Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

“Especial Halloween”: comemore o “Dia das Bruxas” com as nossas dicas de filmes, games e muito mais

Hoje, 31 de outubro, no último dia do mês, é comemorado nos países anglo-saxões um dos eventos mais tradicionais e populares de todo o globo terrestre: o Halloween (ou, para nós, o “Dia das Bruxas”). Originado da cultura celta (povo que habitou grande parte da Europa durante o segundo milênio a.C.), o fenômeno cultural que antecede o “Dia de Todos os Santos” nasceu como uma “preocupação” que este antigo povo detinha ao ansiar que o mundo viesse a ser atentado por fantasmas e demônios às vésperas do 1º de novembro, uma data representada pelo sagrado e pela positividade.

Atualmente difundido por crianças e adolescentes que se fantasiam e batem às portas das casas para pedir doces em troca de bom comportamento (ou seja, para não pregarem uma peça no morador), a celebração nos remete aos tempos em que as pessoas se utilizavam de máscaras e disfarces para passarem despercebidas pelos espíritos que vagariam pela Terra na ocasião. Marcado pela presença do horror e do sobrenatural, muitas são as lendas e histórias que acompanham esse período comemorativo, muitas das quais podem ser acompanhadas por meio deste link.

A seguir, relacionei algumas dicas de músicas, games, filmes e livros que você não poderá deixar de conferir nesse dia tão especial para fazer do seu “Dia das Bruxas” um momento muito mais inesquecível, aterrorizante e divertido.

ALA MUSICAL

MENÇÕES HONROSAS: “Thriller”, do Michael Jackson // “Fine Again”, do Seether // “Call Me When You’re Sober”, do Evanescence.

“Just Tonight”, com o The Pretty Reckless:

A banda formada por Taylor Momsen e companhia ainda estava no seu disco debut de inéditas quando “Just Tonight” foi escolhida como 3º single do “Light Me Up” e ganhou um clipe bem característico dessa época do ano dirigido por Meiert Avis (o mesmo de “Make Me Wanna Die” e “Miss Nothing”). Com um visual bem gótico que nos remete à toda obscuridade do rock alternativo produzido pelos caras, a vocalista do grupo pode ser vista queimando flores e doando de seu sangue para uma tinta especial enquanto os outros integrantes tocam seus instrumentos em um cenário digno de um filme de terror clichê dos anos 90. Composta por Taylor Momsen, Ben Phillips e Kato Khandwala (e ganhando a produção deste último), a poderosa música foi bem aceita pelos críticos musicais que elogiaram bastante os vocais da cantora.

ASSISTA AO CLIPE DE “JUST TONIGHT”, DO THE PRETTY RECKLESS.


“If It’s Alright”, com a Lindsay Lohan:

Intercalando várias cenas de “Eu Sei Quem Me Matou?”, filme de suspense estrelado por Lindsay Lohan em 2007, a 7ª faixa do disco “A Little More Personal (Raw)”, de Lilo, é o tema deste vídeo elaborado por um fã que une a carreira cinematográfica da moça à musical. Apesar de a sua letra não condizer em nada com o que é mostrado em vídeo, o fan made surge como uma espécie de justiça à excelente balada gravada por Lohan em 2005 e que não ganhou nenhum destaque quando da divulgação do seu 2º disco de inéditas. Composta por Lindsay ao lado de Kara Dioguardi e Butch Walker (e produzida pelos dois últimos), “If It’s Alright” nos mostra que, apesar de ter obtido pouco êxito em sua discografia, se mostra um dos trabalhos mais honestos e profundos da bad girl mais querida e idolatrada de Hollywood.

ASSISTA AO FAN VIDEO DE “IF IT’S ALRIGHT”, DA LINDSAY LOHAN.


“Electric Chapel”, com a Lady Gaga:

Quando se trata de Lady Gaga e do seu 2º álbum, o “Born This Way”, é fato que muitas de suas faixas poderiam ocupar um espacinho nesse especial de Halloween, mas essa apresentação de “Electric Chapel” realizada em Manila, capital das Filipinas, ganha destaque por sua maestria. Influenciando-se pelas batidas do heavy metal e pelos elementos da eurodance, a 12ª canção do material (14ª da edição especial com conteúdo bônus) merece a nossa atenção por trazer os marcantes vocais da cantora unidos à toda obscuridade trabalhada por Gaga na criação e divulgação do “Born This Way”. Composta por sua intérprete conjuntamente ao DJ White Shadow (e produzida por ambos), em “Electric Chapel” a loira canta sobre a enigmática capela elétrica: “um lugar seguro aonde você pode encontrá-la para lhe entregar algo especial”.

ASSISTA A APRESENTAÇÃO AO VIVO DE “ELECTRIC CHAPEL”, DA LADY GAGA.

ALA ELETRÔNICA

MENÇÕES HONROSAS: “Parasite Eve” // “Silent Hill 2” // o recente “Until Dawn” (leia o nosso artigo).

Silent Hill:

Não sou eu que digo que “Silent Hill”, o clássico do PSOne, é um dos jogos de horror mais consagrados de todos os tempos pelos fãs do terror e do suspense, mas sim o próprio público amado. E, apesar de já ter rendido mais de 10 títulos bem populares entre os fiéis seguidores da franquia, o primeiro deles, lançado lá em 99, continua sendo definitivamente o mais respeitado e indicado para quem curte ambientes claustrofóbicos somados à muita pressão psicológica. Apesar de ter os piores gráficos e a jogabilidade mais limitada de qualquer outro lançamento da obra, “Silent Hill” prende o jogador por conta de sua criatividade absurda e enredo diabólico. Sob o comando de Harry Mason, você terá de enfrentar muitos desafios para encontrar sua filha desaparecida enquanto foge da sombria névoa de Silent Hill que engole tudo o que vê pela frente como um buraco negro de ódio, sangue e muita carnificina. “Terror em Silent Hill” e “Silent Hill: Revelação” são as duas adaptações cinematográficas inspiradas no 1º e 3º games da série.

ASSISTA A UM TRECHO DE “SILENT HILL”.


Five Nights at Freddy’s 4:

Liberado neste ano para PC, Android e iOS, o 4º lançamento da série “Five Nights at Freddy’s”, criada por Scott Cawthon, é de longe o mais assustador de todos os títulos que precederam o 1º game, lançado em agosto do ano passado. Seguindo a mesma modalidade dos jogos anteriores, o jogo em 1ª pessoa é dessa vez controlado por um garotinho que está trancado em seu quarto tentando escapar dos já conhecidos animatronics da “Freddy Fazbear’s Pizza”. Baseando-se no mesmo esquema de sustos inesperados, a diferença deste games dos demais está na ausência das já conhecidas câmeras de vigilância (que te avisavam quando os inimigos se aproximavam) e na aparência dos robôs, que agora estão muito mais horripilantes.

