Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

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5/7: Os meus 72 discos favoritos – URBAN CONCEITUAL

6. Urban Conceitual

Em meio a tanta novidade musical, de meados 2012 pra cá não se fala em outra coisa que não seja o tão popular urban conceitual (saiba mais aqui). Quer você queira ou não, não há como negar a influência desse “movimento” na cultura pop que ajudamos a construir; e é exatamente por isso que estou abordando o assunto seriamente, não apenas como a piada que circula em praticamente todas as redes sociais.

Contudo, infelizmente o buraco é mais embaixo e, como poderia acontecer com qualquer outro estilo musical, acaba por existir aqui o que eu chamo pseudo-urban: aquele seleto grupo de profissionais que sem qualquer pudor reveste suas músicas com uma produção porca e pouco criativa, e dessa forma resolve pegar carona no que tem tocado nas rádios do momento (em poucas palavras: liberam mais do menos).

Foi pensando exatamente nisso que dediquei o nosso 5º bloco dos meus 72 discos favoritos ao que eu chamo de “o verdadeiro URBAN CONCEITUAL”. Abaixo, vocês podem conferir 9 títulos musicais que com certeza representam esse gênero – e não surgiram apenas como uma tentativa de capturar o seu tão suado dinheiro reproduzindo músicas mal produzidas, mal compostas e que nunca deveriam ter saído dos estúdios de gravação. Prontos?


01. The Emancipation Of Mimi41. THE EMANCIPATION OF MIMI

Gravadora: The Island Def Jam Music Group, 2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” e “Say Somethin’”;

Não deixe de ouvir também: “Stay The Night”, “To The Floor”, “Fly Like a Bird” e “Sprung”.

Vocês podem não acreditar, mas, antes de Mariah Carey ser esse mulherão que todos conhecemos e adquirir a fama de diva nível hard que poucos toleram, a bela moça seguiu por anos na indústria sob a imagem de uma menina meiga, tímida e até um pouco inocente, mas sempre muito bem sucedida. Contudo, é claro que muita água rolou de lá pra cá e, assim como na vida de qualquer pessoa, as vacas magras chegaram para deixar Carey num status totalmente crítico – não apenas profissional como também pessoal. Dando um tapa na poeira e deixando a tristeza de lado, foi em “The Emancipation Of Mimi” que a loira chamou alguns de seus mais conceituados BFFs da indústria (Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg, Twista) para elaborar o que seria o renascimento de sua vida como cantora e figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até a divulgação de “We Belong Together”, a balada responsável por trazer seu nome de volta aos holofotes e cravar um ponto culminante em sua carreira: será outra música capaz de ultrapassar a grandeza deste hino inquestionável? “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single “Don’t Forget About Us”.


02. B'Day42. B’DAY – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2006;

Singles: “Déjà Vu”, “Ring The Alarm”, “Irreplaceable”, “Beautiful Liar”, “Amor Gitano”, “Get Me Bodied” e “Green Light”;

Não deixe de ouvir também: “Upgrade U”, “Flaws and All”, “Freakum Dress” e “World Wide Woman”.

Representando constantemente a personificação da mulher ideal forte e independente, Queen B não parece ter tido medo algum de defender seus ideais através do trabalho desenvolvido nas profundas produções de “B’Day”, seu 2º disco solo. Seja ostentando tudo em “Upgrade U” ou fazendo a louca no terreiro de “Déjà Vu”, não há como negar que Bey é uma mulher que merece não apenas o nosso respeito por sua visibilidade pública, mas também por seu intangível talento sobre-humano. Eu admito que os vocais da cantora neste álbum não são os mais agradáveis já gravados, soando por vezes muito estridentes e pouco recomendáveis para nossos ouvidos – principalmente se você gostar de ouvir música muito alta -, mas é indiscutível o quão brilhante foi a abordagem feita pelo “B’Day”, seja em sua versão standard, seja em sua versão platinum. Misteriosamente, os instrumentais bem colocados em cada faixa encaixam como uma luva na sensualidade característica de sua intérprete que jamais falha ao proporcionar o que de melhor sabe fazer. Não é nenhuma novidade que Beyoncé se supera a cada material liberado, não é mesmo?


03. Stripped43. STRIPPED – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2002;

Singles: “Dirrty”, “Beautiful”, “Fighter”, “Can’t Hold Us Down” e “The Voice Within”;

Não deixe de ouvir também: “Stripped Intro/Stripped Pt. 2”, “Soar”, “Get Mine, Get Yours” e “I’m OK”.

