Sem muito blá-blá-blá, Pink e Justin Timberlake liberam suas novas músicas de trabalho! Já ouviu?

Coincidência ou não, é indiscutível que 2016 tem se mostrado o grande ano de retorno de alguns dos mais bem-sucedidos artistas da última década. Após sermos contemplados com os novos discos de Rihanna, Gwen Stefani e Beyoncé (e isso sem mencionar os constantes boatos que envolvem os futuros projetos de Britney Spears, Christina Aguilera e Lady Gaga para ainda o próximo semestre), é chegado o momento de dois dos maiores veteranos que fizeram bastante barulho pelos anos 2000 finalmente revelar quais têm sido seus mais recentes passos pela indústria musical.

E, assim fomos surpreendidos com “Just Like Fire”, a nova música de trabalho da Pink. Sucedendo “The Truth About Love” (o sexto álbum de estúdio da cantora, de 2013) e “Today’s the Day” (faixa que a norte-americana gravou em 2015 para a trilha-sonora do “The Ellen DeGeneres Show”), a novidade serve como carro-chefe para “Alice Através do Espelho”, a sequência do prestigiado “Alice no País das Maravilhas”, de 2010. Aguardado para o dia 27 de maio nos EUA (e um dia antes aqui, no Brasil), o longa-metragem que foi dirigido por James Bobin (e conta com Tim Burton como um de seus produtores) traz o já conhecido elenco formado pelos consagrados Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter e Alan Rickman (R.I.P.).

Pink em imagem promocional para o single “Just Like Fire”

Composta pela própria Pink ao lado de Max Martin, Shellback e Oscar Holter (o trio que também assina a produção do single), “Just Like Fire” se orienta pelo característico pop-rock que é a marca registrada da musicista e foi lançado pela “RCA Records” (gravadora da loira) em parceria com a “Walt Disney Records” (o selo oficial da produtora do filme). Liberada no último 15 de abril, até o fechamento deste post a canção havia atingido a posição #30 da “Billboard Hot 100” – isso nos EUA, pois na Austrália ela abocanhou o #1 logo após estrear em #2. Com um vídeo dirigido por Dave Meyers (figurinha carimbada na videografia da moça que já havia contribuído para diversos outros trabalhos como “Don’t Let Me Get Me” e “So What”, por exemplo), as gravações ganharam o YouTube no dia 9 maio e, além de destacar a própria Pink imersa nos nostálgicos cenários do filme, divide o seu foco entre o marido e a filha da cantora (o resultado pode ser conferido no player mais abaixo).

Menos de um mês depois, foi a vez do segundo ícone pop em destaque nesta publicação deixar o quarto disco de sua carreira para trás (o “The 20/20 Experience – 2 of 2”, de 2013) e caprichar no que seria o seu tão bem recepcionado comeback para as rádios internacionais. Promovendo a animação “Trolls”, da “DreamWorks”, “Can’t Stop the Feeling!” é a primeira faixa inédita de Justin Timberlake desde “Love Never Felt So Good” (dueto póstumo com o Michael Jackson lançado em maio de 2014). Prevista para o dia 4 de novembro deste ano, a nova produção anunciada como “dos mesmos criadores de Shrek” foi inspirada nos populares bonecos dinamarqueses de mesmo nome e que fizeram bastante sucesso aqui no Brasil entre as décadas de 70 e 90. Além do ex-integrante do NSYNC, estão no elenco do desenho animado Anna Kendrick, Gwen Stefani, Icona Pop, James Corden e Zooey Deschanel.

Produzida por Shellback, Max Martin e seu vocalista, “Can’t Stop the Feeling!” recebeu a composição dos dois últimos e chegou a ser divulgada pela “RCA Records” no último dia 6 deste mês. Combinando pop com funk e a música disco das décadas de 70/80, o single estreou em #1 na “Terra do Tio Sam” e alcançou, até o fechamento deste post, o top 3 do Reino Unido, em #3. Bem recebida pela crítica, a canção teve seu primeiro clipe (o intitulado “first listen”) lançado um dia antes da estreia oficial e inclui diversos membros do elenco (como Kendrick, Corden e Stefani) dançando e improvisando diante das lentes das câmeras (assista). Uma segunda gravação, dirigida por Mark Romanek (“Scream”, de Michael Jackson com Janet Jackson; e “Shake It Off”, de Taylor Swift), foi liberada na noite desta segunda-feira, 16/05 (o qual também pode ser visto mais abaixo).

