Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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Sem muito blá-blá-blá, Pink e Justin Timberlake liberam suas novas músicas de trabalho! Já ouviu?

Coincidência ou não, é indiscutível que 2016 tem se mostrado o grande ano de retorno de alguns dos mais bem-sucedidos artistas da última década. Após sermos contemplados com os novos discos de Rihanna, Gwen Stefani e Beyoncé (e isso sem mencionar os constantes boatos que envolvem os futuros projetos de Britney Spears, Christina Aguilera e Lady Gaga para ainda o próximo semestre), é chegado o momento de dois dos maiores veteranos que fizeram bastante barulho pelos anos 2000 finalmente revelar quais têm sido seus mais recentes passos pela indústria musical.

E, assim fomos surpreendidos com “Just Like Fire”, a nova música de trabalho da Pink. Sucedendo “The Truth About Love” (o sexto álbum de estúdio da cantora, de 2013) e “Today’s the Day” (faixa que a norte-americana gravou em 2015 para a trilha-sonora do “The Ellen DeGeneres Show”), a novidade serve como carro-chefe para “Alice Através do Espelho”, a sequência do prestigiado “Alice no País das Maravilhas”, de 2010. Aguardado para o dia 27 de maio nos EUA (e um dia antes aqui, no Brasil), o longa-metragem que foi dirigido por James Bobin (e conta com Tim Burton como um de seus produtores) traz o já conhecido elenco formado pelos consagrados Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter e Alan Rickman (R.I.P.).

Pink em imagem promocional para o single “Just Like Fire”

Composta pela própria Pink ao lado de Max Martin, Shellback e Oscar Holter (o trio que também assina a produção do single), “Just Like Fire” se orienta pelo característico pop-rock que é a marca registrada da musicista e foi lançado pela “RCA Records” (gravadora da loira) em parceria com a “Walt Disney Records” (o selo oficial da produtora do filme). Liberada no último 15 de abril, até o fechamento deste post a canção havia atingido a posição #30 da “Billboard Hot 100” – isso nos EUA, pois na Austrália ela abocanhou o #1 logo após estrear em #2. Com um vídeo dirigido por Dave Meyers (figurinha carimbada na videografia da moça que já havia contribuído para diversos outros trabalhos como “Don’t Let Me Get Me” e “So What”, por exemplo), as gravações ganharam o YouTube no dia 9 maio e, além de destacar a própria Pink imersa nos nostálgicos cenários do filme, divide o seu foco entre o marido e a filha da cantora (o resultado pode ser conferido no player mais abaixo).

Menos de um mês depois, foi a vez do segundo ícone pop em destaque nesta publicação deixar o quarto disco de sua carreira para trás (o “The 20/20 Experience – 2 of 2”, de 2013) e caprichar no que seria o seu tão bem recepcionado comeback para as rádios internacionais. Promovendo a animação “Trolls”, da “DreamWorks”, “Can’t Stop the Feeling!” é a primeira faixa inédita de Justin Timberlake desde “Love Never Felt So Good” (dueto póstumo com o Michael Jackson lançado em maio de 2014). Prevista para o dia 4 de novembro deste ano, a nova produção anunciada como “dos mesmos criadores de Shrek” foi inspirada nos populares bonecos dinamarqueses de mesmo nome e que fizeram bastante sucesso aqui no Brasil entre as décadas de 70 e 90. Além do ex-integrante do NSYNC, estão no elenco do desenho animado Anna Kendrick, Gwen Stefani, Icona Pop, James Corden e Zooey Deschanel.

Produzida por Shellback, Max Martin e seu vocalista, “Can’t Stop the Feeling!” recebeu a composição dos dois últimos e chegou a ser divulgada pela “RCA Records” no último dia 6 deste mês. Combinando pop com funk e a música disco das décadas de 70/80, o single estreou em #1 na “Terra do Tio Sam” e alcançou, até o fechamento deste post, o top 3 do Reino Unido, em #3. Bem recebida pela crítica, a canção teve seu primeiro clipe (o intitulado “first listen”) lançado um dia antes da estreia oficial e inclui diversos membros do elenco (como Kendrick, Corden e Stefani) dançando e improvisando diante das lentes das câmeras (assista). Uma segunda gravação, dirigida por Mark Romanek (“Scream”, de Michael Jackson com Janet Jackson; e “Shake It Off”, de Taylor Swift), foi liberada na noite desta segunda-feira, 16/05 (o qual também pode ser visto mais abaixo).

