Com álbum cheio de hits, Meghan Trainor faz de “Thank You” o melhor lançamento pop do ano (até agora)

Depois de rasgarmos inúmeros elogios ao single “No” (relembre) – e, de certa forma, manter um pouco de apreensão com o que o futuro nos reservava –, finalmente Meghan Trainor quebrou o silêncio e liberou para o público o seu aguardadíssimo segundo disco de inéditas. Após ouvir o “Thank You” do começo ao fim (e claro, sem tirar do repeat), finalmente concluímos a nossa tardia resenha sobre o novo material de inéditas de uma das novatas mais bem-sucedidas da atualidade. Relacionando, a seguir, tudo o que tivemos a dizer sobre a mais recente aventura musical da intérprete de “All About That Bass”, você descobrirá nos próximos parágrafos por que o sucessor de “Title” tem se mostrado um dos lançamentos mais comentados do ano.


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E, a primeira coisa que precisamos saber é que o segundo álbum da norte-americana – o qual tem sido distribuído sob os selos da “Epic Records” e da “Sony Music Entertainment” – é, atualmente, promovido por “Me Too”: a canção que já rendeu o maior bafafá após ter seu videoclipe removido do YouTube pela própria cantora. Combinando, majoritariamente, música pop com R&B e dance, o trabalho recebeu a produção de alguns dos mais promissores produtores da indústria fonográfica – dentre os quais destacamos Ricky Reed, Twice as Nice e The Elev3n (e isso sem mencionar a produção executiva de Trainor ao lado de Reed). Compondo cada uma das 19 faixas gravadas especialmente para o “Thank You” (estas presentes na edição japonesa, pois a versão padrão conta com 12, a deluxe com 15 e a exclusiva da Target com 17), a moça não economizou nas participações especiais e convidou Yo Gotti, LunchMoney Lewis, R. City e até sua mãe, Kelli Trainor, para dividir os vocais nos estúdios de gravação – por mais que esta última tenha se dado de uma maneira bem peculiar.

Liricamente, “Thank You” dá grande enfoque ao empoderamento feminino que havíamos acompanhado em “No” (imagem: revista “Fabulous”, 2016)

Ganhando as prateleiras físicas no dia 13 de maio (e a as lojas virtuais uma semana antes, quando foi disponibilizado com exclusividade pela “Apple Music”, em 06/03), “Thank You” foi gravado durante os anos de 2015 e 2016 – quando a cantora, sem revelar maiores informações, já preparava o trabalho por detrás dos bastidores. Estreando direto no top 3 da “Billboard 200”, em #3, arrecadou 107 mil cópias na primeira semana de vendas – ficando atrás apenas de Beyoncé, com “Lemonade” (128 mil); e Drake, com “Views” (239 mil). Todavia, o que muitos não chegaram a constatar é que o recente disco da morena não apenas dá início a uma nova fase em sua carreira como também é o responsável por manter o nome de Trainor como um dos mais ativos do mercado musical contemporâneo. Mera coincidência ou uma já projetada jogada de marketing? Quem sabe um pouco dos dois.

Lançado apenas um ano e quatro meses depois de seu prestigiado debut album, “Thank You” só foi ver a luz do dia após um massivo processo de divulgação que incluiu a liberação de não menos que quatro singles promocionais (“Watch Me Do”, “I Love Me”, “Better” e “Mom”). Com uma nova turnê prestes a estrear em solo norte-americano (a “The Untouchable Tour”, que já tem seus primeiros shows agendados para julho), a nova era mal começou e tem se mostrado muito rentável para um nome que, há pouco mais de dois anos, não passava de uma figura desconhecida no cenário internacional. Bom, não que agora este seja o caso da popstar, não é mesmo? Acompanhada de uma equipe gigantesca que sabe como explorar bem sua imagem pública, a preparação de Meghan para os holofotes muito nos lembra dos tempos em que Britney Spears recebia um tratamento prioritário e era vista como uma das hitmakers mais lucrativas dos anos 2000 – e parece que a novata aprendeu tudo da melhor maneira possível.