O clipe oficial de “Just Like Fire”, o tema do longa-metragem “Alice Através do Espelho”

Como já poderia ser previsto, “Just Like Fire” repete a fórmula anteriormente experimentada por Pink em seus últimos sucessos e, apesar de não nos introduzir a nada muito inédito, chama a atenção do ouvinte por seus vocais não menos que memoráveis. Não é novidade para ninguém que, de uns anos para cá, a popstar facilmente se consolidou como uma das vocalistas mais poderosas do meio musical – então, já era de se esperar que seus futuros projetos acabariam sendo marcados pelo vozeirão de sempre da intérprete de “Raise Your Glass”. Como se fizesse uma recapitulação de tudo que já conferimos em sua extensa discografia, o carro-chefe da trilha sonora de “Alice Através do Espelho” pode até não ser a faixa mais brilhante já gravada pela cantora, mas, vem para, mais uma vez, nos relembrar da importância de um nome que fez história por combinar criatividade com excentricidade. Transbordando bastante bom humor, o vídeo que promove o longa exterioriza naturalmente o lado cômico de Alecia Moore e acerta ao dar destaque ao que de melhor ela sabe fazer: entreter o público com um espetáculo de qualidade.

O clipe oficial de “Can’t Stop the Feeling!”, o tema da animação “Trolls”

Não muito diferente, o eterno “Príncipe do Pop” não fica nada atrás ao trazer consigo a candidata perfeita para “um dos maiores hits do ano”. Com uma pegada bem chiclete que faz de “Can’t Stop the Feeling!” um hit instantâneo, Justin caprichou nos estúdios de gravação e veio com tudo ao nos entregar o que pode se tornar a grande sucessora de “Happy”, do Pharrell Williams (o tema de “Meu Malvado Favorito 2”). Partindo para um caminho menos introspectivo que havia se sobressaído em ambas as partes do “The 20/20 Experience”, a nova de Timberlake quebra o R&B que tem sido a sua principal arma desde o seu debut album (de 2002) e o introduz para uma sonoridade muito mais eletrônica (algo pouco visto em seu experiente catálogo). Porém, mesmo brincando com uma temática bem mais mainstream que o habitual, é inegável que, assim como “Just Like Fire”, o novo single do veterano continue exalando a identidade única de seu intérprete – e, ainda que soe diferente de tudo que já liberou para o mercado fonográfico, permaneça fiel a qualquer outro material que assinou ao longo dos últimos 20 anos.

De certa maneira, não há como prever se as atuais músicas de trabalho de Pink e Justin Timberlake irão refletir no som de seus futuros projetos (ainda mais por se tratarem de faixas lançadas para trilha-sonora de filmes, e não lead-singles de álbuns), mas, mesmo que isso não aconteça, é de se esperar que muita coisa boa esteja por vir. Para quem já estava cansado das mesmices que rolaram por estes últimos cinco anos e sentiu saudades do pop que dominou a década passada (e convenhamos que foram poucas as novidades que chegaram aos pés dos hinos insubstituíveis de longínquos 10 anos), talvez o inesperado 2016 seja o novo 2006. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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Wow! 7 combinações inusitadas da cultura pop que me surpreenderam bastante neste 2015

O mundo do entretenimento pode ser mesmo uma caixinha de surpresas! Depois de crescer acompanhado dos mais memoráveis ícones que marcaram a indústria da música, da televisão, do cinema, da literatura e dos videogames, reconheço que foi se tornando cada vez mais difícil a tarefa de ser surpreendido por algo que eu julgasse ser realmente bom. Me tornando cada vez mais exigente com as novidades que tomaram conta de toda a web no decorrer destes anos, podemos dizer que acabei desenvolvendo um gosto um tanto quanto apurado para diferenciar qualidade de quantidade.

