“Devoted”: vale a pena ler?

Há pouco mais de dois meses rolou por aqui a última edição do nosso “Vale a pena ler?”, o quadro onde indicamos alguma obra literária e falamos um pouquinho mais sobre tudo que lhe é pertinente. Agora, diminuindo o tempo de uma atualização para outra e cumprindo a promessa que havia sido feita naquela oportunidade, trazemos na publicação de hoje a resenha de “Devoted: Devoção”, o segundo volume da novela criada e desenvolvida pela atriz e cantora Hilary Duff.

Todavia, diferente de quando iniciamos os primeiros debates com “Elixir” (título que marca o início desta saga), será inevitável mencionar, mais abaixo, alguns spoilers necessários para o bom entendimento dos principais fatos que ocorreram no trabalho antecessor e refletem bastante nesta sequência. Se você, caro leitor, não se importa com as pequenas revelações que serão feitas nos próximos parágrafos, siga em frente, mas fique desde já ciente que o faz por sua conta e risco.

Caso queira saber um pouco mais sobre a trilogia “Elixir” e se interesse por ler o primeiro livro antes de prosseguir, fique com a nossa primeira resenha deste especial e pare por aí (depois de devorá-lo, não se esqueça de voltar para cá). Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa…


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Este texto contém spoilers: boa leitura!

A capa internacional de “Devoted: Devoção”, o segundo título da série “Elixir”

Depois de protagonizar a maior aventura de sua vida e até mesmo chegar a pensar que o homem misterioso que aparecia em suas fotografias era uma ameaça sobrenatural, Clea Raymond vive os piores momentos possíveis após os acontecimentos que finalizaram “Elixir”. Sem a companhia de Sage e com a incerteza de saber se sua alma gêmea está viva ou não, a fotojornalista se arrasta pelos dias vivendo por um intenso período de luto e aceitação. Recuperando-se da perda de seu pai Grant (que desde o volume anterior permanece desaparecido) e também de seu recém-namorado, tudo fica ainda pior quando a raiva toma conta da moça e a afasta de Ben, o melhor amigo que já havia dado as caras inúmeras outras vezes no debut best-seller.

Mais uma vez lutando contra o tempo, caberá à Srtª Raymond a tarefa de fazer tudo o que está ao seu alcance para reaver o grande amor de sua vida – e, ao menos, se desvencilhar das emboscadas planejadas pelos dois grandes grupos rivais que estão atrás de Sage: os Redentores da Vida Eterna e o Vingança Maldita. Aliando-se a velhos amigos e buscando a ajuda de pessoas que jamais imaginaria precisar, Clea vai aos poucos adentrando em uma trama que vai muito além da sua vida pessoal com o homem que o destino lhe escolheu e ultrapassa os limites da ganância por poder pretendida por seus arqui-inimigos. Enfrentando perigos muito maiores que os anteriormente narrados na obra inicial, desta vez não apenas a segurança de Clea estará em jogo como também a de todos aqueles que cruzarem o caminho do inestimável elixir da vida eterna.

Continuando diretamente de onde “Elixir” parou, “Devoted” já começa com o difícil processo de conformação pelo qual Clea está passando após ter sido afastada de Sage. Remoendo, a cada dia, tudo que acontecera de errado em sua última viagem até o Japão, a angústia se torna uma rotina para a protagonista e a leva a um intenso sentimento de inutilidade que a atormenta cada vez mais. Sem saber exatamente o que fazer para ter novas notícias sobre o namorado (e mesmo se vendo sem qualquer saída racional), a moça continua alimentando suas esperanças mais profundas e não deixa, um minuto sequer, de se preocupar com o homem que mudara sua vida e existência para sempre. E, é exatamente toda essa devoção dela para com seu par romântico que definirá a conclusão que a história chegará ao longo de suas muito bem estruturadas páginas de pura imprevisibilidade.

Novamente auxiliada por Elise Allen, Duff não poupa seus esforços em tentar convencer o leitor sobre o quão importante um personagem é para o outro; e, dessa forma, acrescenta ao enredo inúmeros obstáculos que, cada um à sua maneira, deverão enfrentar para que possam ficar juntos. Como verdadeiros desafios que testarão todo o amor que Clea sente por Sage e vice-versa, o casal deverá aprender a não confiar em qualquer pessoa e a separar as aparências da realidade: uma missão que se mostra muito mais complexa do que parece ser. Para isso, personagens inéditos são inseridos desde os primeiros capítulos da obra e, além de darem uma nova perspectiva para o segundo volume da trilogia, nos entrega um fôlego extra que ajudará a acompanhar tudo sem que percamos o interesse.

A autora promovendo e autografando “Devoted” na “Barnes & Noble” (Nova Iorque), em 10/10/11

Outra novidade que “Devoted” nos introduz logo em suas páginas iniciais é a segunda narrativa contada especialmente por Amelia, uma das novas personalidades que ganham destaque por este título. Dando uma quebra à visão limitada e unilateral que se fez presente por todo o “Elixir” (e que havia sido motivo de crítica em nossa última resenha), aqui a autora expande o universo que rodeia sua história de forma tão minuciosa que, assim como no lançamento anterior, faz com que originalidade seja a palavra-chave de seu trabalho. Até mesmo os novos relatos pessoais de Clea ganharam maiores proporções e, se antes os holofotes centravam-se exclusivamente na adorada protagonista da série, agora temos uma ideia aprimorada de como cada personagem desenvolve o seu papel pelo desenrolar do livro.

