Christina Aguilera abre seu coração para Orlando e nos emociona com nova música! Conheça “Change”

Foi assim, sem qualquer alarde ou aviso prévio, que a noite de quinta (16) para sexta (17) se tornou um pouquinho mais especial quando a nova música de Christina Aguilera surgiu misteriosamente em nossas redes sociais. Antecedida por um boato que começou a percorrer a web momentos antes do seu lançamento oficial, é verdade que a nova balada da cantora foi certeira ao investir na emoção e merecidamente ser bem recepcionada de imediato pelo público; todavia, existe um lado muito mais sombrio por trás da inédita “Change” que infelizmente não poderia passar despercebido em uma resenha como esta.

Se você, caro leitor, tem acompanhado as últimas notícias internacionais, então certamente já ficou sabendo do terrível massacre que tomou a cidade de Orlando no último dia 12 – quando 49 pessoas foram brutalmente assassinadas (e 53 ficaram feridas) em uma boate voltada para a comunidade LGBTQ. Após movimentar as manchetes de toda a mídia e se tornar o assunto mais comentado da semana, o tiroteio a sangue frio foi classificado como o mais grave da história dos EUA – o que, consequentemente, gerou uma onda de solidariedade que se espalhou rapidamente para o resto do mundo. E, entre diversas celebridades que cederam um pouquinho do seu tempo para falar sobre o ocorrido, Aguilera decidiu botar a mão na massa e, assim como o reconfortante discurso de Lady Gaga, não exagerou ao tentar fazer algo um pouco mais eficaz para os envolvidos em tamanha tragédia.

Christina em ensaio fotográfico de 2014 (foto por Mark Liddell)

Composta pela própria Christina em parceria com Fancy Hagood e Flo Reutter – e produzida pelo último –, a nova e superpoderosa balada é distribuída sob o selo da “RCA Records” (a gravadora da musicista) e é aguardada para estar presente no próximo álbum da loira, o qual é esperado para ainda este ano. Tal qual como aconteceu com “Lift Me Up”, há seis anos (quando a parceria com Linda Perry foi liberada tempos antes do disco “Bionic” em prol às vítimas do desastre no Haiti), especula-se que a novidade não seja lançada como o próximo single oficial de Xtina, mas tão somente uma faixa avulsa de caráter beneficente. Em uma nota de imprensa que ganhou o site da moça junto com o lançamento em questão, foi revelado que, durante o período de três meses (17/06 a 14/09), todas as vendas digitais acumuladas com a canção por meio do iTunes serão revertidas para o “National Compassion Fund” em benefício das vítimas e familiares atingidos pela atrocidade. A seguir, você confere, na íntegra, a tradução completa do conteúdo veiculado na carta aberta ao público escrita pela veterana:


“A horrível tragédia que aconteceu em Orlando continua a incomodar muito a minha mente. Eu estou continuamente direcionando muito amor e muitas orações para as vítimas e seus familiares. Como muitos outros, também quero ser parte da mudança que este mundo precisa sofrer para se tornar um local inclusivo onde a humanidade possa se amar de forma livre e apaixonada. Nós vivemos em uma época de diversidade, uma época de possibilidades infinitas, onde a expressão individual é algo a ser celebrado. No lugar disso, eu fico aqui imaginando quantas pessoas cheias de amor podem ser afetadas por tanto ódio.

Apesar desta tristeza tão pesada, eu acredito que o mundo tem mais amor do que imaginamos. A gente precisa amar de novo, aprender que uma só pessoa pode sim fazer a diferença; é só mantermos o amor em nossos corações. Como Nelson Mandela disse uma vez: ‘ninguém nasce odiando uma pessoa pela sua cor, passado ou religião. As pessoas precisam aprender o que é o ódio, e se elas podem aprender a odiar, então também podem ser ensinadas a amar, porque o amor vem mais naturalmente do coração humano do que o oposto’.