Declarando para a “MTV” que seu último lançamento reflete muito do que mais gosta em matéria musical, Trainor caprichou nas referências e fez do atual projeto um trabalho recheado de sonoridades que, apesar de diferentes, se encaixam perfeitamente. “Eu quis fazer algo grande, que incluísse todas as minhas influências e mostrasse tudo, do meu lado caribenho ao meu amor por Bruno Mars, Aretha Franklin e até mesmo Elvis Presley, alguém que cresci ouvindo. Eu estava tentando mostrar ao mundo o que eu amo. Queria fazer algo que não estivesse nas rádios, mas [que soasse] um pouco diferente”. Partindo de baladas românticas (“Hopeless Romantic”) para um pop bem noventista (“Watch Me Do”, “No”) e até mesmo para faixas mais contemporâneas (“Me Too”, “Woman Up”), desde a sua primeira audição “Thank You” se mostra bem eclético e tem um ótimo desempenho ao levar adiante o popular “na dúvida atire para todos os lados” – uma estratégia que, apesar de não ser inédita, poucas vezes consegue algum resultado positivo. Teve até música sendo oferecida para Christina Aguilera e que acabou entrando para a tracklist!

O “polêmico” clipe de “Me Too” (após a retirada do Photoshop excessivo)

Rendendo-nos uma diversidade de gêneros e culturas que dá ainda mais gás às aulas de História que havíamos anteriormente mencionado, “Thank You” é um disco que atende à demanda popular e consegue agradar a todos os tipos de ouvinte sem fazer muito esforço. Pensando até mesmo naqueles fãs que provavelmente não apoiaram sua drástica mudança de estilo, “Dance Like Yo Daddy” vem para nos relembrar as inspirações retrô de “Title” e considerar que, apesar de ter definitivamente enterrado seu passado, a brilhante estreia de Meghan como cantora continua sendo tratada com respeito. Inovando monstruosamente e trazendo algumas das candidatas para hit mais sólidas já liberadas desde o começo do ano (destaque para “Champagne Problems”, “Woman Up” e a faixa-título), é até de se estranhar que uma canção tão genérica como “Me Too” – que apesar de ser bem chiclete, é de longe uma das mas esquecíveis do álbum (claro, ao lado de “Goosebumps” e “Throwback Love”) – tenha sido escolhida para ocupar a vaga de segundo single oficial. Com uma produção de dar inveja a qualquer um, o “Thank You” por inteiro extravasa uma qualidade surpreendente com batidas e vocais poderosos que entrarão na sua cabeça para não sair tão cedo.

Não pecando nem pela falta e nem pelo exagero, a parceria de Meghan com Ricky Reed (o principal produtor do álbum) definitivamente era o som que estava faltando para os nossos players e para as rádios de todo o mundo. Distanciando-se dos materiais conceituais que têm feito a cabeça do público e de alguns dos artistas mais badalados da atualidade, “Thank You” nos cativa com uma energia positiva que é própria de Meghan Trainor: uma musicista que conquistou o público por sua autenticidade. Por mais que não revolucione ou cause um grande impacto para a história da música internacional, o segundo trabalho da moça é coeso do início ao fim e vem para preencher uma lacuna que já há algum tempo esteve em aberto (desde o “Breathe In. Breathe Out”, de Hilary Duff, não éramos contemplados com um disco tão genuinamente pop). É certo que ainda falta muito para a vocalista se tornar um ícone inesquecível na tão disputada indústria do entretenimento, mas, se continuar a perfazer este caminho, muito provavelmente a Srtª Corpo Violão pulará alguns anos e avançará diversas casas por este “Jogo da Vida” que, metaforicamente, é a música pop. Às vezes, menos é muito mais.

Hora de se atualizar – Pt 6: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Dando continuidade à última edição do nosso “Hora de se atualizar” (o especial que relaciona os melhores e mais comentados lançamentos da música pop em geral), você confere no post de hoje outras seis dicas incríveis de singles e clipes liberados recentemente que não poderiam faltar na sua playlist internacional.

Partindo de um pop com mais atitude de novatas como a Sabrina Carpenter ao alternativo viciante da Halsey, a pequena lista adiante vem em boa hora para atualizar todos aqueles que perderam as novidades do universo pop que rolaram por estes últimos dois meses – e que, sem sombra de dúvidas, jamais deixaríamos passar despercebidas por aqui, no Caí da Mudança. Vamos lá?

