As 15 melhores coisas que aconteceram no mundo da música em 2014 (até agora)

Uma retrospectiva musical e “alternativa” do que de melhor aconteceu durante o ano.

O ano está quase chegando ao fim e junto com ele encerramos mais um período movimentado no mundo da música pop. Muitos álbuns foram lançados, muitos videoclipes bombaram no YouTube e diversos singles lideraram as tabelas musicais de todo o planeta – alguns chegando a passar semanas no topo da “Billboard Hot 100”, a parada estadunidense mais importante.

As maiores e mais influentes rádios provavelmente reproduziram “Happy” e “Fancy” no repeat por meses; isso sem mencionarmos as estrondosas “All About That Bass” e “Chandelier” que permanecem até hoje na lista das 100+ dos EUA. E como não é de se estranhar, Os DJs não perdem tempo e já começaram a liberar aos poucos os conhecidos mashups de fim de ano – vídeos que repassam os maiores sucessos dos últimos 12 meses numa versão remixada e unificada. Você pode, inclusive, conferir um deles aqui.

Como não sou muito diferente dos outros blogs e sites que aproveitam o momento pra fazer retrospectivas, depois de muito pensar e analisar, resolvi trazer pra vocês os 15 melhores momentos do ano que em minha opinião superaram qualquer hit nº 1 dos charts musicais. Para isso, resolvi deixar totalmente de lado o mainstream e tentei focar principalmente na música, que para mim seria o único caminho justo. Vale lembrar que deixei de mencionar grandes artistas que assim como os listados abaixo também mereciam uma menção nessa publicação, mas que por forças superioras não entraram no texto.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa:

JANEIRO

1º/01 – Lady Gaga e Christina Aguilera se juntam para colaboração de ouro:

Após a circulação de inúmeros boatos envolvendo uma suposta rivalidade entre Christina e Gaga que bombardearam a internet em meados de 2008 e prosseguiram até 2013, nossas duas loiras resolveram colocar um ponto final e comemorar o Ano Novo com a divulgação de um remix oficial para o single “Do What U Want”, do álbum “ARTPOP”.

A nova gravação, na verdade, nada mais foi que a versão de estúdio para a épica performance realizada na final da 5ª temporada do “The Voice”, no qual Aguilera atua como mentora. Os vocais de R. Kelly, que está presente na versão oficial, foram totalmente substituídos pelos da “Voz da Geração” e a música ganhou novos versos exclusivos de Christina.

A apresentação conjunta não só serviu para selar a paz entre little monsters e fighters mas também entrou pra história da indústria fonográfica – convenhamos, a última vez que perdemos o fôlego desse jeito foi quando a mesma Christina se juntou à Britney Spears, Madonna e Missy Elliott pra uma performance bombástica de “Like a Virgin” e “Hollywood” no “Video Music Awards” de 2003. A batalha acabou!


– Britney Spears deixa de corpo mole e resolve “dançar até o corpo doer”:

Foi com o lançamento de “Britney Jean”, seu 8º álbum de estúdio, que nossa “Miss. American Dream” anunciou uma residência de shows em Las Vegas iniciada em dezembro de 2013. Coreografando seus maiores sucessos e três das novas músicas (“Work Bitch”, “Perfume” e por vezes “Alien”), a divulgação em cima da residência foi pesada, ganhando inclusive um documentário transmitido pelo canal “E!”, o “I Am Britney Jean”.

Deixando todo o esquema mecânico apresentado na “Femme Fatale Tour” – que apesar de linda foi pouco surpreendente – Britney tem apresentado movimentos muito bem elaborados e extraordinariamente criativos jamais vistos em anos, talvez por exceção da grandiosa “The Onyx Hotel Tour”, de 2004. Ainda mais em forma que na última turnê, a “Princesa do Pop” adquiriu um novo gás para prosseguir com o seu show e parece mais feliz do que nunca.

O sucesso da residência foi tão grande que as apresentações foram estendidas até setembro de 2015. Você não pode deixar de assistir esse vídeo que reproduz a mais nova fase da cantora e dançarina.


