Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os últimos lançamentos do pop internacional (em álbuns)

Anda sem tempo para acompanhar o que tem pintado de bom e de novo no movimentado mundo da música internacional? Pois não precisa mais se preocupar. Depois de trazermos as duas primeiras partes do especial “Hora de se atualizar” com as melhores músicas que foram lançadas durante este 2º semestre de 2015 (relembre aqui e aqui), chegou o momento de conhecer alguns dos melhores discos liberados nas últimas semanas e que você precisa conferir por conta própria. Encoste-se, relaxe e aproveite o fim de semana para se jogar nas nossas dicas a seguir selecionadas:


LANÇAMENTOS

SWAAY – DNCE

Liberado há quase um mês (23/10), “SWAAY” foi o nome recebido pelo 1º extended play da banda DNCE responsável por introduzir o trabalho dos caras ao público em geral. Recebendo a assinatura de seus membros (Joe Jonas, Jack Lawless, Cole Whittle e JinJoo Lee) e a permissão da “Republic Records”, o material é formado por 3 novas faixas acompanhadas da já conhecida “Cake by the Ocean”, o single principal que serviu de suporte para fazer a estreia do grupo na “Billboard Hot 100” na posição #79. Seguindo por um pop-rock bem semelhante ao de Robin Thicke e Maroon 5, a DNCE foi formada oficialmente neste ano e não deverá demorar para liberar o seu 1º disco de inéditas, o qual ainda não possui data fixada de lançamento – mas poderá ver a luz do dia já em 2016. Destaque para a faixa “Toothbrush”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “CAKE BY THE OCEAN”.


Liberman – Vanessa Carlton

Com uma forte discografia formada por 4 belos álbuns liberados desde 2002 (quando ganhou o mundo com o megassucesso “A Thousand Miles”), Vanessa Carlton retornou para os estúdios de gravação após um descanso de 4 anos e nos entregou, no último mês (23/10), o seu 5º disco de inéditas. Sucessor de “Rabbits on the Run” (2011), “Liberman” ganhou as estantes das lojas após nos conquistar com a singela divulgação do EP “Blue Pool” e “Willows”, a 2ª canção do material. Tendo sua promoção iniciada por “Operator”, o poderoso first single, Carlton tem mostrado que seu novo contrato com a “Dine Alone Records” a tem motivado bastante na divulgação do atual trabalho em questão. Partindo para o seu 2º single em um intervalo de menos de 2 meses, “House of Seven Swords” foi a canção escolhida para continuar a trajetória inicial do maravilhoso “Liberman”: um dos mais tocantes discos já gravados pela moça e que segue a linha mais acústica de “Rabbits on the Run”. Destaque para a faixa “Unlock the Lock”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “HOUSE OF SEVEN SWORDS”.


Get Weird – Little Mix

Dando sequência ao catálogo da girlband britânica que já conta com os fascinantes “DNA” e “Salute”, “Get Weird” é o 3º álbum gravado pelas meninas do Little Mix e liberado no começo de novembro (06/11) sob a orientação da “Syco Music” (a gravadora de Simon Cowell) e da “Columbia Records”. Precedido pelo abre-alas “Black Magic” – o hit que foi #1 no Reino Unido e #67 nos EUA –, o disco foi recebido razoavelmente bem pelos críticos musicais de plantão, muitos dos quais destacaram as influências da música dos anos 80 e 90 para a formação do trabalho. Super alto-astral, “Get Weird” cumpre o seu papel ao agitar o ouvinte e tentar fazê-lo requebrar com sua eloquente mistura de dance-pop com R&B, mas peca por não apresentar nenhum momento marcante ou de tirar o fôlego (como “Wings”, do “DNA”, e “About the Boy”, do “Salute”). Não progredindo em absolutamente quase nada, o único diferencial do álbum fica mesmo com o single “Black Magic”, música responsável por expandir o nome do grupo durante o 1º semestre do ano e dar maior visibilidade para as talentosas Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade. Destaque para a faixa “Weird People”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “BLACK MAGIC”.


