Hora de se atualizar – Pt 6: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Dando continuidade à última edição do nosso “Hora de se atualizar” (o especial que relaciona os melhores e mais comentados lançamentos da música pop em geral), você confere no post de hoje outras seis dicas incríveis de singles e clipes liberados recentemente que não poderiam faltar na sua playlist internacional.

Partindo de um pop com mais atitude de novatas como a Sabrina Carpenter ao alternativo viciante da Halsey, a pequena lista adiante vem em boa hora para atualizar todos aqueles que perderam as novidades do universo pop que rolaram por estes últimos dois meses – e que, sem sombra de dúvidas, jamais deixaríamos passar despercebidas por aqui, no Caí da Mudança. Vamos lá?

Nova JoJo? Sabrina Carpenter é anunciada como a mais nova aposta da “Hollywood Records”. Assista ao clipe de “Smoke and Fire”:

Definitivamente, o império “Disney” é um dos mais eficazes quando o assunto é encontrar jovens talentos e lançá-los mundo afora, preparando-os como brilhantes aspirantes a estrelas da música pop. Após passar por inúmeras gerações de artistas que desde os anos 90 utilizaram-se do bom nome de Mickey Mouse para consolidar o início de suas trajetórias, é chegado o momento de uma nova popstar nascer para que o ciclo se renove e continue em constante movimento. Conhecida por fazer parte do elenco de “Garota Conhece o Mundo” (“Girl Meets World”), sitcom produzido e transmitido pelo “Disney Channel”, Sabrina Carpenter vem para substituir a última leva de cantoras e atrizes que começaram no canal e, hoje, podem ser consideradas a elite das mais bem-sucedidas da moderna indústria do entretenimento. Já com um álbum de estúdio lançado sob o selo da “Hollywood Records” (o “Eyes Wide Open”, de 2015), “Smoke and Fire” é o lead single do segundo disco da garota de apenas 16 anos, material sem previsão de lançamento que é aguardado para breve. Nos lembrando muito a postura de grandes vocalistas como a JoJo, Sabrina logo de cara desmente aquela primeira impressão causada pelas estrelas da “Disney” de ser apenas um rostinho bonito e se garante com um vozeirão cheio de energia e confiança – duvida? Então veja esta impressionante apresentação acústica e tire as suas próprias conclusões.

ASSISTA AO CLIPE DE “SMOKE AND FIRE”


Depois de nos ensinar a falar “não”, Meghan Trainor surpreende com “Watch Me Do” e “I Love Me”, novos singles promocionais do disco “Thank You”:

Faz menos de um mês que trouxemos aqui no blog uma resenha exclusiva sobre um dos últimos lançamentos assinados pela queridíssima Meghan Trainor: a super feminista e cheia de atitude “No”. Agora, continuando na divulgação de “Thank You” – o material que marca a segunda passagem oficial da cantora pelos estúdios de gravação –, 25/03 foi a data que marcou a estreia de “Watch Me Do”, o primeiro single promocional do trabalho previsto para vir à luz do dia somente em 13 de maio. Resgatando, nas palavras da “MTV” norte-americana, “uma vibe hip-hop típica dos anos 90”, a canção foi composta pela própria Meghan ao lado do trio Eric Frederic, Jacob Kasher e LunchMoney Lewis – enquanto a produção ficou ao encargo de Ricky Reed, o mesmo de “No”. Porém, esta seria apenas a primeira amostra do que estava por vir! Quase três semanas depois, as coisas esquentaram ainda mais quando, no último dia 13, “I Love Me” foi liberada como o segundo single promocional do material que segue inédito. Gravada em parceria com o cantor, rapper e produtor LunchMoney Lewis, a sexta faixa do “Thank You” é apenas a primeira dos quatro duetos que deverão fazer parte do próximo álbum da ex-loira – o qual deverá conter 12 novas faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na versão exclusiva para a loja “Target”. Outros artistas convidados incluem Yo Gotti, Kelli Trainor e R. City.

OUÇA “WATCH ME DO” (PELO SPOTIFY)

OUÇA “I LOVE ME” (PELO SPOTIFY)


Rihanna não se cansa de dar closes certeiros em “Kiss It Better”, o novo clipe que promove “Anti”:

Foi em meio a muita espera e intermináveis adiamentos que Rihanna felizmente nos deixou conferir no finalzinho de janeiro o que esteve preparando para “Anti”, o oitavo disco de seu catálogo (relembre a nossa publicação sobre ele). Porém, não foi só na sonoridade que a barbadiana decidiu inovar e, caprichando nas suas estratégias de publicidade, protagonizou há duas semanas uma inusitada maneira de promover o(s) sucessor(es) natural(is) de “Work”. Liberando dois singles simultâneos para as rádios dos EUA e do globo no dia 30 de março, “Needed Me” e “Kiss It Better” foram as faixas escolhidas para representar o antigo “R8” perante o grande público da cantora. Chegando, até o fechamento deste post, às posições #47 e #80, respectivamente, da “Billboard Hot 100”, o vídeo desta última foi divulgado no YouTube um dia depois e já ultrapassa as 17 milhões de visualizações. Com uma forte pegada intimista, Riri é focada durante todo o trabalho em diversas posições sensuais enquanto as lentes de Craig McDean a filmam pelo cenário obscuro e captam cada centímetro do seu corpo em closes de tirar o ar. “Kiss It Better” foi composta pela Rihanna em parceria a Jeff Bhasker, John Glass e Natalia Kills.

