Nada de Papai Noel! Quem levará o Natal para a sua casa neste fim de ano será o disco “Kylie Christmas”

O Natal já está chegando e, diferente do último que rolou por aqui no Caí da Mudança, para este ano resolvi antecipar um pouquinho as celebrações de dezembro disponibilizando para vocês a nossa tradicional publicação comemorativa ainda neste mês de novembro. Tudo bem, eu sei que ainda falta muito para o nascimento do pequeno Menino Jesus, mas não custa nada, desde já, darmos início à vinda do clima natalino e tentar ver o mundo de uma forma um pouquinho mais positiva e cheia de prosperidade.

Se você nos acompanha há um certo tempo, então deve se lembrar do especial que fiz em 2014 trazendo ao leitor “as 10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal” (o qual pode ser conferido por meio deste link). Um ano depois (e confesso: com menos ideias para sugestões, rs) concentrarei a nossa típica publicação natalina da vez em um único trabalho recém lançado por uma das cantoras mais prestigiadas do meio musical. Mas, não há motivos para tristeza (caso você não goste da brilhante empreitada desta musicista), pois até o dia 25 de dezembro estarei trazendo para cá algum plus que definitivamente ajudará todos vocês a entrarem na maravilhosa vibe cânone curtindo o que de melhor predomina durante o fim de ano. Dispensado o blábláblá, vamos começar a nossa resenha de hoje!

Tendo seu primeiro contato profissional com a música natalina ainda no início do novo milênio – quando regravou a popular “Santa Baby” e a encaixou como uma b-side do single “Please Stay”, de 2000 –, há alguns anos Kylie Minogue teve uma nova oportunidade de reviver as festividades de fim de ano quando do lançamento dos EPs “A Kylie Christmas” e “A Christmas Gift”. Um quinquênio depois, a australiana mais popular da indústria fonográfica ainda demonstra toda sua paixão pelo Bom Velhinho por meio de “Kylie Christmas”, o seu 13º disco de estúdio e 1º inteiramente dedicado ao mês mais marcante do calendário.

Kylie em imagem promocional para o “Kylie Christmas”

Liberado sob os selos da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records” no último 13 de novembro, o novo material da veterana foi anunciado logo no começo de outubro deste ano quando teve a sua capa e tracklist revelados por tabloides de todo o mundo. Gravado nos estúdios “Sarm Music Village” e “Angel Studios”, ambos situados em Londres, “Kylie Christmas” traz ao ouvinte uma contagiante coletânea que inclui desde clássicos como “Winter Wonderland”, as 2 faixas presentes nos EPs natalinos da cantora (“Santa Baby” e “Let It Snow”) e outras canções inéditas compostas pela própria Kylie.

Sendo distribuído em duas versões bem distintas, o disco apresenta 13 faixas em sua edição standard e 16 na deluxe, sendo esta última contemplada com um DVD bônus que apresenta 6 videoclipes de Minogue gravados para promover o novo trabalho. Incluindo duetos com Frank Sinatra, Iggy Pop e Dannii Minogue (a irmã mais nova de Kylie), o 1º single do “Kylie Christmas” é a faixa “Only You”, originalmente gravada pela dupla Yazoo nos anos 80. Lançada em parceria com o ator, produtor e comediante britânico James Corden na última segunda-feira (09/11), o lyric vídeo do carro-chefe já está disponível no canal oficial da australiana no YouTube e pode ser visto clicando aqui.

Confere só a tracklist oficial do “Kylie Christmas” (* representa as faixas inéditas):

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. Santa Claus is Coming to Town (feat. Frank Sinatra)
  3. Winter Wonderland
  4. Christmas Wrapping (with Iggy Pop)
  5. Only You (feat. James Corden)
  6. I’m Gonna Be Warm This Winter
  7. Every Day’s Like Christmas (*)
  8. Let It Snow
  9. White December (*)
  10. 2000 Miles
  11. Santa Baby
  12. Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here (*)
  13. Have Yourself a Merry Little Christmas
  14. Oh Santa [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  15. 100 Degrees (feat. Dannii Minogue) [faixa bônus da edição deluxe] (*)
  16. Cried Out Christmas [faixa bônus da edição deluxe] (*)

A seguir, os vídeos incluídos na edição deluxe do disco:

  1. It’s the Most Wonderful Time of the Year
  2. 2000 Miles
  3. Christmas Isn’t Christmas’ Til You Get Here
  4. 100 Degrees
  5. I’m Gonna Be Warm This Winter
  6. Oh Santa
Foto publicada no Instagram da cantora revela os preparativos para a sua apresentação para a família real britânica no “Royal Variety Performance” (13/11)

