Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 2)

Dando continuidade ao nosso especial que estreou por aqui na semana passada e que relacionou 8 músicas incríveis dos anos 2000 que continuam tão nostálgicas quanto antes, os deixo a seguir com mais 7 faixas também dessa era e que definitivamente merecem um pouquinho da nossa atenção. Assim, fechamos com esta publicação apenas 15 das muitas joias raras que encontram-se tão longe do atual cenário musical internacional e que pretendo trazer periodicamente aqui para vocês.

Lembro a todos, a propósito, que sempre estou aberto a críticas e elogios, inclusive em se tratando de sugestões para futuras publicações. Se existe algo que você gostaria de ver muito aqui pelo Caí da Mudança e que ainda não tive a oportunidade de discorrer sobre, não se sinta envergonhado de me contatar pois atenderei seu pedido o mais breve possível. Sem mais enrolação, os convido ainda para conferir a playlist que se encontra ansiosamente os aguardando no final desta matéria. Se jogue no play e mate toda a saudade que existe dentro de você antes que ela o consuma por completo!


9. A Thousand Miles – Vanessa Carlton

Álbum / ano de lançamento: “Be Not Nobody”, 2002;

Gravadora: “A&M Records”;

Composição: Vanessa Carlton;

Gênero musical: pop;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #5 nos EUA, #6 no Reino Unido, #8 na França.

Por mais que eu já tenha falado recentemente sobre esta canção em uma publicação dedicada a cantora e compositora Vanessa Carlton, elaborar uma lista com as melhores músicas da última década e não incluir “A Thousand Miles” seria o pior dos crimes que eu poderia cometer. Intitulada originalmente “Interlude”, foi por meio de “Miles” que a novata norte-americana foi muito bem recepcionada pelo público e pela crítica especializada, recebendo merecidas 3 indicações ao “Grammy” de 2003 nas categorias “Gravação do Ano”, “Música do Ano” e “Melhor Arranjo Instrumental Acompanhado por um Vocalista” (das quais não venceu nenhuma). Tema da comédia “As Branquelas” juntamente com “Crazy In Love” da Beyoncé e a faixa que ocupa nossa 10ª posição desta lista, “A Thousand Miles” possui com certeza um dos instrumentais mais geniais de todos os já criados na história da música pop. Mestra no que faz, Carlton liberou recentemente o extended play “Blue Pool” e se prepara para o lançamento de seu quinto disco de inéditas, o “Liberman”.


10. Let’s Get It Started – The Black Eyed Peas

Álbum / ano de lançamento: “Elephunk”, 2004;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: William Adams, Allan Pineda, Jaime Gomez, Terence Yoshiaki, Michael Fratantuno e George Pajon, Jr.;

Gênero musical: hip hop, funk;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Austrália e Canadá, #11 no Reino Unido, #21 nos EUA.

Encerrando com chave de ouro o “Elephunk”, o 3º álbum de estúdio do BEP, “Let’s Get It Started” deu continuidade ao sucesso atingido por “Shut Up” e abriu o que seria a melhor era do grupo em sua discografia: o disco “Monkey Business”, que traria os hits “Don’t Lie”, “My Humps” e “Pump It”. Certificado 3x platina nos EUA e 1x na Austrália, venceu “Melhor Performance de Rap por um Duo ou Grupo” na 47ª edição do “Grammy”, nas quais havia sido nomeada, ainda, por “Gravação do Ano” e “Melhor Música Rap”. A música é tão querida pelos integrantes do grupo e pelos seus fãs que chegou a fazer uma aparição no álbum de 2009 “The E.N.D.”, em um remix chamado de “Let’s Get Re-Started”.


11. All The Things She Said – t.A.T.u.

Álbum / ano de lançamento: “200 km/h in the Wrong Lane”, 2002;

Gravadora: “Universal Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Sergio Galoyan, Trevor Horn, Martin Kierszenbaum, Elena Kiper e Valeriy Polienko;

Gênero musical: pop-rock, electronica;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, Áustria, Alemanha, Irlanda, Reino Unido e Suíça, #2 na França e #20 nos EUA.

Anunciadas no começo dos anos 2000 como a primeira dupla de cantoras lésbicas do cenário pop, as meninas do t.A.T.u. fizeram uma grande estreia mundial com a sua primeira gravação na língua inglesa, a versão americanizada de “Ya Soshla S Uma”. Atingindo o topo das paradas de sucessos de diversos países (principalmente da Europa), Lena Katina e Yulia Volkova polemizaram bastante ao encenar alguns momentos bem quentes debaixo de um chuvão que foram incluídas no videoclipe do single. Trocando beijos e abraços enquanto um grupo de pessoas observa a tudo com um olhar conservador, parte dessa polêmica foi levada até o palco do “The Tonight Show with Jay Leno”, ocasião em que Lena e Yulia se beijaram sem permissão da emissora (olha só o corte de edição que censurou a apresentação a partir de 1min e 28s). Bom, a estratégia das meninas parece ter dado certo, já que a dupla adquiriu massivo apoio da comunidade LGBT pelos anos que se seguiram e outros hits acabaram sendo alavancados, dentre os quais devo citar “Not Gonna Get Us”, “How Soon Is Now?” e a também gigante “All About Us”.


12. Since U Been Gone – Kelly Clarkson

Álbum / ano de lançamento: “Breakaway”, 2004;

Gravadora: “RCA Records”;

Composição: Max Martin e Lukasz Gottwald;

Gênero musical: pop-rock, power-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 nos EUA e Canadá, #3 na Austrália e Áustria, #4 na Irlanda e #5 no Reino Unido.

Deixando para trás o passado de aspirante a cantora profissional, a grande vencedora da primeira edição do “American Idol” resolveu inovar em sua carreira e chamou alguns produtores de peso como Max Martin e Dr. Luke para trabalharem em “Breakaway”, o seu 2º disco de inéditas. Liderado pelo first single “Since U Been Gone”, a qual acabou sendo incluída na lista das “500 Maiores Músicas de Todos os Tempos” da “Rolling Stone”, a faixa foi aclamadíssima pelos críticos da época que insistentemente a chamaram de “um dos mais belos hinos pop da década”. Vencendo a 48ª edição do “Grammy” na categoria “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, essa foi a primeira vitória de Kelly na premiação, a qual já a havia nomeado dois anos antes por “Miss Independent”. Provando que é uma verdadeira e digna estrela do rock, a loira interpreta a pior ex-namorada do mundo e resolve se vingar de seu antigo amado invadindo a casa do atual casal e destruindo tudo o que vê pela frente. Flawless victory, Miss. Clarkson.


