6/7: Os meus 72 discos favoritos – ALTERNATIVE & VINTAGE

7. Alternative & Vintage

Depois de compartilhar com vocês quase 70% deste especial que iniciei há pouco mais de um mês e meio, é chegado o momento de mudar um pouco o rumo que seguimos até aqui e lhes apresentar um lado que, mesmo possuindo uma forma mais simplória, também preenche o meu tão bipolar gosto musical. Os mais atentos provavelmente notaram que eu sigo uma certa tendência com a música pop genérica, o que, ao meu ver, não é de tão ruim assim – convenhamos que tem coisa muito pior por aí e que eu nem mencionei nos textos do Caí da Mudança!

Entretanto, eu sei que diversificar faz bem para qualquer um, e por isso resolvi relacionar nesta oportunidade alguns materiais diferentes do meu gosto predominante, mas nem por isso menos queridos ou ouvidos – os quais obviamente integram o nosso 6º bloco, ALTERNATIVE & VINTAGE. Desta vez, tentei deixar de lado o máximo que pude do pop chiclete que pintou e bordou em nossas publicações anteriores, para isso me valendo de trabalhos que individualmente resgataram o clássico ou quebraram todos os moldes por utilizar-se de uma sonoridade alternativa.

Posso começar? Então coloquem o sinto de segurança, encostem-se no banco e segurem firme para não perder o incrível passeio inusitado de hoje.


50. HEARTSTRINGS – LEIGHTON MEESTER

Gravadora: Hotly Wanting Records, 2014;

Singles: “Heartstrings”;

Não deixe de ouvir também: “Run Away”, “Good For One Thing”, “Sweet” e “Entitled”.

Os meus leitores mais antigos com certeza já conhecem a minha paixão antiga pela carreira musical da nossa Blair Waldorf (a qual você confere neste link), então era um tanto quanto previsível que “Heartstrings”, o debut álbum da morena, aparecesse em ALTERNATIVE & VINTAGE para nos dar um grande “olá”. Gravado e liberado sob o selo da própria cantora, a “Hotly Wanting Records”, o disco de estreia de Meester demorou longos e intermináveis 6 anos para ver a luz do dia – para muito desespero não apenas meu, mas também da minha amiga Tatiane que vivenciou todo esse impasse em um passado bem distante. Seguindo as influências da música folk que experimentou ao trabalhar e sair em turnê com a banda Check in the Dark, “Heartstrings” abandonou completamente o pop dançante de “Somebody To Love” e “Your Love’s A Drug” que tanto nos fez bater cabelo no início desta década. Tendo uma divulgação bem simples e tímida, o álbum escrito integralmente por Leighton e produzido por Jeff Trott estreou na posição #139 da “Billboard 200”, a lista dos 200 álbuns mais comprados da semana! Um feito interessante para quem viveu a maior parte da carreira trabalhando apenas como atriz, não?


51. BORN TO DIE / BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION – LANA DEL REY

Gravadora: Interscope Records e Polydor Records, 2012;

Singles: “Video Games”, “Born to Die”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”, “National Anthem”, “Blue Velvet” (*), “Ride”, “Dark Paradise” e “Burning Desire” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Off To The Races”, “Diet Mountain Dew”, “Radio” e “Cola”.

Apesar de ter feito sua estreia na indústria fonográfica com um álbum autointitulado lá em 2010 que pouco chamou a atenção do público, foi somente depois de 2 anos que Lana Del Rey estourou no mundo com o magnífico “Born To Die”. Líder de vendas em diversos países (#1 no Reino Unido e França, #2 nos EUA e Nova Zelândia, por exemplo), Del Rey originou um pequeno alvoroço ao dividir os críticos de plantão com o lançamento de seu 2º disco de inéditas. Queixando-se das “excessivas tendências melodramáticas” seguidas pela cantora, grande parte dos especialistas musicais, por sua vez, elogiou a “produção distinta” da obra a qual utilizou-se de profundas composições unidas ao vocal suave da caloura. Inspirando-se na música alternativa, baroque pop, indie pop, sad-core soul e trip hop, “Born To Die” ganhou uma reedição especial no 2º semestre de 2012 a qual continha as 15 faixas iniciais da versão deluxe e o novo EP, “Paradise”, trazendo 8 novas músicas (incluindo o single “Ride”). A trajetória de Del Rey com “Born To Die” em suas duas versões, inclusive, foi objeto de referência para o curta-metragem “Tropico”, o qual foi responsável por fazer uma releitura bíblica da história de Adão e Eva e incluiu “Body Electric”, “Gods & Monsters”“Bel Air” na sua trilha sonora. Chega a tirar o fôlego, não?


52. FLORENCE + THE MACHINE – CEREMONIALS

Gravadora: Island Records, 2011;

Singles: “Shake It Out”, “No Light, No Light”, “Never Let Me Go”, “Spectrum (Say My Name)” e “Lover to Lover”;

Não deixe de ouvir também: “Only If For A Night”, “What The Water Gave Me”, “Breaking Down” e “Heartlines”.

Levando 2 anos para elaborar e gravar o seu 2º álbum de estúdio, a banda Florence and the Machine acertou a mão ao chamar o já conhecido Paul Epworth (que trabalhou em “Lungs”) para produzir todas as canções de “Ceremonials”. Guiado pelo carro-chefe “Shake It Out” e por seu clipe todo visionário, o Florence and the Machine parece não ter poupado criatividade ao produzir um dos videoclipes mais deslumbrantes que pudemos ver nos últimos 5 anos. Com seu poderoso e intimista vozeirão, Florence Welch e seus colegas de banda arrancaram suspiros de grandes revistas como a “Rolling Stone”, a qual rasgou elogios às “baladas turbulentas” produzidas pelos ingleses. Nomeado como o “melhor álbum de 2011” pela “Q Magazine” e o segundo melhor pela “Time”, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo lhe rendeu duas indicações ao “Grammy de 2013” nas categorias “Melhor Álbum Pop Vocal” e “Melhor Colaboração Pop/Performance Vocal”, por “Shake It Out”.


53. GHOST – SKY FERREIRA

Gravadora: Capitol Records, 2012;

Singles: “Red Lips” e “Everything Is Embarrassing”;

Não deixe de ouvir também: “Sad Dream”, “Lost in My Bedroom” e “Ghost”.

Antes de liberar para seus fãs o tão aguardo disco de estreia “Night Time, My Time”, Sky Ferreira não decepcionou ninguém ao dar-se um tempo e trabalhar no seu 2º extended play, “Ghost”. Com apenas 5 faixas muito bem produzidas e recheadas de uma autenticidade inimaginável, o disco caminhou para o synthpop e recebeu as influências do grunge em “Red Lips”, o lead single do EP. Seguindo a promoção do material, “Everything Is Embarrassing” foi divulgado como 2º single do trabalho e acabou por ser aclamadíssima pela crítica, incluindo Jon Caramanica do “The New York Times”, que sem hesitar declarou ser a música “uma das joias raras mais improváveis de 2012”. Para chegar até o seu som ideal, Ferreira chamou os produtores Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs e Ariel Rechtshaid para trabalhar ao seu lado, e, talvez sem esperar, nos oportunizou conhecer o seu trabalho mais interessante e coeso até a presente data! Ponto positivo pra ela.


54. BACK TO BASICS – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2006;

Singles: “Ain’t No Other Man”, “Hurt”, “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”;

Não deixe de ouvir também: “Back In The Day”, “Understand”, “Mercy On Me” e “The Right Man”.