ASSISTA AO CLIPE DE “KISS IT BETTER”


Seguindo a vibe retrô do “E•MO•TION”, Carly Rae Jepsen está cansada dos garotos no fofo e divertido clipe de “Boy Problems”:

Após cinco meses de “Your Type”, o mais recente single extraído do maravilhoso “E•MO•TION”, finalmente recebemos uma nova música para dar continuidade na era iniciada há mais de um ano pela super alto-astral “I Really Like You”. Isso porque, no último dia 8, o trio de gravadoras formado pela “School Boy”, “Interscope” e “604 Records” acertadamente decidiu quebrar o gelo e presentear os fãs da Carly Rae Jepsen com o quarto single do aclamado material assinado pela morena. Escrita pela própria Carly com a ajuda de Greg Kurstin, Tavish Crowe e da multitalentosa Sia, “Boy Problems” vem em boa hora e serve de instrumento para dar um up no fraco desempenho experimentado pela musicista desde que o álbum foi disponibilizado para as lojas do mundo todo. Já liberado, conjuntamente, com o aguardadíssimo videoclipe gravado especialmente para a sexta faixa do terceiro disco da moça – e que foi dirigido por Petra Collins, renomada fotógrafa canadense –, o novo single segue as influências oitentistas de todo o “E•MO•TION” e brinca bastante com o visual retrô que fez a cabeça de muita gente há décadas e décadas atrás. Caso você não se lembre, o terceiro álbum de Jepsen já apareceu aqui no Caí da Mudança dentro da nossa lista dos “meus 10 discos favoritos de 2015”.

ASSISTA AO CLIPE DE “BOY PROBLEMS”


Após mais de um ano sem novidades, Jennifer Lopez se envolve em polêmica ao gravar música produzida pelo Dr. Luke. Ouça “Ain’t Your Mama”:

Ainda falando sobre Meghan Trainor, mal saímos de um trabalho protagonizado pela hitmaker para incluirmos em nossa lista outro que também recebeu a sua ilustre participação – só que desta vez sob a forma escrita, e não vocal. Anunciada como a principal compositora de “Ain’t Your Mama”, Trainor divide os créditos da letra entoada por Jennifer Lopez com ninguém menos que Jacob Kasher, Henry Walter, Theron Thomas, LunchMoney Lewis e Dr. Luke, o polêmico produtor que se envolveu no recente caso judicial com a Kesha. Produzida por Luke em colaboração a Cirkut, Lopez mal lançou o que parece ser o carro-chefe de seu nono álbum de estúdio e já precisa enfrentar a rejeição popular por ter aceito “se aliar” ao possível agressor sexual de sua colega de trabalho (entenda mais aqui). Lançada sob a “Epic Records” e a “Nuyorican Productions” (produtora da própria JLo) no dia 7 deste mês, “Ain’t Your Mama” combina percussão com elementos da música latina e exalta a doce voz da cantora sobre os vocais de apoio da Meghan Trainor. Mesmo sem previsão de lançamento, o novo disco da veterana não deverá demorar muito para chegar até nós.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “AIN’T YOUR MAMA”


Promovendo “O Caçador e a Rainha do Gelo”, Halsey lança nova versão de “Castle”, seu novo single para a trilha-sonora do longa-metragem:

Por fim, chegando ao término desta edição do “Hora de se atualizar”, é com o lead single da trilha-sonora do filme “O Caçador e a Rainha do Gelo” que nos despedimos de vocês, caros leitores. Retirada diretamente do “Badlands”, o primeiro disco da Halsey, “Castle” teve seu instrumental repaginado para se encaixar à ambientação do longa estrelado pelos grandes Chris Hemsworth, Charlize Theron e Emily Blunt. Disponível para compra desde o dia 09/04 sob o selo da “Astralwerks” e da “Capitol Records”, o single teve seu videoclipe liberado no YouTube quatro dias depois e, além de incluir novas cenas da superprodução que estreia no Brasil já no dia 21 de abril, traz a cantora caracterizada com um figurino semelhante ao que veremos nas telonas dos cinemas. Para quem ainda não sabe, vale dizer que “O Caçador e a Rainha do Gelo” é uma prequela de “Branca de Neve e o Caçador”: ou seja, este novo se passa antes dos acontecimentos que originaram o filme de 2012 que recebeu Kristen Stewart em seu elenco. Misturando o eletrônico com o pop alternativo que já é clássico da norte-americana, “Castle” foi escrita pela Halsey e produzida pelo rapper e produtor Lido (o mesmo de “New Americana”). A faixa completa pode ser ouvida por meio deste link.

ASSISTA AO CLIPE DE “CASTLE”


Quais recentes lançamentos da música pop internacional não estiveram presente nesta publicação e na nossa anterior mas você sentiu falta por aqui? Conte-nos no espaço para comentários mais abaixo.

Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.

5/7: Os meus 72 discos favoritos – URBAN CONCEITUAL

6. Urban Conceitual

Em meio a tanta novidade musical, de meados 2012 pra cá não se fala em outra coisa que não seja o tão popular urban conceitual (saiba mais aqui). Quer você queira ou não, não há como negar a influência desse “movimento” na cultura pop que ajudamos a construir; e é exatamente por isso que estou abordando o assunto seriamente, não apenas como a piada que circula em praticamente todas as redes sociais.