Seguindo os passos da “Rainha do Pop” Madonna, eu ouso afirmar que reinvenção é a palavra que melhor consegue definir o imprevisível caminho de Christina Aguilera em sua carreira tão consagrada. Indo do blues e jazz para a música eletrônica e pop, foi com o álbum “Stripped”, seu 4º de inéditas, que a nossa baixinha revestiu-se sob a pele do alter-ego Xtina para divulgação e promoção de sua era mais pessoal. Como um pequeno diário recheado de segredos sombrios que ninguém poderia desconfiar, o disco se abre para o ouvinte do começo ao fim sem perder a sua impressionante carga emocional. Para isso, Christina adotou à época uma imagem mais sexualizada daquela responsável por posicioná-la no topo dos charts com o debut “Christina Aguilera”, de 1999 (muito parecida com a Miley Cyrus que temos hoje em dia). Demais diferenças à parte, já naqueles tempos Aguilera era primorosa com seus talentos natos de composição e desenvoltura vocal, sempre agindo como uma ponte capaz de nos conectar às dores sofridas em seu tão conturbado passado. Treze primaveras se passaram do lançamento de “Stripped”, mas, é realmente chocante o quão atual e realista ele ainda consegue soar sem forçar nenhum pouco a barra – não é a toa que “Can’t Hold Us Down” consegue ser, em dias atuais, uma respeitável referência para as feministas de plantão.


04. In The Zone44. IN THE ZONE – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2003;

Singles: “Me Against The Music”, “Toxic”, “Everytime” e “Outrageous”;

Não deixe de ouvir também: “Showdown”, “Breathe On Me”, “Touch Of My Hand” e “The Answer”.

Quem achou que Britney Spears não tinha mais o que amadurecer após o lançamento do autointitulado “Britney”, de 2001 (e que inclusive ocupou nossa posição #14 em LIGHTS ON), com certeza acabou se surpreendendo quando “In The Zone” viu o luz do dia lá no finzinho de 2003. Destruindo qualquer vestígio do rótulo de garotinha virgem recebido no começo de sua carreira, o 4º álbum de estúdio da loira veio para dizer a todos que a velha Britney não mais habitava aquele corpinho saradíssimo objeto de desejo de qualquer homem em sua sã consciência. Focalizando seu trabalho junto ao público adulto, “Zone” foi o grande 1º álbum da cantora compromissado a nos apresentar uma Britney dona de seu próprio nariz. Trabalhando pesado no hip-hop, R&B e na house music, o disco é o mais próximo que tivemos do tão prometido “urban conceitual” de “Britney Jean” que todos ouviram falar mas ninguém chegou a presenciar. Uma dançarina nata, nem preciso dizer que as melhores coreografias elaboradas pela “Princesinha do Pop” foram realizadas durante a promoção deste disco, okay? Assista essa de “I (Got That) Boom Boom” e tire suas próprias conclusões.


06. Departure45. DEPARTURE – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”;

Não deixe de ouvir também: “Rock You”, “Freaky”, “Crash & Burn” e “In My Veins”.

Após “Right Where You Want Me” (posição #39 em TEEN SPIRIT) não emplacar nenhum hit significativo nas paradas de sucesso de 2006, JMac decidiu tomar o exemplo de sua conterrânea Hilary Duff antes de liberar para o público seu próximo material de inéditas. Eu digo isso porque “Departure”, assim como “Dignity” (Duff), apareceu não só para dividir a carreira de Jesse McCartney, mas também para introduzi-lo de vez na “Billboard Hot 100”, a relação das 100 músicas mais populares nos EUA. Lembrando em muito o astro da música pop e ex-NSYNC Justin Timberlake, é completamente visível a ânsia que McCartney possuía de desprender-se do passado de bom moço e trazer para as pessoas um lado mais amadurecido. Redirecionando sua própria imagem criativa para um caminho mais alternativo, o álbum refletiu em muito na sonoridade seguida pelo cantor em seus projetos posteriores: “In Technicolor”, de 2014, e o engavetado “Have It All”, de 2011. Uma curiosidade interessante é que 1 ano depois da liberação de “Departure” houve o seu relançamento no denominado “Departure: Recharged”, o qual continha 5 novas músicas tão boas como as da versão standard incluindo o single “Body Language”.


05. Good Girl Gone Bad46. GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, 2008;

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”;

Não deixe de ouvir também: “Push Up On Me”, “Sell Me Candy”, “Lemme Get That” e “Good Girl Gone Bad”.

