Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os últimos lançamentos do pop internacional (em álbuns)

Anda sem tempo para acompanhar o que tem pintado de bom e de novo no movimentado mundo da música internacional? Pois não precisa mais se preocupar. Depois de trazermos as duas primeiras partes do especial “Hora de se atualizar” com as melhores músicas que foram lançadas durante este 2º semestre de 2015 (relembre aqui e aqui), chegou o momento de conhecer alguns dos melhores discos liberados nas últimas semanas e que você precisa conferir por conta própria. Encoste-se, relaxe e aproveite o fim de semana para se jogar nas nossas dicas a seguir selecionadas:


LANÇAMENTOS

SWAAY – DNCE

Liberado há quase um mês (23/10), “SWAAY” foi o nome recebido pelo 1º extended play da banda DNCE responsável por introduzir o trabalho dos caras ao público em geral. Recebendo a assinatura de seus membros (Joe Jonas, Jack Lawless, Cole Whittle e JinJoo Lee) e a permissão da “Republic Records”, o material é formado por 3 novas faixas acompanhadas da já conhecida “Cake by the Ocean”, o single principal que serviu de suporte para fazer a estreia do grupo na “Billboard Hot 100” na posição #79. Seguindo por um pop-rock bem semelhante ao de Robin Thicke e Maroon 5, a DNCE foi formada oficialmente neste ano e não deverá demorar para liberar o seu 1º disco de inéditas, o qual ainda não possui data fixada de lançamento – mas poderá ver a luz do dia já em 2016. Destaque para a faixa “Toothbrush”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “CAKE BY THE OCEAN”.


Liberman – Vanessa Carlton

Com uma forte discografia formada por 4 belos álbuns liberados desde 2002 (quando ganhou o mundo com o megassucesso “A Thousand Miles”), Vanessa Carlton retornou para os estúdios de gravação após um descanso de 4 anos e nos entregou, no último mês (23/10), o seu 5º disco de inéditas. Sucessor de “Rabbits on the Run” (2011), “Liberman” ganhou as estantes das lojas após nos conquistar com a singela divulgação do EP “Blue Pool” e “Willows”, a 2ª canção do material. Tendo sua promoção iniciada por “Operator”, o poderoso first single, Carlton tem mostrado que seu novo contrato com a “Dine Alone Records” a tem motivado bastante na divulgação do atual trabalho em questão. Partindo para o seu 2º single em um intervalo de menos de 2 meses, “House of Seven Swords” foi a canção escolhida para continuar a trajetória inicial do maravilhoso “Liberman”: um dos mais tocantes discos já gravados pela moça e que segue a linha mais acústica de “Rabbits on the Run”. Destaque para a faixa “Unlock the Lock”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “HOUSE OF SEVEN SWORDS”.


Get Weird – Little Mix

Dando sequência ao catálogo da girlband britânica que já conta com os fascinantes “DNA” e “Salute”, “Get Weird” é o 3º álbum gravado pelas meninas do Little Mix e liberado no começo de novembro (06/11) sob a orientação da “Syco Music” (a gravadora de Simon Cowell) e da “Columbia Records”. Precedido pelo abre-alas “Black Magic” – o hit que foi #1 no Reino Unido e #67 nos EUA –, o disco foi recebido razoavelmente bem pelos críticos musicais de plantão, muitos dos quais destacaram as influências da música dos anos 80 e 90 para a formação do trabalho. Super alto-astral, “Get Weird” cumpre o seu papel ao agitar o ouvinte e tentar fazê-lo requebrar com sua eloquente mistura de dance-pop com R&B, mas peca por não apresentar nenhum momento marcante ou de tirar o fôlego (como “Wings”, do “DNA”, e “About the Boy”, do “Salute”). Não progredindo em absolutamente quase nada, o único diferencial do álbum fica mesmo com o single “Black Magic”, música responsável por expandir o nome do grupo durante o 1º semestre do ano e dar maior visibilidade para as talentosas Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade. Destaque para a faixa “Weird People”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “BLACK MAGIC”.


