5/7: Os meus 72 discos favoritos – URBAN CONCEITUAL

6. Urban Conceitual

Em meio a tanta novidade musical, de meados 2012 pra cá não se fala em outra coisa que não seja o tão popular urban conceitual (saiba mais aqui). Quer você queira ou não, não há como negar a influência desse “movimento” na cultura pop que ajudamos a construir; e é exatamente por isso que estou abordando o assunto seriamente, não apenas como a piada que circula em praticamente todas as redes sociais.

Contudo, infelizmente o buraco é mais embaixo e, como poderia acontecer com qualquer outro estilo musical, acaba por existir aqui o que eu chamo pseudo-urban: aquele seleto grupo de profissionais que sem qualquer pudor reveste suas músicas com uma produção porca e pouco criativa, e dessa forma resolve pegar carona no que tem tocado nas rádios do momento (em poucas palavras: liberam mais do menos).

Foi pensando exatamente nisso que dediquei o nosso 5º bloco dos meus 72 discos favoritos ao que eu chamo de “o verdadeiro URBAN CONCEITUAL”. Abaixo, vocês podem conferir 9 títulos musicais que com certeza representam esse gênero – e não surgiram apenas como uma tentativa de capturar o seu tão suado dinheiro reproduzindo músicas mal produzidas, mal compostas e que nunca deveriam ter saído dos estúdios de gravação. Prontos?


01. The Emancipation Of Mimi41. THE EMANCIPATION OF MIMI

Gravadora: The Island Def Jam Music Group, 2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” e “Say Somethin’”;

Não deixe de ouvir também: “Stay The Night”, “To The Floor”, “Fly Like a Bird” e “Sprung”.

Vocês podem não acreditar, mas, antes de Mariah Carey ser esse mulherão que todos conhecemos e adquirir a fama de diva nível hard que poucos toleram, a bela moça seguiu por anos na indústria sob a imagem de uma menina meiga, tímida e até um pouco inocente, mas sempre muito bem sucedida. Contudo, é claro que muita água rolou de lá pra cá e, assim como na vida de qualquer pessoa, as vacas magras chegaram para deixar Carey num status totalmente crítico – não apenas profissional como também pessoal. Dando um tapa na poeira e deixando a tristeza de lado, foi em “The Emancipation Of Mimi” que a loira chamou alguns de seus mais conceituados BFFs da indústria (Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg, Twista) para elaborar o que seria o renascimento de sua vida como cantora e figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até a divulgação de “We Belong Together”, a balada responsável por trazer seu nome de volta aos holofotes e cravar um ponto culminante em sua carreira: será outra música capaz de ultrapassar a grandeza deste hino inquestionável? “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single “Don’t Forget About Us”.


02. B'Day42. B’DAY – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2006;

Singles: “Déjà Vu”, “Ring The Alarm”, “Irreplaceable”, “Beautiful Liar”, “Amor Gitano”, “Get Me Bodied” e “Green Light”;

Não deixe de ouvir também: “Upgrade U”, “Flaws and All”, “Freakum Dress” e “World Wide Woman”.

Representando constantemente a personificação da mulher ideal forte e independente, Queen B não parece ter tido medo algum de defender seus ideais através do trabalho desenvolvido nas profundas produções de “B’Day”, seu 2º disco solo. Seja ostentando tudo em “Upgrade U” ou fazendo a louca no terreiro de “Déjà Vu”, não há como negar que Bey é uma mulher que merece não apenas o nosso respeito por sua visibilidade pública, mas também por seu intangível talento sobre-humano. Eu admito que os vocais da cantora neste álbum não são os mais agradáveis já gravados, soando por vezes muito estridentes e pouco recomendáveis para nossos ouvidos – principalmente se você gostar de ouvir música muito alta -, mas é indiscutível o quão brilhante foi a abordagem feita pelo “B’Day”, seja em sua versão standard, seja em sua versão platinum. Misteriosamente, os instrumentais bem colocados em cada faixa encaixam como uma luva na sensualidade característica de sua intérprete que jamais falha ao proporcionar o que de melhor sabe fazer. Não é nenhuma novidade que Beyoncé se supera a cada material liberado, não é mesmo?


03. Stripped43. STRIPPED – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2002;

Singles: “Dirrty”, “Beautiful”, “Fighter”, “Can’t Hold Us Down” e “The Voice Within”;

Não deixe de ouvir também: “Stripped Intro/Stripped Pt. 2”, “Soar”, “Get Mine, Get Yours” e “I’m OK”.

Seguindo os passos da “Rainha do Pop” Madonna, eu ouso afirmar que reinvenção é a palavra que melhor consegue definir o imprevisível caminho de Christina Aguilera em sua carreira tão consagrada. Indo do blues e jazz para a música eletrônica e pop, foi com o álbum “Stripped”, seu 4º de inéditas, que a nossa baixinha revestiu-se sob a pele do alter-ego Xtina para divulgação e promoção de sua era mais pessoal. Como um pequeno diário recheado de segredos sombrios que ninguém poderia desconfiar, o disco se abre para o ouvinte do começo ao fim sem perder a sua impressionante carga emocional. Para isso, Christina adotou à época uma imagem mais sexualizada daquela responsável por posicioná-la no topo dos charts com o debut “Christina Aguilera”, de 1999 (muito parecida com a Miley Cyrus que temos hoje em dia). Demais diferenças à parte, já naqueles tempos Aguilera era primorosa com seus talentos natos de composição e desenvoltura vocal, sempre agindo como uma ponte capaz de nos conectar às dores sofridas em seu tão conturbado passado. Treze primaveras se passaram do lançamento de “Stripped”, mas, é realmente chocante o quão atual e realista ele ainda consegue soar sem forçar nenhum pouco a barra – não é a toa que “Can’t Hold Us Down” consegue ser, em dias atuais, uma respeitável referência para as feministas de plantão.


04. In The Zone44. IN THE ZONE – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2003;

Singles: “Me Against The Music”, “Toxic”, “Everytime” e “Outrageous”;

Não deixe de ouvir também: “Showdown”, “Breathe On Me”, “Touch Of My Hand” e “The Answer”.

Quem achou que Britney Spears não tinha mais o que amadurecer após o lançamento do autointitulado “Britney”, de 2001 (e que inclusive ocupou nossa posição #14 em LIGHTS ON), com certeza acabou se surpreendendo quando “In The Zone” viu o luz do dia lá no finzinho de 2003. Destruindo qualquer vestígio do rótulo de garotinha virgem recebido no começo de sua carreira, o 4º álbum de estúdio da loira veio para dizer a todos que a velha Britney não mais habitava aquele corpinho saradíssimo objeto de desejo de qualquer homem em sua sã consciência. Focalizando seu trabalho junto ao público adulto, “Zone” foi o grande 1º álbum da cantora compromissado a nos apresentar uma Britney dona de seu próprio nariz. Trabalhando pesado no hip-hop, R&B e na house music, o disco é o mais próximo que tivemos do tão prometido “urban conceitual” de “Britney Jean” que todos ouviram falar mas ninguém chegou a presenciar. Uma dançarina nata, nem preciso dizer que as melhores coreografias elaboradas pela “Princesinha do Pop” foram realizadas durante a promoção deste disco, okay? Assista essa de “I (Got That) Boom Boom” e tire suas próprias conclusões.


06. Departure45. DEPARTURE – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”;

Não deixe de ouvir também: “Rock You”, “Freaky”, “Crash & Burn” e “In My Veins”.

Após “Right Where You Want Me” (posição #39 em TEEN SPIRIT) não emplacar nenhum hit significativo nas paradas de sucesso de 2006, JMac decidiu tomar o exemplo de sua conterrânea Hilary Duff antes de liberar para o público seu próximo material de inéditas. Eu digo isso porque “Departure”, assim como “Dignity” (Duff), apareceu não só para dividir a carreira de Jesse McCartney, mas também para introduzi-lo de vez na “Billboard Hot 100”, a relação das 100 músicas mais populares nos EUA. Lembrando em muito o astro da música pop e ex-NSYNC Justin Timberlake, é completamente visível a ânsia que McCartney possuía de desprender-se do passado de bom moço e trazer para as pessoas um lado mais amadurecido. Redirecionando sua própria imagem criativa para um caminho mais alternativo, o álbum refletiu em muito na sonoridade seguida pelo cantor em seus projetos posteriores: “In Technicolor”, de 2014, e o engavetado “Have It All”, de 2011. Uma curiosidade interessante é que 1 ano depois da liberação de “Departure” houve o seu relançamento no denominado “Departure: Recharged”, o qual continha 5 novas músicas tão boas como as da versão standard incluindo o single “Body Language”.


05. Good Girl Gone Bad46. GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, 2008;

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”;

Não deixe de ouvir também: “Push Up On Me”, “Sell Me Candy”, “Lemme Get That” e “Good Girl Gone Bad”.

“Good Girl Gone Bad” foi o disco responsável não só por trazer os mega hits “Umbrella” e “Don’t Stop The Music”, mas também por dar à Rihanna o pontapé inicial que lhe faltava para alcançar o topo do estrelato. Para você ter uma ideia, de 2008 pra cá a barbadiana conseguiu emplacar 9 músicas no #1 na “Billboard Hot 100”, vender milhões de cópias de seus discos nos EUA e no mundo e, de quebra, ainda consolidar uma carreira no mundo da moda como modelo de diversas campanhas publicitárias de gigantes como a Armani. Fazendo um paralelo de começo da carreira até o presente momento, é inacreditável o quanto Riri cresceu pelos quatro cantos da Terra em tão pouco tempo. Foi trabalhando com os gênios Timbaland, Stargate e Ne-Yo que a voz do hit “Diamonds” conseguiu fixar-se atualmente como uma das cantoras mais prestigiadas pelo público, passando a dominar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. É claro que tudo isso é acompanhado das costumeiras polêmicas envolvendo sua linguagem e comportamento inadequados, deixando por vezes os mais conservadores de cabelos em pé – mas, o que é um grande artista sem as pequenas polêmicas? Vale mencionar, por fim, que “Good Girl Gone Bad” foi relançado na versão “Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, uma colaboração com a banda Maroon 5.