FEVEREIRO

04/02 – Jennifer Lopez volta às suas raízes com o single “Same Girl”:

Depois do fracasso comercial do disco “Brave”, de 2007 – que diga-se de passagem, é um dos melhores de sua discografia -, JLo passou anos gravando seu sucessor, resolvendo então investir numa nova sonoridade. Foi com isso que nasceu “Love?”, de 2011, guiado pelo destruidor hit “On The Floor”, em parceria com o rapper Pitbull. Daí em diante, Lopez adentrou cada vez mais na música eletrônica, fórmula essa repetida nos hits “Dance Again” e “Live It Up”.

Porém, se você acompanha a carreira musical da norte-americana desde o seu início, sabe que muita coisa mudou de 1999 pra cá. Em “Same Girl” podemos ver aquela mesma Jennifer que conhecemos em “On The 6” e mais tarde se transformou na mulher de “J.Lo”, “This Is Me… Then” e “Rebirth”. Além da batida poderosa e dos vocais fortes, o single promocional faz jus às origens da cantora – que fez questão de gravar o videoclipe pra faixa junto aos moradores de Castle Hill, bairro do condado do Bronx (Nova Iorque), aonde nasceu.

Liricamente, a música faz referências ao single “Jenny From The Block”, de 2002, o que torna a música ainda mais pessoal para a veterana e claro, seus fãs mais fieis. Boa, JLo!


MARÇO

14/03 – Kylie Minogue investe em nova sonoridade mainstream sem perder a essência:

Julho de 2011: com quatro singles extraídos de seu 11º disco de inéditas, “Aphrodite”, Kylie Minogue acabava de percorrer o mundo com sua bem sucedida “Aphrodite Les Folies Tour” e encerrava mais uma era dourada em sua carreira de ouro. Após o lançamento de mais um álbum muito bem recedido pela crítica e pelos fãs, muito se esperou do disco sucessor, fato esse que gerou uma expectativa sem tamanhos nos seguidores (e haters) da australiana.

Após quatro anos de espera, surge o extravasante carro-chefe “Into The Blue” governando “Kiss Me Once”, o novo material inédito. Acompanhado de uma enxurrada de críticas por parte de sua própria fã-base, as pessoas que ouviram o álbum foram tão surpreendidas que dois grupos se formaram após o seu lançamento: as que o aprovaram e as que o renegaram. Tudo, é claro, devido a ousadia de Kylie pela procura de novos horizontes junto ao público norte-americano – visto que sua carreira até então teve maior destaque na Europa e Austrália.

A verdade é que nenhum disco é gravado com o intuito de prosseguir ou superar o anterior, e nessa onda de criticar o trabalho alheio, muito se fala e pouco se analisa cautelosamente. São dois álbuns diferentes com temáticas diferentes, e apesar do morno desempenho comercial, “Kiss Me Once” é mais um trabalho que veio para consolidar a imagem profissional da cantora e nos mostrar que até sendo mainstream, Kylie Minogue jamais deixará de ser Kylie Minogue.


ABRIL


MAIO

03/05 – A versão acústica e não oficial de “PRISM” consegue ser superior à oficial:

Você já pensou em ouvir “Roar”, “Dark Horse”, “Walking on Air” e “Legendary Lovers” numa versão totalmente repaginada e acústica? Com o projeto independente do “Katy Perry Brasil” isso não só foi possível como também caiu de pára-quedas entre todos aqueles que duvidavam do talento vocal de Perry. Sem qualquer fim comercial ou ligação com a “Capitol Records”, o especial foi elaborado conjuntamente com o “Country Club Martini Crew” e levou incríveis 5 meses para ser finalizado.

Seguindo o sucesso do “Teenage Dream”, “PRISM” foi um dos discos mais vendidos do ano e manteve o nome da cantora em enfoque desde o seu lançamento até agora, enquanto roda o planeta com a “Prismatic World Tour” – que, diga-se de passagem, foi muito bem elogiada por diversos sites norte-americanos.

O legal do projeto é que, diferente da versão original que parece se dividir em duas partes – uma mais comercial e a outra pessoal – o “PRISM: Acoustic Sessions” tem a fascinante capacidade de entreter o ouvinte com sua tracklist intimamente bem colocada e magicamente amarrada. É boa música produzida por quem entende de boa música: os próprios fãs. Oficializa isso logo e chama esse pessoal pra trabalhar com você, Katy!