Delirium – Ellie Goulding

Seguindo a sonoridade já experimentada por Ellie em seus últimos singles de sucesso (“Burn”, “Outside”, “Love Me Like You Do”), “Delirium” é o 3º trabalho da cantora inglesa lançado pela “Polydor Records” logo na primeira semana deste mês (06/11). Guiado por “On My Mind”, o 1º single extraído do material, o disco que contou com as produções de Max Martin, Ilya Salmanzadeh e muitos outros vem para fixar o nome de Goulding como uma das maiores hitmakers britânicas da atualidade. Majoritariamente projetado para agradar o gosto mainstream, por mais batido que o dance-pop esteja no mercado fonográfico contemporâneo, é inevitável dizer que “Delirium” tem os seus bons momentos de grandiosidade. A primeira metade do álbum, que vai de “Intro (Delirium)” a “Keep on Dancin’”, funciona bem e convence o ouvinte sobre o caminho pretendido pela sua intérprete, e por mais que perca um pouco do seu foco com a chegada de “On My Mind”, “Don’t Need Nobody” e “Don’t Panic” surgem para recuperar todo o gás perdido pelas 5 faixas anteriores. Um trabalho coeso e poderoso, mas que assim como qualquer outro apresenta alguns deslizes. Destaque para a faixa “Something In the Way You Move”.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE”.


Are You Ready? – Abraham Mateo

Depois de atingir o top 10 de seu país de origem com o hit “All the Girls”, do álbum “Who I AM” (2014), chegou o momento do cantor espanhol Abraham Mateo dar continuidade à caminhada pela independência musical com “Are You Ready?”, seu 4º disco de inéditas. Movido pelo carro-chefe “Old School”, o material gravado e promovido pela “Sony Music Spain” foi liberado para compra na última semana (13/11) e surpreende o ouvinte ao fazer um bem bolado entre as línguas espanhola e inglesa. Com apenas 17 anos, Mateo parece querer seguir os passos de Enrique Iglesias e cada vez mais tem investido pesado na divulgação de seus trabalhos pelo continente norte-americano. Apesar de não inovar em nada e se mostrar um lançamento bem genérico (mais do mesmo), no fim das contas “Are You Ready?” se faz uma ótima dica para quem curte o teen-pop de outros astros da atual geração de cantores, como Austin Mahone e Cody Simpson. Destaque para a faixa “If I Can’t Have You”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “OLD SCHOOL”.


Ben Haenow – Ben Haenow

Saindo vitorioso da 11ª edição do reality britânico “The X Factor”, o álbum homônimo de Ben Haenow é o 1º gravado pelo novato sob o selo da “Syco Music” e da “RCA Records”, disponível para compra desde o dia 13/11. Recebendo o apoio da 1ª “American Idol” Kelly Clarkson, “Second Hand Heart” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do trabalho e acabou sendo liberada em forma de dueto pelos talentosos cantores. Trazendo 10 faixas na edição standard e 14 na deluxe, “Ben Haenow” conta com composições de Ryan Tedder, Benny Blanco e do próprio Ben, quem escreveu a maior parte das músicas que compõem o CD. Fazendo uma brecha no atual movimento mainstream que tem dominado as rádios de todo o planeta, o disco foi moldado pelo pop-rock e soa como uma amostra do que de melhor rolou há anos atrás nas paradas de sucesso. Pouco interessante, mas um ótimo começo para um nome tão jovem que ainda tem muito a aprender (por mais músicas como “Greatest Mistake” e menos como “Make It Back to Me”). Destaque para “One Night”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “SECOND HAND HEART”.