Contudo, infelizmente o buraco é mais embaixo e, como poderia acontecer com qualquer outro estilo musical, acaba por existir aqui o que eu chamo pseudo-urban: aquele seleto grupo de profissionais que sem qualquer pudor reveste suas músicas com uma produção porca e pouco criativa, e dessa forma resolve pegar carona no que tem tocado nas rádios do momento (em poucas palavras: liberam mais do menos).

Foi pensando exatamente nisso que dediquei o nosso 5º bloco dos meus 72 discos favoritos ao que eu chamo de “o verdadeiro URBAN CONCEITUAL”. Abaixo, vocês podem conferir 9 títulos musicais que com certeza representam esse gênero – e não surgiram apenas como uma tentativa de capturar o seu tão suado dinheiro reproduzindo músicas mal produzidas, mal compostas e que nunca deveriam ter saído dos estúdios de gravação. Prontos?


01. The Emancipation Of Mimi41. THE EMANCIPATION OF MIMI

Gravadora: The Island Def Jam Music Group, 2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” e “Say Somethin’”;

Não deixe de ouvir também: “Stay The Night”, “To The Floor”, “Fly Like a Bird” e “Sprung”.

Vocês podem não acreditar, mas, antes de Mariah Carey ser esse mulherão que todos conhecemos e adquirir a fama de diva nível hard que poucos toleram, a bela moça seguiu por anos na indústria sob a imagem de uma menina meiga, tímida e até um pouco inocente, mas sempre muito bem sucedida. Contudo, é claro que muita água rolou de lá pra cá e, assim como na vida de qualquer pessoa, as vacas magras chegaram para deixar Carey num status totalmente crítico – não apenas profissional como também pessoal. Dando um tapa na poeira e deixando a tristeza de lado, foi em “The Emancipation Of Mimi” que a loira chamou alguns de seus mais conceituados BFFs da indústria (Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg, Twista) para elaborar o que seria o renascimento de sua vida como cantora e figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até a divulgação de “We Belong Together”, a balada responsável por trazer seu nome de volta aos holofotes e cravar um ponto culminante em sua carreira: será outra música capaz de ultrapassar a grandeza deste hino inquestionável? “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single “Don’t Forget About Us”.


02. B'Day42. B’DAY – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2006;

Singles: “Déjà Vu”, “Ring The Alarm”, “Irreplaceable”, “Beautiful Liar”, “Amor Gitano”, “Get Me Bodied” e “Green Light”;

Não deixe de ouvir também: “Upgrade U”, “Flaws and All”, “Freakum Dress” e “World Wide Woman”.

Representando constantemente a personificação da mulher ideal forte e independente, Queen B não parece ter tido medo algum de defender seus ideais através do trabalho desenvolvido nas profundas produções de “B’Day”, seu 2º disco solo. Seja ostentando tudo em “Upgrade U” ou fazendo a louca no terreiro de “Déjà Vu”, não há como negar que Bey é uma mulher que merece não apenas o nosso respeito por sua visibilidade pública, mas também por seu intangível talento sobre-humano. Eu admito que os vocais da cantora neste álbum não são os mais agradáveis já gravados, soando por vezes muito estridentes e pouco recomendáveis para nossos ouvidos – principalmente se você gostar de ouvir música muito alta -, mas é indiscutível o quão brilhante foi a abordagem feita pelo “B’Day”, seja em sua versão standard, seja em sua versão platinum. Misteriosamente, os instrumentais bem colocados em cada faixa encaixam como uma luva na sensualidade característica de sua intérprete que jamais falha ao proporcionar o que de melhor sabe fazer. Não é nenhuma novidade que Beyoncé se supera a cada material liberado, não é mesmo?


03. Stripped43. STRIPPED – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2002;

Singles: “Dirrty”, “Beautiful”, “Fighter”, “Can’t Hold Us Down” e “The Voice Within”;

Não deixe de ouvir também: “Stripped Intro/Stripped Pt. 2”, “Soar”, “Get Mine, Get Yours” e “I’m OK”.

Seguindo os passos da “Rainha do Pop” Madonna, eu ouso afirmar que reinvenção é a palavra que melhor consegue definir o imprevisível caminho de Christina Aguilera em sua carreira tão consagrada. Indo do blues e jazz para a música eletrônica e pop, foi com o álbum “Stripped”, seu 4º de inéditas, que a nossa baixinha revestiu-se sob a pele do alter-ego Xtina para divulgação e promoção de sua era mais pessoal. Como um pequeno diário recheado de segredos sombrios que ninguém poderia desconfiar, o disco se abre para o ouvinte do começo ao fim sem perder a sua impressionante carga emocional. Para isso, Christina adotou à época uma imagem mais sexualizada daquela responsável por posicioná-la no topo dos charts com o debut “Christina Aguilera”, de 1999 (muito parecida com a Miley Cyrus que temos hoje em dia). Demais diferenças à parte, já naqueles tempos Aguilera era primorosa com seus talentos natos de composição e desenvoltura vocal, sempre agindo como uma ponte capaz de nos conectar às dores sofridas em seu tão conturbado passado. Treze primaveras se passaram do lançamento de “Stripped”, mas, é realmente chocante o quão atual e realista ele ainda consegue soar sem forçar nenhum pouco a barra – não é a toa que “Can’t Hold Us Down” consegue ser, em dias atuais, uma respeitável referência para as feministas de plantão.