Depois de escandalizar a família tradicional norte-americana e mundial com a garota sujja e bonita que todos tiveram a honra de conhecer durante a promoção do Santo Graal do pop vulgo “Stripped” (#43 em URBAN CONCEITUAL), Christina Aguilera resolveu trazer de volta o jazz, blues e soul na produção do seu próximo disco de inéditas, “Back To Basics”. Se inspirando na sonoridade dos anos 20, 30 e 40 de algumas de suas maiores influências musicais (Billie Holiday, Otis Redding, Etta James e Ella Fitzgerald), Aguilera não poupou nenhum recurso financeiro para elaborar o que seria seu maior projeto em pleno 2006. Misturando todos esses gêneros ao já característico pop que a tornou uma das maiores estrelas do novo milênio, foi com seu 5º disco de estúdio, lançado num álbum duplo incluindo no total 22 novas faixas, que Baby Jane, o novo alter-ego da cantora, vivenciou a melhor fase comercial de Christina. Como não é difícil de se imaginar, várias das músicas inéditas foram baseadas em momentos da vida particular de Aguilera, como o perturbado relacionamento com o pai, retratado em “Oh Mother”, e o desentendimento com o produtor Scott Storch, em “F.U.S.S.” (“Fuck You Scott Storch”). A era dourada de Miss Aguilera lhe rendeu duas bem merecidas indicações ao Grammy de 2007, das quais venceu a de “Melhor Performance Vocal Pop Feminina” por “Ain’t No Other Man”.


55. KYLIE MINOGUE – KYLIE MINOGUE

Gravadora:  Deconstruction Records/BMG, 1994;

Singles: “Confide In Me”, “Put Yourself in My Place” e “Where Is the Feeling?”;

Não deixe de ouvir também: “Surrender”, “If I Was Your Lover”, “Automatic Love” e “Time Will Pass You By”.

Kylie Minogue já havia se estabilizado como uma popstar de sucesso depois de lançar 4 álbuns sob a supervisão do time Stock Aitken Waterman, mas, até aquele momento, ninguém havia lhe dado espaço para que sua imagem criativa florescesse no que era produzido nos estúdios de gravação. Deixando sua antiga gravadora e apostando todas suas fichas numa mudança de cenário, foi com o autointitulado “Kylie Minogue”, seu 5º trabalho de inéditas, que a australiana mais querida do mundo resolveu amadurecer as coisas e tomar um rumo diferente. Ainda apostando na música pop, Minogue sentiu que era o momento de testar novos estilos e abraçou o jack swing, jazz, house e a techno music enquanto trazia também uma imagem mais sexualizada de si mesma – veja como o clipe de “Put Yourself in My Place” foi, naquela época, o que “Break Free” da Ariana Grande é nos dias de hoje. “Kylie Minogue” proporcionou, provavelmente, a primeira transformação musical pela qual a a intérprete do sucesso “Confide In Me” teve de passar para se tornar a atual “Deusa do Amor” que tantos adoradores da música pop veneram mais que tudo. Convenhamos: depois desse projeto tudo o que Minogue lançou no mercado virou tendência mundial!


56. HEROES & THIEVES – VANESSA CARLTON

Gravadora: The Inc. Records, 2007;

Singles: “Nolita Fairytale” e “Hands On Me”;

Não deixe de ouvir também: “Spring Street”, “Come Undone”, “Fools Like Me” e “More Than This”.

Antes de “Bionic” ser considerado um dos álbuns mais injustiçados da história do universo pop, este definitivamente já havia sofrido do mesmo mal quando recebeu as pedras do mercado fonográfico e as glórias dos críticos musicais. Mesmo que não tenha entrado para o top 40 da “Billboard 200” dessa vez – o que tinha feito com seus 2 álbuns anteriores -, “Heroes & Thieves” se mostra o disco mais coeso de Carlton lançado àquela época. Trabalhando ao lado da fantástica Linda Perry (sim, a mesma que compôs os hinos “Beautiful”, da Christina Aguilera e “Get The Party Started”, da Pink), Vanessa mais uma vez nos trouxe o seu tão gostoso piano pop com o já conhecido vocal afinadinho que havia nos conquistado no passado com “A Thousand Miles”. Desta vez nos apresentando a brilhante “Hands On Me”, foi com esta música que Carlton reforçou seu apoio ao amor igualitário, independente da sua orientação sexual – ela já havia se declarado bissexual em meados de 2010.


57. HEART OF STONE – CHER

Gravadora:  Geffen Records, 1989;

Singles: “After All”, “If I Could Turn Back Time”, “Just Like Jesse James”, “Heart of Stone” e “You Wouldn’t Know Love”;

Não deixe de ouvir também: “Still in Love With You”, “Love on a Rooftop, “Emotional Fire” e “Starting Over”.

Cher já tinha passado por muita coisa antes de lançar “Heart Of Stone”, seu 19º álbum de estúdio. Vivendo sob o carma do fracasso comercial durante décadas e mais décadas, foi com este material que a cantora deu a volta por cima e espalhou milhões de cópias pelo mundo as quais geraram certificados de platina em países como EUA, Austrália, Reino Unido e Canadá. Chamando os mestres Diane Warren e Jon Bon Jovi para trabalhar consigo mais uma vez (eles já tinham participado de “Cher”, de 1987), “Stone” foi o primeiro trabalho solo da “Deusa do Pop” a ter entrado para o top 10 da “Billboard 200”, em #10. Apesar de só ter estourado mesmo 9 anos depois com o álbum “Believe”, é impressionante o quão influente a veterana conseguia ser nos anos 90 com seu jeito “Cher” de ser. Antes de popularizar o uso do autotune como uma ferramenta de trabalho indispensável para os artistas de hoje em dia e se jogar de cabeça na música eletrônica, a poderosa chegou a se aventurar pelo rock e música adulta contemporânea, o que, ao meu ver, foi sua fase mais deslumbrante e memorável.


58. 21 – ADELE

Gravadora: XL Recordings, 2011;

Singles: “Rolling In The Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire To The Rain”, “Rumour Has It” e “Turning Tables”;

Não deixe de ouvir também: “Don’t You Remember”, “He Won’t Go”, “I’ll Be Waiting” e “Hiding My Heart Away.

Adele é uma daquelas poucas artistas que parece não ter medo de seguir seu coração antes tomar decisões importantíssimas em sua carreira, e foi graças ao bom Deus que a britânica teve a iluminada ideia de criar o seu 2º disco a partir do que rascunhava em seu diário depois de “encher a cara”. Detalhes à parte, é incrível o quanto “21” foi indispensável para nós há pouco mais de 4 anos, quando “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” tornaram-se hits instantâneos e deixaram o pop mainstream a comer poeira. Levando aproximadamente 2 anos envolvida no projeto, a maior inspiração da cantora foi decorrente da música folk e dos sons que bombavam na era Motown (além, é claro, do relacionamento amoroso que viveu em 2009). Um sucesso imensurável, o álbum rendeu à cantora o título de única artista feminina a possuir 3 singles simultaneamente no top 10 da “Billboard Hot 100” e 7 vitórias no “Grammy” (2012 e 2013), o maior prêmio da música internacional. Nadando sozinha contra a maré sexual que bombava nas rádios de todo o planeta, é estimado que “21” tenha vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo (até julho de 2014).


59. ROADS – CHRIS MANN

Gravadora: Universal Republic Records, 2012;

Singles: “Roads” e “Unless You Mean It”;

Não deixe de ouvir também: “Need You Now”, “The Blower’s Daughter”, “Ave Maria” e “Viva La Vida”.