Kylie Christmas – Kylie Minogue

13º disco de inéditas lançado pela australiana Kylie Minogue na semana passada (13/11) com o apoio da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records”, “Kylie Christmas” traz uma coletânea de diversos clássicos da música natalina já regravadas por inúmeros cantores populares da indústria com outras 6 faixas inéditas compostas pela própria Kylie. Destaque para “100 Degrees”, o dueto com a irmã mais nova da veterana, Dannii Minogue. Não deixe de ler agora mesmo o nosso especial exclusivo sobre o “Kylie Christmas”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “100 DEGREES”.


Made in the A.M. – One Direction

Dando sequência aos seus projetos musicais (mas desta vez sem Zayn Malik), o quarteto formado por Harry, Louis, Niall e Liam divulgaram para o mundo seu 5º álbum de estúdio há 8 dias (13/11) com o objetivo de fazer de “Made in the A.M.” um dos seus trabalhos mais ecléticos, maduros e bem vistos pelo público geral. Destaque para a faixa “What I Feeling”. Não deixe de ler, ainda, o nosso especial exclusivo sobre o “Made in the A.M.”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “PERFECT”.


Purpose – Justin Bieber

Impressionando com uma versatilidade jamais vista antes, Justin Bieber foi capaz de recriar toda sua sonoridade com o lançamento de “Purpose”: seu 4º álbum de estúdio que estreou na semana passada (13/11) sob a proteção da “Def Jam Recordings” e traz inúmeras parcerias de ouro com cantores, compositores e produtores. Destaque para a faixa “I’ll Show You”. Não deixe de ler, também, o nosso especial exclusivo sobre o “Purpose”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “MARK MY WORDS”.


RELANÇAMENTOS

Title (Special Edition) – Meghan Trainor

Relançamento do 1º álbum de estúdio da novata Meghan Trainor que estreou no mercado em 9 de janeiro de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 15 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Title (Special Edition)” traz 4 faixas bônus – “Good to Be Alive”, “What If I (Guitar Version)”, “Title (Acoustic)” e “I’ll Be Home” – além dos vídeos gravados para os singles “Title”, “All About That Bass”, “Dear Future Husband” e “Like I’m Gonna Lose You”; e os bastidores destes 3 últimos. Destaque para a faixa “I’ll Be Home”.

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Nick Jonas X2 – Nick Jonas

Relançamento do 2º álbum de estúdio do Nick Jonas em carreira solo que estreou no mercado em 10 de novembro de 2014, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 14 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Nick Jonas X2” traz 3 faixas bônus – “Levels”, “Area Code” e “Good Thing” (feat. Sage the Gemini) – e 4 novos remixes: “Chains (feat. Jhené Aiko)”, “Jealous (feat. Tinashe)”, “Teacher (Young Bombs Remix Radio Edit)” e “Levels (Alex Ghenea Radio Edit)”. Destaque para a faixa “Area Code”.

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Handwritten (Revisited) – Shawn Mendes

Relançamento do 1º álbum de estúdio do novato Shawn Mendes que estreou no mercado em 14 de abril de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard (porém “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much” tiveram suas versões de estúdio substituídas por versões ao vivo gravadas de uma apresentação do cantor realizada no “Greek Theater”), “Handwritten (Revisited)” traz ainda 4 faixas bônus inéditas: “I Know What You Did Last Summer” (feat. Camila Cabello), “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”. Destaque para a faixa “I Know What You Did Last Summer”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER”.


Para você, quais foram os melhores álbuns lançados durante este intenso ano de 2015? Deixe as suas respostas no campo para comentários mais abaixo e fique de olho por aqui para conferir muito mais sobre música pop.

Nada de Papai Noel! Quem levará o Natal para a sua casa neste fim de ano será o disco “Kylie Christmas”

O Natal já está chegando e, diferente do último que rolou por aqui no Caí da Mudança, para este ano resolvi antecipar um pouquinho as celebrações de dezembro disponibilizando para vocês a nossa tradicional publicação comemorativa ainda neste mês de novembro. Tudo bem, eu sei que ainda falta muito para o nascimento do pequeno Menino Jesus, mas não custa nada, desde já, darmos início à vinda do clima natalino e tentar ver o mundo de uma forma um pouquinho mais positiva e cheia de prosperidade.