ASSISTA A UM TRECHO DE “FIVE NIGHTS AT FREDDY’S 4”.

ALA FILMOGRÁFICA

MENÇÕES HONROSAS: “Eu Sei [e Eu Ainda Sei] o que Vocês Fizeram no Verão Passado” // “O Chamado 1 e 2” // a franquia “Pânico” // a comédia “Todo Mundo em Pânico 1, 2 e 3”.

Abracadabra:

A comédia da “Disney” estrelada por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy é a dica perfeita para quem curte o Halloween mas não gosta de acompanhar os clássicos do terror regados a inúmeros banhos de sangue e vísceras. “Hocus Pocus”, no original, foi lançado em 1993, e, apesar de não ter conquistado as graças da crítica especializada na época de sua estreia, construiu no decorrer dos anos uma imensa legião de fãs, sendo hoje considerado um clássico cult. Dirigido por Kenny Ortega (o mesmo da trilogia “High School Musical”), o longa conta a história das irmãs Sanderson, sacrificadas há 300 anos pela prática de bruxaria e que retornam do além após serem invocadas por um pequeno grupo de crianças. Tendo apenas algumas horas para roubar a energia vital de toda a criançada da cidade, Winnie, Sarah e Mary terão de se adaptar ao mundo moderno enquanto colocam em prática o seu maquiavélico plano para permanecerem vivas definitivamente. Uma sequência do filme foi cogitada no ano passado, mas logo depois foi revelado que, na verdade, o novo projeto desenvolvido por Tina Fey (a professora Sharon Norbury de “Meninas Malvadas”) trata-se de uma spin-off.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ABRACADABRA”.


Elvira, a Rainha das Trevas:

Outra comédia super recomendada para este “Dia das Bruxas” (e liberada para o público em 1988) é “Elvira, a Rainha das Trevas”, o primeiro longa-metragem estrelado por Cassandra Peterson sob o seu alter ego popularmente conhecido no mundo todo. Saindo do mundo da televisão para ganhar o seu próprio filme, “Elvira, a Rainha das Trevas” narra a história de Elvira, uma apresentadora de TV que vivia pacatamente como anfitriã de um programa decadente e que recebe a notícia do falecimento de uma tia, até então desconhecida pela moça. Indo para Fallwell, interior de Massachusetts, no local ela não demorará para descobrir que os bens herdados de sua tia, Morgana, são muito mais especiais do que aparentam ser (e que muita gente está de olho na sua herança, e não apenas em seu corpo escultural). Antes de estrelar o projeto, Peterson já trabalhava como apresentadora do canal “KHJ” (assim como é representado no começo do filme), dando vida ao “Movie Macabre”: uma apresentação semanal com as obras do terror.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS”.


As Bruxas de Eastwick:

Lançado em 1987 e baseado na novela de John Updike de mesmo nome, o longa-metragem estrelado pela nata hollywoodiana Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer não poderia ter rendido um resultado mais empolgante e atrativo que o retratado em “As Bruxas de Eastwick”. Bem aceito pelas críticas, a saga de três bruxas que se apaixonam pelo mesmo homem foi nomeada à 2 categorias do “Oscar” de 88 e venceu diversas outras em premiações como o “BAFTA” e o “Saturn Awards”. Alexandra, Jane e Sukie sempre sonharam em encontrar sua alma gêmea, até que, de repente, o desejo inesperado se torna realidade quando Daryl Van Horne aparece em suas vidas como uma prece atendida. O que elas não sabem é que o cara boa pinta vivido por Nicholson lhes causará muitos mais problemas do que meros contratempos com poções mal preparadas ou simpatias que não funcionam. Destaque para a atuação fascinante da cantora (e esporadicamente atriz) Cher.

ASSISTA A UM TRECHO DE “AS BRUXAS DE EASTWICK”.


A Hora do Pesadelo:

Por mais que “Sexta-feira 13”, “O Iluminado”, “Poltergeist” e “O Exorcista” sejam obras muito procuradas nessa época do ano por todos que curtem os clássicos dos anos 70 e 80, o Halloween aqui do Caí da Mudança não seria o mesmo se deixássemos de lado o aterrorizante “A Hora do Pesadelo”. Ganhando 7 títulos principais memoráveis, um crossover bem mediano e um remake que jamais deveria ter saído do papel, a história de Freddy Krueger, o assassino de crianças da Elm Street, continua sendo mesmo nesta década um clássico do terror que precisa ser visto e revisto por todos os amantes do “Dia das Bruxas”. Eu estaria mentindo se dissesse que todos os lançamentos da série principal são tão bons quanto o 1º (que ganhou os cinemas de todo o mundo em 1984), mas vale mencionar que “A Hora do Pesadelo 2, 3 e 7” são filmes imprescindíveis para todos que gostariam de conhecer um pouco mais sobre uma das franquias mais queridas do “terror B”. O que dizer do encantador Robert Englund, ator responsável por imortalizar um dos vilões mais temidos da história da humanidade criado pelo gênio dos cinemas Wes Craven?

ASSISTA A UM TRECHO ICÔNICO DE “A HORA DO PESADELO”.


Olhos Famintos:

Escrito e dirigido por Victor Salva, o lançamento de 2001 que teve seu título original inspirado na música de jazz “Jeepers Creepers”, de 1938, é outro trabalho da última década que merece um pouco da nossa atenção nesta publicação. Diz uma lenda local que a cada 23 primaveras, durante 23 dias, uma criatura conhecida como The Creeper (algo como O Rastejador) sai de um profundo estágio de hibernação para se alimentar de seres humanos. Movido por um incontrolável faro que pode detectar suas vítimas há distâncias inexplicáveis, os irmãos Trish e Darry (interpretados por Gina Philips e Justin Long) se metem em apuros ao tentar investigar os hábitos do misterioso ser após um encontro nada amigável nas estradas do Nebraska. Uma sequência passando-se 3 dias após os eventos do 1º filme foi liberada em 2003, tornando-se tão querida pelos fãs da trama quanto o original (além de ter introduzido Jonathan Breck mais uma vez como o nojento The Creeper).

ASSISTA A UM TRECHO DE “OLHOS FAMINTOS”.