“Good Girl Gone Bad” foi o disco responsável não só por trazer os mega hits “Umbrella” e “Don’t Stop The Music”, mas também por dar à Rihanna o pontapé inicial que lhe faltava para alcançar o topo do estrelato. Para você ter uma ideia, de 2008 pra cá a barbadiana conseguiu emplacar 9 músicas no #1 na “Billboard Hot 100”, vender milhões de cópias de seus discos nos EUA e no mundo e, de quebra, ainda consolidar uma carreira no mundo da moda como modelo de diversas campanhas publicitárias de gigantes como a Armani. Fazendo um paralelo de começo da carreira até o presente momento, é inacreditável o quanto Riri cresceu pelos quatro cantos da Terra em tão pouco tempo. Foi trabalhando com os gênios Timbaland, Stargate e Ne-Yo que a voz do hit “Diamonds” conseguiu fixar-se atualmente como uma das cantoras mais prestigiadas pelo público, passando a dominar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. É claro que tudo isso é acompanhado das costumeiras polêmicas envolvendo sua linguagem e comportamento inadequados, deixando por vezes os mais conservadores de cabelos em pé – mas, o que é um grande artista sem as pequenas polêmicas? Vale mencionar, por fim, que “Good Girl Gone Bad” foi relançado na versão “Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, uma colaboração com a banda Maroon 5.


07. Brave47. BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records, 2007;

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Não deixe de ouvir também: “Forever”, “Mile In These Shoes”, “Wrong When You’re Gone” e “Brave”.

Em um mundo tão pequeno capaz de abrigar grandes vocalistas como Celine Dion, Christina Aguilera e Whitney Houston, muito se questiona as verdadeiras habilidades vocais dos cantores que têm feito grande sucesso na atualidade. E, não poderia ser diferente com Jennifer Lopez, que desde a última década passou por poucas e boas numa rivalidade bem intensa envolvendo a sua colega de “American Idol” Mariah Carey e uma possível sample usada no single “I’m Real”. Como não era de se esperar, alguns fãs mais exaltados acabaram por subjulgar JLo numa categoria inferior a de outras musicistas que estouraram ainda nos anos 90 e a qual realmente não pertence. Eu digo isso porque, antes de se render ao mainstream pouco interessante que hoje em dia acabou por ser a essência de seus trabalhos musicais, Lopez já havia liberado grandes álbuns de estúdio como “This Is Me…Then” e “Rebirth”. Porém, foi somente com “Brave”, o 6º de sua discografia, que as coisas tomaram um rumo bem intimista, criativo e digno de ser lembrado não apenas por seus fãs mais fiéis, mas por qualquer um que realmente curte a black music. Misturando pop com R&B e dance, “Brave” é até os dias de hoje, ao meu ver, o disco mais consistente de sua carreira tão promissora.


08. E=MC248. E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records, 2008;

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “Stay In Love”;

Não deixe de ouvir também: “Migrate”, “Side Effects”, “I’m That Chick” e “For The Record”.

Quem realmente curtiu o retorno de Mariah lá em 2005 com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” definitivamente precisa conhecer “E=MC²”. O álbum, como seu próprio nome diz (E=MC² – Emancipation = Mariah Carey 2) vem com o propósito de trazer ao público a 2ª parte do fantástico trabalho desenvolvido por Carey poucos anos antes, quando dominou o globo com o hino “We Belong Together”. Guiado pelo carro-chefe “Touch My Body”, também #1 na “Billboard Hot 100”, Mimi mais uma vez resolveu caprichar em seus dotes vocais ao entregar-nos esta joia rara da música contemporânea. O legal deste disco é que, diferente de grande parte de todo o catálogo já liberado por Mariah em sua vida, “E=MC²” ainda é capaz de nos fazer viajar no tempo sem perder a graça de sua instrumentalidade monstruosa. Com seus batidões de 1ª categoria e a já conhecida participação de feras da indústria (desta vez T-Pain e Da Brat), Carey não se contentou com pouco e chamou para abrir o disco, com chave de ouro, o conceituadíssimo Danja na pegajosa “Migrate”.


09. I Look To You49. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Gravadora: Arista Records, 2009;

Singles: “I Look To You” e “Million Dollar Bill”;

Não deixe de ouvir também: “Nothin’ But Love”, “Call You Tonight”, “For The Lovers” e “Salute”.

Whitney Houston dispensa apresentações! Dona da voz mais conhecida da História – duvido que uma alma viva ou morta desconheça “I Will Always Love You” -, Houston consolidou-se nas décadas de 80 e 90 numa carreira prestigiada e recheada de problemas envolvendo o uso de drogas entre outras irregularides. Falecendo jovem e nos deixando com apenas 7 maravilhosos discos de inéditas, devo dizer que, ao meu ver, o destaque de sua discografia fica mesmo com “I Look To You”, o último e mais moderno trabalho lançado em vida, lá em 2009. Contendo os singles “I Look To You”  e “Million Dollar Bill”, o disco teve pouco impacto nas paradas de sucesso norte-americanas, mas definitivamente marcou em muito todos aqueles que chegaram a conhecê-lo. É visível, nesta produção, a transformação vocal sofrida por Houston ao longo dos anos (saiba mais acessando este link do Vocal Pop), mas nem por isso o álbum perder o brilho merecedor de qualquer obra assinada pela cantora. A mulher era tão foda que, mesmo se levarmos em conta o seu descuido com a voz – principalmente nos anos 2000, quando era casada com Bobby Brown -, “I Look To You” se mostra, muito de longe, o melhor álbum de R&B liberado por uma veterana de sua geração.


