4/7: Os meus 72 discos favoritos – TEEN SPIRIT

5. Teen Spirit

Depois de sobreviver às 3 primeiras partes deste último especial que tenho encabeçado aqui no blog (você pode lê-las aqui), jamais imaginei que conseguiria arranjar tanta paciência para continuar trazendo para vocês um pouco de tudo aquilo que tanto gosto no mercado musical. Eu sempre fui muito minucioso em cada publicação que preparo e publico por aqui, e confesso que acaba não sendo muito animadora a pressão de escrever algo interessante em tão pouco tempo – já que tenho liberado cada bloco semanalmente.

No fim das contas, eu não sei se alguém tem acompanhado ou não essa mini jornada pelos meus arquivos pessoais, mas admito que materializar esse universo abstrato tem me trazido boas recordações de tempos que não voltam mais. É com esse pequeno discurso nada motivacional que Deixando o falatório de lado, vamos falar agora sobre TEEN SPIRIT, o 4º bloco dos meus 72 discos favoritos que traz para vocês 11 obras musicais planejadas e distribuídas quando alguns de meus músicos favoritos de anos atrás ainda davam os seus passos iniciais em suas carreiras tão precoces.

E para começar…


01. Hannah Montana 2 - Meet Miley Cyrus30. HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records / Hollywood Records, 2007;

Singles: “Nobody’s Perfect” / “See You Again” e “Start All Over”;

Não deixe de ouvir também: “Old Blue Jeans” e “One In A Million” / “East Northumberland High” e “Clear”.

…Miley Cyrus é Hannah Montana sim senhores (ou costumava há 5 longos anos)! Foi com a 2ª e maravilhosa trilha sonora de um dos seriados mais badalados já criados pelo “Disney Channel” que a jovem filha de Billy Ray Cyrus teve a grande oportunidade de estrear o seu 1º material desvinculado da peruca loira que a fez tão famosa. Isso porque o pessoal por trás da imagem pública do programa teve a brilhante ideia de liberar a aguardadíssima próxima soundtrack nos mesmos moldes que a série era levada para as televisões de milhares de crianças do mundo. Até porque se na TV as crianças tinham Hannah Montana e Miley Stewart por que não incluir dois discos no próximo lançamento do programa contendo músicas não só da Hannah como também da Miley? Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o disco que trazia 10 novas músicas da popstar adolescente mais famosa do mundo das telinhas com mais 10 músicas de sua prodígio intérprete. Convenhamos que comprar um e levar dois é uma ideia que a agrada qualquer um, não é mesmo? Você poderia a qualquer hora se cansar da loira e partir pra morena ou vice-e-versa (okay, não tive segundas intenções ao pensar nisso).


02. Here We Go Again31. HERE WE GO AGAIN – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Here We Go Again” e “Remember December”;

Não deixe de ouvir também: “U Got Nothin’ On Me”, “Got Dynamite”, “World Of Chances” e “Everything You’re Not”.

Não faz muito tempo que me aproveitei da ocasião para rasgar elogios a este álbum em uma publicação exclusiva de nossa Srtª Devonne (saiba do que estou falando clicando aqui), e não seria agora que perderia a chance de voltar a falar deste trabalho que tanto respeito. Eu sei que Demi não estava na melhor fase de sua vida quando da gravação e divulgação de “Here We Go Again”, seu 2º material de inéditas, mas isso não diminui a grande admiração que sinto por cada música aqui retratada. Por mais que os problemas alimentares e a automutilição tenham afetado em muito a voz da cantora durante 2009 e 2010 (procure pelas performances de “Remember December” realizadas nessa época), é realmente muito estimulante saber que uma iniciante no mundo da música possa desenvolver uma visão artística tão fascinante como a abordada nesta obra do pop clássico/retro-chic. É Demi dando o melhor de si em um disco que pouco chama a atenção de quem o ouve despercebidamente, mas muito berra pela busca de sua própria identidade.


03. Sparks Fly32. SPARKS FLY – MIRANDA COSGROVE

Gravadora: Columbia Records, 2010;

Singles: “Kissin U”;

Não deixe de ouvir também: “Shakespeare”, “Oh Oh”, “Brand New You” e “Adored”.