Recebendo a produção de grandes nomes do meio musical como Stargate, a maior parte do disco ficou sob os cuidados de Steve Anderson, figurinha já carimbada em grandes projetos da cantora que variam desde turnês mundiais ao intimista álbum “Impossible Princess”. Trabalhando com Minogue desde 92, a primeira parceria da dupla nos remete ao disco “Let’s Get To It”, quando o produtor participou de um remix para “Finer Feelings” com o seu duo “Brothers in Rhythm”. De lá para cá, Anderson foi o responsável pela produção musical da “On A Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Aphrodite World Tour” e tantas outras, estando de volta, agora, como o produtor principal (e um dos compositores) do 13º material de Kylie.

Participando ativamente do processo de criação e gravação do projeto, das 16 faixas presentes no álbum, 6 são inéditas e 4 foram creditadas com a composição de Kylie ao lado de outros astros da música, como Karen Poole (compositora de diversas faixas dos álbuns “Body Language”, “X” e “Kiss Me Once”), Biffco (“Light Years”, “Fever” e “X”) e Chris Martin (o vocalista do Coldplay). Entre as inéditas estão “Every Day’s Like Christmas”, “White December”, “Christmas Isn’t Christmas ’Til You Get Here”, “Oh Santa”, “100 Degrees” e “Cried Out Christmas”.

Introduzido brilhantemente pela festiva “It’s the Most Wonderful Time of the Year”, um dos hinos natalinos mais populares de todos os tempos, “Kylie Christmas” é muito feliz e bem sucedido ao trazer o melhor do Natal em pleno 2015. Com um dueto fascinante ao lado do eterno Frank Sinatra, “Santa Claus Is Coming to Town” é outra canção que merece a total atenção do ouvinte por unir o melhor das vozes de ambos os intérpretes em outra obra clássica do gênero. Mas, apesar de inovar com uma pegada quase rock n roll em “Christmas Wrapping” (com o Iggy Pop) e outra dance em “100 Degrees” (com a Dannii Minogue), o destaque do CD fica mesmo com “Every Day’s Like Christmas”, a faixa composta pelo líder do Coldplay. Trazendo um Natal mais pop com um som bem diferente de tudo já experimentado pela cantora, a parceria com o senhor Martin é definitivamente um dos maiores acertos dos quais Kylie poderia se beneficiar desde que o disco “Kiss Me Once” falhou ao emplacar diversos hits na América do Norte (já queremos “Every Day’s Like Christmas” como segundo single).

Acompanhada de uma orquestra profissional e de um coral afinadíssimo, “Kylie Christmas” surge assim como o acústico “The Abbey Road Sessions” (de 2012) para fazer uma pausa na dançante discografia da veterana e diversificar tudo o que a loira já lançou de majestoso no mercado musical. Sustentando a pose e elegância de sempre, Minogue mostra que para ser uma diva não é necessário qualquer excentricidade ou sonoridade específica, mantendo em seu disco natalino a mesma qualidade já conhecida em seus lançamentos principais. Esbanjando simpatia e um vozeirão de dar inveja a qualquer cantora com mais de 25 anos de carreira (você precisa ouvir “Have Yourself a Merry Little Christmas”), tanto as canções como os vídeos presentes na edição deluxe do álbum são triunfantes ao resgatar o vintage e elevar Kylie (mais ainda) para um status de artista multifacetado que há anos vem lutando para firmar.

Mariah Carey que se cuide, pois o mundo acaba de ganhar uma nova candidata para ocupar o trono de “Rainha do Natal”.

Aah, os anos 90… 8 músicas da Kylie Minogue que você precisa conhecer

Eu realmente fico surpreso de saber que, com quase 30 anos de carreira e mais de 70 milhões de álbuns e singles vendidos no mundo, muitos ainda desconhecem o caminho trilhado por Kylie Minogue na música pop.

Uma das melhores performers de sua geração e da geração atual, a australiana mais famosa de todos os tempos é uma das raras espécies de artista que não decepciona a cada material inédito que libera para seu público alvo. Com 12 álbuns de estúdio já gravados e divulgados, desde o começo Minogue ganhou grande visibilidade na Austrália e no Reino Unido, países que foram bem receptivos ao som produzido por ela e abraçaram suas valiosas influências musicais – pra você ter uma ideia, de 1987 pra cá a mulher já levou 10 músicas até o #1 lugar das paradas de sucesso do seu país de origem e mais 7 nas paradas do UK.