Se você nos acompanha há um certo tempo, então deve se lembrar do especial que fiz em 2014 trazendo ao leitor “as 10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal” (o qual pode ser conferido por meio deste link). Um ano depois (e confesso: com menos ideias para sugestões, rs) concentrarei a nossa típica publicação natalina da vez em um único trabalho recém lançado por uma das cantoras mais prestigiadas do meio musical. Mas, não há motivos para tristeza (caso você não goste da brilhante empreitada desta musicista), pois até o dia 25 de dezembro estarei trazendo para cá algum plus que definitivamente ajudará todos vocês a entrarem na maravilhosa vibe cânone curtindo o que de melhor predomina durante o fim de ano. Dispensado o blábláblá, vamos começar a nossa resenha de hoje!

Tendo seu primeiro contato profissional com a música natalina ainda no início do novo milênio – quando regravou a popular “Santa Baby” e a encaixou como uma b-side do single “Please Stay”, de 2000 –, há alguns anos Kylie Minogue teve uma nova oportunidade de reviver as festividades de fim de ano quando do lançamento dos EPs “A Kylie Christmas” e “A Christmas Gift”. Um quinquênio depois, a australiana mais popular da indústria fonográfica ainda demonstra toda sua paixão pelo Bom Velhinho por meio de “Kylie Christmas”, o seu 13º disco de estúdio e 1º inteiramente dedicado ao mês mais marcante do calendário.

Kylie em imagem promocional para o “Kylie Christmas”

Liberado sob os selos da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records” no último 13 de novembro, o novo material da veterana foi anunciado logo no começo de outubro deste ano quando teve a sua capa e tracklist revelados por tabloides de todo o mundo. Gravado nos estúdios “Sarm Music Village” e “Angel Studios”, ambos situados em Londres, “Kylie Christmas” traz ao ouvinte uma contagiante coletânea que inclui desde clássicos como “Winter Wonderland”, as 2 faixas presentes nos EPs natalinos da cantora (“Santa Baby” e “Let It Snow”) e outras canções inéditas compostas pela própria Kylie.

Sendo distribuído em duas versões bem distintas, o disco apresenta 13 faixas em sua edição standard e 16 na deluxe, sendo esta última contemplada com um DVD bônus que apresenta 6 videoclipes de Minogue gravados para promover o novo trabalho. Incluindo duetos com Frank Sinatra, Iggy Pop e Dannii Minogue (a irmã mais nova de Kylie), o 1º single do “Kylie Christmas” é a faixa “Only You”, originalmente gravada pela dupla Yazoo nos anos 80. Lançada em parceria com o ator, produtor e comediante britânico James Corden na última segunda-feira (09/11), o lyric vídeo do carro-chefe já está disponível no canal oficial da australiana no YouTube e pode ser visto clicando aqui.

Confere só a tracklist oficial do “Kylie Christmas” (* representa as faixas inéditas):

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. Santa Claus is Coming to Town (feat. Frank Sinatra)
  3. Winter Wonderland
  4. Christmas Wrapping (with Iggy Pop)
  5. Only You (feat. James Corden)
  6. I’m Gonna Be Warm This Winter
  7. Every Day’s Like Christmas (*)
  8. Let It Snow
  9. White December (*)
  10. 2000 Miles
  11. Santa Baby
  12. Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here (*)
  13. Have Yourself a Merry Little Christmas
  14. Oh Santa [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  15. 100 Degrees (feat. Dannii Minogue) [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  16. Cried Out Christmas [faixa bônus da edição deluxe] (*)

A seguir, os vídeos incluídos na edição deluxe do disco:

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. 2000 Miles
  3. Christmas Isn’t Christmas’ Til You Get Here
  4. 100 Degrees
  5. I’m Gonna Be Warm This Winter
  6. Oh Santa
Foto publicada no Instagram da cantora revela os preparativos para a sua apresentação para a família real britânica no “Royal Variety Performance” (13/11)

Recebendo a produção de grandes nomes do meio musical como Stargate, a maior parte do disco ficou sob os cuidados de Steve Anderson, figurinha já carimbada em grandes projetos da cantora que variam desde turnês mundiais ao intimista álbum “Impossible Princess”. Trabalhando com Minogue desde 92, a primeira parceria da dupla nos remete ao disco “Let’s Get To It”, quando o produtor participou de um remix para “Finer Feelings” com o seu duo “Brothers in Rhythm”. De lá para cá, Anderson foi o responsável pela produção musical da “On A Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Aphrodite World Tour” e tantas outras, estando de volta, agora, como o produtor principal (e um dos compositores) do 13º material de Kylie.

Participando ativamente do processo de criação e gravação do projeto, das 16 faixas presentes no álbum, 6 são inéditas e 4 foram creditadas com a composição de Kylie ao lado de outros astros da música, como Karen Poole (compositora de diversas faixas dos álbuns “Body Language”, “X” e “Kiss Me Once”), Biffco (“Light Years”, “Fever” e “X”) e Chris Martin (o vocalista do Coldplay). Entre as inéditas estão “Every Day’s Like Christmas”, “White December”, “Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here”, “Oh Santa”, “100 Degrees” e “Cried Out Christmas”.

Introduzido brilhantemente pela festiva “It’s the Most Wonderful Time of the Year”, um dos hinos natalinos mais populares de todos os tempos, “Kylie Christmas” é muito feliz e bem sucedido ao trazer o melhor do Natal em pleno 2015. Com um dueto fascinante ao lado do eterno Frank Sinatra, “Santa Claus Is Coming to Town” é outra canção que merece a total atenção do ouvinte por unir o melhor das vozes de ambos os intérpretes em outra obra clássica do gênero. Mas, apesar de inovar com uma pegada quase rock n roll em “Christmas Wrapping” (com o Iggy Pop) e outra dance em “100 Degrees” (com a Dannii Minogue), o destaque do CD fica mesmo com “Every Day’s Like Christmas”, a faixa composta pelo líder do Coldplay. Trazendo um Natal mais pop com um som bem diferente de tudo já experimentado pela cantora, a parceria com o senhor Martin é definitivamente um dos maiores acertos dos quais Kylie poderia se beneficiar desde que o disco “Kiss Me Once” falhou ao emplacar diversos hits na América do Norte (já queremos “Every Day’s Like Christmas” como segundo single).

Acompanhada de uma orquestra profissional e de um coral afinadíssimo, “Kylie Christmas” surge assim como o acústico “The Abbey Road Sessions” (de 2012) para fazer uma pausa na dançante discografia da veterana e diversificar tudo o que a loira já lançou de majestoso no mercado musical. Sustentando a pose e elegância de sempre, Minogue mostra que para ser uma diva não é necessário qualquer excentricidade ou sonoridade específica, mantendo em seu disco natalino a mesma qualidade já conhecida em seus lançamentos principais. Esbanjando simpatia e um vozeirão de dar inveja a qualquer cantora com mais de 25 anos de carreira (você precisa ouvir “Have Yourself a Merry Little Christmas”), tanto as canções como os vídeos presentes na edição deluxe do álbum são triunfantes ao resgatar o vintage e elevar Kylie (mais ainda) para um status de artista multifacetado que há anos vem lutando para firmar.

Mariah Carey que se cuide, pois o mundo acaba de ganhar uma nova candidata para ocupar o trono de “Rainha do Natal”.