Todos temos a oportunidade de espalhar o amor, encorajar a individualidade e fazer diferença aos outros – nós estamos nesta juntos, como um, unidos pelo amor. Mando a todos meu amor, pensamentos e orações”.


Sucessor de “Lotus” (2012), o próximo disco de Aguilera é aguardado para este ano

Cantando precisamente sobre a mudança que muitos têm esperado da sociedade conturbada na qual vivemos (ou sobrevivemos?), Christina não se limita à temáticas “polêmicas” como orientação sexual e diversidade de gênero e vai além ao incluir em “Change” sua total reprovação ao racismo e à xenofobia (outros dois males terríveis que tristemente nos afetam mais e mais dia após dia) – você confere a tradução completa da canção aqui. Levemente inspirada pelo R&B e pelo pop que constantemente dão as caras em seu catálogo, a música soa, à primeira vista, como a sólida combinação do perfeccionismo de “Bionic” com o lado mais intimista de metade do “Lotus” (os últimos discos liberados pela cantora, em 2010 e 2012, respectivamente). Semelhanças à parte, a balada não se resume apenas em comparações banais e esdrúxulas, e, este é o momento no qual pedimos a você, caro leitor, que nos permita abrir uma ressalva em nosso blog para sair da nossa zona de conforto técnica e discorrer um pouquinho mais sobre a questão social que contorna a maravilhosa “Change”. Assim, nos permitimos enxergar esta música recém-lançada não como uma prévia do próximo (e aguardadíssimo) álbum da grande vocalista que é Aguilera, mas, talvez, uma profunda reflexão do que ela precisou passar para chegar aonde se encontra atualmente.

É de conhecimento de todos que acompanham a indústria fonográfica que os últimos anos não foram os mais fáceis para a carreira musical da intérprete de “Genie in a Bottle” – no que se refere à questão comercial e promocional, é claro. Após ver seus dois últimos álbuns com um desempenho bem aquém daquele obtido pelos exitosos “Christina Aguilera” (1999), “Stripped” (2002) e “Back to Basics” (2006), a loira viveu uma maré de azar que, inevitavelmente, prejudicou em muito o seu nome perante o mercado contemporâneo. Dando a volta por cima e, inclusive, quebrando recordes de público em um recente festival do qual foi a atração principal, Xtina ressurge agora com o que pode ser não apenas o começo de uma nova era em sua discografia, mas também o renascimento de quem ela se tornou como artista (e pessoa). E “Change” é, em nossa opinião, a escolha perfeita para nos introduzir a esta “Nova-Antiga Aguilera” muito mais segura de si.

O lyric vídeo oficial de “Change”, a nova música da cantora

Como todos já estão cansados de saber, não apenas o Brasil, mas o planeta Terra, como um todo, se encontra em um período em que informação e conhecimento estão disponíveis bem na palma de nossas mãos – seja pelo uso da internet, seja pelos demais meios de comunicação. Contudo, se possuímos a sorte grande de viver na tão desejada era do avanço tecnológico, também estamos sujeitos a fazer parte (ativa ou passivamente) de um retrocesso que é completamente anormal para a história da humanidade. Ao invés de o ser humano se adequar para acompanhar todo o crescimento que é inerente de seu trabalho duro como pesquisador e desbravador, cada vez mais nos sujeitamos a situações como a de Orlando, na qual uma imensidão de pessoas é privada de sua felicidade (e até mesmo de sua vida) em decorrência de alguns que não são capazes de aceitar o amor e as diferenças entre seus iguais.