Possuindo uma senhora lista discográfica recheada com muita coisa boa, não há como negar que grande parte de seus melhores lançamentos se deram nos anos 90, quando Kylie fez vários passos certeiros e produziu alguns hits esmagadores. Tentando deixar de lado as favoritas dos fãs “Better The Devil You Know” e “Confide In Me”, abaixo relacionei, cronologicamente, 8 grandes músicas noventistas da cantora que com certeza merecem a nossa atenção. E pra começar…


1. STEP BACK IN TIME

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1990;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop e disco;

Posição nas paradas de sucesso: #5 na Austrália, #4 na Irlanda e #4 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour” (em “Hits Medley”), “KylieX2008” e “Kiss Me Once Tour” / “Kylie Summer 2015”.

Lançada como o 2º single oficial do terceiro álbum da australiana, o “Rhythm of Love”, “Step Back In Time” é uma música que qualquer fã ou admirador da veterana DEVE conhecer antes de se pronunciar publicamente sobre os seus lançamentos musicais. Depois de perder um pouco a vergonha do começo da carreira e dar indícios de que tinha planos gigantescos para o futuro, foi com este álbum e esta música que Minogue abraçou de vez a música dance e se rendeu completamente a sonoridade do momento. Apesar de ter bombado muito com o carro-chefe do “Rhythm of Love”, não demorou muito para a irmã mais nova de “Better The Devil You Know” ganhar destaque com seus instrumentais extrovertidos e colocar o pessoal pra requebrar muito nas pistas de dança do mundo inteiro.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “STEP BACK IN TIME” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO CHILDREN IN NEED, DE 2004.


2. WHAT DO I HAVE TO DO

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop, house e techno;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália, #7 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”) / “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”) e “Aphrodite Les Folies Tour”.

A música que mais gostei quando ouvi o terceiro material de inéditas da australiana pela primeira vez não poderia ficar de fora dessa seleção, principalmente depois de ter conferido a performance animadora que rolou na “Aphrodite Les Folies Tour”, em 2011. Muito antes de aparecer bem sensual dentro d’água em “Where Is The Feeling?” e adotar o visual retrô que seguiu toda a era “Body Language” em 2004, Kylie havia brincado bastante no vídeo que gravou para “What Do I Have To Do”. Planejada para ser o 2º single do “Rhythm of Love”, a música foi substituído por “Step Back In Time” e mais tarde lançada como o 3º single oficial do disco, ganhando um videoclipe filmado predominantemente em preto e branco e recheado com muito romance e luxúria. Encarnando a atriz Brigitte Bardot em divertidas cenas que nos remetem ao melhor da época, a irmã mais nova da cantora, Dannii Minogue, também fez uma participação no trabalho. Vale dizer, todavia, que a versão que você confere no clipe oficial da música não é a original do álbum, lançada em 1990, mas sim a chamada “What Do I Have To Do (7″ Mix)”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WHAT DO I HAVE TO DO” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “INTIMATE AND LIVE TOUR”, EM 1998.


3. SHOCKED

Álbum/ano de lançamento: “Rhythm of Love”, 1991;

Gravadora: “PWL” e “Mushroom Records”;

Composição: Mike Stock, Matt Aitken e Pete Waterman;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #7 na Austrália, #2 na Irlanda e #6 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Rhythm of Love Tour”, “Let’s Get to It Tour”, “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour” (em “Smiley Kylie Medley”), “Showgirl: The Homecoming Tour” (em “Everything Taboo Medley”), “KylieX2008” e “For You, For Me” (em “Everything Taboo Medley”).

O 4º e último single do “Rhythm of Love” não poderia ser outro senão “Shocked”, mas eu continuo acreditando que outras opções como “Things Can Only Get Better” e “One Boy Girl” também poderiam ter dado certo para encerrar a divulgação dessa era de ouro. Mais provocante do que nunca, Minogue vive cenas quentíssimas no vídeo gravado para a música, lançado como a segunda parte de “What Do I Have To Do”. Também liberado na versão remix, o “Shocked (DNA Mix)”, foram adicionados à faixa os vocais da rapper Jazzy P para dar alguns retoques finais à versão final do single. Um sucesso instantâneo, além do já característico dance-pop produzido por Minogue há tanto tempo, “Shocked” recebeu influências também da house e do funk afro-americano, elementos musicais muito presentes no período noventista da cantora.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SHOCKED” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “LET’S GET TO IT”, EM 1991.


