“Especial Halloween”: comemore o “Dia das Bruxas” com as nossas dicas de filmes, games e muito mais

Hoje, 31 de outubro, no último dia do mês, é comemorado nos países anglo-saxões um dos eventos mais tradicionais e populares de todo o globo terrestre: o Halloween (ou, para nós, o “Dia das Bruxas”). Originado da cultura celta (povo que habitou grande parte da Europa durante o segundo milênio a.C.), o fenômeno cultural que antecede o “Dia de Todos os Santos” nasceu como uma “preocupação” que este antigo povo detinha ao ansiar que o mundo viesse a ser atentado por fantasmas e demônios às vésperas do 1º de novembro, uma data representada pelo sagrado e pela positividade.

Atualmente difundido por crianças e adolescentes que se fantasiam e batem às portas das casas para pedir doces em troca de bom comportamento (ou seja, para não pregarem uma peça no morador), a celebração nos remete aos tempos em que as pessoas se utilizavam de máscaras e disfarces para passarem despercebidas pelos espíritos que vagariam pela Terra na ocasião. Marcado pela presença do horror e do sobrenatural, muitas são as lendas e histórias que acompanham esse período comemorativo, muitas das quais podem ser acompanhadas por meio deste link.

A seguir, relacionei algumas dicas de músicas, games, filmes e livros que você não poderá deixar de conferir nesse dia tão especial para fazer do seu “Dia das Bruxas” um momento muito mais inesquecível, aterrorizante e divertido.

ALA MUSICAL

MENÇÕES HONROSAS: “Thriller”, do Michael Jackson // “Fine Again”, do Seether // “Call Me When You’re Sober”, do Evanescence.

“Just Tonight”, com o The Pretty Reckless:

A banda formada por Taylor Momsen e companhia ainda estava no seu disco debut de inéditas quando “Just Tonight” foi escolhida como 3º single do “Light Me Up” e ganhou um clipe bem característico dessa época do ano dirigido por Meiert Avis (o mesmo de “Make Me Wanna Die” e “Miss Nothing”). Com um visual bem gótico que nos remete à toda obscuridade do rock alternativo produzido pelos caras, a vocalista do grupo pode ser vista queimando flores e doando de seu sangue para uma tinta especial enquanto os outros integrantes tocam seus instrumentos em um cenário digno de um filme de terror clichê dos anos 90. Composta por Taylor Momsen, Ben Phillips e Kato Khandwala (e ganhando a produção deste último), a poderosa música foi bem aceita pelos críticos musicais que elogiaram bastante os vocais da cantora.

ASSISTA AO CLIPE DE “JUST TONIGHT”, DO THE PRETTY RECKLESS.


“If It’s Alright”, com a Lindsay Lohan:

Intercalando várias cenas de “Eu Sei Quem Me Matou?”, filme de suspense estrelado por Lindsay Lohan em 2007, a 7ª faixa do disco “A Little More Personal (Raw)”, de Lilo, é o tema deste vídeo elaborado por um fã que une a carreira cinematográfica da moça à musical. Apesar de a sua letra não condizer em nada com o que é mostrado em vídeo, o fan made surge como uma espécie de justiça à excelente balada gravada por Lohan em 2005 e que não ganhou nenhum destaque quando da divulgação do seu 2º disco de inéditas. Composta por Lindsay ao lado de Kara Dioguardi e Butch Walker (e produzida pelos dois últimos), “If It’s Alright” nos mostra que, apesar de ter obtido pouco êxito em sua discografia, se mostra um dos trabalhos mais honestos e profundos da bad girl mais querida e idolatrada de Hollywood.

ASSISTA AO FAN VIDEO DE “IF IT’S ALRIGHT”, DA LINDSAY LOHAN.


“Electric Chapel”, com a Lady Gaga:

Quando se trata de Lady Gaga e do seu 2º álbum, o “Born This Way”, é fato que muitas de suas faixas poderiam ocupar um espacinho nesse especial de Halloween, mas essa apresentação de “Electric Chapel” realizada em Manila, capital das Filipinas, ganha destaque por sua maestria. Influenciando-se pelas batidas do heavy metal e pelos elementos da eurodance, a 12ª canção do material (14ª da edição especial com conteúdo bônus) merece a nossa atenção por trazer os marcantes vocais da cantora unidos à toda obscuridade trabalhada por Gaga na criação e divulgação do “Born This Way”. Composta por sua intérprete conjuntamente ao DJ White Shadow (e produzida por ambos), em “Electric Chapel” a loira canta sobre a enigmática capela elétrica: “um lugar seguro aonde você pode encontrá-la para lhe entregar algo especial”.

ASSISTA A APRESENTAÇÃO AO VIVO DE “ELECTRIC CHAPEL”, DA LADY GAGA.

ALA ELETRÔNICA

MENÇÕES HONROSAS: “Parasite Eve” // “Silent Hill 2” // o recente “Until Dawn” (leia o nosso artigo).

Silent Hill:

Não sou eu que digo que “Silent Hill”, o clássico do PSOne, é um dos jogos de horror mais consagrados de todos os tempos pelos fãs do terror e do suspense, mas sim o próprio público amado. E, apesar de já ter rendido mais de 10 títulos bem populares entre os fiéis seguidores da franquia, o primeiro deles, lançado lá em 99, continua sendo definitivamente o mais respeitado e indicado para quem curte ambientes claustrofóbicos somados à muita pressão psicológica. Apesar de ter os piores gráficos e a jogabilidade mais limitada de qualquer outro lançamento da obra, “Silent Hill” prende o jogador por conta de sua criatividade absurda e enredo diabólico. Sob o comando de Harry Mason, você terá de enfrentar muitos desafios para encontrar sua filha desaparecida enquanto foge da sombria névoa de Silent Hill que engole tudo o que vê pela frente como um buraco negro de ódio, sangue e muita carnificina. “Terror em Silent Hill” e “Silent Hill: Revelação” são as duas adaptações cinematográficas inspiradas no 1º e 3º games da série.