E isso porque ainda nem mencionamos a estratégia de explorar uma quantidade maior de capítulos (enquanto “Elixir” apresenta 13, “Devoted” inclui 28), uma tática que definitivamente funcionou bem por aqui: além de nos deixar muito mais curiosos com o que vem pela frente (você devora cada subdivisão sem nem ao menos perceber), torna a leitura infinitamente mais agradável (convenhamos que não é sempre temos disposição ou disponibilidade para ler durante muito tempo).

Mais uma vez brincando com o sobrenatural e trazendo inúmeras referências à parapsicologia, telecinésia e projeção da consciência são algumas das muitas temáticas abordadas em “Devoted” e exploradas ao lado do popular conto do elixir da vida eterna. Dando grande destaque, ainda, às duas facções que tentam, a todo custo, atingir seus próprios objetivos, os conflitos que permeiam o romance desencadeiam em uma perseguição tão alucinante que deixa a de “Elixir” parecendo uma “história para criança dormir”. Com uma reviravolta impressionante e totalmente inesperada, Hilary soube como desenvolver o gancho perfeito que nos guiará até “True: A Verdade” e superar o final pouco motivador que encerrou o título inicial.

Trazendo relações interpessoais muito mais espontâneas e intimistas, é interessante observar como a escritora aprendeu com seus próprios tropeços e corrigiu os buracos que antes, mesmo imperceptíveis, geravam um pequeno desconforto ao leitor mais detalhista. Superando em muito a sua grande estreia pelo cenário literário, “Devoted” caminha para uma direção brilhante que se mostra totalmente coerente com a multifacetada carreira de uma das maiores estrelas da última década. Basta descobrir se o capítulo final desta jornada se sairá tão bem quanto os dois primeiros – os quais, diga-se de passagem, superaram todas as nossas expectativas.

Lançado oficialmente em outubro de 2011 pela “Simon & Schuster”, “Devoted” é coescrito por Elise Allen (a mesma de “Elixir”) e teve sua redistribuição no Brasil pela “Editora iD” (a “Editora Moderna” também é creditada nas informações autorais) um ano depois, em 2012. Com tradução de Otávio Albuquerque, o segundo volume da saga “Elixir” possui 317 páginas divididas em 28 capítulos.

Em breve estará disponível aqui no Caí da Mudança o “Vale a pena ler?” com “True: A Verdade”, a obra que encerra esta trilogia. Fique de olho para mais informações.

“Elixir”: vale a pena ler?

Apesar de esporadicamente atualizarmos a nossa seção literária com um post ou outro no qual recomendamos a leitura de alguma obra, já faz um bom tempinho que não vemos por aqui a continuação do especial “Vale a pena ler?” – o último foi com “Quadribol Através dos Séculos”, da J.K. Rowling (relembre). É um tanto quanto óbvio que, para escrever uma resenha literária, primordial que a pessoa por trás do texto leia algum livro, e talvez esta seja a maior justificativa pela grande ausência deste quadro aqui no Caí da Mudança (e, por isso, peço desculpas pela negligência e já os comunico de que isto tem sido revisto cuidadosamente).

Explicações à parte, chegou o grande momento de resgatarmos este especial lá do fundo do baú (afinal, a nossa última atualização se deu em um já longínquo setembro de 2015) e revelar que o título escolhido para marcar este retorno foi “Elixir”, o primeiro volume da trilogia escrita pela cantora e atriz Hilary Duff. Na publicação de hoje, conheceremos apenas “Elixir”, mas já prometo, desde já, tentar ler o mais breve possível as sequências “Devoted: Devoção” e “True: A Verdade” para fechar este ciclo rapidamente – e, quem sabe, iniciar muitos outros ao longo dos próximos meses (e não dos próximos semestres).

Este texto é livre de spoilers: boa leitura!

Capa alternativa de “Elixir”

A primeira informação que precisamos ter em mente é que Hilary Duff, apesar de ser uma multifacetada cantora e atriz, não é uma novata no mundo dos negócios: além de já ter desenhando a sua própria linha de roupas, a moça já associou o seu nome a diversos outros produtos como bonecas, fragrâncias e muitas outras mercadorias disponibilizadas no mercado ao longo dos últimos 14 anos. Todavia, “Elixir” marca a sua estreia como romancista, então talvez seja um tanto quanto compreensível que seu primeiro livro se mostre uma obra bem “meia-boca”, certo? É aí que você se engana (e logo mais saberá o porquê).