E, apesar de muitos taparem o sol com a peneira ou simplesmente ignorar o fato de que tudo o que tem acontecido é a mais pura demonstração de que chegamos até o fim dos tempos, é exatamente o contrário que esta “Nova-Antiga Christina” está tentando nos fazer enxergar por meio de “Change” (uma tarefa que, diga-se de passagem, já desempenha desde os primórdios de sua carreira em pérolas como “Beautiful” e “The Voice Within”). Não que a moça tenha mudado abruptamente o seu modo de agir ou de trabalhar como cantora e compositora, pois, o seu atual lançamento reflete muito mais uma evolução espiritual do que meramente musical. Utilizando-se de sua voz para falar sobre a dor que milhões de pessoas suportam diariamente para conseguir viver suas vidas com um mínimo de honestidade consigo mesmas, Aguilera, mais uma vez, acerta ao abraçar as minorias e provar que seu coração consegue exceder a magnitude de qualquer nota musical bem executada. No fim, tudo que nos resta é manter a esperança e continuar lutando para fazer do mundo um lugar melhor. E claro, isso nos leva a crer que…

…Não importa quem somos ou para onde vamos, desde que saibamos como respeitar quem está à nossa volta, independente de seus gostos pessoais, características externas (e/ou internas) ou objetivos de vida. Infelizmente, o ser humano não tem sido capaz de acompanhar tudo o que foi capaz de criar até aqui, e se um dia ele já pôde ser visto como alguém brilhante dotado de sabedoria infinita, tudo o que nos resta hoje é admirar quem nós já fomos, mas não no que nos tornamos. De alguma maneira escabrosamente assustadora, perdemos o nosso propósito em vida e nos deixamos levar por um instinto irracional que não acomete nem o pior dos animais selvagens (estes sim justificadamente irracionais). De fato, se pararmos para fazer uma rápida análise sobre tudo o que dissemos anteriormente, sem qualquer cunho religioso ou científico, podemos chegar à única conclusão de que o mal não existe… mas sim, o homem.

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Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.

Aos 35, Christina Aguilera comemora aniversário com carreira de ouro! Relembre os melhores momentos

Depois de uma conterrânea sua ganhar um post exclusivo por aqui comemorando 34 longos anos de vida e sucesso, confesso que não estaria sendo nem um pouco justo com uma das maiores vozes da música internacional se deixasse este 18 de dezembro passar em branco. Quem é mais atento às datas já deve ter notado que estou me referindo à poderosa Christina Aguilera, mas, se você não foi capaz de associar essa pequena introdução à nossa querida mentora do “The Voice”, não se preocupe, pois esta é a oportunidade perfeita para aguçar os seus conhecimentos sobre a insubstituível “Voz da Geração”. Completando 35 primaveras inesquecíveis, nossa talentosa cantora do soul e do pop não cansa de nos surpreender com sua brilhante história de vida que é contada por meio de uma das artes mais antigas da humanidade (e que domina com tanta maestria): a música.

Também começando no popular “Clube do Mickey” durante os anos 90 – assim como seus antigos colegas de trabalho Britney Spears e Justin Timberlake –, Christina não demoraria muito tempo para ser “redescoberta” por Steve Kurtz, o grande responsável por introduzi-la ao meio musical. Depois de gravar um dueto com o cantor Keizo Nakanishi que poucos tomariam conhecimento (o single “All I Wanna Do”), Aguilera seria anos mais tarde apresentada à “Reflection”, a sua grande estreia como solista que lhe rendeu uma merecida nomeação ao “Globo de Ouro” de 1999, por “Melhor Canção Original”. Chamando a atenção do público por possuir uma voz impactante e cheia de emoção, a cantora lançaria o seu primeiro álbum naquele mesmo ano, quando ainda tinha apenas 18 anos.

Christina em ensaio fotográfico para a Elle Brasil, edição de 2013

“Christina Aguilera”, o disco homônimo, chegou chegando com os #1s “Genie in a Bottle”, “What a Girls Wants” e “Come on Over Baby (All I Wanna Is You)”, colocou-se no topo da “Billboard 200” e de quebra vendeu mais de 8 milhões de cópias apenas nos EUA (dados de 2014), chegando a distribuir pelo globo mais de 17 milhões (dados de 2010). Simpatizando-se pela música natalina e saindo em busca de suas origens latinas, a virada do ano marcou não apenas a chegada do novo milênio, mas também da curiosidade de Aguilera por duas sonoridades tão distintas que foram registradas em “My Kind of Christmas” e “Mi Reflejo”, os projetos secundários da atarefada iniciante. Seus êxitos imparáveis lhe consagraram a primeira vitória aos concorridos prêmios “Grammy” (de 2000), como “Melhor Novo Artista”, desbancando a pessoa que lhe renderia pouco tempo depois uma das maiores rixas de toda a cultura popular: Britney. Um ano depois, a loira venceria o seu primeiro “Grammy Latino” por “Mi Reflejo”.