ASSISTA A UM TRECHO DE “SILENT HILL”.


Five Nights at Freddy’s 4:

Liberado neste ano para PC, Android e iOS, o 4º lançamento da série “Five Nights at Freddy’s”, criada por Scott Cawthon, é de longe o mais assustador de todos os títulos que precederam o 1º game, lançado em agosto do ano passado. Seguindo a mesma modalidade dos jogos anteriores, o jogo em 1ª pessoa é dessa vez controlado por um garotinho que está trancado em seu quarto tentando escapar dos já conhecidos animatronics da “Freddy Fazbear’s Pizza”. Baseando-se no mesmo esquema de sustos inesperados, a diferença deste games dos demais está na ausência das já conhecidas câmeras de vigilância (que te avisavam quando os inimigos se aproximavam) e na aparência dos robôs, que agora estão muito mais horripilantes.

ASSISTA A UM TRECHO DE “FIVE NIGHTS AT FREDDY’S 4”.

ALA FILMOGRÁFICA

MENÇÕES HONROSAS: “Eu Sei [e Eu Ainda Sei] o que Vocês Fizeram no Verão Passado” // “O Chamado 1 e 2” // a franquia “Pânico” // a comédia “Todo Mundo em Pânico 1, 2 e 3”.

Abracadabra:

A comédia da “Disney” estrelada por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy é a dica perfeita para quem curte o Halloween mas não gosta de acompanhar os clássicos do terror regados a inúmeros banhos de sangue e vísceras. “Hocus Pocus”, no original, foi lançado em 1993, e, apesar de não ter conquistado as graças da crítica especializada na época de sua estreia, construiu no decorrer dos anos uma imensa legião de fãs, sendo hoje considerado um clássico cult. Dirigido por Kenny Ortega (o mesmo da trilogia “High School Musical”), o longa conta a história das irmãs Sanderson, sacrificadas há 300 anos pela prática de bruxaria e que retornam do além após serem invocadas por um pequeno grupo de crianças. Tendo apenas algumas horas para roubar a energia vital de toda a criançada da cidade, Winnie, Sarah e Mary terão de se adaptar ao mundo moderno enquanto colocam em prática o seu maquiavélico plano para permanecerem vivas definitivamente. Uma sequência do filme foi cogitada no ano passado, mas logo depois foi revelado que, na verdade, o novo projeto desenvolvido por Tina Fey (a professora Sharon Norbury de “Meninas Malvadas”) trata-se de uma spin-off.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ABRACADABRA”.


Elvira, a Rainha das Trevas:

Outra comédia super recomendada para este “Dia das Bruxas” (e liberada para o público em 1988) é “Elvira, a Rainha das Trevas”, o primeiro longa-metragem estrelado por Cassandra Peterson sob o seu alter ego popularmente conhecido no mundo todo. Saindo do mundo da televisão para ganhar o seu próprio filme, “Elvira, a Rainha das Trevas” narra a história de Elvira, uma apresentadora de TV que vivia pacatamente como anfitriã de um programa decadente e que recebe a notícia do falecimento de uma tia, até então desconhecida pela moça. Indo para Fallwell, interior de Massachusetts, no local ela não demorará para descobrir que os bens herdados de sua tia, Morgana, são muito mais especiais do que aparentam ser (e que muita gente está de olho na sua herança, e não apenas em seu corpo escultural). Antes de estrelar o projeto, Peterson já trabalhava como apresentadora do canal “KHJ” (assim como é representado no começo do filme), dando vida ao “Movie Macabre”: uma apresentação semanal com as obras do terror.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS”.


As Bruxas de Eastwick:

Lançado em 1987 e baseado na novela de John Updike de mesmo nome, o longa-metragem estrelado pela nata hollywoodiana Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer não poderia ter rendido um resultado mais empolgante e atrativo que o retratado em “As Bruxas de Eastwick”. Bem aceito pelas críticas, a saga de três bruxas que se apaixonam pelo mesmo homem foi nomeada à 2 categorias do “Oscar” de 88 e venceu diversas outras em premiações como o “BAFTA” e o “Saturn Awards”. Alexandra, Jane e Sukie sempre sonharam em encontrar sua alma gêmea, até que, de repente, o desejo inesperado se torna realidade quando Daryl Van Horne aparece em suas vidas como uma prece atendida. O que elas não sabem é que o cara boa pinta vivido por Nicholson lhes causará muitos mais problemas do que meros contratempos com poções mal preparadas ou simpatias que não funcionam. Destaque para a atuação fascinante da cantora (e esporadicamente atriz) Cher.

ASSISTA A UM TRECHO DE “AS BRUXAS DE EASTWICK”.


A Hora do Pesadelo:

Por mais que “Sexta-feira 13”, “O Iluminado”, “Poltergeist” e “O Exorcista” sejam obras muito procuradas nessa época do ano por todos que curtem os clássicos dos anos 70 e 80, o Halloween aqui do Caí da Mudança não seria o mesmo se deixássemos de lado o aterrorizante “A Hora do Pesadelo”. Ganhando 7 títulos principais memoráveis, um crossover bem mediano e um remake que jamais deveria ter saído do papel, a história de Freddy Krueger, o assassino de crianças da Elm Street, continua sendo mesmo nesta década um clássico do terror que precisa ser visto e revisto por todos os amantes do “Dia das Bruxas”. Eu estaria mentindo se dissesse que todos os lançamentos da série principal são tão bons quanto o 1º (que ganhou os cinemas de todo o mundo em 1984), mas vale mencionar que “A Hora do Pesadelo 2, 3 e 7” são filmes imprescindíveis para todos que gostariam de conhecer um pouco mais sobre uma das franquias mais queridas do “terror B”. O que dizer do encantador Robert Englund, ator responsável por imortalizar um dos vilões mais temidos da história da humanidade criado pelo gênio dos cinemas Wes Craven?

