Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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Exalando sensualidade, Britney Spears retorna mais eclética do que nunca no seu novo disco “Glory”

Nem faz muito tempo desde que falamos, pela última vez, sobre a “Princesinha do Pop” por aqui, no Caí da Mudança (sim, estamos nos referindo à recente resenha de “Make Me…” que pode ser conferida, na íntegra, por meio deste link). Entretanto, aproveitando uma oportunidade que não poderia ser desperdiçada, mais uma vez voltamos a divulgar e enaltecer o bom nome de Britney Spears agora que o 9º álbum de estúdio da norte-americana finalmente se encontra disponível entre nós, meros mortais ouvintes de música pop. Antecedido pela parceria com o rapper G-Eazy e por faixas promocionais como “Private Show”, o intitulado “Glory” mal chegou ao mercado e já ganha a nossa atenção por protagonizar a resenha musical da publicação de hoje – a qual, diga-se de passagem, merece um pouquinho da sua atenção, caro leitor!

Desde que a era “Britney Jean” chegou ao fim e fomos apresentados ao até então novo carro-chefe da “Srtª American Dream”, no ano passado, muito se discutiu entre os fãs de Spears se “Pretty Girls” tinha o potencial necessário para ocupar o posto de “um autêntico single da cantora”. Desagradando muitos e conquistando bem poucos, o featuring com a Iggy Azalea não só acabou por não vingar como também deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha no que se referia à originalidade até então empenhada para o próximo disco da loira. Parte desta insegurança, é claro, acabou por ser sanada no mês de julho, quando o lead-single “Make Me…” foi liberado, de surpresa, na madrugada do dia 14 para o dia 15. Entretanto, muita água ainda estava por vir… e assim, entre uma promocional aqui e outra ali, aguardamos pacientemente pela divulgação do material completo que há quase 3 anos era esperado ansiosamente pelo pessoal da B Army.

Enterrando o fracasso de “Pretty Girls” e “Britney Jean”, “Glory” ressurge como o comeback que Britney Spears merecia em sua carreira

Liberado oficialmente no último 26 de agosto, o sucessor de “Britney Jean” (2013) é o segundo do catálogo da moça a ser distribuído sob o selo da “RCA Records”, gravadora que atualmente representa a performer após o fim da “Jive”, em 2011. Contendo a produção executiva de Karen Kwak (A&R em “Loud”, da Rihanna), “Glory” segue predominante pelo pop e traz consigo inspirações na música eletrônica, alternativa, hip-hop, reggae, rock, R&B e funk. Distanciando-se, gradativamente, das batidas mais genéricas que tanto marcaram presença nos dois últimos discos liberados por ela, o popular “B9” fez bonito nos charts estadunidenses e estreou direto no top 3 da “Billboard 200”, em #3, com vendas de 111 mil cópias na primeira semana (contra 107 mil do “Jean” – que, em 2013, estreou em #4). Este é o 10º disco de Britney a entrar para o top 5 da parada (a coletânea “Greatest Hits: My Prerogative” também teve uma ótima estreia, lá em 2004, em #4)!

Exibindo uma vasta lista de compositores que inclui nomes bem promissores como Ed Drewett, Simon Wilcox, Danny Parker, E. Kidd Bogart e Justin Tranter (profissionais que já escreveram para Little Mix, Demi Lovato, Shawn Mendes, Beyoncé e Justin Bieber, respectivamente), Spears assina 7 das 18 faixas pertencentes ao “Glory” (são 12 na edição standard, 17 na deluxe e 18 na japonesa). Todavia, o que muitos não sabem é que, além da própria “Princesinha do Pop”, outra importante contribuição para o novo material foi a jovem sensação do mainstream Julia Michaels (“Sorry” e “Hands to Myself”) que, destas 18 novas canções, deixou a sua marca sobre 7 (3 em parceria com a Britney). No que se refere ao trabalho de produção, encontramos a presença de 20 dos mais disputados especialistas em música contemporânea, dentre os quais se destacam o já conhecido Burns (o cara por trás de “Make Me..”), Mischke, Cashmere Cat, Nick Monson, Mattman & Robin, Ian Kirkpatrick, Twice as Nice, Tramaine “Young Fyre” Winfrey etc.