Recebendo o auxílio de Elise Allen (escritora que assina a obra ao lado de Duff e já trabalhou em diversos outros projetos, como “Autumn Falls”, de Bella Thorne), “Elixir” foi publicado pela “Simon & Schuster” – uma das maiores editoras de língua inglesa de todo o mundo – em outubro de 2010. No Brasil, o romance com elementos de ficção foi traduzido por Otávio Albuquerque e redistribuído pela Editora iD” (a “Editora Moderna” também é creditada nas informações autorais). Disponível para compra desde junho de 2011, possui 280 páginas divididas em 13 capítulos. Seu sucesso comercial foi tão grande que chegou a entrar para a cobiçada lista dos poderosos best-sellers do “The New York Times”, na sessão de livros infantojuvenis.

Logo em seu capítulo de abertura, Hilary e Elise nos introduzem ao estimado personagem central de sua trama: Clea Raymond. Filha de um conhecido cirurgião e de uma influente senadora norte-americana, desde muito jovem a garota sabe o que é ter os holofotes virados para si e vive em uma constante luta contra a mídia e os paparazzi que a perseguem para todos os cantos. Trabalhando com fotojornalismo e viajando o mundo para os lugares mais inimagináveis, Clea divide seu tempo entre a paixão pela fotografia e a atenção de seus dois melhores amigos: Rayna, uma namoradeira nata, e Ben, o clássico Sr. Friendzone.

A capa nacional de “Elixir”

Após passar por um grande tumulto na França ao lado de Rayna, Clea retorna para os Estados Unidos e tenta tocar sua vida adiante. Todavia, enquanto vasculha algumas das fotos tiradas em sua última viagem pela Europa, ela percebe um detalhe assustador que jamais notara antes em qualquer trabalho de sua carreira: um homem misterioso que aparece ao fundo de cada captura, sempre escondido em meio aos cenários visitados. Intrigada com esta presença aparentemente fantasmagórica e movida pelo desaparecimento inexplicável de seu pai, Grant, ela recorre à ajuda de seus melhores amigos para decifrar suas dúvidas e percorre por países como o Brasil e o Japão para tentar entender a estranha ligação desses eventos até então incomunicáveis.

Impulsionado por uma história cativante que se desenrola naturalmente, “Elixir” acerta em diversos passos e nos surpreende com uma leitura de fácil compreensão, sem termos muitos rebuscados ou desnecessários. Dividido em apenas 13 capítulos que geralmente beiram as 20 páginas, o livro surpreende ao não cair no monótono e nos guia sedentos até suas derradeiras palavras, sempre trazendo uma nova informação para saciar toda a curiosidade que criamos logo que começamos a lê-lo. Combinando tons de ficção com romance e aventura, tudo cresce na medida em que cada situação e personagem parecem estar posicionados perfeitamente em seus devidos lugares, tudo milimetricamente calculado.

Narrando toda a história em primeira pessoa, logo de cara Duff investe todos os seus esforços em fazer com que nos apaixonemos por Clea – e, para isso, recorre a características bem peculiares de algumas personalidades que viveu para as telonas dos cinemas (como Sam Montgomery, de “A Nova Cinderela”; e Holly Hamilton, de “Paixão de Aluguel”). Tanto o é que, inevitavelmente, em diversos momentos é bem provável que você leia sobre Clea e imagine a própria Hilary sob a sua pele, dando vida a uma garota divertida, inteligente e desajeitada, mas um bocado séria e até mesmo cética. Completamente o oposto de sua melhor amiga (Rayna), Clea parece não se importar muito para as vantagens de ser uma celebridade e se mostra uma pessoa altamente introspectiva, alguém que nem sempre diz o que realmente pensa: talvez uma versão mais madura da Terri Fletcher, de “Na Trilha da Fama”. Resumidamente, é impossível não se simpatizar (e, é claro, se identificar) com ela.

Hilary na “Borders Books & Music” de Nova Iorque, em outubro de 2010, durante sessão de autógrafos de “Elixir” (foto por Jason Kempin)

O interessante sobre “Elixir” é que, apesar de misturar diversos contos e lendas mitológicas com os dias atuais de uma Connecticut do século XXI, a ousadia da autora funciona bem e nos faz ver a tudo com um olhar de admiração, e não de rejeição. É verdade que o livro divide-se o tempo todo entre os sentimentos de Clea com as situações que a rodeiam e os mistérios que se camuflam por esta realidade paralela, mas, diferente do que poderíamos esperar, a Srtª Raymond não decepciona e revela um senso de humanidade imensurável. Diferente de outras mocinhas da literatura que criam uma devoção macabra pelos homens de suas vidas e passam a viver em sua função (como, por exemplo, a Bella Swan, de “Crepúsculo”), Clea mostra-se um indivíduo altamente comum que toma as atitudes de um ser humano equilibrado. Assim como você e eu, ela possui os seus momentos de insegurança e orgulho, e é exatamente por este lado imperfeito que a garota não passa despercebida diante de nossos olhos.