4. WORD IS OUT

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1991;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, new jack swing e dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #10 na Austrália, #8 na Irlanda e #16 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour” (improvisada durante uma performance) e “Anti Tour”.

Não tão bem recebido pelo público quando do seu lançamento, o first single do quarto disco de Kylie foi mais uma das super produções lançadas sob a supervisão do talentoso trio Stock, Aitken e Waterman. Abrindo a era “Let’s Get To It”, a equipe da diva caprichou bastante na sonoridade e nos instrumentais usados na obra, certificando-se de trazer um ar mais sofisticado para a imagem criativa da artista. Continuando sua escalada por uma independência na indústria, Minogue causou um grande burburinho ao sugestivamente interpretar uma garota de programa no clipe que promoveu “Word Is Out”. Não mais uma garotinha inocente (ela já estava com 23 quando gravou o vídeo), a cantora mostrou bastante simpatia ao protagonizar uma quente festinha noturna nada explícita pelas ruas do mercado londrino de Camden com direito a alguns passos de dança dignos de uma estrela do sapateado.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “WORD IS OUT” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NA “ANTI TOUR”, EM 2012.


5. FINER FEELINGS

Álbum/ano de lançamento: “Let’s Get To It”, 1992;

Gravadora: “PWL”;

Composição: Mike Stock e Pete Waterman;

Gênero musical: pop, R&B e new jack swing;

Posição nas paradas de sucesso: #60 na Austrália, #16 na Irlanda e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Let’s Get to It Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballad Medley”) e “BBC Proms in the Park 2012”.

O 4º e último single do “Let’s Get To It”, originalmente planejado para ser o 2º, seguiu os bem sucedidos “If You Were With Me Now” e “Give Me Just A Little More Time”, finalizando o trabalho da cantora em estúdio com o grupo Stock Aitken Waterman. Acompanhando os lançamentos de “What Do I Have To Do” e “Shocked”, a balada também foi lançada sob a forma de um remix, o “Finer Feelings (Brothers in Rhythm 7″ mix)”. Se inspirando no fotógrafo francês Edouard Boubat, Minogue foi até Paris para gravar as cenas apaixonantes que compõem o clipe de “Finer Feelings”. A música foi, ainda, uma das que a cantora selecionou e regravou em 2011 para o “The Abbey Road Sessions”, álbum todo acústico responsável por fazer uma releitura dos maiores sucessos lançados por Kylie em sua longa carreira. Você pode saber um pouco mais sobre o álbum “Let’s Get To It” acessando este link.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “FINER FEELINGS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NOS ESTÚDIOS “ABBEY ROAD”, EM 2011.


6. PUT YOURSELF IN MY PLACE

Álbum/ano de lançamento: “Kylie Minogue”, 1994;

Gravadora: “Deconstruction Records” e “Mushroom Records”;

Composição: Jimmy Harry;

Gênero musical: trip hop;

Posição nas paradas de sucesso: #11 na Austrália e #11 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “On a Night Like This Tour”, “KylieFever2002” (em “The Crying Game Ballads Medley”) e “Showgirl: The Greatest Hits Tour”.

Assinando contrato com a “Deconstruction Records” e deixando de lado o selo que fez dela uma das maiores popstars do último milênio, “Put Yourself In My Place” foi o 2º single do homônimo “Kylie Minogue”, quinto disco de inéditas da cantora, liberado em 1994. Dando um gostinho do que veríamos no fabuloso “Impossible Princess” três anos depois, foi neste disco que Minogue começou a trabalhar com o trip hop e ampliar seus horizontes musicais. 20 anos antes de Ariana Grande se inspirar no clássico dos anos 60 “Barbarella” para gravar o clipe de “Break Free”, do ano passado, Kylie já havia chamado o diretor Kier McFarlane para rodar o vídeo de “Put Yourself In My Place”. Recriando a cena de abertura do filme estrelado por Jane Fonda em 1968, o trabalho da dupla foi merecidamente contemplado com o prêmio de “Melhor Vídeo Australiano” de 95, no “Australian ARIA Music Awards”.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “PUT YOURSELF IN MY PLACE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA EM UM EVENTO DE 1994.


7. SOME KIND OF BLISS

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1997;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, James Dean Bradfield e Sean Moore;

Gênero musical: indie rock;

Posição nas paradas de sucesso: #27 na Austrália e #22 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”.

