Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 2)

Acharam que tinha acabado? Nada disso, senhoritas e senhoritos. A nossa lista com os melhores lançamentos do último bimestre não estaria completa se não nos lembrássemos também dos seis trabalhos a seguir relacionados e pautados cuidadosamente (saiba quais foram os outros sete acessando a nossa primeira parte). Sem maiores rodeios, chegou o momento de conhecermos alguns novos artistas e matar a saudade de outros que estiveram há um bom tempo sem nos beneficiar com algo novo e empolgante. E para começar, gostaria de lhes dizer que…


…Lana Del Rey continua vintage e misteriosa no clipe de “Music to Watch Boys To”, o segundo single do disco “Honeymoon”:

Depois de mostrar para o pessoal quem é que manda no pedaço com toda sua beleza fatal em “High By the Beach” (relembre), chegou o momento de Lana Del Rey colocar o disco na vitrola e nos ensinar algumas lições preliminares de como “observar os garotos”. “Music to Watch Boys To”, o segundo single do álbum “Honeymoon”, chegou assim, sem mais nem menos, já conquistando o ouvinte desde a sua primeira “ouvida”. Intercalando cenas em preto e branco com outras coloridas que dão enfoque ora à cantora, ora à moças nadando e ora a caras jogando basquete, Del Rey exibe seus atributos físicos durante todo o vídeo de forma bem atraente sem perder um pingo de classe ou respeito (pra que recorrer à nudez quando não se precisa?). Utilizando-se do já conhecido baroque pop originário dos anos 60 que pudemos conferir em singles como “Video Games”, “Music to Watch Boys To” foi anunciada pela primeira vez em janeiro deste ano e chegou a ser cogitada para ser o carro-chefe do “Honeymoon”. É Lana, ainda estamos na dúvida se deveríamos observar os garotos ou só você, garota!

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “MUSIC TO WATCH BOYS TO”, A NOVA MÚSICA DA LANA DEL REY.


Parceria de Janet Jackson com Missy Elliott te levará de volta ao tempo em uma viagem para a house music dos anos 90! Ouça “BURNITUP!”:

Semana que vem Janet Jackson completa quatro meses desde que resolveu oficializar o seu retorno à carreira musical e nos surpreendeu com a gostosíssima “No Sleeep”, a qual, no final, ganhou uma versão em dueto com J. Cole quando do lançamento do videoclipe (relembre o quanto ficamos empolgados naquela época). Agora com seu 11º álbum de inéditas já disponível nas lojas desde o dia 02/10, Jackson sabe que precisa pegar pesado na divulgação do trabalho e carregou em seu canal de vídeos do YouTube o featuring que fez com a consagrada rapper Missy Elliott. E eu devo dizer a vocês: “BURNIPUP!” não decepciona! Se a cantora souber lançá-la como single assim que tiver a melhor oportunidade, a uptempo com alguns elementos da house music poderá ser a responsável não apenas por destacar ainda mais o retorno e permanência da irmã de Michael Jackson nas paradas de sucesso, mas também da própria Elliott, que é outra veterana da black music. O álbum “Unbreakable”, que estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 116 mil unidades somente na primeira semana, é o 7º material de Janet a atingir o topo dos charts norte-americanos e colocou a diva para junto de Barbra Streisand e Bruce Springsteen como os únicos cantores a conquistarem o #1 em cada uma das últimas quatro décadas.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “BURNITUP!”, A NOVA MÚSICA DA JANET JACKSON COM A MISSY ELLIOTT.


Halsey luta contra a opressão estatal no vídeo de “New Americana”, o segundo single do “Badlands”, seu álbum de estreia:

Parece que 2015 foi um grande ano para os novatos colocarem a boca no trombone e se destacarem depois de discorrer sobre alguns assuntos tidos como tabus pela sociedade tradicional heteronormativa. Um deles sem sombra de dúvidas foi a norte-americana Halsey, que, acompanhada da sua “New Americana”, abordou um pouquinho as diferenças sociais e culturais na composição e clipe da música. Lançada como o segundo single do “Badlands” (acessível para compra desde 28/08), o clipe dirigido por Jonathan Desbiens nos faz lembrar um pouquinho de toda aquela coragem que Madonna e Rihanna tiveram ao criticar a opressão do Estado em trabalhos como “American Life” e “American Oxygen” (respectivamente). Halsey (nascida Ashley Nicolette Frangipane), que é a líder de um grupo de rebeldes no vídeo, é capturada pelas tropas do Exército e levada até uma fogueira para ser queimada viva por “atentar contra a ordem social”. Cabe então aos seus parceiros de guerra, enquadrados no clipe como as minorias sociais da nossa realidade, decidirem se vão salvá-la do sistema de censura estatal ou libertá-la de uma vez por todas. “New Americana” traz um pop alternativo pendendo para o indie e foi composta pela sua intérprete ao lado de James Mtume, Kalkutta e Larzz Principato.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “NEW AMERICANA”, A NOVA MÚSICA DA HALSEY.


“Fools” segue “Wild” e esquenta mais as coisas no projeto “Blue Neighbourhood”, a brilhante trilogia de clipes do Troye Sivan:

Em “Wild” pudemos ter uma pequena noção de como a pura amizade entre dois garotos pode se desenvolver em “algo a mais” após um período de descobertas conjuntas (assista). Contudo, nem todos os contos de fadas têm um final feliz e “Fools” chegou no dia 25/09 para quebrar alguns corações despreparados. Se você tem acompanhado a trilogia de clipes do Troye Sivan já poderia esperar pelo pior, mas, pelo menos, a segunda parte do “Blue Neighbourhood” chegou para acender algumas chamas ainda apagadas na primeira parte. Trocando muitas carícias e beijos apaixonados, Sivan sofre as consequências do preconceito do pai de seu melhor amigo (e namorado) e dessa forma precisa lidar com o término de seu relacionamento enquanto é substituído por uma garota. Vendo o amor de sua vida se afastando e rendendo à pressão da sociedade ao “tentar ser alguém normal”, “Fools” nos traz ainda uma pequena prévia do que acontecerá na parte final do projeto, o qual será encerrado com uma canção inédita (“Talk Me Down”) no dia 20 de outubro. O álbum de estreia do cantor, “Blue Neighbourhood”, será lançado oficialmente no dia 4 de dezembro.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “FOOLS”, A NOVA MÚSICA DO TROYE SIVAN.


Adam Lambert e a sua noite nada solitária dão vida ao vídeo de “Another Lonely Night”, a atual música de trabalho do “The Original High”:

Depois de liberar três álbuns de estúdio e suar para ganhar o mínimo de atenção do público, o finalista da oitava edição do “American Idol” parece estar finalmente recebendo os méritos após o extraordinário trabalho que tem feito desde 2009 com o seu disco de estreia, o “For Your Entertainment”. Lançando o single “Ghost Town” como o primeiro do “The Original High” e conquistando a aprovação dos críticos e ouvintes da música pop, “Another Lonely Night” segue na promoção e divulgação do terceiro material do cantor trazendo um clipe lindo que conta com a participação especial de ninguém menos que Gigi Gorgeous, conhecida personalidade da internet. Ilustrando a “noite solitária” de três pessoas bem diferentes entre si, acompanhamos pelo vídeo a rotina noturna de um carismático stripper, uma talentosa dançarina e uma carente casamenteira que repartem o foco das câmeras com Adam fazendo shows noite afora. Dividindo seu tempo entre a carreira solo e como vocalista convidado do Queen, Lambert está desde o ano passado em turnê com a banda cantando ao redor do mundo os maiores sucessos imortalizados na voz do grande Freddie Mercury.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “ANOTHER LONELY NIGHT”, A NOVA MÚSICA DO ADAM LAMBERT.


JoJo está poderosíssima no clipe da dançante “When Love Hurts”, faixa que promove o EP “III (Tringle)”.