Todavia, em meio a tantos passos certeiros e aplaudíveis, talvez os únicos deslizes cometidos pela autora se mostrem na maneira como os cenários são tão pouco explorados em alguns capítulos da trama (não que isso tenha ocorrido pela falta de tentativa, é claro) e em como todo o enredo foca muito em Clea e quase nada nos demais personagens – mesmo sendo narrado em primeira pessoa, nós sabemos que dava para contornar melhor esse ponto, hein dona Hilary!? Contudo, mesmo não sendo um Shakespeare dos tempos modernos, Duff ganha pontos positivos por ter desenvolvido uma história original que, sem sombra de dúvidas, merece a atenção de cada um de nós (um detalhe que, ao meu ver, já é mais do que suficiente para introduzi-la tão bem ao universo literário). Como um longa-metragem que é exibido ao virar de cada página, “Elixir” é uma obra que vale a pena ser conferida não apenas por ter sido escrita por um dos maiores nomes femininos da atual “Hollywood”, mas principalmente por trazer toda a magia que somente um bom livro pode ser capaz de transmitir.

Se interessou por “Elixir”? Então leia agora mesmo o primeiro capítulo deste livro acessando este link.

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Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

Wow! 7 combinações inusitadas da cultura pop que me surpreenderam bastante neste 2015

O mundo do entretenimento pode ser mesmo uma caixinha de surpresas! Depois de crescer acompanhado dos mais memoráveis ícones que marcaram a indústria da música, da televisão, do cinema, da literatura e dos videogames, reconheço que foi se tornando cada vez mais difícil a tarefa de ser surpreendido por algo que eu julgasse ser realmente bom. Me tornando cada vez mais exigente com as novidades que tomaram conta de toda a web no decorrer destes anos, podemos dizer que acabei desenvolvendo um gosto um tanto quanto apurado para diferenciar qualidade de quantidade.

Assim, resolvi fazer algo diferente desta vez e destacarei neste post algumas combinações que, num primeiro momento, podem não parecer nada coerentes – mas acreditem, no final tudo se saiu melhor que o planejado. Seja pela reunião de diversas estrelas teens tidas como rivais na capa de uma mesma revista, ou a demo de um game de terror que levou um batalhão de fãs a conhecer um dos maiores cineastas da história, hoje vocês verão diversos featurings surpreendentemente inusitados e que realmente deram certo. A começar por:


1. Esta capa da “Vanity Fair” de 2003 que quebrou o pop há 12 anos, não se contentou em ficar no passado e decidiu dar um oizinho pelas redes sociais em pleno 2015:

Da esquerda para a direita: Amanda Bynes, Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Mandy Moore, Hilary Duff, Alexis Bledel, Evan Rachel Wood, Raven Symoné e Lindsay Lohan

Uma missão quase impossível… mas não para o fotógrafo Mark Seliger! Não foram apenas os fã-sites das atrizes Hilary Duff (“A Nova Cinderela”) e Lindsay Lohan (“Meninas Malvadas”) que se lembraram dessa preciosidade do começo dos anos 2000 e resolveram reviver neste ano uma das capas mais icônicas da “Vanity Fair” em suas redes sociais. A própria Mandy Moore (“Um Amor Para Recordar”), que protagonizou o ensaio fotográfico ao lado de Amanda Bynes (“S.O.S. do Amor”) e as gêmeas Olsen (“As Namoradas do Papai”), resolveu tirar a poeira de algumas lembranças e nos prestigiou em sua conta no Instagram com uma das imagens mais marcantes da cultura pop da última década. Contando com a presença da inesquecível Raven Symoné (“As Visões da Raven”), podemos encontrar na imagem, ainda, as também populares Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Evan Rachel Wood (a atriz nomeada ao “Globo de Ouro” por sua atuação no drama “Aos Treze”). Talvez esse ensaio fotográfico possa parecer um tanto quanto “simples” para quem não tenha vivido naquela época, mas, só para você ter uma ideia, hoje seria o mesmo que reunir Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, Ariana Grande, Taylor Swift e todas as meninas de girlbands como o Fifth Harmony e o Little Mix em uma única sessão fotográfica. Tá bom ou quer mais? PS: okay, não é uma combinação atual, mas sempre vale a pena nos recordarmos dos tempos de ouro, não é mesmo?


2. O encontro de três divas pop e o ponto final em duas das maiores rixas do cenário musical em que nos encontramos:

Já que o assunto da vez é o encontro improvável de celebridades, vamos para a fotografia que congestionou todos os servidores de internet ao redor do globo terrestre neste primeiro semestre de 2015. Encerrando todo aquele falatório sobre a “Mother Monster” ter se inspirado em “Express Yourself” para criar o hit “Born This Way” (quem não se lembra dos mashups feitos pela “Rainha do Pop” na “MDNA Tour”?) e “Roar” x “Applause” que gerou o maior bafafá pelo Twitter, Lady Gaga, Madonna e Katy Perry deixaram as diferenças de lado no “MET Gaga” e deram o maior tapa na cara da sociedade em maio desse ano. Unindo-se para um dos encontros mais surpreendentes desde o “VMA” de 2003 que colocou Britney Spears e Christina Aguilera em cima no mesmo palco, o trio chocou o público ao posar junto e compartilhar a imagem em suas redes sociais como numa espécie de celebração da bandeira branca. Isso sem nos esquecermos da saidinha de Gaga com Madonna numa festa do estilista Alexander Wang que resultou em alguns momentos íntimos tão lindos quanto na imagem acima. É realmente fascinante ver uma lenda da música pop e uma hitmaker contemporânea dando o braço a torcer para selar a paz!


