginávamos inquebráveis. Não poderia ser diferente com a música pop, o gênero mais cobiçado dos últimos tempos.

Porém, o que encontramos em dias atuais, infelizmente, talvez seja um pouco desapontante. Salvo algumas exceções raríssimas, os artistas atuais, principalmente os da nova geração, têm procurado uma certa generalidade que não coincide com o que bombava há 10 anos em rádios de todos os países. Talvez pela insegurança do sucesso, mais e mais vezes somos “atacados” por álbuns de conteúdo duvidoso e que pouco mostram originalidade (talvez se retirarmos um carro-chefe ou um single qualquer).

Nesse sentido, selecionei abaixo 10 dos melhores álbuns lançados há 10 anos e que continuam fazendo a cabeça de muita gente. Deixo claro, desde já, que elaborei esta publicação me baseando única e exclusivamente em meu gosto musical. Reafirmo humildemente: não sou técnico musical, apenas um grande admirador de música pop.

Vamos lá?!


10. GREATEST HITS: MY PREROGATIVE

Artista: Britney Spears

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 08/11/2004

Singles: “(I’ve Just Begun) Having My Fun”, “My Prerogative”, “Do Somethin’”

Considerações: Tudo bem, eu sei que ao dizer que relacionaria os 10 melhores álbuns de 2004, você provavelmente pensou em discos de faixas inéditas, porém, essa coletânea é capaz de quebrar as regras de qualquer jogo. “Greatest Hits: My Prerogative” é tão deliciosa que tem o incrível poder de abrir uma fenda no tempo e nos sugar para o fantástico mundo comandado por Britney Spears. As inéditas incluem três novas músicas produzidas pela dupla Bloodshy & Avant, sendo uma delas um cover do cantor de R&B Bobby Brown. Hinos como “I’m a Slave 4 U” e “Toxic” juntamente com as faixas inéditas nos revelam que aquela pequena garota nascida na Louisiana veio para construir um legado e se tornar a maior estrela pop de todos os tempos, sendo uma fiel seguidora dos passos de Madonna e Michael Jackson.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 255 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “My Prerogative”.


09. HARMONIUM

Artista: Vanessa Carlton

Gravadora: A&M Records

Lançamento: 21/10/2004

Singles: “White Houses”

Considerações: “Making my way downtown, walking fast, faces passed and I’m home bound”! A dona de uma das músicas mais conhecidas dos anos 2000 – “A Thousand Miles” (o tema do filme “As Branquelas”, lembra?) – não poderia fazer feio com o lançamento de seu segundo disco, “Harmonium”, trazendo o first (and only) single “White Houses”. Com baixas vendas, o álbum marcou a saída da cantora de sua até então atual gravadora, a “A&M Records”. Completamente trabalhado em cima do já conhecido “piano pop/rock” apresentado por Carlton, o segundo trabalho da norte-americana traz um considerável amadurecimento profissional com letras mais intimistas e convidativas. Podemos destacar entre as canções do disco a faixa “Annie”, escrita pela cantora e dedicada a uma fã com leucemia: “Eu daria meus ossos para você ter mais alguns anos, oh Annie. Mais para você viver do que para tentar sobreviver, oh Annie”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #33 na “Billboard 200” com vendas de 36 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “White Houses”.


08. REBELDE

Artista: RBD

Gravadora: EMI Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Rebelde”, “Solo Quédate En Silencio”, “Sálvame”, “Un Poco De Tu Amor”

Considerações: Talvez o maior sucesso musical mexicano apenas atrás da cantora Thalía, o RBD foi a banda formada entre os anos de 2004 a 2009 por meio da telenovela “Rebelde”. Integrado por Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christian Chávez, Christopher von Uckermann e Alfonso Herrera, o primeiro disco da banda foi totalmente inspirado no programa de TV estrelado pelo sexteto, atuando como trilha sonora para o mesmo. Vale dizer, ainda, que o sucesso do grupo foi tão grande aqui no Brasil que o disco chegou a ser relançado e regravado, com 7 das músicas originais cantadas totalmente em português, recebendo o título “Rebelde (Edição Brasil)” Os dois próximos discos da banda, “Nuestro Amor” e “Celestial”, também receberam versões “abrasileiradas”, repetindo o mesmo sucesso adquirido pelo primeiro.