Relembrando-se da infância conturbada que teve com o pai, Fausto – Aguilera chegou a declarar por diversas vezes que foi vítima, ao lado de sua mãe, de constantes agressões físicas e mentais propagadas pelo genitor –, a musicista juntou todas as suas forças para elaborar o que hoje é considerada uma das maiores obras-primas da música pop contemporânea: o disco “Stripped”. Caprichando nas composições, nas indiretas e em todo seu poder de autoafirmação feminista, a antiga Christina que muitos conheciam não mais estava viva para contar história quando o 4º lançamento assinado sob o seu nome viu a luz do dia em um distante 2002. Movida pelo carro-chefe “Dirrty” e por um insaciável desejo de novos caminhos, a antiga e comportada garotinha de Staten Island (Nova Iorque) passou a querer ser chamada pelo alter ego Xtina e gerou grande polêmica enquanto exibia as curvas de seu corpo em ensaios fotográficos pra lá de sensuais.

Já crescida e pronta para a próxima batalha, Aguilera vivia uma ótima fase em sua carreira quando decidiu retirar-se do cenário musical e ausentar-se durante 4 anos: o tempo necessário para a criação, gravação e produção do prestigiado “Back to Basics”. O 5º álbum da loira, o qual fazia um honroso tributo ao que de melhor tocou nos anos 20, 30 e 40, foi muito bem aceito pela crítica e pelas pessoas que acompanhavam fielmente os primeiros passos dados pela estreante Baby Jane (seu segundo alter ego), a sucessora natural de Xtina. Apostando no estilo pin-up e em todo o glamour do século passado, Christina não apenas reformulou a sua imagem pública como também a sonoridade de suas respeitadas músicas, que agora soavam menos pop e mais jazz com soul e R&B. Liberando as queridinhas dos fãs “Candyman” e “Hurt”, Aguilera, mais uma vez, finalizaria uma era de ouro com sua quinta vitória no “Grammy”, agora pelo carro-chefe “Ain’t No Other Man” (ela havia vencido, também, anos antes com a colaboração “Lady Marmalade”, em 2002, e com o hino “Beautiful”, o maior sucesso de seu catálogo, em 2004).

Christina em ensaio fotográfico para a Elle Brasil, edição de 2013

Indo para a direção oposta de “Back to Basics”, quando optou por tomar um caminho mais retrô reformulado pela música pop de 2006, chegou a vez de “Bionic” dar prosseguimento aos lançamentos da moça e apostar todas as suas fichas em um som mais futurista, cheio de sintetizadores e instrumentais ultramodernos. Já começando a vindoura nova fase com o pé esquerdo, Christina acabou sendo pega para Judas e viveu o que muitos chamam de “o período mais obscuro de sua vida”. Não apenas um fracasso comercial, “Bionic” surgiu para virar tudo na vida da cantora de cabeça para baixo, desde o rompimento com seu marido, com quem era casada desde 2005, até comparações com outros artistas, como Lady Gaga. Cancelando todos os projetos paralelos que havia planejado para divulgar seu 6º álbum, a musicista encerrou rapidamente uma das eras mais criativas de sua discografia para se proteger dos constantes ataques que sofria da mídia e do público.

Tirando o finzinho de 2010 para promover a sua primeira aparição em um longa-metragem, o musical “Burlesque” não pecou ao trazer uma trilha-sonora bem produzida que contou com oito faixas de Aguilera e duas de Cher (a co-protagonista do filme). Recebendo três indicações (e vencendo uma) ao “Globo de Ouro”, de 2011, e duas ao “Grammy” de 2012, logo o trabalho da cantora passou a ser deixado de lado para que os tabloides focassem no seu ganho de peso e em uma série de notícias negativas (a maioria falsa) que incluía direção perigosa ao volante e maus tratos ao seu próprio filho, Max.