14/05 – Jacquie Lee libera o seu first single, a emocional “Broken Ones”:

Participando da 5ª temporada do “The Voice” e levando pra casa a 2ª colocação, Lee tem apenas 17 anos mas não vê problema nenhum em ser a mais nova aposta entre as jovens cantoras de sua geração, tendo tudo para construir um futuro promissor no ramo musical. Lembrando muito a sua mentora do reality show, Christina Aguilera, Jacquie é dona de uma voz poderosa pra sua idade, outro ponto em comum com a “Voz da Geração”- que também tinha apenas 17 quando gravou a música “Reflection” para a trilha sonora do filme “Mulan”.

A parceria entre as vocalistas é tamanha que, na noite da grande final do “The Voice” e em uma performance eletrizante, elas chegaram a cantar juntas a canção “We Remain” no palco do programa. É claro que todos que assistiram a apresentação se emocionaram muito, né?

“Broken Ones”, o primeiro single da garota, está incluído num EP de mesmo nome com outras quatro faixas, incluindo um cover para “Girls Just Want To Have Fun”, sucesso de Cyndi Lauper. Com uma letra arrepiante, Jacquie mostra em seu single debut que não é necessário chegar ao 1º lugar pra ser uma grande vitoriosa. “Às vezes somos deixados para trás, sentindo como se fôssemos os únicos. Mas, nós nascemos para tentar, somos apenas humanos”.


23/05 – Após 5 anos, Mariah Carey “para de se esconder” e libera novo material:

Lançado em 2009, “Memoirs Of An Imperfect Angel” foi o último disco de inéditas (sem contarmos o natalino “Merry Christmas II You”) liberado pela cantora. Conseguindo um desempenho razoável após os singles “Obsessed” e “I Want To Know What Love Is”, várias foram as tentativas de comeback feitas por Mariah, todas até então frustradas.

Provavelmente cansada de esperar pelo melhor momento, é retirado do forno o fresquinho “Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse”. Com diversas colaborações especiais, o novo trabalho de Mimi difere em muito de seu antecessor, seguindo mais a linha do memorável “E=MC²”. Recheado de momentos pessoais (“Cry.”, “The Art Of Letting Go”), o álbum alcança pontos grandiosos (“Thirsty”, “You Don’t Know What To Do”, “Meteorite”) e ainda flerta com sonoridades da nova geração (“Money $ * / …”, “Dedicated”), introduzindo a maior cantora da década de 90 na década atual.

Para promover tudo isso e ainda relembrar seus maiores hits, Carey tem viajado o globo com a “The Elusive Chanteuse Show”: uma demonstração de que, apesar dos anos marcarem presença em sua vida, consegue muito bem dar conta do recado como ninguém. Como Mary J. Blige deixa claro na nova versão de “It’s a Wrap”: “Porque você é melhor do que tudo isso. Você é Mariah Carey, se lembra?”


JUNHO


JULHO / AGOSTO

22/07 – Jesse McCartney funda sua própria gravadora e lança álbum independente:

Com três álbuns lançados, todos sob o selo da “Hollywood Records”, McCartney viu o que seria o seu quarto disco de inéditas cair na internet por completo, mesmo após receber uma significativa divulgação. Com o single “Shake” já liberado, o que seria o início da era “Have It All” mal começou e terminou com um hiatos inesperado.

Passados dois anos, o cantor se desvinculou da antiga gravadora e liberou o EP “In Technicolor (Part I)”, que mais tarde se mostraria uma pequena prévia do próximo disco de Jesse, “In Technicolor”. Agora na “Eight0Eight Records”, de sua propriedade, a voz de “Superbad” experimenta uma nova fase na carreira, que neste ano completou 10 anos em setembro passado. Um bom tempinho, né? Um ponto interessante que observei há pouco tempo é que cada vez mais o cantor parece tomar as rédeas de sua própria carreira e imagem, sendo um dos poucos a ter total controle do que faz ou deixa de fazer – acho que muita coisa mudaria pra melhor se todos tentassem mais um pouco disso.