Provavelmente a minha música favorita da Kylie de todas que já ouvi, “Some Kind Of Bliss” é o abre-alas de “Impossible Princess”, o disco da cantora liberado no momento mais intenso e confuso de sua vida – conheça mais sobre a história do álbum clicando neste link. Inicialmente, “Limbo” chegou a ser cogitada para abrir a divulgação do sexto álbum de Kylie, ideia essa descartada para a colaboração da cantora com os produtores James Dean Bradfield e Dave Eringa. Filmado no deserto de Tabernas, localizado na província de Almería, na Espanha (o mesmo que foi usado de cenário para “Indiana Jones e a Última Cruzada”, de 1989), o clipe da faixa contou com a participação do ator inglês Dexter Fletcher, o par romântico de Minogue na trama. Nunca vista tão extrovertida e emocionante em sua videografia, Kylie vai até à prisão buscar o amado no dia de sua liberação e, no calor de suas emoções, acabam se aventurando numa vida desregrada de crimes contínuos. Já uma mulher na flor da idade e com vasta experiência profissional, a australiana consegue brincar com a câmera e hipnotizar o espectador facilmente com seu largo e tão confiante sorriso charmoso.

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “SOME KIND OF BLISS” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “HEY HEY, ‘IT’S SATURDAY” DE 1997.


8. BREATHE

Álbum/ano de lançamento: “Impossible Princess”, 1998;

Gravadora: “Deconstruction Records”, “Mushroom Records” e “BMG”;

Composição: Kylie Minogue, Dave Ball e Ingo Vauk;

Gênero musical: electronica;

Posição nas paradas de sucesso: #23 na Austrália e #14 no Reino Unido;

Turnês em que apareceu: “Intimate and Live Tour”, “Money Can’t Buy”, “Aphrodite Les Folies Tour” e “The Abbey Road Sessions”.

“Breathe”, a música que encerra a nossa publicação de hoje foi também a que encerrou o contrato de Kylie com a “Deconstruction Records”, sua principal gravadora depois de sair da “PWL”. Liberada como o 3º e penúltimo single do “Impossible Princess”, a música juntamente com “Too Far” marcam a profunda atuação da cantora na produção de seu sexto álbum de inéditas, quando desenvolveu suas habilidades como co-produtora. Remixada antes de ser lançada como música de trabalho do disco, a faixa foi levemente acelerada para ser melhor recebida pelas rádios da época, o que necessariamente não foi uma das melhores escolhas de Kylie e sua equipe, devo dizer. Ao lado de “Through the Years” e “Say Hey”, “Breathe” marca um estágio mais espiritual do “Impossible Princess” com seu refrão que poderia facilmente ser confundido com um mantra antigo. Com um clipe simples mas caprichado de efeitos visuais, Minogue pode ser vista dos mais variados ângulos e closes enquanto flutua para as lentes de Kieran Evans – que, sem medo algum, fez um brilhante trabalho ao dar vida e movimento ao ambiente que encontramos no encarte do disco (que você pode ver aqui).

CONHEÇA O VIDEOCLIPE DE “BREATHE” e ASSISTA ESSA APRESENTAÇÃO DA MÚSICA NO PROGRAMA “THE BEN ELTON SHOW”, DE 1998.

7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.

6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!

1/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS OFF

2. Lights Off

LIGHTS OFF foi o bloco escolhido para abrir nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos por razões óbvias de eu ser uma gótica experimental rainha das trevas usuária de roupas pretas, e pra dizer bem a verdade também não sei o porquê disso, apenas senti que seria uma boa forma de começarmos.

Luz e trevas são dois extremos que sempre caminharam lado a lado assim como tantos outros opostos, mas isso não quer dizer que tudo o que é bom está posicionado para o lado mais claro e o que é ruim para o mais escuro. Foi exatamente isso que tentei expressar por meio desta publicação.

Durante o decorrer de todo o texto, tentei relacionar aqui trabalhos sólidos, consistentes, que trazem em sua essência uma experiência de vida nem sempre bem resolvida. De decepções amorosas para uma busca pela independência de sua personalidade, os artistas aqui retratados, da sua maneira, tentaram quebrar os moldes e mostrar vulnerabilidade sem perder o controle de suas carreiras, e por isso provaram ser verdadeiros ícones da música contemporânea.