O clipe oficial de “Just Like Fire”, o tema do longa-metragem “Alice Através do Espelho”

Como já poderia ser previsto, “Just Like Fire” repete a fórmula anteriormente experimentada por Pink em seus últimos sucessos e, apesar de não nos introduzir a nada muito inédito, chama a atenção do ouvinte por seus vocais não menos que memoráveis. Não é novidade para ninguém que, de uns anos para cá, a popstar facilmente se consolidou como uma das vocalistas mais poderosas do meio musical – então, já era de se esperar que seus futuros projetos acabariam sendo marcados pelo vozeirão de sempre da intérprete de “Raise Your Glass”. Como se fizesse uma recapitulação de tudo que já conferimos em sua extensa discografia, o carro-chefe da trilha sonora de “Alice Através do Espelho” pode até não ser a faixa mais brilhante já gravada pela cantora, mas, vem para, mais uma vez, nos relembrar da importância de um nome que fez história por combinar criatividade com excentricidade. Transbordando bastante bom humor, o vídeo que promove o longa exterioriza naturalmente o lado cômico de Alecia Moore e acerta ao dar destaque ao que de melhor ela sabe fazer: entreter o público com um espetáculo de qualidade.

O clipe oficial de “Can’t Stop the Feeling!”, o tema da animação “Trolls”

Não muito diferente, o eterno “Príncipe do Pop” não fica nada atrás ao trazer consigo a candidata perfeita para “um dos maiores hits do ano”. Com uma pegada bem chiclete que faz de “Can’t Stop the Feeling!” um hit instantâneo, Justin caprichou nos estúdios de gravação e veio com tudo ao nos entregar o que pode se tornar a grande sucessora de “Happy”, do Pharrell Williams (o tema de “Meu Malvado Favorito 2”). Partindo para um caminho menos introspectivo que havia se sobressaído em ambas as partes do “The 20/20 Experience”, a nova de Timberlake quebra o R&B que tem sido a sua principal arma desde o seu debut album (de 2002) e o introduz para uma sonoridade muito mais eletrônica (algo pouco visto em seu experiente catálogo). Porém, mesmo brincando com uma temática bem mais mainstream que o habitual, é inegável que, assim como “Just Like Fire”, o novo single do veterano continue exalando a identidade única de seu intérprete – e, ainda que soe diferente de tudo que já liberou para o mercado fonográfico, permaneça fiel a qualquer outro material que assinou ao longo dos últimos 20 anos.

De certa maneira, não há como prever se as atuais músicas de trabalho de Pink e Justin Timberlake irão refletir no som de seus futuros projetos (ainda mais por se tratarem de faixas lançadas para trilha-sonora de filmes, e não lead-singles de álbuns), mas, mesmo que isso não aconteça, é de se esperar que muita coisa boa esteja por vir. Para quem já estava cansado das mesmices que rolaram por estes últimos cinco anos e sentiu saudades do pop que dominou a década passada (e convenhamos que foram poucas as novidades que chegaram aos pés dos hinos insubstituíveis de longínquos 10 anos), talvez o inesperado 2016 seja o novo 2006. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.

Hora de se atualizar – Pt 6: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Dando continuidade à última edição do nosso “Hora de se atualizar” (o especial que relaciona os melhores e mais comentados lançamentos da música pop em geral), você confere no post de hoje outras seis dicas incríveis de singles e clipes liberados recentemente que não poderiam faltar na sua playlist internacional.

Partindo de um pop com mais atitude de novatas como a Sabrina Carpenter ao alternativo viciante da Halsey, a pequena lista adiante vem em boa hora para atualizar todos aqueles que perderam as novidades do universo pop que rolaram por estes últimos dois meses – e que, sem sombra de dúvidas, jamais deixaríamos passar despercebidas por aqui, no Caí da Mudança. Vamos lá?