3. O encontro de “Crazy In Love”, da Beyoncé, com o filme “Cinquenta Tons de Cinza” que gerou essa nova roupagem bem ousada e muito misteriosa:

Que Beyoncé já criou inúmeros hinos nos estúdios de gravação isso todo mundo já tá cansado de saber, mas, regravar um clássico da sua própria discografia e deixar a nova versão tão boa quanto a original, isso não é para qualquer uma. Provando que é uma mulher de fibra, este feito foi facilmente alcançado no remix de 2014 liberado exclusivamente para o polêmico longa-metragem “Cinquenta Tons de Cinza” – que conquistou as bilheterias dos cinemas em fevereiro passado. Com um instrumental completamente novo que nos remete a todo o ambiente sombrio, clássico e sensual objetivado pelo filme, nossa “Queen B” caprichou nos vocais e fez bonito ao nos entregar um dos melhores covers já feitos de uma canção do seu extenso material discográfico. Afinal, quem melhor que a própria Beyoncé poderia relançar uma versão tão digna do hino encarregado de abrir a divulgação do memorável “Dangerously In Love”, a estreia solo da cantora no cenário musical? O poder desta música é tão grande que “Crazy In Love” é provavelmente um dos únicos hits que se encaixa perfeitamente no R&B, na música clássica ou até mesmo no funk carioca proibidão (desde que cantado pela sua intérprete original, é claro). Ouça aqui “Crazy In Love (2014 Remix)”.


4. Este vídeo fan-made de “Perfume” que harmonicamente uniu cenas de Britney Spears com Justin Timberlake e se saiu melhor que a versão oficial:

Quando Britney Spears apareceu segurando uma arma nas filmagens do clipe para o single “Perfume” e foi vazada a informação que haveria uma versão do diretor bem diferente da publicada em seu canal oficial no YouTube, vocês devem ter imaginado o tamanho da decepção sofrida pelos milhares de fãs da cantora. Coberto de edições que esconderam o verdadeiro desfecho pretendido pelo diretor Joseph Kahn (o mesmo de “Womanizer”), o resultado final de “Perfume” acabou passando batido e pouco ajudou na divulgação do 2º single do “Britney Jean” nas paradas de sucesso. Porém, um fã resolveu recordar o antigo namoro da “Princesinha do Pop” com o astro Justin Timberlake e fez justiça com as próprias mãos ao recriar o que poderia ter sido os planos iniciais de Kahn (mesmo que com outro protagonista masculino). Combinando as cenas do vídeo de Spears com o de “TKO”, de Timberlake, o ex-casal mais badalado dos tapetes vermelhos aparece em momentos envolventes que poderiam ter originado uma trágica (mas bonita) história de amor a ser retratada nas telonas dos cinemas.

TheSQvids, obrigado por ter salvo o nosso dia com esse “Romeu e Julieta” dos tempos modernos!


5. Essa versão extraordinária para piano do clássico tema de “Super Mario Bros”:

O tema musical mais popular criado para um jogo de video-game já ganhou diversas homenagens de grandes fãs que resolveram fazer a sua própria versão da trilha sonora de “Super Mario Bros.”, mas esta executada pela Sonya Belousova é definitivamente uma das melhores. Liberada em comemoração aos 30 anos do jogo (sim, o jogo foi lançado em 85), e em uma forma de tributo ao Satoru Iwata, presidente da “Nintendo” que faleceu em julho deste ano, Sonya não decepcionou ao casar duas das melhores coisas já criadas pelo homem moderno: video-games e pianos. Customizando por completo o seu instrumento de trabalho como se fosse um console original do “NES” (“Nintendo Entertainment System”), até mesmo o banquinho usado pela moça ganhou uma super personalização para combinar com todo o conjunto e nos deixar em total estado de nostalgia. Se o vídeo por si só já merece uma ovação de pé pelo excelente trabalho desenvolvido por Belousova, os 10 segundos finais com certeza vieram para encerrar tudo com chave de ouro. É que, em uma referência a todo o tempo gasto pelos antigos amantes do “NES” que assopravam os cartuchos dos jogos para tirar a poeira deles e assim facilitar a sua rodagem, a própria moça assopra as teclas do piano em uma forma de respeito a essa prática milenar.

Outros vídeos tão bons quanto esse podem ser vistos no canal PlayerPiano, do YouTube.