ASSISTA A UM TRECHO ICÔNICO DE “A HORA DO PESADELO”.


Olhos Famintos:

Escrito e dirigido por Victor Salva, o lançamento de 2001 que teve seu título original inspirado na música de jazz “Jeepers Creepers”, de 1938, é outro trabalho da última década que merece um pouco da nossa atenção nesta publicação. Diz uma lenda local que a cada 23 primaveras, durante 23 dias, uma criatura conhecida como The Creeper (algo como O Rastejador) sai de um profundo estágio de hibernação para se alimentar de seres humanos. Movido por um incontrolável faro que pode detectar suas vítimas há distâncias inexplicáveis, os irmãos Trish e Darry (interpretados por Gina Philips e Justin Long) se metem em apuros ao tentar investigar os hábitos do misterioso ser após um encontro nada amigável nas estradas do Nebraska. Uma sequência passando-se 3 dias após os eventos do 1º filme foi liberada em 2003, tornando-se tão querida pelos fãs da trama quanto o original (além de ter introduzido Jonathan Breck mais uma vez como o nojento The Creeper).

ASSISTA A UM TRECHO DE “OLHOS FAMINTOS”.


Invocação do Mal:

Invalidando completamente aquela conversa de que “não se faz mais filmes de terror como antigamente”, a produção dirigida por James Wan e com roteiros de Chad Hayes e Carey W. Hayes surgiu em 2013 para dar um tapa na cara de todos que duvidavam do potencial das atuais obras do horror. Baseado em fatos reais, “Invocação do Mal” traz a história de Ed e Lorraine Warren, o casal de paranormais mais famoso dos EUA vivido nas telonas dos cinemas pelos talentosos Patrick Wilson (“Sobrenatural” e “Sobrenatural: Capítulo 2”) e Vera Farmiga (“Bates Motel”). Passando-se em 1971 e investigando um recente caso que lhes foi proposto, os Warren encontram diversos eventos sobrenaturais que colocarão em risco a vida de todos que adentrarem a sinistra propriedade rural recém adquirida pela família Perron. Mesmo rejeitado por grande parte do público que aprovou “Invocação do Mal”, um spin-off nomeado “Annabelle” foi lançado um ano após o 1º longa trazendo a história da boneca que faz figuração na obra de James Wan. “Invocação do Mal 2” já foi confirmado e tem data de lançamento agendada para junho de 2016.

ASSISTA A UM TRECHO DE “INVOCAÇÃO DO MAL”.

ALA LITERÁRIA

MENÇÕES HONROSAS: apesar de não tê-los lido (ainda), “A Coisa” // “O Iluminado” // “O Cemitério”, todos do Stephen King, foram muitas vezes recomendado a mim por diversas pessoas (destaque às suas respectivas adaptações cinematográficas, consagradas por quem curte o gênero como clássicos inestimáveis do terror).

A Máscara Monstruosa (Goosebumps):

Para encerrar o nosso especial de Halloween aqui do Caí da Mudança, trago a vocês um livro que li há muitos e muitos anos, mas que jamais saiu da minha memória de pequeno fã adorador do lado sobrenatural da vida. “A Máscara Monstruosa” é a 11ª novela escrita por R. L. Stine para a série “Goosebumps”, uma coletânea que inclui 62 obras de terror destinadas ao público infantojuvenil. Publicada pela 1ª vez em 1993 pela “Scholastic Corporation” (e por aqui pelas editoras “Fundamento” e “Abril”), o livro narra a história de Carly Beth, uma garota que resolve se vingar de alguns amigos que a vivem zoando e pregando peças de mal gosto. Visitando uma loja de máscaras de Halloween, Carly “invade” uma sala proibida do estabelecimento e decide levar para casa uma máscara um tanto quanto assustadora demais. Mesmo sendo alertada pelo dona da loja a desistir do negócio, a garota persiste e, sem querer, descobre que algumas coisas não deveriam jamais ser experimentadas. Inspirando outras três sequências (“O Grito da Máscara Assombrada”, “A Máscara Monstruosa II” e “Wanted: The Haunted Mask”, estes 2 últimos sem publicação no Brasil), “A Máscara Monstruosa” é uma ótima indicação para quem gosta de uma leitura leve e agradável, mas muito instigante. OBS.: já está disponível nos cinemas brasileiros “Goosebumps: Monstros e Arrepios”, filme inspirado na franquia de R. L. Stine (saiba mais).

ASSISTA A UMA ADAPTAÇÃO DO LIVRO PARA VHS.

Outras dicas de livros para o Halloween podem ser conferidas neste vídeo do canal “Perdido nos Livros”, do Eduardo Cilto.

E aí, curtiu as nossas indicações para curtir o “Dia das Bruxas”? E você, quais são as suas obras favoritas para essa data comemorativa tão pouco divulgada aqui no nosso país? Deixe as suas dicas aí nos comentários.

Talvez você se interesse também por: 13 grandes clássicos do terror // O pesadelo chega ao fim! Nós sentiremos a sua falta, Wes Craven // 13 grandes filmes de comédia que marcaram a infância // os meus 13 jogos favoritos para PSOne (parte 2).

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6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!