Nova JoJo? Sabrina Carpenter é anunciada como a mais nova aposta da “Hollywood Records”. Assista ao clipe de “Smoke and Fire”:

Definitivamente, o império “Disney” é um dos mais eficazes quando o assunto é encontrar jovens talentos e lançá-los mundo afora, preparando-os como brilhantes aspirantes a estrelas da música pop. Após passar por inúmeras gerações de artistas que desde os anos 90 utilizaram-se do bom nome de Mickey Mouse para consolidar o início de suas trajetórias, é chegado o momento de uma nova popstar nascer para que o ciclo se renove e continue em constante movimento. Conhecida por fazer parte do elenco de “Garota Conhece o Mundo” (“Girl Meets World”), sitcom produzido e transmitido pelo “Disney Channel”, Sabrina Carpenter vem para substituir a última leva de cantoras e atrizes que começaram no canal e, hoje, podem ser consideradas a elite das mais bem-sucedidas da moderna indústria do entretenimento. Já com um álbum de estúdio lançado sob o selo da “Hollywood Records” (o “Eyes Wide Open”, de 2015), “Smoke and Fire” é o lead single do segundo disco da garota de apenas 16 anos, material sem previsão de lançamento que é aguardado para breve. Nos lembrando muito a postura de grandes vocalistas como a JoJo, Sabrina logo de cara desmente aquela primeira impressão causada pelas estrelas da “Disney” de ser apenas um rostinho bonito e se garante com um vozeirão cheio de energia e confiança – duvida? Então veja esta impressionante apresentação acústica e tire as suas próprias conclusões.

ASSISTA AO CLIPE DE “SMOKE AND FIRE”


Depois de nos ensinar a falar “não”, Meghan Trainor surpreende com “Watch Me Do” e “I Love Me”, novos singles promocionais do disco “Thank You”:

Faz menos de um mês que trouxemos aqui no blog uma resenha exclusiva sobre um dos últimos lançamentos assinados pela queridíssima Meghan Trainor: a super feminista e cheia de atitude “No”. Agora, continuando na divulgação de “Thank You” – o material que marca a segunda passagem oficial da cantora pelos estúdios de gravação –, 25/03 foi a data que marcou a estreia de “Watch Me Do”, o primeiro single promocional do trabalho previsto para vir à luz do dia somente em 13 de maio. Resgatando, nas palavras da “MTV” norte-americana, “uma vibe hip-hop típica dos anos 90”, a canção foi composta pela própria Meghan ao lado do trio Eric Frederic, Jacob Kasher e LunchMoney Lewis – enquanto a produção ficou ao encargo de Ricky Reed, o mesmo de “No”. Porém, esta seria apenas a primeira amostra do que estava por vir! Quase três semanas depois, as coisas esquentaram ainda mais quando, no último dia 13, “I Love Me” foi liberada como o segundo single promocional do material que segue inédito. Gravada em parceria com o cantor, rapper e produtor LunchMoney Lewis, a sexta faixa do “Thank You” é apenas a primeira dos quatro duetos que deverão fazer parte do próximo álbum da ex-loira – o qual deverá conter 12 novas faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na versão exclusiva para a loja “Target”. Outros artistas convidados incluem Yo Gotti, Kelli Trainor e R. City.

OUÇA “WATCH ME DO” (PELO SPOTIFY)

OUÇA “I LOVE ME” (PELO SPOTIFY)


Rihanna não se cansa de dar closes certeiros em “Kiss It Better”, o novo clipe que promove “Anti”:

Foi em meio a muita espera e intermináveis adiamentos que Rihanna felizmente nos deixou conferir no finalzinho de janeiro o que esteve preparando para “Anti”, o oitavo disco de seu catálogo (relembre a nossa publicação sobre ele). Porém, não foi só na sonoridade que a barbadiana decidiu inovar e, caprichando nas suas estratégias de publicidade, protagonizou há duas semanas uma inusitada maneira de promover o(s) sucessor(es) natural(is) de “Work”. Liberando dois singles simultâneos para as rádios dos EUA e do globo no dia 30 de março, “Needed Me” e “Kiss It Better” foram as faixas escolhidas para representar o antigo “R8” perante o grande público da cantora. Chegando, até o fechamento deste post, às posições #47 e #80, respectivamente, da “Billboard Hot 100”, o vídeo desta última foi divulgado no YouTube um dia depois e já ultrapassa as 17 milhões de visualizações. Com uma forte pegada intimista, Riri é focada durante todo o trabalho em diversas posições sensuais enquanto as lentes de Craig McDean a filmam pelo cenário obscuro e captam cada centímetro do seu corpo em closes de tirar o ar. “Kiss It Better” foi composta pela Rihanna em parceria a Jeff Bhasker, John Glass e Natalia Kills.

ASSISTA AO CLIPE DE “KISS IT BETTER”


Seguindo a vibe retrô do “E•MO•TION”, Carly Rae Jepsen está cansada dos garotos no fofo e divertido clipe de “Boy Problems”:

Após cinco meses de “Your Type”, o mais recente single extraído do maravilhoso “E•MO•TION”, finalmente recebemos uma nova música para dar continuidade na era iniciada há mais de um ano pela super alto-astral “I Really Like You”. Isso porque, no último dia 8, o trio de gravadoras formado pela “School Boy”, “Interscope” e “604 Records” acertadamente decidiu quebrar o gelo e presentear os fãs da Carly Rae Jepsen com o quarto single do aclamado material assinado pela morena. Escrita pela própria Carly com a ajuda de Greg Kurstin, Tavish Crowe e da multitalentosa Sia, “Boy Problems” vem em boa hora e serve de instrumento para dar um up no fraco desempenho experimentado pela musicista desde que o álbum foi disponibilizado para as lojas do mundo todo. Já liberado, conjuntamente, com o aguardadíssimo videoclipe gravado especialmente para a sexta faixa do terceiro disco da moça – e que foi dirigido por Petra Collins, renomada fotógrafa canadense –, o novo single segue as influências oitentistas de todo o “E•MO•TION” e brinca bastante com o visual retrô que fez a cabeça de muita gente há décadas e décadas atrás. Caso você não se lembre, o terceiro álbum de Jepsen já apareceu aqui no Caí da Mudança dentro da nossa lista dos “meus 10 discos favoritos de 2015”.

ASSISTA AO CLIPE DE “BOY PROBLEMS”


Após mais de um ano sem novidades, Jennifer Lopez se envolve em polêmica ao gravar música produzida pelo Dr. Luke. Ouça “Ain’t Your Mama”:

Ainda falando sobre Meghan Trainor, mal saímos de um trabalho protagonizado pela hitmaker para incluirmos em nossa lista outro que também recebeu a sua ilustre participação – só que desta vez sob a forma escrita, e não vocal. Anunciada como a principal compositora de “Ain’t Your Mama”, Trainor divide os créditos da letra entoada por Jennifer Lopez com ninguém menos que Jacob Kasher, Henry Walter, Theron Thomas, LunchMoney Lewis e Dr. Luke, o polêmico produtor que se envolveu no recente caso judicial com a Kesha. Produzida por Luke em colaboração a Cirkut, Lopez mal lançou o que parece ser o carro-chefe de seu nono álbum de estúdio e já precisa enfrentar a rejeição popular por ter aceito “se aliar” ao possível agressor sexual de sua colega de trabalho (entenda mais aqui). Lançada sob a “Epic Records” e a “Nuyorican Productions” (produtora da própria JLo) no dia 7 deste mês, “Ain’t Your Mama” combina percussão com elementos da música latina e exalta a doce voz da cantora sobre os vocais de apoio da Meghan Trainor. Mesmo sem previsão de lançamento, o novo disco da veterana não deverá demorar muito para chegar até nós.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “AIN’T YOUR MAMA”