6. O featuring “Silent Hills” com Norman Reedus, Hideo Kojima e Guillermo Del Toro que mal foi anunciado e engavetado em menos de 1 ano:

Quando foi anunciado pela “Konami” que a série de terror psicológico “Silent Hill” ganharia uma sequência e a demo “P.T.” (Playable Teaser) foi confirmada como uma prévia do que veríamos do sucessor de “Silent Hill: Downpour” (2012), muitos seguidores da saga entraram em total estado de choque, positivamente falando. Entretanto, para desespero de muitos, esta felicidade não durou mais de 1 ano e a empresa por trás do jogo voltou atrás ao cancelar o projeto. Além de Hideo Kojima (“Metal Gear”), o designer de games esteve acompanhado do diretor de cinema Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”) e de Norman Reedus (o Daryl Dixon de “The Walking Dead”), o que certamente aumentou toda a pressão em cima do game e rapidamente o transformou em um dos lançamentos mais aguardados da década. Nomeado “Silent Hills” (assim mesmo, no plural), o projeto teria chegado ao fim por conta do término do contrato entre a “Konami” com Reedus (o que foi anunciado pela empresa), porém, especula-se que conflitos de interesse envolvendo Kojima, o seu próprio selo (a “Kojima Productions”) e a grande produtora teriam sido os responsáveis pela ruptura da produção (entenda mais). Todavia, talvez como uma forma de consolar todos os órfãos de “P.T.”, Hideo e Guillermo já avisaram que ainda possuem planos de continuar trabalhando juntos “fora de Silent Hills” – será que rola um lançamento do game sob outro nome e outra produtora? Assista aqui a um dos melhores trailers de “P.T.”.


7. Essa abertura linda de “Friends” inspirada nos personagens principais dos filmes “Harry Potter”:

Chegando ao fim de nossa pequena lista, é com dois dos títulos mais marcantes da minha vida que encerro este pequeno especial sobre as “7 combinações mais inusitadas da cultura pop que me surpreenderam neste 2015”! Apenas consolidando todo o impacto deixado por estes gigantes da televisão e do cinema no coração de cada fã leal que conquistou entre os anos 90 e 2000,  “Friends” e “Harry Potter”, mesmo sendo tão diferentes, merecem uma menção honrosa nesta publicação tão singela. Contudo, você já imaginou ver os dois juntos em um único vídeo? Foi essa a ideia que Jeremiah Rivera teve antes de recriar a famosa intro do seriado produzido pela “Warner” depois de “ficar entediado” e publicar a fan art em seu canal do YouTube. Ao som de “I’ll Be There For You”, da banda The Rembrandts, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Ron Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood) e Bonnie Wright (Ginny Weasley) estrelam as cenas já regravadas pelo elenco original de “Friends” inúmeras vezes no decorrer de suas 10 temporadas. Não que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer possam ser substituídos tão facilmente, mas, que os bruxinhos mandaram bem (mesmo que involuntariamente), isso não há como negar!

Se você gostou da intro e gostaria de ver mais, se liga só nessa outra inspirada na abertura de “Buffy, A Caça-Vampiros”.

Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 1)

Olá, tudo bem com vocês, meus caros? Depois de passarmos alguns dias sem grandes atualizações é finalmente chegado o momento de trazer aqui para o blog mais uma das nossas listinhas tão especiais montadas com todo o carinho do mundo. E, desta vez, dando sequência à nossa viagem intergalática pelo universo musical, resolvi mergulhar de cabeça num buraco negro que estava ali dando sopa e acabei batendo de frente com algo que fez meus olhos brilharem mais que os alinhados dentes do Professor Lockhart.

Sendo transportado para um túnel do tempo e arremessado há centenas de anos-luz do nosso atual 2015, fui parar na fantástica Terra 00s e encontrei um pouco do passado de cada um de vocês que estão lendo esta publicação. Resgatando algumas das melhores músicas que nos acompanharam pela última década, decidi selecioná-las e cheguei a um total de 15 faixas que continuam tão nostálgicas quanto antes, quando foram gravadas e liberadas há milhões de anos atrás.

Inaugurando a nossa primeira parte deste especial, eu lhes deixo a seguir com 8 destas 15 preciosidades que definitivamente merecem a atenção de seus ouvidos e que com certeza farão muitos se descabelarem de tanta emoção. Ah, e é claro, não deixe de conferir a nossa playlist no final deste post pois isso será essencial, okay?


1. Pieces Of Me – Ashlee Simpson

Álbum / ano de lançamento: “Autobiography”, 2004;

Gravadora: “Geffen Records”;

Composição: Ashlee Simpson, Kara DioGuardi e John Shanks;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #4 no Reino Unido, #5 nos EUA, #7 na Austrália.

Eu duvido que você encontre uma música com mais cara de verão que não seja “Pieces Of Me”, o single que marcou a estreia da até então novata Ashlee Simpson junto ao meio musical. Seguindo os passos de sua irmã mais velha, a popstar Jessica Simpson, foi com esta música que a caçula da família de artistas passou um dos momentos mais vergonhosos de todo o cenário pop: o tão comentado playback do “Saturday Night Live”, de 2004. Após uma apresentação bem feita de seu grande sucesso, Ashlee daria uma palinha da música “Autobiography” para o pessoal; isso se os vocais de “Pieces Of Me” não surgissem sem qualquer aviso prévio e denunciassem o seu microfone desligado. Claro que, mais tarde, acabou por ser atestado que Ashlee encontrava-se com problemas em suas cordas vocais no dia da apresentação (o que justificaria facilmente o lip sync mal executado), mas o incidente por si só já foi o suficiente para o pessoal cair matando em cima da morena. O resultado foi que Ashlee teve de ralar muito para provar que realmente tinha talento e fixar seu nome entre uma das melhores musicistas de sua geração.