Mais uma vez recuperando-se das armadilhas do destino, Christina surgiu em 2012 com o disco “Lotus”, o seu tão anunciado retorno à indústria musical, que também acabou por não vingar. Abandonando cedo a divulgação da era multicolorida que mal começou para ser engavetada após poucas apresentações de “Just a Fool” e nenhuma do first single, “Your Body”, Xtina ingressou em uma enxurrada de parcerias que lhe renderia uma energia receptiva do público (entre elas os featurings “Feel This Moment”, “Hoy Tengo Ganas de Ti” e “Say Something”, este último lhe atribuindo uma vitória ao “Grammy” deste ano – o sexto gramofone dourado da artista –, por “Melhor Colaboração de uma Dupla ou Grupo”).

De “Genie in a Bottle” a “Say Something”: confira a nossa playlist que traz 22 grandes clipes já gravados pela “Voz da Geração” e que merecem toda a sua atenção!

Atualmente gravando seu 8º disco de inéditas (o 6º lançamento principal de sua discografia), se depender de Aguilera essa constante onda de azar poderá finalmente ser chutada para longe, muito longe. Já confirmando que está trabalhando com colaboradores que longa data, como a incomparável Linda Perry (com quem mantém uma forte amizade desde o disco “Stripped”), e com outros novos convidados, como o DaInternz (responsável por “Anaconda”, de Nicki Minaj), o projeto ainda secreto é esperado para o 1º semestre de 2016 com direito, até mesmo, a uma turnê mundial (isso de acordo com as promessas de Irving Azoff, o atual empresário de Aguilera). Desde a “Back to Basics Tour”, encerrada em 2007, que a cantora não ingressa em uma tour pelo mundo todo.

Mãe solteira, Christina é noiva do produtor Matthew Rutler (quem conheceu durante as gravações de “Burlesque”) e juntos eles deram vida à Summer, a segunda filha da cantora, no ano passado. Engajada com diversos projetos sociais, como o “World Food Programme” (saiba um pouco mais sobre a campanha de 2015 acessando este link), Aguilera vem desde o início da sua carreira aventurando-se pela filantropia e mostrando que gosta de lutar por uma causa muito maior. Nomeada embaixadora pela ONU por sua dedicação no combate à fome em regiões desprivilegiadas de todo o planeta, os feitos que a cantora protagoniza já atingiram memoráveis conquistas mundiais, movimentando milhões de dólares anualmente (saiba mais). Provando que tem tempo de sobra para dedicar-se à família e aos mais necessitados, Christina é um exemplo vivo de que um nome não se constrói apenas com #1s nos charts de sucesso (apesar de já ter produzido diversos hits ao longo de sua jornada). Sempre focada e dando o melhor de si no que faz, Aguilera é uma veterana que, definitivamente, ainda tem muito a nos oferecer: e não apenas em caráter musical, mas principalmente social.

“Lotus”: o intruso na discografia de Christina Aguilera

Depois de finalmente estrear minha primeira publicação destinada a dois dos meus assuntos favoritos (literatura e Harry Potter), eis que é chegado o momento de voltarmos para a nossa já conhecida jornada musical e discorrer um pouquinho sobre a minha queridíssima Christina Aguilera. Se você é novo por aqui e gostaria de saber mais sobre essa beldade que constantemente dá o ar de sua graça pelo blog, recomendo que dê uma passadinha antes por este resumão que preparei há mais de um ano. Apesar de vários meses terem se passado e muitas coisas legais acontecido na carreira da nossa “Voz da Geração”, muito sobre o passado e o presente podem ser vistos em “Christina Aguilera: uma estrela injustiçada, abandonada e desvalorizada”. Aviso dado e fixado, bora seguir a diante.