Encerrando os melhores lançamentos musicais ocorridos no último bimestre, é com a JoJo de “Too Little Too Late” que fechamos esta publicação mais do que especial. Após passar anos em uma batalha judicial travada contra a sua antiga gravadora, finalmente a norte-americana conseguiu se livrar da enrolação de não poder lançar um novo material e chegou chegando com o EP “III” (leia-se “Tringle”), um lançamento de três singles simultâneos. Aliada as inéditas “Save My Soul” e “Say Love”, “When Love Hurts” foi a escolhida para ganhar um videoclipe oficial que conta com a cantora em sua melhor fase. Agora uma mulher crescida, a ex-loira (que já foi morena e agora voltou a ser loira) não tem medo de demonstrar que ainda possui aquele vozeirão que a fez famosa antes dos 18 anos e que sabe como usá-lo não apenas no pop e R&B, mas também na música eletrônica. Composta por Ammar Malik, Benny Blanco, Daniel Omelio, Jason Evigan e Ryn Weaver, o single foi produzido por meio da combinação de piano com o uso de sintetizadores e deverá muito provavelmente integrar o terceiro álbum de JoJo. Alguém mais notou o tamanho da felicidade que a moça demonstrou durante 101% do clipe (pacto renovado com sucesso, hahahha!)?

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E você? Ficou sabendo de outro lançamento não mencionado por aqui mas que te chamou bastante a atenção? Conta pra gente nos comentários. 😉

Lana Del Rey prepara álbum inédito e tem voltado com tudo ao cenário musical. Já ouviu as novas da moça?

Desde que fez sua estreia no cenário musical lá em 2011 como a intérprete do single “Video Games”, podemos dizer com todas as palavras que Lana Del Rey conseguiu mudar o mundo a sua volta, e não apenas como cantora, mas também como ícone da cultura pop. Um dos maiores destaques de sua geração (se não o maior), Del Rey nunca teve medo de quebrar alguns tabus de nossa sociedade atual e discorrer sobre assuntos polêmicos em sua seleta discografia. Seguindo os passos de Miss Legendary Britney Spears, quem havia marcado nosso 2007 com o popular bordão “it’s Britney bitch”, nenhuma outra cantora havia sido até o presente momento audaciosa o suficiente para trazer à tona um novo lema tão inesquecível como “my pussy tastes like Pepsi cola”. A partir daí, tudo o que conhecemos acabou virando lenda e a popularidade de Lana se estabilizou firmemente como uma das cobiçadas dos dias de hoje.

Bom, mais de um ano se passou desde que a Srtª Elizabeth Grant liberou para o público o seu terceiro material de inéditas, o aclamadíssimo “Ultraviolence”, e, se você pensa que a moça tiraria um tempinho de descanso antes de dar continuidade à prestigiada carreira, já pode repensar isso daí. É que “Honeymoon”, o quarto álbum da cantora, se aproxima de seu lançamento muito mais cedo do que poderíamos imaginar. Já gravado sob os selos da “Polydor Records” e da “Interscope Records”, o disco tem previsão de ver a luz do dia já no próximo mês: em 18 de setembro de 2015, para ser mais exato. E, caprichando na divulgação e promoção da nova era que já se iniciou há mais de um mês, Del Rey já tem entregue aos fãs um pouquinho do que poderá ser encontrado no novo álbum desde o dia 14/07.

A primeira grande surpresa vinda da musicista foi a faixa-título “Honeymoon”, a qual ganhou um vídeo no YouTube com a letra da música e algumas cenas caseiras iniciais de Lana deitada numa grama enquanto a introdução da música roda pelo player. Seguindo o já conhecido baroque pop de “Born To Die”, o blue-eyed soul de Duffy e o orchestral pop explorado por Christina Aguilera no disco 2 do “Back to Basics”, “Honeymoon” tem aquele tom de suspense instigante retirado diretamente dos anos 30 e 40, o mesmo que podemos encontrar nas grandes obras literárias da Agatha Christie, por exemplo. A faixa, que não chegou a ser lançada oficialmente como um single do atual trabalho da norte-americana, foi bem recebida pela crítica e chegou a ser chamada pela “Billboard” de “épica” e o “maior e mais ambicioso [trabalho] já lançado pela cantora/compositora até agora”.

Animando um pouco mais as coisas, o dia 10/08 foi a data escolhida por Lana para estrear o carro-chefe de seu novo disco, a música “High By The Beach” que, com todo o seu trap-pop, ganhou nossos corações de imediato. Com uma vibe completamente apaixonante, devo confessar que não possuo outras palavras melhores para descrever a música que não seja com esse gif maravilhoso na nossa eterna “Rainha do Bumbum”, a Gretchen, hahahahah. Brincadeiras a parte, foram necessários apenas alguns minutos para a internet ficar a polvorosa com o clipe do single e criar os milhares de memes que inundam a rede até os dias de hoje (veja alguns aqui). Com um enredo genial e uma fotografia magnífica, Del Rey nunca esteve tão deslumbrante e relaxada em um trabalho de sua videografia, sendo este um ótimo acréscimo ao seu catálogo cada vez mais surpreendente. Gravado em poucos takes muito bem amarrados uns aos outros, a cantora prova que não é necessário uma produção monstra para entregar aos fãs um vídeo sensacional e de tirar o fôlego.