13. Say OK – Vanessa Hudgens

Álbum / ano de lançamento: “V”, 2007;

Gravadora: “Hollywood Records” e “EMI Music”;

Composição: Arnthor Birgisson e Savan Kotecha;

Gênero musical: R&B, pop;

Posição nas paradas de sucesso: #61 nos EUA, #124 no Reino Unido.

Não há problema algum se, assim como eu, você nunca chegou a assistir qualquer filme da franquia “High School Musical”, mas não pense que as coisas ficaram numa boa se você me disser que nunca ouviu “Say OK”, o 2º single da Vanessa Hudgens para o seu debut album. Composta por Arnthor Birgisson (“Irresistible”, da Jessica Simpson) e Savan Kotecha (“Love Me Like You Do”, da Ellie Goulding), a faixa entrou em cena de última hora e substituiu “Let Go”, a maior pretensão da gravadora para dar continuidade ao caminho já trilhado pelo single “Come Back to Me”. Ganhando um clipe bem fofinho que destaca Baby V com seu affair de “HSM”, Zac Efron, Hudgens chamou suas BFFs para jogarem boliche enquanto flerta com o eterno Troy Bolton, o sonho de consumo de 9 a cada 10 garotas nascidas nos anos 90. Um primeiro videoclipe que mostrava cenas da cantora em uma apresentação da “High School Musical: The Concert” acabou estreando no “Disney Channel” em janeiro de 2007, mas foi pouco veiculado pelas emissoras de TV e a versão com o Zac acabou se tornando a mais conhecida (e querida) pelo público.


14. Suddenly I See – KT Tunstall

Álbum / ano de lançamento: “Eye to the Telescope”, 2005;

Gravadora: “Relentless Records”;

Composição: KT Tunstall;

Gênero musical: alternative rock;

Posição nas paradas de sucesso: #6 na Austrália, #12 no Reino Unido, #21 nos EUA, #25 na Irlanda.

Foi ao som de “Suddenly I See” que um dos filmes mais queridos de todos os tempos, “O Diabo Veste Prada” (estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway), fez uma das aberturas mais icônicas na história dos cinemas. Amplamente divulgada em séries de TV como “Ghost Whisperer” e “Ugly Betty”, o 3º single do “Eye to the Telescope” fez tanto sucesso na “Terra da Rainha” que se arrastou por incríveis 26 semanas dentro do “Top 75 Singles”, uma das paradas de sucesso mais relevantes do Reino Unido. Liberando três clipes para a música (uma versão britânica, uma norte-americana e uma animação), KT chegou a performar sua canção em diversos programas televisivos, como o “The Tonight Show with Jay Leno”, e até mesmo em eventos bem consagrados em nosso globo terrestre, como o “Prêmio Nobel da Paz”, em 2007 (assista porque vale muito a pena). A cantora escocesa causou tanto impacto naquela época que chamou a atenção até mesmo da Secretária de Estado Hillary Clinton, quem usou “Suddenly I See” em sua campanha publicitária para a presidência dos EUA nas eleições de 2008. Parece que a Srtª Tunstall sabe mesmo como espalhar seu nome pelos quatro cantos do planeta!


15. That’s What You Get – Paramore

Álbum / ano de lançamento: “Riot!”, 2008;

Gravadora: “Fueled by Ramen”;

Composição: Hayley Williams, Josh Farro e Taylor York;

Gênero musical: pop-rock, pop-punk, power-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #35 na Nova Zelândia, #55 no Reino Unido, #66 nos EUA, #92 no Canadá.

Não adianta vir com essa cara de quem nunca curtiu a era emo que rendeu algumas boas músicas há uns 10 anos que comigo não cola, tudo bem (hahahh)? Brincadeiras a parte, “That’s What You Get” seguiu as bem sucedidas “Misery Business” e “Crushcrushcrush” e marca a discografia do Paramore como o 2º single australiano, 3º estadunidense e 4º britânico do 2º disco de inéditas da banda, o “Riot!”. Nomeado ao “Fuse Awards” de 2008 na categoria “Melhor Vídeo do Ano”, o grupo ainda possuía em sua formação os irmãos Farro quando do lançamento de “That’s What You Get” lá atrás, em 2008. Atualmente composta apenas por Jeremy Davis, Hayley Williams e Taylor York, o trio continua apresentando a faixa em suas mais recentes turnês, como a “Brand New Eyes World Tour” (2009-2012) e a “The Self-Titled Tour” (2013-2015). Dá pra acreditar que a Hayley tinha apenas 19 primaveras quando gravou o clipe junto com o pessoal da banda? Também, aquela carinha de molecona não dá pra enganar muita gente, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

2/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS ON

3. Lights On

Depois de todo o sucesso obtido com a 1ª parte desse especial, eis que apresento pra vocês o segundo bloco contendo mais 11 dos meus 72 discos favoritos (você pode conferir o post anterior acessando este link). Enquanto escrevia LIGHTS OFF, o meu maior objetivo foi montar uma pequena relação de álbuns que apresentasse uma temática sombria e trabalhasse com os sentimentos de seus criadores, expressando toda a dor, melancolia e demais negativismo que tanto sentimos e estamos cansados de sentir.

Em LIGHTS ON, paralelamente, meu propósito foi exatamente caminhar pelo trajeto contrário. Aqui trago álbuns que te farão – ou tentarão te fazer – sair da deprê e querer comemorar a sua vida da melhor forma possível. Bora encher o carro com os amigos e jogar papo fora! Xô preguiça, xô tristeza!


01. Headstrong11. HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2007;

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”;

Não deixe de ouvir também: “So Much For You”, “Goin’ Crazy”, “We’ll Be Together” e “Headstrong”.

Antes de lançar seu grande primeiro álbum solo, “Headstrong”, de 2007, Ashley Tisdale já era conhecida por seu papel no filme “High School Musical”, então não era nenhuma novidade para o público que a loirinha já sabia cantar. Seja sensualizando no clipe de “He Said, She Said”, arrasando nos vocais de “Suddenly” ou sendo a tão adorada e brega Disney girl de “Not Like That”, Tisdale acertou em cheio com a sua estreia musical, e isso é algo que fica evidente enquanto ouvimos as faixas que compõem “Headstrong”. Sem medo de mostrar todo o seu #girlpower, a cantora foi uma das poucas novatas de sua geração que soube como transmitir sua mensagem otimista sem cair na rejeição popular. Um exemplo de confiança e transparência, Ashley é ainda um modelo de artista que costumeiramente manteve sua boa postura sem estrelar as manchetes escandalosas da imprensa marrom, postura essa nem sempre tomada por seus conterrâneos de “HSM”, não é mesmo?