Com esta playlist, busquei levar ao leitor uma dica de som para se ouvir sem sair de casa, debaixo dos cobertores ou apenas jogado no sofá, curtindo a vibe, só relaxando de todo o estresse do dia-a-dia que consome nossos corpos e nossas mentes. A minha parte está feita, agora é com você! Ah, e antes que eu me esqueça: faça tudo isso, mas não se esqueça de apagar as luzes!


01. BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2007;

Singles: “Gimme More”, “Piece Of Me” e “Break The Ice”;

Não deixe de ouvir também: “Heaven On Earth”, “Toy Soldier”, “Perfect Lover” e “Why Should I Be Sad”.

É um tanto quanto curioso que o melhor álbum da legendária Miss Britney Spears tenha sido gravado e lançado na fase mais obscura de sua vida, vocês não acham? Superando um divórcio conturbado e aprendendo a lidar com a nova vida de mãe solteira pressionada pela máfia dos tabloides, Spears fez muito bem ao tomar as rédeas de seu 5º disco de inéditas atuando como a única diretora executiva do trabalho. “Blackout” é tão influente em sua discografia que é inevitável não compará-lo com os discos que o sucederam, que querendo ou não sofreram uma leve decaída sonora. Por mais que o disco “Britney”, lá de 2001, tenha sido um divisor de águas que nos apresentou uma Britney mais sexualizada (mas ainda não tão amadurecida), “Blackout” foi o responsável por nos introduzir uma cantora completamente nova para nossos ouvidos! Como uma fênix negra e sedenta para nos contar a sua verdadeira história de vida, “Blackout” sussurra em seus sintetizadores bem posicionados que Britney, pela primeira vez, nos revelou ser um ser humano digno de respeito, admiração e muita aclamação.


02. Dignity02. DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2007;

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”;

Não deixe de ouvir também: “Dignity”, “Gypsy Woman”, “No Work, All Play” e “Happy”.

Hilary Duff passou sua adolescência gravando diversos filmes e discos voltados para o público mais jovem, e isso foi fundamental para consagrar seu nome entre meninas e meninos do mundo inteiro. Porém, é natural do ser humano querer se desprender do passado e abraçar o presente, e não poderia ter sido diferente com a cantora – que já não era mais uma garotinha de 16 anos. Agora uma jovem mulher de seus quase 20 anos, foi também em 2007 que a eterna Lizzie McGuire tingiu seus cabelos de escuro e liberou para seus fãs o seu 4º álbum de estúdio, “Dignity”. Seguindo os passos de Madonna e Britney Spears, Hilary abandonou de vez o pop-rock e decidiu apostar todas suas fichas no electropop, o que mais tarde se provou a escolha mais sensata de sua carreira musical. Compondo 13 das 14 faixas de “Dignity” (fato este também inédito em sua discografia), o disco surgiu no mercado como um verdadeiro tapa na cara de todos aqueles que diziam ser a cantora um produto do meio desprovido de qualquer talento nato! Go girl, e que venha o “Dignity 2.0”.


03. Bittersweet World03. BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records, 2008;

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”;

Não deixe de ouvir também: “No Time For Tears”, “Ragdoll”, “What I’ve Become” e “Murder”.

Desde o incidente no “Saturday Night Live”, em 2004, quando Simpson se utilizou de um playback mal executado para uma apresentação no programa devido a problemas vocais, muito se subestimou os trabalhos musicais da cantora, e isso foi algo que a acompanhou ao longo dos anos. Todavia, sempre bem disposta a demonstrar o contrário, Ashlee fez magia nos estúdios de gravação ao elaborar “Bittersweet World”, seu 3º da carreira. Menos pessoal que os anteriores, o álbum soa mais genérico e divertido que “Autobiography” e “I Am Me”, mas ainda se mostra bem estruturado e despretensioso, nos apresentando um lado de Simpson mais natural e bem a vontade consigo mesma. Se rendendo as batidas suaves e dançantes, Ashlee deixa claro que não possui o talento vocal de sua irmã, Jessica, mas enfatiza que é mestre na produção de álbuns e que sabe compor como ninguém.


04. Born This Way04. BORN THIS WAY – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Born This Way”, “Judas”, “The Edge Of Glory”, “Yoü And I” e “Marry The Night”;

Não deixe de ouvir também: “Government Hooker”, “Scheiße”, “Heavy Metal Lover” e “Electric Chapel”.