Muito mais R&B que pop, não é novidade que o antigo garoto de “Beautiful Soul” cresceu e se tornou um homem notavelmente superestimado – isso nós notamos logo em 2008, com o aclamado “Departure”. Basta saber se ele continuará nos surpreendendo com seu trabalho de qualidade ou se renderá ao fluxo musical que tantos artistas têm seguido de um tempo pra cá. Aqui você pode conferir um pouquinho mais sobre a carreira de Jesse McCartney.


29/07 • 12/08 – O retorno refrescante de Hilary Duff à música:

Seis anos se passaram desde “Reach Out”, o último single liberado por Hilary e que integrou a coletânea “Best Of Hilary Duff”, de 2008. De lá pra cá, a cantora e atriz estrelou diversos filmes, escreveu uma trilogia de livros e ainda teve tempo pra ser mamãe.

Sem uma data prevista para o lançamento de seu quinto álbum de inéditas, Duff surpreendeu seus fãs em 2014 com a liberação de duas novas músicas: “Chasing The Sun” e “All About You”, que provavelmente farão parte do novo trabalho. Fora da “Hollywood Records”, a loira agora divide a mesma gravadora com Britney Spears, Christina Aguilera, Kelly Clarkson e P!nk, a “RCA Records”.

Voltando às origens do álbum “Metamorphosis”, de 2003, que a deixou famosa pelos singles “So Yesterday” e “Come Clean”, Hilary parece ter deixado de lado sua fase dance-pop vivida em “Dignity” e tem caminhado em busca de uma sonoridade mais descontraída – bem semelhante ao folk-pop de Colbie Caillat, que a propósito, compôs “Chasing The Sun” ao lado do mestre Toby Gad (“If I Were a Boy”, de Beyoncé) e Jason Reeves (“Bubbly”, da mesma Colbie). O que será que vem pela frente? Você pode saber um pouco mais sobre a carreira de Hilary Duff conferindo nosso especial.


SETEMBRO

19/09 – Lady Gaga cumpre o prometido e lança disco de jazz em parceria com Tony Bennett:

Fascinado pela performance de Gaga com a música “Orange Colored Sky” num evento de gala realizado em Nova Iorque, há 3 anos, Bennett não se conteve e chamou a Mother Monster para fazer parte de seu próximo álbum, “Duets II”. Foi depois de gravar o clássico “The Lady Is A Tramp” que a dupla teve a brilhante ideia de unificar suas vozes num disco conjunto totalmente focado no jazz, área até então pouco explorada pela cantora pop em sua discografia.

Em “Cheek To Cheek”, o 5º álbum da cantora e o 57º do cantor, encontramos a perfeita sincronia formada pelos artistas, ora intercalando o cavalheirismo de Tony com a extravagância vocal de Stefani Germanotta. Deixando de lado todo e qualquer artifício visual, Lady Gaga nos apresenta uma faceta até então desconhecida pela maioria das pessoas. Com um talento nato para a música jazz, a voz da cantora nunca soou tão suave e poderosa como neste novo trabalho. Mais uma prova de que, quando se entrega de corpo e alma, Gaga supera todas as barreiras do possível e eleva seu nome na história da música. “Ela pode ser a rainha que está dentro dela, essa é a chance de se libertar e ser corajosa, vocês vão ver”.


OUTUBRO

17/10 – O segundo álbum solo de Nicole Scherzinger é uma delícia:

Todos tivermos o prazer de conhecer Nicole em 2003 quando o grupo The Pussycat Dolls estourou pelo mundo com diversos hits como “Don’t Cha” e “Jai Ho!”. Porém, após problemas internos entre as integrantes do PCD e o fim da união, em 2010, Scherzinger resolveu adentrar em carreira solo e um ano depois lançou seu primeiro disco, “Killer Love”. Sem a atenção do mercado norte-americano, o álbum foi encerrado pela turnê “The Killer Love Tour” e a cantora voltou para o “The X Factor UK”, aonde trabalhou como jurada.

De volta ao presente, foi há quase dois meses que a havaiana disponibilizou seu segundo disco de inéditas, intitulado “Big Fat Lie”. Com a viciante “Your Love”, o álbum já começa super alto astral, passando pela brilhante parceria com T.I. em “Electric Blue” e chegando no terceiro single, “On The Rocks”. Como segundo single, foi escolhida a música “Run”, triste balada que transborda todo o poder vocal da morena. “Big Fat Lie” permanece bem estruturado em todas as suas faixas, sendo um dos trabalhos mais coesos liberados no ano – destaque ainda para “Girl With a Diamond Heart” e “Heartbreaker”. Porque não basta cantar bem, amigos, precisa verdadeiramente ser urban conceitual.