Aah, os anos 90… 8 músicas da Kylie Minogue que você precisa conhecer

Eu realmente fico surpreso de saber que, com quase 30 anos de carreira e mais de 70 milhões de álbuns e singles vendidos no mundo, muitos ainda desconhecem o caminho trilhado por Kylie Minogue na música pop.

Uma das melhores performers de sua geração e da geração atual, a australiana mais famosa de todos os tempos é uma das raras espécies de artista que não decepciona a cada material inédito que libera para seu público alvo. Com 12 álbuns de estúdio já gravados e divulgados, desde o começo Minogue ganhou grande visibilidade na Austrália e no Reino Unido, países que foram bem receptivos ao som produzido por ela e abraçaram suas valiosas influências musicais – pra você ter uma ideia, de 1987 pra cá a mulher já levou 10 músicas até o #1 lugar das paradas de sucesso do seu país de origem e mais 7 nas paradas do UK.

Possuindo uma senhora lista discográfica recheada com muita coisa boa, não há como negar que grande parte de seus melhores lançamentos se deram nos anos 90, quando Kylie fez vários passos certeiros e produziu alguns hits esmagadores. Tentando deixar de lado as favoritas dos fãs “Better The Devil You Know” e “Confide In Me”, abaixo relacionei, cronologicamente, 8 grandes músicas noventistas da cantora que com certeza merecem a nossa atenção. E pra começar…


1. STEP BACK IN TIME

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1990;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop e disco;

Posição nas paradas de sucesso: #5 na Austrália, #4 na Irlanda e #4 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour” (em “Hits Medley”), “KylieX2008” e “Kiss Me Once Tour” / “Kylie Summer 2015”.

Lançada como o 2º single oficial do terceiro álbum da australiana, o “Rhythm of Love”, “Step Back In Time” é uma música que qualquer fã ou admirador da veterana DEVE conhecer antes de se pronunciar publicamente sobre os seus lançamentos musicais. Depois de perder um pouco a vergonha do começo da carreira e dar indícios de que tinha planos gigantescos para o futuro, foi com este álbum e esta música que Minogue abraçou de vez a música dance e se rendeu completamente a sonoridade do momento. Apesar de ter bombado muito com o carro-chefe do “Rhythm of Love”, não demorou muito para a irmã mais nova de “Better The Devil You Know” ganhar destaque com seus instrumentais extrovertidos e colocar o pessoal pra requebrar muito nas pistas de dança do mundo inteiro.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “STEP BACK IN TIME” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO CHILDREN IN NEED, DE 2004.


2. WHAT DO I HAVE TO DO

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop, house e techno;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália, #7 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”) / “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”) e “Aphrodite Les Folies Tour”.

A música que mais gostei quando ouvi o terceiro material de inéditas da australiana pela primeira vez não poderia ficar de fora dessa seleção, principalmente depois de ter conferido a performance animadora que rolou na “Aphrodite Les Folies Tour”, em 2011. Muito antes de aparecer bem sensual dentro d’água em “Where Is The Feeling?” e adotar o visual retrô que seguiu toda a era “Body Language” em 2004, Kylie havia brincado bastante no vídeo que gravou para “What Do I Have To Do”. Planejada para ser o 2º single do “Rhythm of Love”, a música foi substituído por “Step Back In Time” e mais tarde lançada como o 3º single oficial do disco, ganhando um videoclipe filmado predominantemente em preto e branco e recheado com muito romance e luxúria. Encarnando a atriz Brigitte Bardot em divertidas cenas que nos remetem ao melhor da época, a irmã mais nova da cantora, Dannii Minogue, também fez uma participação no trabalho. Vale dizer, todavia, que a versão que você confere no clipe oficial da música não é a original do álbum, lançada em 1990, mas sim a chamada “What Do I Have To Do (7″ Mix)”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WHAT DO I HAVE TO DO” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “INTIMATE AND LIVE TOUR”, EM 1998.


3. SHOCKED

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #7 na Austrália, #2 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”), “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “KylieX2008” e “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”).