Liricamente, “Glory” não foge muito da temática já trabalhada em álbuns como o “In the Zone”, “Blackout” e “Femme Fatale” e acaba pendendo, majoritariamente, para uma vertente altamente sexual (não é preciso ser um grande fã da cantora para se ter conhecimento disso, não é verdade?). Porém, abrindo algumas raras exceções que vêm bem a calhar, o recente lançamento não sobrevive apenas do carnal e é certeiro ao tornar as coisas um pouco mais pessoais em algumas composições que se revelam não menos que memoráveis, como nas românticas “Man on the Moon” e “Just Luv Me”, ou até mesmo na rancorosa “Liar” – se você esteve esperando por baladas mais melancólicas como “Perfume” e “Don’t Cry”, sinto lhe dizer que estas ficarão para a próxima ocasião.

Para promover seu novo disco, Britney compareceu em programas de TV como “The Late Late Show with James Corden” (sim, o comentadíssimo Carpool Karaoke), “The Ellen DeGeneres Show” e ainda se apresentou na última edição do “VMA”

Já iniciando ao som de “Invitation”, a própria Britney a descreve como “a perfeita canção de abertura”, a faixa responsável por “realmente pegar o tom do álbum por um todo”. Declarando, aqui, não apenas sua inspiração na nova geração de artistas, mas também sua procura por um som mais moderno e homogêneo, Spears soa suave do começo ao fim no que nos parece ser uma singela releitura de “Survivors” e “Revival”, faixas presentes no último disco de Selena Gomez – informação já confirmadíssima pela loira. Neste sentido estão, ainda, a já mencionada “Just Luv Me” (que, em um tom mais lento, nos carrega para um refrão bastante similar ao do hit “Good for You”, de Gomez); a experimental “Man on the Moon” (baladinha mid-tempo assinada pelos mesmos criadores de “Ghosttown”, de Madonna; e “Another Lonely Night”, de Adam Lambert) e a sedutora “Just Like Me” (que nos relembra, de alguma maneira assustadoramente inexplicável, o antigo repertório da musicista).

Partindo para uma vibe mais urbana e totalmente coerente com os atuais sucessos que têm tocado nas rádios internacionais, encontramos não só o lead-single “Make Me…” (o qual, aliás, é o único featuring do disco) como também as super modernas “Better” e “Love Me Down”. Enquanto a primeira se desenvolve por um instrumental à la “Thank You” (Meghan Trainor) e culmina em um refrão genuinamente “Purpose” (Justin Bieber), a segunda capta o que a Gwen Stefani tão bem soube fazer em seu recente “This Is What the Truth Feels Like” (em faixas como “Rocket Ship” e “Obsessed”) ao combinar R&B com hip-hop e pop de uma maneira bastante divertida. Por esta direção, mas de uma maneira muito mais autêntica, surgem, ainda, as queridinhas “Slumber Party”que extrai o melhor de Britney em uma viagem de volta aos velhos tempos de “In the Zone” e “Blackout”; “Clumsy”que nos remete às inéditas do “My Prerogative” sob um ponto de vista oitentista; e “What You Need”que traz aquela inevitável ousadia rockstar explorada em faixas bônus do “Circus” e “Femme Fatale”.

Dirigido por Randee St. Nicholas, o videoclipe de “Make Me…” já ultrapassou 27 milhões de visualizações no YouTube (até o fechamento deste post)

Todavia, nem tudo são flores, e se Spears é feliz ao marcar presença com sua forte personalidade por aproximadamente 80% de todo o “Glory”, ela peca ao se arriscar em canções que nada condizem com o restante de seu 9º álbum de inéditas (e nem com a discografia, para sermos francos). Este é o triste caso de “Private Show” (que assim como a “Passenger” nos entrega vocais insuportavelmente desconfortáveis) e “Liar” (que, apesar de começar interessante, não chega a lugar algum e se perde numa produção barulhenta e recheada de auto-tune).