Promovendo “O Caçador e a Rainha do Gelo”, Halsey lança nova versão de “Castle”, seu novo single para a trilha-sonora do longa-metragem:

Por fim, chegando ao término desta edição do “Hora de se atualizar”, é com o lead single da trilha-sonora do filme “O Caçador e a Rainha do Gelo” que nos despedimos de vocês, caros leitores. Retirada diretamente do “Badlands”, o primeiro disco da Halsey, “Castle” teve seu instrumental repaginado para se encaixar à ambientação do longa estrelado pelos grandes Chris Hemsworth, Charlize Theron e Emily Blunt. Disponível para compra desde o dia 09/04 sob o selo da “Astralwerks” e da “Capitol Records”, o single teve seu videoclipe liberado no YouTube quatro dias depois e, além de incluir novas cenas da superprodução que estreia no Brasil já no dia 21 de abril, traz a cantora caracterizada com um figurino semelhante ao que veremos nas telonas dos cinemas. Para quem ainda não sabe, vale dizer que “O Caçador e a Rainha do Gelo” é uma prequela de “Branca de Neve e o Caçador”: ou seja, este novo se passa antes dos acontecimentos que originaram o filme de 2012 que recebeu Kristen Stewart em seu elenco. Misturando o eletrônico com o pop alternativo que já é clássico da norte-americana, “Castle” foi escrita pela Halsey e produzida pelo rapper e produtor Lido (o mesmo de “New Americana”). A faixa completa pode ser ouvida por meio deste link.

ASSISTA AO CLIPE DE “CASTLE”


Quais recentes lançamentos da música pop internacional não estiveram presente nesta publicação e na nossa anterior mas você sentiu falta por aqui? Conte-nos no espaço para comentários mais abaixo.

O estranho caso de Kesha contra Dr. Luke: muito mais que um embate entre mocinhos e vilões

Se você parou para dar uma vasculhada nas notícias que bombardearam a internet na última semana, então deve saber que o caso Kesha X Dr. Luke tem estremecido não apenas a Justiça norte-americana, mas também todos aqueles possuem algum apreço pelo universo da música popular. Por isso, decidi fazer uma profunda análise com tudo o que tem saído de relevante sobre o assunto e, no post de hoje, discutiremos um pouquinho mais sobre um dos confrontos mais aterrorizantes já vivenciados por dois dos maiores nomes da indústria do entretenimento.

Para quem não sabe, a gente explica:

A BATALHA JUDICIAL:

Desde 2014, a voz por trás de sucessos como “Tik Tok” e “We R Who We R” decidiu recorrer ao Poder Judiciário para quebrar o contrato que a une a um dos produtores mais bem sucedidos da última década (o mesmo que já trabalhou com Katy Perry, Britney Spears e Kelly Clarkson). O motivo? Lukasz Gottwald (ou simplesmente Dr. Luke) teria drogado Kesha e a violentado não apenas sexualmente, mas também psicologicamente – crimes que teriam começado há uma década, quando a popstar tinha apenas 18 anos (hoje ela tem 28).

Acontece que, na última sexta-feira (19/02), foi realizado o julgamento que poderia ter solucionado parte dos maiores problemas de Kesha: a cantora havia entrado com um pedido liminar que, uma vez concedido, a autorizaria a gravar novas músicas sem se vincular à “Sony Music” (a gravadora onde Luke trabalha atualmente). Contudo, metade desta batalha acabou sendo perdida quando o júri responsável pelo caso não se convenceu do pedido por “insuficiência de provas” e negou a liminar, solicitando o agendamento de uma nova sessão para o dia 18 de maio.

A questão é: caso não apresente novas provas capazes de confirmar a ocorrência do estupro, provavelmente o processo será julgado improcedente pela Corte e a moça continuará presa ao contrato com seu possível agressor. E pior: além de impedi-la de lançar qualquer material sem a permissão do produtor ou de sua gravadora, o acordo que originou o conflito determina a gravação, liberação e divulgação de outros 6 álbuns (todos sem previsão de lançamento). Definitivamente, perder não é uma opção para Kesha.