O “The Voice” é hoje o que o “American Idol” costumava ser em seus melhores dias, quando descobriu e impulsionou a estreia de artistas como Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Adam Lambert no meio musical. Levando seu discípulo até o quarto lugar da 2ª temporada do reality show, Christina Aguilera fez uma aparição no 1º disco do cantor, quando emprestou seus vocais na regravação de “The Blower’s Daughter”, originalmente gravada por Damien Rice. Outros covers mais recentes incluem, ainda, “Need You Now”, do  Lady Antebellum, e “Viva La Vida”, do Coldplay. Além das influências da música clássica das quais Mann sempre teve maior afinidade, o tenor resolveu desenvolver seu lado lírico ao compor a inédita “Cuore”, ao lado do requisitadíssimo Savan Kotecha (“I Wanna Go”, de Britney Spears, e “Love Me Like You Do”, de Ellie Goulding). Dono de uma voz poderosíssima, os críticos musicais elogiaram a escolha de Mann por optar por um caminho contemporâneo ao invés do “jovem música” que marcou os charts quando do lançamento de seu disco de estreia.


60. NOT.COM.MERCIAL – CHER

Gravadora: Cher.com e Artist Direct, 2000;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Sisters Of Mercy”, “Runnin'”, “Fit To Fly” e “Disaster Cake”.

Mal terminamos de falar da Cher três casas acima com o meu xodó “Heart Of Stone” e já retornamos aqui para a cadeira #60 e o superpessoal “not.com.mercial”, o seu 23º de inéditas. Lançado exclusivamente pelo site oficial da cantora e pelo “Artist Direct”, a obra foi liberada como um presente para seus fãs de forma bem limitada e aparentemente não visou qualquer fim lucrativo ou comercial (como seu próprio nome já diz, “não comercial”). Sem nenhum single ou faixa promocional, a maioria das músicas foi composta pela própria Cher em 1994, quando viveu reclusa na França. Se despindo de todo o glitter que vestiu durante a era “Believe”, a “Deusa do Pop” retornou as suas origens mais intimistas ao pegar um pouco de folk e rock e criar as baladas mais pessoais de toda a sua extensa lista discográfica. Um detalhe interessante de “not.com.mercial” está em “(The Fall) Kurt’s Blues”, faixa escrita pela cantora em tributo a Kurt Cobain, ex-Nirvana que cometeu suicídio em 94. Totalmente cru e despido de qualquer produção gigantesca, o álbum soa, para mim, o material mais sincero vindo da veterana que já vendeu mais de 100 milhões de cópias no globo terrestre.


61. I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2008;

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”;

Não deixe de ouvir também: “Satellites”, “Scared of Lonely”, “Hello” e “Save The Hero”.

Eu sei que este álbum poderia estar facilmente incluso no bloco URBAN CONCEITUAL, mas é exatamente por conta de metade dele que resolvi incluir “I Am…Sasha Fierce” em ALTERNATIVE & VINTAGE. Lançado como um disco duplo, Beyoncé pôs em “I Am…”, a parte inicial, apenas baladas midtempo inspiradas no R&B, folk, rock alternativo e no uso acústico de violão, creditando suas influências no próprio marido, Jay-Z, e na cantora de jazz Etta James. Já em “Sasha Fierce”, a outra metade, o foco foi nas batidas uptempo do eletropop e europop para trazer ao público o alter-ego do qual Queen B se utiliza quando está em cima dos palcos. É transparente a evolução pela qual a musicista passou desde “B’Day” (#42 em URBAN CONCEITUAL), o disco responsável por trazer a cantora em uma forma mais feroz e sensual, e não falo isso apenas visualmente, mas também vocalmente. A técnica usada nos singles “If I Were a Boy”, “Halo” e “Broken-Hearted Girl” é facilmente mais gostosa e saudável para nossos ouvidos da que ouvimos em algumas faixas do álbum anterior. Também recebendo uma edição platinum incluindo novas músicas reunidas num único CD, o 3º trabalho solo de Beyoncé foi também o seu 3º a alcançar o topo da “Billboard 200”, vendendo 482 mil cópias em solo estadunidense apenas na primeira semana.


Estamos chegando ao fim do nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos ever e DANCEFLOOR, o bloco que encerra esse projeto, sairá muito antes do esperado. Até lá, espero que vocês continuem curtindo o que escreverei por aqui no decorrer da semana. Vejo vocês em breve!

10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal

Natal é o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado ¹.

O Natal de 2013 mal passou e o de 2014 já está aí, batendo à porta de sua casa e querendo entrar para as festividades de fim de ano. Com muitas comidas típicas e decorações que deixam qualquer cidade de interior com uma aparência mais receptiva, as pessoas se preparam para enfrentar filas e comprar seus presentes de última hora: você sabe, aquele velho jeitinho brasileiro. Detalhes a parte, não é a toa que essa é a época favorita de muitas pessoas, incluindo este que vos escreve.

Claro, sempre tem aquele que adora pré-julgar tudo e vir com o clássico papinho de consumismo capitalista e hipócrita, mas, convenhamos que numa data como essa não dá pra permitir que ninguém estrague a nossa felicidade, certo? É muito bom comprar presente pra quem amamos e ver que aquele brilho nos olhos da criançada correndo pela casa com seus brinquedos coloridos e barulhentos. Pelo menos em 1 dos nossos 365 dias, tentamos esquecer tudo o que nos atormentou durante o ano e ver as coisas de uma forma diferente, mais positiva. Eu sei que deveríamos fazer isso todos os dias, mas todos nós sabemos que não é uma tarefa tão simples assim.

E como não deveria deixar de ser, a música também abriu um espacinho para comemorarmos o nascimento do menino Jesus e nos presenteou com diversos trabalhos natalinos. Seja com inspirações do pop ou do jazz, são inúmeros os discos que exaltam essa data e pipocam nas prateleiras das lojas mais que lançamento de álbum novo da Taylor Swift. Abaixo, relacionei 10 coisas que não podem faltar no meu Natal musical, e espero que aproveitem as dicas as colocando em prática. É isso, Feliz Natal a todos vocês, Feliz Ano Novo e tudo de melhor a cada um de vocês. É tempo de esquecermos as tristezas do passado e nos prepararmos para mais um recomeço ao lado de quem amamos, então, bola pra frente.


ÁLBUNS:

MERRY CHRISTMAS – MARIAH CAREY:

É com a “Rainha do Natal” que abrimos o nosso especial de fim de ano. Lançado no novembro de 1994, o álbum foi liberado no ápice da carreira de Mariah, quando tudo o que a cantora tocava automaticamente virava ouro. Vendendo 15 milhões de cópias mundiais, é o disco natalino mais vendido de todos os tempos, tendo originado o mega sucesso “All I Want For Christmas Is You”, top 5 nas rádios norte-americanas. Com inspirações na música pop, natalina, R&B e gospel, Carey dá um show com seus vocais bem trabalhados e não deixa de marcar presença anualmente em diversas apresentações públicas, como a desse ano em Nova Iorque. O álbum ganhou uma segunda parte em 2010, quando Mimi gravou e lançou “Merry Christmas II You”, seu segundo disco natalino, e o single inédito “Oh Santa”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU” AO VIVO!


MY KIND OF CHRISTMAS – CHRISTINA AGUILERA:

Christina Aguilera mal havia estourado pelo globo com o single “Genie In A Bottle” e o seu álbum homônimo, em 1999, quando viu que sua vida se resumia a fazer shows, dar entrevistas e não sair dos estúdios de gravação. Lançando seu primeiro álbum latino, “Mi Reflejo”, e o primeiro natalino, “My Kind Of Christmas”, quase que simultaneamente, ela subiu ao palco e divulgou seus três primeiros discos no especial da “ABC”  que mais tarde originou o VHS/DVD “My Reflection”. Mesclando música pop com R&B e natalina, Aguilera nos revela um pouco mais da poderosa voz anteriormente escondida nas batidas pop de seu disco debut, consolidando-se aos poucos como uma forte vocalista. Com covers de “O Holy Night”, “Have Yourself a Merry Little Christmas” e muitas outras, o trabalho já se inicia com a inéditas “Christmas Time”. “My Kind Of Christmas” estreou em #28 na “Billboard 200” e vendeu cerca de 1,2 milhão de cópias em todo o planeta.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMAS TIME” AO VIVO!