29/10 – Leighton Meester libera seu disco debut e surpreende a todos:

Cinco anos depois do lançamento de seu primeiro single, “Somebody To Love”, uma parceria com o cantor Robin Thicke, finalmente é liberado o primeiro álbum da cantora e atriz conhecida por viver Blair Waldorf na série “Gossip Girl”. Seguindo um rumo completamente diferente do começo de sua carreira musical, Leighton não poupou esforços e qualidade em seu material de estreia, o disco “Heartstrings”.

Nesse sentido, vale reforçar aqui algo que disse há pouco mais de duas semanas e que ainda está de pé: é realmente memorável a atitude tomada pela novata, provavelmente a mais corajosa entre seus colegas músicos nesses últimos anos. Concordemos: não é qualquer um que resolve bater de frente com o mainstream e se sobressair tão bem.

Mais do que memorável, a jovem artista mostra-se como uma última esperança nessa indústria que a cada dia mais decepciona e desestimula seus integrantes a seguirem um caminho mais pessoal e fora do “porto seguro”. Você confere a matéria completa sobre a carreira de Leighton e o álbum “Heartstrings” acessando este link.


NOVEMBRO

06/11 – Selena Gomez abre seu coração em “The Heart Wants What it Wants”:

Foi ao lado da banda The Scene que Selena Gomez fez a sua estreia no cenário musical. Porém, de 2009 pra cá, muita coisa aconteceu na vida da ex-estrela da “Disney”. Quatro discos foram lançados (três ao lado do The Scene e um solo), muitos filmes foram gravados, o programa infantil estrelado pela morena chegou ao seu fim e, é claro, o namoro com Justin Bieber começou, teve os seus altos e baixos e hoje ninguém exatamente sabe em que pé parou.

Comemorando os cinco anos de sua trajetória junto à sucedida carreira com a música, Gomez resolveu presentear seus fãs e liberou neste ano a coletânea “For You” contendo seus maiores sucessos e mais três faixas inéditas. Contudo, a grande novidade do novo projeto fica por conta do novo single da cantora, “The Heart Wants What It Wants”. Já começando com uma intro devastadora, o videoclipe da música combinado com sua letra soam como o profundo desabafo de uma garota que teve seu coração estilhaçado sabe-se lá quantas vezes.

Deixando de lado o dance-pop reinante do “Stars Dance”, a vulnerabilidade da cantora com a música foi destaque na última edição do “American Music Awards”, quando Gomez subiu ao palco para uma apresentação intimista da canção. Selena nunca teve a voz de Demi ou a desenvoltura de Miley, mas, seu amadurecimento é algo que deve ser notado e ovacionado. Ponto pra ela!


10/11 – Taylor Swift brinca de bad girl em “Blank Space”:

Depois de ouvir o mais novo álbum de Taylor Swift por completo, o “1989”, tive a certeza de que “Blank Space” era uma das músicas mais fortes a se candidatarem para um futuro single de sucesso. E pelo visto a cantora teve o mesmo pensamento! Deixando o country de lado e investindo pesado no pop, Swift quase quebrou o recorde de álbum feminino com o maior número de vendas na semana de estreia. Vendendo 1,287 milhão de cópias logo no início de novembro, esse é o terceiro disco da loira a ultrapassar 1 milhão de cópias nos primeiros 7 dias de lançamento, sendo a única cantora a atingir tal feito.

“Space”, que encontra-se atualmente na #1 posição da “Billboard Hot 100”, brinca com os rumores levantados pelos tabloides de que Taylor seria uma namorada possessiva. Ela não nega a fama de namoradeira, mas deixa claro “que os garotos só querem o amor quando vem com a tortura, então não diga que não foi avisado”.