07. Brave47. BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records, 2007;

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Não deixe de ouvir também: “Forever”, “Mile In These Shoes”, “Wrong When You’re Gone” e “Brave”.

Em um mundo tão pequeno capaz de abrigar grandes vocalistas como Celine Dion, Christina Aguilera e Whitney Houston, muito se questiona as verdadeiras habilidades vocais dos cantores que têm feito grande sucesso na atualidade. E, não poderia ser diferente com Jennifer Lopez, que desde a última década passou por poucas e boas numa rivalidade bem intensa envolvendo a sua colega de “American Idol” Mariah Carey e uma possível sample usada no single “I’m Real”. Como não era de se esperar, alguns fãs mais exaltados acabaram por subjulgar JLo numa categoria inferior a de outras musicistas que estouraram ainda nos anos 90 e a qual realmente não pertence. Eu digo isso porque, antes de se render ao mainstream pouco interessante que hoje em dia acabou por ser a essência de seus trabalhos musicais, Lopez já havia liberado grandes álbuns de estúdio como “This Is Me…Then” e “Rebirth”. Porém, foi somente com “Brave”, o 6º de sua discografia, que as coisas tomaram um rumo bem intimista, criativo e digno de ser lembrado não apenas por seus fãs mais fiéis, mas por qualquer um que realmente curte a black music. Misturando pop com R&B e dance, “Brave” é até os dias de hoje, ao meu ver, o disco mais consistente de sua carreira tão promissora.


08. E=MC248. E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records, 2008;

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “Stay In Love”;

Não deixe de ouvir também: “Migrate”, “Side Effects”, “I’m That Chick” e “For The Record”.

Quem realmente curtiu o retorno de Mariah lá em 2005 com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” definitivamente precisa conhecer “E=MC²”. O álbum, como seu próprio nome diz (E=MC² – Emancipation = Mariah Carey 2) vem com o propósito de trazer ao público a 2ª parte do fantástico trabalho desenvolvido por Carey poucos anos antes, quando dominou o globo com o hino “We Belong Together”. Guiado pelo carro-chefe “Touch My Body”, também #1 na “Billboard Hot 100”, Mimi mais uma vez resolveu caprichar em seus dotes vocais ao entregar-nos esta joia rara da música contemporânea. O legal deste disco é que, diferente de grande parte de todo o catálogo já liberado por Mariah em sua vida, “E=MC²” ainda é capaz de nos fazer viajar no tempo sem perder a graça de sua instrumentalidade monstruosa. Com seus batidões de 1ª categoria e a já conhecida participação de feras da indústria (desta vez T-Pain e Da Brat), Carey não se contentou com pouco e chamou para abrir o disco, com chave de ouro, o conceituadíssimo Danja na pegajosa “Migrate”.


09. I Look To You49. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Gravadora: Arista Records, 2009;

Singles: “I Look To You” e “Million Dollar Bill”;

Não deixe de ouvir também: “Nothin’ But Love”, “Call You Tonight”, “For The Lovers” e “Salute”.

Whitney Houston dispensa apresentações! Dona da voz mais conhecida da História – duvido que uma alma viva ou morta desconheça “I Will Always Love You” -, Houston consolidou-se nas décadas de 80 e 90 numa carreira prestigiada e recheada de problemas envolvendo o uso de drogas entre outras irregularides. Falecendo jovem e nos deixando com apenas 7 maravilhosos discos de inéditas, devo dizer que, ao meu ver, o destaque de sua discografia fica mesmo com “I Look To You”, o último e mais moderno trabalho lançado em vida, lá em 2009. Contendo os singles “I Look To You”  e “Million Dollar Bill”, o disco teve pouco impacto nas paradas de sucesso norte-americanas, mas definitivamente marcou em muito todos aqueles que chegaram a conhecê-lo. É visível, nesta produção, a transformação vocal sofrida por Houston ao longo dos anos (saiba mais acessando este link do Vocal Pop), mas nem por isso o álbum perder o brilho merecedor de qualquer obra assinada pela cantora. A mulher era tão foda que, mesmo se levarmos em conta o seu descuido com a voz – principalmente nos anos 2000, quando era casada com Bobby Brown -, “I Look To You” se mostra, muito de longe, o melhor álbum de R&B liberado por uma veterana de sua geração.


Mal posso esperar para lhes apresentar ALTERNATIVE & VINTAGE, o penúltimo bloco dos meus 72 discos favoritos.

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4/7: Os meus 72 discos favoritos – TEEN SPIRIT

5. Teen Spirit

Depois de sobreviver às 3 primeiras partes deste último especial que tenho encabeçado aqui no blog (você pode lê-las aqui), jamais imaginei que conseguiria arranjar tanta paciência para continuar trazendo para vocês um pouco de tudo aquilo que tanto gosto no mercado musical. Eu sempre fui muito minucioso em cada publicação que preparo e publico por aqui, e confesso que acaba não sendo muito animadora a pressão de escrever algo interessante em tão pouco tempo – já que tenho liberado cada bloco semanalmente.

No fim das contas, eu não sei se alguém tem acompanhado ou não essa mini jornada pelos meus arquivos pessoais, mas admito que materializar esse universo abstrato tem me trazido boas recordações de tempos que não voltam mais. É com esse pequeno discurso nada motivacional que Deixando o falatório de lado, vamos falar agora sobre TEEN SPIRIT, o 4º bloco dos meus 72 discos favoritos que traz para vocês 11 obras musicais planejadas e distribuídas quando alguns de meus músicos favoritos de anos atrás ainda davam os seus passos iniciais em suas carreiras tão precoces.

E para começar…


01. Hannah Montana 2 - Meet Miley Cyrus30. HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records / Hollywood Records, 2007;

Singles: “Nobody’s Perfect” / “See You Again” e “Start All Over”;

Não deixe de ouvir também: “Old Blue Jeans” e “One In A Million” / “East Northumberland High” e “Clear”.

…Miley Cyrus é Hannah Montana sim senhores (ou costumava há 5 longos anos)! Foi com a 2ª e maravilhosa trilha sonora de um dos seriados mais badalados já criados pelo “Disney Channel” que a jovem filha de Billy Ray Cyrus teve a grande oportunidade de estrear o seu 1º material desvinculado da peruca loira que a fez tão famosa. Isso porque o pessoal por trás da imagem pública do programa teve a brilhante ideia de liberar a aguardadíssima próxima soundtrack nos mesmos moldes que a série era levada para as televisões de milhares de crianças do mundo. Até porque se na TV as crianças tinham Hannah Montana e Miley Stewart por que não incluir dois discos no próximo lançamento do programa contendo músicas não só da Hannah como também da Miley? Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o disco que trazia 10 novas músicas da popstar adolescente mais famosa do mundo das telinhas com mais 10 músicas de sua prodígio intérprete. Convenhamos que comprar um e levar dois é uma ideia que a agrada qualquer um, não é mesmo? Você poderia a qualquer hora se cansar da loira e partir pra morena ou vice-e-versa (okay, não tive segundas intenções ao pensar nisso).


02. Here We Go Again31. HERE WE GO AGAIN – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Here We Go Again” e “Remember December”;

Não deixe de ouvir também: “U Got Nothin’ On Me”, “Got Dynamite”, “World Of Chances” e “Everything You’re Not”.

Não faz muito tempo que me aproveitei da ocasião para rasgar elogios a este álbum em uma publicação exclusiva de nossa Srtª Devonne (saiba do que estou falando clicando aqui), e não seria agora que perderia a chance de voltar a falar deste trabalho que tanto respeito. Eu sei que Demi não estava na melhor fase de sua vida quando da gravação e divulgação de “Here We Go Again”, seu 2º material de inéditas, mas isso não diminui a grande admiração que sinto por cada música aqui retratada. Por mais que os problemas alimentares e a automutilição tenham afetado em muito a voz da cantora durante 2009 e 2010 (procure pelas performances de “Remember December” realizadas nessa época), é realmente muito estimulante saber que uma iniciante no mundo da música possa desenvolver uma visão artística tão fascinante como a abordada nesta obra do pop clássico/retro-chic. É Demi dando o melhor de si em um disco que pouco chama a atenção de quem o ouve despercebidamente, mas muito berra pela busca de sua própria identidade.


03. Sparks Fly32. SPARKS FLY – MIRANDA COSGROVE

Gravadora: Columbia Records, 2010;

Singles: “Kissin U”;

Não deixe de ouvir também: “Shakespeare”, “Oh Oh”, “Brand New You” e “Adored”.

Como atriz devo dizer que Miranda Cosgrove nunca me chamou muito a atenção, mas tive uma surpresa gritante quando conheci seu trajeto pela carreira como cantora. Não que ela tenha os poderosos agudos de Ariana Grande ou o grave profundo de Miley Cyrus, mas é surpreendente o tão comercial a voz de Miranda pode soar entre a atual leva de cantoras que pouco inovam e muito se deixam levar pelo mainstream – sem saber exatamente o que estão fazendo. Naturalmente talentosa e agradável, Cosgrove soa como uma promessa de artista que tem muito a nos apresentar, desde que, é claro, que faça algumas escolhas sábias e bem pensadas. Engana-se você de achar que a morena não sabe o que está fazendo quando pega um microfone e sobe no palco ou corre pro estúdio de gravação pra trabalhar suas habilidades musicais: “Sparks Fly” acumula trabalhos co-escritos com gênios da indústria como Avril Lavigne (“Daydream”), Kesha (“Disgusting”) e Max Martin (“Oh Oh”). Cadê a senhorita trabalhando na voz e nesse próximo álbum, hein mulher? Como bem definiria a sempre sincera Narcisa Tamborindeguy: para de gravar série e lança música pros gays, PROS GAYS (me exaltei, desculpem)!!!