04. In The Zone44. IN THE ZONE – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2003;

Singles: “Me Against The Music”, “Toxic”, “Everytime” e “Outrageous”;

Não deixe de ouvir também: “Showdown”, “Breathe On Me”, “Touch Of My Hand” e “The Answer”.

Quem achou que Britney Spears não tinha mais o que amadurecer após o lançamento do autointitulado “Britney”, de 2001 (e que inclusive ocupou nossa posição #14 em LIGHTS ON), com certeza acabou se surpreendendo quando “In The Zone” viu o luz do dia lá no finzinho de 2003. Destruindo qualquer vestígio do rótulo de garotinha virgem recebido no começo de sua carreira, o 4º álbum de estúdio da loira veio para dizer a todos que a velha Britney não mais habitava aquele corpinho saradíssimo objeto de desejo de qualquer homem em sua sã consciência. Focalizando seu trabalho junto ao público adulto, “Zone” foi o grande 1º álbum da cantora compromissado a nos apresentar uma Britney dona de seu próprio nariz. Trabalhando pesado no hip-hop, R&B e na house music, o disco é o mais próximo que tivemos do tão prometido “urban conceitual” de “Britney Jean” que todos ouviram falar mas ninguém chegou a presenciar. Uma dançarina nata, nem preciso dizer que as melhores coreografias elaboradas pela “Princesinha do Pop” foram realizadas durante a promoção deste disco, okay? Assista essa de “I (Got That) Boom Boom” e tire suas próprias conclusões.


06. Departure45. DEPARTURE – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”;

Não deixe de ouvir também: “Rock You”, “Freaky”, “Crash & Burn” e “In My Veins”.

Após “Right Where You Want Me” (posição #39 em TEEN SPIRIT) não emplacar nenhum hit significativo nas paradas de sucesso de 2006, JMac decidiu tomar o exemplo de sua conterrânea Hilary Duff antes de liberar para o público seu próximo material de inéditas. Eu digo isso porque “Departure”, assim como “Dignity” (Duff), apareceu não só para dividir a carreira de Jesse McCartney, mas também para introduzi-lo de vez na “Billboard Hot 100”, a relação das 100 músicas mais populares nos EUA. Lembrando em muito o astro da música pop e ex-NSYNC Justin Timberlake, é completamente visível a ânsia que McCartney possuía de desprender-se do passado de bom moço e trazer para as pessoas um lado mais amadurecido. Redirecionando sua própria imagem criativa para um caminho mais alternativo, o álbum refletiu em muito na sonoridade seguida pelo cantor em seus projetos posteriores: “In Technicolor”, de 2014, e o engavetado “Have It All”, de 2011. Uma curiosidade interessante é que 1 ano depois da liberação de “Departure” houve o seu relançamento no denominado “Departure: Recharged”, o qual continha 5 novas músicas tão boas como as da versão standard incluindo o single “Body Language”.


05. Good Girl Gone Bad46. GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, 2008;

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”;

Não deixe de ouvir também: “Push Up On Me”, “Sell Me Candy”, “Lemme Get That” e “Good Girl Gone Bad”.

“Good Girl Gone Bad” foi o disco responsável não só por trazer os mega hits “Umbrella” e “Don’t Stop The Music”, mas também por dar à Rihanna o pontapé inicial que lhe faltava para alcançar o topo do estrelato. Para você ter uma ideia, de 2008 pra cá a barbadiana conseguiu emplacar 9 músicas no #1 na “Billboard Hot 100”, vender milhões de cópias de seus discos nos EUA e no mundo e, de quebra, ainda consolidar uma carreira no mundo da moda como modelo de diversas campanhas publicitárias de gigantes como a Armani. Fazendo um paralelo de começo da carreira até o presente momento, é inacreditável o quanto Riri cresceu pelos quatro cantos da Terra em tão pouco tempo. Foi trabalhando com os gênios Timbaland, Stargate e Ne-Yo que a voz do hit “Diamonds” conseguiu fixar-se atualmente como uma das cantoras mais prestigiadas pelo público, passando a dominar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. É claro que tudo isso é acompanhado das costumeiras polêmicas envolvendo sua linguagem e comportamento inadequados, deixando por vezes os mais conservadores de cabelos em pé – mas, o que é um grande artista sem as pequenas polêmicas? Vale mencionar, por fim, que “Good Girl Gone Bad” foi relançado na versão “Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, uma colaboração com a banda Maroon 5.


07. Brave47. BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records, 2007;

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Não deixe de ouvir também: “Forever”, “Mile In These Shoes”, “Wrong When You’re Gone” e “Brave”.

Em um mundo tão pequeno capaz de abrigar grandes vocalistas como Celine Dion, Christina Aguilera e Whitney Houston, muito se questiona as verdadeiras habilidades vocais dos cantores que têm feito grande sucesso na atualidade. E, não poderia ser diferente com Jennifer Lopez, que desde a última década passou por poucas e boas numa rivalidade bem intensa envolvendo a sua colega de “American Idol” Mariah Carey e uma possível sample usada no single “I’m Real”. Como não era de se esperar, alguns fãs mais exaltados acabaram por subjulgar JLo numa categoria inferior a de outras musicistas que estouraram ainda nos anos 90 e a qual realmente não pertence. Eu digo isso porque, antes de se render ao mainstream pouco interessante que hoje em dia acabou por ser a essência de seus trabalhos musicais, Lopez já havia liberado grandes álbuns de estúdio como “This Is Me…Then” e “Rebirth”. Porém, foi somente com “Brave”, o 6º de sua discografia, que as coisas tomaram um rumo bem intimista, criativo e digno de ser lembrado não apenas por seus fãs mais fiéis, mas por qualquer um que realmente curte a black music. Misturando pop com R&B e dance, “Brave” é até os dias de hoje, ao meu ver, o disco mais consistente de sua carreira tão promissora.