O videoclipe, dirigido por Joseph Kahn, é definitivamente um dos mais ousados e envolventes já gravados pela moça – acentuando ainda mais seu lado atriz que pudemos observar no longa “Idas e Vindas do Amor”. Vai me dizer que você não achou genial a ideia de colocar quadros de ex-namorados  da voz de “Red” espalhados pelo cenário? A química entre Taylor e o modelo que interpretou seu par romântico, Sean O’Pry, é de tirar o fôlego, principalmente em razão das cenas que retrataram os ataques histéricos da jovem. Mas, voltando à vida real, fica aqui a pergunta que não quer calar: qual será a próxima vítima de Swift?


28/11 – Madonna conta um pouco mais de sua vida em “Rebel Heart”, música vazada na web:

Admito que quando fiquei sabendo que Madonna esteve trabalhando com Diplo e Avicii para as faixas de seu próximo álbum de inéditas, por um leve momento cheguei a acreditar que um “MDNA” 2.0 poderia ser liberado em breve. Sem desmerecer o último lançamento de Madge, claro, que assim como qualquer outro teve seus pontos altos e baixos, mas é indubitável o “descontentamento” de grande parte dos fãs por conta do caminho seguindo pela veterana. Sem um grande e pesado hit ao nível de “Music”, “Hung Up” ou “4 Minutes”, a divulgação do CD, à época, pouco chamou a atenção daqueles que acompanharam as novidades musicais que bombaram há dois anos.

Agora trabalhando em seu 13º disco, as informações acerca do novo projeto têm sido guardadas debaixo de 7 chaves, sabendo-se apenas a confirmação de um produtor aqui e outro ali. Claro, tudo estava sendo protegido como segredo de Estado… até o vazamento de duas novas músicas: “Wash All Over Me” “Rebel Heart”. O destaque, porém, fica por conta dessa última. Recordando em muito o passado brilhante da loira, a canção soa como uma deliciosa fusão de “Ray Of Light” com “Don’t Tell Me”.

Seguindo a vibe de “Wake Me Up”, mega sucesso do Avicii,  os vocais de Madonna nunca soaram, em anos, tão leves e descontraídos. De volta às pistas de dança e com o que poderia ser um grande single em potencial, tudo que nos resta é esperar pelo próximo álbum da “Rainha do Pop” e curvar-nos (ou não) à nova era que se aproxima cada vez mais. PS: você NÃO pode deixar de conferir a letra/tradução.

Foi um ano bem movimentado, não acham? Quais serão os mistérios que nos aguardam para o próximo ano que começará em menos de 19 dias? Algum palpite?

10 grandes músicas atemporais

Intro (Cher)

A meu ver, a indústria fonográfica tem, de uns anos pra cá, demonstrado sinais de fraco desempenho e inovação por parte de grandes artistas que, diariamente, lançam novos singles e álbuns cada vez menos pretensiosos. E, com a ausência da ousadia, consequentemente é gerado desapontamento em milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nomes de peso parecem, não mais, conseguir com tanta facilidade emplacar hits esmagadores no topo das paradas musicais. Álbuns prometidos como inovadores se mostram comuns após o seu lançamento e, com o passar de poucos meses, soam enjoativos (alguns até mesmo repugnantes).

E, é por conta de certos alienados que muitos cantores, bandas e grupos são taxados de fracassados por não seguirem essa tão buscada fórmula do sucesso. Se você não colocar aquela batidona clichê em pelo menos metade de seu novo disco, seu trabalho não agradará os críticos musicais e nem a grande massa de pessoas, recebendo a partir daí o título de “flop” do momento. Claro, a menos que se renda e faça aquele básico pacto, vendendo sua alma por quinze minutos de popularidade.

Brincadeiras a parte, foi pensando nisso tudo que passei o dia todo pesquisando em meus arquivos algumas músicas que, em minha opinião, sobreviveram ao teste do tempo e se mostram ainda tão jovens como quando foram lançadas. Acredito que muitas delas, se lançadas em dias atuais, ocasionariam uma gigantesca (e necessária) revolução na sonoridade urban conceitual que tem dominado os charts.