Onze dias depois, já anunciada pela cantora como a sua música favorita do novo disco, foi a vez de “Terrence Loves You” ter a sua chance de ganhar o mundo e ser fixada como o 2º single do “Honeymoon”, em 21/08 (você pode ouvi-la aqui). Uma balada inspirada na clássica música jazz que marcou uma era de ouro na indústria fonográfica representada por grandes nomes como Aretha Frankin e Etta James, é chegado o momento de Del Rey dar continuidade a esse caminho trilhado recentemente por Lady Gaga em seu “Cheek to Cheek” e soltar sua voz na sonoridade que melhor sabe fazer. A música, que também ganhará um clipe em breve, já teve uma prévia liberada na internet pelo instagram oficial de sua vocalista.

Com um esquema de divulgação mais do que original, a equipe por trás da moça bolou algo que eu nunca vi antes em todos esses anos que acompanho o cenário musical. É que na capa do novo disco da Lana existe, além de alguns anúncios aqui e ali, um número telefônico um tanto quanto curioso. E, acredite: se você pegar seu celular e discar o contato ali indicado, conseguirá ouvir uma mensagem de voz deixada pela própria intérprete de “Born To Die”. Adiantando seus amados seguidores de que semanalmente ocorrerão atualizações trazendo novas gravações com informações exclusivas sobre o “Honeymoon”, a ligação ainda te dá o direito de ouvir a faixa-título do álbum, “Terrence Loves You”, uma leitura sobre as origens do universo ou os discursos favoritos dela do “TED Talks”.

Já em pré-venda e dominando o topo do iTunes estadunidense, a loja virtual mais movimentada do mercado digital, Lana tem sido destaque nos lançamentos musicais não apenas por seu material solo, mas também nas colaborações que tem encabeçado por aí. Recentemente, a morena foi aos estúdios de gravação para dar vida à “Prisoner”, dueto no qual divide seus vocais com o The Weeknd. Faixa presente no novo disco do cantor, “Beauty Behind The Madness” (e que deverá sair no dia 28 de agosto), o featuring pode ser ouvido por meio deste link publicado pelo fã-site Lana Del Lovers.

Trabalhando pesado sem tirar um tempo para respirar fundo e continuar sua trajetória hiper acelerada, “Honeymoon” tem tudo para ser um dos melhores lançamentos não apenas do ano, mas também da própria discografia da Lana Del Rey. Dando sequência àquele já conhecido selo de qualidade que permeia todos os materiais já liberados pela artista, é bem interessante que Lana tenha tentado evoluir sem perder aquela mágica essência que a tornou tão famosa. Caminhando para seu quarto lançamento de inéditas oficial, é louvável que Del Rey continue fiel a quem se tornou como profissional e continue persistindo com muita fé na brilhante música alternativa que produz há mais de 4 anos (outras, em seu lugar, com certeza já teriam se redirecionado para um ambiente mais mainstream à procura de “novos horizontes”).

É isso aí, minha gente, tudo o que devemos fazer no momento é controlar essa maldita ansiedade com todas as nossas forças e fazer o possível para não roer as unhas das mãos e dos pés enquanto o “Honeymoon” não cai na web.

Capas das versões standard e deluxe do "Honeymoon"
Capas das versões standard e deluxe do “Honeymoon”

A seguir, você confere a tracklist do novo disco:

1. “Honeymoon”
2. “Music to Watch Boys To”
3. “Terrence Loves You”
4. “God Knows I Tried”
5. “High by the Beach”
6. “Freak”
7. “Art Deco”
8. “Burnt Norton” (Interlude)
9. “Religion”
10. “Salvatore”
11. “The Blackest Day”
12. “24”
13. “Swan Song”
14. “Don’t Let Me Be Misunderstood”

“Honeymoon”, o novo disco de inéditas da Lana Del Rey, tem previsão de lançamento para o dia 18 de setembro de 2015.

6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!