Como atriz devo dizer que Miranda Cosgrove nunca me chamou muito a atenção, mas tive uma surpresa gritante quando conheci seu trajeto pela carreira como cantora. Não que ela tenha os poderosos agudos de Ariana Grande ou o grave profundo de Miley Cyrus, mas é surpreendente o tão comercial a voz de Miranda pode soar entre a atual leva de cantoras que pouco inovam e muito se deixam levar pelo mainstream – sem saber exatamente o que estão fazendo. Naturalmente talentosa e agradável, Cosgrove soa como uma promessa de artista que tem muito a nos apresentar, desde que, é claro, que faça algumas escolhas sábias e bem pensadas. Engana-se você de achar que a morena não sabe o que está fazendo quando pega um microfone e sobe no palco ou corre pro estúdio de gravação pra trabalhar suas habilidades musicais: “Sparks Fly” acumula trabalhos co-escritos com gênios da indústria como Avril Lavigne (“Daydream”), Kesha (“Disgusting”) e Max Martin (“Oh Oh”). Cadê a senhorita trabalhando na voz e nesse próximo álbum, hein mulher? Como bem definiria a sempre sincera Narcisa Tamborindeguy: para de gravar série e lança música pros gays, PROS GAYS (me exaltei, desculpem)!!!


04. Harry Potter and the Philosopher's Stone Soundtrack33. HARRY POTTER AND THE PHILOSOPHER’S STONE (SOUNDTRACK) – JOHN WILLIAMS

Gravadora: Atlantic Records, 2001;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Harry’s Wondrous World”, “Christmas at Hogwarts“, “The Face of Voldemort” e “Hedwig’s Theme”.

Quando cheguei a considerar a entrada de uma trilha sonora de um grande clássico dos cinemas para este especial, pensei comigo “por que não?”, e sem hesitar, inclui “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (“Sorcerer’s Stone”, nos EUA) na categoria que melhor representasse minha adorada infância. Para vocês terem uma ideia, eu passei anos e anos da minha vida lendo as bíblias escritas pela mestra J.K. Rowling e, mais tarde, me deliciando com as suas adaptações cinematográficas sempre com o costumeiro frio na barriga de um primeiro encontro. Foram 8 longa-metragens que, cada um ao seu tempo, me tocaram com suas profundas soundtracks; todavia, devo lhes confessar que nenhuma marcou tanto como “A Pedra Filosofal”. Não sei como dizer, mas, é como se John Williams conseguisse capturar exatamente o que o livro tenta passar ao seu leitor de uma forma sobrenaturalmente mágica, digno do próprio mundo único criado por Rowling. É impossível ser um potterhead e não se emocionar com o trabalho desenvolvido por Williams nos 3 primeiros filmes da série, especialmente no 1º deles! Vem matar a saudade comigo.


05. Breakout34. BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly On The Wall”;

Não deixe de ouvir também: “Breakout”, “Girs Just Wanna Have Fun”, “Bottom Of The Ocean” e “Simple Song”.

Acho que ninguém por aqui deve saber, mas antes de escrever neste blog, eu já tive um outro no qual publicava notícias sobre a cultura pop diariamente. O nome? The Breakout. Claro que hoje em dia o título soa completamente descompassado e fora de mão para o jovem adulto de 22 anos que me tornei, mas, à época, foi de grande valia para o papel de adolescente reprimido que interpretei durante anos da minha vida. Voltando para 2015, olho para trás e vejo o quão importante e fundamental o 2º disco solo de Miley Cyrus foi na colaboração de quem eu me tornei hoje e do que eu considero bom ou não neste meio musical. Não mais um fã da ex-intérprete de Hannah Montana, é com muito orgulho que digo a vocês que eu me sinto agraciado por ter acompanhado a pequena Miley em sua era de ouro, quando os tempos eram outros e muita coisa ainda mantinha-se “diferente” dos rumos tomados atualmente. Num tempo que não volta mais, fica aqui a minha pequena homenagem para uma voz que por diversas vezes me guiou por momentos complicados em que não havia nada além de isolamento e uma densa neblina acinzentada. PS: como não fiz nenhuma observação musical acerca deste trabalho, me limitarei apenas em dizer que das 12 faixas brilhantes que o compõem, 2 são regravações de outros artistas: “Girls Just Want To Have Fun” da Cyndi Lauper e “Four Walls” de Cheyenne Kimball.


06. Fight or Flight35. FIGHT OR FLIGHT – EMILY OSMENT

Gravadora: Wind-Up Records, 2010;

Singles: “Let’s Be Friends” e “Lovesick”;

Não deixe de ouvir também: “Get Yer Yah Yah’s Out”, “Marisol”, “Double Talk” e “Gotta Believe In Something”.