Invocação do Mal:

Invalidando completamente aquela conversa de que “não se faz mais filmes de terror como antigamente”, a produção dirigida por James Wan e com roteiros de Chad Hayes e Carey W. Hayes surgiu em 2013 para dar um tapa na cara de todos que duvidavam do potencial das atuais obras do horror. Baseado em fatos reais, “Invocação do Mal” traz a história de Ed e Lorraine Warren, o casal de paranormais mais famoso dos EUA vivido nas telonas dos cinemas pelos talentosos Patrick Wilson (“Sobrenatural” e “Sobrenatural: Capítulo 2”) e Vera Farmiga (“Bates Motel”). Passando-se em 1971 e investigando um recente caso que lhes foi proposto, os Warren encontram diversos eventos sobrenaturais que colocarão em risco a vida de todos que adentrarem a sinistra propriedade rural recém adquirida pela família Perron. Mesmo rejeitado por grande parte do público que aprovou “Invocação do Mal”, um spin-off nomeado “Annabelle” foi lançado um ano após o 1º longa trazendo a história da boneca que faz figuração na obra de James Wan. “Invocação do Mal 2” já foi confirmado e tem data de lançamento agendada para junho de 2016.

ASSISTA A UM TRECHO DE “INVOCAÇÃO DO MAL”.

ALA LITERÁRIA

MENÇÕES HONROSAS: apesar de não tê-los lido (ainda), “A Coisa” // “O Iluminado” // “O Cemitério”, todos do Stephen King, foram muitas vezes recomendado a mim por diversas pessoas (destaque às suas respectivas adaptações cinematográficas, consagradas por quem curte o gênero como clássicos inestimáveis do terror).

A Máscara Monstruosa (Goosebumps):

Para encerrar o nosso especial de Halloween aqui do Caí da Mudança, trago a vocês um livro que li há muitos e muitos anos, mas que jamais saiu da minha memória de pequeno fã adorador do lado sobrenatural da vida. “A Máscara Monstruosa” é a 11ª novela escrita por R. L. Stine para a série “Goosebumps”, uma coletânea que inclui 62 obras de terror destinadas ao público infantojuvenil. Publicada pela 1ª vez em 1993 pela “Scholastic Corporation” (e por aqui pelas editoras “Fundamento” e “Abril”), o livro narra a história de Carly Beth, uma garota que resolve se vingar de alguns amigos que a vivem zoando e pregando peças de mal gosto. Visitando uma loja de máscaras de Halloween, Carly “invade” uma sala proibida do estabelecimento e decide levar para casa uma máscara um tanto quanto assustadora demais. Mesmo sendo alertada pelo dona da loja a desistir do negócio, a garota persiste e, sem querer, descobre que algumas coisas não deveriam jamais ser experimentadas. Inspirando outras três sequências (“O Grito da Máscara Assombrada”, “A Máscara Monstruosa II” e “Wanted: The Haunted Mask”, estes 2 últimos sem publicação no Brasil), “A Máscara Monstruosa” é uma ótima indicação para quem gosta de uma leitura leve e agradável, mas muito instigante. OBS.: já está disponível nos cinemas brasileiros “Goosebumps: Monstros e Arrepios”, filme inspirado na franquia de R. L. Stine (saiba mais).

ASSISTA A UMA ADAPTAÇÃO DO LIVRO PARA VHS.

Outras dicas de livros para o Halloween podem ser conferidas neste vídeo do canal “Perdido nos Livros”, do Eduardo Cilto.

E aí, curtiu as nossas indicações para curtir o “Dia das Bruxas”? E você, quais são as suas obras favoritas para essa data comemorativa tão pouco divulgada aqui no nosso país? Deixe as suas dicas aí nos comentários.

Talvez você se interesse também por: 13 grandes clássicos do terror // O pesadelo chega ao fim! Nós sentiremos a sua falta, Wes Craven // 13 grandes filmes de comédia que marcaram a infância // os meus 13 jogos favoritos para PSOne (parte 2).

A inlapidada carreira musical de Lindsay Lohan

Não é injustificadamente que Lindsay Lohan seja uma das celebridades mais populares de todo o show business e uma das figuras mais perseguidas pelos paparazzi que perambulam por cada lugar frequentado pela elite hollywoodiana. Consolidando uma carreira de sucesso nos cinemas, a filha mais velha de Dina e Michael Lohan fez sua estreia lá atrás, em 1998, no longa “Operação Cupido”, e desde então não parou de surpreender o seu público com cada projeto que se envolveu (e cada balada que marcou presença). Aparecendo também em diversos outros filmes de grande bilheteria – “Sexta-feira Muito Louca” (2003), “Meninas Malvadas” (2004) e “Herbie: Meu Fusca Turbinado” (2005) –, Lindsay revezou seu precioso tempo no decorrer de todos esses anos entre tentar ser uma atriz de prestígio e aproveitar o máximo de sua juventude.

Polêmicas de lado, o que muitos não sabem, porém, é que a atriz de 29 anos chegou a se aventurar, por um breve espaço de tempo, em uma curta (mas consistente) carreira musical. Gravando dois álbuns de inéditas e liberando cinco singles entre os anos de 2004 e 2008, Lindsay teve a grande oportunidade de compartilhar com os fãs um pouco do seu talento vocal graças aos contratos que assinou com a “Hollywood Records”, selo associado ao grande império do Mickey Mouse, e a “Casablanca Records”, a sua gravadora principal. Emprestando sua voz para a trilha sonora de diversos filmes (tais como “O Diário da Princesa 2: Casamento Real”, na música “I Decide”), o seu papel como Lola em “Confissões de uma Adolescente em Crise” lhe rendeu surpreendentes quatro músicas na soundtrack oficial do clássico filme da “Disney”. Estes foram os primeiros passos dados pela ruiva até os estúdios de gravação…

Liberando seu primeiro álbum de inéditas do ano de 2004, “Speak” foi o trabalho responsável por introduzir Lindsay na movimentada indústria fonográfica e apresentá-la ao público como uma cantora de verdade. Rendendo três singles oficiais que tiveram um desempenho moderado nos mais disputados charts de todo o planeta, as canções “Rumors”, “Over” e “First” atingiram significativas posições em países como a Austrália e a Alemanha, onde figuraram dentro do top 100 das músicas mais tocadas há mais de uma década. Nomeado ao “VMA” do ano de 2005 na categoria “Melhor Vídeo Pop”, o carro-chefe “Rumors” foi a primeira indicação da cantora a um evento musical de renome (e, por mais que tenha perdido para “Since U Been Gone”, da Kelly Clarkson, é um feito que exibe todo o prestígio recebido por Lohan há distantes 10 anos).