Nova JoJo? Sabrina Carpenter é anunciada como a mais nova aposta da “Hollywood Records”. Assista ao clipe de “Smoke and Fire”:

Definitivamente, o império “Disney” é um dos mais eficazes quando o assunto é encontrar jovens talentos e lançá-los mundo afora, preparando-os como brilhantes aspirantes a estrelas da música pop. Após passar por inúmeras gerações de artistas que desde os anos 90 utilizaram-se do bom nome de Mickey Mouse para consolidar o início de suas trajetórias, é chegado o momento de uma nova popstar nascer para que o ciclo se renove e continue em constante movimento. Conhecida por fazer parte do elenco de “Garota Conhece o Mundo” (“Girl Meets World”), sitcom produzido e transmitido pelo “Disney Channel”, Sabrina Carpenter vem para substituir a última leva de cantoras e atrizes que começaram no canal e, hoje, podem ser consideradas a elite das mais bem-sucedidas da moderna indústria do entretenimento. Já com um álbum de estúdio lançado sob o selo da “Hollywood Records” (o “Eyes Wide Open”, de 2015), “Smoke and Fire” é o lead single do segundo disco da garota de apenas 16 anos, material sem previsão de lançamento que é aguardado para breve. Nos lembrando muito a postura de grandes vocalistas como a JoJo, Sabrina logo de cara desmente aquela primeira impressão causada pelas estrelas da “Disney” de ser apenas um rostinho bonito e se garante com um vozeirão cheio de energia e confiança – duvida? Então veja esta impressionante apresentação acústica e tire as suas próprias conclusões.

ASSISTA AO CLIPE DE “SMOKE AND FIRE”


Depois de nos ensinar a falar “não”, Meghan Trainor surpreende com “Watch Me Do” e “I Love Me”, novos singles promocionais do disco “Thank You”:

Faz menos de um mês que trouxemos aqui no blog uma resenha exclusiva sobre um dos últimos lançamentos assinados pela queridíssima Meghan Trainor: a super feminista e cheia de atitude “No”. Agora, continuando na divulgação de “Thank You” – o material que marca a segunda passagem oficial da cantora pelos estúdios de gravação –, 25/03 foi a data que marcou a estreia de “Watch Me Do”, o primeiro single promocional do trabalho previsto para vir à luz do dia somente em 13 de maio. Resgatando, nas palavras da “MTV” norte-americana, “uma vibe hip-hop típica dos anos 90”, a canção foi composta pela própria Meghan ao lado do trio Eric Frederic, Jacob Kasher e LunchMoney Lewis – enquanto a produção ficou ao encargo de Ricky Reed, o mesmo de “No”. Porém, esta seria apenas a primeira amostra do que estava por vir! Quase três semanas depois, as coisas esquentaram ainda mais quando, no último dia 13, “I Love Me” foi liberada como o segundo single promocional do material que segue inédito. Gravada em parceria com o cantor, rapper e produtor LunchMoney Lewis, a sexta faixa do “Thank You” é apenas a primeira dos quatro duetos que deverão fazer parte do próximo álbum da ex-loira – o qual deverá conter 12 novas faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na versão exclusiva para a loja “Target”. Outros artistas convidados incluem Yo Gotti, Kelli Trainor e R. City.

OUÇA “WATCH ME DO” (PELO SPOTIFY)

OUÇA “I LOVE ME” (PELO SPOTIFY)


Rihanna não se cansa de dar closes certeiros em “Kiss It Better”, o novo clipe que promove “Anti”:

Foi em meio a muita espera e intermináveis adiamentos que Rihanna felizmente nos deixou conferir no finalzinho de janeiro o que esteve preparando para “Anti”, o oitavo disco de seu catálogo (relembre a nossa publicação sobre ele). Porém, não foi só na sonoridade que a barbadiana decidiu inovar e, caprichando nas suas estratégias de publicidade, protagonizou há duas semanas uma inusitada maneira de promover o(s) sucessor(es) natural(is) de “Work”. Liberando dois singles simultâneos para as rádios dos EUA e do globo no dia 30 de março, “Needed Me” e “Kiss It Better” foram as faixas escolhidas para representar o antigo “R8” perante o grande público da cantora. Chegando, até o fechamento deste post, às posições #47 e #80, respectivamente, da “Billboard Hot 100”, o vídeo desta última foi divulgado no YouTube um dia depois e já ultrapassa as 17 milhões de visualizações. Com uma forte pegada intimista, Riri é focada durante todo o trabalho em diversas posições sensuais enquanto as lentes de Craig McDean a filmam pelo cenário obscuro e captam cada centímetro do seu corpo em closes de tirar o ar. “Kiss It Better” foi composta pela Rihanna em parceria a Jeff Bhasker, John Glass e Natalia Kills.