Delirium – Ellie Goulding

Seguindo a sonoridade já experimentada por Ellie em seus últimos singles de sucesso (“Burn”, “Outside”, “Love Me Like You Do”), “Delirium” é o 3º trabalho da cantora inglesa lançado pela “Polydor Records” logo na primeira semana deste mês (06/11). Guiado por “On My Mind”, o 1º single extraído do material, o disco que contou com as produções de Max Martin, Ilya Salmanzadeh e muitos outros vem para fixar o nome de Goulding como uma das maiores hitmakers britânicas da atualidade. Majoritariamente projetado para agradar o gosto mainstream, por mais batido que o dance-pop esteja no mercado fonográfico contemporâneo, é inevitável dizer que “Delirium” tem os seus bons momentos de grandiosidade. A primeira metade do álbum, que vai de “Intro (Delirium)” a “Keep on Dancin’”, funciona bem e convence o ouvinte sobre o caminho pretendido pela sua intérprete, e por mais que perca um pouco do seu foco com a chegada de “On My Mind”, “Don’t Need Nobody” e “Don’t Panic” surgem para recuperar todo o gás perdido pelas 5 faixas anteriores. Um trabalho coeso e poderoso, mas que assim como qualquer outro apresenta alguns deslizes. Destaque para a faixa “Something In the Way You Move”.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE”.


Are You Ready? – Abraham Mateo

Depois de atingir o top 10 de seu país de origem com o hit “All the Girls”, do álbum “Who I AM” (2014), chegou o momento do cantor espanhol Abraham Mateo dar continuidade à caminhada pela independência musical com “Are You Ready?”, seu 4º disco de inéditas. Movido pelo carro-chefe “Old School”, o material gravado e promovido pela “Sony Music Spain” foi liberado para compra na última semana (13/11) e surpreende o ouvinte ao fazer um bem bolado entre as línguas espanhola e inglesa. Com apenas 17 anos, Mateo parece querer seguir os passos de Enrique Iglesias e cada vez mais tem investido pesado na divulgação de seus trabalhos pelo continente norte-americano. Apesar de não inovar em nada e se mostrar um lançamento bem genérico (mais do mesmo), no fim das contas “Are You Ready?” se faz uma ótima dica para quem curte o teen-pop de outros astros da atual geração de cantores, como Austin Mahone e Cody Simpson. Destaque para a faixa “If I Can’t Have You”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “OLD SCHOOL”.


Ben Haenow – Ben Haenow

Saindo vitorioso da 11ª edição do reality britânico “The X Factor”, o álbum homônimo de Ben Haenow é o 1º gravado pelo novato sob o selo da “Syco Music” e da “RCA Records”, disponível para compra desde o dia 13/11. Recebendo o apoio da 1ª “American Idol” Kelly Clarkson, “Second Hand Heart” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do trabalho e acabou sendo liberada em forma de dueto pelos talentosos cantores. Trazendo 10 faixas na edição standard e 14 na deluxe, “Ben Haenow” conta com composições de Ryan Tedder, Benny Blanco e do próprio Ben, quem escreveu a maior parte das músicas que compõem o CD. Fazendo uma brecha no atual movimento mainstream que tem dominado as rádios de todo o planeta, o disco foi moldado pelo pop-rock e soa como uma amostra do que de melhor rolou há anos atrás nas paradas de sucesso. Pouco interessante, mas um ótimo começo para um nome tão jovem que ainda tem muito a aprender (por mais músicas como “Greatest Mistake” e menos como “Make It Back to Me”). Destaque para “One Night”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “SECOND HAND HEART”.