Abaixo, confira algumas das 10 músicas mais atemporais já lançadas até o momento e que você não pode deixar de ouvir:

#10. TIME AFTER TIME – CYNDI LAUPER

Okay, eu sei que o maior sucesso de Cyndi é “Girls Just Want To Have Fun”, mas, colocá-la nessa lista seria o mesmo que incluir “Material Girl”, da Madonna, ou “Greatest Love Of All”, da Whitney Houston. São hinos de décadas passadas, pertencentes a um mundo diferente (e minha intenção é destacar músicas atemporais). Pensando nisso, cheguei em “Time After Time”, gravada por Lauper para seu álbum debut, “She’s So Unusual”, de 1983. A canção chegou a atingir o topo da “Billboard Hot 100”, foi composta pela própria Cyndi ao lado de Rob Hyman e recebeu influências do new wave.

Veja aqui uma performance icônica feita em uma apresentação da cantora.

#9. GIMME! GIMME! GIMME! (A MAN AFTER MIDNIGHT) – ABBA

Assim como “Dancing Queen”, “Gimme! Gimme! Gimme!” traz o cativante vocal do grupo sueco combinado com um instrumental prá lá de exótico. Composta e produzida pelos integrantes Benny Andersson e Björn Ulvaeus, foi lançada como single em 1979 e incluída posteriormente nas coletâneas “Gold: Greatest Hits” e “Greatest Hits Vol. 2”. Foi #1 em diversos países, chegando ao #3 no Reino Unido. Com inspiração da disco, europop e synthpop, Madonna chegou a usar samples da música no seu single “Hung Up”, carro-chefe do álbum “Confessions On A Dance Floor”, de 2005.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na turnê “In Concert”.

#8.  WHERE THE STREETS HAVE NO NAME – U2

Minha intenção era relacionar apenas músicas pop, mas, como nem só do pop vivem as pessoas, resolvi colocar uma pegada rock e mencionar o U2 em nossa visita de volta ao passado. O hit que conquistou o mundo todo alcançou o #13 do “Hot 100” norte-americano, isso sem mencionar os #1s na Nova Zelândia e Irlanda. O terceiro single do disco “The Joshua Tree”, que inclusive abre a tracklist do CD, teve produção de Daniel Lanois e Brian Eno, tendo sido lançado oficialmente em 1987. A musicista Vanessa Carlton, conhecida pelo hit “A Thousand Miles” – trilha sonora do filme “As Branquelas” –, regravou a faixa da banda irlandesa em 2004 numa versão totalmente repaginada, ao som de piano, e incluiu no álbum “Harmonium”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Slane Castle”.

#7. IT’S NOT RIGHT BUT IT’S OKAY – WHITNEY HOUSTON

Essa foi uma inclusão de última hora, mas, muito necessária para a essência de nossa lista. Gravada para o álbum “My Love Is Your Love”, foi lançada como single em 1999, recebendo produção do mestre Darkchild e composição de LaShawn Daniels, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, Isaac Phillips e Toni Estes. O single, #1 na Espanha, conquistou o top 5 da “Billboard Hot 100” na posição de número #4 e o #3 no UK. Provinda do soul, R&B e dance music, a canção recebeu o prêmio Grammy na categoria “Melhor Performance Vocal Feminina de R&B”, em 2000.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “My Love Is Your Love Tour”.

#6. WALKING IN MEMPHIS – CHER

Cherwim

Grande sucesso na voz de Marc Cohn, o cantor original de “Walking In Memphis” – que a gravou em 1991 – foi com a “Deusa do Pop” que a música ganhou atemporalidade e marcou a carreira da cantora. “Memphis”, uma faixa pop-rock, entrou para a tracklist do disco “It’s a Man’s World”, de 1995, sendo lançado como lead single em outubro do mesmo ano. #2 na Turquia, #17 na Austrália e #11 no Reino Unido, foi dita como “empolgante” pela “All Music”; Jim Farber, do “Entertaiment Weekly”, afirmou que a faixa “deve ser ouvida para se acreditar (nela)”. Cher chegou a apresentar a música em suas turnês “Do You Believe? Tour”, “The Farewell Tour e “Cher at the Colosseum”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita em uma de suas turnês.