04. Harry Potter and the Philosopher's Stone Soundtrack33. HARRY POTTER AND THE PHILOSOPHER’S STONE (SOUNDTRACK) – JOHN WILLIAMS

Gravadora: Atlantic Records, 2001;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Harry’s Wondrous World”, “Christmas at Hogwarts“, “The Face of Voldemort” e “Hedwig’s Theme”.

Quando cheguei a considerar a entrada de uma trilha sonora de um grande clássico dos cinemas para este especial, pensei comigo “por que não?”, e sem hesitar, inclui “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (“Sorcerer’s Stone”, nos EUA) na categoria que melhor representasse minha adorada infância. Para vocês terem uma ideia, eu passei anos e anos da minha vida lendo as bíblias escritas pela mestra J.K. Rowling e, mais tarde, me deliciando com as suas adaptações cinematográficas sempre com o costumeiro frio na barriga de um primeiro encontro. Foram 8 longa-metragens que, cada um ao seu tempo, me tocaram com suas profundas soundtracks; todavia, devo lhes confessar que nenhuma marcou tanto como “A Pedra Filosofal”. Não sei como dizer, mas, é como se John Williams conseguisse capturar exatamente o que o livro tenta passar ao seu leitor de uma forma sobrenaturalmente mágica, digno do próprio mundo único criado por Rowling. É impossível ser um potterhead e não se emocionar com o trabalho desenvolvido por Williams nos 3 primeiros filmes da série, especialmente no 1º deles! Vem matar a saudade comigo.


05. Breakout34. BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly On The Wall”;

Não deixe de ouvir também: “Breakout”, “Girs Just Wanna Have Fun”, “Bottom Of The Ocean” e “Simple Song”.

Acho que ninguém por aqui deve saber, mas antes de escrever neste blog, eu já tive um outro no qual publicava notícias sobre a cultura pop diariamente. O nome? The Breakout. Claro que hoje em dia o título soa completamente descompassado e fora de mão para o jovem adulto de 22 anos que me tornei, mas, à época, foi de grande valia para o papel de adolescente reprimido que interpretei durante anos da minha vida. Voltando para 2015, olho para trás e vejo o quão importante e fundamental o 2º disco solo de Miley Cyrus foi na colaboração de quem eu me tornei hoje e do que eu considero bom ou não neste meio musical. Não mais um fã da ex-intérprete de Hannah Montana, é com muito orgulho que digo a vocês que eu me sinto agraciado por ter acompanhado a pequena Miley em sua era de ouro, quando os tempos eram outros e muita coisa ainda mantinha-se “diferente” dos rumos tomados atualmente. Num tempo que não volta mais, fica aqui a minha pequena homenagem para uma voz que por diversas vezes me guiou por momentos complicados em que não havia nada além de isolamento e uma densa neblina acinzentada. PS: como não fiz nenhuma observação musical acerca deste trabalho, me limitarei apenas em dizer que das 12 faixas brilhantes que o compõem, 2 são regravações de outros artistas: “Girls Just Want To Have Fun” da Cyndi Lauper e “Four Walls” de Cheyenne Kimball.


06. Fight or Flight35. FIGHT OR FLIGHT – EMILY OSMENT

Gravadora: Wind-Up Records, 2010;

Singles: “Let’s Be Friends” e “Lovesick”;

Não deixe de ouvir também: “Get Yer Yah Yah’s Out”, “Marisol”, “Double Talk” e “Gotta Believe In Something”.

Quem se surpreendeu com as batidas supereletrônicas que moveram o universo pop entre os anos de 2011 a 2013 pode não saber, mas “Fight Or Flight”, o debut album de Emily Osment, já trabalhava em cima dessa temática muito antes do eletropop se estabilizar como mainstream. Deixando de lado qualquer resquício da garota inocente que conhecemos no 1º extended play de Osment, “All The Right Wrongs”, “Fight Or Flight” segue dando continuidade à precoce carreira como musicista que Emily desenvolveu na reta final da série “Hannah Montana” – na qual interpretava a melhor amiga de Miley Stewart, Lilly Truscott. Desprendendo-se do rótulo de Disney girl recebido por todas as garotas que já trabalharam na fábrica do Mickey Mouse, o álbum chegou a receber grande divulgação aqui no Brasil, ocasião em que a cantora e atriz participou de programas como “Altas Horas” e “Programa da Eliana”. Deixando de lado toda a timidez e pressão que qualquer artista iniciante apresenta em suas primeiras performances ao vivo, a loira mostrou grande coragem ao não fazer uso do playback enquanto entoava algumas de suas músicas mais populares, como a animada “Let’s Be Friends”.


07. Don't Forget36. DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”;

Não deixe de ouvir também: “Trainwreck”, “Gonna Get Caught”, “Believe In Me” e “Back Around”.

Muito antes de estourar com “Give Your Heart a Break”, “Heart Attack” ou “Really Don’t Care”, assim como todo e qualquer artista, Demi Lovato precisou passar por uma fase probatória no início de sua carreira logo após estrelar “Camp Rock” – filme em que atuou ao lado dos Jonas Brothers. E para nossa sorte (ou não), “Don’t Forget”, nome do álbum que deu o pontapé inicial para a sua visibilidade como uma artista independente, foi e continua sendo um dos melhores trabalhos já desenvolvidos pela cantora. Totalmente despretensioso e naturalmente cativante, Demi acertou a mão enquanto gravava em estúdio o que seria o primeiro de muitos discos bem produzidos (mas talvez menos originais que este aqui). A sonoridade, é claro, não é tão madura como a trabalhada em “Here We Go Again” ou em grande parte do “Unbroken”, mas para quem curte as habilidades vocais de Lovato este álbum é uma ótima pedida. Talvez a maior vocalista de sua geração, “Don’t Forget” imortalizou a grande estreia de quem hoje é uma das mulheres mais comentadas no mundo das redes sociais – quem nunca usou a expressão “você não sabe pelo o que ela passou” que atire a primeira pedra.


08. Hannah Montana 337. HANNAH MONTANA 3 – HANNAH MONTANA

Gravadora: Walt Disney Records, 2009;

Singles: “Supergirl”;

Não deixe de ouvir também: “Let’s Do This”, “Just A Girl”, “Don’t Wanna Be Torn” e “Let’s Get Crazy”.

Não que Miley Cyrus seja uma artista desinteressante de se acompanhar em pleno 1º semestre de 2015, mas devo confessar a vocês o tão inimaginável é a saudade que eu sinto dos velhos tempos (okay, sei que isso já tá ficando chato). Ainda vivendo sob o controle daqueles que a fizeram uma estrela internacional, 2009 foi provavelmente um dos anos de maior esgotamento para a tão indomável usuária da peruca loira mais cobiçada do mundo televisivo. Para você ter uma ideia, num único ano Cyrus teve de se preparar para a promoção e divulgação da 3ª temporada de Hannah Montana, para a estreia de “Hannah Montana: O Filme” e ainda de encabeçar a liberação de seu 1º EP como Miley Cyrus, o “The Time Of Our Lives” (que trouxe o hit esmagador “Party In The U.S.A.”). E mesmo não demonstrando muito contentamento com os rumos que sua vida seguia, Miley foi capaz de nos presentear com o que seria a trilha sonora mais coesa (de todas as 4 liberadas) da série que estrelou por tanto tempo. Sendo equilibrada ora por uma faixa mais alto astral, ora por uma faixa mais intimista – provavelmente uma tentativa de capturar dois públicos diferentes -, os vocais da cantora nunca estiveram tão fortes e poderosos em toda sua lista discográfica. Duvida? Então confere essas apresentações super intimistas de “Just a Girl” e “Mixed Up”.


09. Kiss & Tell38. KISS & TELL – SELENA GOMEZ & THE SCENE

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Tell Me Something I Don’t Know”, “Falling Down” e “Naturally”;

Não deixe de ouvir também: “Kiss & Tell”, “More”, “As A Blonde” e “I Don’t Miss You At All”.

Eu realmente não consigo entender a perseguição que as pessoas gostam de liderar contra Selena Gomez – e se engana quem acredita que isso começou há pouco tempo. Desde que me entendo por gente, musicalmente falando (e quando digo isso me refiro de 2007 adiante), sempre existiu uma certa pré-disposição de taxar a cantora como “sem talento” e demais terminologias que dispensarei meus leitores de lerem aqui no blog. Obviamente, quando falamos de Selena Gomez não estamos nos referindo a alguém que esteja no patamar vocal de Celine Dion ou Whitney Houston em seus melhores dias, mas isso não é justificativa para desmerecer o talento nato que Gomez possui desde sua estreia musical com “Kiss & Tell” e a banda The Scene. Exemplo disso, ao meu ver, foi a música escolhida para 3º single do álbum, “Naturally”, denominada pela “Billboard” como “um suculento, instantâneo e memorável gancho vocal”. Seguindo a linha de Avril Lavigne em “The Best Damn Thing” e Kelly Clarkson em “Breakaway” em seu primeiro disco na Selena Gomez & The Scene, Selena nos prova a cada lançamento musical que não é “apenas mais uma” em meio a tantos artistas que muito dizem e pouco produzem nesse confuso atual mercado fonográfico.