Após dominar as pistas de dança do mundo inteiro com o disco “The Fame” e seu EP posterior, “The Fame Monster”, Lady Gaga precisava de um novo material para dar sequência a sua trajetória na indústria fonográfica, e “Born This Way” foi a decisão tomada pela garota prodígio. Abrindo alas com a polêmica faixa-título – acusada por muitos de conter plágio descarado de um hit antigo da Madonna -, Gaga deixou as fofocas de lado e se manteve forte na divulgação do seu 2º disco de inéditas. Conseguindo superar toda a obscuridade trabalhada na sua era Monster, Stefani Germanotta caprichou ao trazer instrumentais totalmente improváveis no novo material, trabalhando arduamente na produção e divulgação de cada detalhe e performance que chegou a encabeçar. Cada vez mais independente e dona de si, Lady Gaga mostra para o mundo que a cada lançamento a sua imagem é renovada e uma nova faceta é trazida a tona, por mais que algumas bizarrices do começo da carreira jamais abandonem o seu dia-a-dia.


05. Impossible Princess05. IMPOSSIBLE PRINCESS – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Deconstruction Records, 1997;

Singles: “Some Kind Of Bliss”, “Did It Again”, “Breathe” e “Cowboy Style”;

Não deixe de ouvir também: “Too Far”, “I Don’t Need Anyone”, “Limbo” e “Dreams”.

“Impossible Princess” está para Kylie Minogue assim como “Blackout” está para Britney Spears! 10 anos antes da “Princesinha do Pop” ter alguns surtos, raspar a própria cabeça e agredir um paparazzo, Kylie Minogue não andava em sua melhor fase quando gravou e liberou seu 6º álbum de estúdio, em 1997. Sofrendo uma profunda depressão e crise de identidade (leia mais sobre isso acessando este link), você pode notar que dificilmente a australiana inclui as faixas deste disco nas setlists de suas turnês mundiais – o que é realmente uma pena. Inspirando-se no trip-hop, indie rock e folk, este foi o primeiro trabalho em que Kylie resolveu tomar as rédeas de sua imagem criativa e palpitar na nova direção que a guiava, compondo todas as músicas do álbum e chegando a produzir algumas. Mais audaciosa do que nunca, é válido dizer que esta joia rara mal compreendida da discografia de Minogue veio para reforçar que a jovem estrela da novela “Neighbours” é uma mulher que possui a capacidade de tirar o fôlego de qualquer um.


06. A Little More Personal (Raw)06. A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: Casablanca Records, 2005;

Singles: “Confessions Of A Broken Heart (Daughter To Father)”;

Não deixe de ouvir também: “I Live For The Day”, “If It’s Alright”, “Fastlane” e “Edge Of Seventeen”.

Foi acompanhada da já experiente Kara DioGuardi que Lindsay Lohan atuou como produtora executiva de seu 2º trabalho musical, o sombrio “A Little More Personal (Raw)”. Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos longa-metragens para o império de Mickey Mouse, a nossa bad girl favorita de Hollywood precisava de uma válvula de escape para dizer às pessoas que não era tão inocente assim. Foi dessa maneira que “Personal” caiu como uma luva bem em suas mãos. Afastando-se um pouco da música que costumava fazer no começo de sua carreira, o novo material fala por si em músicas como “I Live For The Day” e “If It’s Alright”, a parte mais profunda desta nova era. Utilizando-se de algumas batidas do rock e do pop mais intensas e inovadoras, sua voz soa mais clara e bem trabalhada neste álbum, caminhando em contrapartida aos vocais agressivos apresentados em seu disco debut. “A Little More Personal (Raw)” nos faz refletir que Lindsay nunca teve a ambição de ser uma grande vocalista, apesar de já ter participado de algumas boas performances ao vivo. Mas num mundo de cantoras que usam e abusam de autotune para sobreviver à demanda dos dias de hoje, será que a cantora não conseguiria lidar facilmente com isso sem precisar recorrer aos artifícios dos estúdios de gravação?


07. Light Me Up07. LIGHT ME UP – THE PRETTY RECKLESS

Gravadora: Interscope Records, 2010;

Singles: “Make Me Wanna Die”, “Miss Nothing” e “Just Tonight”;

Não deixe de ouvir também: “My Medicine”, “Since You’re Gone”, “Light Me Up” e “You”.