HAPPY CHRISTMAS – JESSICA SIMPSON:

Já familiarizada com a música natalina depois do lançamento de seu primeiro disco inspirado no tema, “ReJoyce: The Christmas Album”, que inclusive vinha com um EP também natalino em sua versão deluxe, foi lá em 2004 que a cantora estreou em #14 na “Billboard 200”, vendendo 152 mil cópias na primeira semana. Seis anos mais tarde, com uma roupagem mais madura, a loira retorna à indústria musical com seu segundo trabalho festivo, “Happy Christmas”. Bem aceito pela crítica, Simpson foi elogiada pelo “New York Times” por conta de seus “vocais harmônicos que muito combinaram com o estilo abordado no álbum”, decretando ainda que a cantora “nunca soou tão focada em anos”. “Carol Of The Bells” e “Merry Christmas Baby” foram duas das regravações que muito chamaram a atenção do público e que você não pode deixar de conferir.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “MY ONLY WISH” AO VIVO!


SANTA CLAUS LANE – HILARY DUFF:

Foi assim que Hilary Duff deu início à sua carreira na música: lançando um álbum natalino em outubro de 2002. “Santa Claus Lane”, gravado quando Hilary tinha apenas 15 anos e lançado sob o selo da “Walt Disney Records”, incluía duetos com Christina Milian e Lil’ Romeo nas faixas “I Heard Santa On The Radio” e “Tell Me a Story (About The Night Before)”, respectivamente. Regravando ainda “Wonderful Christmastime”, composta e lançada originalmente por Paul McCartney, o disco foi razoavelmente aceito pelos críticos, que ora criticavam “a sonoridade pouco natalina” e ora elogiavam “a presença de uma voz por trás de um rosto tão jovem”. “Santa Claus Is Coming To Town” e “Jingle Bell Rock” são, com certeza, os grandes destaques do disco que serviu para inserir Duff no mercado norte-americano e um ano mais tarde ser um hit com as músicas “So Yesterday” e “Come Clean”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “WHAT CHRISTMAS SHOULD BE” AO VIVO!


WRAPPED IN RED – KELLY CLARKSON:

Foi vestida de vermelho que a nossa “ex-American Idol” favorita liberou o seu sexto disco de inéditas, “Wrapped In Red”, em outubro de 2013. Já começando com a inédita faixa-título, o trabalho foi aclamado pela crítica, recebendo 73 de 100 pontos do site “Metacritic”, a melhor pontuação da loira até agora. Debutando em #3 na “Billboard” com vendas de 70 mil cópias na primeira semana, o álbum gerou dois singles com direito a três clipes oficiais, um lançado há um mês. Como parte de divulgação do álbum, foi ao ar na TV, em dezembro passado, um especial natalino exclusivo da cantora pelo canal “NBC”, o qual recebeu as participações especiais de Blake Shelton, Robin Williams e Whoopi Goldberg. “In Red” foi influenciado pela música pop, pelo jazz, soul e country.

ASSISTA AO CLIPE OFICIAL DE “WRAPPED IN RED”!


EP’s:

A KYLIE CHRISTMAS – KYLIE MINOGUE:

É com apenas duas canções, “Let It Snow” e “Santa Baby”, que a australiana Kylie Minogue liberou o seu quinto extended play em novembro de 2010, pela “Parlophone”. Um dia depois, o material foi relançado incluindo as faixas “Aphrodite” e “Can’t Beat The Feeling”, recebendo o nome de “A Christmas Gift”, músicas essas extraídas do 11º disco de inéditas da cantora. “Santa Baby”, já lançada nas vozes de Madonna, Shakira e Taylor Swift, é na verdade uma regravação antiga de Kylie, inclusa como b-side no single de 2000 “Please Stay”. Para promover o material, Minogue performou os dois clássicos do Natal há quatro anos, na cerimônia anual de iluminação da Árvore de Natal do “Rockfeller Center”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “SANTA BABY” AO VIVO!


THE TAYLOR SWIFT HOLIDAY COLLECTION – TAYLOR SWIFT:

Você já imaginou ouvir os maiores clássicos de fim de ano com uma roupagem country? Foi isso que Taylor Swift fez há sete anos com o seu primeiro EP, lançado pela “Big Machine Records”. Quando ainda não se aventurava pelo caminho pop, a loira nascida na Pensilvânia compôs e deu voz às inéditas “Christmases When You Were Mine” e “Christmas Must Be Something More”, aproveitando da oportunidade para gravar quatro grandes covers, entre eles a fantástica “Last Christmas”. Bem aceito pelo público, o EP chegou a #20 posição na “Billboard 200” e #1 no “Holiday Albums”. Deixando muitos com um gostinho de quero mais, grande parte das pessoas que ouviu o material não se conformou com um simples extended play e preferiu um álbum completo vindo de Swift (o que infelizmente não aconteceu).

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMASES WHEN YOU WERE MINE” AO VIVO!


SINGLES:

CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME) – LEIGHTON MEESTER:

Essa é para aqueles que gostam do Natal mas não curtem as típicas músicas natalinas que bombam em novembro e dezembro. “Christmas (Baby, Please Come Home)”, lançada originalmente por Darlene Love, em 1963, é um hit natalino já gravado também por Mariah Carey, U2 e Michael Bublé. A versão de Leighton, mais pop que cânone, foi incluída na coletânea “A Very Special Christmas 7” ao lado de covers de Miley Cyrus, Carrie Underwood e Ashley Tisdale. Divulgada em 08 de dezembro de 2009, foi um dos primeiros trabalhos de Meester em carreira musical, o que culminou anos mais tarde em seu primeiro disco de inéditas, “Heartstrings”, liberado esse ano.

OUÇA  “CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME)” NA VOZ DE LEIGHTON MEESTER!


MY ONLY WISH (THIS YEAR) – BRITNEY SPEARS:

Pois é, você pode não saber, mas nem a “Princesinha do Pop” escapou do clima natalino! Entretanto, ao contrário da maioria dos cantores que adoram regravar clássicos de décadas e décadas atrás, Britney resolveu focar em sua paixão pelo Papai Noel e liberou a inédita “My Only Wish (This Year)”, no inverno de 2000. Compondo ao lado de Brian Kierulf e Josh Schwartz, a canção entrou para a tracklist da coletânea “Platinum Christmas”, que ainda trouxe músicas de Christina Aguilera, Backstreet Boys e Whitney Houston. Comparada à Mariah Carey, “My Only Wish” recebeu críticas mistas e teve um desempenho moderado nas tabelas musicais, atingindo o #49 na “US Holiday Songs”.

OUÇA “MY ONLY WISH (THIS YEAR)”, CANÇÃO DE BRITNEY SPEARS!


CINEMAS:

JINGLE BELL ROCK –  LINDSAY LOHAN E ELENCO DE “MEAN GIRLS”:

Todos estamos cansados de ler que “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”) entrou de cabeça na cultura pop e se consolidou como um dos filmes que mais ditou regras entre adolescentes de 2004 pra cá. Também, não é pra menos, já que Lindsay Lohan esteve no auge de sua carreira e novatas como Amanda Seyfried se preparavam para uma trajetória brilhante nos cinemas. Entre as inúmeras cenas que nos fizeram rolar no chão de tanto rir, uma merece destaque, e por isso inclui nesta publicação. Sim, estou falando da hilária cena na qual o quarteto de garotas sobe ao palco para uma apresentação colegial da épica “Jingle Bell Rock”. Após um problema técnico com a aparelhagem de som, cabe à Cady Heron (Lohan) a difícil tarefa de recuperar o controle da situação e dar uma palhinha do poder vocal de sua intérprete – que mais tarde veríamos nos álbuns “Speak” e “A Little More Personal (Raw)”.