08. E=MC248. E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records, 2008;

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “Stay In Love”;

Não deixe de ouvir também: “Migrate”, “Side Effects”, “I’m That Chick” e “For The Record”.

Quem realmente curtiu o retorno de Mariah lá em 2005 com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” definitivamente precisa conhecer “E=MC²”. O álbum, como seu próprio nome diz (E=MC² – Emancipation = Mariah Carey 2) vem com o propósito de trazer ao público a 2ª parte do fantástico trabalho desenvolvido por Carey poucos anos antes, quando dominou o globo com o hino “We Belong Together”. Guiado pelo carro-chefe “Touch My Body”, também #1 na “Billboard Hot 100”, Mimi mais uma vez resolveu caprichar em seus dotes vocais ao entregar-nos esta joia rara da música contemporânea. O legal deste disco é que, diferente de grande parte de todo o catálogo já liberado por Mariah em sua vida, “E=MC²” ainda é capaz de nos fazer viajar no tempo sem perder a graça de sua instrumentalidade monstruosa. Com seus batidões de 1ª categoria e a já conhecida participação de feras da indústria (desta vez T-Pain e Da Brat), Carey não se contentou com pouco e chamou para abrir o disco, com chave de ouro, o conceituadíssimo Danja na pegajosa “Migrate”.


09. I Look To You49. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Gravadora: Arista Records, 2009;

Singles: “I Look To You” e “Million Dollar Bill”;

Não deixe de ouvir também: “Nothin’ But Love”, “Call You Tonight”, “For The Lovers” e “Salute”.

Whitney Houston dispensa apresentações! Dona da voz mais conhecida da História – duvido que uma alma viva ou morta desconheça “I Will Always Love You” -, Houston consolidou-se nas décadas de 80 e 90 numa carreira prestigiada e recheada de problemas envolvendo o uso de drogas entre outras irregularides. Falecendo jovem e nos deixando com apenas 7 maravilhosos discos de inéditas, devo dizer que, ao meu ver, o destaque de sua discografia fica mesmo com “I Look To You”, o último e mais moderno trabalho lançado em vida, lá em 2009. Contendo os singles “I Look To You”  e “Million Dollar Bill”, o disco teve pouco impacto nas paradas de sucesso norte-americanas, mas definitivamente marcou em muito todos aqueles que chegaram a conhecê-lo. É visível, nesta produção, a transformação vocal sofrida por Houston ao longo dos anos (saiba mais acessando este link do Vocal Pop), mas nem por isso o álbum perder o brilho merecedor de qualquer obra assinada pela cantora. A mulher era tão foda que, mesmo se levarmos em conta o seu descuido com a voz – principalmente nos anos 2000, quando era casada com Bobby Brown -, “I Look To You” se mostra, muito de longe, o melhor álbum de R&B liberado por uma veterana de sua geração.


Mal posso esperar para lhes apresentar ALTERNATIVE & VINTAGE, o penúltimo bloco dos meus 72 discos favoritos.

Os 10 melhores comebacks da música pop em videoclipes

Confira o nosso novo especial com as melhores voltas ao meio musical de grandes artistas que passaram por poucas e boas.

Sabe quando você está naqueles dias em que tudo parece dar errado? E quando você enfrenta fases difíceis de sua vida, seja no trabalho ou no namoro, por exemplo, em que nada parece ter uma solução? Agora você pega os seus problemas e multiplica por mais 10.000, soma 10.000 câmeras te perseguindo até a esquina ou 10.000 sites e blogs divulgando tudo isso pra outras 10.000 pessoas lerem só pra ter algo “interessante” para passar suas horas vagas. Provavelmente foi isso que as 10 pessoas listadas abaixo passaram, mais de uma vez, em momentos distintos de suas vidas e carreiras.

Entretanto, sempre chega uma hora em que cansamos de tanto baixo astral e resolvemos dar um “up” na autoestima, não é mesmo? São em nossos momentos de superação que ficamos mais sóbrios, mais radiantes e mais receptivos para novas vibrações. Novos caminhos são abertos instantaneamente, novas pessoas surgem para nos prestigiar e, como bem diria Taylor Swift “and the haters gonna hate, hate, hate”. Foi divagando com meus próprios botões que resolvi escrever o especial abaixo e trazer pra vocês os 10 melhores videoclipes do pop que melhor retrataram um comeback de ouro para nossas tão perseguidas celebridades desesperadas por um pouco mais de privacidade. Vamos lá:

10. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Álbum: “I Look To You” / Ano: 2009 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: drogas e casamento conturbado.

Whitney Houston foi por muitos anos consagrada como uma das maiores vocalistas a ter pisado no planeta Terra, momento em que aproveitou da ocasião para dominar as décadas de 80 e 90 com seus sucessos esmagadores ao lado de Céline Dion e Mariah Carey. Dona de uma voz única e poderosa, foi com “I Will Always Love You” que chegou ao ápice de sua carreira, quebrando zilhões de recordes e se estabelecendo como uma diva contemporânea. Porém, como nem tudo é um mar de rosas, por volta de 2002 a vida da cantora passou a desandar de vez. Mergulhando de cabeça em manchetes escandalosas, o envolvimento com drogas e o conturbado casamento com o cantor Bobby Brown ofuscaram em muito o brilho de nossa estrela hollywoodiana.