Eu duvido que quem chegou a acompanhar a série “Gossip Girl” – e se deliciava com as cenas da pequena Jenny Humphrey – já conseguiu imaginar a atriz Taylor Momsen como uma estrela do rock. Abandonando a série para trabalhar com mais afinco em sua banda, o The Pretty Reckless (apesar de os boatos serem bem mais cruéis), o primeiro álbum do grupo balançou as paradas musicais do Reino Unido em pleno 2010, quando o lead single foi liberado meses antes do lançamento oficial do “Light Me Up”. Levando o seu rock alternativo para os jovens de todo o mundo, a troca de imagem de Momsen parece ter sido uma boa escolha não só para os seus fãs mais fieis como também para a própria cantora, que passou a agir mais naturalmente para onde quer que se apresentasse. Mostrando que tem talento e que está bem disposta para consolidar sua carreira na indústria fonográfica, “Light Me Up” é uma ótima escolha de álbum para quem curte um rock mais suave e que ainda não conhece o trabalho do The Pretty Reckless.


08. Perfectionist08. PERFECTIONIST – NATALIA KILLS

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Mirrors”, “Wonderland”, “Free” e “Kill My Boyfriend”;

Não deixe de ouvir também: “Break You Hard”, “Love Is A Suicide”, “Superficial” e “Nothing Lasts Forever”.

Chamada por muitos de “a nova Lady Gaga”, “Perfectionist” foi o disco responsável por introduzir a novata Natalia Kills no mercado musical, em 2011. Com o apoio de will.i.am – principal produtor a ajudar Kills no início de sua carreira, tendo inclusive atuado como um dos coprodutores do primeiro álbum da inglesa -, Natalia sempre marcou sua arte com uma forte imagem criativa, deixando claro para todos que não era apenas uma estrela qualquer. Agraciada com sua leve e incisiva voz, foi acompanhada de uma megaprodução que a jovem britânica levou para seus fãs 15 grandes faixas eletrônicas (algumas mais que outras) e expressou sua vontade de dominar as baladinhas das grandes metrópoles e das cidades do interior. Sempre bem resolvida quanto a sua identidade como artista, Kills é um exemplo de profissional da música que sabe o que faz no estúdio e não peca ao conciliar o mainstream com a sua invejável capacidade de expressão.


09. Body Music09. BODY MUSIC – ALUNAGEORGE

Gravadora: Island Records, 2013;

Singles: “You Know You Like It”, “Your Drums, Your Love”, “Attracting Flies” e “Best Be Believing”;

Não deixe de ouvir também: “Outlines”, “Bad Idea”, “Superstar” e “Just A Touch”.

Uma descoberta ainda recente para mim, o disco aqui apresentado surgiu como a indicação de um grande amigo numa seleta lista de outros álbuns que ouvi e explorei há menos de um ano. Sem sombra de dúvidas o título que mais chamou a minha atenção, esta é uma produção que não poderia estar de fora deste especial! AlunaGeorge é um duo britânico formado por Aluna Francis e George Reid, em atividade desde 2012, responsáveis pela produção, composição e gravação das faixas presente no brilhante “Body Music”, o debut album dos caras. Seguindo os trilhos do synthpop, trip hop e UK garage, o álbum teve uma ótima estreia na “Terra da Rainha”, local onde Francis e Reid têm seu público principal, e um desempenho razoável em diversos países da Europa. Eu tenho certeza que é ouvindo este álbum que você se perguntará incessantemente assim como eu faço já há algum tempo: quando o mundo acordará para essa dupla maravilhosa e o AlunaGeorge receberá o seu tão merecido efeito-Adele?


10. Rabbits On The Run10. RABBITS ON THE RUN – VANESSA CARLTON

Gravadora: Razor & Tie Records, 2011;

Singles: “Carousel”, “I Don’t Want To Be A Bride” e “Hear The Bells”;

Não deixe de ouvir também: “Fairweather Friend”, “Dear California”, “Tall Tales For Spring” e “In The End”.

Conhecida pelo mega hit “A Thousand Miles”, o qual fez parte da trilha sonora do inesquecível filme “As Branquelas”, Vanessa Carlton decidiu se inspirar nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”) para o seu 4º álbum de inéditas, “Rabbits On The Run”. O interessante do projeto é que este é o primeiro trabalho independente lançado pela jovem wicca, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. O álbum é tão surpreendente que soa como uma espirituosa coletânea de canções de ninar contemporâneas, mas completamente voltadas para o público adulto. “Carousel”, o carro-chefe, por exemplo, é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. Não é de hoje que a senhorita Carlton nos exibe sua genialidade, não é mesmo?


LIGHTS ON, o nosso segundo bloco, estará disponível em breve aqui no blog! Fique de olho e não perca.