ASSISTA A CENA DE “JINGLE BELL ROCK” EM “MEAN GIRLS”!

As 15 melhores coisas que aconteceram no mundo da música em 2014 (até agora)

Uma retrospectiva musical e “alternativa” do que de melhor aconteceu durante o ano.

O ano está quase chegando ao fim e junto com ele encerramos mais um período movimentado no mundo da música pop. Muitos álbuns foram lançados, muitos videoclipes bombaram no YouTube e diversos singles lideraram as tabelas musicais de todo o planeta – alguns chegando a passar semanas no topo da “Billboard Hot 100”, a parada estadunidense mais importante.

As maiores e mais influentes rádios provavelmente reproduziram “Happy” e “Fancy” no repeat por meses; isso sem mencionarmos as estrondosas “All About That Bass” e “Chandelier” que permanecem até hoje na lista das 100+ dos EUA. E como não é de se estranhar, Os DJs não perdem tempo e já começaram a liberar aos poucos os conhecidos mashups de fim de ano – vídeos que repassam os maiores sucessos dos últimos 12 meses numa versão remixada e unificada. Você pode, inclusive, conferir um deles aqui.

Como não sou muito diferente dos outros blogs e sites que aproveitam o momento pra fazer retrospectivas, depois de muito pensar e analisar, resolvi trazer pra vocês os 15 melhores momentos do ano que em minha opinião superaram qualquer hit nº 1 dos charts musicais. Para isso, resolvi deixar totalmente de lado o mainstream e tentei focar principalmente na música, que para mim seria o único caminho justo. Vale lembrar que deixei de mencionar grandes artistas que assim como os listados abaixo também mereciam uma menção nessa publicação, mas que por forças superioras não entraram no texto.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa:

JANEIRO

1º/01 – Lady Gaga e Christina Aguilera se juntam para colaboração de ouro:

Após a circulação de inúmeros boatos envolvendo uma suposta rivalidade entre Christina e Gaga que bombardearam a internet em meados de 2008 e prosseguiram até 2013, nossas duas loiras resolveram colocar um ponto final e comemorar o Ano Novo com a divulgação de um remix oficial para o single “Do What U Want”, do álbum “ARTPOP”.

A nova gravação, na verdade, nada mais foi que a versão de estúdio para a épica performance realizada na final da 5ª temporada do “The Voice”, no qual Aguilera atua como mentora. Os vocais de R. Kelly, que está presente na versão oficial, foram totalmente substituídos pelos da “Voz da Geração” e a música ganhou novos versos exclusivos de Christina.

A apresentação conjunta não só serviu para selar a paz entre little monsters e fighters mas também entrou pra história da indústria fonográfica – convenhamos, a última vez que perdemos o fôlego desse jeito foi quando a mesma Christina se juntou à Britney Spears, Madonna e Missy Elliott pra uma performance bombástica de “Like a Virgin” e “Hollywood” no “Video Music Awards” de 2003. A batalha acabou!


– Britney Spears deixa de corpo mole e resolve “dançar até o corpo doer”:

Foi com o lançamento de “Britney Jean”, seu 8º álbum de estúdio, que nossa “Miss. American Dream” anunciou uma residência de shows em Las Vegas iniciada em dezembro de 2013. Coreografando seus maiores sucessos e três das novas músicas (“Work Bitch”, “Perfume” e por vezes “Alien”), a divulgação em cima da residência foi pesada, ganhando inclusive um documentário transmitido pelo canal “E!”, o “I Am Britney Jean”.

Deixando todo o esquema mecânico apresentado na “Femme Fatale Tour” – que apesar de linda foi pouco surpreendente – Britney tem apresentado movimentos muito bem elaborados e extraordinariamente criativos jamais vistos em anos, talvez por exceção da grandiosa “The Onyx Hotel Tour”, de 2004. Ainda mais em forma que na última turnê, a “Princesa do Pop” adquiriu um novo gás para prosseguir com o seu show e parece mais feliz do que nunca.

O sucesso da residência foi tão grande que as apresentações foram estendidas até setembro de 2015. Você não pode deixar de assistir esse vídeo que reproduz a mais nova fase da cantora e dançarina.


FEVEREIRO

04/02 – Jennifer Lopez volta às suas raízes com o single “Same Girl”:

Depois do fracasso comercial do disco “Brave”, de 2007 – que diga-se de passagem, é um dos melhores de sua discografia -, JLo passou anos gravando seu sucessor, resolvendo então investir numa nova sonoridade. Foi com isso que nasceu “Love?”, de 2011, guiado pelo destruidor hit “On The Floor”, em parceria com o rapper Pitbull. Daí em diante, Lopez adentrou cada vez mais na música eletrônica, fórmula essa repetida nos hits “Dance Again” e “Live It Up”.

Porém, se você acompanha a carreira musical da norte-americana desde o seu início, sabe que muita coisa mudou de 1999 pra cá. Em “Same Girl” podemos ver aquela mesma Jennifer que conhecemos em “On The 6” e mais tarde se transformou na mulher de “J.Lo”, “This Is Me… Then” e “Rebirth”. Além da batida poderosa e dos vocais fortes, o single promocional faz jus às origens da cantora – que fez questão de gravar o videoclipe pra faixa junto aos moradores de Castle Hill, bairro do condado do Bronx (Nova Iorque), aonde nasceu.

Liricamente, a música faz referências ao single “Jenny From The Block”, de 2002, o que torna a música ainda mais pessoal para a veterana e claro, seus fãs mais fieis. Boa, JLo!


MARÇO

14/03 – Kylie Minogue investe em nova sonoridade mainstream sem perder a essência:

Julho de 2011: com quatro singles extraídos de seu 11º disco de inéditas, “Aphrodite”, Kylie Minogue acabava de percorrer o mundo com sua bem sucedida “Aphrodite Les Folies Tour” e encerrava mais uma era dourada em sua carreira de ouro. Após o lançamento de mais um álbum muito bem recedido pela crítica e pelos fãs, muito se esperou do disco sucessor, fato esse que gerou uma expectativa sem tamanhos nos seguidores (e haters) da australiana.

Após quatro anos de espera, surge o extravasante carro-chefe “Into The Blue” governando “Kiss Me Once”, o novo material inédito. Acompanhado de uma enxurrada de críticas por parte de sua própria fã-base, as pessoas que ouviram o álbum foram tão surpreendidas que dois grupos se formaram após o seu lançamento: as que o aprovaram e as que o renegaram. Tudo, é claro, devido a ousadia de Kylie pela procura de novos horizontes junto ao público norte-americano – visto que sua carreira até então teve maior destaque na Europa e Austrália.

A verdade é que nenhum disco é gravado com o intuito de prosseguir ou superar o anterior, e nessa onda de criticar o trabalho alheio, muito se fala e pouco se analisa cautelosamente. São dois álbuns diferentes com temáticas diferentes, e apesar do morno desempenho comercial, “Kiss Me Once” é mais um trabalho que veio para consolidar a imagem profissional da cantora e nos mostrar que até sendo mainstream, Kylie Minogue jamais deixará de ser Kylie Minogue.


ABRIL


MAIO

03/05 – A versão acústica e não oficial de “PRISM” consegue ser superior à oficial:

Você já pensou em ouvir “Roar”, “Dark Horse”, “Walking on Air” e “Legendary Lovers” numa versão totalmente repaginada e acústica? Com o projeto independente do “Katy Perry Brasil” isso não só foi possível como também caiu de pára-quedas entre todos aqueles que duvidavam do talento vocal de Perry. Sem qualquer fim comercial ou ligação com a “Capitol Records”, o especial foi elaborado conjuntamente com o “Country Club Martini Crew” e levou incríveis 5 meses para ser finalizado.