Assim, resolvi fazer algo diferente desta vez e destacarei neste post algumas combinações que, num primeiro momento, podem não parecer nada coerentes – mas acreditem, no final tudo se saiu melhor que o planejado. Seja pela reunião de diversas estrelas teens tidas como rivais na capa de uma mesma revista, ou a demo de um game de terror que levou um batalhão de fãs a conhecer um dos maiores cineastas da história, hoje vocês verão diversos featurings surpreendentemente inusitados e que realmente deram certo. A começar por:


1. Esta capa da “Vanity Fair” de 2003 que quebrou o pop há 12 anos, não se contentou em ficar no passado e decidiu dar um oizinho pelas redes sociais em pleno 2015:

Da esquerda para a direita: Amanda Bynes, Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Mandy Moore, Hilary Duff, Alexis Bledel, Evan Rachel Wood, Raven Symoné e Lindsay Lohan

Uma missão quase impossível… mas não para o fotógrafo Mark Seliger! Não foram apenas os fã-sites das atrizes Hilary Duff (“A Nova Cinderela”) e Lindsay Lohan (“Meninas Malvadas”) que se lembraram dessa preciosidade do começo dos anos 2000 e resolveram reviver neste ano uma das capas mais icônicas da “Vanity Fair” em suas redes sociais. A própria Mandy Moore (“Um Amor Para Recordar”), que protagonizou o ensaio fotográfico ao lado de Amanda Bynes (“S.O.S. do Amor”) e as gêmeas Olsen (“As Namoradas do Papai”), resolveu tirar a poeira de algumas lembranças e nos prestigiou em sua conta no Instagram com uma das imagens mais marcantes da cultura pop da última década. Contando com a presença da inesquecível Raven Symoné (“As Visões da Raven”), podemos encontrar na imagem, ainda, as também populares Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Evan Rachel Wood (a atriz nomeada ao “Globo de Ouro” por sua atuação no drama “Aos Treze”). Talvez esse ensaio fotográfico possa parecer um tanto quanto “simples” para quem não tenha vivido naquela época, mas, só para você ter uma ideia, hoje seria o mesmo que reunir Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, Ariana Grande, Taylor Swift e todas as meninas de girlbands como o Fifth Harmony e o Little Mix em uma única sessão fotográfica. Tá bom ou quer mais? PS: okay, não é uma combinação atual, mas sempre vale a pena nos recordarmos dos tempos de ouro, não é mesmo?


2. O encontro de três divas pop e o ponto final em duas das maiores rixas do cenário musical em que nos encontramos:

Já que o assunto da vez é o encontro improvável de celebridades, vamos para a fotografia que congestionou todos os servidores de internet ao redor do globo terrestre neste primeiro semestre de 2015. Encerrando todo aquele falatório sobre a “Mother Monster” ter se inspirado em “Express Yourself” para criar o hit “Born This Way” (quem não se lembra dos mashups feitos pela “Rainha do Pop” na “MDNA Tour”?) e “Roar” x “Applause” que gerou o maior bafafá pelo Twitter, Lady Gaga, Madonna e Katy Perry deixaram as diferenças de lado no “MET Gaga” e deram o maior tapa na cara da sociedade em maio desse ano. Unindo-se para um dos encontros mais surpreendentes desde o “VMA” de 2003 que colocou Britney Spears e Christina Aguilera em cima no mesmo palco, o trio chocou o público ao posar junto e compartilhar a imagem em suas redes sociais como numa espécie de celebração da bandeira branca. Isso sem nos esquecermos da saidinha de Gaga com Madonna numa festa do estilista Alexander Wang que resultou em alguns momentos íntimos tão lindos quanto na imagem acima. É realmente fascinante ver uma lenda da música pop e uma hitmaker contemporânea dando o braço a torcer para selar a paz!


3. O encontro de “Crazy In Love”, da Beyoncé, com o filme “Cinquenta Tons de Cinza” que gerou essa nova roupagem bem ousada e muito misteriosa:

Que Beyoncé já criou inúmeros hinos nos estúdios de gravação isso todo mundo já tá cansado de saber, mas, regravar um clássico da sua própria discografia e deixar a nova versão tão boa quanto a original, isso não é para qualquer uma. Provando que é uma mulher de fibra, este feito foi facilmente alcançado no remix de 2014 liberado exclusivamente para o polêmico longa-metragem “Cinquenta Tons de Cinza” – que conquistou as bilheterias dos cinemas em fevereiro passado. Com um instrumental completamente novo que nos remete a todo o ambiente sombrio, clássico e sensual objetivado pelo filme, nossa “Queen B” caprichou nos vocais e fez bonito ao nos entregar um dos melhores covers já feitos de uma canção do seu extenso material discográfico. Afinal, quem melhor que a própria Beyoncé poderia relançar uma versão tão digna do hino encarregado de abrir a divulgação do memorável “Dangerously In Love”, a estreia solo da cantora no cenário musical? O poder desta música é tão grande que “Crazy In Love” é provavelmente um dos únicos hits que se encaixa perfeitamente no R&B, na música clássica ou até mesmo no funk carioca proibidão (desde que cantado pela sua intérprete original, é claro). Ouça aqui “Crazy In Love (2014 Remix)”.


4. Este vídeo fan-made de “Perfume” que harmonicamente uniu cenas de Britney Spears com Justin Timberlake e se saiu melhor que a versão oficial:

Quando Britney Spears apareceu segurando uma arma nas filmagens do clipe para o single “Perfume” e foi vazada a informação que haveria uma versão do diretor bem diferente da publicada em seu canal oficial no YouTube, vocês devem ter imaginado o tamanho da decepção sofrida pelos milhares de fãs da cantora. Coberto de edições que esconderam o verdadeiro desfecho pretendido pelo diretor Joseph Kahn (o mesmo de “Womanizer”), o resultado final de “Perfume” acabou passando batido e pouco ajudou na divulgação do 2º single do “Britney Jean” nas paradas de sucesso. Porém, um fã resolveu recordar o antigo namoro da “Princesinha do Pop” com o astro Justin Timberlake e fez justiça com as próprias mãos ao recriar o que poderia ter sido os planos iniciais de Kahn (mesmo que com outro protagonista masculino). Combinando as cenas do vídeo de Spears com o de “TKO”, de Timberlake, o ex-casal mais badalado dos tapetes vermelhos aparece em momentos envolventes que poderiam ter originado uma trágica (mas bonita) história de amor a ser retratada nas telonas dos cinemas.

TheSQvids, obrigado por ter salvo o nosso dia com esse “Romeu e Julieta” dos tempos modernos!


5. Essa versão extraordinária para piano do clássico tema de “Super Mario Bros”:

O tema musical mais popular criado para um jogo de video-game já ganhou diversas homenagens de grandes fãs que resolveram fazer a sua própria versão da trilha sonora de “Super Mario Bros.”, mas esta executada pela Sonya Belousova é definitivamente uma das melhores. Liberada em comemoração aos 30 anos do jogo (sim, o jogo foi lançado em 85), e em uma forma de tributo ao Satoru Iwata, presidente da “Nintendo” que faleceu em julho deste ano, Sonya não decepcionou ao casar duas das melhores coisas já criadas pelo homem moderno: video-games e pianos. Customizando por completo o seu instrumento de trabalho como se fosse um console original do “NES” (“Nintendo Entertainment System”), até mesmo o banquinho usado pela moça ganhou uma super personalização para combinar com todo o conjunto e nos deixar em total estado de nostalgia. Se o vídeo por si só já merece uma ovação de pé pelo excelente trabalho desenvolvido por Belousova, os 10 segundos finais com certeza vieram para encerrar tudo com chave de ouro. É que, em uma referência a todo o tempo gasto pelos antigos amantes do “NES” que assopravam os cartuchos dos jogos para tirar a poeira deles e assim facilitar a sua rodagem, a própria moça assopra as teclas do piano em uma forma de respeito a essa prática milenar.

Outros vídeos tão bons quanto esse podem ser vistos no canal PlayerPiano, do YouTube.


6. O featuring “Silent Hills” com Norman Reedus, Hideo Kojima e Guillermo Del Toro que mal foi anunciado e engavetado em menos de 1 ano:

Quando foi anunciado pela “Konami” que a série de terror psicológico “Silent Hill” ganharia uma sequência e a demo “P.T.” (Playable Teaser) foi confirmada como uma prévia do que veríamos do sucessor de “Silent Hill: Downpour” (2012), muitos seguidores da saga entraram em total estado de choque, positivamente falando. Entretanto, para desespero de muitos, esta felicidade não durou mais de 1 ano e a empresa por trás do jogo voltou atrás ao cancelar o projeto. Além de Hideo Kojima (“Metal Gear”), o designer de games esteve acompanhado do diretor de cinema Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”) e de Norman Reedus (o Daryl Dixon de “The Walking Dead”), o que certamente aumentou toda a pressão em cima do game e rapidamente o transformou em um dos lançamentos mais aguardados da década. Nomeado “Silent Hills” (assim mesmo, no plural), o projeto teria chegado ao fim por conta do término do contrato entre a “Konami” com Reedus (o que foi anunciado pela empresa), porém, especula-se que conflitos de interesse envolvendo Kojima, o seu próprio selo (a “Kojima Productions”) e a grande produtora teriam sido os responsáveis pela ruptura da produção (entenda mais). Todavia, talvez como uma forma de consolar todos os órfãos de “P.T.”, Hideo e Guillermo já avisaram que ainda possuem planos de continuar trabalhando juntos “fora de Silent Hills” – será que rola um lançamento do game sob outro nome e outra produtora? Assista aqui a um dos melhores trailers de “P.T.”.


7. Essa abertura linda de “Friends” inspirada nos personagens principais dos filmes “Harry Potter”:

Chegando ao fim de nossa pequena lista, é com dois dos títulos mais marcantes da minha vida que encerro este pequeno especial sobre as “7 combinações mais inusitadas da cultura pop que me surpreenderam neste 2015”! Apenas consolidando todo o impacto deixado por estes gigantes da televisão e do cinema no coração de cada fã leal que conquistou entre os anos 90 e 2000,  “Friends” e “Harry Potter”, mesmo sendo tão diferentes, merecem uma menção honrosa nesta publicação tão singela. Contudo, você já imaginou ver os dois juntos em um único vídeo? Foi essa a ideia que Jeremiah Rivera teve antes de recriar a famosa intro do seriado produzido pela “Warner” depois de “ficar entediado” e publicar a fan art em seu canal do YouTube. Ao som de “I’ll Be There For You”, da banda The Rembrandts, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Ron Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood) e Bonnie Wright (Ginny Weasley) estrelam as cenas já regravadas pelo elenco original de “Friends” inúmeras vezes no decorrer de suas 10 temporadas. Não que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer possam ser substituídos tão facilmente, mas, que os bruxinhos mandaram bem (mesmo que involuntariamente), isso não há como negar!

Se você gostou da intro e gostaria de ver mais, se liga só nessa outra inspirada na abertura de “Buffy, A Caça-Vampiros”.

10 grandes músicas atemporais

Intro (Cher)

A meu ver, a indústria fonográfica tem, de uns anos pra cá, demonstrado sinais de fraco desempenho e inovação por parte de grandes artistas que, diariamente, lançam novos singles e álbuns cada vez menos pretensiosos. E, com a ausência da ousadia, consequentemente é gerado desapontamento em milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nomes de peso parecem, não mais, conseguir com tanta facilidade emplacar hits esmagadores no topo das paradas musicais. Álbuns prometidos como inovadores se mostram comuns após o seu lançamento e, com o passar de poucos meses, soam enjoativos (alguns até mesmo repugnantes).

E, é por conta de certos alienados que muitos cantores, bandas e grupos são taxados de fracassados por não seguirem essa tão buscada fórmula do sucesso. Se você não colocar aquela batidona clichê em pelo menos metade de seu novo disco, seu trabalho não agradará os críticos musicais e nem a grande massa de pessoas, recebendo a partir daí o título de “flop” do momento. Claro, a menos que se renda e faça aquele básico pacto, vendendo sua alma por quinze minutos de popularidade.

Brincadeiras a parte, foi pensando nisso tudo que passei o dia todo pesquisando em meus arquivos algumas músicas que, em minha opinião, sobreviveram ao teste do tempo e se mostram ainda tão jovens como quando foram lançadas. Acredito que muitas delas, se lançadas em dias atuais, ocasionariam uma gigantesca (e necessária) revolução na sonoridade urban conceitual que tem dominado os charts.