Os 10 melhores comebacks da música pop em videoclipes

Confira o nosso novo especial com as melhores voltas ao meio musical de grandes artistas que passaram por poucas e boas.

Sabe quando você está naqueles dias em que tudo parece dar errado? E quando você enfrenta fases difíceis de sua vida, seja no trabalho ou no namoro, por exemplo, em que nada parece ter uma solução? Agora você pega os seus problemas e multiplica por mais 10.000, soma 10.000 câmeras te perseguindo até a esquina ou 10.000 sites e blogs divulgando tudo isso pra outras 10.000 pessoas lerem só pra ter algo “interessante” para passar suas horas vagas. Provavelmente foi isso que as 10 pessoas listadas abaixo passaram, mais de uma vez, em momentos distintos de suas vidas e carreiras.

Entretanto, sempre chega uma hora em que cansamos de tanto baixo astral e resolvemos dar um “up” na autoestima, não é mesmo? São em nossos momentos de superação que ficamos mais sóbrios, mais radiantes e mais receptivos para novas vibrações. Novos caminhos são abertos instantaneamente, novas pessoas surgem para nos prestigiar e, como bem diria Taylor Swift “and the haters gonna hate, hate, hate”. Foi divagando com meus próprios botões que resolvi escrever o especial abaixo e trazer pra vocês os 10 melhores videoclipes do pop que melhor retrataram um comeback de ouro para nossas tão perseguidas celebridades desesperadas por um pouco mais de privacidade. Vamos lá:

10. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Álbum: “I Look To You” / Ano: 2009 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: drogas e casamento conturbado.

Whitney Houston foi por muitos anos consagrada como uma das maiores vocalistas a ter pisado no planeta Terra, momento em que aproveitou da ocasião para dominar as décadas de 80 e 90 com seus sucessos esmagadores ao lado de Céline Dion e Mariah Carey. Dona de uma voz única e poderosa, foi com “I Will Always Love You” que chegou ao ápice de sua carreira, quebrando zilhões de recordes e se estabelecendo como uma diva contemporânea. Porém, como nem tudo é um mar de rosas, por volta de 2002 a vida da cantora passou a desandar de vez. Mergulhando de cabeça em manchetes escandalosas, o envolvimento com drogas e o conturbado casamento com o cantor Bobby Brown ofuscaram em muito o brilho de nossa estrela hollywoodiana.

Vivendo em uma luta interna, Whitney pôs um fim aos problemas e trouxe para seus fãs o inédito “I Look To You”, álbum produzido pelos maiores produtores da época (Stargate, Akon). Dando um pontapé no passado obscuro, foi com a faixa-título que a veterana decidiu voltar aos holofotes – uma balada romântica inspirada no gospel já conhecido de seus trabalhos anteriores. Linda e deslumbrante, ela aparece no maior clima de paz e amor em um lugar que nos remete ao tão sonhado paraíso celestial dos cristãos. Uma pena que Houston não mais se encontre entre nós, meros mortais, para nos abençoar com sua voz angelical, não concordam?


9. ON THE FLOOR – JENNIFER LOPEZ

Álbum: “Love?” / Ano: 2011 / Diretor: TAJ Stansberry / Comeback após: fracasso comercial do disco “Brave”.

“É uma nova geração” entoa JLo logo no início da música que mais dominou o ano de 2011. E não é que ela estava certa? Após o fracasso comercial de “Brave”, de 2007, três anos depois a morena assinou contrato com a gravadora “Island Def Jam” e apostou todas suas fichas em um novo começo para a sua carreira musical. De volta às paradas de sucesso e em evidência por sua atuação como jurada no “American Idol”, “On The Floor” foi o carro-chefe do disco “Love?”, que mais tarde marcaria a discografia da cantora como um de seus trabalhos melhor produzidos.

Acompanhada do rapper Pitbull, Jennifer já chegou mostrando ao que veio e desbancou qualquer cantora 20 anos mais jovem por conta de seu fenomenal corpo modelado. Vestindo dourado e diversas outras roupas sensuais, a norte-americana com descendência latina conquistou o mundo com o seu tão conhecido “la la la…”, repetindo a fórmula do sucesso anteriormente testada por Kylie Minogue em sua “Can’t Get You Out Of My Head”. Você já parou para pensar que os maiores sucessos que chegaram ao #1 e que sucederam o hit de Lopez mais se parecem com versões repaginadas de “On The Floor”? “Get on the floor, darling”.


8. CAROUSEL – VANESSA CARLTON

Álbum: “Rabbits On The Run” / Ano: 2011 / Diretor: Jake Davis / Comeback após: dois álbuns sem chamar a atenção do público.

Você sabia que Vanessa Carlton é muito mais que “A Thousand Miles”, certo? Liberando seu lado wicca no videoclipe de “Carousel”, o first single do disco “Rabbits On The Run”, a cantora flerta com a natureza e celebra a nova fase de sua carreira em alto estilo. Após seus dois últimos trabalhos não terem emplacado nenhum grande hit nas paradas de sucesso norte-americanas, Carlton retornou à indústria fonográfica em 2011 com o seu quarto disco de inéditas.

Inspirado nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”), este é o primeiro trabalho independente lançado por ela, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. Com produção de Steve Osborne, o álbum foi bem aceito pela crítica e chegou a receber 72 votos positivos de 100 do site “Metacritic”. “Carousel” é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. “A bondade é algo que você não precisa perseguir pois ela está seguindo você”.


7. BELIEVE – CHER

Álbum: “Believe” / Ano: 1999 / Diretor: Nigel Dick / Comeback após: anos sem um grande sucesso.