Mal posso esperar para lhes apresentar ALTERNATIVE & VINTAGE, o penúltimo bloco dos meus 72 discos favoritos.

5 dicas para Christina Aguilera, Britney Spears e Mariah Carey “hitarem” em seus próximos álbuns

Em tempos atuais muito se questiona a qualidade da música feita pelos artistas da nova geração e a recente “não aceitação” do público para com artistas de longa data. Veteranas como Madonna e Kylie Minogue, que estão há décadas na carreira musical, precisam constantemente reinventar a própria imagem para não serem esmagadas por seus inúmeros hits de anos atrás, ao passo que novatas como Katy Perry e Lady Gaga desdobram-se em mil para não cair no cruel ostracismo dos anos 2000. O que fazer quando isso acontecer?

VOLTANDO UM POUCO NO TEMPO…

Estávamos já no segundo semestre de 2012 quando Christina Aguilera liberou a sua então nova música de trabalho, “Your Body”, e anunciou a produção de seu 7º disco de inéditas: “Lotus”. Após o fracasso comercial de “Bionic” muito se esperava do novo trabalho de Madam X e muito se prometeu com a nova sonoridade que tinha tudo para trazer Aguilera mais uma vez para o topo do mercado fonográfico. A verdade é que novembro chegou e o tão sonhado retorno da “Voz da Geração” simplesmente não aconteceu como esperado.

O live de “Your Body”, aliás, até hoje não viu a luz do dia – a não ser por essa versão bem caseira e, hum… digamos intimista que foi ao ar no programa do Jimmy Fallon – e o pessoal da zoeira caiu matando em cima da “Lotus Tour”, turnê nunca anunciada mas que acabou por virar um meme na internet. Águas passadas, “Lotus” foi prematuramente finalizado com o lançamento oficial de “Just a Fool”, recebemos o vídeo promocional de “Let There Be Love” e Christina fechou com chave de ouro ao colocar a boca no trombone divulgando a carta mais fofa e sensacional de todos os tempos para seus seguidores mais fieis.

Coincidentemente um ano após o lançamento do último disco de Christina, a ex-colega do “Clube do Mickey” Britney Spears libera para a sua legião de fãs o “Britney Jean”, seu 8º álbum de inéditas anunciado como o mais pessoal de sua careira. Acostumada a pegar todos os #1s da “Billboard 200” que estão dando sopa – de todos os seus discos principais, apenas o “Blackout” foi #2 – a performer mais requisitada da última década teve que se contentar com o #4 lugar nos charts norte-americanos, sua pior posição até o momento.

Apostando na super batida EDM de will.i.am utilizada em “Work Bitch”, o single teve um desempenho positivo nas tabelas de 2013, atingindo, com esforço, a posição #12. Nadando contra a maré de seus últimos lançamentos, mais uma vez a Srtª Spears resolveu quebrar os moldes e divulga como seu segundo single a balada “Perfume”, resultado de seu trabalho com a hitmaker australiana Sia. Confirmando-se como o lançamento mais altruísta de sua carreira – que poderia ter feito a farofeira e lançado “Til It’s Gone” ou “It Should Be Easy” no lugar – a verdadeira voz de Britney resolveu aparecer após muito tempo enclausurada dentro de seus sussurros e gemidos sexy demais.

Mais um ano se passa e chegamos finalmente em 2014 e, após quatro anos do seu último trabalho na música (“Merry Christmas II You”), a veterana Mariah Carey ressurge das cinzas com o seu 14º disco de estúdio intitulado “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse”. Bom, foram várias as tentativas de comeback – “Triumphant (’Get Em)”, “#Beautiful” e “The Art of Letting Go” – até Mimi colocar a cara no sol e, depois de tanta luta, entregar aos lambs o novo material.

Entretanto, muitas interrogações circulam esta última era de Carey, a começar pelo featuring com Miguel em “#Beautiful”. Estranhamente, o single parece ter sido jogado dentro do álbum apenas pela sua boa posição no “Hot 100” (#15), ao passo que o “The Art Of Letting Go”, planejada para ser o verdadeiro first single do CD, mal entrou pra lista das 100+, acabando como uma faixa bônus da versão deluxe. Para completar teve ainda a confusa promoção e divulgação do disco, que culminou com o lançamento de singles aleatórios e completamente desconexos entre si – detalhe: com capas promocionais carregadas de Photoshop (ainda não superei a imagem usada para promover “You Don’t Know What To Do”).