ASSISTA AO CLIPE DE “KISS IT BETTER”


Seguindo a vibe retrô do “E•MO•TION”, Carly Rae Jepsen está cansada dos garotos no fofo e divertido clipe de “Boy Problems”:

Após cinco meses de “Your Type”, o mais recente single extraído do maravilhoso “E•MO•TION”, finalmente recebemos uma nova música para dar continuidade na era iniciada há mais de um ano pela super alto-astral “I Really Like You”. Isso porque, no último dia 8, o trio de gravadoras formado pela “School Boy”, “Interscope” e “604 Records” acertadamente decidiu quebrar o gelo e presentear os fãs da Carly Rae Jepsen com o quarto single do aclamado material assinado pela morena. Escrita pela própria Carly com a ajuda de Greg Kurstin, Tavish Crowe e da multitalentosa Sia, “Boy Problems” vem em boa hora e serve de instrumento para dar um up no fraco desempenho experimentado pela musicista desde que o álbum foi disponibilizado para as lojas do mundo todo. Já liberado, conjuntamente, com o aguardadíssimo videoclipe gravado especialmente para a sexta faixa do terceiro disco da moça – e que foi dirigido por Petra Collins, renomada fotógrafa canadense –, o novo single segue as influências oitentistas de todo o “E•MO•TION” e brinca bastante com o visual retrô que fez a cabeça de muita gente há décadas e décadas atrás. Caso você não se lembre, o terceiro álbum de Jepsen já apareceu aqui no Caí da Mudança dentro da nossa lista dos “meus 10 discos favoritos de 2015”.

ASSISTA AO CLIPE DE “BOY PROBLEMS”


Após mais de um ano sem novidades, Jennifer Lopez se envolve em polêmica ao gravar música produzida pelo Dr. Luke. Ouça “Ain’t Your Mama”:

Ainda falando sobre Meghan Trainor, mal saímos de um trabalho protagonizado pela hitmaker para incluirmos em nossa lista outro que também recebeu a sua ilustre participação – só que desta vez sob a forma escrita, e não vocal. Anunciada como a principal compositora de “Ain’t Your Mama”, Trainor divide os créditos da letra entoada por Jennifer Lopez com ninguém menos que Jacob Kasher, Henry Walter, Theron Thomas, LunchMoney Lewis e Dr. Luke, o polêmico produtor que se envolveu no recente caso judicial com a Kesha. Produzida por Luke em colaboração a Cirkut, Lopez mal lançou o que parece ser o carro-chefe de seu nono álbum de estúdio e já precisa enfrentar a rejeição popular por ter aceito “se aliar” ao possível agressor sexual de sua colega de trabalho (entenda mais aqui). Lançada sob a “Epic Records” e a “Nuyorican Productions” (produtora da própria JLo) no dia 7 deste mês, “Ain’t Your Mama” combina percussão com elementos da música latina e exalta a doce voz da cantora sobre os vocais de apoio da Meghan Trainor. Mesmo sem previsão de lançamento, o novo disco da veterana não deverá demorar muito para chegar até nós.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “AIN’T YOUR MAMA”


Promovendo “O Caçador e a Rainha do Gelo”, Halsey lança nova versão de “Castle”, seu novo single para a trilha-sonora do longa-metragem:

Por fim, chegando ao término desta edição do “Hora de se atualizar”, é com o lead single da trilha-sonora do filme “O Caçador e a Rainha do Gelo” que nos despedimos de vocês, caros leitores. Retirada diretamente do “Badlands”, o primeiro disco da Halsey, “Castle” teve seu instrumental repaginado para se encaixar à ambientação do longa estrelado pelos grandes Chris Hemsworth, Charlize Theron e Emily Blunt. Disponível para compra desde o dia 09/04 sob o selo da “Astralwerks” e da “Capitol Records”, o single teve seu videoclipe liberado no YouTube quatro dias depois e, além de incluir novas cenas da superprodução que estreia no Brasil já no dia 21 de abril, traz a cantora caracterizada com um figurino semelhante ao que veremos nas telonas dos cinemas. Para quem ainda não sabe, vale dizer que “O Caçador e a Rainha do Gelo” é uma prequela de “Branca de Neve e o Caçador”: ou seja, este novo se passa antes dos acontecimentos que originaram o filme de 2012 que recebeu Kristen Stewart em seu elenco. Misturando o eletrônico com o pop alternativo que já é clássico da norte-americana, “Castle” foi escrita pela Halsey e produzida pelo rapper e produtor Lido (o mesmo de “New Americana”). A faixa completa pode ser ouvida por meio deste link.

ASSISTA AO CLIPE DE “CASTLE”


Quais recentes lançamentos da música pop internacional não estiveram presente nesta publicação e na nossa anterior mas você sentiu falta por aqui? Conte-nos no espaço para comentários mais abaixo.

Transbordando feminismo, Meghan Trainor está afiadíssima em “No”, sua nova música e clipe

Se 2015 foi um grande ano para Meghan Trainor, 2016 já começou com o pé direito e tem tudo para superar qualquer expectativa criada por todos aqueles que curtem o som produzido pela cantora. Isso porque, após levar para casa o gramofone de “Artista Revelação” na última edição do “Grammy Awards”, a norte-americana que virou febre com a canção “All About That Bass” mostra que não dorme em serviço e fez questão de nos entregar já no último dia 4 uma brilhante prévia do seu novo trabalho.

Depois de conquistar o topo das paradas de sucesso com os hits do álbum “Title”, finalmente a ex-loira dá os passos iniciais do seu tão aguardado retorno para a indústria musical após a já distante “Like I’m Gonna Lose You”. Prestes a nos disponibilizar o disco “Thank You”, o segundo de sua carreira – e que deverá estar à venda somente daqui há dois meses –, a mais nova aposta de Meghan para as rádios do mundo todo é “No” (estilizada “NØ”), o primeiro single do seu material ainda inédito.

Estreando na posição de nº 11 na “Billboard Hot 100” – a parada de singles mais importante dos EUA –, “No” foi aclamada pela crítica e por grande parte do público, muitos dos quais a compararam ao som das boybands que dominaram o final dos anos 90 e começo do novo milênio (como o NSYNC). Liberada sob o selo da “Epic Records”, a faixa foi composta pela própria cantora em parceria com Jacob Kasher e Ricky Reed enquanto o trabalho de produção ficou sob a responsabilidade de Reed (o mesmo do hit “Bo$$”, do Fifth Harmony).

Com previsão de lançamento para o dia 13 de maio deste ano, “Thank You” (capa acima) trará 11 novas faixas na edição standard e 15 na deluxe, devendo conter, além de “No”, a ainda inédita “Woman Up”

Composta em um único dia, Trainor revelou que a inspiração para a nova música surgiu após sua gravadora afirmar amargamente que “seu próximo material não continha um hit sequer”, o que a fez “entrar em estúdio e gravá-la imediatamente”. Impulsionada pela declaração negativa (e construtiva) e inspirada a dar vida ao que seria seu mais recente hino sobre empoderamento feminino, a faixa fala por si só e foi o suficiente para deixar até mesmo L.A. Reid de queixo caído.

Liricamente, “No” relata a insatisfação de Meghan com as investidas de um homem que não se dá por vencido e tenta conquistá-la a qualquer custo. Sendo contundente ao manter sua postura de independência e afastando a figura da objetificação da mulher, a cantora enche o peito de coragem e faz da sua voz uma verdadeira plataforma capaz de propagar a liberdade e a igualdade, temas ainda vistos com bastante receio pela sociedade moderna (e machista) dos dias atuais.

Dando um basta na ditadura da beleza e na doentia procura pelo corpo perfeito, a moça assumiu suas curvas naturais e fez do clipe de “No” a obra mais ousada de sua carreira (até agora): afinal, existe maneira melhor de esnobar alguém senão convidando suas melhores amigas para sensualizar muito em frente às câmeras? Caprichando no figurino e até mesmo na coreografia, o trabalho é recheado de diversas cenas provocantes que vêm para brincar com o imaginário masculino em meio a um mar de mãos, toques e corpos femininos. Porém, não é só nisso que a morena decidiu inovar!