Não é a toa que Cher é denominada mundialmente como a “Deusa do Pop”. Com mais de 50 anos de carreira, a veterana é conhecida por ser um ícone da cultura pop, tendo uma trajetória de sucesso na música, no cinema e na televisão. Sendo a única artista a ter um #1 nas paradas da “Billboard” nas últimas 6 décadas, ela guarda em sua estante de prêmios vencidos no “Grammy”, “Oscar”, “Emmy”, “Globo de Ouro” e “Festival de Cannes”. Contudo, apesar de seus inúmeros hits em charts mundiais, a cantora enfrentou uma maré de azar após o lançamento de diversos discos que pouco venderam ou chamaram a atenção da crítica à época.

Lançando o maduro “It’s a Man’s World”, em 1995, que teve um bom desempenho no Reino Unido, o maior sucesso musical de Cher ainda estava por vir três anos mais tarde. “Believe”, comandado pelo single de mesmo nome, estourou no mundo e emplacou o trabalho como o mais bem sucedido de sua discografia. Sendo pioneira ao utilizar do autotune para modificar sua voz na música e deixá-la mais robótica, o single foi #1 em diversos países como França, Itália, EUA e Espanha. Presenciando um caso de amor que não deu certo na balada, a diva atua como uma mística entidade que coloca o pessoal pra dançar sob as luzes de neon, beneficiando-os com sua benção suprema. É a mãe Cher sendo a melhor no que é boa.


6. HUNG UP – MADONNA

Álbum: “Confessions On A Dancefloor” / Ano: 2005 / Diretor: Johan Renck / Comeback após: polêmica com o álbum “American Life”.

Que Madonna sempre foi uma artista polêmica isso nós já sabemos, mas, a norte-americana não poupou ninguém enquanto trabalhava no álbum “American Life”. Depois do chocante e realista videoclipe para a música de mesmo nome, Madge comprou uma briga sem tamanhos ao criticar duramente o governo estadunidense e a política implantada por décadas na “Terra do Tio Sam”. Não aprovando a atitude da loira, o público acabou não comprando tanto e o disco vendeu bem menos cópias que os antecessores “Ray Of Light” e “Music”. Mas, esse não seria o fim da “Rainha do Pop”.

Mais de dois anos depois é liberado “Confessions On A Dancefloor”, um dos trabalhos mais conceituais e épicos da cantora. Estreando no topo das tabelas musicais de diversos países, recebeu 80 de 100 pontos de aprovação do “Metacritic”, sendo o trabalho liderado pela fascinante “Hung Up”. Usando sample de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, do ABBA, a música é até hoje uma das mais populares da loira. Mostrando a ótima forma física em seus plenos 47 anos, a cantora dança em seu sensual collant rosa em tributo a John Travolta e seus filmes. Vale lembrar que o vídeo para “Sorry” foi gravado como uma continuação de “Hung Up”. Dando um show de coreografias bem executadas sem perder o fôlego, Madonna volta após anos para nos reafirmar que a idade só lhe fez bem para o corpo, a mente e a carreira.


5. IT’S LIKE THAT – MARIAH CAREY

Álbum: “The Emancipation Of Mimi” / Ano: 2005 / Diretor: Brett Ratner / Comeback após: fracasso de “Glitter”, médio desempenho de “Charmbracelet” e boatos de uma tentativa de suicídio.

Conhecida pelos quatro cantos do planeta como uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos, Mariah Carey quebrou inúmeros recordes e estabeleceu seu nome como um dos mais poderosos da indústria fonográfica. Vendendo milhões e milhões de álbuns ao longo dos anos, foi lá em 2001 que a diva acordou com o pé esquerdo e passou anos na penumbra após o fracasso comercial do filme “Glitter” e o desempenho mediano de álbum “Charmbracelet”. Alguns rumores apontam que o fracasso dos trabalhos atingiu tanto a cantora que Mariah chegou a cogitar o suicídio.

Dando uma animada nas coisas, a vocalista passou anos gravando seu próximo trabalho na companhia dos mais prestigiados produtores da black music (Jermaine Dupri, Darkchild, Kanye West), e liberou, em 2005, a obra-prima chamada “The Emancipation Of Mimi”. “It’s Like That”, o primeiro single do disco, cumpriu com o prometido e nos deu uma visão geral do que seria a nova fase de Carey. Linda, loira, magra, fabulosa e com a voz poderosa de sempre, MC é a anfitriã de uma festa de arromba regada a muito luxo, champagne e cassino. É Mariah nos apresentando seu novo alter ego, Mimi, com toda a classe de que tem direito e calando todos aqueles que um dia duvidaram de seu potencial para criar hits.


4. SPINNING AROUND – KYLIE MINOGUE

Álbum: “Light Years” / Ano: 2000 / Diretor: Dawn Shadforth / Comeback após: fracasso comercial do disco “Impossible Princess” e profunda depressão.

Kylie Minogue carrega consigo a fórmula do sucesso! Com quatro álbuns lançados pela “PWL” e um pela “Descontruction”, todos com altas vendas na Austrália e Reino Unido, principalmente – público alvo da cantora -, a australiana decidiu mudar de sonoridade e tomou rumos completamente opostos para o seu sexto disco de inéditas. Abraçando o indie rock, folk e trip hop, “Impossible Princess” chocou as pessoas na época de seu lançamento por sua obscuridade e foi renegado por muitos que não aceitaram a nova Kylie, tornando o álbum um fracasso comercial – na Austrália teve um desempenho razoavelmente bom.