Vivendo em uma luta interna, Whitney pôs um fim aos problemas e trouxe para seus fãs o inédito “I Look To You”, álbum produzido pelos maiores produtores da época (Stargate, Akon). Dando um pontapé no passado obscuro, foi com a faixa-título que a veterana decidiu voltar aos holofotes – uma balada romântica inspirada no gospel já conhecido de seus trabalhos anteriores. Linda e deslumbrante, ela aparece no maior clima de paz e amor em um lugar que nos remete ao tão sonhado paraíso celestial dos cristãos. Uma pena que Houston não mais se encontre entre nós, meros mortais, para nos abençoar com sua voz angelical, não concordam?


9. ON THE FLOOR – JENNIFER LOPEZ

Álbum: “Love?” / Ano: 2011 / Diretor: TAJ Stansberry / Comeback após: fracasso comercial do disco “Brave”.

“É uma nova geração” entoa JLo logo no início da música que mais dominou o ano de 2011. E não é que ela estava certa? Após o fracasso comercial de “Brave”, de 2007, três anos depois a morena assinou contrato com a gravadora “Island Def Jam” e apostou todas suas fichas em um novo começo para a sua carreira musical. De volta às paradas de sucesso e em evidência por sua atuação como jurada no “American Idol”, “On The Floor” foi o carro-chefe do disco “Love?”, que mais tarde marcaria a discografia da cantora como um de seus trabalhos melhor produzidos.

Acompanhada do rapper Pitbull, Jennifer já chegou mostrando ao que veio e desbancou qualquer cantora 20 anos mais jovem por conta de seu fenomenal corpo modelado. Vestindo dourado e diversas outras roupas sensuais, a norte-americana com descendência latina conquistou o mundo com o seu tão conhecido “la la la…”, repetindo a fórmula do sucesso anteriormente testada por Kylie Minogue em sua “Can’t Get You Out Of My Head”. Você já parou para pensar que os maiores sucessos que chegaram ao #1 e que sucederam o hit de Lopez mais se parecem com versões repaginadas de “On The Floor”? “Get on the floor, darling”.


8. CAROUSEL – VANESSA CARLTON

Álbum: “Rabbits On The Run” / Ano: 2011 / Diretor: Jake Davis / Comeback após: dois álbuns sem chamar a atenção do público.

Você sabia que Vanessa Carlton é muito mais que “A Thousand Miles”, certo? Liberando seu lado wicca no videoclipe de “Carousel”, o first single do disco “Rabbits On The Run”, a cantora flerta com a natureza e celebra a nova fase de sua carreira em alto estilo. Após seus dois últimos trabalhos não terem emplacado nenhum grande hit nas paradas de sucesso norte-americanas, Carlton retornou à indústria fonográfica em 2011 com o seu quarto disco de inéditas.

Inspirado nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”), este é o primeiro trabalho independente lançado por ela, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. Com produção de Steve Osborne, o álbum foi bem aceito pela crítica e chegou a receber 72 votos positivos de 100 do site “Metacritic”. “Carousel” é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. “A bondade é algo que você não precisa perseguir pois ela está seguindo você”.


7. BELIEVE – CHER

Álbum: “Believe” / Ano: 1999 / Diretor: Nigel Dick / Comeback após: anos sem um grande sucesso.

Não é a toa que Cher é denominada mundialmente como a “Deusa do Pop”. Com mais de 50 anos de carreira, a veterana é conhecida por ser um ícone da cultura pop, tendo uma trajetória de sucesso na música, no cinema e na televisão. Sendo a única artista a ter um #1 nas paradas da “Billboard” nas últimas 6 décadas, ela guarda em sua estante de prêmios vencidos no “Grammy”, “Oscar”, “Emmy”, “Globo de Ouro” e “Festival de Cannes”. Contudo, apesar de seus inúmeros hits em charts mundiais, a cantora enfrentou uma maré de azar após o lançamento de diversos discos que pouco venderam ou chamaram a atenção da crítica à época.

Lançando o maduro “It’s a Man’s World”, em 1995, que teve um bom desempenho no Reino Unido, o maior sucesso musical de Cher ainda estava por vir três anos mais tarde. “Believe”, comandado pelo single de mesmo nome, estourou no mundo e emplacou o trabalho como o mais bem sucedido de sua discografia. Sendo pioneira ao utilizar do autotune para modificar sua voz na música e deixá-la mais robótica, o single foi #1 em diversos países como França, Itália, EUA e Espanha. Presenciando um caso de amor que não deu certo na balada, a diva atua como uma mística entidade que coloca o pessoal pra dançar sob as luzes de neon, beneficiando-os com sua benção suprema. É a mãe Cher sendo a melhor no que é boa.


6. HUNG UP – MADONNA

Álbum: “Confessions On A Dancefloor” / Ano: 2005 / Diretor: Johan Renck / Comeback após: polêmica com o álbum “American Life”.