Enfim, vamos deixar o blá blá blá pra trás! Eis que chega o crítico momento de amarrar as informações acima correlacionadas e montarmos a nossa listinha básica de “como fazer o seu álbum hitar” bem ao estilo “Capricho” de ser. Vale frisar que não me considero o dono da verdade e muito menos tenho o poder de julgar qualquer das mulheres aqui destacadas, mas, como fã e bom apreciador de música pop, me dei a liberdade de puxar algumas orelhas aqui e ali. Vamos lá?

1. LEMBRE-SE DE ESCOLHER UM TEMA PRÉVIO

Apesar de Mariah raramente trabalhar com álbuns de temática própria, essa foi uma estratégia muito adotada por Britney e Christina que, até então, deu muito certo. Se pararmos para analisar os últimos discos das cantoras, especialmente de 2002 pra cá, pudemos notar que cada novo lançamento se pautou num estilo predominante, seja no som urbano de “In The Zone” e “Stripped”, para o eletrônico promissor de “Blackout” ou o retrô chique de “Back to Basics”. Sinceramente, tanto o “Lotus” como o “Britney Jean” e “Me. I Am Mariah” soam confusos em dado momento, seja pela tracklist mal amarrada ou pelos arranjos que não se completam – diferentes do “Femme Fatale” e “The Emancipation of Mimi”, que de alguma maneira soam coesos do começo ao fim. Entretanto, essa não é uma regra absoluta, se levarmos em conta os caminhos seguidos por “Bionic”, em 2010…

2. ESQUEÇA O MAINSTREAM

Quando você é um iniciante sedento por fama, sucesso e reconhecimento, o mainstream acaba por ser a sua única forma de chegar ao topo nesta indústria, principalmente se o seu talento não for dos melhores. Todavia, esse é um caminho um tanto quanto perigoso quando se trata de uma diva pop multiplatinada vencedora de prêmios como o Grammy e tantos outros. Você não segue o mainstream, você faz o mainstream!!! Nem preciso citar toda a influência de Mariah com seus 18 #1s no “Hot 100 da “Billboard” ou os caminhos que a indústria musical tomou em 2011 após o uso de dubstep por Britney em “Hold It Against Me” (várias faixas do terceiro álbum de Cheryl Cole e “You Da One” agradecem)?

3. O PASSADO PODE SER UMA FACA DE DOIS GUMES

Cuidado! Não deixe o passado subir a sua cabeça ou o use como sua única fonte de trabalho só porque seu último disco não foi bem aceito pelo público. É claro que queremos escutar os maiores sucessos de nossos artistas favoritos em suas grandes turnês mundiais e morrermos de tanto berrar “I love you”, mas qual é a graça de assistir uma turnê completamente igual a última realizada há pouco mais de dois anos? Tenha o bom senso de renovar a sua imagem sem perder a essência e identidade. Você precisa encontrar os seus erros e aprender com eles para que seu próximo material seja elaborado da melhor forma possível. Use o seu passado positivamente! Lembre-se de seus grandes feitos para elaborar estratégias e produzir novos feitos, e não se recolher dentro de uma redoma de vidro endeusando coisas que você fez há anos e anos.

4. INVISTA NA DIVULGAÇÃO E NA ELABORAÇÃO DO SEU NOVO MATERIAL

Sua equipe é tudo!!! Saiba com quem você está trabalhando, olhe para o histórico de cada integrante e veja o que ele já fez de bom por aí. E claro, saiba se ele está em alta no mercado ou, ao menos, se o público gosta do trabalho dele. Não é porque o produtor X é um dos caras mais fodas do cenário atual que ele combinará com o estilo que você está almejando. Aposte em novos nomes, desde, é claro, que eles tenham ideias que vão além do aqui e do agora. Grave músicas que tocariam 5 anos adiante, não há 5 minutos ou 5 anos. Você até pode resgatar o clássico, mas não se esqueça de dar aquela repaginada necessária. Nada de porquice: desembolse alguns colares de diamantes e invista na mixagem, nos backing vocals e na masterização! E SEMPRE: aceite convites para ir à programas de televisão, festivais, rádios, até mesmo na inauguração do restaurante da esquina! Não te convidaram? Se convida ou entra de penetra. Não custa fazer a humilde e mostrar pras pessoas que você adora o contato com os seus fãs – afinal, são eles que pagam as suas contas, okay?

5. DEIXE A INSEGURANÇA DE LADO E XÔ PREGUIÇA!

Olha, devo confessar que criei esse tópico exclusivamente para a Christina, hahhahaha, mas não deixa de valer para suas conterrâneas de carreira. “Your Body”, por exemplo, foi um ótimo exemplo de hino preparado exclusivamente para as rádios e que recebeu uma divulgação bem duvidosa por parte da equipe, e por que não, da própria Christina, atingindo um morno assento junto ao #34 lugar no “Hot 100”. Claro que não sabemos os motivos que levaram nossas cantoras favoritas a pouco divulgarem seus últimos trabalhos, mas, se a resposta é “corpo mole” apenas, será que não tem algo errado aí? Não é estranho que Britney Spears lance um single chamado “Work Bitch” e deixe seu último álbum morrer sem a divulgação merecida? Ou então Mariah Carey rejeitar sua beleza natural pra fazer uso de Photoshop e recriar um alter ego seu completamente artificial? Será que não chegou a hora de nossas divas se fazerem essas perguntas e enxergarem a situação como alguém de fora da sua própria realidade dando valor aos seus esforços do passado visando um lugar ao sol no futuro?