Cancelando uma turnê asiática que promoveria o trabalho iniciante, Lindsay não demorou muito para dar à sua marcante estreia no cenário musical uma segunda parte. Quase um ano depois de lançar “Speak”, foi a vez de “A Little More Personal (Raw)” trazer de volta o já conhecido trabalho da ruiva com a produtora e compositora Kara DioGuardi, além de nos introduzir a sua brilhante parceria com os requisitados Greg Wells e Desmond Child. Deixando de lado o teen-pop e dance-pop que se fizeram presentes na essência de seu primeiro disco, “A Little More Personal (Raw)” nos aponta o grande amadurecimento sonoro passado pela sua criadora e os novos caminhos pretendidos desde as suas primeiras gravações. Gerando um único single que não demorou muito para se tornar o maior sucesso de Lohan nos EUA, a balada “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)” alcançou uma poderosa #57 posição dentro da “Billboard Hot 100”, a parada mais importante lá da “Terra do Tio Sam”.

Pouco mais de dois anos se passou e, por mais que a ineficaz divulgação de seu segundo álbum não tenha vingado nenhum pouco, a já experiente cantora não mostrava qualquer indício de querer abandonar sua empreitada pelo ramo musical. Investindo pesado no som eletrônico das pistas de dança que dominou as rádios dos anos seguintes, a parceria com Ne-Yo e Stargate na música “Bossy” marcou não apenas a mudança de ares para a cantora na sonoridade de seus projetos, mas também a ajudou a dominar o topo da “Hot Dance Club Play”, a parada dance da “Billboard”. Anunciado como o first single do terceiro álbum de inéditas de LiLo, na época intitulado “Spirit In The Dark”, naquele mesmo ano foi revelado que as gravações do trabalho estavam paralisadas e nenhuma data de lançamento foi sequer cogitada. Aqui foi dado o pontapé inicial para a fase mais obscura não apenas da carreira musical da moça, mas também pessoal e cinematográfica.

Envolvendo-se em alguns problemas com a Corte Estadunidense e tendo de lidar com as suas tão comentadas idas e vindas da reabilitação, a estagnação comercial de Lindsay foi provavelmente os piores anos vividos em sua vida tão precoce. Participando de poucos filmes e vendo várias de suas faixas inéditas caírem na web antes mesmo de serem finalizadas (seis demos do “Spirit In The Dark” vieram ao nosso encontro nos anos de 2009 e 2010 misteriosamente), até o primeiro semestre do começo desta década nada mais se soube sobre o futuro de Lohan na música. Preparando um comeback que mal foi anunciado para ser deixado de lado naquele mesmo ano, a última vez em que alguém revelou algo sobre o assunto foi em dezembro de 2013, quando o “TMZ” noticiou que “a cantora esteve em um estúdio de Nova Iorque experimentando algumas canções”. Mesmo sem assinar com nenhuma gravadora até aquele momento, as “fontes” do tabloide informaram que ela “estaria interessada na música eletrônica” e que alguns de seus amigos, como Lady Gaga e Max George (do The Wanted), estariam a apoiando fortemente.

Entretanto, todo esse silêncio assustador foi quebrado há pouco menos de um ano quando uma foto de Lindsay e sua irmã mais nova, Ali, foi publicada nas redes sociais em dezembro de 2014. Dividindo as lentes da câmera com a banda britânica Duran Duran, o encontro entre os músicos acabou nos rendendo a 6ª faixa do disco “Paper Gods”, o 14º do grupo, lançado no mês passado (no dia 11 de setembro). Porém, antes que nos empolgarmos com a novidade, vale dizer que este “retorno” para os estúdios de gravação foi marcado por um ponto bem curioso e controverso: a moça simplesmente não canta. Isso mesmo! Optando apenas por recitar alguns versos que ligam o segundo refrão ao terceiro, LiLo seduz o ouvinte com sua voz rouca enquanto o tenta convencer de que a condição “Danceophobia” não é algo tão ruim assim. Sobre a música, o Duran Duran comentou para a “Billboard” que a parte de Lindsay havia sido inspirada no hino “Thriller”, do Michael Jackson, e que a dramatização desenvolvida pela cantora havia “acertado em cheio” o pretendido.

Desde que se lançou no mercado há mais 10 anos gravando música pop e experimentando o seu lado mais selvagem ao caminhar por um rock mais alternativo, não há como negar o singelo legado deixado por Lindsay na indústria fonográfica e seguido por suas sucessoras. Trabalhando com uma equipe de peso e desenvolvendo os seus dons para a escrita (em “Speak” LiLo co-escreveu 5 das 12 faixas e em “A Little More Personal (Raw)” 7 das 12), a musicista foi ainda mais longe ao atuar como a diretora do clipe gravado para o carro-chefe de seu segundo disco, “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”. Retratando toda a violência familiar sofrida por ela, a irmã e a mãe, Lohan revelou à época de lançamento do vídeo que “sua vida estava em exibição”, o que a convenceu a falar um pouco sobre o conturbado relacionamento com o pai, Michael. Recebendo o apoio de Tommy Mottola, presidente da gravadora da moça (o mesmo que gerenciou a carreira de Mariah Carey nos anos 90), o trabalho foi aclamado pela crítica e nomeado como “um dos videoclipes mais tocantes de todos os tempos” pela VH1 (veja a lista).

Recebendo poucas oportunidades para demonstrar os seus verdadeiros talentos vocais ao vivo, é verdade que uma apresentação ou outra protagonizada pela cantora foi impulsionada pelo uso de playback (quem não usa hoje em dia?), mas é também um fato que Lindsay chegou sim a nos dar uma palinha do que sabia fazer com um microfone ligado. Confira a playlist acima e descubra com o que de melhor ela nos presenteou!

Uma vez, em um passado não muito distante, Lindsay Lohan já esteve sentada no topo do mundo enquanto seu nome era um dos maiores (se não o maior) do pessoal de sua geração. Agora, vivendo debaixo da sombra fresca que formou ao construir uma carreira brilhante no estrelato, pouco sabemos sobre o que o futuro aguarda para a nossa bad girl favorita que cresceu junto com a gente nos divertindo com seus trabalhos de alta qualidade. Ninguém sabe, ao certo, se algum dia teremos o ensejo de ouvir novas músicas gravadas pela cantora e atriz (ou quem sabe uma pequena turnê televisionada, não é mesmo?), mas, que ela tem potencial para ser uma musicista de sucesso, isso ninguém pode negar. Por favor, alguém invista na carreira musical da moça pra ontem!?