#5. I’M A SLAVE 4 U – BRITNEY SPEARS

A “Princesinha do Pop” não poderia ficar de fora de uma lista que envolvesse música, certo? Pensando nisso e em todos os hits já lançados pela loira, encontrei em “Slave” o que não consegui observar em outros grandes sucessos como “…Baby One More Time” e “Oops!!!I Did It Again”: soar contemporânea. Oferecida inicialmente para Janet Jackson – que recusou a faixa – foi escrita e produzida por Pharrell Williams e Chad Hugo, também conhecidos como The Neptunes. Com influências do dance e R&B, a música fez grande sucesso, chegando à #27 no “Hot 100” da Billboard e ao #1 no Brasil, Japão, entrando ainda no top 10 da Austrália, França, Alemanha e Reino Unido.

Veja aqui uma performance icônica com uma cobra albina feita no “VMA” de 2001.

#4. FROZEN – MADONNA

Quando Madonna esteve nas gravações do disco “Ray Of Light” ao lado do produtor William Orbit, muito se especulou sobre o que estava sendo planejado nos estúdios da “Warner Music”. Com o lançamento, em 1998, os fãs receberam uma das obras mais intensas já lançadas no universo musical. Não só “Frozen” é atemporal como o disco todo, sendo considerado por muitos como o melhor da discografia da “Rainha do Pop”. O hit chegou ao #2 do “Hot 100” e no top 5 de diversos países.  O clipe para a música é repleto de misticismo e simbologia, no qual podemos ver uma Madonna interpretando uma feiticeira misteriosa. Na Bélgica, no entanto, a música sofreu acusações de plágio (leia mais).

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “BBC”.

#3. WHAT GOES AROUND… COMES AROUND – JUSTIN TIMBERLAKE

A única música apresentada por um cantor (homem) solo não poderia ser outra se não “What Goes Around…”, recebendo a nossa medalha de bronze. Lançada como terceiro single do “FutureSex/LoveSounds”, de 2006, foi recebida pela crítica especializada como a sequência de “Cry Me a River”, de 2002. Atingindo o #1 nos Estados Unidos, foi produzida pelo próprio Timberlake em parceria com Timbaland e Danja. Com instrumentais de R&B e pop, levou o “Grammy” de “Melhor Performance Vocal Masculina de Pop”, em 2008. Duas curiosidades: a atriz Scarlett Johansson atua no videoclipe e, a faixa foi usada como trilha sonora da primeira temporada de “Gossip Girl”, ao lado também de “Paparazzi”, da Lady Gaga.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Madison Square Garden”.

#2. THE VOICE WITHIN – CHRISTINA AGUILERA

Acredito que, durante a fase que antecedeu o álbum “Stripped”, de 2002, Christina Aguilera não tinha noção alguma do efeito que seu disco causaria na história da indústria fonográfica. Foi com o “Despida” que Aguilera consolidou sua carreira e se mostrou uma artista forte, inovadora e talentosa. “Beautiful”, maior sucesso de sua carreira, está presente no CD, mas foi “The Voice Within” que a moça se firmou como uma artista adiante de sua geração, tendo sido comparada com Celine Dion e Mariah Carey. O videoclipe foi dirigido por David LaChapelle e filmado em um take só. Entrou para o top 40 da “Billboard Hot 100”, ocupando a #33 e #9 do Reino Unido. Recebeu composição de Aguilera em colaboração com Glen Ballard, com produção deste último, sendo inspirada no pop, soul e leves pitacos gospel! Xtina fica com a nossa prata.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “Stripped Live In The UK”.

#1. CONFIDE IN ME – KYLIE MINOGUE

Chegamos finalmente ao primeiro lugar, dando à Minogue nossa medalha de ouro. “Confide In Me”, carro-chefe do disco homônimo da cantora, lançado em 1994, foi composta pelo duo Brothers in Rhythm (Steve Anderson e Dave Seaman) ao lado de Owain Barton, sendo produzida por Steve e Dave. Foi aclamadíssima pela crítica especializada, alcançando o topo dos charts australianos e estreando em #2 no UK. “Confide” já se inicia com um som orquestral, recebendo no decorrer da música influências do pop e da house music. O interessante do single é que, além de sua profunda letra, foi exatamente com ele que a australiana mostrou ao público que sabia usar sua voz e alcançar notas altas, até então não demonstrado em seus discos anteriores. Kylie chegou a incluir a canção nas turnês “Intimate and Live”, “On a Night Like This”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour”, “For You, for Me” e “Aphrodite Les Folies”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “BBC Radio 2”.