…You better than that. And… you Mariah Carey, remember?

Elizabeth

Como bom ouvinte de música pop e seus derivados, por diversas vezes me vi anestesiando as dores de algumas decepções ouvindo álbuns de grandes artistas que desde muito cedo aprendi amar incondicionalmente. Foi numa dessas viagens alucinantes que parei para ver uma letra aqui, outra ali e instantaneamente me surpreendi com a movimentada vida de Mariah Carey desde que surgiu nas paradas de sucesso com o mega hit “Vision Of Love”.

Assim como outros cantores, Mimi é alguém com quem vivo uma relação de amizade e ódio, mas sempre com respeito e grande admiração por seu trabalho impecável. É por causa de seus erros e acertos que Mariah se tornou humana, como você e eu, e isso definitivamente é um dos pontos que mais gosto nela – desde que a conheci em meados de 2008 quando encontrei “Without You” numa pasta aleatória de meu computador.

Me colocando sob a pele de Mariah como um ator que interpreta sua personagem, tentei trazer para o papel uma história mais pessoal da sua brilhante trajetória junto à indústria fonográfica e aos tabloides mundiais. Não veja isso como uma mera fanfic, caro leitor, pois acabei inserindo muito de mim para chegarmos a Mariah retratada nos capítulos que seguem – e claro, pesquisei um bocado para trazer realidade à narrativa.

Assim nasceu Elizabeth, uma das maiores vozes que o mundo teve o prazer de conhecer há mais de duas décadas e que continua nos contagiando com sua presença marcante.

PARTE 1 – A Prisioneira

PARTE 2 – Olhando para dentro

PARTE 3 – Me desculpe, mas você teve a sua chance

PARTE 4 – Efeitos colaterais

10 coisas que você não pode deixar de ouvir nesse Natal

Natal é o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado ¹.

O Natal de 2013 mal passou e o de 2014 já está aí, batendo à porta de sua casa e querendo entrar para as festividades de fim de ano. Com muitas comidas típicas e decorações que deixam qualquer cidade de interior com uma aparência mais receptiva, as pessoas se preparam para enfrentar filas e comprar seus presentes de última hora: você sabe, aquele velho jeitinho brasileiro. Detalhes a parte, não é a toa que essa é a época favorita de muitas pessoas, incluindo este que vos escreve.

Claro, sempre tem aquele que adora pré-julgar tudo e vir com o clássico papinho de consumismo capitalista e hipócrita, mas, convenhamos que numa data como essa não dá pra permitir que ninguém estrague a nossa felicidade, certo? É muito bom comprar presente pra quem amamos e ver que aquele brilho nos olhos da criançada correndo pela casa com seus brinquedos coloridos e barulhentos. Pelo menos em 1 dos nossos 365 dias, tentamos esquecer tudo o que nos atormentou durante o ano e ver as coisas de uma forma diferente, mais positiva. Eu sei que deveríamos fazer isso todos os dias, mas todos nós sabemos que não é uma tarefa tão simples assim.

E como não deveria deixar de ser, a música também abriu um espacinho para comemorarmos o nascimento do menino Jesus e nos presenteou com diversos trabalhos natalinos. Seja com inspirações do pop ou do jazz, são inúmeros os discos que exaltam essa data e pipocam nas prateleiras das lojas mais que lançamento de álbum novo da Taylor Swift. Abaixo, relacionei 10 coisas que não podem faltar no meu Natal musical, e espero que aproveitem as dicas as colocando em prática. É isso, Feliz Natal a todos vocês, Feliz Ano Novo e tudo de melhor a cada um de vocês. É tempo de esquecermos as tristezas do passado e nos prepararmos para mais um recomeço ao lado de quem amamos, então, bola pra frente.


ÁLBUNS:

MERRY CHRISTMAS – MARIAH CAREY:

É com a “Rainha do Natal” que abrimos o nosso especial de fim de ano. Lançado no novembro de 1994, o álbum foi liberado no ápice da carreira de Mariah, quando tudo o que a cantora tocava automaticamente virava ouro. Vendendo 15 milhões de cópias mundiais, é o disco natalino mais vendido de todos os tempos, tendo originado o mega sucesso “All I Want For Christmas Is You”, top 5 nas rádios norte-americanas. Com inspirações na música pop, natalina, R&B e gospel, Carey dá um show com seus vocais bem trabalhados e não deixa de marcar presença anualmente em diversas apresentações públicas, como a desse ano em Nova Iorque. O álbum ganhou uma segunda parte em 2010, quando Mimi gravou e lançou “Merry Christmas II You”, seu segundo disco natalino, e o single inédito “Oh Santa”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU” AO VIVO!