2. Too Little Too Late – JoJo

Álbum / ano de lançamento: “The High Road”, 2006;

Gravadora: “Da Family”, “Blackground Records” e “Universal Motown Records”;

Composição: Billy Steinberg, Josh Alexander e Ruth-Anne Cunningham;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #3 nos EUA, #4 no Reino Unido, #10 na Austrália.

Eu sei que você já chorou vários términos de namoros e demais desilusões amorosas ao som de “Too Little Too Late”, o 1º single da cantora JoJo para o seu 2º álbum, “The High Road” (atire a primeira pedra a garota que nunca se identificou com um “eu era jovem e apaixonada, eu te dei tudo, mas isso não foi suficiente. E agora você quer se comunicar, mas você sabe que é apenas um pouco tarde demais”). Apostando pesado em seus dotes de vocalista e dando tudo de si no maior hit de sua carreira, é difícil de imaginar que a norte-americana tinha apenas 15 anos quando gravou a canção e a incluiu no seu disco lá de 2006. Faixa indispensável daquelas coletâneas de DVDs piratas contendo baladinhas românticas que rodavam os camelôs de todo o Brasil, “Too Little Too Late” trouxe à JoJo o recorde de maior salto na “Billboard Hot 100”, quando pulou de #66 para #3 em apenas uma semana (atualmente esta façanha pertence à Kelly Clarkson com “My Life Would Suck Without You”, #97 – #1). Com um clipe bem gracinha e cheio de emoção que ganhou os nossos corações numa vida um tanto quanto distante, dá pra acreditar que esse hino completa exatos 10 anos em agosto de 2016?


3. Complicated – Avril Lavigne

Álbum / ano de lançamento: “Let Go”, 2002;

Gravadora: “Arista Records”;

Composição: Avril Lavigne, Lauren Christy, Scott Spock e Graham Edwards;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #2 nos EUA, Áustria e Itália, #3 no Reino Unido e Alemanha.

Como o tempo passa! Passa tanto que, eu ouso dizer que quem acompanhou a Avril Lavigne lá do começo dos anos 2000 e fez uma longa pausa de uns 10 anos jamais reconheceria o mulherão que se tornou a nossa eterna “Princesinha do Pop Punk”. Amadurecendo sua imagem de molecona que andava para todos os cantos com seu Converse surrado e o skate debaixo do braço, foi ainda sob essa aparência que a canadense mais popular da cultura pop se lançou como cantora com “Complicated”, o first single de seu 1º álbum. O sucesso da loira foi tão grande que a sua parceria com o grupo de produtores The Matrix foi nomeada a duas categorias do “Grammy”, a maior premiação da música internacional, enquadrada como “Música do Ano” e “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, lá em 2002. Não levando nenhum dos gramofones dourados para casa, Avril precisou se contentar com a vitória em outras premiações também de peso, como o “MTV Video Music Awards” e o “Juno Awards”, por “Melhor Novo Artista em um Vídeo” e “Música do Ano”, respectivamente.


4. Wake Up – Hilary Duff

Álbum / ano de lançamento: “Most Wanted”, 2005;

Gravadora: “Hollywood Records”;

Composição: Joel Madden, Benji Madden, Jason “Jay E” Epperson e Hilary Duff;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Itália, #7 no Reino Unido, #29 nos EUA.

Hilary Duff já era uma das queridinhas de Hollywood desde que surgira em meados de 2003 com as viciantes “So Yesterday” e “Come Clean”, mas somente dois anos depois ela ganharia a confiança dos adolescentes de todo o mundo com o carro-chefe de sua 1ª coletânea. “Wake Up”, fruto de seus trabalhos com o produtor Joel Madden, seu namorado na época, foi apenas uma prévia do caminho que Duff seguiria dois anos mais tarde em “Dignity”, seu sombrio quarto disco de inéditas. Apesar de ainda perambular pela música pop chiclete que lhe rendera uma pequena-grande fortuna, o single marca a busca de Duff por um som mais techno e que representasse melhor a sua personalidade naquele momento. Cantando sobre sair de casa, deixar as complicações de lado e se divertir, “Wake Up” surgiu em 2005 assim como “Girls Just Want to Have Fun”, da Cyndi Lauper, havia surgido no começo dos anos 80 e arrastado consigo uma legião de jovens amantes da música pop de qualidade.


5. Big Girls Don’t Cry – Fergie

Álbum / ano de lançamento: “The Dutchess”, 2007;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Stacy Ferguson e Toby Gad;

Gênero musical: adult contemporary, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Austrália, Áustria, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, #2 no Reino Unido.

