Com álbum despretensioso, Charlie Puth prepara sua estreia na música com o sólido “Nine Track Mind”

Se você não esteve em coma durante o ano de 2015, então com certeza conhece ao menos uma música já gravada pelo estadunidense Charlie Puth (mesmo que, para isso, não se lembre de ter lido o nome dele por aí). Na verdade, com “uma música” eu poderia estar implicitamente sugerindo qualquer faixa assinada pela mais recente aposta da indústria fonográfica (desde “Marvin Gaye” a “Nothing but Trouble” ou “One Call Away”), mas, confesso que é difícil pronunciar o nome do cantor e não se lembrar, quase de imediato, do inquestionável hit “See You Again”.

Gravada especialmente em parceria com o rapper Wiz Khalifa para a trilha sonora do filme “Velozes e Furiosos 7” – aquele mesmo lançado em forma de tributo a Paul Walker, o protagonista da franquia que acabou falecendo meses antes do lançamento oficial da produção –, a música não apenas conquistou o topo das paradas de sucesso (incluindo #1s nos EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Alemanha e muitos outros) como também acumulou inúmeras platinas ao redor do globo (“RIAA”, “ARIA”, “BPI”, “FIMI”, “RMNZ” etc).

Agora com a difícil tarefa de provar que não é apenas mais uma sensação do momento, o novato de 24 anos prepara o terreno para o lançamento do seu primeiro disco de inéditas: o intitulado “Nine Track Mind”. Com data de lançamento já prevista para o próximo 29 de janeiro, pela “Atlantic Records”, Charlie coleciona em seu material ainda “inédito” (inédito para a maioria, já que o disco vazou na internet há alguns dias) duas parcerias que, inevitavelmente, poderão alavancar ainda mais a sua estreia no mercado fonográfico.

Charlie Puth em ensaio fotografado por Elisabeth Caren (2015)

A primeira delas, é claro, é a já conhecida “Marvin Gaye”, o dueto com a Meghan Trainor (e 1º single do álbum) que, não de outra forma, foi muito bem nas paradas de sucesso (#1 no UK, #21 nos EUA) e chamou a nossa atenção depois de uma performance pra lá de romântica no palco do “American Music Awards” do ano passado (relembre o nosso resumão). Porém, nem de passado vive um artista, e foi pensando no sucesso comercial de seu mais recente trabalho que o vocalista convidou um dos maiores nomes do atual cenário musical para gravar o que será o 3º single oficial do “Nine Track Mind” (o 2º foi “One Call Away”).

Contando com a companhia de ninguém menos que Selena Gomez, a canção escolhida para dar seguimento ao lançamento de Charlie é “We Don’t Talk Anymore”, a 5ª faixa do álbum que tem tudo para se tornar um grande sucesso para ambos os cantores. Com uma pegada bem suave e um instrumental viciante que harmonicamente casou bem as vozes de seus intérpretes, o dueto lembra bastante a sonoridade mais acústica/urbana trabalhada por Gomez em seu “Revival”, Puth em seus singles anteriores e outros jovens artistas, como Justin Bieber em seu aclamado “Purpose”. Diferente de muitos outros singles de sucesso que tentam apontar para uma direção totalmente megalomaníaca, o forte da música é outro senão a simplicidade com a qual o instrumental se desenrola e cresce de forma sorrateira, tímida, mas cheio de autoconfiança.

Como não é difícil de se imaginar, algumas faixas do disco (talvez em busca da fórmula do sucesso anteriormente atingida por “See You Again”), pouco saem da zona de conforto e seguem a linha do featuring com o Wiz Khalifa, apostando em algo mais lento e acústico – como podemos conferir em “One Call Away” e “Up All Night”. Outras, por sua vez, parecem tomar por inspiração a sonoridade de outros músicos, que, assim como Charlie, já foram novatos um dia. Não que isso seja ruim: se até mesmo grandes artistas como Madonna e Lady Gaga se inspiram nos mais antigos e aclamados cantores do cenário musical, por que então os calouros não poderiam fazer o mesmo? Este é o caso das ótimas “Dangerously” (que poderia, facilmente, ter sido gravada por Adam Lambert para seu álbum “Trespassing”), “My Gospel” (a qual estranhamente parece trazer a essência de Maroon 5 combinada com a de Joe Jonas), “Then There’s You” (que tem um refrão bem semelhante ao de “Gotta Be You”, do One Direction) e “Suffer” (sem sombra de dúvidas semelhante aos trabalhos já lançados pelo Robin Thicke).

Este vídeo foi incorporado ao YouTube e pode ser removido a qualquer momento

Contudo, nem de inspiração é o “Nine Track Mind”: seguindo o caminho de “Marvin Gaye”, pelo menos a metade do material confia em um som com a identidade do próprio Charlie e se arrisca tentando moldar um caminho que tenha mais a ver com o seu intérprete. Responsáveis por apresentar o cantor ao público como um lançador de tendências (e não um mero artista pop genérico), estas faixas não poderiam ser outras senão “Left Right Left”, o dueto com o Shy Carter em “As You Are”, “Some Type of Love” e a maravilhosa “Losing My Mind”.

Além de vocalista, vale dizer que Puth não perde tempo e também se arrisca como compositor e produtor, mostrando ser um diferencial da nova leva de cantores que parece se preocupar mais com a gravação das faixas ao processo criativo. Trabalhando pesado e dando tudo de si para entregar um trabalho honesto (e com a sua cara), é de fato muito interessante que o “Nine Track Mind” soe tão natural e despretensioso o suficiente para nos convencer da autenticidade e talento de Charlie.

De alguma maneira inexplicável, Charlie soube, desde muito cedo, desenvolver suas habilidades vocais com uma desenvoltura invejável, e diferente de outros novatos do mercado musical que demonstram certa insegurança em relação aos seus primeiros materiais de estúdio, o cantor não soa, de maneira alguma, como alguém inexperiente. Muito pelo contrário: com um trabalho digno de um veterano já consagrado pelo tempo e pela indústria fonográfica, “Nine Track Mind” apresenta muitos acertos e poucos erros, algo aplaudível para alguém ainda tão jovem neste ramo do entretenimento. Potencial o cantor tem: basta saber se o público conseguirá enxergar isso, fazer de Charlie Puth o seu novo artista favorito de 2016 e continuar a lhe dar credibilidade com o passar dos anos.

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Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.