LUKE… TALVEZ NÃO TÃO INOCENTE ASSIM:

Obviamente, Luke discorda do que tem sido dito pela cantora e, além de processá-la de volta por calúnia, alega que tudo não passaria de uma artimanha para sujar sua reputação e livrar-se do acordo firmado anos atrás – vale dizer que, em 2011, a loira já havia negado qualquer abuso sexual protagonizado por ele. O produtor vai muito mais além e, em recente matéria publicada pela “Rolling Stone”, seus advogados disseram que “havia sido ofertado à Kesha a oportunidade de gravar um novo material sem a companhia de Gottwald” e que, em momento algum ela estaria presa a ele” – contrariando a campanha #FreeKesha levantada pelo público nas redes sociais. Este, a propósito, foi o documento que pesou na última decisão do júri (a mesma que negou a liminar solicitada pela moça e remarcou uma nova sessão para daqui três meses).

Porém, muitos detalhes nessa história ainda se mantêm mal explicados!

Se por um lado Kesha parece não possuir muitas provas sobre os abusos sexuais sofridos (já que o júri não se convenceu sobre as alegações de seu advogado), por outro Luke se autoincrimina com meia dúzia de mensagens altamente duvidosas publicadas em seu Twitter por volta de 2010 e que decidiram vir à tona após o julgamento do dia 19. No perfil dele, pode-se ler diversas frases de duplo sentido, como: “Kesha, estou preocupado com o que eles irão fazer. De mim você apenas irá levar sua palmadinha de sempre por ser má”, “aprenda a guardar segredos, quer dizer, somos melhores amigos, temos que guardar nossos segredos para nós mesmos, Kesha!” e “caramba meus artistas trabalham duro” (esta última publicada ao lado de uma foto da cantora, dormindo). Diferente do que o júri tem entendido, as suspeitas em cima de Gottwald podem ser muito maiores que o imaginado.

APENAS A PONTA DO ICEBERG:

É verdade que, apesar de parecer ser o lado menos forte desta disputa, Kesha tem solidificado o apoio dos fãs e da mídia a seu favor (estrelas como Lady Gaga e Ariana Grande já foram até suas redes sociais demonstrar suporte à cantora), mas, não podemos nos esquecer que Luke não precisa de muito para ter a gravadora (e possivelmente a Justiça) na palma de suas mãos.

Isso porque, durante a audiência de semana passada, o advogado da “Sony” foi claro ao apontar que “o interesse da gravadora não está no sucesso dela, mas sim no de Dr. Luke”, o que, além de contrariar o que foi informado à “Rolling Stone” (e rebatido pelo advogado de Kesha como uma “promessa ilusória” – ou seja, eles permitiriam sim que ela gravasse novas músicas, mas provavelmente a boicotariam de alguma maneira), deixa claro que a moça é apenas uma peça totalmente descartável para os executivos da companhia.

Outra questão que acabou causando grande discórdia nesta história toda foi a incrível doação de 250 mil dólares feita por Taylor Swift à Kesha e que, inevitavelmente, gerou uma onda de comentários negativos de outras personalidades, como Demi Lovato. Apesar de muitos não entenderem a quantia cedida à colega para “ajudá-la neste momento difícil” – já que, diferente dos demais artistas, Taylor apenas fez a doação e se manteve em silêncio sobre o ocorrido –, vários questionamentos abrem-se ao lado de outra enxurrada de boatos publicados por diversos tabloides do mundo inteiro, como o “TMZ”.

Enquanto alguns insistem em dizer que Swift não apoiou Kesha ativamente em suas redes sociais por questões contratuais (afinal, a voz de “Bad Blood” seria contratada da “Sony Music Publishing” desde os 13 anos), uma fonte afirmou ao “TMZ” que Luke teria congelado a renda da cantora já há algum tempo, o que a impediria de ter acesso aos direitos autorais de suas canções e, consequentemente, ao dinheiro proveniente delas. A doação encabeçada por Swift teria vindo em boa hora, pois, segundo a mesma fonte, a intérprete de “C’Mon” teria esgotado toda sua fortuna na batalha judicial que tem enfrentado para se ver livre do contrato a liga a Lukasz Gottwald.