Que Madonna sempre foi uma artista polêmica isso nós já sabemos, mas, a norte-americana não poupou ninguém enquanto trabalhava no álbum “American Life”. Depois do chocante e realista videoclipe para a música de mesmo nome, Madge comprou uma briga sem tamanhos ao criticar duramente o governo estadunidense e a política implantada por décadas na “Terra do Tio Sam”. Não aprovando a atitude da loira, o público acabou não comprando tanto e o disco vendeu bem menos cópias que os antecessores “Ray Of Light” e “Music”. Mas, esse não seria o fim da “Rainha do Pop”.

Mais de dois anos depois é liberado “Confessions On A Dancefloor”, um dos trabalhos mais conceituais e épicos da cantora. Estreando no topo das tabelas musicais de diversos países, recebeu 80 de 100 pontos de aprovação do “Metacritic”, sendo o trabalho liderado pela fascinante “Hung Up”. Usando sample de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, do ABBA, a música é até hoje uma das mais populares da loira. Mostrando a ótima forma física em seus plenos 47 anos, a cantora dança em seu sensual collant rosa em tributo a John Travolta e seus filmes. Vale lembrar que o vídeo para “Sorry” foi gravado como uma continuação de “Hung Up”. Dando um show de coreografias bem executadas sem perder o fôlego, Madonna volta após anos para nos reafirmar que a idade só lhe fez bem para o corpo, a mente e a carreira.


5. IT’S LIKE THAT – MARIAH CAREY

Álbum: “The Emancipation Of Mimi” / Ano: 2005 / Diretor: Brett Ratner / Comeback após: fracasso de “Glitter”, médio desempenho de “Charmbracelet” e boatos de uma tentativa de suicídio.

Conhecida pelos quatro cantos do planeta como uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos, Mariah Carey quebrou inúmeros recordes e estabeleceu seu nome como um dos mais poderosos da indústria fonográfica. Vendendo milhões e milhões de álbuns ao longo dos anos, foi lá em 2001 que a diva acordou com o pé esquerdo e passou anos na penumbra após o fracasso comercial do filme “Glitter” e o desempenho mediano de álbum “Charmbracelet”. Alguns rumores apontam que o fracasso dos trabalhos atingiu tanto a cantora que Mariah chegou a cogitar o suicídio.

Dando uma animada nas coisas, a vocalista passou anos gravando seu próximo trabalho na companhia dos mais prestigiados produtores da black music (Jermaine Dupri, Darkchild, Kanye West), e liberou, em 2005, a obra-prima chamada “The Emancipation Of Mimi”. “It’s Like That”, o primeiro single do disco, cumpriu com o prometido e nos deu uma visão geral do que seria a nova fase de Carey. Linda, loira, magra, fabulosa e com a voz poderosa de sempre, MC é a anfitriã de uma festa de arromba regada a muito luxo, champagne e cassino. É Mariah nos apresentando seu novo alter ego, Mimi, com toda a classe de que tem direito e calando todos aqueles que um dia duvidaram de seu potencial para criar hits.


4. SPINNING AROUND – KYLIE MINOGUE

Álbum: “Light Years” / Ano: 2000 / Diretor: Dawn Shadforth / Comeback após: fracasso comercial do disco “Impossible Princess” e profunda depressão.

Kylie Minogue carrega consigo a fórmula do sucesso! Com quatro álbuns lançados pela “PWL” e um pela “Descontruction”, todos com altas vendas na Austrália e Reino Unido, principalmente – público alvo da cantora -, a australiana decidiu mudar de sonoridade e tomou rumos completamente opostos para o seu sexto disco de inéditas. Abraçando o indie rock, folk e trip hop, “Impossible Princess” chocou as pessoas na época de seu lançamento por sua obscuridade e foi renegado por muitos que não aceitaram a nova Kylie, tornando o álbum um fracasso comercial – na Austrália teve um desempenho razoavelmente bom.

Respirando novos ares e deixando uma profunda depressão de lado, Minogue retorna três anos mais tarde com o hino nº 1 “Spinning Around” levando todos de volta às pistas de dança. Estreando as famosas “hot pants” – acredite, a peça foi encontrada num brechó! -, a moça fez bonito ao gravar o que seria uma de suas músicas mais populares, agora sob o selo da “Parlophone”. Foi a partir do álbum “Light Years” que a cantora adotou a imagem de símbolo sexual e retornou ao topo das paradas musicais, consolidando-se como uma das vocalistas mais populares de sua geração.


3. BOYFRIEND – ASHLEE SIMPSON

Álbum: “I Am Me” / Ano: 2005 / Diretor: Marc Webb / Comeback após: humilhação em público com playback mal elaborado.

Irmã mais nova da também cantora e atriz Jessica Simpson, Ashlee estourou no verão de 2004 com o sucesso “Pieces Of Me”. Porém, o maior hit da cantora é também o causador de um dos maiores micos da história da televisão norte-americana. Após ter sido convidada para se apresentar no “Saturday Night Live”, Ashlee subiu ao palco para cantar “Autobiography” e, logo depois dos acordes iniciais, começou a rolar estúdio afora o vocal pré-gravado de “Pieces Of Me”. Acontece que, mesmo com problemas de saúde na voz, a cantora tentou levar a performance adiante, o que claramente não deu certo – o diagnóstico chegou a ser transmitido em diversos programas de TV na época, como o “60 Minutes”, da “CBS”.