Kylie Christmas – Kylie Minogue

13º disco de inéditas lançado pela australiana Kylie Minogue na semana passada (13/11) com o apoio da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records”, “Kylie Christmas” traz uma coletânea de diversos clássicos da música natalina já regravadas por inúmeros cantores populares da indústria com outras 6 faixas inéditas compostas pela própria Kylie. Destaque para “100 Degrees”, o dueto com a irmã mais nova da veterana, Dannii Minogue. Não deixe de ler agora mesmo o nosso especial exclusivo sobre o “Kylie Christmas”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “100 DEGREES”.


Made in the A.M. – One Direction

Dando sequência aos seus projetos musicais (mas desta vez sem Zayn Malik), o quarteto formado por Harry, Louis, Niall e Liam divulgaram para o mundo seu 5º álbum de estúdio há 8 dias (13/11) com o objetivo de fazer de “Made in the A.M.” um dos seus trabalhos mais ecléticos, maduros e bem vistos pelo público geral. Destaque para a faixa “What I Feeling”. Não deixe de ler, ainda, o nosso especial exclusivo sobre o “Made in the A.M.”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “PERFECT”.


Purpose – Justin Bieber

Impressionando com uma versatilidade jamais vista antes, Justin Bieber foi capaz de recriar toda sua sonoridade com o lançamento de “Purpose”: seu 4º álbum de estúdio que estreou na semana passada (13/11) sob a proteção da “Def Jam Recordings” e traz inúmeras parcerias de ouro com cantores, compositores e produtores. Destaque para a faixa “I’ll Show You”. Não deixe de ler, também, o nosso especial exclusivo sobre o “Purpose”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “MARK MY WORDS”.


RELANÇAMENTOS

Title (Special Edition) – Meghan Trainor

Relançamento do 1º álbum de estúdio da novata Meghan Trainor que estreou no mercado em 9 de janeiro de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 15 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Title (Special Edition)” traz 4 faixas bônus – “Good to Be Alive”, “What If I (Guitar Version)”, “Title (Acoustic)” e “I’ll Be Home” – além dos vídeos gravados para os singles “Title”, “All About That Bass”, “Dear Future Husband” e “Like I’m Gonna Lose You”; e os bastidores destes 3 últimos. Destaque para a faixa “I’ll Be Home”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “DEAR FUTURE HUSBAND”.


Nick Jonas X2 – Nick Jonas

Relançamento do 2º álbum de estúdio do Nick Jonas em carreira solo que estreou no mercado em 10 de novembro de 2014, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 14 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Nick Jonas X2” traz 3 faixas bônus – “Levels”, “Area Code” e “Good Thing” (feat. Sage the Gemini) – e 4 novos remixes: “Chains (feat. Jhené Aiko)”, “Jealous (feat. Tinashe)”, “Teacher (Young Bombs Remix Radio Edit)” e “Levels (Alex Ghenea Radio Edit)”. Destaque para a faixa “Area Code”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “AREA CODE”.


Handwritten (Revisited) – Shawn Mendes

Relançamento do 1º álbum de estúdio do novato Shawn Mendes que estreou no mercado em 14 de abril de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard (porém “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much” tiveram suas versões de estúdio substituídas por versões ao vivo gravadas de uma apresentação do cantor realizada no “Greek Theater”), “Handwritten (Revisited)” traz ainda 4 faixas bônus inéditas: “I Know What You Did Last Summer” (feat. Camila Cabello), “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”. Destaque para a faixa “I Know What You Did Last Summer”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER”.


Para você, quais foram os melhores álbuns lançados durante este intenso ano de 2015? Deixe as suas respostas no campo para comentários mais abaixo e fique de olho por aqui para conferir muito mais sobre música pop.

Nada de Papai Noel! Quem levará o Natal para a sua casa neste fim de ano será o disco “Kylie Christmas”

O Natal já está chegando e, diferente do último que rolou por aqui no Caí da Mudança, para este ano resolvi antecipar um pouquinho as celebrações de dezembro disponibilizando para vocês a nossa tradicional publicação comemorativa ainda neste mês de novembro. Tudo bem, eu sei que ainda falta muito para o nascimento do pequeno Menino Jesus, mas não custa nada, desde já, darmos início à vinda do clima natalino e tentar ver o mundo de uma forma um pouquinho mais positiva e cheia de prosperidade.