EM QUEM ACREDITAR?

Kesha durante o julgamento do dia 19/02

Diferente do que a maioria das pessoas tem opinado, o caso de Kesha X Dr. Luke se mostra muito mais complexo do que aparenta ser e, provavelmente, a melhor palavra para defini-lo neste momento é “estranho”. Quem se solidariza com a causa e decide se posicionar de um lado ou de outro, deve se lembrar que, nem sempre, o mundo se resume a “sim ou não”, “certo ou errado” – existe muito mais no meio dessas duas alternativas do que você e eu podemos imaginar.

É verdade que as mensagens publicadas pelo produtor em seu Twitter são, no mínimo, suspeitas (das duas, uma: ou ele tem um péssimo senso de humor ou realmente tem algo a esconder), isso sem mencionarmos que até mesmo artistas como Kelly Clarkson, que já trabalharam com Luke, partiram em defesa de Kesha demonstrando algum tipo de amparo solidário. Mas, se Kesha foi mesmo violentada como seu advogado afirma com tanta certeza, onde estão os exames médicos capazes de provar o alegado? Onde estão as testemunhas deste caso, seja de acusação ou de defesa? Onde está o álibi do produtor?

Se Kesha sofreu mesmo abusos no passado, então com certeza seu agressor deve ter encontrado um bom motivo para silenciá-la por tantos anos: é natural que uma vítima deste tipo de crime passe por um intenso período traumático e não queira tocar no assunto com mais ninguém (seja por medo, seja por vergonha). E, se essa experiência, de fato, foi tão perturbadora como aparenta ser (nem precisamos mencionar o episódio em que a loira se internou na reabilitação para tratar de distúrbios alimentares), é bem provável que nem exista exame médico provando a prática do estupro (o que não facilitará em nada o lado da cantora).

Mas, e se Lukasz Gottwald não estiver tão errado assim? É verdade que o produtor, apesar de ser um dos mais requisitados do meio artístico, não possui fama de ser a pessoa mais sociável do mundo (dizem, inclusive, que ele teria sido um dos motivos para a ida de Kesha para a rehab), porém, não podemos nos esquecer que estupro é um crime grave, que precisa ser apurado minuciosamente. É difícil não se sensibilizar com a atual situação da cantora, mas, tão grave quanto violentar alguém é condenar um inocente pela prática de um crime que jamais existiu.

Em meio a tantas dúvidas, é natural que façamos perguntas como: “por que Kesha processaria Luke sem razões? O que ela tem a perder?” ou “se Luke não a molestou (como afirma categoricamente) e, venha a vencer esta batalha judicial, será que seria conveniente ao produtor continuar trabalhando com a pessoa que está arruinando a sua reputação?”. Definitivamente, é complicado quando decidimos brincar de juízes e tiraramos conclusões precipitadas sem estar a par do assunto, não levando em consideração os fatos e as provas produzidas no processo; e diferente do que a mídia retrata diariamente, não podemos nos esquecer que por trás de cada notícia se escondem dois seres humanos totalmente desgastados com esta história macabra. Infelizmente, cabe à Justiça tomar a sua decisão e dizer quem possui a razão, por mais que, ao final, possa cometer uma atrocidade incalculável.

É claro que, atrás de tanto falatório, esconde-se o indivíduo mais cruel, sujo e dissimulado da face da Terra, alguém que é capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro (seja Luke, seja Kesha), mas, será mesmo que a solução para este problema é descobrir quem está dizendo a verdade? Quer dizer, após tanta repercussão e discussão popular, a única pergunta coerente, no momento, é: por que esse contrato continua vigorando (afinal: não há dúvidas de que ele é o grande X da questão)? Será que a única maneira de solucionar esse embate é declarando Kesha inocente e Luke culpado (ou vice e versa), se esquecendo completamente do motivo que os une a este pacto de infelicidades?  Quem imaginaria que, por trás das densas cortinas da indústria fonográfica, existiria tanta podridão camuflada sob a forma de notas musicais.