3/7: Os meus 72 discos favoritos – ¡CALIENTE!

4. Caliente

Dando sequência ao especial que elaborei sobre os meus 72 discos favoritos de todos os tempos e, depois de já ter disponibilizado os blocos LIGHTS OFF e LIGHTS ON, é chegada a hora de esquentarmos um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, a 3ª parte desse projeto que têm nos feito viajar para tão longe.

Devo adiantá-los que este é o nosso bloco mais curto, mas nem por isso o menos importante ou interessante. A seguir, você encontrará 8 títulos que não necessariamente foram gravados em espanhol, mas que receberam as influências da tão mágica cultura latina. Seja para matar a saudade ou para conhecer trabalhos que muitos de vocês não devem ter ouvido falar antes, esta publicação é destinada a todos aqueles que respeitam a diversidade musical e adoram uma mistura de ritmos, batidas e vibrações diversas.


1. Nuestro amor22. NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: EMI Music, 2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras De Mí” e “Este Corazón”;

Não deixe de ouvir também: “Así Soy Yo”, “Fuera”, “Qué Hay Detrás” e “Liso Sensual”.

Todos que hoje têm entre 20 e 25 anos e acompanharam a novela mexicana “Rebelde”, transmitida pelo SBT pela primeira vez entre 2005 e 2006, sabem do que eu estou falando quando menciono “matar a saudade” logo ali em cima. Estrelada pelo sexteto RBD, Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher Uckermann e Christian Chavéz foram durante muitos anos os ídolos favoritos de meninos e meninas que passaram pela conturbada fase da adolescência. Com uma pegada pop-rock característica do grupo e da sonoridade da época, os integrantes do RBD devem sentir um imenso orgulho por terem gravado um dos melhores disco de pop latino de todos os tempos. Seja pelos vocais insanos de Anahí na faixa-título “Nuestro Amor” ou pela maturidade trazida por Maite Perroni em “Qué Hay Detrás”, o grupo ultrapassou todos os limites do inimaginável quando gravaram o seu 2º material em estúdio e deixaram o 1º anos-luz de distância em amadurecimento profissional. Destaque ainda para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone”, da Kelly Clarkson, e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day”, da sueca Mikeyla.


2. Loose23. LOOSE – NELLY FURTADO

Gravadora: Geffen Records, 2006;

Singles: “No Hay Igual”, “Promiscuous”, “Maneater”, “Say It Right”, “All Good Things (Como To And End)”, “Te Busqué”, “Do It” e “In God’s Hands”;

Não deixe de ouvir também: “Afraid”, “Glow”, “Somebody To Love” e “Let My Hair Down”.

Com certeza um dos álbuns com mais singles que eu já vi até a presente data, Nelly Furtado estava sentada no topo do mundo quando terminou a divulgação de “Loose”, seu 3º trabalho de inéditas. É neste CD que encontramos as gigantes “Say It Right” e “Promiscuous”, responsáveis por imortalizar o nome de Nelly no cenário musical e fazer com que nenhum outro artista chegasse aos seus pés durante anos e mais anos. A crítica, quando do lançamento de “Loose”, elogiou a atuação de Timbaland no disco, dizendo por diversas vezes que a combinação entre ele e Furtado foi primordial para revitalizar a imagem artística e comercial da cantora. Seja cantando R&B, dance-pop ou hip-hop, Nelly sempre arrasou em sua música independente do estilo que abordasse – por mais que “The Spirit Indestructible”, o incrível último material liberado pela canadense, não tenha sido tão bem recebido pelo público.


3. Mi Delirio24. MI DELIRIO – ANAHÍ

Gravadora: EMI Music, 2009;

Singles: “Mi Delirio”, “Me Hipnotizas”, “Quiero”, “Alérgico” e “Para Qué”;

Não deixe de ouvir também: “Qué Mas Da”, “Hasta Que Llegues Tú”, “Él Me Mintió” e “Hasta Que Me Conociste”.

Estamos no ano de 2009 e a nova morena do pedaço não poderia ser outra se não Anahí, agora uma ex-integrante do grupo RBD. Dando continuidade a sua carreira solo musical, é liberado o 5º álbum de estúdio da cantora em novembro do mesmo ano, o atrevido “Mi Delirio”. Já causando horrores com o carro-chefe, Anahí foi motivo de burburinho desnecessário por combinar sexualidade, sadomasoquismo, insanidade e religião num mesmo clipe – como se Madonna e Lady Gaga nunca tivessem feito isso antes. Visionária no que fez, o álbum ganhou uma edição deluxe com 2 remixes de “Mi Delirio” e mais 4 faixas inéditas, entre elas o single “Alérgico” e a obscura “Pobre Tu Alma”. Dona de uma voz suave, mas poderosa – Any foi responsável pela maioria dos high notes em backing vocal do RBD – a mexicana já planeja seu retorno à carreira musical após o estranho abandono de “Absurda”, canção liberada em 2013 mas que não ganhou nenhuma divulgação por parte de sua equipe.


4. Escape25. ESCAPE – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2001;

Singles: “Hero”, “Escape”, “Love To See You Cry”, “Don’t Turn Off The Lights” e “Maybe”;

Não deixe de ouvir também: “I Will Survive”, “One Night Stand”, “She Be The One” e “If The World Crashes Down”.