Se você nos acompanha há um certo tempo, então deve se lembrar do especial que fiz em 2014 trazendo ao leitor “as 10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal” (o qual pode ser conferido por meio deste link). Um ano depois (e confesso: com menos ideias para sugestões, rs) concentrarei a nossa típica publicação natalina da vez em um único trabalho recém lançado por uma das cantoras mais prestigiadas do meio musical. Mas, não há motivos para tristeza (caso você não goste da brilhante empreitada desta musicista), pois até o dia 25 de dezembro estarei trazendo para cá algum plus que definitivamente ajudará todos vocês a entrarem na maravilhosa vibe cânone curtindo o que de melhor predomina durante o fim de ano. Dispensado o blábláblá, vamos começar a nossa resenha de hoje!

Tendo seu primeiro contato profissional com a música natalina ainda no início do novo milênio – quando regravou a popular “Santa Baby” e a encaixou como uma b-side do single “Please Stay”, de 2000 –, há alguns anos Kylie Minogue teve uma nova oportunidade de reviver as festividades de fim de ano quando do lançamento dos EPs “A Kylie Christmas” e “A Christmas Gift”. Um quinquênio depois, a australiana mais popular da indústria fonográfica ainda demonstra toda sua paixão pelo Bom Velhinho por meio de “Kylie Christmas”, o seu 13º disco de estúdio e 1º inteiramente dedicado ao mês mais marcante do calendário.

Kylie em imagem promocional para o “Kylie Christmas”

Liberado sob os selos da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records” no último 13 de novembro, o novo material da veterana foi anunciado logo no começo de outubro deste ano quando teve a sua capa e tracklist revelados por tabloides de todo o mundo. Gravado nos estúdios “Sarm Music Village” e “Angel Studios”, ambos situados em Londres, “Kylie Christmas” traz ao ouvinte uma contagiante coletânea que inclui desde clássicos como “Winter Wonderland”, as 2 faixas presentes nos EPs natalinos da cantora (“Santa Baby” e “Let It Snow”) e outras canções inéditas compostas pela própria Kylie.

Sendo distribuído em duas versões bem distintas, o disco apresenta 13 faixas em sua edição standard e 16 na deluxe, sendo esta última contemplada com um DVD bônus que apresenta 6 videoclipes de Minogue gravados para promover o novo trabalho. Incluindo duetos com Frank Sinatra, Iggy Pop e Dannii Minogue (a irmã mais nova de Kylie), o 1º single do “Kylie Christmas” é a faixa “Only You”, originalmente gravada pela dupla Yazoo nos anos 80. Lançada em parceria com o ator, produtor e comediante britânico James Corden na última segunda-feira (09/11), o lyric vídeo do carro-chefe já está disponível no canal oficial da australiana no YouTube e pode ser visto clicando aqui.

Confere só a tracklist oficial do “Kylie Christmas” (* representa as faixas inéditas):

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. Santa Claus is Coming to Town (feat. Frank Sinatra)
  3. Winter Wonderland
  4. Christmas Wrapping (with Iggy Pop)
  5. Only You (feat. James Corden)
  6. I’m Gonna Be Warm This Winter
  7. Every Day’s Like Christmas (*)
  8. Let It Snow
  9. White December (*)
  10. 2000 Miles
  11. Santa Baby
  12. Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here (*)
  13. Have Yourself a Merry Little Christmas
  14. Oh Santa [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  15. 100 Degrees (feat. Dannii Minogue) [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  16. Cried Out Christmas [faixa bônus da edição deluxe] (*)

A seguir, os vídeos incluídos na edição deluxe do disco:

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. 2000 Miles
  3. Christmas Isn’t Christmas’ Til You Get Here
  4. 100 Degrees
  5. I’m Gonna Be Warm This Winter
  6. Oh Santa
Foto publicada no Instagram da cantora revela os preparativos para a sua apresentação para a família real britânica no “Royal Variety Performance” (13/11)

Recebendo a produção de grandes nomes do meio musical como Stargate, a maior parte do disco ficou sob os cuidados de Steve Anderson, figurinha já carimbada em grandes projetos da cantora que variam desde turnês mundiais ao intimista álbum “Impossible Princess”. Trabalhando com Minogue desde 92, a primeira parceria da dupla nos remete ao disco “Let’s Get To It”, quando o produtor participou de um remix para “Finer Feelings” com o seu duo “Brothers in Rhythm”. De lá para cá, Anderson foi o responsável pela produção musical da “On A Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Aphrodite World Tour” e tantas outras, estando de volta, agora, como o produtor principal (e um dos compositores) do 13º material de Kylie.

Participando ativamente do processo de criação e gravação do projeto, das 16 faixas presentes no álbum, 6 são inéditas e 4 foram creditadas com a composição de Kylie ao lado de outros astros da música, como Karen Poole (compositora de diversas faixas dos álbuns “Body Language”, “X” e “Kiss Me Once”), Biffco (“Light Years”, “Fever” e “X”) e Chris Martin (o vocalista do Coldplay). Entre as inéditas estão “Every Day’s Like Christmas”, “White December”, “Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here”, “Oh Santa”, “100 Degrees” e “Cried Out Christmas”.

Introduzido brilhantemente pela festiva “It’s the Most Wonderful Time of the Year”, um dos hinos natalinos mais populares de todos os tempos, “Kylie Christmas” é muito feliz e bem sucedido ao trazer o melhor do Natal em pleno 2015. Com um dueto fascinante ao lado do eterno Frank Sinatra, “Santa Claus Is Coming to Town” é outra canção que merece a total atenção do ouvinte por unir o melhor das vozes de ambos os intérpretes em outra obra clássica do gênero. Mas, apesar de inovar com uma pegada quase rock n roll em “Christmas Wrapping” (com o Iggy Pop) e outra dance em “100 Degrees” (com a Dannii Minogue), o destaque do CD fica mesmo com “Every Day’s Like Christmas”, a faixa composta pelo líder do Coldplay. Trazendo um Natal mais pop com um som bem diferente de tudo já experimentado pela cantora, a parceria com o senhor Martin é definitivamente um dos maiores acertos dos quais Kylie poderia se beneficiar desde que o disco “Kiss Me Once” falhou ao emplacar diversos hits na América do Norte (já queremos “Every Day’s Like Christmas” como segundo single).

Acompanhada de uma orquestra profissional e de um coral afinadíssimo, “Kylie Christmas” surge assim como o acústico “The Abbey Road Sessions” (de 2012) para fazer uma pausa na dançante discografia da veterana e diversificar tudo o que a loira já lançou de majestoso no mercado musical. Sustentando a pose e elegância de sempre, Minogue mostra que para ser uma diva não é necessário qualquer excentricidade ou sonoridade específica, mantendo em seu disco natalino a mesma qualidade já conhecida em seus lançamentos principais. Esbanjando simpatia e um vozeirão de dar inveja a qualquer cantora com mais de 25 anos de carreira (você precisa ouvir “Have Yourself a Merry Little Christmas”), tanto as canções como os vídeos presentes na edição deluxe do álbum são triunfantes ao resgatar o vintage e elevar Kylie (mais ainda) para um status de artista multifacetado que há anos vem lutando para firmar.

Mariah Carey que se cuide, pois o mundo acaba de ganhar uma nova candidata para ocupar o trono de “Rainha do Natal”.