Abaixo, confira algumas das 10 músicas mais atemporais já lançadas até o momento e que você não pode deixar de ouvir:

#10. TIME AFTER TIME – CYNDI LAUPER

Okay, eu sei que o maior sucesso de Cyndi é “Girls Just Want To Have Fun”, mas, colocá-la nessa lista seria o mesmo que incluir “Material Girl”, da Madonna, ou “Greatest Love Of All”, da Whitney Houston. São hinos de décadas passadas, pertencentes a um mundo diferente (e minha intenção é destacar músicas atemporais). Pensando nisso, cheguei em “Time After Time”, gravada por Lauper para seu álbum debut, “She’s So Unusual”, de 1983. A canção chegou a atingir o topo da “Billboard Hot 100”, foi composta pela própria Cyndi ao lado de Rob Hyman e recebeu influências do new wave.

Veja aqui uma performance icônica feita em uma apresentação da cantora.

#9. GIMME! GIMME! GIMME! (A MAN AFTER MIDNIGHT) – ABBA

Assim como “Dancing Queen”, “Gimme! Gimme! Gimme!” traz o cativante vocal do grupo sueco combinado com um instrumental prá lá de exótico. Composta e produzida pelos integrantes Benny Andersson e Björn Ulvaeus, foi lançada como single em 1979 e incluída posteriormente nas coletâneas “Gold: Greatest Hits” e “Greatest Hits Vol. 2”. Foi #1 em diversos países, chegando ao #3 no Reino Unido. Com inspiração da disco, europop e synthpop, Madonna chegou a usar samples da música no seu single “Hung Up”, carro-chefe do álbum “Confessions On A Dance Floor”, de 2005.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na turnê “In Concert”.

#8.  WHERE THE STREETS HAVE NO NAME – U2

Minha intenção era relacionar apenas músicas pop, mas, como nem só do pop vivem as pessoas, resolvi colocar uma pegada rock e mencionar o U2 em nossa visita de volta ao passado. O hit que conquistou o mundo todo alcançou o #13 do “Hot 100” norte-americano, isso sem mencionar os #1s na Nova Zelândia e Irlanda. O terceiro single do disco “The Joshua Tree”, que inclusive abre a tracklist do CD, teve produção de Daniel Lanois e Brian Eno, tendo sido lançado oficialmente em 1987. A musicista Vanessa Carlton, conhecida pelo hit “A Thousand Miles” – trilha sonora do filme “As Branquelas” –, regravou a faixa da banda irlandesa em 2004 numa versão totalmente repaginada, ao som de piano, e incluiu no álbum “Harmonium”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Slane Castle”.

#7. IT’S NOT RIGHT BUT IT’S OKAY – WHITNEY HOUSTON

Essa foi uma inclusão de última hora, mas, muito necessária para a essência de nossa lista. Gravada para o álbum “My Love Is Your Love”, foi lançada como single em 1999, recebendo produção do mestre Darkchild e composição de LaShawn Daniels, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, Isaac Phillips e Toni Estes. O single, #1 na Espanha, conquistou o top 5 da “Billboard Hot 100” na posição de número #4 e o #3 no UK. Provinda do soul, R&B e dance music, a canção recebeu o prêmio Grammy na categoria “Melhor Performance Vocal Feminina de R&B”, em 2000.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “My Love Is Your Love Tour”.

#6. WALKING IN MEMPHIS – CHER

Cherwim

Grande sucesso na voz de Marc Cohn, o cantor original de “Walking In Memphis” – que a gravou em 1991 – foi com a “Deusa do Pop” que a música ganhou atemporalidade e marcou a carreira da cantora. “Memphis”, uma faixa pop-rock, entrou para a tracklist do disco “It’s a Man’s World”, de 1995, sendo lançado como lead single em outubro do mesmo ano. #2 na Turquia, #17 na Austrália e #11 no Reino Unido, foi dita como “empolgante” pela “All Music”; Jim Farber, do “Entertaiment Weekly”, afirmou que a faixa “deve ser ouvida para se acreditar (nela)”. Cher chegou a apresentar a música em suas turnês “Do You Believe? Tour”, “The Farewell Tour e “Cher at the Colosseum”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita em uma de suas turnês.