Respirando novos ares e deixando uma profunda depressão de lado, Minogue retorna três anos mais tarde com o hino nº 1 “Spinning Around” levando todos de volta às pistas de dança. Estreando as famosas “hot pants” – acredite, a peça foi encontrada num brechó! -, a moça fez bonito ao gravar o que seria uma de suas músicas mais populares, agora sob o selo da “Parlophone”. Foi a partir do álbum “Light Years” que a cantora adotou a imagem de símbolo sexual e retornou ao topo das paradas musicais, consolidando-se como uma das vocalistas mais populares de sua geração.


3. BOYFRIEND – ASHLEE SIMPSON

Álbum: “I Am Me” / Ano: 2005 / Diretor: Marc Webb / Comeback após: humilhação em público com playback mal elaborado.

Irmã mais nova da também cantora e atriz Jessica Simpson, Ashlee estourou no verão de 2004 com o sucesso “Pieces Of Me”. Porém, o maior hit da cantora é também o causador de um dos maiores micos da história da televisão norte-americana. Após ter sido convidada para se apresentar no “Saturday Night Live”, Ashlee subiu ao palco para cantar “Autobiography” e, logo depois dos acordes iniciais, começou a rolar estúdio afora o vocal pré-gravado de “Pieces Of Me”. Acontece que, mesmo com problemas de saúde na voz, a cantora tentou levar a performance adiante, o que claramente não deu certo – o diagnóstico chegou a ser transmitido em diversos programas de TV na época, como o “60 Minutes”, da “CBS”.

Após a humilhação pública e o fim da era “Autobiography”, Simpson platina seus cabelos e faz um grande retorno com a empolgante “Boyfriend”. Atacando a ex-amiga Lindsay Lohan na letra do novo single – Lohan teria acusado Ashlee de roubar seu namorado à época, Wilmer Valderrama – a nova loira não poderia ter escolhido música melhor pra fazer o seu comeback. Apesar do enredo simples, “Boyfriend” tem o poder de captar a atenção de quem assiste ao clipe, já começando com a louca fuga policial que leva a um show particular num galpão velho e secreto. Com vocais fortes e uma batida alucinante, Ashlee Simpson nunca esteve tão provocativa e interessante, razão pela qual abre o nosso tão concorrido top 3.


2. YOUR BODY – CHRISTINA AGUILERA

Álbum: “Lotus” / Ano: 2012 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: fracasso do álbum “Bionic”, divórcio, perseguição da mídia, haters e corpo acima do peso.

Planejando o que seria o seu maior projeto musical, Christina Aguilera já flertava com a música eletrônica desde as faixas inéditas da coletânea “Keeps Gettin’ Better: A Decade Of Hits”. Planejando uma nova turnê mundial de verão, dois novos álbuns (um de inéditas e um de remixes), uma linha de produtos de beleza e até mesmo uma de joias (leia mais sobre), a loira discípula de Madonna viu seu mundo desabar após o fracasso do novo disco e o cancelamento e engavetamento de todos os outros trabalhos secundários. Foi então que ela lançou seu primeiro filme ao lado de Cher, “Burlesque”, e começou a ganhar peso enquanto seu casamento de mais de 5 anos chegava ao fim.

Rotulada como uma pessoa orgulhosa e egocêntrica, Aguilera passou por tudo isso em silêncio enquanto blogs da cultura pop a apedrejavam pelo flop de “Bionic” – a propósito, foi graças a Perez Hilton que o termo pegou e “manchou” a carreira brilhante de nossa loira. Dando um jeito de contar às pessoas tudo o que aconteceu em 2 anos, essa foi a tarefa que o próximo álbum da cantora, “Lotus”, tentou transmitir ao ouvinte por meio de letras profundamente pessoais: tudo o que a cantora sentiu e passou na época mais obscura de sua carreira.

Com o single debut “Your Body”, Christina abraçou seu novo corpo e não poupou recursos para agradar seus fãs na super produção de 2012. Uma serial killer divertida e exótica, a moça usa e abusa das perucas e roupas multicoloridas, sempre sendo sensualmente elegante. Vale destacar ainda um dos visuais que Aguilera usou em uma das cenas do clipe e que com certeza fez seus fighters ficarem loucos: as tranças que nos remetem à era “Stripped”. É a primeira vez em anos que vemos Xtina tão espontânea e criativa mostrando-nos seu poder vocal sem entediar ninguém. The one and only, there never will be another, Christina Aguilera, that’s how music should sound!


1. WOMANIZER – BRITNEY SPEARS

Álbum: “Circus” / Ano: 2008 / Diretor: Francis Lawrence / Comeback após: drogas, vida conturbada, humilhação no “VMA” de 2007, problemas judicais, perseguição da mídia e paparazzi.

Chegamos ao que eu considero a maior volta de um artista pop ao cenário musical e sim, a “cantora que não canta” é a grande merecedora do topo do nosso especial e vocês entenderão porquê. Britney sempre teve uma carreira de sucesso, lançando diversos álbuns em #1 na “Billboard” e singles que a consolidaram como uma das artistas mais influentes de todos os tempos. Porém, após o casamento nada feliz ao lado de Kevin Federline e o nascimento dos lindos Sean Preston e Jayden James, a vida particular da “Princesa do Pop” virou do avesso.

Lançando a “Bíblia do Pop”, vulgo “Blackout”, em 2007, o álbum agradou a crítica e o público, mas a performance de divulgação no “VMA” virou motivo de chacota. Acima do peso e usando uma peruca estranha pra cobrir o episódio no qual raspou todo o seu cabelo num momento de descontrole, a loira mais desejada dos EUA passou a ser a mais rejeitada do mundo. Perseguida por fotógrafos e pelos tabloides, a moça viu tudo desmoronar diante de seus olhos enquanto perdia a guarda de seus filhos para o ex-marido, K-Fed. Isso, é claro, sem mencionarmos o envolvimento com drogas pesadas e as noitadas desenfreadas ao lado de Paris Hilton e Lindsay Lohan.