Se você já ouviu, pelo menos, cinco músicas da Christina Aguilera liberadas em diferentes anos para diferentes álbuns com certeza deve ter notado a grande versatilidade que a cantora tem de combinar sua voz com qualquer estilo musical e produzir uma batida bem original – e o mais importante: sem perder seu maior foco, que é a música pop. Partindo da vibe urbana de “Stripped” para o retrô de “Back to Basics” ou o futurismo de “Bionic”, Aguilera sempre desempenhou com maestria a arte de se reinventar, não deixando desejar em qualquer aspecto, seja na sua imagem profissional, seja na sonoridade de seus primorosos trabalhos.

Seguindo os passos de algumas das suas maiores influências, como Etta James, Whitney Houston e Madonna, foi com o disco “Stripped”, de 2002, que Christina deu início a sua vida de artista independente e viveu durante longos oito anos como uma das cantoras mais imprevisíveis de todos os tempos. Não tendo medo de se arriscar e bater de frente com qualquer um que se impusesse em seu caminho, a loira precisou de pouco tempo para firmar sua voz na indústria e ganhar o respeito do público como um ícone fashionista, feminista e humanitário.

Todavia, se nem tudo é um mar de rosas na vida de pessoas como nós, meros mortais, quem diria então de grandes estrelas do cenário musical como Xtina. Depois de enfrentar o fracasso comercial da obra-prima “Bionic”, ver seu casamento de longos anos afundar mais que o Titanic e ter toda a imprensa a sufocando por todos os cantos, presumiu-se à época que a cantora teria adquirido a inspiração suficiente para liberar um dos melhores lançamentos do ano. Mas, fica a dúvida: será que ela conseguiu atingir esse feito? Anunciado como um renascimento de tudo o que Christina havia passado num curto lapso temporal, “Lotus” chegou em 2012 fazendo referência à flor de lótus que, nas palavras da musicista, “consegue sobreviver e crescer em ambientes agressivos onde nada mais floresce”.

O que muitos não sabem, porém, é que assim como a era “Bionic”, “Lotus” também teve as suas peculiaridades misteriosas que chegaram e deixaram o clima bem obscuro para os seguidores da voz feminina de “Moves Like Jagger”. O first single “Your Body”, por exemplo, surgiu cedo, ganhou uma superprodução no seu videoclipe e, apesar de ter recebido um live caseiro junto ao programa do Jimmy Fallon, nunca chegou a ser apresentado “decentemente” em nenhum show ou programa televisionado. Sonho de qualquer fã que gostaria de ver a cantora dando tudo de si com as madeixas multicoloridas que acompanharam toda a era “Lotustina”, até mesmo aquela performance cancelada que foi gravada para o “The Voice” veio a tona na época para nos deixar mais perdidos que roupa íntima em lua de mel (okay, piadinha desnecessária, me desculpem).

Debutando em #7 na “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais vendidos da semana no território norte-americano, com tímidas 73 mil cópias, nunca um projeto principal da cantora havia feito uma estreia tão baixa – para você ter uma ideia, materiais secundários como a coletânea “Keeps Gettin’ Better: A Decade of Hits” chegaram a vender este mesmo número de cópias na first week, num distante 2008. No fim das contas, até mesmo o “Bionic”, considerado o maior fracasso de sua discografia, provou-se um lançamento mais bem sucedido, atingindo o top 3 dos charts com 110 mil discos distribuídos em seus primeiros sete dias.

A tão comentada “divulgação” de “Lotus”, um dos maiores virais da internet

Em meio a tantas confusões, incertezas e falta de divulgação, “Just a Fool”, o dueto com o parceiro do “The Voice” Blake Shelton, acabou sendo escolhido como segundo single do disco e dessa forma encerrou os trabalhos de Christina com o seu quinto álbum de inéditas. Aventurando-se em parcerias musicais com artistas de peso como Pitbull, Alejandro Fernández, A Great Big World e Lady Gaga – além de participar de uma trilha sonora aqui e ali -, Aguilera segue desde 2013 na produção e gravação do tão almejado sucessor de “Lotus” (você confere vários rumores sobre ele acessando este link).