#5. I’M A SLAVE 4 U – BRITNEY SPEARS

A “Princesinha do Pop” não poderia ficar de fora de uma lista que envolvesse música, certo? Pensando nisso e em todos os hits já lançados pela loira, encontrei em “Slave” o que não consegui observar em outros grandes sucessos como “…Baby One More Time” e “Oops!!!I Did It Again”: soar contemporânea. Oferecida inicialmente para Janet Jackson – que recusou a faixa – foi escrita e produzida por Pharrell Williams e Chad Hugo, também conhecidos como The Neptunes. Com influências do dance e R&B, a música fez grande sucesso, chegando à #27 no “Hot 100” da Billboard e ao #1 no Brasil, Japão, entrando ainda no top 10 da Austrália, França, Alemanha e Reino Unido.

Veja aqui uma performance icônica com uma cobra albina feita no “VMA” de 2001.

#4. FROZEN – MADONNA

Quando Madonna esteve nas gravações do disco “Ray Of Light” ao lado do produtor William Orbit, muito se especulou sobre o que estava sendo planejado nos estúdios da “Warner Music”. Com o lançamento, em 1998, os fãs receberam uma das obras mais intensas já lançadas no universo musical. Não só “Frozen” é atemporal como o disco todo, sendo considerado por muitos como o melhor da discografia da “Rainha do Pop”. O hit chegou ao #2 do “Hot 100” e no top 5 de diversos países.  O clipe para a música é repleto de misticismo e simbologia, no qual podemos ver uma Madonna interpretando uma feiticeira misteriosa. Na Bélgica, no entanto, a música sofreu acusações de plágio (leia mais).

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “BBC”.

#3. WHAT GOES AROUND… COMES AROUND – JUSTIN TIMBERLAKE

A única música apresentada por um cantor (homem) solo não poderia ser outra se não “What Goes Around…”, recebendo a nossa medalha de bronze. Lançada como terceiro single do “FutureSex/LoveSounds”, de 2006, foi recebida pela crítica especializada como a sequência de “Cry Me a River”, de 2002. Atingindo o #1 nos Estados Unidos, foi produzida pelo próprio Timberlake em parceria com Timbaland e Danja. Com instrumentais de R&B e pop, levou o “Grammy” de “Melhor Performance Vocal Masculina de Pop”, em 2008. Duas curiosidades: a atriz Scarlett Johansson atua no videoclipe e, a faixa foi usada como trilha sonora da primeira temporada de “Gossip Girl”, ao lado também de “Paparazzi”, da Lady Gaga.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Madison Square Garden”.

#2. THE VOICE WITHIN – CHRISTINA AGUILERA

Acredito que, durante a fase que antecedeu o álbum “Stripped”, de 2002, Christina Aguilera não tinha noção alguma do efeito que seu disco causaria na história da indústria fonográfica. Foi com o “Despida” que Aguilera consolidou sua carreira e se mostrou uma artista forte, inovadora e talentosa. “Beautiful”, maior sucesso de sua carreira, está presente no CD, mas foi “The Voice Within” que a moça se firmou como uma artista adiante de sua geração, tendo sido comparada com Celine Dion e Mariah Carey. O videoclipe foi dirigido por David LaChapelle e filmado em um take só. Entrou para o top 40 da “Billboard Hot 100”, ocupando a #33 e #9 do Reino Unido. Recebeu composição de Aguilera em colaboração com Glen Ballard, com produção deste último, sendo inspirada no pop, soul e leves pitacos gospel! Xtina fica com a nossa prata.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “Stripped Live In The UK”.

#1. CONFIDE IN ME – KYLIE MINOGUE

Chegamos finalmente ao primeiro lugar, dando à Minogue nossa medalha de ouro. “Confide In Me”, carro-chefe do disco homônimo da cantora, lançado em 1994, foi composta pelo duo Brothers in Rhythm (Steve Anderson e Dave Seaman) ao lado de Owain Barton, sendo produzida por Steve e Dave. Foi aclamadíssima pela crítica especializada, alcançando o topo dos charts australianos e estreando em #2 no UK. “Confide” já se inicia com um som orquestral, recebendo no decorrer da música influências do pop e da house music. O interessante do single é que, além de sua profunda letra, foi exatamente com ele que a australiana mostrou ao público que sabia usar sua voz e alcançar notas altas, até então não demonstrado em seus discos anteriores. Kylie chegou a incluir a canção nas turnês “Intimate and Live”, “On a Night Like This”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour”, “For You, for Me” e “Aphrodite Les Folies”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “BBC Radio 2”.