Felizmente, nos reapresentando àquela antiga “fórmula Britney” que há anos não era aprimorada, as três melhores do disco não fazem nada feio e vêm para dar um banho na falta de coesão que tem movido a cantora de 2013 para cá – sim, estamos nos referindo às obras-primas “Do You Wanna Come Over?”, “Change Your Mind (No Seas Cortes)” e “Coupure Électrique”. Bastante eclético, o álbum é rico em influências (tem espaço tanto para a farofa de “Hard to Forget Ya” quanto para o pancadão de “If I’m Dancing”) e, apesar de não trazer uma linha conceitual uniforme (como a que costumava ser predominante pelos álbuns da “Princesinha do Pop”), merece os nossos parabéns por suas produções atuais e carismáticas.

Superando em muito a falta de comprometimento do “Britney Jean” e a frigidez do “Femme Fatale”, o 9º material da norte-americana é um achado que vem para enterrar com categoria os trabalhos esquecíveis que a mesma tem conduzido tão mal pelos últimos 5 anos. Não que este disco chegue aos pés da qualidade de “In the Zone”, genialidade de “Blackout” ou grandiosidade de “Circus”, mas, não há como negar que “Glory” acerta ao tentar revitalizar a imagem do ícone Britney Spears para um público mais jovem que muitas vezes desconhece seus grandes feitos do passado. Com um som amplamente moderno que casa bem voz a instrumental, a veterana consegue extrair o melhor de sua personalidade em canções bem produzidas que podem não ser as melhores de sua carreira, mas merecem um lugarzinho especial em nossa biblioteca musical. Considerando que, há quase uma década, a “Princesinha do Pop” vivia a fase mais obscura de sua vida e atingia o fundo do poço, é bastante inspirador vê-la, mais uma vez, fazendo aquilo que tanto gosta de fazer sem perder o jeito.

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Recuperando suas energias, Britney Spears está de volta com “Make Me…”, o 1º (e mediano) single do “B9”

Demorou, mas saiu! Apesar de não fazer muito tempo desde que tivemos o prazer de contemplar novo material de inéditas da eterna “Princesinha do Pop” (os seus últimos lançamentos foram os singles “Pretty Girls” e “Tom’s Diner”, ambos do ano passado – fora a beneficente “Hands”), a verdade é que a maioria dos fãs de Britney Spears passou o último semestre a polvorosa após os rumores de que uma nova música poderia ser liberada muito em breve. Depois de comentários apontarem que a novidade poderia ser apresentada ao vivo, no palco do último “Billboard Music Awards” (realizado há já distantes dois meses), membro nenhum da B Army (como é conhecida a fã-base da loira) tirou uma folga sequer até que o inalcançável 14 de julho chegou, há algumas semanas, para por um fim aos milhões de corações aflitos que cercam os quatro cantos do planeta.

E assim, de surpresa, fomos introduzidos a “Make Me…”, a nova colaboração da Srtª Spears com o rapper e produtor G-Eazy que abre o 9º álbum de estúdio de sua já extensa discografia (e aguardado sucessor do “Britney Jean”, de 2013). Conduzida pelas batidas do synthpop aliadas ao bom e velho R&B (um gênero que, cá entre nós, dificilmente falha e jamais cai de moda), a faixa foi encaminhada para as rádios contemporâneas cinco dias após o seu lançamento oficial e já comemora o feito de ter estreado muito bem nos charts estadunidenses, na posição #17 (logo depois do “fiasco” de “Pretty Girls”, que nadou até a orla da praia, pegou um tímido #29 e foi arrastada pela força da maré). Tornando-se a 18ª música da cantora a entrar para o top 20 da “Billboard Hot 100” (um feito que, sem sombra de dúvidas, não é dos mais fáceis), o lead single do “B9” é a 6ª melhor estreia de Britney em sua carreira – atrás apenas de “Hold It Against Me” (#1), “3” (#1), “Circus” (#3), “Work Bitch” (#12) e “Scream & Shout” (#12).