Aah, os anos 90… 8 músicas da Kylie Minogue que você precisa conhecer

Eu realmente fico surpreso de saber que, com quase 30 anos de carreira e mais de 70 milhões de álbuns e singles vendidos no mundo, muitos ainda desconhecem o caminho trilhado por Kylie Minogue na música pop.

Uma das melhores performers de sua geração e da geração atual, a australiana mais famosa de todos os tempos é uma das raras espécies de artista que não decepciona a cada material inédito que libera para seu público alvo. Com 12 álbuns de estúdio já gravados e divulgados, desde o começo Minogue ganhou grande visibilidade na Austrália e no Reino Unido, países que foram bem receptivos ao som produzido por ela e abraçaram suas valiosas influências musicais – pra você ter uma ideia, de 1987 pra cá a mulher já levou 10 músicas até o #1 lugar das paradas de sucesso do seu país de origem e mais 7 nas paradas do UK.

Possuindo uma senhora lista discográfica recheada com muita coisa boa, não há como negar que grande parte de seus melhores lançamentos se deram nos anos 90, quando Kylie fez vários passos certeiros e produziu alguns hits esmagadores. Tentando deixar de lado as favoritas dos fãs “Better The Devil You Know” e “Confide In Me”, abaixo relacionei, cronologicamente, 8 grandes músicas noventistas da cantora que com certeza merecem a nossa atenção. E pra começar…


1. STEP BACK IN TIME

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1990;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop e disco;

Posição nas paradas de sucesso: #5 na Austrália, #4 na Irlanda e #4 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour” (em “Hits Medley”), “KylieX2008” e “Kiss Me Once Tour” / “Kylie Summer 2015”.

Lançada como o 2º single oficial do terceiro álbum da australiana, o “Rhythm of Love”, “Step Back In Time” é uma música que qualquer fã ou admirador da veterana DEVE conhecer antes de se pronunciar publicamente sobre os seus lançamentos musicais. Depois de perder um pouco a vergonha do começo da carreira e dar indícios de que tinha planos gigantescos para o futuro, foi com este álbum e esta música que Minogue abraçou de vez a música dance e se rendeu completamente a sonoridade do momento. Apesar de ter bombado muito com o carro-chefe do “Rhythm of Love”, não demorou muito para a irmã mais nova de “Better The Devil You Know” ganhar destaque com seus instrumentais extrovertidos e colocar o pessoal pra requebrar muito nas pistas de dança do mundo inteiro.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “STEP BACK IN TIME” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO CHILDREN IN NEED, DE 2004.


2. WHAT DO I HAVE TO DO

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop, house e techno;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália, #7 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”) / “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”) e “Aphrodite Les Folies Tour”.

A música que mais gostei quando ouvi o terceiro material de inéditas da australiana pela primeira vez não poderia ficar de fora dessa seleção, principalmente depois de ter conferido a performance animadora que rolou na “Aphrodite Les Folies Tour”, em 2011. Muito antes de aparecer bem sensual dentro d’água em “Where Is The Feeling?” e adotar o visual retrô que seguiu toda a era “Body Language” em 2004, Kylie havia brincado bastante no vídeo que gravou para “What Do I Have To Do”. Planejada para ser o 2º single do “Rhythm of Love”, a música foi substituído por “Step Back In Time” e mais tarde lançada como o 3º single oficial do disco, ganhando um videoclipe filmado predominantemente em preto e branco e recheado com muito romance e luxúria. Encarnando a atriz Brigitte Bardot em divertidas cenas que nos remetem ao melhor da época, a irmã mais nova da cantora, Dannii Minogue, também fez uma participação no trabalho. Vale dizer, todavia, que a versão que você confere no clipe oficial da música não é a original do álbum, lançada em 1990, mas sim a chamada “What Do I Have To Do (7″ Mix)”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WHAT DO I HAVE TO DO” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “INTIMATE AND LIVE TOUR”, EM 1998.


