Nasce a voz de uma nova geração! Conheça a fantástica Jess Glynne

Em plena segunda metade de 2015, não nos resta mais nenhuma dúvida de que o Reino Unido é mesmo um dos berços artísticos mais privilegiados da atualidade e que, está constantemente nos surpreendendo com os seus milhares de novos artistas que transbordam talento para além das ilhas britânicas. Correndo atrás de seus próprios sonhos e tentando uma grande chance no universo dos ricos e famosos, é com muito trabalho duro e dedicação que estes novatos almejam alcançar todas as glórias e conquistas disponibilizadas pelo tão desejado show business. E, não poderia ser diferente no meio musical, onde muita gente tem se destacado nos últimos anos e abocanhado milhares de prêmios super concorridos por pessoas do mundo todo.

Seja pelo sucesso esmagador das Spice Girls nos anos 90, a desenvoltura grandiosa das Girls Aloud nos anos 2000, os vocais insanos de Amy Winehouse na última década ou o atual império construído por Adele, Ed Sheeran e o One Direction, nós certamente passaríamos horas e mais horas destacando aqui grandes artistas provenientes da “Terra da Rainha” e que ganharam o mundo quase que instantaneamente. Seguindo os passos destes gigantes da indústria, foi timidamente que a inglesa Jess Glynne surgiu logo no início de 2014 como artista convidada de Clean Bandit e Route 94 e não parou mais de impactar os amantes da música pop, eletrônica e R&B.

Tanto o é que a combinação de instrumentos musicais com a mistura dos gêneros clássico e contemporâneo de “Rather Be” foi muito bem recebida pelo público e não demorou muito para se tornar um hit memorável tanto para Glynne quanto para o Clean Bandit. Merecidamente, a colaboração entre os artistas rendeu a ambos uma vitória no “Grammy” deste ano na categoria “Melhor Gravação Dance”, além de atingir o topo das paradas de sucesso do Reino Unido e a posição de nº #10 da “Billboard” norte-americana. Sem muitos esforços, um mês depois foi a vez da parceria com o Route 94 atingir o mesmo feito anteriormente alcançado por “Rather Be” e dominar o #1 lugar dos charts britânicos. “My Love”, que foi inspirada no euro-dance dos anos 90, debutou logo na primeira colocação e marcou o segundo #1 da inglesa em seu país de origem.

Deixando claro que nasceu para ser uma hitmaker e que não se contenta com pouco, no prazo de quase cinco meses Jess mostrou ao que veio e, sem qualquer dificuldade, emplacou mais três músicas entre as mais sucedidas do “UK Singles Chart” (“Hold My Hand”, “Not Letting Go” com o Tinie Tempah e “Don’t Be So Hard on Yourself”). Quebrando o recorde que anteriormente pertencia à ex-Girl Aloud Cheryl Cole, “Don’t Be So Hard on Yourself” trouxe à Glynne o título de a segunda artista feminina solo britânica a possuir 5 músicas no topo das paradas de sucesso do Reino Unido. Incrível, não é? Não para Jess Glynne.

Se liga só nessa playlist que traz os maiores sucessos da cantora com algumas apresentações ao vivo de tirar o fôlego!

Concentrando suas energias no trabalho como solista e fazendo a sua estreia no mercado da música, 21 de agosto de 2015 foi a data escolhida pela moça de apenas 25 anos para o lançamento de “I Cry When I Laugh”, o primeiro disco de sua carreira. Lançado sob o selo e a divulgação da “Atlantic Records” (a mesma gravadora de Bruno Mars e Coldplay), o disco foi um sucesso de aceitação pelo público britânico e estreou logo em #1 no “UK Albums Chart”, com vendas que giram em torno das 60 mil cópias apenas na primeira semana.

Contando atualmente com quatro singles lançados entre julho de 2014 e agosto deste ano e, que não demoraram muito para figurar dentro do top 10 do Reino Unido – “Right Here” (#6), “Real Love” com o Clean Bandit (#2), “Hold My Hand” (#1) e “Don’t Be So Hard on Yourself” (#1) –, “I Cry When I Laugh” foi impulsionado no mês passado por todo o território estadunidense com a chamada “Ain’t Got Far to Go Tour”. A turnê, que já possui datas agendadas no site oficial da cantora até o ano seguinte, deverá percorrer Londres, Glasgow e Manchester até o dia 26 de fevereiro de 2016.

Glynne, que é uma verdadeira defensora dos direitos LGBT, já revelou em uma recente entrevista ter namorado tanto com homens quanto com mulheres, e acrescenta não gostar nada do tão corriqueiro esquema de rótulos imposto pela sociedade. Afirmando não saber o que quer no momento, a musicista apenas constata que “gosta de ver onde isso a leva”. O relacionamento com a moça (a sua primeira paixão por alguém do mesmo sexo), porém, não terminou muito bem e culminou na separação do casal (quando a garota terminou com Jess por telefone assim que a cantora conseguiu assinar com a sua gravadora). Inspirando as canções “Don’t Be So Hard on Yourself” e “Take Me Home”, Glynne disse que o namoro “quebrou totalmente seu coração” e a deixou “em um lugar bem escuro”.

Inovando o cenário eletrônico mainstream e nadando contra a maré de cantores que resolvem recorrer ao uso de ferramentas mal vistas como o autotune e o playback, Glynne demonstra em suas apresentações ao vivo que não possui qualquer insegurança para extravasar que seu talento é mesmo autêntico. Com um timbre de voz inesquecível que nos lembra a exuberante rouquidão de Adele somada aos preciosos graves de Whitney Houston, Jess possui aquele tão desejado poderio vocal que fez Christina Aguilera ser conhecida como “a garotinha branca com o vozeirão de uma mulher negra”.

Todavia, já se dizia nas histórias em quadrinhos do “Homem-Aranha” que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, e a vocalista teve de sentir isso na própria pele para descobrir as consequências de se ter um talento tão incomum. Semanas antes do lançamento de “I Cry When I Laugh”, a ruiva precisou ser submetida a uma cirurgia para retirada de um pólipo nas cordas vocais que estava lhe causando graves complicações. A doença, que pode ser adquirida pelo uso excessivo da voz e causar sérias hemorragias, foi tratada pelo mesmo médico que cuidou de Sam Smith no começo deste ano, quando o cantor teve algo parecido e precisou se afastar por um espaço de tempo das apresentações em shows e eventos.

Provando que a música eletrônica não precisa distorcer a voz de um cantor realmente talentoso para se criar um hit memorável e digno de nossos aplausos, Jess é a mais nova aposta da música britânica e que tem tudo para dominar o mundo com o seu imensurável talento. Dona de uma personalidade marcante e de uma desenvoltura sem tamanhos, é inimaginável o que o futuro nos reserva e o que a Srtª Glynne nos proporcionará em suas próximas idas e voltas dos estúdios de gravação. Encantando os seus ouvintes com um talento do qual ninguém se discute, a cantora surge em plena década atual nos fazendo lembrar das eternas divas do jazz e do soul que muito fizeram sucesso no século passado. É, nos realmente estávamos necessitados de alguém que viesse para revolucionar o cenário da música contemporânea, não é mesmo?

Obrigado ao Vitor Hugo por inspirar esta publicação nos indicando a cantora e o seu trabalho extraordinário.

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