#1 no iTunes em mais de 50 países, “Make Me…” conquistou o grande público de imediato e abre o 9º álbum da cantora (imagem: Britney e alguns dançarinos durante as gravações do clipe, em 2 de junho)

Distribuída sob o selo da “RCA Records” (gravadora que tem representado a musicista desde 2011, após o fim da “Jive Records”), “Make Me…” foi composta pela própria Britney em parceria com Joe Janiak, Gerard Gillum (o G-Eazy) e Matthew Burns (este último também responsável pelo trabalho de produção do single – e que havia trabalhado anteriormente com a Ellie Goulding, em “Midas Touch”). Majoritariamente bem recebida pela crítica especializada, a canção nos guia por uma composição super sensual que, apesar de trazer versos bem sugestivos, não se revela explícita em qualquer momento.

Já confirmada para participar do “#iHeartRadio Music Festival” (evento que acontece somente no dia 24 de setembro) ao lado de outros nomes como Ariana Grande, Zedd e Usher, Spears deverá incluir, em sua performance, a primeira e muito esperada apresentação televisionada da nova faixa – com ou sem a ajuda de G-Eazy, já que tem rolado, lá pelas rádios europeias, uma versão alternativa sem os vocais do rapper.

Ainda que “Make Me…” tenha sido recepcionada de forma bastante positiva desde o seu lançamento, não é preciso muito esforço para notar que grande era a pressão que rondava os futuros projetos musicais de Britney Spears após a colaboração com a Iggy Azalea. Rejeitada, em sua maioria, não apenas pelos fãs da musicista, mas também pelo público em geral, “Pretty Girls” acabou por não vingar e deixou grande parte das pessoas com um pé atrás a respeito do que viria logo após o dueto com a rapper australiana. Essa incerteza durou não menos que um ano e dois meses, período em que a “Princesinha do Pop” aproveitou para se atualizar com o que vem tocando nas rádios de hoje em dia e convidou alguns dos maiores profissionais atuais para trabalharem massivamente em seu próximo disco de inéditas – dentre os quais encontramos desde o BURNS à dupla Justin Tranter e Julia Michaels (dos hits “Sorry”, do Justin Bieber, e “Good for You”, da Selena Gomez).

Entretanto, por mais que, à primeira vista, “Make Me…” retrabalhe a já conhecida sensualidade a flor da pele que tanto esteve impregnada por todo o “In the Zone” (2003), ainda nos restam algumas dúvidas sobre o novo single da cantora que, possivelmente, só serão resolvidas com a vinda completa do “B9”. A primeira delas e, diga-se de passagem, a que mais martela nossa cabeça, é tentar entender se todo o novo álbum de Spears seguirá essa vibe mais contemporânea e urbana ou se somente o first single do material tem caminhado para esta direção (algo parecido com “Work Bitch” e a desorganização sonora de “Britney Jean”). Não que o trabalho antecessor não tenha rendido algumas boas faixas que vieram para deixar o catálogo de Britney ainda mais completo, mas, convenhamos que harmonia e coesão não foram o grande forte do título descendente de “Femme Fatale” (2011).