10. Right Where You Want Me39. RIGHT WHERE YOU WANT ME – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2006;

Singles: “Right Where You Want Me” e “Just So You Know”;

Não deixe de ouvir também: “Anybody”, “Just Go”, “Daddy’s Little Girl” e “Gone”.

Depois de encantar milhares de garotas pelo mundo inteiro com as maravilhosas “Beautiful Soul” e “She’s No You” (músicas retiradas de seu 1º álbum de estúdio), foi com este disco que Jesse McCartney resolveu fazer o comeback do hiato de 2 anos tirado dos estúdios de gravação para divulgação do seu debut album. Não muito diferente do pop produzido no disco anterior, o que diferencia o primeiro álbum do “Right Where You Want Me” é que este, diferente do outro, não apresenta um ponto fraco sequer. Muito bem amarrado, cada faixa de “Want Me” se encaixa na temática tentada por JMac de amadurecimento da própria imagem sem cair na perigosa armadilha da mesmice. Em outras palavras: este é aquele álbum que você vai ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa por achá-la desinteressante demais. Compondo 14 das 15 faixas, este é outro ponto visível em sua carreira que definitivamente foi fundamental para moldar a figura de príncipe encantado perdido na Idade Contemporânea que somente foi reutilizada anos mais tarde pelos meninos do Jonas Brothers (e talvez também pela banda abaixo enumerada).


11. Midnight Memories40. MIDNIGHT MEMORIES – ONE DIRECTION

Gravadora: Columbia Records, 2013;

Singles: “Best Song Ever”, “Story Of My Life”, “Midnight Memories” e “You And I”;

Não deixe de ouvir também: “Diana”, “Strong”, “Right Now” e “Something Great”.

Confesso que, assim como metade de toda a população da Terra, eu também tive por muito tempo uma ideia pré-concebida a respeito dos meninos do One Direction, me recusando esporadicamente a ouvir suas músicas ou assistir seus clipes. Todavia, foi somente depois de dar uma chance para “Midnight Memories” que resolvi abrir um pouco a minha mente e tentar entender o que era esse fenômeno que movia a vida de 11 a cada 10 garotas que se enquadram na faixa etária dos 15 anos. Não há como negar que as músicas de Harry Styles, Liam Payne, Niall Horan e Louis Tomlinson (sdds Zayn Malik) têm certa tendência para seguir um estilo musical mais infantilizado, contudo, em “Memories” isso claramente foi amenizado em relação aos discos posteriores. Nesse sentido surge “You And I”, poderosa balada entoada pelos meninos e que nos dá uma ideia de como seria um álbum da banda a ser lançado daqui 10 anos. Assim como os Beatles dominaram o coração de milhões de pessoas há tantas décadas passadas, o One Direction faz isso em tempos atuais. Não que o 1D seja tão grandioso como Paul McCartney, John Lennon e seus amigos multipopulares, mas, o que há de errado em se cultuar uma boa boyband em pleno século XXI?


O próximo bloco, URBAN CONCEITUAL, já começou a ser trabalhado e, SÉRIO, você PRECISA ver o que eu tenho planejado pra ele. Aguarde as cenas dos próximos capítulos…

As 15 melhores coisas que aconteceram no mundo da música em 2014 (até agora)

Uma retrospectiva musical e “alternativa” do que de melhor aconteceu durante o ano.

O ano está quase chegando ao fim e junto com ele encerramos mais um período movimentado no mundo da música pop. Muitos álbuns foram lançados, muitos videoclipes bombaram no YouTube e diversos singles lideraram as tabelas musicais de todo o planeta – alguns chegando a passar semanas no topo da “Billboard Hot 100”, a parada estadunidense mais importante.

As maiores e mais influentes rádios provavelmente reproduziram “Happy” e “Fancy” no repeat por meses; isso sem mencionarmos as estrondosas “All About That Bass” e “Chandelier” que permanecem até hoje na lista das 100+ dos EUA. E como não é de se estranhar, Os DJs não perdem tempo e já começaram a liberar aos poucos os conhecidos mashups de fim de ano – vídeos que repassam os maiores sucessos dos últimos 12 meses numa versão remixada e unificada. Você pode, inclusive, conferir um deles aqui.

Como não sou muito diferente dos outros blogs e sites que aproveitam o momento pra fazer retrospectivas, depois de muito pensar e analisar, resolvi trazer pra vocês os 15 melhores momentos do ano que em minha opinião superaram qualquer hit nº 1 dos charts musicais. Para isso, resolvi deixar totalmente de lado o mainstream e tentei focar principalmente na música, que para mim seria o único caminho justo. Vale lembrar que deixei de mencionar grandes artistas que assim como os listados abaixo também mereciam uma menção nessa publicação, mas que por forças superioras não entraram no texto.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa:

JANEIRO

1º/01 – Lady Gaga e Christina Aguilera se juntam para colaboração de ouro:

Após a circulação de inúmeros boatos envolvendo uma suposta rivalidade entre Christina e Gaga que bombardearam a internet em meados de 2008 e prosseguiram até 2013, nossas duas loiras resolveram colocar um ponto final e comemorar o Ano Novo com a divulgação de um remix oficial para o single “Do What U Want”, do álbum “ARTPOP”.

A nova gravação, na verdade, nada mais foi que a versão de estúdio para a épica performance realizada na final da 5ª temporada do “The Voice”, no qual Aguilera atua como mentora. Os vocais de R. Kelly, que está presente na versão oficial, foram totalmente substituídos pelos da “Voz da Geração” e a música ganhou novos versos exclusivos de Christina.

A apresentação conjunta não só serviu para selar a paz entre little monsters e fighters mas também entrou pra história da indústria fonográfica – convenhamos, a última vez que perdemos o fôlego desse jeito foi quando a mesma Christina se juntou à Britney Spears, Madonna e Missy Elliott pra uma performance bombástica de “Like a Virgin” e “Hollywood” no “Video Music Awards” de 2003. A batalha acabou!


– Britney Spears deixa de corpo mole e resolve “dançar até o corpo doer”:

Foi com o lançamento de “Britney Jean”, seu 8º álbum de estúdio, que nossa “Miss. American Dream” anunciou uma residência de shows em Las Vegas iniciada em dezembro de 2013. Coreografando seus maiores sucessos e três das novas músicas (“Work Bitch”, “Perfume” e por vezes “Alien”), a divulgação em cima da residência foi pesada, ganhando inclusive um documentário transmitido pelo canal “E!”, o “I Am Britney Jean”.

Deixando todo o esquema mecânico apresentado na “Femme Fatale Tour” – que apesar de linda foi pouco surpreendente – Britney tem apresentado movimentos muito bem elaborados e extraordinariamente criativos jamais vistos em anos, talvez por exceção da grandiosa “The Onyx Hotel Tour”, de 2004. Ainda mais em forma que na última turnê, a “Princesa do Pop” adquiriu um novo gás para prosseguir com o seu show e parece mais feliz do que nunca.

O sucesso da residência foi tão grande que as apresentações foram estendidas até setembro de 2015. Você não pode deixar de assistir esse vídeo que reproduz a mais nova fase da cantora e dançarina.


FEVEREIRO

04/02 – Jennifer Lopez volta às suas raízes com o single “Same Girl”:

Depois do fracasso comercial do disco “Brave”, de 2007 – que diga-se de passagem, é um dos melhores de sua discografia -, JLo passou anos gravando seu sucessor, resolvendo então investir numa nova sonoridade. Foi com isso que nasceu “Love?”, de 2011, guiado pelo destruidor hit “On The Floor”, em parceria com o rapper Pitbull. Daí em diante, Lopez adentrou cada vez mais na música eletrônica, fórmula essa repetida nos hits “Dance Again” e “Live It Up”.

Porém, se você acompanha a carreira musical da norte-americana desde o seu início, sabe que muita coisa mudou de 1999 pra cá. Em “Same Girl” podemos ver aquela mesma Jennifer que conhecemos em “On The 6” e mais tarde se transformou na mulher de “J.Lo”, “This Is Me… Then” e “Rebirth”. Além da batida poderosa e dos vocais fortes, o single promocional faz jus às origens da cantora – que fez questão de gravar o videoclipe pra faixa junto aos moradores de Castle Hill, bairro do condado do Bronx (Nova Iorque), aonde nasceu.

Liricamente, a música faz referências ao single “Jenny From The Block”, de 2002, o que torna a música ainda mais pessoal para a veterana e claro, seus fãs mais fieis. Boa, JLo!


MARÇO

14/03 – Kylie Minogue investe em nova sonoridade mainstream sem perder a essência:

Julho de 2011: com quatro singles extraídos de seu 11º disco de inéditas, “Aphrodite”, Kylie Minogue acabava de percorrer o mundo com sua bem sucedida “Aphrodite Les Folies Tour” e encerrava mais uma era dourada em sua carreira de ouro. Após o lançamento de mais um álbum muito bem recedido pela crítica e pelos fãs, muito se esperou do disco sucessor, fato esse que gerou uma expectativa sem tamanhos nos seguidores (e haters) da australiana.

Após quatro anos de espera, surge o extravasante carro-chefe “Into The Blue” governando “Kiss Me Once”, o novo material inédito. Acompanhado de uma enxurrada de críticas por parte de sua própria fã-base, as pessoas que ouviram o álbum foram tão surpreendidas que dois grupos se formaram após o seu lançamento: as que o aprovaram e as que o renegaram. Tudo, é claro, devido a ousadia de Kylie pela procura de novos horizontes junto ao público norte-americano – visto que sua carreira até então teve maior destaque na Europa e Austrália.