O 4º e último single do “Rhythm of Love” não poderia ser outro senão “Shocked”, mas eu continuo acreditando que outras opções como “Things Can Only Get Better” e “One Boy Girl” também poderiam ter dado certo para encerrar a divulgação dessa era de ouro. Mais provocante do que nunca, Minogue vive cenas quentíssimas no vídeo gravado para a música, lançado como a segunda parte de “What Do I Have To Do”. Também liberado na versão remix, o “Shocked (DNA Mix)”, foram adicionados à faixa os vocais da rapper Jazzy P para dar alguns retoques finais à versão final do single. Um sucesso instantâneo, além do já característico dance-pop produzido por Minogue há tanto tempo, “Shocked” recebeu influências também da house e do funk afro-americano, elementos musicais muito presentes no período noventista da cantora.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SHOCKED” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “LET’S GET TO IT”, EM 1991.


4. WORD IS OUT

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1991;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, new jack swing e dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #10 na Austrália, #8 na Irlanda e #16 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour” (improvisada durante uma performance) e “Anti Tour”.

Não tão bem recebido pelo público quando do seu lançamento, o first single do quarto disco de Kylie foi mais uma das super produções lançadas sob a supervisão do talentoso trio Stock, Aitken e Waterman. Abrindo a era “Let’s Get To It”, a equipe da diva caprichou bastante na sonoridade e nos instrumentais usados na obra, certificando-se de trazer um ar mais sofisticado para a imagem criativa da artista. Continuando sua escalada por uma independência na indústria, Minogue causou um grande burburinho ao sugestivamente interpretar uma garota de programa no clipe que promoveu “Word Is Out”. Não mais uma garotinha inocente (ela já estava com 23 quando gravou o vídeo), a cantora mostrou bastante simpatia ao protagonizar uma quente festinha noturna nada explícita pelas ruas do mercado londrino de Camden com direito a alguns passos de dança dignos de uma estrela do sapateado.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WORD IS OUT” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “ANTI TOUR”, EM 2012.


5. FINER FEELINGS

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1992;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, R&B e new jack swing;

Posição nas paradas de sucesso: #60 na Austrália, #16 na Irlanda e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballad Medley”) e “BBC Proms in the Park 2012”.

O 4º e último single do “Let’s Get To It”, originalmente planejado para ser o 2º, seguiu os bem sucedidos “If You Were With Me Now” e “Give Me Just A Little More Time”, finalizando o trabalho da cantora em estúdio com o grupo Stock Aitken Waterman. Acompanhando os lançamentos de “What Do I Have To Do” e “Shocked”, a balada também foi lançada sob a forma de um remix, o “Finer Feelings (Brothers in Rhythm 7″ mix)”. Se inspirando no fotógrafo francês Edouard Boubat, Minogue foi até Paris para gravar as cenas apaixonantes que compõem o clipe de “Finer Feelings”. A música foi, ainda, uma das que a cantora selecionou e regravou em 2011 para o “The Abbey Road Sessions”, álbum todo acústico responsável por fazer uma releitura dos maiores sucessos lançados por Kylie em sua longa carreira. Você pode saber um pouco mais sobre o álbum “Let’s Get To It” acessando este link.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “FINER FEELINGS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NOS ESTÚDIOS “ABBEY ROAD”, EM 2011.


6. PUT YOURSELF IN MY PLACE

Álbum/ano de lançamento: “Kylie Minogue”, 1994;

Gravadora: “Deconstruction Records” e “Mushroom Records”;

Composição: Jimmy Harry;

Gênero musical: trip hop;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballads Medley”) e “Showgirl: The Greatest Hits Tour”.