Seguindo o sucesso do “Teenage Dream”, “PRISM” foi um dos discos mais vendidos do ano e manteve o nome da cantora em enfoque desde o seu lançamento até agora, enquanto roda o planeta com a “Prismatic World Tour” – que, diga-se de passagem, foi muito bem elogiada por diversos sites norte-americanos.

O legal do projeto é que, diferente da versão original que parece se dividir em duas partes – uma mais comercial e a outra pessoal – o “PRISM: Acoustic Sessions” tem a fascinante capacidade de entreter o ouvinte com sua tracklist intimamente bem colocada e magicamente amarrada. É boa música produzida por quem entende de boa música: os próprios fãs. Oficializa isso logo e chama esse pessoal pra trabalhar com você, Katy!


14/05 – Jacquie Lee libera o seu first single, a emocional “Broken Ones”:

Participando da 5ª temporada do “The Voice” e levando pra casa a 2ª colocação, Lee tem apenas 17 anos mas não vê problema nenhum em ser a mais nova aposta entre as jovens cantoras de sua geração, tendo tudo para construir um futuro promissor no ramo musical. Lembrando muito a sua mentora do reality show, Christina Aguilera, Jacquie é dona de uma voz poderosa pra sua idade, outro ponto em comum com a “Voz da Geração”- que também tinha apenas 17 quando gravou a música “Reflection” para a trilha sonora do filme “Mulan”.

A parceria entre as vocalistas é tamanha que, na noite da grande final do “The Voice” e em uma performance eletrizante, elas chegaram a cantar juntas a canção “We Remain” no palco do programa. É claro que todos que assistiram a apresentação se emocionaram muito, né?

“Broken Ones”, o primeiro single da garota, está incluído num EP de mesmo nome com outras quatro faixas, incluindo um cover para “Girls Just Want To Have Fun”, sucesso de Cyndi Lauper. Com uma letra arrepiante, Jacquie mostra em seu single debut que não é necessário chegar ao 1º lugar pra ser uma grande vitoriosa. “Às vezes somos deixados para trás, sentindo como se fôssemos os únicos. Mas, nós nascemos para tentar, somos apenas humanos”.


23/05 – Após 5 anos, Mariah Carey “para de se esconder” e libera novo material:

Lançado em 2009, “Memoirs Of An Imperfect Angel” foi o último disco de inéditas (sem contarmos o natalino “Merry Christmas II You”) liberado pela cantora. Conseguindo um desempenho razoável após os singles “Obsessed” e “I Want To Know What Love Is”, várias foram as tentativas de comeback feitas por Mariah, todas até então frustradas.

Provavelmente cansada de esperar pelo melhor momento, é retirado do forno o fresquinho “Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse”. Com diversas colaborações especiais, o novo trabalho de Mimi difere em muito de seu antecessor, seguindo mais a linha do memorável “E=MC²”. Recheado de momentos pessoais (“Cry.”, “The Art Of Letting Go”), o álbum alcança pontos grandiosos (“Thirsty”, “You Don’t Know What To Do”, “Meteorite”) e ainda flerta com sonoridades da nova geração (“Money $ * / …”, “Dedicated”), introduzindo a maior cantora da década de 90 na década atual.

Para promover tudo isso e ainda relembrar seus maiores hits, Carey tem viajado o globo com a “The Elusive Chanteuse Show”: uma demonstração de que, apesar dos anos marcarem presença em sua vida, consegue muito bem dar conta do recado como ninguém. Como Mary J. Blige deixa claro na nova versão de “It’s a Wrap”: “Porque você é melhor do que tudo isso. Você é Mariah Carey, se lembra?”


JUNHO


JULHO / AGOSTO

22/07 – Jesse McCartney funda sua própria gravadora e lança álbum independente:

Com três álbuns lançados, todos sob o selo da “Hollywood Records”, McCartney viu o que seria o seu quarto disco de inéditas cair na internet por completo, mesmo após receber uma significativa divulgação. Com o single “Shake” já liberado, o que seria o início da era “Have It All” mal começou e terminou com um hiatos inesperado.

Passados dois anos, o cantor se desvinculou da antiga gravadora e liberou o EP “In Technicolor (Part I)”, que mais tarde se mostraria uma pequena prévia do próximo disco de Jesse, “In Technicolor”. Agora na “Eight0Eight Records”, de sua propriedade, a voz de “Superbad” experimenta uma nova fase na carreira, que neste ano completou 10 anos em setembro passado. Um bom tempinho, né? Um ponto interessante que observei há pouco tempo é que cada vez mais o cantor parece tomar as rédeas de sua própria carreira e imagem, sendo um dos poucos a ter total controle do que faz ou deixa de fazer – acho que muita coisa mudaria pra melhor se todos tentassem mais um pouco disso.

Muito mais R&B que pop, não é novidade que o antigo garoto de “Beautiful Soul” cresceu e se tornou um homem notavelmente superestimado – isso nós notamos logo em 2008, com o aclamado “Departure”. Basta saber se ele continuará nos surpreendendo com seu trabalho de qualidade ou se renderá ao fluxo musical que tantos artistas têm seguido de um tempo pra cá. Aqui você pode conferir um pouquinho mais sobre a carreira de Jesse McCartney.


29/07 • 12/08 – O retorno refrescante de Hilary Duff à música:

Seis anos se passaram desde “Reach Out”, o último single liberado por Hilary e que integrou a coletânea “Best Of Hilary Duff”, de 2008. De lá pra cá, a cantora e atriz estrelou diversos filmes, escreveu uma trilogia de livros e ainda teve tempo pra ser mamãe.

Sem uma data prevista para o lançamento de seu quinto álbum de inéditas, Duff surpreendeu seus fãs em 2014 com a liberação de duas novas músicas: “Chasing The Sun” e “All About You”, que provavelmente farão parte do novo trabalho. Fora da “Hollywood Records”, a loira agora divide a mesma gravadora com Britney Spears, Christina Aguilera, Kelly Clarkson e P!nk, a “RCA Records”.

Voltando às origens do álbum “Metamorphosis”, de 2003, que a deixou famosa pelos singles “So Yesterday” e “Come Clean”, Hilary parece ter deixado de lado sua fase dance-pop vivida em “Dignity” e tem caminhado em busca de uma sonoridade mais descontraída – bem semelhante ao folk-pop de Colbie Caillat, que a propósito, compôs “Chasing The Sun” ao lado do mestre Toby Gad (“If I Were a Boy”, de Beyoncé) e Jason Reeves (“Bubbly”, da mesma Colbie). O que será que vem pela frente? Você pode saber um pouco mais sobre a carreira de Hilary Duff conferindo nosso especial.


SETEMBRO

19/09 – Lady Gaga cumpre o prometido e lança disco de jazz em parceria com Tony Bennett:

Fascinado pela performance de Gaga com a música “Orange Colored Sky” num evento de gala realizado em Nova Iorque, há 3 anos, Bennett não se conteve e chamou a Mother Monster para fazer parte de seu próximo álbum, “Duets II”. Foi depois de gravar o clássico “The Lady Is A Tramp” que a dupla teve a brilhante ideia de unificar suas vozes num disco conjunto totalmente focado no jazz, área até então pouco explorada pela cantora pop em sua discografia.

Em “Cheek To Cheek”, o 5º álbum da cantora e o 57º do cantor, encontramos a perfeita sincronia formada pelos artistas, ora intercalando o cavalheirismo de Tony com a extravagância vocal de Stefani Germanotta. Deixando de lado todo e qualquer artifício visual, Lady Gaga nos apresenta uma faceta até então desconhecida pela maioria das pessoas. Com um talento nato para a música jazz, a voz da cantora nunca soou tão suave e poderosa como neste novo trabalho. Mais uma prova de que, quando se entrega de corpo e alma, Gaga supera todas as barreiras do possível e eleva seu nome na história da música. “Ela pode ser a rainha que está dentro dela, essa é a chance de se libertar e ser corajosa, vocês vão ver”.