A verdade é que nenhum disco é gravado com o intuito de prosseguir ou superar o anterior, e nessa onda de criticar o trabalho alheio, muito se fala e pouco se analisa cautelosamente. São dois álbuns diferentes com temáticas diferentes, e apesar do morno desempenho comercial, “Kiss Me Once” é mais um trabalho que veio para consolidar a imagem profissional da cantora e nos mostrar que até sendo mainstream, Kylie Minogue jamais deixará de ser Kylie Minogue.


ABRIL


MAIO

03/05 – A versão acústica e não oficial de “PRISM” consegue ser superior à oficial:

Você já pensou em ouvir “Roar”, “Dark Horse”, “Walking on Air” e “Legendary Lovers” numa versão totalmente repaginada e acústica? Com o projeto independente do “Katy Perry Brasil” isso não só foi possível como também caiu de pára-quedas entre todos aqueles que duvidavam do talento vocal de Perry. Sem qualquer fim comercial ou ligação com a “Capitol Records”, o especial foi elaborado conjuntamente com o “Country Club Martini Crew” e levou incríveis 5 meses para ser finalizado.

Seguindo o sucesso do “Teenage Dream”, “PRISM” foi um dos discos mais vendidos do ano e manteve o nome da cantora em enfoque desde o seu lançamento até agora, enquanto roda o planeta com a “Prismatic World Tour” – que, diga-se de passagem, foi muito bem elogiada por diversos sites norte-americanos.

O legal do projeto é que, diferente da versão original que parece se dividir em duas partes – uma mais comercial e a outra pessoal – o “PRISM: Acoustic Sessions” tem a fascinante capacidade de entreter o ouvinte com sua tracklist intimamente bem colocada e magicamente amarrada. É boa música produzida por quem entende de boa música: os próprios fãs. Oficializa isso logo e chama esse pessoal pra trabalhar com você, Katy!


14/05 – Jacquie Lee libera o seu first single, a emocional “Broken Ones”:

Participando da 5ª temporada do “The Voice” e levando pra casa a 2ª colocação, Lee tem apenas 17 anos mas não vê problema nenhum em ser a mais nova aposta entre as jovens cantoras de sua geração, tendo tudo para construir um futuro promissor no ramo musical. Lembrando muito a sua mentora do reality show, Christina Aguilera, Jacquie é dona de uma voz poderosa pra sua idade, outro ponto em comum com a “Voz da Geração”- que também tinha apenas 17 quando gravou a música “Reflection” para a trilha sonora do filme “Mulan”.

A parceria entre as vocalistas é tamanha que, na noite da grande final do “The Voice” e em uma performance eletrizante, elas chegaram a cantar juntas a canção “We Remain” no palco do programa. É claro que todos que assistiram a apresentação se emocionaram muito, né?

“Broken Ones”, o primeiro single da garota, está incluído num EP de mesmo nome com outras quatro faixas, incluindo um cover para “Girls Just Want To Have Fun”, sucesso de Cyndi Lauper. Com uma letra arrepiante, Jacquie mostra em seu single debut que não é necessário chegar ao 1º lugar pra ser uma grande vitoriosa. “Às vezes somos deixados para trás, sentindo como se fôssemos os únicos. Mas, nós nascemos para tentar, somos apenas humanos”.


23/05 – Após 5 anos, Mariah Carey “para de se esconder” e libera novo material:

Lançado em 2009, “Memoirs Of An Imperfect Angel” foi o último disco de inéditas (sem contarmos o natalino “Merry Christmas II You”) liberado pela cantora. Conseguindo um desempenho razoável após os singles “Obsessed” e “I Want To Know What Love Is”, várias foram as tentativas de comeback feitas por Mariah, todas até então frustradas.

Provavelmente cansada de esperar pelo melhor momento, é retirado do forno o fresquinho “Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse”. Com diversas colaborações especiais, o novo trabalho de Mimi difere em muito de seu antecessor, seguindo mais a linha do memorável “E=MC²”. Recheado de momentos pessoais (“Cry.”, “The Art Of Letting Go”), o álbum alcança pontos grandiosos (“Thirsty”, “You Don’t Know What To Do”, “Meteorite”) e ainda flerta com sonoridades da nova geração (“Money $ * / …”, “Dedicated”), introduzindo a maior cantora da década de 90 na década atual.

Para promover tudo isso e ainda relembrar seus maiores hits, Carey tem viajado o globo com a “The Elusive Chanteuse Show”: uma demonstração de que, apesar dos anos marcarem presença em sua vida, consegue muito bem dar conta do recado como ninguém. Como Mary J. Blige deixa claro na nova versão de “It’s a Wrap”: “Porque você é melhor do que tudo isso. Você é Mariah Carey, se lembra?”


JUNHO


JULHO / AGOSTO

22/07 – Jesse McCartney funda sua própria gravadora e lança álbum independente:

Com três álbuns lançados, todos sob o selo da “Hollywood Records”, McCartney viu o que seria o seu quarto disco de inéditas cair na internet por completo, mesmo após receber uma significativa divulgação. Com o single “Shake” já liberado, o que seria o início da era “Have It All” mal começou e terminou com um hiatos inesperado.

Passados dois anos, o cantor se desvinculou da antiga gravadora e liberou o EP “In Technicolor (Part I)”, que mais tarde se mostraria uma pequena prévia do próximo disco de Jesse, “In Technicolor”. Agora na “Eight0Eight Records”, de sua propriedade, a voz de “Superbad” experimenta uma nova fase na carreira, que neste ano completou 10 anos em setembro passado. Um bom tempinho, né? Um ponto interessante que observei há pouco tempo é que cada vez mais o cantor parece tomar as rédeas de sua própria carreira e imagem, sendo um dos poucos a ter total controle do que faz ou deixa de fazer – acho que muita coisa mudaria pra melhor se todos tentassem mais um pouco disso.

Muito mais R&B que pop, não é novidade que o antigo garoto de “Beautiful Soul” cresceu e se tornou um homem notavelmente superestimado – isso nós notamos logo em 2008, com o aclamado “Departure”. Basta saber se ele continuará nos surpreendendo com seu trabalho de qualidade ou se renderá ao fluxo musical que tantos artistas têm seguido de um tempo pra cá. Aqui você pode conferir um pouquinho mais sobre a carreira de Jesse McCartney.


29/07 • 12/08 – O retorno refrescante de Hilary Duff à música:

Seis anos se passaram desde “Reach Out”, o último single liberado por Hilary e que integrou a coletânea “Best Of Hilary Duff”, de 2008. De lá pra cá, a cantora e atriz estrelou diversos filmes, escreveu uma trilogia de livros e ainda teve tempo pra ser mamãe.

Sem uma data prevista para o lançamento de seu quinto álbum de inéditas, Duff surpreendeu seus fãs em 2014 com a liberação de duas novas músicas: “Chasing The Sun” e “All About You”, que provavelmente farão parte do novo trabalho. Fora da “Hollywood Records”, a loira agora divide a mesma gravadora com Britney Spears, Christina Aguilera, Kelly Clarkson e P!nk, a “RCA Records”.

Voltando às origens do álbum “Metamorphosis”, de 2003, que a deixou famosa pelos singles “So Yesterday” e “Come Clean”, Hilary parece ter deixado de lado sua fase dance-pop vivida em “Dignity” e tem caminhado em busca de uma sonoridade mais descontraída – bem semelhante ao folk-pop de Colbie Caillat, que a propósito, compôs “Chasing The Sun” ao lado do mestre Toby Gad (“If I Were a Boy”, de Beyoncé) e Jason Reeves (“Bubbly”, da mesma Colbie). O que será que vem pela frente? Você pode saber um pouco mais sobre a carreira de Hilary Duff conferindo nosso especial.


SETEMBRO

19/09 – Lady Gaga cumpre o prometido e lança disco de jazz em parceria com Tony Bennett:

Fascinado pela performance de Gaga com a música “Orange Colored Sky” num evento de gala realizado em Nova Iorque, há 3 anos, Bennett não se conteve e chamou a Mother Monster para fazer parte de seu próximo álbum, “Duets II”. Foi depois de gravar o clássico “The Lady Is A Tramp” que a dupla teve a brilhante ideia de unificar suas vozes num disco conjunto totalmente focado no jazz, área até então pouco explorada pela cantora pop em sua discografia.

Em “Cheek To Cheek”, o 5º álbum da cantora e o 57º do cantor, encontramos a perfeita sincronia formada pelos artistas, ora intercalando o cavalheirismo de Tony com a extravagância vocal de Stefani Germanotta. Deixando de lado todo e qualquer artifício visual, Lady Gaga nos apresenta uma faceta até então desconhecida pela maioria das pessoas. Com um talento nato para a música jazz, a voz da cantora nunca soou tão suave e poderosa como neste novo trabalho. Mais uma prova de que, quando se entrega de corpo e alma, Gaga supera todas as barreiras do possível e eleva seu nome na história da música. “Ela pode ser a rainha que está dentro dela, essa é a chance de se libertar e ser corajosa, vocês vão ver”.


OUTUBRO

17/10 – O segundo álbum solo de Nicole Scherzinger é uma delícia:

Todos tivermos o prazer de conhecer Nicole em 2003 quando o grupo The Pussycat Dolls estourou pelo mundo com diversos hits como “Don’t Cha” e “Jai Ho!”. Porém, após problemas internos entre as integrantes do PCD e o fim da união, em 2010, Scherzinger resolveu adentrar em carreira solo e um ano depois lançou seu primeiro disco, “Killer Love”. Sem a atenção do mercado norte-americano, o álbum foi encerrado pela turnê “The Killer Love Tour” e a cantora voltou para o “The X Factor UK”, aonde trabalhou como jurada.