Após a humilhação pública e o fim da era “Autobiography”, Simpson platina seus cabelos e faz um grande retorno com a empolgante “Boyfriend”. Atacando a ex-amiga Lindsay Lohan na letra do novo single – Lohan teria acusado Ashlee de roubar seu namorado à época, Wilmer Valderrama – a nova loira não poderia ter escolhido música melhor pra fazer o seu comeback. Apesar do enredo simples, “Boyfriend” tem o poder de captar a atenção de quem assiste ao clipe, já começando com a louca fuga policial que leva a um show particular num galpão velho e secreto. Com vocais fortes e uma batida alucinante, Ashlee Simpson nunca esteve tão provocativa e interessante, razão pela qual abre o nosso tão concorrido top 3.


2. YOUR BODY – CHRISTINA AGUILERA

Álbum: “Lotus” / Ano: 2012 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: fracasso do álbum “Bionic”, divórcio, perseguição da mídia, haters e corpo acima do peso.

Planejando o que seria o seu maior projeto musical, Christina Aguilera já flertava com a música eletrônica desde as faixas inéditas da coletânea “Keeps Gettin’ Better: A Decade Of Hits”. Planejando uma nova turnê mundial de verão, dois novos álbuns (um de inéditas e um de remixes), uma linha de produtos de beleza e até mesmo uma de joias (leia mais sobre), a loira discípula de Madonna viu seu mundo desabar após o fracasso do novo disco e o cancelamento e engavetamento de todos os outros trabalhos secundários. Foi então que ela lançou seu primeiro filme ao lado de Cher, “Burlesque”, e começou a ganhar peso enquanto seu casamento de mais de 5 anos chegava ao fim.

Rotulada como uma pessoa orgulhosa e egocêntrica, Aguilera passou por tudo isso em silêncio enquanto blogs da cultura pop a apedrejavam pelo flop de “Bionic” – a propósito, foi graças a Perez Hilton que o termo pegou e “manchou” a carreira brilhante de nossa loira. Dando um jeito de contar às pessoas tudo o que aconteceu em 2 anos, essa foi a tarefa que o próximo álbum da cantora, “Lotus”, tentou transmitir ao ouvinte por meio de letras profundamente pessoais: tudo o que a cantora sentiu e passou na época mais obscura de sua carreira.

Com o single debut “Your Body”, Christina abraçou seu novo corpo e não poupou recursos para agradar seus fãs na super produção de 2012. Uma serial killer divertida e exótica, a moça usa e abusa das perucas e roupas multicoloridas, sempre sendo sensualmente elegante. Vale destacar ainda um dos visuais que Aguilera usou em uma das cenas do clipe e que com certeza fez seus fighters ficarem loucos: as tranças que nos remetem à era “Stripped”. É a primeira vez em anos que vemos Xtina tão espontânea e criativa mostrando-nos seu poder vocal sem entediar ninguém. The one and only, there never will be another, Christina Aguilera, that’s how music should sound!


1. WOMANIZER – BRITNEY SPEARS

Álbum: “Circus” / Ano: 2008 / Diretor: Francis Lawrence / Comeback após: drogas, vida conturbada, humilhação no “VMA” de 2007, problemas judicais, perseguição da mídia e paparazzi.

Chegamos ao que eu considero a maior volta de um artista pop ao cenário musical e sim, a “cantora que não canta” é a grande merecedora do topo do nosso especial e vocês entenderão porquê. Britney sempre teve uma carreira de sucesso, lançando diversos álbuns em #1 na “Billboard” e singles que a consolidaram como uma das artistas mais influentes de todos os tempos. Porém, após o casamento nada feliz ao lado de Kevin Federline e o nascimento dos lindos Sean Preston e Jayden James, a vida particular da “Princesa do Pop” virou do avesso.

Lançando a “Bíblia do Pop”, vulgo “Blackout”, em 2007, o álbum agradou a crítica e o público, mas a performance de divulgação no “VMA” virou motivo de chacota. Acima do peso e usando uma peruca estranha pra cobrir o episódio no qual raspou todo o seu cabelo num momento de descontrole, a loira mais desejada dos EUA passou a ser a mais rejeitada do mundo. Perseguida por fotógrafos e pelos tabloides, a moça viu tudo desmoronar diante de seus olhos enquanto perdia a guarda de seus filhos para o ex-marido, K-Fed. Isso, é claro, sem mencionarmos o envolvimento com drogas pesadas e as noitadas desenfreadas ao lado de Paris Hilton e Lindsay Lohan.

Sob a curatela de seu pai, a estrela de “Crossroads” voltou ao estúdio após os eventos turbulentos e em 2008 libera “Circus”, seu mais novo disco de inéditas. Com a liderança de “Womanizer”, o novo trabalho foi um sucesso de vendas e deixou todos boquiabertos com o retorno da loira às paradas de sucesso. Conseguindo mais um #1 para a sua lista de singles que chegaram ao topo dos charts ianques (o último tinha sido “…Baby One More Time”, em 1999), Britney calou todos aqueles que um dia a chamaram de gorda fora de forma.

Brincando com diversos personagens, em “Womanizer” ela se torna uma dona de casa e motorista loira, uma secretária morena e uma garçonete ruiva, repetindo o feito de “Toxic”, quatro anos antes. Já começando no quente cenário da sauna, a cantora aparece nua deitada numa posição estratégica e o clipe rola no maior climão de sensualidade e comédia – detalhe ainda para a intro mara idêntica à de “Stronger”. Agora você realmente quer um pedaço dela, não é?