Wow! 7 combinações inusitadas da cultura pop que me surpreenderam bastante neste 2015

O mundo do entretenimento pode ser mesmo uma caixinha de surpresas! Depois de crescer acompanhado dos mais memoráveis ícones que marcaram a indústria da música, da televisão, do cinema, da literatura e dos videogames, reconheço que foi se tornando cada vez mais difícil a tarefa de ser surpreendido por algo que eu julgasse ser realmente bom. Me tornando cada vez mais exigente com as novidades que tomaram conta de toda a web no decorrer destes anos, podemos dizer que acabei desenvolvendo um gosto um tanto quanto apurado para diferenciar qualidade de quantidade.

Assim, resolvi fazer algo diferente desta vez e destacarei neste post algumas combinações que, num primeiro momento, podem não parecer nada coerentes – mas acreditem, no final tudo se saiu melhor que o planejado. Seja pela reunião de diversas estrelas teens tidas como rivais na capa de uma mesma revista, ou a demo de um game de terror que levou um batalhão de fãs a conhecer um dos maiores cineastas da história, hoje vocês verão diversos featurings surpreendentemente inusitados e que realmente deram certo. A começar por:


1. Esta capa da “Vanity Fair” de 2003 que quebrou o pop há 12 anos, não se contentou em ficar no passado e decidiu dar um oizinho pelas redes sociais em pleno 2015:

Da esquerda para a direita: Amanda Bynes, Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Mandy Moore, Hilary Duff, Alexis Bledel, Evan Rachel Wood, Raven Symoné e Lindsay Lohan

Uma missão quase impossível… mas não para o fotógrafo Mark Seliger! Não foram apenas os fã-sites das atrizes Hilary Duff (“A Nova Cinderela”) e Lindsay Lohan (“Meninas Malvadas”) que se lembraram dessa preciosidade do começo dos anos 2000 e resolveram reviver neste ano uma das capas mais icônicas da “Vanity Fair” em suas redes sociais. A própria Mandy Moore (“Um Amor Para Recordar”), que protagonizou o ensaio fotográfico ao lado de Amanda Bynes (“S.O.S. do Amor”) e as gêmeas Olsen (“As Namoradas do Papai”), resolveu tirar a poeira de algumas lembranças e nos prestigiou em sua conta no Instagram com uma das imagens mais marcantes da cultura pop da última década. Contando com a presença da inesquecível Raven Symoné (“As Visões da Raven”), podemos encontrar na imagem, ainda, as também populares Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Evan Rachel Wood (a atriz nomeada ao “Globo de Ouro” por sua atuação no drama “Aos Treze”). Talvez esse ensaio fotográfico possa parecer um tanto quanto “simples” para quem não tenha vivido naquela época, mas, só para você ter uma ideia, hoje seria o mesmo que reunir Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, Ariana Grande, Taylor Swift e todas as meninas de girlbands como o Fifth Harmony e o Little Mix em uma única sessão fotográfica. Tá bom ou quer mais? PS: okay, não é uma combinação atual, mas sempre vale a pena nos recordarmos dos tempos de ouro, não é mesmo?


2. O encontro de três divas pop e o ponto final em duas das maiores rixas do cenário musical em que nos encontramos:

Já que o assunto da vez é o encontro improvável de celebridades, vamos para a fotografia que congestionou todos os servidores de internet ao redor do globo terrestre neste primeiro semestre de 2015. Encerrando todo aquele falatório sobre a “Mother Monster” ter se inspirado em “Express Yourself” para criar o hit “Born This Way” (quem não se lembra dos mashups feitos pela “Rainha do Pop” na “MDNA Tour”?) e “Roar” x “Applause” que gerou o maior bafafá pelo Twitter, Lady Gaga, Madonna e Katy Perry deixaram as diferenças de lado no “MET Gaga” e deram o maior tapa na cara da sociedade em maio desse ano. Unindo-se para um dos encontros mais surpreendentes desde o “VMA” de 2003 que colocou Britney Spears e Christina Aguilera em cima no mesmo palco, o trio chocou o público ao posar junto e compartilhar a imagem em suas redes sociais como numa espécie de celebração da bandeira branca. Isso sem nos esquecermos da saidinha de Gaga com Madonna numa festa do estilista Alexander Wang que resultou em alguns momentos íntimos tão lindos quanto na imagem acima. É realmente fascinante ver uma lenda da música pop e uma hitmaker contemporânea dando o braço a torcer para selar a paz!


3. O encontro de “Crazy In Love”, da Beyoncé, com o filme “Cinquenta Tons de Cinza” que gerou essa nova roupagem bem ousada e muito misteriosa:

Que Beyoncé já criou inúmeros hinos nos estúdios de gravação isso todo mundo já tá cansado de saber, mas, regravar um clássico da sua própria discografia e deixar a nova versão tão boa quanto a original, isso não é para qualquer uma. Provando que é uma mulher de fibra, este feito foi facilmente alcançado no remix de 2014 liberado exclusivamente para o polêmico longa-metragem “Cinquenta Tons de Cinza” – que conquistou as bilheterias dos cinemas em fevereiro passado. Com um instrumental completamente novo que nos remete a todo o ambiente sombrio, clássico e sensual objetivado pelo filme, nossa “Queen B” caprichou nos vocais e fez bonito ao nos entregar um dos melhores covers já feitos de uma canção do seu extenso material discográfico. Afinal, quem melhor que a própria Beyoncé poderia relançar uma versão tão digna do hino encarregado de abrir a divulgação do memorável “Dangerously In Love”, a estreia solo da cantora no cenário musical? O poder desta música é tão grande que “Crazy In Love” é provavelmente um dos únicos hits que se encaixa perfeitamente no R&B, na música clássica ou até mesmo no funk carioca proibidão (desde que cantado pela sua intérprete original, é claro). Ouça aqui “Crazy In Love (2014 Remix)”.


4. Este vídeo fan-made de “Perfume” que harmonicamente uniu cenas de Britney Spears com Justin Timberlake e se saiu melhor que a versão oficial:

Quando Britney Spears apareceu segurando uma arma nas filmagens do clipe para o single “Perfume” e foi vazada a informação que haveria uma versão do diretor bem diferente da publicada em seu canal oficial no YouTube, vocês devem ter imaginado o tamanho da decepção sofrida pelos milhares de fãs da cantora. Coberto de edições que esconderam o verdadeiro desfecho pretendido pelo diretor Joseph Kahn (o mesmo de “Womanizer”), o resultado final de “Perfume” acabou passando batido e pouco ajudou na divulgação do 2º single do “Britney Jean” nas paradas de sucesso. Porém, um fã resolveu recordar o antigo namoro da “Princesinha do Pop” com o astro Justin Timberlake e fez justiça com as próprias mãos ao recriar o que poderia ter sido os planos iniciais de Kahn (mesmo que com outro protagonista masculino). Combinando as cenas do vídeo de Spears com o de “TKO”, de Timberlake, o ex-casal mais badalado dos tapetes vermelhos aparece em momentos envolventes que poderiam ter originado uma trágica (mas bonita) história de amor a ser retratada nas telonas dos cinemas.