OUTUBRO

17/10 – O segundo álbum solo de Nicole Scherzinger é uma delícia:

Todos tivermos o prazer de conhecer Nicole em 2003 quando o grupo The Pussycat Dolls estourou pelo mundo com diversos hits como “Don’t Cha” e “Jai Ho!”. Porém, após problemas internos entre as integrantes do PCD e o fim da união, em 2010, Scherzinger resolveu adentrar em carreira solo e um ano depois lançou seu primeiro disco, “Killer Love”. Sem a atenção do mercado norte-americano, o álbum foi encerrado pela turnê “The Killer Love Tour” e a cantora voltou para o “The X Factor UK”, aonde trabalhou como jurada.

De volta ao presente, foi há quase dois meses que a havaiana disponibilizou seu segundo disco de inéditas, intitulado “Big Fat Lie”. Com a viciante “Your Love”, o álbum já começa super alto astral, passando pela brilhante parceria com T.I. em “Electric Blue” e chegando no terceiro single, “On The Rocks”. Como segundo single, foi escolhida a música “Run”, triste balada que transborda todo o poder vocal da morena. “Big Fat Lie” permanece bem estruturado em todas as suas faixas, sendo um dos trabalhos mais coesos liberados no ano – destaque ainda para “Girl With a Diamond Heart” e “Heartbreaker”. Porque não basta cantar bem, amigos, precisa verdadeiramente ser urban conceitual.


29/10 – Leighton Meester libera seu disco debut e surpreende a todos:

Cinco anos depois do lançamento de seu primeiro single, “Somebody To Love”, uma parceria com o cantor Robin Thicke, finalmente é liberado o primeiro álbum da cantora e atriz conhecida por viver Blair Waldorf na série “Gossip Girl”. Seguindo um rumo completamente diferente do começo de sua carreira musical, Leighton não poupou esforços e qualidade em seu material de estreia, o disco “Heartstrings”.

Nesse sentido, vale reforçar aqui algo que disse há pouco mais de duas semanas e que ainda está de pé: é realmente memorável a atitude tomada pela novata, provavelmente a mais corajosa entre seus colegas músicos nesses últimos anos. Concordemos: não é qualquer um que resolve bater de frente com o mainstream e se sobressair tão bem.

Mais do que memorável, a jovem artista mostra-se como uma última esperança nessa indústria que a cada dia mais decepciona e desestimula seus integrantes a seguirem um caminho mais pessoal e fora do “porto seguro”. Você confere a matéria completa sobre a carreira de Leighton e o álbum “Heartstrings” acessando este link.


NOVEMBRO

06/11 – Selena Gomez abre seu coração em “The Heart Wants What it Wants”:

Foi ao lado da banda The Scene que Selena Gomez fez a sua estreia no cenário musical. Porém, de 2009 pra cá, muita coisa aconteceu na vida da ex-estrela da “Disney”. Quatro discos foram lançados (três ao lado do The Scene e um solo), muitos filmes foram gravados, o programa infantil estrelado pela morena chegou ao seu fim e, é claro, o namoro com Justin Bieber começou, teve os seus altos e baixos e hoje ninguém exatamente sabe em que pé parou.

Comemorando os cinco anos de sua trajetória junto à sucedida carreira com a música, Gomez resolveu presentear seus fãs e liberou neste ano a coletânea “For You” contendo seus maiores sucessos e mais três faixas inéditas. Contudo, a grande novidade do novo projeto fica por conta do novo single da cantora, “The Heart Wants What It Wants”. Já começando com uma intro devastadora, o videoclipe da música combinado com sua letra soam como o profundo desabafo de uma garota que teve seu coração estilhaçado sabe-se lá quantas vezes.

Deixando de lado o dance-pop reinante do “Stars Dance”, a vulnerabilidade da cantora com a música foi destaque na última edição do “American Music Awards”, quando Gomez subiu ao palco para uma apresentação intimista da canção. Selena nunca teve a voz de Demi ou a desenvoltura de Miley, mas, seu amadurecimento é algo que deve ser notado e ovacionado. Ponto pra ela!


10/11 – Taylor Swift brinca de bad girl em “Blank Space”:

Depois de ouvir o mais novo álbum de Taylor Swift por completo, o “1989”, tive a certeza de que “Blank Space” era uma das músicas mais fortes a se candidatarem para um futuro single de sucesso. E pelo visto a cantora teve o mesmo pensamento! Deixando o country de lado e investindo pesado no pop, Swift quase quebrou o recorde de álbum feminino com o maior número de vendas na semana de estreia. Vendendo 1,287 milhão de cópias logo no início de novembro, esse é o terceiro disco da loira a ultrapassar 1 milhão de cópias nos primeiros 7 dias de lançamento, sendo a única cantora a atingir tal feito.

“Space”, que encontra-se atualmente na #1 posição da “Billboard Hot 100”, brinca com os rumores levantados pelos tabloides de que Taylor seria uma namorada possessiva. Ela não nega a fama de namoradeira, mas deixa claro “que os garotos só querem o amor quando vem com a tortura, então não diga que não foi avisado”.

O videoclipe, dirigido por Joseph Kahn, é definitivamente um dos mais ousados e envolventes já gravados pela moça – acentuando ainda mais seu lado atriz que pudemos observar no longa “Idas e Vindas do Amor”. Vai me dizer que você não achou genial a ideia de colocar quadros de ex-namorados  da voz de “Red” espalhados pelo cenário? A química entre Taylor e o modelo que interpretou seu par romântico, Sean O’Pry, é de tirar o fôlego, principalmente em razão das cenas que retrataram os ataques histéricos da jovem. Mas, voltando à vida real, fica aqui a pergunta que não quer calar: qual será a próxima vítima de Swift?


28/11 – Madonna conta um pouco mais de sua vida em “Rebel Heart”, música vazada na web:

Admito que quando fiquei sabendo que Madonna esteve trabalhando com Diplo e Avicii para as faixas de seu próximo álbum de inéditas, por um leve momento cheguei a acreditar que um “MDNA” 2.0 poderia ser liberado em breve. Sem desmerecer o último lançamento de Madge, claro, que assim como qualquer outro teve seus pontos altos e baixos, mas é indubitável o “descontentamento” de grande parte dos fãs por conta do caminho seguindo pela veterana. Sem um grande e pesado hit ao nível de “Music”, “Hung Up” ou “4 Minutes”, a divulgação do CD, à época, pouco chamou a atenção daqueles que acompanharam as novidades musicais que bombaram há dois anos.

Agora trabalhando em seu 13º disco, as informações acerca do novo projeto têm sido guardadas debaixo de 7 chaves, sabendo-se apenas a confirmação de um produtor aqui e outro ali. Claro, tudo estava sendo protegido como segredo de Estado… até o vazamento de duas novas músicas: “Wash All Over Me” “Rebel Heart”. O destaque, porém, fica por conta dessa última. Recordando em muito o passado brilhante da loira, a canção soa como uma deliciosa fusão de “Ray Of Light” com “Don’t Tell Me”.

Seguindo a vibe de “Wake Me Up”, mega sucesso do Avicii,  os vocais de Madonna nunca soaram, em anos, tão leves e descontraídos. De volta às pistas de dança e com o que poderia ser um grande single em potencial, tudo que nos resta é esperar pelo próximo álbum da “Rainha do Pop” e curvar-nos (ou não) à nova era que se aproxima cada vez mais. PS: você NÃO pode deixar de conferir a letra/tradução.

Foi um ano bem movimentado, não acham? Quais serão os mistérios que nos aguardam para o próximo ano que começará em menos de 19 dias? Algum palpite?

A brilhante metamorfose de Leighton Meester

Com o melhor álbum do ano, Leighton Meester é a novata que burlou a indústria fonográfica.