3. SHOCKED

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #7 na Austrália, #2 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”), “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “KylieX2008” e “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”).

O 4º e último single do “Rhythm of Love” não poderia ser outro senão “Shocked”, mas eu continuo acreditando que outras opções como “Things Can Only Get Better” e “One Boy Girl” também poderiam ter dado certo para encerrar a divulgação dessa era de ouro. Mais provocante do que nunca, Minogue vive cenas quentíssimas no vídeo gravado para a música, lançado como a segunda parte de “What Do I Have To Do”. Também liberado na versão remix, o “Shocked (DNA Mix)”, foram adicionados à faixa os vocais da rapper Jazzy P para dar alguns retoques finais à versão final do single. Um sucesso instantâneo, além do já característico dance-pop produzido por Minogue há tanto tempo, “Shocked” recebeu influências também da house e do funk afro-americano, elementos musicais muito presentes no período noventista da cantora.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SHOCKED” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “LET’S GET TO IT”, EM 1991.


4. WORD IS OUT

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1991;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, new jack swing e dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #10 na Austrália, #8 na Irlanda e #16 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour” (improvisada durante uma performance) e “Anti Tour”.

Não tão bem recebido pelo público quando do seu lançamento, o first single do quarto disco de Kylie foi mais uma das super produções lançadas sob a supervisão do talentoso trio Stock, Aitken e Waterman. Abrindo a era “Let’s Get To It”, a equipe da diva caprichou bastante na sonoridade e nos instrumentais usados na obra, certificando-se de trazer um ar mais sofisticado para a imagem criativa da artista. Continuando sua escalada por uma independência na indústria, Minogue causou um grande burburinho ao sugestivamente interpretar uma garota de programa no clipe que promoveu “Word Is Out”. Não mais uma garotinha inocente (ela já estava com 23 quando gravou o vídeo), a cantora mostrou bastante simpatia ao protagonizar uma quente festinha noturna nada explícita pelas ruas do mercado londrino de Camden com direito a alguns passos de dança dignos de uma estrela do sapateado.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WORD IS OUT” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “ANTI TOUR”, EM 2012.


5. FINER FEELINGS

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1992;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, R&B e new jack swing;

Posição nas paradas de sucesso: #60 na Austrália, #16 na Irlanda e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballad Medley”) e “BBC Proms in the Park 2012”.

O 4º e último single do “Let’s Get To It”, originalmente planejado para ser o 2º, seguiu os bem sucedidos “If You Were With Me Now” e “Give Me Just A Little More Time”, finalizando o trabalho da cantora em estúdio com o grupo Stock Aitken Waterman. Acompanhando os lançamentos de “What Do I Have To Do” e “Shocked”, a balada também foi lançada sob a forma de um remix, o “Finer Feelings (Brothers in Rhythm 7″ mix)”. Se inspirando no fotógrafo francês Edouard Boubat, Minogue foi até Paris para gravar as cenas apaixonantes que compõem o clipe de “Finer Feelings”. A música foi, ainda, uma das que a cantora selecionou e regravou em 2011 para o “The Abbey Road Sessions”, álbum todo acústico responsável por fazer uma releitura dos maiores sucessos lançados por Kylie em sua longa carreira. Você pode saber um pouco mais sobre o álbum “Let’s Get To It” acessando este link.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “FINER FEELINGS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NOS ESTÚDIOS “ABBEY ROAD”, EM 2011.


6. PUT YOURSELF IN MY PLACE

Álbum/ano de lançamento: “Kylie Minogue”, 1994;

Gravadora: “Deconstruction Records” e “Mushroom Records”;

Composição: Jimmy Harry;

Gênero musical: trip hop;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballads Medley”) e “Showgirl: The Greatest Hits Tour”.