02. Child Of the Universe12. CHILD OF THE UNIVERSE – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music, 2012;

Singles: “Sitting On Top Of The World”, “Dancing With a Broken Heart” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “Touch”, “Hunters And The Wolves”, “Alcohol” e “No Communication”.

É engraçado porque, ao mesmo passo que a frase “jamais julgue um livro pela capa” defina perfeitamente a senhorita Goodrem para aqueles mais inseguros, a mesma frase não pode ser aplicada para aqueles mais confiantes e que se rendem ao amor à primeira vista. Em meio a tantos atributos físicos exageradamente perfeitos (loira, magra, bonita, simpática, quase uma Barbie humana), fica a dúvida acerca de seus reais talentos e qualidades. Entretanto, qualquer dúvida é facilmente sanada quando temos a oportunidade de ouvir sua boca maravilhosamente bem desenhada ser aberta e sua cristalina voz ser emanada por dois pulmões fortes e imbatíveis. “Child Of The Universe”, seu 4º álbum de inéditas, é, até a presente data, o trabalho que melhor define sua personalidade tão interessante de ser descoberta. Trazendo um mix de sons e experiências de vida, Delta se mostra uma profissional e tanto na apresentação de cada música do disco, seja pela agressividade estonteante de “Alcohol” ou pelo seu lado mais dançante de “Dancing With A Broken Heart”. Uma das melhores vocalistas da atualidade, Delta Goodrem é mais uma daquelas mulheres que integra a nossa lista de “nomes que o mundo PRECISA conhecer”.


03. Most Wanted13. MOST WANTED – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2005;

Singles: “Wake Up” e “Beat Of My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “The Getaway”, “Break My Heart”, “Fly” e “Supergirl”.

Já dissemos que o álbum “Dignity” foi um divisor de águas na carreira de Hilary Duff, mas vale relembrar que antes disso a cantora já vinha caminhando para uma imagem artística mais amadurecida. E, foi exatamente com a coletânea “Most Wanted” que Duff resolveu presentear seus fãs com uma reunião de suas músicas mais poderosas. Contando com as inéditas “Wake Up”, “Beat Of My Heart”, “Break My Heart” e “Supergirl” – essa última presente apenas na edição de colecionadores do novo álbum – Hilary já tentava dizer aos fãs que aquela seria a última vez que a veriam como a popstar adolescente mais procurada do momento. Agora quase uma mulher, Hilary brilhantemente deu um passo afrente ao emplacar “Wake Up” como um dos maiores hits de 2005 e ainda nos surpreender com os vocais consistentes de “Beat Of My Heart”, estes demonstrados ao vivo na edição de 2005 do “American Music Awards” – e que você pode conferir aqui.


04. Britney14. BRITNEY – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2001;

Singles: “I’m A Slave 4 U”, “Overprotected”, “I’m Not a Girl, “Not Yet a Woman”, “I Love Rock ’N’ Roll” e “Boys (The Co-ed Remix)”;

Não deixe de ouvir também: “Boys (Album Version)”, “Let Me Be”, “What It’s Like To Be Me” e “Before The Goodbye”.

Com apenas dois álbuns lançados e vários hits tocando sem parar nas rádios de todo o planeta, a jovem Srtª Spears já era considerada um ícone da cultura pop quando preparava o lançamento de seu 3º disco de inéditas, o autointitulado “Britney”, de 2001. Disposta a quebrar as regras do jogo logo no começo de sua bem sucedida carreira, foi com este material que a cantora explodiu pelo mundo como uma das sex symbols mais desejadas de todos os tempos. Com uma divulgação massiva e a liberação de um single atrás do outro, ouso dizer que este é sem sombra de dúvidas o material mais bem trabalhado e explorado de sua discografia, tendo inclusive sido usado como base para a estreia da “Princesinha do Pop” nos cinemas por meio do longa “Crossroads: Amigas para Sempre”. Tomando um rumo mais independente e deixando de lado as baladinhas românticas que tanto fizeram parte de “…Baby One More Time” e “Oops!…I Did It Again”, “Britney” foi o passo inicial dado pela cantora que mais tarde se tornaria conhecida pelo bordão “it’s Britney, bitch”.


05. A Public Affair15. A PUBLIC AFFAIR – JESSICA SIMPSON

Gravadora: Epic Records, 2006;

Singles: “A Public Affair”, “I Belong To Me” e “You Spin Me Round (Like a Record)”;

Não deixe de ouvir também: “B.O.Y.”, “Walkin’ ’Round in a Circle”, “The Lover In Me” e “I Don’t Want To Care”.

Simpson já não era mais uma novata quando liberou “A Public Affair”, seu 5º álbum de estúdio, para os fãs que aguardavam ansiosos por novas músicas desde o natalino “Rejoyce: The Christmas Album”, de 2004. Agora experiente e conhecedora dos altos e baixos que o mercado musical pode proporcionar a qualquer um, a irmã mais velha de Ashlee Simpson decidiu chamar as amigas Christina Applegate, Eva Longoria e Christina Milian (entre outros famosos) para estrear o divertido clipe do carro-chefe, “A Public Affair” (por favor, ASSISTA). Um ponto interessante que observei e merece atenção é que este é o primeiro álbum, depois de tantos anos de carreira, no qual a cantora aparece realmente confortável consigo mesma e com a própria identidade que adquiriu no passar dos anos. Após passar tanto tempo tentando atingir as altas notas de Mariah Carey e Celine Dion, pela primeira vez pudemos ver Jessica quebrando as amarras que a fizeram famosa sendo mais Jessica e menos uma promessa de “Miss sonho americano”.


06. Breakaway16. BREAKAWAY – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 2004;

Singles: “Breakaway”, “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You” e “Walk Away”;

Não deixe de ouvir também: “Gone”, “Where Is Your Heart”, “I Hate Myself For Losing You” e “Hear Me”.

