Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!