Assinando contrato com a “Deconstruction Records” e deixando de lado o selo que fez dela uma das maiores popstars do último milênio, “Put Yourself In My Place” foi o 2º single do homônimo “Kylie Minogue”, quinto disco de inéditas da cantora, liberado em 1994. Dando um gostinho do que veríamos no fabuloso “Impossible Princess” três anos depois, foi neste disco que Minogue começou a trabalhar com o trip hop e ampliar seus horizontes musicais. 20 anos antes de Ariana Grande se inspirar no clássico dos anos 60 “Barbarella” para gravar o clipe de “Break Free”, do ano passado, Kylie já havia chamado o diretor Kier McFarlane para rodar o vídeo de “Put Yourself In My Place”. Recriando a cena de abertura do filme estrelado por Jane Fonda em 1968, o trabalho da dupla foi merecidamente contemplado com o prêmio de “Melhor Vídeo Australiano” de 95, no “Australian ARIA Music Awards”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “PUT YOURSELF IN MY PLACE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA EM UM EVENTO DE 1994.


7. SOME KIND OF BLISS

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1997;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, James Dean Bradfield e Sean Moore;

Gênero musical: indie rock;

Posição nas paradas de sucesso: #27 na Austrália e #22 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”.

Provavelmente a minha música favorita da Kylie de todas que já ouvi, “Some Kind Of Bliss” é o abre-alas de “Impossible Princess”, o disco da cantora liberado no momento mais intenso e confuso de sua vida – conheça mais sobre a história do álbum clicando neste link. Inicialmente, “Limbo” chegou a ser cogitada para abrir a divulgação do sexto álbum de Kylie, ideia essa descartada para a colaboração da cantora com os produtores James Dean Bradfield e Dave Eringa. Filmado no deserto de Tabernas, localizado na província de Almería, na Espanha (o mesmo que foi usado de cenário para “Indiana Jones e a Última Cruzada”, de 1989), o clipe da faixa contou com a participação do ator inglês Dexter Fletcher, o par romântico de Minogue na trama. Nunca vista tão extrovertida e emocionante em sua videografia, Kylie vai até à prisão buscar o amado no dia de sua liberação e, no calor de suas emoções, acabam se aventurando numa vida desregrada de crimes contínuos. Já uma mulher na flor da idade e com vasta experiência profissional, a australiana consegue brincar com a câmera e hipnotizar o espectador facilmente com seu largo e tão confiante sorriso charmoso.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SOME KIND OF BLISS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “HEY HEY, ‘IT’S SATURDAY” DE 1997.


8. BREATHE

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1998;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, Dave Ball e Ingo Vauk;

Gênero musical: electronica;

Posição nas paradas de sucesso: #23 na Austrália e #14 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “Money Can’t Buy”, “Aphrodite Les Folies Tour” e “The Abbey Road Sessions”.

“Breathe”, a música que encerra a nossa publicação de hoje foi também a que encerrou o contrato de Kylie com a “Deconstruction Records”, sua principal gravadora depois de sair da “PWL”. Liberada como o 3º e penúltimo single do “Impossible Princess”, a música juntamente com “Too Far” marcam a profunda atuação da cantora na produção de seu sexto álbum de inéditas, quando desenvolveu suas habilidades como co-produtora. Remixada antes de ser lançada como música de trabalho do disco, a faixa foi levemente acelerada para ser melhor recebida pelas rádios da época, o que necessariamente não foi uma das melhores escolhas de Kylie e sua equipe, devo dizer. Ao lado de “Through the Years” e “Say Hey”, “Breathe” marca um estágio mais espiritual do “Impossible Princess” com seu refrão que poderia facilmente ser confundido com um mantra antigo. Com um clipe simples mas caprichado de efeitos visuais, Minogue pode ser vista dos mais variados ângulos e closes enquanto flutua para as lentes de Kieran Evans – que, sem medo algum, fez um brilhante trabalho ao dar vida e movimento ao ambiente que encontramos no encarte do disco (que você pode ver aqui).

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “BREATHE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “THE BEN ELTON SHOW”, DE 1998.

7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.