Pode parecer um pouco estranho, mas, “Breakaway” não é o disco de estreia da primeira grande vencedora do “American Idol”. Por mais que “Thankful” (2003) tenha sido o responsável por levar o nome da cantora do anonimato para a popularidade musical, foi somente um 1 depois que Kelly Clarkson tornou-se uma das popstars mais conhecidas e amadas do globo terrestre. Trazendo hinos que mais tarde a consagrariam como uma das musicistas mais talentosas do novo milênio, Clarkson é uma raridade dos dias de hoje que sempre demonstrou fidelidade a suas raízes como cantora e artista. Investindo em sua voz poderosa e nas batidas pop que comumente estiveram presentes em seus trabalhos no decorrer dos anos, “Breakaway” é definitivamente um de seus trabalhos mais coesos e profundos que trouxe o melhor da voz de Kelly em sua melhor fase. É, inclusive, o trabalho que a cantora mais vendeu por aí: foram mais de 14 milhões de cópias no mundo.


07. Guilty Pleasure17. GUILTY PLEASURE – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2009;

Singles: “It’s Alright, It’s OK” e “Crank It Up”;

Não deixe de ouvir também: “Acting Out”, “How Do You Love Someone”, “Erase And Rewind” e “I’m Back”.

Tomando por base a premissa já adotada por Madonna e Christina Aguilera de que ficar morena representa um amadurecimento da imagem artística da mulher envolvida na indústria fonográfica, Ashley Tisdale não pensou duas vezes antes de fazer o mesmo e servir de exemplo para o caso prático. Assim como sua colega da “Disney” Hilary Duff, Ashley merece nossa ovação de pé pela atitude que parece ter funcionado, já que “Guilty Pleasure”, seu 2º álbum, acabou por se provar uma obra de arte da música pop contemporânea. Por mais que os novos cabelos tenham durado só até a metade da divulgação do disco – Tisdale já estava loira mais uma vez em “Crank It Up” – é inevitável que a mudança surtiu um efeito muito positivo em como as pessoas começaram a ver nossa querida estrela de “The Suite Life Of Zack & Cody”. Agora uma mulher crescida e pronta para as novas aventuras de sua carreira musical – que atualmente encontra-se num hiatus interminável -, bem que os cabelos escuros poderiam voltar na próxima era de Ashley, vocês não acham?


08. Goodbye Lullaby18. GOODBYE LULLABY – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records, 2011;

Singles: “What The Hell”, “Smile” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “I Love You”, “Everybody Hurts”, “Remember When” e “Goodbye”.

Foi difícil escolher um álbum de Avril Lavigne para fazer parte deste especial que estamos acompanhando, mas eu não acredito que tenha feito a escolha errada ao apostar todas minhas fichas no 4º disco da canadense. Eu sei, é claro, que “Goodbye Lullaby” não é tão autêntico como “Let Go”, profundo como “Under My Skin” ou alto astral como o “The Best Damn Thing”, mas nenhum dos trabalhos anteriores trouxe a sensibilidade que eu tanto procurava. O que diferencia esta obra das demais é que Lavigne parece não ter se importado nenhum pouco em gravar algumas músicas boas sem se preocupar com o que poderia tocar nos rádios e fazer sucesso. É claro que temos a parte mais comercial do álbum – as três músicas escolhidas para single – mas em momento algum é desmerecida a importância de outros grandes hinos como “Everybody Hurts” e “Not Enough”, por exemplo. Um super ponto para Avril que, seguindo os seus próprios instintos, soube nos presentear com um disco sincero e positivo ao extremo.


09. Funhouse19. FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records, 2008;

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”,  “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter In The Air”;

Não deixe de ouvir também: “Bad Influence”, “It’s All Your Fault”, “Ave Mary A” e “This Is How It Goes Down”.

Apesar de ser obcecado pela voz da Pink, devo confessar que nunca fui um amante de seus álbuns de inéditas, a não ser por um grande single aqui e ali. Todavia, eu posso afirmar com todas as palavras que “Funhouse” é o disco que veio para deixar completamente de lado essa ideia e me fazer quase um grande fã de seu trabalho. Seja pelo lado “Pink de ser” esbanjado na eletrizante “So What” ou pela obscuridade tão fascinante de “Sober”, o 5º disco da loira é o que de mais pop-rock iremos encontrar em sua conceituada discografia. Trazendo os seus já conhecidos vocais fortes e raspados de uma contralto que sabe o que faz nos estúdios de gravação e nos palcos de suas turnês, Pink sempre foi uma das cantoras mais bem recebidas pelo seu público alvo e até mesmo por aqueles que pouco conhecem sua trajetória. Não é de hoje que os trabalhos da cantora com o brilhante Max Martin originam canções capazes de nos tirar o ar por horas, não é mesmo?


10. Paris20. PARIS – PARIS HILTON

Gravadora: Warner Bros., 2006;

Singles: “Stars Are Blind”, “Turn It Up” e “Nothing In This World”;

Não deixe de ouvir também: “I Want You”, “Jealousy” “Heartbeat” e “Screwed”.

Vamos tentar deixar um pouco o preconceito de lado antes de darmos início a este trabalho em particular, tudo bem? Não estou julgando as habilidades vocais de Paris Hilton ou a sua capacidade para compor grandes músicas, porém, existe aqui um fator que foi primordial para a inclusão do controverso “Paris”, de 2006, ao meu blog e a esta publicação. É claro que o trabalho dos produtores no debut album da socialite foi monstruoso – pra você ter uma ideia, Scott Storch abandonou um projeto de Christina Aguilera para trabalhar com Paris – e isso realmente produziu um resultado um tanto interessante. “Paris” tinha tudo para soar como “uma tentativa de um álbum de Britney Spears”, mas é exatamente isso que não acontece com a estreia de Hilton no meio musical. Seja pela refrescante e praiana “Stars Are Blind” ou pela motivacional – mesmo que seja só pelo videoclipe“Nothing In This World”, a herdeira do império Hilton realmente se divertiu ao jogar-se de cabeça em mais um ramo de sua multifacetada carreira. E, o mais importante: também nos divertiu, o que é o que realmente importa para mim e aos seus poucos – mas fiéis – fãs espalhados por aí.


12. Spring Break...Checkin' Out21. SPRING BREAK…CHECKIN’ OUT – LUKE BRYAN

Gravadora: Capitol Records Nashville, 2015;

Singles: “Spring Breakdown”;

Não deixe de ouvir também: “My Ol’ Bronco”, “Games”, “Good Lookin’ Girl” e “Like We Ain’t Ever”.