Paradas musicais: O álbum estreou em #95 na “Billboard 200”, e estima-se que tenha vendido 400 mil cópias até hoje nos EUA.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Solo Quédate En Silencio”.


07. LOVE. ANGEL. MUSIC. BABY

Artista: Gwen Stefani

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 12/11/2004

Singles: “What You Waiting For?”, “Rich Girl”, “Hollaback Girl”, “Cool”, “Luxurious”, “Crash”

Considerações: Já há 18 anos como membro do No Doubt, foi em 2004 que Gwen Stefani decidiu aproveitar o hiatos da banda para investir em sua carreira solo. Se influenciado na disco, electropop, new wave, R&B, hip-hop e dance-rock nos anos 80, a loira apresentou para o público um trabalho completamente original e diferente do que as pessoas estavam acostumadas a ouvir há 10 anos. Vestindo roupas fashionistas e gravando um som psicodélico, o visual de Stefani muito lembrava, para à época, o que Lady Gaga adotou em meados de 2008/2009. Como Alice No País das Maravilhas, Stefani investiu em sua carreira solo criando batidas modernas que remetia o ouvinte a outras dimensões, deixando o pop muito mais interessante. Destaque para o mega hit “Hollaback Girl”, composta por Gwen ao lado de Chad Hugo e Pharrel Williams, produzida pelos últimos (The Neptunes).

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “Billboard 200” com vendas de 309 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Hollaback Girl”.


06. BEAUTIFUL SOUL

Artista: Jesse McCartney

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 28/09/2004

Singles: “Beautiful Soul”, “She’s No You”, “Get Your Shine On”, “Because You Live”

Considerações: O único artista masculino solo a entrar em nossa lista não poderia ser outro senão Jesse McCartney, e não digo isso por ser meu cantor favorito. O moço mal havia saído da boyband Dream Steet, em 2002, quando deu início a sua carreira musical como solista, lançando em 2003 o EP “JMac”. Porém, foi com seu debut que conseguiu chamar a atenção do público e provar que não era apenas um rostinho bonito entre a multidão de novos artistas. Com suas baladas românticas, foi durante anos a opção número 1 de 9 a cada 10 garotas apaixonadas por seus ídolos teen, até se aprofundar no R&B e quebrar sua imagem de “bom moço” com a estreia de “Departure”, em 2007. “Beautiful Soul”, como o próprio nome sugere, nos traz um lado mais emocional e honesto de McCartney, embalando o ouvinte com seu pop-rock tradicional da década passada.

Paradas musicais: O álbum estreou em #15 na “Billboard 200”, e estima-se que o disco tenha vendido cerca de 1,8 milhão de cópias a nível mundial.

Ouça: e assista ao videoclipe de “She’s No You”.


05. AUTOBIOGRAPHY

Artista: Ashlee Simpson

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 20/07/2004

Singles: “Pieces Of Me”, “Shadow”, “La La”

Considerações: Antes de engravidar e dar a luz a seu primeiro filho, Bronx, Ashlee Simpson era uma cantora regularmente frequente no cenário musical. Com três álbuns em sua discografia, foi com o single “Pieces Of Me” que a morena estabeleceu entre as paradas de sucesso uma das músicas mais tocadas da década passada, sendo eleita por muitos a “Música do Verão”. Amparada pelo seu programa de TV “The Ashlee Simpson Show”, da MTV, a emissora mostrou aos fãs da jovem o processo de criação e gravação do disco, o que rendeu uma alta audiência e atraiu os holofotes para Simpson. Destaca-se no álbum a faixa “Shadow”, música que Ashlee compôs em seus 15/16 anos e desabafou sobre o quão difícil foi encontrar sua própria identidade e viver na sombra de sua irmã famosa, a também cantora Jessica Simpson. “Autobiography” é o álbum mais denso de Ashlee, que aproveitou a oportunidade para criar uma harmônica ligação de seus sentimentos adolescentes com sua voz rasgada e uma intensa batida pop-rock.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 398 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Pieces Of Me”.