MY KIND OF CHRISTMAS – CHRISTINA AGUILERA:

Christina Aguilera mal havia estourado pelo globo com o single “Genie In A Bottle” e o seu álbum homônimo, em 1999, quando viu que sua vida se resumia a fazer shows, dar entrevistas e não sair dos estúdios de gravação. Lançando seu primeiro álbum latino, “Mi Reflejo”, e o primeiro natalino, “My Kind Of Christmas”, quase que simultaneamente, ela subiu ao palco e divulgou seus três primeiros discos no especial da “ABC”  que mais tarde originou o VHS/DVD “My Reflection”. Mesclando música pop com R&B e natalina, Aguilera nos revela um pouco mais da poderosa voz anteriormente escondida nas batidas pop de seu disco debut, consolidando-se aos poucos como uma forte vocalista. Com covers de “O Holy Night”, “Have Yourself a Merry Little Christmas” e muitas outras, o trabalho já se inicia com a inéditas “Christmas Time”. “My Kind Of Christmas” estreou em #28 na “Billboard 200” e vendeu cerca de 1,2 milhão de cópias em todo o planeta.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMAS TIME” AO VIVO!


HAPPY CHRISTMAS – JESSICA SIMPSON:

Já familiarizada com a música natalina depois do lançamento de seu primeiro disco inspirado no tema, “ReJoyce: The Christmas Album”, que inclusive vinha com um EP também natalino em sua versão deluxe, foi lá em 2004 que a cantora estreou em #14 na “Billboard 200”, vendendo 152 mil cópias na primeira semana. Seis anos mais tarde, com uma roupagem mais madura, a loira retorna à indústria musical com seu segundo trabalho festivo, “Happy Christmas”. Bem aceito pela crítica, Simpson foi elogiada pelo “New York Times” por conta de seus “vocais harmônicos que muito combinaram com o estilo abordado no álbum”, decretando ainda que a cantora “nunca soou tão focada em anos”. “Carol Of The Bells” e “Merry Christmas Baby” foram duas das regravações que muito chamaram a atenção do público e que você não pode deixar de conferir.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “MY ONLY WISH” AO VIVO!


SANTA CLAUS LANE – HILARY DUFF:

Foi assim que Hilary Duff deu início à sua carreira na música: lançando um álbum natalino em outubro de 2002. “Santa Claus Lane”, gravado quando Hilary tinha apenas 15 anos e lançado sob o selo da “Walt Disney Records”, incluía duetos com Christina Milian e Lil’ Romeo nas faixas “I Heard Santa On The Radio” e “Tell Me a Story (About The Night Before)”, respectivamente. Regravando ainda “Wonderful Christmastime”, composta e lançada originalmente por Paul McCartney, o disco foi razoavelmente aceito pelos críticos, que ora criticavam “a sonoridade pouco natalina” e ora elogiavam “a presença de uma voz por trás de um rosto tão jovem”. “Santa Claus Is Coming To Town” e “Jingle Bell Rock” são, com certeza, os grandes destaques do disco que serviu para inserir Duff no mercado norte-americano e um ano mais tarde ser um hit com as músicas “So Yesterday” e “Come Clean”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “WHAT CHRISTMAS SHOULD BE” AO VIVO!


WRAPPED IN RED – KELLY CLARKSON:

Foi vestida de vermelho que a nossa “ex-American Idol” favorita liberou o seu sexto disco de inéditas, “Wrapped In Red”, em outubro de 2013. Já começando com a inédita faixa-título, o trabalho foi aclamado pela crítica, recebendo 73 de 100 pontos do site “Metacritic”, a melhor pontuação da loira até agora. Debutando em #3 na “Billboard” com vendas de 70 mil cópias na primeira semana, o álbum gerou dois singles com direito a três clipes oficiais, um lançado há um mês. Como parte de divulgação do álbum, foi ao ar na TV, em dezembro passado, um especial natalino exclusivo da cantora pelo canal “NBC”, o qual recebeu as participações especiais de Blake Shelton, Robin Williams e Whoopi Goldberg. “In Red” foi influenciado pela música pop, pelo jazz, soul e country.

ASSISTA AO CLIPE OFICIAL DE “WRAPPED IN RED”!