Desde que “Lotus” foi crucificado, morto e sepultado, nunca mais se ouviu falar em turnê, clipes, apresentações ou singles, e mais uma vez Christina voltou a se afastar dos holofotes para cuidar da vida pessoal. Sem muitas novidades, resolvi tirar um tempo para, pela milésima vez, me aprofundar na discografia da cantora observando detidamente cada lançamento encabeçado por ela e por sua equipe. Participando de diversas conversas com alguns dos fãs mais dedicados que conheço, é realmente curioso que várias de nossas frustrações sejam em 99% dos casos as mesmas: a produção e o rumo seguido por “Lotus”.

Certa vez me disseram que, o problema de “Lotus”, era que muitas de suas produções (incluindo até mesmo algumas mais conhecidas como “Make the World Move”), se pareciam em muito como aquelas demos que não acabam entrando para a versão final do álbum e vazam meses depois na internet sem nenhum aviso prévio. Não que eu nunca tivesse prestado atenção nisso antes (já que sempre critiquei o refrão estranhamente “abafado” de “Light Up the Sky”, por exemplo), mas, aquela observação me veio como a resposta que tanto procurei desde que ouvi o disco pela primeira vez. Diferente de todos os outros trabalhos gravados por Aguilera, “Lotus” se apresentou para mim como um disco que deixou de focar na voz da cantora para dar lugar a batidas mixadas de última hora por alguns dos produtores mais desejados do momento.

Sem nos introduzir qualquer temática visual como a que seguiu as eras “Stripped”, “Back to Basics” e “Bionic” (vamos dar um desconto ao “Christina Aguilera” de 1999 por ser o primeiro material profissional da nossa loirinha), o disco liberado no fim de 2012 surgiu no mercado como o trabalho mais comercial assinado pela cantora. Porém, sem um conceito preestabelecido ou uma sonoridade dominante, “Lotus” aborda o “renascimento” de uma forma um tanto quanto confusa sem seguir uma linha lógica de raciocínio. Assim como o “Bionic”, o seu sucessor também foi finalizado em lados A e B, trazendo algumas faixas super agitadas destinadas para as pistas de dança (sem DJ Premier) e uma meia dúzia de baladas bem emotivas (sem Linda Perry </3).

Depois de tanto pestanejar e andar em volta de vários círculos, a única conclusão plausível que consigo tirar de “Lotus” é que, após uma temporada limpando sua própria imagem desgastada pelo público (“flop” de “Bionic” e acusações de plagiar a imagem de outros artistas), Christina precisava urgente de um novo álbum para dizer às pessoas que as coisas haviam mudado. Talvez a falta de tempo tenha sido seu pior inimigo, o que a levou a não se preocupar muito com a masterização das faixas ou com a mensagem conceitual já conhecida de um passado pouco distante (não é a toa que o disco nasceu a partir de workshops com diversos compositores / produtores que criavam músicas a partir de tópicos pré-selecionados).

Antes que me apedrejem, devo concluir que “Lotus” não é um álbum ruim, sendo, inclusive, um dos que mais ouvi do extenso catálogo discográfico de sua criadora. Até devo complementar que, de todos os discos que foram liberados no prazo de três anos para trás, este conseguiu ser um dos poucos a misturar reflexão com diversão sem sair do ponto, trazendo letras bem escritas com uma voz super versátil e moldável ao pop mainstream. Todavia, em se tratando de um lançamento da grande Christina Aguilera, infelizmente ele deixa sim a desejar, ainda mais vindo de alguém que trabalhou sua voz melhor na trilha sonora do filme “Burlesque” que no seu próprio quinto material de inéditas. Bom, agora com a ampulheta do tempo em mãos, tudo que nos resta é aguardar para ver o que Miss Baby Jane tem aprontado nos estúdios de gravação e torcer para que uma nova era de ouro comece logo logo (desta vez, de verdade).

7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.