O áudio oficial de “Make Me…” – dirigido por David LaChapelle (o mesmo de “Everytime”, de 2004), o clipe para o featuring começou a ser filmado no início de junho e ainda permanece sem data de estreia definida

Por conta desta imprecisão, somos levados a levantar outro importante questionamento: será que esta sonoridade menos eletrônica e mais alternativa funcionará bem com uma artista como a Britney (alguém que já estava acostumada a combinar pop com dance de maneira tão simbiótica e majestosa)? É claro: não é de hoje que a “Srtª American Dream” se aventura pelo mercado mainstream e tenta, com o auxílio de seus respeitados parceiros de estúdio, seguir as tendências da modernidade combinadas a elementos de sua essência tão dominante. Entretanto, mesmo que “Make Me…” tenha a melhor das intenções, não há como negar que o recente processo de revitalização da musicista tenha pendido muito mais para qualquer outro cantor iniciante (de Justin Bieber à Selena Gomez) e muito menos para o seu próprio nome artístico.

Britney em comercial para a fragrância “Private Show” (assista), nome também recebido por uma das novas músicas do “B9” (imagem: Randee St Nicholas)

De alguma forma estranhamente aleatória, o novo single de Spears soa honestamente bom, mas, deixa a desejar no comprometimento com o seu imponente histórico musical – não precisamos nos esforçar muito para lembrar de lead singles poderosos como “Me Against the Music”, “Womanizer” e “Hold it Against Me”. Com um trabalho de produção muito bem feito, mas completamente genérico, BURNS distancia-se bastante da magnitude de Danja (e até mesmo de Max Martin ou Bloodshy & Avant) e presenteia a cantora com um leve R&B pouco original à la Skrillex. Ainda que, logo de cara, “Make Me…” revele-se uma das faixas de maior potencial liberadas de janeiro deste ano para cá, ela definitivamente não demonstra nenhuma grandiosidade condizente com o “padrão Britney de qualidade” que estávamos acostumados a ouvir há mais de 17 anos.

Não que a canção desaponte como carro-chefe ou soe ruim, pois até concordamos ser uma das escolhas mais inteligentes já feitas por Spears desde a obra-prima “Gimme More” – e os seus vocais, nesta gravação, até merecem os nossos aplausos por tamanha crueza. Contudo, ao nosso ver este não é o single mais autêntico (e muito menos o mais memorável) do vasto catálogo assinado pela “Princesinha do Pop” e por sua maravilhosa equipe interdisciplinar. Apesar de ser completamente condizente com os inúmeros hits que pudemos ouvir de 2015 pra cá, não é preciso conhecer o histórico de Britney a fundo para saber que “Make Me…” é o seu lançamento mais esquecível até o momento (talvez apenas à exceção de “Ooh La La” e “Pretty Girls”).

Ainda não é certo o que Spears tem planejado para os próximos meses e o que exatamente pretende reafirmar com esta nova fase de sua carreira – a qual, felizmente, começou com o pé direito e tem-lhe trazido um fôlego que há muito tempo não era visto por ninguém. Talvez, essa estranheza inicial seja até natural, já que não temos nada para comparar com “Make Me…” além dos seus shows na residência de Vegas (um espetáculo que vem sendo repaginado constantemente para refletir o atual estado de espírito de sua intérprete). Porém, desde já desejamos toda a sorte do mundo para uma lenda viva da música pop que continua, de maneira brilhante, tentando dar o melhor de si para manter-se no topo do estrelato – mesmo que, para isso, seja necessário liberar um trabalho ou outro menos monumental.

Agradecimentos especiais: Júlio César Ferreira

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#CoopGeeks: O que achamos de “Britney Spears: American Dream”

Unindo música pop à misteriosa fórmula secreta detida por Kim Kardashian em sua bem-sucedida estreia pelo mundo virtual, ninguém menos que Britney Spears decidiu se juntar ao time de celebridades que ostenta os seus próprios joguinhos para smartphone. Caprichando em sua divertida versão cartoonizada, a “Princesinha do Pop” não hesitou ao nos apresentar, no mês passado, a “Britney Spears: American Dream”: o lançamento que foi o assunto da nossa publicação lá no Co-op Geeks e que você confere no link a seguir:

O QUE ACHAMOS DE “BRITNEY SPEARS: AMERICAN DREAM”

Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.