Conhecida pelos quatro ventos por ter interpretado Blair Waldorf na série Gossip Girl, da “The CW”, e por fazer parte do elenco de filmes como “Monte Carlo” (“Monte Carlo”), “Colega de Quarto” (“The Roommate”) e “Onde o Amor Está” (“Country Strong”), Leighton Meester é mais uma integrante do time de atrizes que resolveram se lançar na carreira musical. AINDA BEM!

Caminhando lentamente por essa estrada, a primeira gravação oficial da morena foi com “Good Girls Go Bad”, o first single do Cobra Starship divulgado em maio de 2009 para o álbum “Hot Mess”, o terceiro da banda. Sendo muito bem recebida pelo público, a música atingiu a #7 da “Billboard Hot 100”, recebendo o certificado de 2x platina pela RIAA, ouro pela ARIA  e platina pela RIANZ. Um sucesso total!

E, como todo artista iniciante que se preze, nossa “Queen B” não poderia deixar de causar um burburinho ao apresentar para o público o que seria o carro-chefe de seu primeiro álbum de estúdio à época: a dançante “Somebody To Love”. Lançada em outubro de 2009, a música consistia em uma colaboração com o cantor Robin Thicke – muito antes de estourar com a chiclete “Blurred Lines”. Tímida nos charts musicais, a faixa ganhou certo apreço da crítica que elogiou os vocais sexy e sussurrados da cantora, remetendo aos tempos da épica “Vogue”, de Madonna. O single fez ainda uma singela aparição em “Gossip Girl” – num episódio da terceira temporada -, e entrou para a trilha sonora do filme “Idas e Vindas do Amor” (“Valentine’s Day”). Já era um começo, não?!

Um mês depois, é liberado como single promocional a natalina “Christmas (Baby Please Come Home)” para a coletânea “A Very Special Christmas 7”. A faixa, na verdade, nada mais foi que um cover para a versão original de Darlene Love, de 1963, e que também já foi regravada por diversos outros artistas como Mariah Carey, U2, Cher e Michael Bublé.

2010 chega e é divulgado o segundo single de Leighton, a inédita “Your Love’s a Drug”. Sem muita movimentação, algumas faixas demos são vazadas na internet (dica: você PRECISA ouvir “Your Lies Are The Truth”) e o primeiro álbum da cantora mais uma vez tem o seu lançamento adiado indefinidamente – pra não dizer cancelado.

Sem novos lançamentos, é liberada a trilha sonora do filme “Onde o Amor Está” juntamente com o seu lançamento nos cinemas. E para surpresa do público, Leighton empresta seus vocais para quatro das faixas presentes no trabalho: “Words I Couldn’t Say”, “A Little Bit Stronger”, “Summer Girl” e um dueto com Garrett Hedlund em “Give In To Me”, esse último certificado ouro pela RIAA. Indo em contrapartida ao estilo pop/dance adotado nas músicas anteriormente lançadas, aqui vemos a forte influência country do filme redirecionando um pouco os caminhos de nossa gossip girl para novos horizontes. Mas, como numa espécie de “despedida” à música pop, a cantora tirou um tempinho e gravou uma nova música ainda em 2010: “She Said”, colaboração com o cantor Stephen Jerzak, usada como single do álbum “Miles and Miles”.

Encerrando os trabalhos relacionados a “Country Strong”, Leighton foi aos poucos se interessando pelo folk e, em 2012, ingressou em turnê com a banda Check in the Dark, com a qual já trabalhava desde 2010. Juntos chegaram a gravar um dueto na faixa “The Stand In”, incluso no álbum “The Game”.

Como atriz, participou do clipe “Addicted to Love”, uma parceria entre o grupo house Nomads e a cantora Vanessa Curry – detalhe: o clipe foi dirigido por Wilmer Valderrama.

Ainda seguindo pelo caminho das colaborações musicais e se inspirando em sua participação na peça “Of Mice And Men”, adaptada do romance de John Steinbeck para a Broadway – na qual atuou ao lado de James Franco -, Meester aproveitou sua amizade com a também atriz e cantora da peça, Dana Williams, e se juntou para uma gravação especial. Escolhendo a canção “Dreams”, do Fleetwood Mac, elas aparecem cantando e tocando violão num vídeo liberado no começo de 2014. A parceria da dupla e o trabalho com o Check in the Dark, definitivamente, foram uma pequena prévia do que veríamos meses depois.

09 de setembro chega e é anunciado o tão aguardado primeiro álbum da cantora: Heartstrings, agendado para o dia 28 de outubro. Gravado sob o selo da “Hotly Wanting”, o primeiro disco de inéditas da cantora estreou em #139 na “Billboard 200”, a tabela que contabiliza os 200 discos mais vendidos da semana.

Em “Heartstrings” encontramos muitas das parcerias que Leighton havia gravado no passado com o Check in the Dark, em 2012. “Heartstrings” e “Entitled”, por exemplo, chegaram a ser apresentadas em versões acústicas no programa “Bob Rivers Show”, para a 95.7 KJR de Seattle – você pode conferir algumas procurando pelo YouTube.

Com apenas nove músicas, o pequeno-grande álbum de nossa eterna Blair Waldorf consegue o que não se via há anos na música pop: a transmissão de boas vibrações a quem se ouve, seja lá quem for. Não é nenhuma mentira que, em minha opinião, a música pop decaiu de alguns anos pra cá – avaliação essa que já demonstrei em outras publicações deste blog – e também não é novidade que os últimos lançamentos musicais pouco inovaram, sempre apresentando “mais do menos”. Claro que me reservarei do direito de citar nomes de artistas que me decepcionaram com seus últimos lançamentos – até porque gosto varia muito de ouvinte pra ouvinte -, mas, se existe um que não me decepcionou de maneira alguma, esse artista foi Leighton Meester.

Se posso afirmar algo com toda a certeza do mundo de os olhos fechados é que Meester com certeza surpreendeu aqueles que tanto aguardaram por seu primeiro disco. Seguindo uma sonoridade completamente oposta ao do início de sua carreira, nunca se viu em tempos uma transformação tão espetacular. É realmente memorável a atitude tomada por Leighton, provavelmente a mais corajosa vista entre seus colegas músicos. Concordemos: não é qualquer um que resolve bater de frente com o mainstream e se sobressair tão bem. E, cá entre nós, é SURPREENDENTE que um debut consiga ser o melhor lançamento do ano após o retorno de nomes de peso da indústria fonográfica com décadas e mais décadas de carreira (mais uma vez, sem citar nomes).

Vocalmente falando, vale destacar que os últimos esforços adotados pela cantora fizeram muito bem a sua nova imagem. Sem desmerecer sua presença no cenário pop mas, é difícil comparar este live de “Somebody To Love” com este outro de “Heartstrings” e não notar em qual apresentação a morena se saiu melhor. Vale ressaltar dois comentários que me chamaram a atenção no primeiro vídeo. Eles diziam, resumidamente, que “Leighton tem uma voz ótima, mas esse tipo de música não é pra ela. Ela definitivamente deveria cantar músicas em que dê pra ouvir sua voz”, porque “o pop não é o gênero certo pra ela”. Talvez sim, talvez não, essa é uma escolha que não cabe a nós decidir ou julgar, claro, mas é óbvio que torço por sua estadia na música alternativa.

Com apenas 28 anos, nossa querida texana tem muito ainda para nos propiciar. Seja na música ou no cinema, talento é um dom que não faltou na vida de Leighton Meester, que desde seus tempos de “Queen B” vem trazendo aos espectadores um turbilhão de novas emoções. Sabe, é como dizem “você tem que decidir o que é importante para você! Manter seu orgulho e não ter nada, ou correr o risco e, talvez, ter tudo”. Go Leighton, o mundo é seu.