Já finalizando o bloco LIGHTS ON, a 2ª parte de nosso especial, é com o charmoso Luke Bryan que me despeço de vocês que têm acompanhado esta caminhada tão longa e por que não espiritual. Sei que pode ser um tanto quanto estranho a inclusão de um álbum country numa lista de álbuns dominada por discos pop, mas, como eu disse anteriormente na abertura dos meus 72 discos favoritos, a sonoridade é o que menos busquei ao elaborar tudo o que tenho escrito por aqui. Lançado há tão pouco tempo – o disco foi liberado no dia 10 de março deste ano – o trabalho vem de encontro a todo o trabalho que o cantor tem desenvolvido no desenrolar dos últimos 5 anos. Para tanto, Luke tem sido destaque nas últimas premiações musicais, tendo levado para casa diversos prêmios em categorias country de eventos como o “American Music Awards” e o “Billboard Music Awards”, além, é claro, daquelas cerimônias próprias de sua música, como o “Academy of Country Music Awards”, e o “CMT Music Awards”. Confiante de si e do som que tem produzido, essa é mais uma dica que vale a pena conferir de um dos melhores álbuns lançado neste ano.


Vamos esquentar um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, o terceiro bloco que trará alguns discos latinos ou com uma pegada mais tropical. Você não pode perder!!!

10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal

Natal é o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado ¹.

O Natal de 2013 mal passou e o de 2014 já está aí, batendo à porta de sua casa e querendo entrar para as festividades de fim de ano. Com muitas comidas típicas e decorações que deixam qualquer cidade de interior com uma aparência mais receptiva, as pessoas se preparam para enfrentar filas e comprar seus presentes de última hora: você sabe, aquele velho jeitinho brasileiro. Detalhes a parte, não é a toa que essa é a época favorita de muitas pessoas, incluindo este que vos escreve.

Claro, sempre tem aquele que adora pré-julgar tudo e vir com o clássico papinho de consumismo capitalista e hipócrita, mas, convenhamos que numa data como essa não dá pra permitir que ninguém estrague a nossa felicidade, certo? É muito bom comprar presente pra quem amamos e ver que aquele brilho nos olhos da criançada correndo pela casa com seus brinquedos coloridos e barulhentos. Pelo menos em 1 dos nossos 365 dias, tentamos esquecer tudo o que nos atormentou durante o ano e ver as coisas de uma forma diferente, mais positiva. Eu sei que deveríamos fazer isso todos os dias, mas todos nós sabemos que não é uma tarefa tão simples assim.

E como não deveria deixar de ser, a música também abriu um espacinho para comemorarmos o nascimento do menino Jesus e nos presenteou com diversos trabalhos natalinos. Seja com inspirações do pop ou do jazz, são inúmeros os discos que exaltam essa data e pipocam nas prateleiras das lojas mais que lançamento de álbum novo da Taylor Swift. Abaixo, relacionei 10 coisas que não podem faltar no meu Natal musical, e espero que aproveitem as dicas as colocando em prática. É isso, Feliz Natal a todos vocês, Feliz Ano Novo e tudo de melhor a cada um de vocês. É tempo de esquecermos as tristezas do passado e nos prepararmos para mais um recomeço ao lado de quem amamos, então, bola pra frente.


ÁLBUNS:

MERRY CHRISTMAS – MARIAH CAREY:

É com a “Rainha do Natal” que abrimos o nosso especial de fim de ano. Lançado no novembro de 1994, o álbum foi liberado no ápice da carreira de Mariah, quando tudo o que a cantora tocava automaticamente virava ouro. Vendendo 15 milhões de cópias mundiais, é o disco natalino mais vendido de todos os tempos, tendo originado o mega sucesso “All I Want For Christmas Is You”, top 5 nas rádios norte-americanas. Com inspirações na música pop, natalina, R&B e gospel, Carey dá um show com seus vocais bem trabalhados e não deixa de marcar presença anualmente em diversas apresentações públicas, como a desse ano em Nova Iorque. O álbum ganhou uma segunda parte em 2010, quando Mimi gravou e lançou “Merry Christmas II You”, seu segundo disco natalino, e o single inédito “Oh Santa”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU” AO VIVO!


MY KIND OF CHRISTMAS – CHRISTINA AGUILERA:

Christina Aguilera mal havia estourado pelo globo com o single “Genie In A Bottle” e o seu álbum homônimo, em 1999, quando viu que sua vida se resumia a fazer shows, dar entrevistas e não sair dos estúdios de gravação. Lançando seu primeiro álbum latino, “Mi Reflejo”, e o primeiro natalino, “My Kind Of Christmas”, quase que simultaneamente, ela subiu ao palco e divulgou seus três primeiros discos no especial da “ABC”  que mais tarde originou o VHS/DVD “My Reflection”. Mesclando música pop com R&B e natalina, Aguilera nos revela um pouco mais da poderosa voz anteriormente escondida nas batidas pop de seu disco debut, consolidando-se aos poucos como uma forte vocalista. Com covers de “O Holy Night”, “Have Yourself a Merry Little Christmas” e muitas outras, o trabalho já se inicia com a inéditas “Christmas Time”. “My Kind Of Christmas” estreou em #28 na “Billboard 200” e vendeu cerca de 1,2 milhão de cópias em todo o planeta.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMAS TIME” AO VIVO!


HAPPY CHRISTMAS – JESSICA SIMPSON:

Já familiarizada com a música natalina depois do lançamento de seu primeiro disco inspirado no tema, “ReJoyce: The Christmas Album”, que inclusive vinha com um EP também natalino em sua versão deluxe, foi lá em 2004 que a cantora estreou em #14 na “Billboard 200”, vendendo 152 mil cópias na primeira semana. Seis anos mais tarde, com uma roupagem mais madura, a loira retorna à indústria musical com seu segundo trabalho festivo, “Happy Christmas”. Bem aceito pela crítica, Simpson foi elogiada pelo “New York Times” por conta de seus “vocais harmônicos que muito combinaram com o estilo abordado no álbum”, decretando ainda que a cantora “nunca soou tão focada em anos”. “Carol Of The Bells” e “Merry Christmas Baby” foram duas das regravações que muito chamaram a atenção do público e que você não pode deixar de conferir.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “MY ONLY WISH” AO VIVO!


SANTA CLAUS LANE – HILARY DUFF:

Foi assim que Hilary Duff deu início à sua carreira na música: lançando um álbum natalino em outubro de 2002. “Santa Claus Lane”, gravado quando Hilary tinha apenas 15 anos e lançado sob o selo da “Walt Disney Records”, incluía duetos com Christina Milian e Lil’ Romeo nas faixas “I Heard Santa On The Radio” e “Tell Me a Story (About The Night Before)”, respectivamente. Regravando ainda “Wonderful Christmastime”, composta e lançada originalmente por Paul McCartney, o disco foi razoavelmente aceito pelos críticos, que ora criticavam “a sonoridade pouco natalina” e ora elogiavam “a presença de uma voz por trás de um rosto tão jovem”. “Santa Claus Is Coming To Town” e “Jingle Bell Rock” são, com certeza, os grandes destaques do disco que serviu para inserir Duff no mercado norte-americano e um ano mais tarde ser um hit com as músicas “So Yesterday” e “Come Clean”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “WHAT CHRISTMAS SHOULD BE” AO VIVO!