EP’s:

A KYLIE CHRISTMAS – KYLIE MINOGUE:

É com apenas duas canções, “Let It Snow” e “Santa Baby”, que a australiana Kylie Minogue liberou o seu quinto extended play em novembro de 2010, pela “Parlophone”. Um dia depois, o material foi relançado incluindo as faixas “Aphrodite” e “Can’t Beat The Feeling”, recebendo o nome de “A Christmas Gift”, músicas essas extraídas do 11º disco de inéditas da cantora. “Santa Baby”, já lançada nas vozes de Madonna, Shakira e Taylor Swift, é na verdade uma regravação antiga de Kylie, inclusa como b-side no single de 2000 “Please Stay”. Para promover o material, Minogue performou os dois clássicos do Natal há quatro anos, na cerimônia anual de iluminação da Árvore de Natal do “Rockfeller Center”.

ASSISTA A PERFORMANCE DE “SANTA BABY” AO VIVO!


THE TAYLOR SWIFT HOLIDAY COLLECTION – TAYLOR SWIFT:

Você já imaginou ouvir os maiores clássicos de fim de ano com uma roupagem country? Foi isso que Taylor Swift fez há sete anos com o seu primeiro EP, lançado pela “Big Machine Records”. Quando ainda não se aventurava pelo caminho pop, a loira nascida na Pensilvânia compôs e deu voz às inéditas “Christmases When You Were Mine” e “Christmas Must Be Something More”, aproveitando da oportunidade para gravar quatro grandes covers, entre eles a fantástica “Last Christmas”. Bem aceito pelo público, o EP chegou a #20 posição na “Billboard 200” e #1 no “Holiday Albums”. Deixando muitos com um gostinho de quero mais, grande parte das pessoas que ouviu o material não se conformou com um simples extended play e preferiu um álbum completo vindo de Swift (o que infelizmente não aconteceu).

ASSISTA A PERFORMANCE DE “CHRISTMASES WHEN YOU WERE MINE” AO VIVO!


SINGLES:

CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME) – LEIGHTON MEESTER:

Essa é para aqueles que gostam do Natal mas não curtem as típicas músicas natalinas que bombam em novembro e dezembro. “Christmas (Baby, Please Come Home)”, lançada originalmente por Darlene Love, em 1963, é um hit natalino já gravado também por Mariah Carey, U2 e Michael Bublé. A versão de Leighton, mais pop que cânone, foi incluída na coletânea “A Very Special Christmas 7” ao lado de covers de Miley Cyrus, Carrie Underwood e Ashley Tisdale. Divulgada em 08 de dezembro de 2009, foi um dos primeiros trabalhos de Meester em carreira musical, o que culminou anos mais tarde em seu primeiro disco de inéditas, “Heartstrings”, liberado esse ano.

OUÇA  “CHRISTMAS (BABY, PLEASE COME HOME)” NA VOZ DE LEIGHTON MEESTER!


MY ONLY WISH (THIS YEAR) – BRITNEY SPEARS:

Pois é, você pode não saber, mas nem a “Princesinha do Pop” escapou do clima natalino! Entretanto, ao contrário da maioria dos cantores que adoram regravar clássicos de décadas e décadas atrás, Britney resolveu focar em sua paixão pelo Papai Noel e liberou a inédita “My Only Wish (This Year)”, no inverno de 2000. Compondo ao lado de Brian Kierulf e Josh Schwartz, a canção entrou para a tracklist da coletânea “Platinum Christmas”, que ainda trouxe músicas de Christina Aguilera, Backstreet Boys e Whitney Houston. Comparada à Mariah Carey, “My Only Wish” recebeu críticas mistas e teve um desempenho moderado nas tabelas musicais, atingindo o #49 na “US Holiday Songs”.

OUÇA “MY ONLY WISH (THIS YEAR)”, CANÇÃO DE BRITNEY SPEARS!


CINEMAS:

JINGLE BELL ROCK –  LINDSAY LOHAN E ELENCO DE “MEAN GIRLS”:

Todos estamos cansados de ler que “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”) entrou de cabeça na cultura pop e se consolidou como um dos filmes que mais ditou regras entre adolescentes de 2004 pra cá. Também, não é pra menos, já que Lindsay Lohan esteve no auge de sua carreira e novatas como Amanda Seyfried se preparavam para uma trajetória brilhante nos cinemas. Entre as inúmeras cenas que nos fizeram rolar no chão de tanto rir, uma merece destaque, e por isso inclui nesta publicação. Sim, estou falando da hilária cena na qual o quarteto de garotas sobe ao palco para uma apresentação colegial da épica “Jingle Bell Rock”. Após um problema técnico com a aparelhagem de som, cabe à Cady Heron (Lohan) a difícil tarefa de recuperar o controle da situação e dar uma palhinha do poder vocal de sua intérprete – que mais tarde veríamos nos álbuns “Speak” e “A Little More Personal (Raw)”.

ASSISTA A CENA DE “JINGLE BELL ROCK” EM “MEAN GIRLS”!