Sob a curatela de seu pai, a estrela de “Crossroads” voltou ao estúdio após os eventos turbulentos e em 2008 libera “Circus”, seu mais novo disco de inéditas. Com a liderança de “Womanizer”, o novo trabalho foi um sucesso de vendas e deixou todos boquiabertos com o retorno da loira às paradas de sucesso. Conseguindo mais um #1 para a sua lista de singles que chegaram ao topo dos charts ianques (o último tinha sido “…Baby One More Time”, em 1999), Britney calou todos aqueles que um dia a chamaram de gorda fora de forma.

Brincando com diversos personagens, em “Womanizer” ela se torna uma dona de casa e motorista loira, uma secretária morena e uma garçonete ruiva, repetindo o feito de “Toxic”, quatro anos antes. Já começando no quente cenário da sauna, a cantora aparece nua deitada numa posição estratégica e o clipe rola no maior climão de sensualidade e comédia – detalhe ainda para a intro mara idêntica à de “Stronger”. Agora você realmente quer um pedaço dela, não é?

10 grandes músicas atemporais

Intro (Cher)

A meu ver, a indústria fonográfica tem, de uns anos pra cá, demonstrado sinais de fraco desempenho e inovação por parte de grandes artistas que, diariamente, lançam novos singles e álbuns cada vez menos pretensiosos. E, com a ausência da ousadia, consequentemente é gerado desapontamento em milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nomes de peso parecem, não mais, conseguir com tanta facilidade emplacar hits esmagadores no topo das paradas musicais. Álbuns prometidos como inovadores se mostram comuns após o seu lançamento e, com o passar de poucos meses, soam enjoativos (alguns até mesmo repugnantes).

E, é por conta de certos alienados que muitos cantores, bandas e grupos são taxados de fracassados por não seguirem essa tão buscada fórmula do sucesso. Se você não colocar aquela batidona clichê em pelo menos metade de seu novo disco, seu trabalho não agradará os críticos musicais e nem a grande massa de pessoas, recebendo a partir daí o título de “flop” do momento. Claro, a menos que se renda e faça aquele básico pacto, vendendo sua alma por quinze minutos de popularidade.

Brincadeiras a parte, foi pensando nisso tudo que passei o dia todo pesquisando em meus arquivos algumas músicas que, em minha opinião, sobreviveram ao teste do tempo e se mostram ainda tão jovens como quando foram lançadas. Acredito que muitas delas, se lançadas em dias atuais, ocasionariam uma gigantesca (e necessária) revolução na sonoridade urban conceitual que tem dominado os charts.

Abaixo, confira algumas das 10 músicas mais atemporais já lançadas até o momento e que você não pode deixar de ouvir:

#10. TIME AFTER TIME – CYNDI LAUPER

Okay, eu sei que o maior sucesso de Cyndi é “Girls Just Want To Have Fun”, mas, colocá-la nessa lista seria o mesmo que incluir “Material Girl”, da Madonna, ou “Greatest Love Of All”, da Whitney Houston. São hinos de décadas passadas, pertencentes a um mundo diferente (e minha intenção é destacar músicas atemporais). Pensando nisso, cheguei em “Time After Time”, gravada por Lauper para seu álbum debut, “She’s So Unusual”, de 1983. A canção chegou a atingir o topo da “Billboard Hot 100”, foi composta pela própria Cyndi ao lado de Rob Hyman e recebeu influências do new wave.

Veja aqui uma performance icônica feita em uma apresentação da cantora.

#9. GIMME! GIMME! GIMME! (A MAN AFTER MIDNIGHT) – ABBA

Assim como “Dancing Queen”, “Gimme! Gimme! Gimme!” traz o cativante vocal do grupo sueco combinado com um instrumental prá lá de exótico. Composta e produzida pelos integrantes Benny Andersson e Björn Ulvaeus, foi lançada como single em 1979 e incluída posteriormente nas coletâneas “Gold: Greatest Hits” e “Greatest Hits Vol. 2”. Foi #1 em diversos países, chegando ao #3 no Reino Unido. Com inspiração da disco, europop e synthpop, Madonna chegou a usar samples da música no seu single “Hung Up”, carro-chefe do álbum “Confessions On A Dance Floor”, de 2005.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na turnê “In Concert”.

#8.  WHERE THE STREETS HAVE NO NAME – U2

Minha intenção era relacionar apenas músicas pop, mas, como nem só do pop vivem as pessoas, resolvi colocar uma pegada rock e mencionar o U2 em nossa visita de volta ao passado. O hit que conquistou o mundo todo alcançou o #13 do “Hot 100” norte-americano, isso sem mencionar os #1s na Nova Zelândia e Irlanda. O terceiro single do disco “The Joshua Tree”, que inclusive abre a tracklist do CD, teve produção de Daniel Lanois e Brian Eno, tendo sido lançado oficialmente em 1987. A musicista Vanessa Carlton, conhecida pelo hit “A Thousand Miles” – trilha sonora do filme “As Branquelas” –, regravou a faixa da banda irlandesa em 2004 numa versão totalmente repaginada, ao som de piano, e incluiu no álbum “Harmonium”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Slane Castle”.

#7. IT’S NOT RIGHT BUT IT’S OKAY – WHITNEY HOUSTON

Essa foi uma inclusão de última hora, mas, muito necessária para a essência de nossa lista. Gravada para o álbum “My Love Is Your Love”, foi lançada como single em 1999, recebendo produção do mestre Darkchild e composição de LaShawn Daniels, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, Isaac Phillips e Toni Estes. O single, #1 na Espanha, conquistou o top 5 da “Billboard Hot 100” na posição de número #4 e o #3 no UK. Provinda do soul, R&B e dance music, a canção recebeu o prêmio Grammy na categoria “Melhor Performance Vocal Feminina de R&B”, em 2000.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “My Love Is Your Love Tour”.