De volta ao presente, foi há quase dois meses que a havaiana disponibilizou seu segundo disco de inéditas, intitulado “Big Fat Lie”. Com a viciante “Your Love”, o álbum já começa super alto astral, passando pela brilhante parceria com T.I. em “Electric Blue” e chegando no terceiro single, “On The Rocks”. Como segundo single, foi escolhida a música “Run”, triste balada que transborda todo o poder vocal da morena. “Big Fat Lie” permanece bem estruturado em todas as suas faixas, sendo um dos trabalhos mais coesos liberados no ano – destaque ainda para “Girl With a Diamond Heart” e “Heartbreaker”. Porque não basta cantar bem, amigos, precisa verdadeiramente ser urban conceitual.


29/10 – Leighton Meester libera seu disco debut e surpreende a todos:

Cinco anos depois do lançamento de seu primeiro single, “Somebody To Love”, uma parceria com o cantor Robin Thicke, finalmente é liberado o primeiro álbum da cantora e atriz conhecida por viver Blair Waldorf na série “Gossip Girl”. Seguindo um rumo completamente diferente do começo de sua carreira musical, Leighton não poupou esforços e qualidade em seu material de estreia, o disco “Heartstrings”.

Nesse sentido, vale reforçar aqui algo que disse há pouco mais de duas semanas e que ainda está de pé: é realmente memorável a atitude tomada pela novata, provavelmente a mais corajosa entre seus colegas músicos nesses últimos anos. Concordemos: não é qualquer um que resolve bater de frente com o mainstream e se sobressair tão bem.

Mais do que memorável, a jovem artista mostra-se como uma última esperança nessa indústria que a cada dia mais decepciona e desestimula seus integrantes a seguirem um caminho mais pessoal e fora do “porto seguro”. Você confere a matéria completa sobre a carreira de Leighton e o álbum “Heartstrings” acessando este link.


NOVEMBRO

06/11 – Selena Gomez abre seu coração em “The Heart Wants What it Wants”:

Foi ao lado da banda The Scene que Selena Gomez fez a sua estreia no cenário musical. Porém, de 2009 pra cá, muita coisa aconteceu na vida da ex-estrela da “Disney”. Quatro discos foram lançados (três ao lado do The Scene e um solo), muitos filmes foram gravados, o programa infantil estrelado pela morena chegou ao seu fim e, é claro, o namoro com Justin Bieber começou, teve os seus altos e baixos e hoje ninguém exatamente sabe em que pé parou.

Comemorando os cinco anos de sua trajetória junto à sucedida carreira com a música, Gomez resolveu presentear seus fãs e liberou neste ano a coletânea “For You” contendo seus maiores sucessos e mais três faixas inéditas. Contudo, a grande novidade do novo projeto fica por conta do novo single da cantora, “The Heart Wants What It Wants”. Já começando com uma intro devastadora, o videoclipe da música combinado com sua letra soam como o profundo desabafo de uma garota que teve seu coração estilhaçado sabe-se lá quantas vezes.

Deixando de lado o dance-pop reinante do “Stars Dance”, a vulnerabilidade da cantora com a música foi destaque na última edição do “American Music Awards”, quando Gomez subiu ao palco para uma apresentação intimista da canção. Selena nunca teve a voz de Demi ou a desenvoltura de Miley, mas, seu amadurecimento é algo que deve ser notado e ovacionado. Ponto pra ela!


10/11 – Taylor Swift brinca de bad girl em “Blank Space”:

Depois de ouvir o mais novo álbum de Taylor Swift por completo, o “1989”, tive a certeza de que “Blank Space” era uma das músicas mais fortes a se candidatarem para um futuro single de sucesso. E pelo visto a cantora teve o mesmo pensamento! Deixando o country de lado e investindo pesado no pop, Swift quase quebrou o recorde de álbum feminino com o maior número de vendas na semana de estreia. Vendendo 1,287 milhão de cópias logo no início de novembro, esse é o terceiro disco da loira a ultrapassar 1 milhão de cópias nos primeiros 7 dias de lançamento, sendo a única cantora a atingir tal feito.

“Space”, que encontra-se atualmente na #1 posição da “Billboard Hot 100”, brinca com os rumores levantados pelos tabloides de que Taylor seria uma namorada possessiva. Ela não nega a fama de namoradeira, mas deixa claro “que os garotos só querem o amor quando vem com a tortura, então não diga que não foi avisado”.

O videoclipe, dirigido por Joseph Kahn, é definitivamente um dos mais ousados e envolventes já gravados pela moça – acentuando ainda mais seu lado atriz que pudemos observar no longa “Idas e Vindas do Amor”. Vai me dizer que você não achou genial a ideia de colocar quadros de ex-namorados  da voz de “Red” espalhados pelo cenário? A química entre Taylor e o modelo que interpretou seu par romântico, Sean O’Pry, é de tirar o fôlego, principalmente em razão das cenas que retrataram os ataques histéricos da jovem. Mas, voltando à vida real, fica aqui a pergunta que não quer calar: qual será a próxima vítima de Swift?


28/11 – Madonna conta um pouco mais de sua vida em “Rebel Heart”, música vazada na web:

Admito que quando fiquei sabendo que Madonna esteve trabalhando com Diplo e Avicii para as faixas de seu próximo álbum de inéditas, por um leve momento cheguei a acreditar que um “MDNA” 2.0 poderia ser liberado em breve. Sem desmerecer o último lançamento de Madge, claro, que assim como qualquer outro teve seus pontos altos e baixos, mas é indubitável o “descontentamento” de grande parte dos fãs por conta do caminho seguindo pela veterana. Sem um grande e pesado hit ao nível de “Music”, “Hung Up” ou “4 Minutes”, a divulgação do CD, à época, pouco chamou a atenção daqueles que acompanharam as novidades musicais que bombaram há dois anos.

Agora trabalhando em seu 13º disco, as informações acerca do novo projeto têm sido guardadas debaixo de 7 chaves, sabendo-se apenas a confirmação de um produtor aqui e outro ali. Claro, tudo estava sendo protegido como segredo de Estado… até o vazamento de duas novas músicas: “Wash All Over Me” “Rebel Heart”. O destaque, porém, fica por conta dessa última. Recordando em muito o passado brilhante da loira, a canção soa como uma deliciosa fusão de “Ray Of Light” com “Don’t Tell Me”.

Seguindo a vibe de “Wake Me Up”, mega sucesso do Avicii,  os vocais de Madonna nunca soaram, em anos, tão leves e descontraídos. De volta às pistas de dança e com o que poderia ser um grande single em potencial, tudo que nos resta é esperar pelo próximo álbum da “Rainha do Pop” e curvar-nos (ou não) à nova era que se aproxima cada vez mais. PS: você NÃO pode deixar de conferir a letra/tradução.

Foi um ano bem movimentado, não acham? Quais serão os mistérios que nos aguardam para o próximo ano que começará em menos de 19 dias? Algum palpite?

Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás

O universo musical, assim como o da literatura e o do cinema, está passando por constantes alterações, e isso quem diz não sou eu, mas a própria História. Assim como o ser humano, tudo ao nosso redor modifica, evolui e ultrapassa certos limites que até então imaginávamos inquebráveis. Não poderia ser diferente com a música pop, o gênero mais cobiçado dos últimos tempos.

Porém, o que encontramos em dias atuais, infelizmente, talvez seja um pouco desapontante. Salvo algumas exceções raríssimas, os artistas atuais, principalmente os da nova geração, têm procurado uma certa generalidade que não coincide com o que bombava há 10 anos em rádios de todos os países. Talvez pela insegurança do sucesso, mais e mais vezes somos “atacados” por álbuns de conteúdo duvidoso e que pouco mostram originalidade (talvez se retirarmos um carro-chefe ou um single qualquer).

Nesse sentido, selecionei abaixo 10 dos melhores álbuns lançados há 10 anos e que continuam fazendo a cabeça de muita gente. Deixo claro, desde já, que elaborei esta publicação me baseando única e exclusivamente em meu gosto musical. Reafirmo humildemente: não sou técnico musical, apenas um grande admirador de música pop.

Vamos lá?!


10. GREATEST HITS: MY PREROGATIVE

Artista: Britney Spears

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 08/11/2004

Singles: “(I’ve Just Begun) Having My Fun”, “My Prerogative”, “Do Somethin’”

Considerações: Tudo bem, eu sei que ao dizer que relacionaria os 10 melhores álbuns de 2004, você provavelmente pensou em discos de faixas inéditas, porém, essa coletânea é capaz de quebrar as regras de qualquer jogo. “Greatest Hits: My Prerogative” é tão deliciosa que tem o incrível poder de abrir uma fenda no tempo e nos sugar para o fantástico mundo comandado por Britney Spears. As inéditas incluem três novas músicas produzidas pela dupla Bloodshy & Avant, sendo uma delas um cover do cantor de R&B Bobby Brown. Hinos como “I’m a Slave 4 U” e “Toxic” juntamente com as faixas inéditas nos revelam que aquela pequena garota nascida na Louisiana veio para construir um legado e se tornar a maior estrela pop de todos os tempos, sendo uma fiel seguidora dos passos de Madonna e Michael Jackson.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 255 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “My Prerogative”.