04. HILARY DUFF

Artista: Hilary Duff

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 15/09/2004

Singles: “Fly”, “Someone’s Watching Over You”

Considerações: Após a liberação e pesada divulgação do disco “Metamorphosis”, Hilary Duff precisava urgentemente de novo material para manter a atenção do público. Algo que mostrasse sua evolução como ser humano, mas que não chocasse as pessoas que acompanhavam sua carreira. Foi a partir daí que nasceu “Hilary Duff”, tido por muitos como o seu álbum mais pessoal, sonoramente falando. Já introduzido pelo carro-chefe “Fly”, a música fala por si só, se tornando de imediato um hino de superação para milhares de jovens e adultos hoje 10 anos mais velhos. “Hilary Duff”, assim como qualquer disco pop, tem seus pontos altos e baixos, mas destaca-se pela melancolia intensa presente em faixas como “Weird”, “The Getaway” e “Shine”. Porém, também possui o seu lado positivo, este representado por “Jericho” e “I Am”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 192 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Fly”.


03. SPEAK

Artista: Lindsay Lohan

Gravadora: Casablanca Records

Lançamento: 07/12/2004

Singles: “Rumors”, “Over”, “First”

Considerações: O nosso top 3 é iniciado por ninguém mais, ninguém menos que Lindsay Lohan, a mais conhecida bad girl hollywoodiana da atualidade. Com “Speak”, seu primeiro trabalho musical sério, a norte-americana mostrou ao mundo que, além de seu talento nato para a representação, também foi beneficiada com uma voz poderosa e altamente limpa. O primeiro single, “Rumors”, mal foi lançado e chegou a ser indicado a uma categoria no “Video Music Awards” de 2005 na categoria de “Melhor Vídeo Pop” – mas perdeu para Kelly Clarkson com “Since U Been Gone”. “Speak” foi influenciado pelos gêneros pop, pop-rock, dance-pop e gravado sob o selo da “Casablanca Records”, com produção executiva de Tommy Mottola – o cara que descobriu Mariah Carey. Mostrando um lado mais sensível e comercial, Lohan somente foi se libertar musicalmente no ano seguinte, com a liberação de seu segundo álbum, “A Little More Personal (Raw)” – que em breve receberá uma análise exclusiva.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 261 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Rumors”.


02. BREAKAWAY

Artista: Kelly Clarkson

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You”, “Walk Away”, “Breakaway”

Considerações: Se o “American Idol” teve como objetivo principal encontrar um novo artista entre pessoas dos mais variados lugares do mundo, com certeza Kelly Clarkson foi a candidata mais bem sucedida da história do programa – sem desmerecer Carrie Underwood e Jordin Sparks, claro. Dona de uma voz poderosa e marcante, foi com “Breakaway” que Clarkson explodiu nas paradas de sucesso e se estabeleceu como uma cantora respeitada. Dona de inúmeros hits, três de seus maiores sucessos estão presentes em seu segundo disco, sendo eles “Because Of You”, “Since U Been Gone” e a faixa-título, “Breakaway”. Trabalhando ao lado de Dr. Luke (Katy Perry), Max Martin (Britney Spears), Kara DioGuardi (Christina Aguilera) e até mesmo Avril Lavigne, a loira presenteou os fãs com seu álbum mais vendido mundialmente – são mais de 15 milhões de cópias – e provavelmente o mais querido entre os seguidores da ex-garçonete. Com suas 4 oitavas, Kelly é provavelmente uma das cantoras mais bem treinadas vocalmente da atualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 250 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Because Of You”.


01. UNDER MY SKIN

Artista: Avril Lavigne

Gravadora: Arista Records, RCA Records

Lançamento: 25/05/2004

Singles: “Don’t Tell Me”, “My Happy Ending”, “Nobody’s Home”, “He Wasn’t”, “Fall To Pieces”, “Take Me Away”

Considerações: Não é a toa que a “Princesa do Pop-Punk” conseguiu, com seu segundo álbum de inéditas, conquistar nosso primeiro lugar. Os singles retirados de “Under My Skin” o tornaram um disco memorável, mas mesmo se ali não estivessem, este continuaria sendo, em minha singela opinião, o melhor álbum da canadense. Mais profundo que o debut “Let Go” e mais maduro que os posteriores, “Skin” nos revela uma Avril muito mais adulta e vulnerável – talvez só não tão vulnerável como pudemos ver em “Goodbye Lullaby”. Assim como “Fly”, de Hilary Duff, “Nobody’s Home” é um dos grandes destaques do CD, consolidando-se como uma das canções mais melancólicas e impactantes da última década. Número #1 em diversos países incluindo Canadá, Austrália e Japão, estima-se que o disco tenha ultrapassado 8 milhões de cópias a nível mundial.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 381 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nobody’s Home”.