WRAPPED IN RED – KELLY CLARKSON:

Foi vestida de vermelho que a nossa “ex-American Idol” favorita liberou o seu sexto disco de inéditas, “Wrapped In Red”, em outubro de 2013. Já começando com a inédita faixa-título, o trabalho foi aclamado pela crítica, recebendo 73 de 100 pontos do site “Metacritic”, a melhor pontuação da loira até agora. Debutando em #3 na “Billboard” com vendas de 70 mil cópias na primeira semana, o álbum gerou dois singles com direito a três clipes oficiais, um lançado há um mês. Como parte de divulgação do álbum, foi ao ar na TV, em dezembro passado, um especial natalino exclusivo da cantora pelo canal “NBC”, o qual recebeu as participações especiais de Blake Shelton, Robin Williams e Whoopi Goldberg. “In Red” foi influenciado pela música pop, pelo jazz, soul e country.

ASSISTA AO CLIPE OFICIAL DE “WRAPPED IN RED”!


EP’s:

A KYLIE CHRISTMAS – KYLIE MINOGUE:

É com apenas duas canções, “Let It Snow” e “Santa Baby”, que a australiana Kylie Minogue liberou o seu quinto extended play em novembro de 2010, pela “Parlophone”. Um dia depois, o material foi relançado incluindo as faixas “Aphrodite” e “Can’t Beat The Feeling”, recebendo o nome de “A Christmas Gift”, músicas essas extraídas do 11º disco de inéditas da cantora. “Santa Baby”, já lançada nas vozes de Madonna, Shakira e Taylor Swift, é na verdade uma regravação antiga de Kylie, inclusa como b-side no single de 2000 “Please Stay”. Para promover o material, Minogue performou os dois clássicos do Natal há quatro anos, na cerimônia anual de iluminação da Árvore de Natal do “Rockfeller Center”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “SANTA BABY” AO VIVO!


THE TAYLOR SWIFT HOLIDAY COLLECTION – TAYLOR SWIFT:

Você já imaginou ouvir os maiores clássicos de fim de ano com uma roupagem country? Foi isso que Taylor Swift fez há sete anos com o seu primeiro EP, lançado pela “Big Machine Records”. Quando ainda não se aventurava pelo caminho pop, a loira nascida na Pensilvânia compôs e deu voz às inéditas “Christmases When You Were Mine” e “Christmas Must Be Something More”, aproveitando da oportunidade para gravar quatro grandes covers, entre eles a fantástica “Last Christmas”. Bem aceito pelo público, o EP chegou a #20 posição na “Billboard 200” e #1 no “Holiday Albums”. Deixando muitos com um gostinho de quero mais, grande parte das pessoas que ouviu o material não se conformou com um simples extended play e preferiu um álbum completo vindo de Swift (o que infelizmente não aconteceu).

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMASES WHEN YOU WERE MINE” AO VIVO!


SINGLES:

CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME) – LEIGHTON MEESTER:

Essa é para aqueles que gostam do Natal mas não curtem as típicas músicas natalinas que bombam em novembro e dezembro. “Christmas (Baby, Please Come Home)”, lançada originalmente por Darlene Love, em 1963, é um hit natalino já gravado também por Mariah Carey, U2 e Michael Bublé. A versão de Leighton, mais pop que cânone, foi incluída na coletânea “A Very Special Christmas 7” ao lado de covers de Miley Cyrus, Carrie Underwood e Ashley Tisdale. Divulgada em 08 de dezembro de 2009, foi um dos primeiros trabalhos de Meester em carreira musical, o que culminou anos mais tarde em seu primeiro disco de inéditas, “Heartstrings”, liberado esse ano.

OUÇA  “CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME)” NA VOZ DE LEIGHTON MEESTER!


MY ONLY WISH (THIS YEAR) – BRITNEY SPEARS:

Pois é, você pode não saber, mas nem a “Princesinha do Pop” escapou do clima natalino! Entretanto, ao contrário da maioria dos cantores que adoram regravar clássicos de décadas e décadas atrás, Britney resolveu focar em sua paixão pelo Papai Noel e liberou a inédita “My Only Wish (This Year)”, no inverno de 2000. Compondo ao lado de Brian Kierulf e Josh Schwartz, a canção entrou para a tracklist da coletânea “Platinum Christmas”, que ainda trouxe músicas de Christina Aguilera, Backstreet Boys e Whitney Houston. Comparada à Mariah Carey, “My Only Wish” recebeu críticas mistas e teve um desempenho moderado nas tabelas musicais, atingindo o #49 na “US Holiday Songs”.

OUÇA “MY ONLY WISH (THIS YEAR)”, CANÇÃO DE BRITNEY SPEARS!


CINEMAS:

JINGLE BELL ROCK –  LINDSAY LOHAN E ELENCO DE “MEAN GIRLS”:

Todos estamos cansados de ler que “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”) entrou de cabeça na cultura pop e se consolidou como um dos filmes que mais ditou regras entre adolescentes de 2004 pra cá. Também, não é pra menos, já que Lindsay Lohan esteve no auge de sua carreira e novatas como Amanda Seyfried se preparavam para uma trajetória brilhante nos cinemas. Entre as inúmeras cenas que nos fizeram rolar no chão de tanto rir, uma merece destaque, e por isso inclui nesta publicação. Sim, estou falando da hilária cena na qual o quarteto de garotas sobe ao palco para uma apresentação colegial da épica “Jingle Bell Rock”. Após um problema técnico com a aparelhagem de som, cabe à Cady Heron (Lohan) a difícil tarefa de recuperar o controle da situação e dar uma palhinha do poder vocal de sua intérprete – que mais tarde veríamos nos álbuns “Speak” e “A Little More Personal (Raw)”.

ASSISTA A CENA DE “JINGLE BELL ROCK” EM “MEAN GIRLS”!

Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás

O universo musical, assim como o da literatura e o do cinema, está passando por constantes alterações, e isso quem diz não sou eu, mas a própria História. Assim como o ser humano, tudo ao nosso redor modifica, evolui e ultrapassa certos limites que até então imaginávamos inquebráveis. Não poderia ser diferente com a música pop, o gênero mais cobiçado dos últimos tempos.