09. HARMONIUM

Artista: Vanessa Carlton

Gravadora: A&M Records

Lançamento: 21/10/2004

Singles: “White Houses”

Considerações: “Making my way downtown, walking fast, faces passed and I’m home bound”! A dona de uma das músicas mais conhecidas dos anos 2000 – “A Thousand Miles” (o tema do filme “As Branquelas”, lembra?) – não poderia fazer feio com o lançamento de seu segundo disco, “Harmonium”, trazendo o first (and only) single “White Houses”. Com baixas vendas, o álbum marcou a saída da cantora de sua até então atual gravadora, a “A&M Records”. Completamente trabalhado em cima do já conhecido “piano pop/rock” apresentado por Carlton, o segundo trabalho da norte-americana traz um considerável amadurecimento profissional com letras mais intimistas e convidativas. Podemos destacar entre as canções do disco a faixa “Annie”, escrita pela cantora e dedicada a uma fã com leucemia: “Eu daria meus ossos para você ter mais alguns anos, oh Annie. Mais para você viver do que para tentar sobreviver, oh Annie”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #33 na “Billboard 200” com vendas de 36 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “White Houses”.


08. REBELDE

Artista: RBD

Gravadora: EMI Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Rebelde”, “Solo Quédate En Silencio”, “Sálvame”, “Un Poco De Tu Amor”

Considerações: Talvez o maior sucesso musical mexicano apenas atrás da cantora Thalía, o RBD foi a banda formada entre os anos de 2004 a 2009 por meio da telenovela “Rebelde”. Integrado por Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christian Chávez, Christopher von Uckermann e Alfonso Herrera, o primeiro disco da banda foi totalmente inspirado no programa de TV estrelado pelo sexteto, atuando como trilha sonora para o mesmo. Vale dizer, ainda, que o sucesso do grupo foi tão grande aqui no Brasil que o disco chegou a ser relançado e regravado, com 7 das músicas originais cantadas totalmente em português, recebendo o título “Rebelde (Edição Brasil)” Os dois próximos discos da banda, “Nuestro Amor” e “Celestial”, também receberam versões “abrasileiradas”, repetindo o mesmo sucesso adquirido pelo primeiro.

Paradas musicais: O álbum estreou em #95 na “Billboard 200”, e estima-se que tenha vendido 400 mil cópias até hoje nos EUA.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Solo Quédate En Silencio”.


07. LOVE. ANGEL. MUSIC. BABY

Artista: Gwen Stefani

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 12/11/2004

Singles: “What You Waiting For?”, “Rich Girl”, “Hollaback Girl”, “Cool”, “Luxurious”, “Crash”

Considerações: Já há 18 anos como membro do No Doubt, foi em 2004 que Gwen Stefani decidiu aproveitar o hiatos da banda para investir em sua carreira solo. Se influenciado na disco, electropop, new wave, R&B, hip-hop e dance-rock nos anos 80, a loira apresentou para o público um trabalho completamente original e diferente do que as pessoas estavam acostumadas a ouvir há 10 anos. Vestindo roupas fashionistas e gravando um som psicodélico, o visual de Stefani muito lembrava, para à época, o que Lady Gaga adotou em meados de 2008/2009. Como Alice No País das Maravilhas, Stefani investiu em sua carreira solo criando batidas modernas que remetia o ouvinte a outras dimensões, deixando o pop muito mais interessante. Destaque para o mega hit “Hollaback Girl”, composta por Gwen ao lado de Chad Hugo e Pharrel Williams, produzida pelos últimos (The Neptunes).

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “Billboard 200” com vendas de 309 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Hollaback Girl”.


06. BEAUTIFUL SOUL

Artista: Jesse McCartney

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 28/09/2004

Singles: “Beautiful Soul”, “She’s No You”, “Get Your Shine On”, “Because You Live”

Considerações: O único artista masculino solo a entrar em nossa lista não poderia ser outro senão Jesse McCartney, e não digo isso por ser meu cantor favorito. O moço mal havia saído da boyband Dream Steet, em 2002, quando deu início a sua carreira musical como solista, lançando em 2003 o EP “JMac”. Porém, foi com seu debut que conseguiu chamar a atenção do público e provar que não era apenas um rostinho bonito entre a multidão de novos artistas. Com suas baladas românticas, foi durante anos a opção número 1 de 9 a cada 10 garotas apaixonadas por seus ídolos teen, até se aprofundar no R&B e quebrar sua imagem de “bom moço” com a estreia de “Departure”, em 2007. “Beautiful Soul”, como o próprio nome sugere, nos traz um lado mais emocional e honesto de McCartney, embalando o ouvinte com seu pop-rock tradicional da década passada.

Paradas musicais: O álbum estreou em #15 na “Billboard 200”, e estima-se que o disco tenha vendido cerca de 1,8 milhão de cópias a nível mundial.

Ouça: e assista ao videoclipe de “She’s No You”.


05. AUTOBIOGRAPHY

Artista: Ashlee Simpson

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 20/07/2004

Singles: “Pieces Of Me”, “Shadow”, “La La”

Considerações: Antes de engravidar e dar a luz a seu primeiro filho, Bronx, Ashlee Simpson era uma cantora regularmente frequente no cenário musical. Com três álbuns em sua discografia, foi com o single “Pieces Of Me” que a morena estabeleceu entre as paradas de sucesso uma das músicas mais tocadas da década passada, sendo eleita por muitos a “Música do Verão”. Amparada pelo seu programa de TV “The Ashlee Simpson Show”, da MTV, a emissora mostrou aos fãs da jovem o processo de criação e gravação do disco, o que rendeu uma alta audiência e atraiu os holofotes para Simpson. Destaca-se no álbum a faixa “Shadow”, música que Ashlee compôs em seus 15/16 anos e desabafou sobre o quão difícil foi encontrar sua própria identidade e viver na sombra de sua irmã famosa, a também cantora Jessica Simpson. “Autobiography” é o álbum mais denso de Ashlee, que aproveitou a oportunidade para criar uma harmônica ligação de seus sentimentos adolescentes com sua voz rasgada e uma intensa batida pop-rock.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 398 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Pieces Of Me”.


04. HILARY DUFF

Artista: Hilary Duff

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 15/09/2004

Singles: “Fly”, “Someone’s Watching Over You”

Considerações: Após a liberação e pesada divulgação do disco “Metamorphosis”, Hilary Duff precisava urgentemente de novo material para manter a atenção do público. Algo que mostrasse sua evolução como ser humano, mas que não chocasse as pessoas que acompanhavam sua carreira. Foi a partir daí que nasceu “Hilary Duff”, tido por muitos como o seu álbum mais pessoal, sonoramente falando. Já introduzido pelo carro-chefe “Fly”, a música fala por si só, se tornando de imediato um hino de superação para milhares de jovens e adultos hoje 10 anos mais velhos. “Hilary Duff”, assim como qualquer disco pop, tem seus pontos altos e baixos, mas destaca-se pela melancolia intensa presente em faixas como “Weird”, “The Getaway” e “Shine”. Porém, também possui o seu lado positivo, este representado por “Jericho” e “I Am”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 192 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Fly”.


03. SPEAK

Artista: Lindsay Lohan

Gravadora: Casablanca Records

Lançamento: 07/12/2004

Singles: “Rumors”, “Over”, “First”

Considerações: O nosso top 3 é iniciado por ninguém mais, ninguém menos que Lindsay Lohan, a mais conhecida bad girl hollywoodiana da atualidade. Com “Speak”, seu primeiro trabalho musical sério, a norte-americana mostrou ao mundo que, além de seu talento nato para a representação, também foi beneficiada com uma voz poderosa e altamente limpa. O primeiro single, “Rumors”, mal foi lançado e chegou a ser indicado a uma categoria no “Video Music Awards” de 2005 na categoria de “Melhor Vídeo Pop” – mas perdeu para Kelly Clarkson com “Since U Been Gone”. “Speak” foi influenciado pelos gêneros pop, pop-rock, dance-pop e gravado sob o selo da “Casablanca Records”, com produção executiva de Tommy Mottola – o cara que descobriu Mariah Carey. Mostrando um lado mais sensível e comercial, Lohan somente foi se libertar musicalmente no ano seguinte, com a liberação de seu segundo álbum, “A Little More Personal (Raw)” – que em breve receberá uma análise exclusiva.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 261 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Rumors”.


02. BREAKAWAY

Artista: Kelly Clarkson

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You”, “Walk Away”, “Breakaway”

Considerações: Se o “American Idol” teve como objetivo principal encontrar um novo artista entre pessoas dos mais variados lugares do mundo, com certeza Kelly Clarkson foi a candidata mais bem sucedida da história do programa – sem desmerecer Carrie Underwood e Jordin Sparks, claro. Dona de uma voz poderosa e marcante, foi com “Breakaway” que Clarkson explodiu nas paradas de sucesso e se estabeleceu como uma cantora respeitada. Dona de inúmeros hits, três de seus maiores sucessos estão presentes em seu segundo disco, sendo eles “Because Of You”, “Since U Been Gone” e a faixa-título, “Breakaway”. Trabalhando ao lado de Dr. Luke (Katy Perry), Max Martin (Britney Spears), Kara DioGuardi (Christina Aguilera) e até mesmo Avril Lavigne, a loira presenteou os fãs com seu álbum mais vendido mundialmente – são mais de 15 milhões de cópias – e provavelmente o mais querido entre os seguidores da ex-garçonete. Com suas 4 oitavas, Kelly é provavelmente uma das cantoras mais bem treinadas vocalmente da atualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 250 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Because Of You”.