TheSQvids, obrigado por ter salvo o nosso dia com esse “Romeu e Julieta” dos tempos modernos!


5. Essa versão extraordinária para piano do clássico tema de “Super Mario Bros”:

O tema musical mais popular criado para um jogo de video-game já ganhou diversas homenagens de grandes fãs que resolveram fazer a sua própria versão da trilha sonora de “Super Mario Bros.”, mas esta executada pela Sonya Belousova é definitivamente uma das melhores. Liberada em comemoração aos 30 anos do jogo (sim, o jogo foi lançado em 85), e em uma forma de tributo ao Satoru Iwata, presidente da “Nintendo” que faleceu em julho deste ano, Sonya não decepcionou ao casar duas das melhores coisas já criadas pelo homem moderno: video-games e pianos. Customizando por completo o seu instrumento de trabalho como se fosse um console original do “NES” (“Nintendo Entertainment System”), até mesmo o banquinho usado pela moça ganhou uma super personalização para combinar com todo o conjunto e nos deixar em total estado de nostalgia. Se o vídeo por si só já merece uma ovação de pé pelo excelente trabalho desenvolvido por Belousova, os 10 segundos finais com certeza vieram para encerrar tudo com chave de ouro. É que, em uma referência a todo o tempo gasto pelos antigos amantes do “NES” que assopravam os cartuchos dos jogos para tirar a poeira deles e assim facilitar a sua rodagem, a própria moça assopra as teclas do piano em uma forma de respeito a essa prática milenar.

Outros vídeos tão bons quanto esse podem ser vistos no canal PlayerPiano, do YouTube.


6. O featuring “Silent Hills” com Norman Reedus, Hideo Kojima e Guillermo Del Toro que mal foi anunciado e engavetado em menos de 1 ano:

Quando foi anunciado pela “Konami” que a série de terror psicológico “Silent Hill” ganharia uma sequência e a demo “P.T.” (Playable Teaser) foi confirmada como uma prévia do que veríamos do sucessor de “Silent Hill: Downpour” (2012), muitos seguidores da saga entraram em total estado de choque, positivamente falando. Entretanto, para desespero de muitos, esta felicidade não durou mais de 1 ano e a empresa por trás do jogo voltou atrás ao cancelar o projeto. Além de Hideo Kojima (“Metal Gear”), o designer de games esteve acompanhado do diretor de cinema Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”) e de Norman Reedus (o Daryl Dixon de “The Walking Dead”), o que certamente aumentou toda a pressão em cima do game e rapidamente o transformou em um dos lançamentos mais aguardados da década. Nomeado “Silent Hills” (assim mesmo, no plural), o projeto teria chegado ao fim por conta do término do contrato entre a “Konami” com Reedus (o que foi anunciado pela empresa), porém, especula-se que conflitos de interesse envolvendo Kojima, o seu próprio selo (a “Kojima Productions”) e a grande produtora teriam sido os responsáveis pela ruptura da produção (entenda mais). Todavia, talvez como uma forma de consolar todos os órfãos de “P.T.”, Hideo e Guillermo já avisaram que ainda possuem planos de continuar trabalhando juntos “fora de Silent Hills” – será que rola um lançamento do game sob outro nome e outra produtora? Assista aqui a um dos melhores trailers de “P.T.”.


7. Essa abertura linda de “Friends” inspirada nos personagens principais dos filmes “Harry Potter”:

Chegando ao fim de nossa pequena lista, é com dois dos títulos mais marcantes da minha vida que encerro este pequeno especial sobre as “7 combinações mais inusitadas da cultura pop que me surpreenderam neste 2015”! Apenas consolidando todo o impacto deixado por estes gigantes da televisão e do cinema no coração de cada fã leal que conquistou entre os anos 90 e 2000,  “Friends” e “Harry Potter”, mesmo sendo tão diferentes, merecem uma menção honrosa nesta publicação tão singela. Contudo, você já imaginou ver os dois juntos em um único vídeo? Foi essa a ideia que Jeremiah Rivera teve antes de recriar a famosa intro do seriado produzido pela “Warner” depois de “ficar entediado” e publicar a fan art em seu canal do YouTube. Ao som de “I’ll Be There For You”, da banda The Rembrandts, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Ron Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood) e Bonnie Wright (Ginny Weasley) estrelam as cenas já regravadas pelo elenco original de “Friends” inúmeras vezes no decorrer de suas 10 temporadas. Não que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer possam ser substituídos tão facilmente, mas, que os bruxinhos mandaram bem (mesmo que involuntariamente), isso não há como negar!

Se você gostou da intro e gostaria de ver mais, se liga só nessa outra inspirada na abertura de “Buffy, A Caça-Vampiros”.

1/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS OFF

2. Lights Off

LIGHTS OFF foi o bloco escolhido para abrir nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos por razões óbvias de eu ser uma gótica experimental rainha das trevas usuária de roupas pretas, e pra dizer bem a verdade também não sei o porquê disso, apenas senti que seria uma boa forma de começarmos.

Luz e trevas são dois extremos que sempre caminharam lado a lado assim como tantos outros opostos, mas isso não quer dizer que tudo o que é bom está posicionado para o lado mais claro e o que é ruim para o mais escuro. Foi exatamente isso que tentei expressar por meio desta publicação.

Durante o decorrer de todo o texto, tentei relacionar aqui trabalhos sólidos, consistentes, que trazem em sua essência uma experiência de vida nem sempre bem resolvida. De decepções amorosas para uma busca pela independência de sua personalidade, os artistas aqui retratados, da sua maneira, tentaram quebrar os moldes e mostrar vulnerabilidade sem perder o controle de suas carreiras, e por isso provaram ser verdadeiros ícones da música contemporânea.

Com esta playlist, busquei levar ao leitor uma dica de som para se ouvir sem sair de casa, debaixo dos cobertores ou apenas jogado no sofá, curtindo a vibe, só relaxando de todo o estresse do dia-a-dia que consome nossos corpos e nossas mentes. A minha parte está feita, agora é com você! Ah, e antes que eu me esqueça: faça tudo isso, mas não se esqueça de apagar as luzes!


01. BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2007;

Singles: “Gimme More”, “Piece Of Me” e “Break The Ice”;

Não deixe de ouvir também: “Heaven On Earth”, “Toy Soldier”, “Perfect Lover” e “Why Should I Be Sad”.

É um tanto quanto curioso que o melhor álbum da legendária Miss Britney Spears tenha sido gravado e lançado na fase mais obscura de sua vida, vocês não acham? Superando um divórcio conturbado e aprendendo a lidar com a nova vida de mãe solteira pressionada pela máfia dos tabloides, Spears fez muito bem ao tomar as rédeas de seu 5º disco de inéditas atuando como a única diretora executiva do trabalho. “Blackout” é tão influente em sua discografia que é inevitável não compará-lo com os discos que o sucederam, que querendo ou não sofreram uma leve decaída sonora. Por mais que o disco “Britney”, lá de 2001, tenha sido um divisor de águas que nos apresentou uma Britney mais sexualizada (mas ainda não tão amadurecida), “Blackout” foi o responsável por nos introduzir uma cantora completamente nova para nossos ouvidos! Como uma fênix negra e sedenta para nos contar a sua verdadeira história de vida, “Blackout” sussurra em seus sintetizadores bem posicionados que Britney, pela primeira vez, nos revelou ser um ser humano digno de respeito, admiração e muita aclamação.


02. Dignity02. DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2007;

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”;

Não deixe de ouvir também: “Dignity”, “Gypsy Woman”, “No Work, All Play” e “Happy”.

Hilary Duff passou sua adolescência gravando diversos filmes e discos voltados para o público mais jovem, e isso foi fundamental para consagrar seu nome entre meninas e meninos do mundo inteiro. Porém, é natural do ser humano querer se desprender do passado e abraçar o presente, e não poderia ter sido diferente com a cantora – que já não era mais uma garotinha de 16 anos. Agora uma jovem mulher de seus quase 20 anos, foi também em 2007 que a eterna Lizzie McGuire tingiu seus cabelos de escuro e liberou para seus fãs o seu 4º álbum de estúdio, “Dignity”. Seguindo os passos de Madonna e Britney Spears, Hilary abandonou de vez o pop-rock e decidiu apostar todas suas fichas no electropop, o que mais tarde se provou a escolha mais sensata de sua carreira musical. Compondo 13 das 14 faixas de “Dignity” (fato este também inédito em sua discografia), o disco surgiu no mercado como um verdadeiro tapa na cara de todos aqueles que diziam ser a cantora um produto do meio desprovido de qualquer talento nato! Go girl, e que venha o “Dignity 2.0”.


03. Bittersweet World03. BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records, 2008;

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”;

Não deixe de ouvir também: “No Time For Tears”, “Ragdoll”, “What I’ve Become” e “Murder”.

Desde o incidente no “Saturday Night Live”, em 2004, quando Simpson se utilizou de um playback mal executado para uma apresentação no programa devido a problemas vocais, muito se subestimou os trabalhos musicais da cantora, e isso foi algo que a acompanhou ao longo dos anos. Todavia, sempre bem disposta a demonstrar o contrário, Ashlee fez magia nos estúdios de gravação ao elaborar “Bittersweet World”, seu 3º da carreira. Menos pessoal que os anteriores, o álbum soa mais genérico e divertido que “Autobiography” e “I Am Me”, mas ainda se mostra bem estruturado e despretensioso, nos apresentando um lado de Simpson mais natural e bem a vontade consigo mesma. Se rendendo as batidas suaves e dançantes, Ashlee deixa claro que não possui o talento vocal de sua irmã, Jessica, mas enfatiza que é mestre na produção de álbuns e que sabe compor como ninguém.


04. Born This Way04. BORN THIS WAY – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Born This Way”, “Judas”, “The Edge Of Glory”, “Yoü And I” e “Marry The Night”;

Não deixe de ouvir também: “Government Hooker”, “Scheiße”, “Heavy Metal Lover” e “Electric Chapel”.

Após dominar as pistas de dança do mundo inteiro com o disco “The Fame” e seu EP posterior, “The Fame Monster”, Lady Gaga precisava de um novo material para dar sequência a sua trajetória na indústria fonográfica, e “Born This Way” foi a decisão tomada pela garota prodígio. Abrindo alas com a polêmica faixa-título – acusada por muitos de conter plágio descarado de um hit antigo da Madonna -, Gaga deixou as fofocas de lado e se manteve forte na divulgação do seu 2º disco de inéditas. Conseguindo superar toda a obscuridade trabalhada na sua era Monster, Stefani Germanotta caprichou ao trazer instrumentais totalmente improváveis no novo material, trabalhando arduamente na produção e divulgação de cada detalhe e performance que chegou a encabeçar. Cada vez mais independente e dona de si, Lady Gaga mostra para o mundo que a cada lançamento a sua imagem é renovada e uma nova faceta é trazida a tona, por mais que algumas bizarrices do começo da carreira jamais abandonem o seu dia-a-dia.


05. Impossible Princess05. IMPOSSIBLE PRINCESS – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Deconstruction Records, 1997;

Singles: “Some Kind Of Bliss”, “Did It Again”, “Breathe” e “Cowboy Style”;

Não deixe de ouvir também: “Too Far”, “I Don’t Need Anyone”, “Limbo” e “Dreams”.

“Impossible Princess” está para Kylie Minogue assim como “Blackout” está para Britney Spears! 10 anos antes da “Princesinha do Pop” ter alguns surtos, raspar a própria cabeça e agredir um paparazzo, Kylie Minogue não andava em sua melhor fase quando gravou e liberou seu 6º álbum de estúdio, em 1997. Sofrendo uma profunda depressão e crise de identidade (leia mais sobre isso acessando este link), você pode notar que dificilmente a australiana inclui as faixas deste disco nas setlists de suas turnês mundiais – o que é realmente uma pena. Inspirando-se no trip-hop, indie rock e folk, este foi o primeiro trabalho em que Kylie resolveu tomar as rédeas de sua imagem criativa e palpitar na nova direção que a guiava, compondo todas as músicas do álbum e chegando a produzir algumas. Mais audaciosa do que nunca, é válido dizer que esta joia rara mal compreendida da discografia de Minogue veio para reforçar que a jovem estrela da novela “Neighbours” é uma mulher que possui a capacidade de tirar o fôlego de qualquer um.