#6. WALKING IN MEMPHIS – CHER

Cherwim

Grande sucesso na voz de Marc Cohn, o cantor original de “Walking In Memphis” – que a gravou em 1991 – foi com a “Deusa do Pop” que a música ganhou atemporalidade e marcou a carreira da cantora. “Memphis”, uma faixa pop-rock, entrou para a tracklist do disco “It’s a Man’s World”, de 1995, sendo lançado como lead single em outubro do mesmo ano. #2 na Turquia, #17 na Austrália e #11 no Reino Unido, foi dita como “empolgante” pela “All Music”; Jim Farber, do “Entertaiment Weekly”, afirmou que a faixa “deve ser ouvida para se acreditar (nela)”. Cher chegou a apresentar a música em suas turnês “Do You Believe? Tour”, “The Farewell Tour e “Cher at the Colosseum”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita em uma de suas turnês.

#5. I’M A SLAVE 4 U – BRITNEY SPEARS

A “Princesinha do Pop” não poderia ficar de fora de uma lista que envolvesse música, certo? Pensando nisso e em todos os hits já lançados pela loira, encontrei em “Slave” o que não consegui observar em outros grandes sucessos como “…Baby One More Time” e “Oops!!!I Did It Again”: soar contemporânea. Oferecida inicialmente para Janet Jackson – que recusou a faixa – foi escrita e produzida por Pharrell Williams e Chad Hugo, também conhecidos como The Neptunes. Com influências do dance e R&B, a música fez grande sucesso, chegando à #27 no “Hot 100” da Billboard e ao #1 no Brasil, Japão, entrando ainda no top 10 da Austrália, França, Alemanha e Reino Unido.

Veja aqui uma performance icônica com uma cobra albina feita no “VMA” de 2001.

#4. FROZEN – MADONNA

Quando Madonna esteve nas gravações do disco “Ray Of Light” ao lado do produtor William Orbit, muito se especulou sobre o que estava sendo planejado nos estúdios da “Warner Music”. Com o lançamento, em 1998, os fãs receberam uma das obras mais intensas já lançadas no universo musical. Não só “Frozen” é atemporal como o disco todo, sendo considerado por muitos como o melhor da discografia da “Rainha do Pop”. O hit chegou ao #2 do “Hot 100” e no top 5 de diversos países.  O clipe para a música é repleto de misticismo e simbologia, no qual podemos ver uma Madonna interpretando uma feiticeira misteriosa. Na Bélgica, no entanto, a música sofreu acusações de plágio (leia mais).

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “BBC”.

#3. WHAT GOES AROUND… COMES AROUND – JUSTIN TIMBERLAKE

A única música apresentada por um cantor (homem) solo não poderia ser outra se não “What Goes Around…”, recebendo a nossa medalha de bronze. Lançada como terceiro single do “FutureSex/LoveSounds”, de 2006, foi recebida pela crítica especializada como a sequência de “Cry Me a River”, de 2002. Atingindo o #1 nos Estados Unidos, foi produzida pelo próprio Timberlake em parceria com Timbaland e Danja. Com instrumentais de R&B e pop, levou o “Grammy” de “Melhor Performance Vocal Masculina de Pop”, em 2008. Duas curiosidades: a atriz Scarlett Johansson atua no videoclipe e, a faixa foi usada como trilha sonora da primeira temporada de “Gossip Girl”, ao lado também de “Paparazzi”, da Lady Gaga.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Madison Square Garden”.

#2. THE VOICE WITHIN – CHRISTINA AGUILERA

Acredito que, durante a fase que antecedeu o álbum “Stripped”, de 2002, Christina Aguilera não tinha noção alguma do efeito que seu disco causaria na história da indústria fonográfica. Foi com o “Despida” que Aguilera consolidou sua carreira e se mostrou uma artista forte, inovadora e talentosa. “Beautiful”, maior sucesso de sua carreira, está presente no CD, mas foi “The Voice Within” que a moça se firmou como uma artista adiante de sua geração, tendo sido comparada com Celine Dion e Mariah Carey. O videoclipe foi dirigido por David LaChapelle e filmado em um take só. Entrou para o top 40 da “Billboard Hot 100”, ocupando a #33 e #9 do Reino Unido. Recebeu composição de Aguilera em colaboração com Glen Ballard, com produção deste último, sendo inspirada no pop, soul e leves pitacos gospel! Xtina fica com a nossa prata.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “Stripped Live In The UK”.

#1. CONFIDE IN ME – KYLIE MINOGUE

Chegamos finalmente ao primeiro lugar, dando à Minogue nossa medalha de ouro. “Confide In Me”, carro-chefe do disco homônimo da cantora, lançado em 1994, foi composta pelo duo Brothers in Rhythm (Steve Anderson e Dave Seaman) ao lado de Owain Barton, sendo produzida por Steve e Dave. Foi aclamadíssima pela crítica especializada, alcançando o topo dos charts australianos e estreando em #2 no UK. “Confide” já se inicia com um som orquestral, recebendo no decorrer da música influências do pop e da house music. O interessante do single é que, além de sua profunda letra, foi exatamente com ele que a australiana mostrou ao público que sabia usar sua voz e alcançar notas altas, até então não demonstrado em seus discos anteriores. Kylie chegou a incluir a canção nas turnês “Intimate and Live”, “On a Night Like This”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour”, “For You, for Me” e “Aphrodite Les Folies”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “BBC Radio 2”.