01. UNDER MY SKIN

Artista: Avril Lavigne

Gravadora: Arista Records, RCA Records

Lançamento: 25/05/2004

Singles: “Don’t Tell Me”, “My Happy Ending”, “Nobody’s Home”, “He Wasn’t”, “Fall To Pieces”, “Take Me Away”

Considerações: Não é a toa que a “Princesa do Pop-Punk” conseguiu, com seu segundo álbum de inéditas, conquistar nosso primeiro lugar. Os singles retirados de “Under My Skin” o tornaram um disco memorável, mas mesmo se ali não estivessem, este continuaria sendo, em minha singela opinião, o melhor álbum da canadense. Mais profundo que o debut “Let Go” e mais maduro que os posteriores, “Skin” nos revela uma Avril muito mais adulta e vulnerável – talvez só não tão vulnerável como pudemos ver em “Goodbye Lullaby”. Assim como “Fly”, de Hilary Duff, “Nobody’s Home” é um dos grandes destaques do CD, consolidando-se como uma das canções mais melancólicas e impactantes da última década. Número #1 em diversos países incluindo Canadá, Austrália e Japão, estima-se que o disco tenha ultrapassado 8 milhões de cópias a nível mundial.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 381 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nobody’s Home”.

Superbad: Jesse McCartney está de volta

Intro

Bom, a postagem de hoje, na verdade, chegou de surpresa não só pra vocês, mas também pra mim. Estou acostumado a escrever uma publicação por semana (por conta do pouco tempo livre que tenho), mas, assim como o post de ontem, fui surpreendido por um link que vi vagando em uma de minhas redes sociais. Na mesma hora, cliquei e fiquei surpreendido com o que foi anunciado: o comeback de Jesse McCartney à música. Muitos não o conhecem, eu sei, e por isso achei que seria divertido trazer um pouquinho das várias coisas que o cara já fez durante sua carreira de mais de uma década. Conheça-o:

Jesse Arthur McCartney, nascido em 09 de abril de 1987, na cidade de Nova Iorque, é um cantor, ator e compositor norte-americano que ganhou reconhecimento por seu trabalho junto a banda Dream Street e, posteriormente, em carreira musical solo. Começou a atuar no teatro local de sua cidade com apenas 7 anos, tendo participado de musicais da Broadway aos 13, tais como “A Christmas Carol” e “The King and I”.

Ensaio fotográfico para a revista Fiasco

Contribuiu para diversas trilhas sonoras da Disney, incluindo as das séries “As Visões de Raven”, “Hannah Montana” e “Lizzie McGuire” e dos filmes “A Nova Cinderela” e “O Diário da Princesa 2: O Casamento Real”. Emprestou sua voz para grandes animações do cinema, tais como Theodore de “Alvin e os Esquilos”, Terrence de “Tinker Bell – Uma Aventura no Mundo das Fadas” e Jojo de “Horton e o Mundo dos Quem”. Ainda nas dublagens, trabalhou em jogos de vídeo-game como “Kingdom Hearts II”, “The Hardy Boys: The Hidden Theft” e “Young Justice: Legacy”.

Atuou no longa-metragem “Keith”, interpretando o personagem de mesmo nome. Dirigido por Todd Kessler, o filme chegou a receber cinco prêmios no “Festival Internacional de Cinema”. Em 2012, integrou o elenco de “Chernobyl”, filme que utilizou do acidente nuclear de Chernobyl, de 1986, como influência para seu enredo.

A discografia de McCartney consiste em quatro álbuns de estúdio, três extended plays e dois álbuns ao vivo. JMac, o primeiro EP do cantor, foi lançado em 2003 incluindo três faixas, tudo sob o selo da “Hollywood Records”.

Um ano após, lança seu álbum debut intitulado Beautiful Soul, o qual alcançou o #15 da “Billboard 200”, a lista com os 200 álbuns mais vendidos da semana. Rendendo quatro singles de sucesso, seu maior hit àquela época foi a faixa-título, certificada como platina na Austrália e ouro nos Estados Unidos. A música atingiu a #16 posição na “Billboard Hot 100” e o topo dos charts australianos, permanecendo por quatro semanas consecutivas. “Soul” vendeu 1,8 milhões de cópias a nível mundial.

Em 2005 libera seu segundo EP, Off The Record, e seu primeiro álbum ao vivo, Live: The Beautiful Soul Tour, ambos sob o selo da “Hollywood Records”. O EP incluía cinco faixas acústicas gravadas ao vivo, sendo uma delas um cover de “Blackbird”, dos Beattles, e um remix de “She’s No You” produzido por Chad Hugo, do The Neptunes. O álbum ao vivo, em seu conteúdo, trazia o áudio da primeira grande turnê do cantor com apresentações de músicas retiradas de seu primeiro disco. Atingiu a posição de nº #153 da “Billboard 200”.

Setembro de 2006, JMac percebe que é hora de divulgar seu novo material e entrega aos fãs Right Where You Want Me. Compondo 11 das 12 faixas do CD, o disco debutou em #15 na “Billboard 200”, consagrando apenas dois singles e recebendo o certificado de ouro na Itália e no Taiwan. Estima-se que “Right Where You Want Me” tenha vendido mais de 600 mil cópias a nível mundial.

Dando um pontapé na própria carreira, McCartney resolve radicalizar sua carreira e, para provar maturidade, grava o álbum Departure, lançado em maio de 2008. Estreando em #14 na “Billboard 200” vendeu mais de 30 mil cópias na primeira semana, totalizando 257 mil cópias no mundo, conforme dados da “Nielsen SoundScan”. Na época de seu lançamento, Jesse afirmou que estava “focando sua mudança em direção aos acordes de Prince, a melodia de Michael Jackson e a grandeza de Madonna, ícones dos anos 80”. Com produção de Tricky Stewart, The-Dream, Sean Garrett, The Clutch, Brian Kennedy e J. R. Rotem, recebeu críticas mistas. Johnny Dee da “Virgin Media” ponderou a transição do cantor e afirmou: “Sem dúvida, o álbum pop do verão”. McCartney foi elogiado por conta de seu crescimento e por sua “incrível re-invenção de um garoto sentimental para um garanhão do R&B”, chegando a ser comparado com outros cantores contemporâneos como Justin Timberlake.

Billboard, 2014. Todos os direitos reservados

Um ano depois, relança seu terceiro álbum sob o nome Departure: Recharged com quatro novas canções: “Body Language”, “In My Veins”, “Oxygen” e “Crash & Burn”, além de uma colaboração com o rapper Ludacris na nova versão de “How Do You Sleep?”.

“Departure” e seu relançamento geraram 4 singles de grande sucesso, todos adentrando a “Billboard Hot 100”. “Leavin’”, o carro-chefe, alcançou o top 10 do “Hot 100” na posição de nº #10, sendo seu maior sucesso comercial nos charts até hoje. Certificado platina pela “RIAA”, o single vendeu mais de 2 milhões downloads legais no iTunes, alcançando a #1 posição na “Pop Songs”e “Dance Club Songs”, ambos charts da “Billboard”.

Como compositor, escreveu o hit “Bleeding Love” ao lado de Ryan Tedder, do OneRepulic, para a cantora inglesa Leona Lewis. A balada, composta inicialmente para o terceiro disco de estúdio de McCartney, foi rejeitada pela gravadora de Jesse, sendo posteriormente oferecida para Leona. O single chegou ao #1 de 34 países, além de ter recebido nomeações ao “Grammy” e “Brit Awards”.

Ainda em 2009, libera para download no iTunes seu segundo álbum ao vivo, denominado Live At the House of Blues, Sunset Strip com canções de seu último disco de inéditas e sucessos do começo da carreira.

Anunciando seu quarto álbum de estúdio para o fim de 2010, Have It All teve sua tracklist divulgada em outubro daquele ano e a capa um mês depois. “Shake”, o primeiro single do novo projeto, debutou em #90 nos charts norte-americanos, tendo pico de #54. O disco, porém, mesmo sendo divulgado no site oficial do cantor, foi engavetado e não chegou a ser lançado oficialmente, apesar de todas as faixas da tracklist percorrem a web.

Capa do single Superbad
Capa do single Superbad

Não deixe de conferir esta incrível performance de “Club Hop”, realizada no ano passado, acessando este link


2013 chega e é lançado o EP In Technicolor, Part 1, trazendo consigo o primeiro single: “Back Together”. O extended play nos traz um pouco do que iremos ouvir no In Technicolor, próximo álbum de inéditas do cantor, ainda a ser lançado. O novo single de Jesse, “Superbad”, foi divulgado essa semana pela “Billboard” e tem previsão de lançamento para o dia 06 de maio, próxima terça-feira. No site oficial do popstar, a contagem regressiva já começou (veja o print).

Fora da “Hollywood Records”, este será o primeiro álbum de McCartney a ser lançado sob o selo da gravadora “Eight0eight Records”, de propriedade do próprio cantor. Em entrevista à “Billboard”, ele afirma que o novo disco “é seu maior orgulho musical até o momento”. Confiante, ele completa: “foi realmente um desafio, mas ao mesmo tempo é muito gratificante estar fazendo isso de forma independente. Estou muito animado para esta próxima fase”.

O videoclipe de “Superbad”, por sua vez, será lançado diretamente no VEVO, também no dia 06/05 (conforme anunciado). Os bastidores, porém, já foram gravados pelo pessoal do “Access Hollywood” e você confere uma prévia do que está por vir clicando aqui. O novo álbum é previsto pra sair no verão norte-americano deste ano.

Veterano na indústria fonográfica, Jesse McCartney completa em 2014 onze anos de carreira solo e ainda tem muito a contribuir para a cultura pop. Dono de um talento nato para cantar e compor, é com carisma de sobra que ele vem mais uma vez tentar seus dias de glória junto ao mercado musical. Mais uma oportunidade para agradar os fãs, esta não é, com certeza, a última vez que ouviremos os tabloides mencionarem seu nome. McCartney é a prova de que persistência e dedicação, quando unidos, podem te fazer imbatível, como um superbad super-herói.

ATUALIZAÇÃO:

Assista ao clipe abaixo:


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