Assinando contrato com a “Deconstruction Records” e deixando de lado o selo que fez dela uma das maiores popstars do último milênio, “Put Yourself In My Place” foi o 2º single do homônimo “Kylie Minogue”, quinto disco de inéditas da cantora, liberado em 1994. Dando um gostinho do que veríamos no fabuloso “Impossible Princess” três anos depois, foi neste disco que Minogue começou a trabalhar com o trip hop e ampliar seus horizontes musicais. 20 anos antes de Ariana Grande se inspirar no clássico dos anos 60 “Barbarella” para gravar o clipe de “Break Free”, do ano passado, Kylie já havia chamado o diretor Kier McFarlane para rodar o vídeo de “Put Yourself In My Place”. Recriando a cena de abertura do filme estrelado por Jane Fonda em 1968, o trabalho da dupla foi merecidamente contemplado com o prêmio de “Melhor Vídeo Australiano” de 95, no “Australian ARIA Music Awards”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “PUT YOURSELF IN MY PLACE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA EM UM EVENTO DE 1994.


7. SOME KIND OF BLISS

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1997;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, James Dean Bradfield e Sean Moore;

Gênero musical: indie rock;

Posição nas paradas de sucesso: #27 na Austrália e #22 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”.

Provavelmente a minha música favorita da Kylie de todas que já ouvi, “Some Kind Of Bliss” é o abre-alas de “Impossible Princess”, o disco da cantora liberado no momento mais intenso e confuso de sua vida – conheça mais sobre a história do álbum clicando neste link. Inicialmente, “Limbo” chegou a ser cogitada para abrir a divulgação do sexto álbum de Kylie, ideia essa descartada para a colaboração da cantora com os produtores James Dean Bradfield e Dave Eringa. Filmado no deserto de Tabernas, localizado na província de Almería, na Espanha (o mesmo que foi usado de cenário para “Indiana Jones e a Última Cruzada”, de 1989), o clipe da faixa contou com a participação do ator inglês Dexter Fletcher, o par romântico de Minogue na trama. Nunca vista tão extrovertida e emocionante em sua videografia, Kylie vai até à prisão buscar o amado no dia de sua liberação e, no calor de suas emoções, acabam se aventurando numa vida desregrada de crimes contínuos. Já uma mulher na flor da idade e com vasta experiência profissional, a australiana consegue brincar com a câmera e hipnotizar o espectador facilmente com seu largo e tão confiante sorriso charmoso.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SOME KIND OF BLISS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “HEY HEY, ‘IT’S SATURDAY” DE 1997.


8. BREATHE

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1998;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, Dave Ball e Ingo Vauk;

Gênero musical: electronica;

Posição nas paradas de sucesso: #23 na Austrália e #14 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “Money Can’t Buy”, “Aphrodite Les Folies Tour” e “The Abbey Road Sessions”.

“Breathe”, a música que encerra a nossa publicação de hoje foi também a que encerrou o contrato de Kylie com a “Deconstruction Records”, sua principal gravadora depois de sair da “PWL”. Liberada como o 3º e penúltimo single do “Impossible Princess”, a música juntamente com “Too Far” marcam a profunda atuação da cantora na produção de seu sexto álbum de inéditas, quando desenvolveu suas habilidades como co-produtora. Remixada antes de ser lançada como música de trabalho do disco, a faixa foi levemente acelerada para ser melhor recebida pelas rádios da época, o que necessariamente não foi uma das melhores escolhas de Kylie e sua equipe, devo dizer. Ao lado de “Through the Years” e “Say Hey”, “Breathe” marca um estágio mais espiritual do “Impossible Princess” com seu refrão que poderia facilmente ser confundido com um mantra antigo. Com um clipe simples mas caprichado de efeitos visuais, Minogue pode ser vista dos mais variados ângulos e closes enquanto flutua para as lentes de Kieran Evans – que, sem medo algum, fez um brilhante trabalho ao dar vida e movimento ao ambiente que encontramos no encarte do disco (que você pode ver aqui).

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “BREATHE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “THE BEN ELTON SHOW”, DE 1998.