06. A Little More Personal (Raw)06. A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: Casablanca Records, 2005;

Singles: “Confessions Of A Broken Heart (Daughter To Father)”;

Não deixe de ouvir também: “I Live For The Day”, “If It’s Alright”, “Fastlane” e “Edge Of Seventeen”.

Foi acompanhada da já experiente Kara DioGuardi que Lindsay Lohan atuou como produtora executiva de seu 2º trabalho musical, o sombrio “A Little More Personal (Raw)”. Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos longa-metragens para o império de Mickey Mouse, a nossa bad girl favorita de Hollywood precisava de uma válvula de escape para dizer às pessoas que não era tão inocente assim. Foi dessa maneira que “Personal” caiu como uma luva bem em suas mãos. Afastando-se um pouco da música que costumava fazer no começo de sua carreira, o novo material fala por si em músicas como “I Live For The Day” e “If It’s Alright”, a parte mais profunda desta nova era. Utilizando-se de algumas batidas do rock e do pop mais intensas e inovadoras, sua voz soa mais clara e bem trabalhada neste álbum, caminhando em contrapartida aos vocais agressivos apresentados em seu disco debut. “A Little More Personal (Raw)” nos faz refletir que Lindsay nunca teve a ambição de ser uma grande vocalista, apesar de já ter participado de algumas boas performances ao vivo. Mas num mundo de cantoras que usam e abusam de autotune para sobreviver à demanda dos dias de hoje, será que a cantora não conseguiria lidar facilmente com isso sem precisar recorrer aos artifícios dos estúdios de gravação?


07. Light Me Up07. LIGHT ME UP – THE PRETTY RECKLESS

Gravadora: Interscope Records, 2010;

Singles: “Make Me Wanna Die”, “Miss Nothing” e “Just Tonight”;

Não deixe de ouvir também: “My Medicine”, “Since You’re Gone”, “Light Me Up” e “You”.

Eu duvido que quem chegou a acompanhar a série “Gossip Girl” – e se deliciava com as cenas da pequena Jenny Humphrey – já conseguiu imaginar a atriz Taylor Momsen como uma estrela do rock. Abandonando a série para trabalhar com mais afinco em sua banda, o The Pretty Reckless (apesar de os boatos serem bem mais cruéis), o primeiro álbum do grupo balançou as paradas musicais do Reino Unido em pleno 2010, quando o lead single foi liberado meses antes do lançamento oficial do “Light Me Up”. Levando o seu rock alternativo para os jovens de todo o mundo, a troca de imagem de Momsen parece ter sido uma boa escolha não só para os seus fãs mais fieis como também para a própria cantora, que passou a agir mais naturalmente para onde quer que se apresentasse. Mostrando que tem talento e que está bem disposta para consolidar sua carreira na indústria fonográfica, “Light Me Up” é uma ótima escolha de álbum para quem curte um rock mais suave e que ainda não conhece o trabalho do The Pretty Reckless.


08. Perfectionist08. PERFECTIONIST – NATALIA KILLS

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Mirrors”, “Wonderland”, “Free” e “Kill My Boyfriend”;

Não deixe de ouvir também: “Break You Hard”, “Love Is A Suicide”, “Superficial” e “Nothing Lasts Forever”.

Chamada por muitos de “a nova Lady Gaga”, “Perfectionist” foi o disco responsável por introduzir a novata Natalia Kills no mercado musical, em 2011. Com o apoio de will.i.am – principal produtor a ajudar Kills no início de sua carreira, tendo inclusive atuado como um dos coprodutores do primeiro álbum da inglesa -, Natalia sempre marcou sua arte com uma forte imagem criativa, deixando claro para todos que não era apenas uma estrela qualquer. Agraciada com sua leve e incisiva voz, foi acompanhada de uma megaprodução que a jovem britânica levou para seus fãs 15 grandes faixas eletrônicas (algumas mais que outras) e expressou sua vontade de dominar as baladinhas das grandes metrópoles e das cidades do interior. Sempre bem resolvida quanto a sua identidade como artista, Kills é um exemplo de profissional da música que sabe o que faz no estúdio e não peca ao conciliar o mainstream com a sua invejável capacidade de expressão.


09. Body Music09. BODY MUSIC – ALUNAGEORGE

Gravadora: Island Records, 2013;

Singles: “You Know You Like It”, “Your Drums, Your Love”, “Attracting Flies” e “Best Be Believing”;

Não deixe de ouvir também: “Outlines”, “Bad Idea”, “Superstar” e “Just A Touch”.

Uma descoberta ainda recente para mim, o disco aqui apresentado surgiu como a indicação de um grande amigo numa seleta lista de outros álbuns que ouvi e explorei há menos de um ano. Sem sombra de dúvidas o título que mais chamou a minha atenção, esta é uma produção que não poderia estar de fora deste especial! AlunaGeorge é um duo britânico formado por Aluna Francis e George Reid, em atividade desde 2012, responsáveis pela produção, composição e gravação das faixas presente no brilhante “Body Music”, o debut album dos caras. Seguindo os trilhos do synthpop, trip hop e UK garage, o álbum teve uma ótima estreia na “Terra da Rainha”, local onde Francis e Reid têm seu público principal, e um desempenho razoável em diversos países da Europa. Eu tenho certeza que é ouvindo este álbum que você se perguntará incessantemente assim como eu faço já há algum tempo: quando o mundo acordará para essa dupla maravilhosa e o AlunaGeorge receberá o seu tão merecido efeito-Adele?


10. Rabbits On The Run10. RABBITS ON THE RUN – VANESSA CARLTON

Gravadora: Razor & Tie Records, 2011;

Singles: “Carousel”, “I Don’t Want To Be A Bride” e “Hear The Bells”;

Não deixe de ouvir também: “Fairweather Friend”, “Dear California”, “Tall Tales For Spring” e “In The End”.

Conhecida pelo mega hit “A Thousand Miles”, o qual fez parte da trilha sonora do inesquecível filme “As Branquelas”, Vanessa Carlton decidiu se inspirar nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”) para o seu 4º álbum de inéditas, “Rabbits On The Run”. O interessante do projeto é que este é o primeiro trabalho independente lançado pela jovem wicca, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. O álbum é tão surpreendente que soa como uma espirituosa coletânea de canções de ninar contemporâneas, mas completamente voltadas para o público adulto. “Carousel”, o carro-chefe, por exemplo, é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. Não é de hoje que a senhorita Carlton nos exibe sua genialidade, não é mesmo?


LIGHTS ON, o nosso segundo bloco, estará disponível em breve aqui no blog! Fique de olho e não perca.