Porém, o que encontramos em dias atuais, infelizmente, talvez seja um pouco desapontante. Salvo algumas exceções raríssimas, os artistas atuais, principalmente os da nova geração, têm procurado uma certa generalidade que não coincide com o que bombava há 10 anos em rádios de todos os países. Talvez pela insegurança do sucesso, mais e mais vezes somos “atacados” por álbuns de conteúdo duvidoso e que pouco mostram originalidade (talvez se retirarmos um carro-chefe ou um single qualquer).

Nesse sentido, selecionei abaixo 10 dos melhores álbuns lançados há 10 anos e que continuam fazendo a cabeça de muita gente. Deixo claro, desde já, que elaborei esta publicação me baseando única e exclusivamente em meu gosto musical. Reafirmo humildemente: não sou técnico musical, apenas um grande admirador de música pop.

Vamos lá?!


10. GREATEST HITS: MY PREROGATIVE

Artista: Britney Spears

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 08/11/2004

Singles: “(I’ve Just Begun) Having My Fun”, “My Prerogative”, “Do Somethin’”

Considerações: Tudo bem, eu sei que ao dizer que relacionaria os 10 melhores álbuns de 2004, você provavelmente pensou em discos de faixas inéditas, porém, essa coletânea é capaz de quebrar as regras de qualquer jogo. “Greatest Hits: My Prerogative” é tão deliciosa que tem o incrível poder de abrir uma fenda no tempo e nos sugar para o fantástico mundo comandado por Britney Spears. As inéditas incluem três novas músicas produzidas pela dupla Bloodshy & Avant, sendo uma delas um cover do cantor de R&B Bobby Brown. Hinos como “I’m a Slave 4 U” e “Toxic” juntamente com as faixas inéditas nos revelam que aquela pequena garota nascida na Louisiana veio para construir um legado e se tornar a maior estrela pop de todos os tempos, sendo uma fiel seguidora dos passos de Madonna e Michael Jackson.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 255 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “My Prerogative”.


09. HARMONIUM

Artista: Vanessa Carlton

Gravadora: A&M Records

Lançamento: 21/10/2004

Singles: “White Houses”

Considerações: “Making my way downtown, walking fast, faces passed and I’m home bound”! A dona de uma das músicas mais conhecidas dos anos 2000 – “A Thousand Miles” (o tema do filme “As Branquelas”, lembra?) – não poderia fazer feio com o lançamento de seu segundo disco, “Harmonium”, trazendo o first (and only) single “White Houses”. Com baixas vendas, o álbum marcou a saída da cantora de sua até então atual gravadora, a “A&M Records”. Completamente trabalhado em cima do já conhecido “piano pop/rock” apresentado por Carlton, o segundo trabalho da norte-americana traz um considerável amadurecimento profissional com letras mais intimistas e convidativas. Podemos destacar entre as canções do disco a faixa “Annie”, escrita pela cantora e dedicada a uma fã com leucemia: “Eu daria meus ossos para você ter mais alguns anos, oh Annie. Mais para você viver do que para tentar sobreviver, oh Annie”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #33 na “Billboard 200” com vendas de 36 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “White Houses”.


08. REBELDE

Artista: RBD

Gravadora: EMI Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Rebelde”, “Solo Quédate En Silencio”, “Sálvame”, “Un Poco De Tu Amor”

Considerações: Talvez o maior sucesso musical mexicano apenas atrás da cantora Thalía, o RBD foi a banda formada entre os anos de 2004 a 2009 por meio da telenovela “Rebelde”. Integrado por Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christian Chávez, Christopher von Uckermann e Alfonso Herrera, o primeiro disco da banda foi totalmente inspirado no programa de TV estrelado pelo sexteto, atuando como trilha sonora para o mesmo. Vale dizer, ainda, que o sucesso do grupo foi tão grande aqui no Brasil que o disco chegou a ser relançado e regravado, com 7 das músicas originais cantadas totalmente em português, recebendo o título “Rebelde (Edição Brasil)” Os dois próximos discos da banda, “Nuestro Amor” e “Celestial”, também receberam versões “abrasileiradas”, repetindo o mesmo sucesso adquirido pelo primeiro.

Paradas musicais: O álbum estreou em #95 na “Billboard 200”, e estima-se que tenha vendido 400 mil cópias até hoje nos EUA.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Solo Quédate En Silencio”.


07. LOVE. ANGEL. MUSIC. BABY

Artista: Gwen Stefani

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 12/11/2004

Singles: “What You Waiting For?”, “Rich Girl”, “Hollaback Girl”, “Cool”, “Luxurious”, “Crash”

Considerações: Já há 18 anos como membro do No Doubt, foi em 2004 que Gwen Stefani decidiu aproveitar o hiatos da banda para investir em sua carreira solo. Se influenciado na disco, electropop, new wave, R&B, hip-hop e dance-rock nos anos 80, a loira apresentou para o público um trabalho completamente original e diferente do que as pessoas estavam acostumadas a ouvir há 10 anos. Vestindo roupas fashionistas e gravando um som psicodélico, o visual de Stefani muito lembrava, para à época, o que Lady Gaga adotou em meados de 2008/2009. Como Alice No País das Maravilhas, Stefani investiu em sua carreira solo criando batidas modernas que remetia o ouvinte a outras dimensões, deixando o pop muito mais interessante. Destaque para o mega hit “Hollaback Girl”, composta por Gwen ao lado de Chad Hugo e Pharrel Williams, produzida pelos últimos (The Neptunes).

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “Billboard 200” com vendas de 309 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Hollaback Girl”.


06. BEAUTIFUL SOUL

Artista: Jesse McCartney

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 28/09/2004

Singles: “Beautiful Soul”, “She’s No You”, “Get Your Shine On”, “Because You Live”

Considerações: O único artista masculino solo a entrar em nossa lista não poderia ser outro senão Jesse McCartney, e não digo isso por ser meu cantor favorito. O moço mal havia saído da boyband Dream Steet, em 2002, quando deu início a sua carreira musical como solista, lançando em 2003 o EP “JMac”. Porém, foi com seu debut que conseguiu chamar a atenção do público e provar que não era apenas um rostinho bonito entre a multidão de novos artistas. Com suas baladas românticas, foi durante anos a opção número 1 de 9 a cada 10 garotas apaixonadas por seus ídolos teen, até se aprofundar no R&B e quebrar sua imagem de “bom moço” com a estreia de “Departure”, em 2007. “Beautiful Soul”, como o próprio nome sugere, nos traz um lado mais emocional e honesto de McCartney, embalando o ouvinte com seu pop-rock tradicional da década passada.