Quem algum dia chegou a duvidar que a voz feminina do Black Eyed Peas pudesse também fazer sucesso em carreira solo com certeza acabou pagando com a língua depois que “The Dutchess”, o 1º álbum solo da Fergie, saiu lá por 2006. Liderado pelo carro-chefe “London Bridge” e seguida por “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry” (também chamada de “Big Girls Don’t Cry (Personal)”) foi a escolhida para ser o 4º single oficial do material e trouxe consigo um importante título para a cantora. É que desde 2000, quando Christina Aguilera debutou seu disco de estreia na “Billboard”, nenhum outro artista havia atingido o feito de possuir três músicas de um mesmo álbum no topo do “Hot 100”, a parada musical mais importante da “Terra do Tio Sam”. Certificada 3x platina pela RIAA e 5x pela ARIA, Fergie nunca esteve tão vulnerável e emotiva em seus trabalhos anteriores, que costumeiramente a inseriram num ambiente mais festeiro e sexual. Afinal, toda grande cantora precisa de uma grande balada, “e grandes garotas não choram” assim tão fácil.


6. Say It Right – Nelly Furtado

Álbum / ano de lançamento: “Loose”, 2006;

Gravadora: “Geffen Records” e “Mosley Music Group”;

Composição: Nelly Furtado, Tim Mosley e Nate Hills;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Canadá e Nova Zelândia, #2 na Austrália, #10 no Reino Unido.

Todos sabemos que muitas músicas são responsáveis por marcarem momentos bem importantes de nossas vidas, e é claro que não poderia ser diferente com a canadense Nelly Furtado, que desde o álbum “Loose” tem trabalhado em nos presentear com alguns hinos insuperáveis. Mudando toda a sonoridade do início de sua carreira e que marcou bastante os discos “Whoa, Nelly!” e “Folklore”, foi somente a partir de seu 3º álbum que Furtado recebeu massiva popularidade pelos EUA e ganhou o mundo afora. Agitando 9 a cada 10 festas que foram celebradas há quase uma década, “Say It Right” resolveu fazer uma pausa no dance-pop de “Maneater” e no hip-hop de “Promiscuous” para liberar um R&B mais gostosinho e harmônico daqueles que nos faz querer dançar agarradinho com alguém. Amparada em uma letra bem composta e totalmente sugestiva, os versos cantados lentamente pela cantora são até a presente data um dos maiores exemplos de que sensualidade nada tem a ver com vulgaridade. Nomeada ao “Grammy” de 2008 por “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, o single acabou perdendo para “Rehab”, da Amy Winehouse.


7. Stickwitu – The Pussycat Dolls

Álbum / ano de lançamento: “PCD”, 2005;

Gravadora: “A&M Records” e “Interscope Records”;

Composição: Franne Golde, Kasia Livingston e Robert Palmer;

Gênero musical: soul;

Posição nas paradas de sucesso: #1 no Reino Unido e Nova Zelândia, #2 na Austrália e Irlanda, #5 nos EUA.

Seguindo Nicole Scherzinger e suas colegas de banda após o bom desempenho de “Don’t Cha” nas paradas de sucesso, “Stickwitu” foi a música selecionada pelo pessoal por trás das Pussycat Dolls para dar continuidade à trajetória de ouro trilhada por uma das girlbands mais sensacionais dos últimos tempos. Não era nenhuma novidade, naquela época, que as músicas do grupo eram cantadas quase que inteiramente pela Srtª Scherzinger, ficando com as demais garotas a mera tarefa de atuar como backing vocals da grande voz por trás do PCD – e, o videoclipe da música é algo que frisa isso bastante. Intercalando diversas cenas solo da morena com outras de Carmit Bachar, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Melody Thornton se espremendo em frente a câmera para receber alguns segundinhos de atenção, foi somente a partir do 2º disco que as demais meninas ganharam mais destaque dentro do grupo. Nomeada na 49ª edição do “Grammy” pela categoria “Melhor Performance Pop por um Grupo ou Dupla”, “Stickwitu” não levou a melhor e acabou sendo vencida por “My Humps”, do Black Eyed Peas.


8. All You Wanted – Michelle Branch

Álbum / ano de lançamento: “The Spirit Room”, 2002;

Gravadora: “Maverick Records”;

Composição: Michelle Branch;

Gênero musical: alternative rock, pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #3 na Nova Zelândia, #6 nos EUA, #25 na Austrália, #33 no Reino Unido.

Encerrando a nossa primeira parte das “melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes”, resolvi trazer para vocês uma canção que muitos não devem se lembrar, mas que já devem ter ouvido na trilha sonora de alguma comédia romântica dos anos 2000. Com um instrumental bem característico do novo milênio, Branch resolveu mostrar ao público um pouquinho de seus talentos líricos aqui e compôs sozinha os versos que seguem “All You Wanted”, nos proporcionando algumas preciosidades poéticas como: “se você quiser, eu posso te salvar, eu posso te levar para longe daqui. Tão sozinho por dentro, tão ocupado por fora, e tudo que você queria era alguém que se importasse”. Ao lado de “Everywhere”, a primeira gravação da cantora liberada como o first single do “The Spirit Room”, “All You Wanted” tem aquela pegada pop-rock tão bem produzida pelo John Shanks (Ashlee Simpson, Hilary Duff, Miley Cyrus) e que tanto fez parte da nossa infância e adolescência. O coração não chega a aguentar tantas saudades, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

Fique de olho por aqui, pessoal, pois a parte 2 desta fantástica playlist deverá sair até o final de semana. 😉