Quem se surpreendeu com as batidas supereletrônicas que moveram o universo pop entre os anos de 2011 a 2013 pode não saber, mas “Fight Or Flight”, o debut album de Emily Osment, já trabalhava em cima dessa temática muito antes do eletropop se estabilizar como mainstream. Deixando de lado qualquer resquício da garota inocente que conhecemos no 1º extended play de Osment, “All The Right Wrongs”, “Fight Or Flight” segue dando continuidade à precoce carreira como musicista que Emily desenvolveu na reta final da série “Hannah Montana” – na qual interpretava a melhor amiga de Miley Stewart, Lilly Truscott. Desprendendo-se do rótulo de Disney girl recebido por todas as garotas que já trabalharam na fábrica do Mickey Mouse, o álbum chegou a receber grande divulgação aqui no Brasil, ocasião em que a cantora e atriz participou de programas como “Altas Horas” e “Programa da Eliana”. Deixando de lado toda a timidez e pressão que qualquer artista iniciante apresenta em suas primeiras performances ao vivo, a loira mostrou grande coragem ao não fazer uso do playback enquanto entoava algumas de suas músicas mais populares, como a animada “Let’s Be Friends”.


07. Don't Forget36. DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”;

Não deixe de ouvir também: “Trainwreck”, “Gonna Get Caught”, “Believe In Me” e “Back Around”.

Muito antes de estourar com “Give Your Heart a Break”, “Heart Attack” ou “Really Don’t Care”, assim como todo e qualquer artista, Demi Lovato precisou passar por uma fase probatória no início de sua carreira logo após estrelar “Camp Rock” – filme em que atuou ao lado dos Jonas Brothers. E para nossa sorte (ou não), “Don’t Forget”, nome do álbum que deu o pontapé inicial para a sua visibilidade como uma artista independente, foi e continua sendo um dos melhores trabalhos já desenvolvidos pela cantora. Totalmente despretensioso e naturalmente cativante, Demi acertou a mão enquanto gravava em estúdio o que seria o primeiro de muitos discos bem produzidos (mas talvez menos originais que este aqui). A sonoridade, é claro, não é tão madura como a trabalhada em “Here We Go Again” ou em grande parte do “Unbroken”, mas para quem curte as habilidades vocais de Lovato este álbum é uma ótima pedida. Talvez a maior vocalista de sua geração, “Don’t Forget” imortalizou a grande estreia de quem hoje é uma das mulheres mais comentadas no mundo das redes sociais – quem nunca usou a expressão “você não sabe pelo o que ela passou” que atire a primeira pedra.


08. Hannah Montana 337. HANNAH MONTANA 3 – HANNAH MONTANA

Gravadora: Walt Disney Records, 2009;

Singles: “Supergirl”;

Não deixe de ouvir também: “Let’s Do This”, “Just A Girl”, “Don’t Wanna Be Torn” e “Let’s Get Crazy”.

Não que Miley Cyrus seja uma artista desinteressante de se acompanhar em pleno 1º semestre de 2015, mas devo confessar a vocês o tão inimaginável é a saudade que eu sinto dos velhos tempos (okay, sei que isso já tá ficando chato). Ainda vivendo sob o controle daqueles que a fizeram uma estrela internacional, 2009 foi provavelmente um dos anos de maior esgotamento para a tão indomável usuária da peruca loira mais cobiçada do mundo televisivo. Para você ter uma ideia, num único ano Cyrus teve de se preparar para a promoção e divulgação da 3ª temporada de Hannah Montana, para a estreia de “Hannah Montana: O Filme” e ainda de encabeçar a liberação de seu 1º EP como Miley Cyrus, o “The Time Of Our Lives” (que trouxe o hit esmagador “Party In The U.S.A.”). E mesmo não demonstrando muito contentamento com os rumos que sua vida seguia, Miley foi capaz de nos presentear com o que seria a trilha sonora mais coesa (de todas as 4 liberadas) da série que estrelou por tanto tempo. Sendo equilibrada ora por uma faixa mais alto astral, ora por uma faixa mais intimista – provavelmente uma tentativa de capturar dois públicos diferentes -, os vocais da cantora nunca estiveram tão fortes e poderosos em toda sua lista discográfica. Duvida? Então confere essas apresentações super intimistas de “Just a Girl” e “Mixed Up”.


09. Kiss & Tell38. KISS & TELL – SELENA GOMEZ & THE SCENE

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Tell Me Something I Don’t Know”, “Falling Down” e “Naturally”;

Não deixe de ouvir também: “Kiss & Tell”, “More”, “As A Blonde” e “I Don’t Miss You At All”.