Conseguir reconhecimento musical nos dias de hoje não é uma tarefa nada fácil, mas Enrique Iglesias continua sendo um dos poucos que domina a façanha de dividir milhares de fãs não só da América Latina, mas também dos EUA e tantos países da Europa. Apesar de possuir milhões de cópias dos seus 4 primeiros álbuns espalhadas pelo mundo, foi somente em “Escape” que o espanhol passou a expandir seu império por todo o planeta. Trazendo o mega sucesso “Hero”, o 5º álbum do galã foi a primeira grande tentativa musical redirecionada ao mercado norte-americano, sem, é claro, abandonar suas origens espanholas indispensáveis. Dono de uma voz marcante e de um timbre único, nem preciso comentar que este é com certeza um dos fatores que faz Enrique ser o sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres, né?


5. She Wolf26. SHE WOLF – SHAKIRA

Gravadora: Epic Records, 2009;

Singles: “She Wolf”, “Did It Again”, “Give It Up To Me” e “Gypsy”;

Não deixe de ouvir também: “Why Wait”, “Men In This Town”, “Mon Amour” e “Loba”.

Este é sem sombra de dúvidas um dos trabalhos menos regionais da colombiana mais popular da história, mas isso não quer dizer que Shakira tenha deixado de lado suas raízes quando da elaboração e gravação de “She Wolf”, seu 8º álbum de inéditas. Apostando pesado no eletropop, sonoridade jamais trabalhada pela cantora em sua discografia, o disco recebeu ainda influências musicais de várias partes do mundo como a África, a Índia e o Oriente Médio. Brincando com diversos estilos musicais (R&B, hip-hop, rock, hindu music), Shakira foi primorosa ao combinar tudo o que podemos ouvir por aí com os seus tão característicos elementos da música latina que a tornaram tão famosa. E tudo isso é acompanhado do que? Isso mesmo, do sotaque castelhano que nos faz rebolar na pista de dança desde os tempos de “Whenever, Wherever”.


6. Celestial27. CELESTIAL – RBD

Gravadora: EMI Music, 2006;

Singles: “Ser O Parecer”, “Celestial”, “Bésame Sin Miedo” e “Dame”;

Não deixe de ouvir também: “Tu Dulce Voz”, “Algún Día”, “Me Cansé” e “Es Por Amor”.

Depois de dois álbuns bem sucedidos e duas turnês que percorreram diversos países da América, o RBD já tinha adquirido tanta fama que era impossível não conhecer os singles do grupo ou a novela estrelada pelo sexteto (no Brasil transmitida pela emissora de Sílvio Santos). Após o bem recebido “Nuestro Amor”, o qual levou um 2º #1 para os integrantes em seu país de origem, o México, “Celestial” chegou as prateleiras castelhanas em 23 de novembro de 2006. Seguindo o formato pop latino trabalhado nos dois primeiros discos da banda – só que dessa vez não tão obscuro como em “Nuestro Amor” -, “Ser O Parecer” foi a faixa escolhida para abrir a divulgação do disco. Assim como os outros discos do RBD, “Celestial” também traz alguns covers em sua tracklist, sendo eles “Tu Dulce Voz” (“The Little Voice”, gravada originalmente por Sahlene – e também regravada por Hilary Duff para o seu álbum de estreia), e “Bésame Sin Medo” (“Kiss Me Like You Mean It”, da norte-americana Sarah Paxton). O 3º trabalho de inéditas da banda foi tão bem recebida nos EUA que conseguiu emplacar um #15 na “Billboard 200”, a relação dos 200 álbuns mais vendidos semanalmente em terras estadunidenses.


7. 728. 7 – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2003;

Singles: “Addicted” e “Not In Love”;

Não deixe de ouvir também: “California Callin’”, “Break Me, Shake Me”, “Be Yourself” e “Live It Up Tonight”.

Você pode achar que foi só por volta de 2010 que Enrique Iglesias passou a ser visto nas baladas da vida gravando clipes para hits como “I Like It” e “Tonight (I’m Fuckin’ You)”, mas sinto-lhe informar que isso já acontecia há algum tempo. Liberado há distantes 12 anos, o sucessor de “Quizás” aparece como mais uma tentativa de Iglesias em fixar seu nome nos charts norte-americanos. Não tão bem sucedido como “Escape” (2001), “7” é uma ótima dica para quem curte o lado “menos raiz” do cantor e acaba por preferir suas músicas gravadas em inglês. O legal deste disco é que, apesar de ser predominantemente pop, Enrique nunca abandonou 100% os elementos da música latina responsável pela produção de seus trabalhos anteriores, seja por sua voz tipicamente carregada, seja pelos instrumentais de músicas como “Say It”, “Addicted” e “Wish You Were Here (With Me)”.


8. Life29. LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: Columbia Records, 2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It On Me” e “It’s Alright”.

Não deixe de ouvir também: “I Won’t Desert You”, “Stop Time Tonight”, “I Am” e “This Is Good”.

“Música + Alma + Sexo” (2011) é definitivamente um dos meus trabalhos favoritos deste esplêndido músico, e pra dizer bem a verdade foi por pouco que não incluí essa obra em ¡CALIENTE!, o nosso 3º bloco dos meus 72 discos favoritos. Todavia, o 8º álbum solo de Martin, “Life”, faz mais jus à palavra que intitula esta publicação e vocês entenderão o porquê disso agora mesmo. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, desde “Livin’ La Vida Loca” não presenciamos o porto-riquenho em uma fase tão… er, gostosa de se ver, e eu não afirmo isso apenas visualmente como também musicalmente. Prova disso é o clipe gravado para o lead single “I Don’t Care” que com certeza corroborá tudo o que disse até agora – qualé, Ricky, “eu não me importo, apenas quero ser seu”. Vale destacar, ainda, as brilhantes “I Am” e “This Is Good”, faixas que integram o álbum e fizeram bonito ao trazer essa imagem mais madura para o cantor.


TEEN SPIRIT vem aí…

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