Paradas musicais: O álbum estreou em #15 na “Billboard 200”, e estima-se que o disco tenha vendido cerca de 1,8 milhão de cópias a nível mundial.

Ouça: e assista ao videoclipe de “She’s No You”.


05. AUTOBIOGRAPHY

Artista: Ashlee Simpson

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 20/07/2004

Singles: “Pieces Of Me”, “Shadow”, “La La”

Considerações: Antes de engravidar e dar a luz a seu primeiro filho, Bronx, Ashlee Simpson era uma cantora regularmente frequente no cenário musical. Com três álbuns em sua discografia, foi com o single “Pieces Of Me” que a morena estabeleceu entre as paradas de sucesso uma das músicas mais tocadas da década passada, sendo eleita por muitos a “Música do Verão”. Amparada pelo seu programa de TV “The Ashlee Simpson Show”, da MTV, a emissora mostrou aos fãs da jovem o processo de criação e gravação do disco, o que rendeu uma alta audiência e atraiu os holofotes para Simpson. Destaca-se no álbum a faixa “Shadow”, música que Ashlee compôs em seus 15/16 anos e desabafou sobre o quão difícil foi encontrar sua própria identidade e viver na sombra de sua irmã famosa, a também cantora Jessica Simpson. “Autobiography” é o álbum mais denso de Ashlee, que aproveitou a oportunidade para criar uma harmônica ligação de seus sentimentos adolescentes com sua voz rasgada e uma intensa batida pop-rock.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 398 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Pieces Of Me”.


04. HILARY DUFF

Artista: Hilary Duff

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 15/09/2004

Singles: “Fly”, “Someone’s Watching Over You”

Considerações: Após a liberação e pesada divulgação do disco “Metamorphosis”, Hilary Duff precisava urgentemente de novo material para manter a atenção do público. Algo que mostrasse sua evolução como ser humano, mas que não chocasse as pessoas que acompanhavam sua carreira. Foi a partir daí que nasceu “Hilary Duff”, tido por muitos como o seu álbum mais pessoal, sonoramente falando. Já introduzido pelo carro-chefe “Fly”, a música fala por si só, se tornando de imediato um hino de superação para milhares de jovens e adultos hoje 10 anos mais velhos. “Hilary Duff”, assim como qualquer disco pop, tem seus pontos altos e baixos, mas destaca-se pela melancolia intensa presente em faixas como “Weird”, “The Getaway” e “Shine”. Porém, também possui o seu lado positivo, este representado por “Jericho” e “I Am”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 192 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Fly”.


03. SPEAK

Artista: Lindsay Lohan

Gravadora: Casablanca Records

Lançamento: 07/12/2004

Singles: “Rumors”, “Over”, “First”

Considerações: O nosso top 3 é iniciado por ninguém mais, ninguém menos que Lindsay Lohan, a mais conhecida bad girl hollywoodiana da atualidade. Com “Speak”, seu primeiro trabalho musical sério, a norte-americana mostrou ao mundo que, além de seu talento nato para a representação, também foi beneficiada com uma voz poderosa e altamente limpa. O primeiro single, “Rumors”, mal foi lançado e chegou a ser indicado a uma categoria no “Video Music Awards” de 2005 na categoria de “Melhor Vídeo Pop” – mas perdeu para Kelly Clarkson com “Since U Been Gone”. “Speak” foi influenciado pelos gêneros pop, pop-rock, dance-pop e gravado sob o selo da “Casablanca Records”, com produção executiva de Tommy Mottola – o cara que descobriu Mariah Carey. Mostrando um lado mais sensível e comercial, Lohan somente foi se libertar musicalmente no ano seguinte, com a liberação de seu segundo álbum, “A Little More Personal (Raw)” – que em breve receberá uma análise exclusiva.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 261 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Rumors”.


02. BREAKAWAY

Artista: Kelly Clarkson

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You”, “Walk Away”, “Breakaway”

Considerações: Se o “American Idol” teve como objetivo principal encontrar um novo artista entre pessoas dos mais variados lugares do mundo, com certeza Kelly Clarkson foi a candidata mais bem sucedida da história do programa – sem desmerecer Carrie Underwood e Jordin Sparks, claro. Dona de uma voz poderosa e marcante, foi com “Breakaway” que Clarkson explodiu nas paradas de sucesso e se estabeleceu como uma cantora respeitada. Dona de inúmeros hits, três de seus maiores sucessos estão presentes em seu segundo disco, sendo eles “Because Of You”, “Since U Been Gone” e a faixa-título, “Breakaway”. Trabalhando ao lado de Dr. Luke (Katy Perry), Max Martin (Britney Spears), Kara DioGuardi (Christina Aguilera) e até mesmo Avril Lavigne, a loira presenteou os fãs com seu álbum mais vendido mundialmente – são mais de 15 milhões de cópias – e provavelmente o mais querido entre os seguidores da ex-garçonete. Com suas 4 oitavas, Kelly é provavelmente uma das cantoras mais bem treinadas vocalmente da atualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 250 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Because Of You”.


01. UNDER MY SKIN

Artista: Avril Lavigne

Gravadora: Arista Records, RCA Records

Lançamento: 25/05/2004

Singles: “Don’t Tell Me”, “My Happy Ending”, “Nobody’s Home”, “He Wasn’t”, “Fall To Pieces”, “Take Me Away”

Considerações: Não é a toa que a “Princesa do Pop-Punk” conseguiu, com seu segundo álbum de inéditas, conquistar nosso primeiro lugar. Os singles retirados de “Under My Skin” o tornaram um disco memorável, mas mesmo se ali não estivessem, este continuaria sendo, em minha singela opinião, o melhor álbum da canadense. Mais profundo que o debut “Let Go” e mais maduro que os posteriores, “Skin” nos revela uma Avril muito mais adulta e vulnerável – talvez só não tão vulnerável como pudemos ver em “Goodbye Lullaby”. Assim como “Fly”, de Hilary Duff, “Nobody’s Home” é um dos grandes destaques do CD, consolidando-se como uma das canções mais melancólicas e impactantes da última década. Número #1 em diversos países incluindo Canadá, Austrália e Japão, estima-se que o disco tenha ultrapassado 8 milhões de cópias a nível mundial.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 381 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nobody’s Home”.