Eu realmente não consigo entender a perseguição que as pessoas gostam de liderar contra Selena Gomez – e se engana quem acredita que isso começou há pouco tempo. Desde que me entendo por gente, musicalmente falando (e quando digo isso me refiro de 2007 adiante), sempre existiu uma certa pré-disposição de taxar a cantora como “sem talento” e demais terminologias que dispensarei meus leitores de lerem aqui no blog. Obviamente, quando falamos de Selena Gomez não estamos nos referindo a alguém que esteja no patamar vocal de Celine Dion ou Whitney Houston em seus melhores dias, mas isso não é justificativa para desmerecer o talento nato que Gomez possui desde sua estreia musical com “Kiss & Tell” e a banda The Scene. Exemplo disso, ao meu ver, foi a música escolhida para 3º single do álbum, “Naturally”, denominada pela “Billboard” como “um suculento, instantâneo e memorável gancho vocal”. Seguindo a linha de Avril Lavigne em “The Best Damn Thing” e Kelly Clarkson em “Breakaway” em seu primeiro disco na Selena Gomez & The Scene, Selena nos prova a cada lançamento musical que não é “apenas mais uma” em meio a tantos artistas que muito dizem e pouco produzem nesse confuso atual mercado fonográfico.


10. Right Where You Want Me39. RIGHT WHERE YOU WANT ME – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2006;

Singles: “Right Where You Want Me” e “Just So You Know”;

Não deixe de ouvir também: “Anybody”, “Just Go”, “Daddy’s Little Girl” e “Gone”.

Depois de encantar milhares de garotas pelo mundo inteiro com as maravilhosas “Beautiful Soul” e “She’s No You” (músicas retiradas de seu 1º álbum de estúdio), foi com este disco que Jesse McCartney resolveu fazer o comeback do hiato de 2 anos tirado dos estúdios de gravação para divulgação do seu debut album. Não muito diferente do pop produzido no disco anterior, o que diferencia o primeiro álbum do “Right Where You Want Me” é que este, diferente do outro, não apresenta um ponto fraco sequer. Muito bem amarrado, cada faixa de “Want Me” se encaixa na temática tentada por JMac de amadurecimento da própria imagem sem cair na perigosa armadilha da mesmice. Em outras palavras: este é aquele álbum que você vai ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa por achá-la desinteressante demais. Compondo 14 das 15 faixas, este é outro ponto visível em sua carreira que definitivamente foi fundamental para moldar a figura de príncipe encantado perdido na Idade Contemporânea que somente foi reutilizada anos mais tarde pelos meninos do Jonas Brothers (e talvez também pela banda abaixo enumerada).


11. Midnight Memories40. MIDNIGHT MEMORIES – ONE DIRECTION

Gravadora: Columbia Records, 2013;

Singles: “Best Song Ever”, “Story Of My Life”, “Midnight Memories” e “You And I”;

Não deixe de ouvir também: “Diana”, “Strong”, “Right Now” e “Something Great”.

Confesso que, assim como metade de toda a população da Terra, eu também tive por muito tempo uma ideia pré-concebida a respeito dos meninos do One Direction, me recusando esporadicamente a ouvir suas músicas ou assistir seus clipes. Todavia, foi somente depois de dar uma chance para “Midnight Memories” que resolvi abrir um pouco a minha mente e tentar entender o que era esse fenômeno que movia a vida de 11 a cada 10 garotas que se enquadram na faixa etária dos 15 anos. Não há como negar que as músicas de Harry Styles, Liam Payne, Niall Horan e Louis Tomlinson (sdds Zayn Malik) têm certa tendência para seguir um estilo musical mais infantilizado, contudo, em “Memories” isso claramente foi amenizado em relação aos discos posteriores. Nesse sentido surge “You And I”, poderosa balada entoada pelos meninos e que nos dá uma ideia de como seria um álbum da banda a ser lançado daqui 10 anos. Assim como os Beatles dominaram o coração de milhões de pessoas há tantas décadas passadas, o One Direction faz isso em tempos atuais. Não que o 1D seja tão grandioso como Paul McCartney, John Lennon e seus amigos multipopulares, mas, o que há de errado em se cultuar uma boa boyband em pleno século XXI?


O próximo bloco, URBAN CONCEITUAL, já começou a ser trabalhado e, SÉRIO, você PRECISA ver o que eu tenho planejado pra ele. Aguarde as cenas dos próximos capítulos…

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