Apesar de poucos perceberem, é muito comum nesta indústria estabilizar-se em um determinado som e explorá-lo o máximo possível, retirando da sua “galinha dos ovos de ouro” todos os frutos possíveis (e impossíveis). Contrariando esta prática cotidiana e chegando com um visual bem diferente daquele adotado no começo de sua carreira (e não apenas na sonoridade, mas também na aparência), Trainor pode fazer de “Thank You” (graças a “No” e seus singles sucessores) a ferramenta perfeita para consolidar-se de uma vez por todas no cenário musical como uma artista de prestígio e renome.

Liberado na última segunda-feira (21/03), o videoclipe da música traz uma faceta de Meghan Trainor que ainda desconhecíamos

Percorrendo uma trajetória perigosa e que poucos já ousaram trilhar, é gritante a diferença entre a temática abordada no primeiro disco de Meghan e a que parece ser o grande foco de seu futuro projeto (apesar de que, no fundo, não precisamos nos esforçar muito para lembrar que a sua própria estreia por este meio já se iniciou de uma maneira bem autêntica, desligada do mercado mainstream; então, talvez fosse até esperado que o aguardado sucessor de “Title” já chegasse causando um burburinho aqui e outro ali).

Saindo da sua zona de conforto caracterizada pela sonoridade pop influenciada pelas batidas das décadas de 50 e 60, Trainor, de fato, traz em “No” uma nostálgica passagem de volta para os bons e velhos tempos do dance-pop e R&B do final da década de 90 e começo dos anos 2000. Relembrando aquela pegada bem Britney, Christina e Destiny’s Child que tanto fez a cabeça de milhares de adolescentes que hoje já são bem crescidinhos, a musicista demonstra ser uma aluna dedicada que não poupa criatividade ao caprichar na sua lição de casa. Porém, todo cuidado é pouco!

É claro que, em se tratando de um nome tão jovem como o de Meghan Trainor, muitas perguntas sem respostas permanecem pairando pelo ar (algo completamente compreensível, já que a garota mal se lançou como cantora e nada sabemos sobre o que está por vir). Por isso, ao invés de já cantarmos vitória antes da hora, devemos nos preocupar, pelo menos por enquanto, em não criar muitas expectativas. Assim como a recente “Dangerous Woman” de Ariana Grande, “No” é sem sombra de dúvidas um ótimo carro-chefe, mas vale lembrar que este é apenas o começo de uma era que ainda tem muito a revelar. Fazendo da sua experiência pelos holofotes uma eficaz aula de História da Música Norte-americana, a novata prova que mais do que uma mulher com bastante conteúdo e atitude, é alguém que tem o potencial para se tornar um dos maiores ícones da música pop contemporânea. Basta descobrir se Meghan fará boas escolhas daqui por diante, acertando ao usar esse potencial da maneira correta, ou se cairá na mesmice que acaba sendo a grande regra do triste mercado fonográfico dos dias de hoje.

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Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os últimos lançamentos do pop internacional (em álbuns)

Anda sem tempo para acompanhar o que tem pintado de bom e de novo no movimentado mundo da música internacional? Pois não precisa mais se preocupar. Depois de trazermos as duas primeiras partes do especial “Hora de se atualizar” com as melhores músicas que foram lançadas durante este 2º semestre de 2015 (relembre aqui e aqui), chegou o momento de conhecer alguns dos melhores discos liberados nas últimas semanas e que você precisa conferir por conta própria. Encoste-se, relaxe e aproveite o fim de semana para se jogar nas nossas dicas a seguir selecionadas:


LANÇAMENTOS

SWAAY – DNCE

Liberado há quase um mês (23/10), “SWAAY” foi o nome recebido pelo 1º extended play da banda DNCE responsável por introduzir o trabalho dos caras ao público em geral. Recebendo a assinatura de seus membros (Joe Jonas, Jack Lawless, Cole Whittle e JinJoo Lee) e a permissão da “Republic Records”, o material é formado por 3 novas faixas acompanhadas da já conhecida “Cake by the Ocean”, o single principal que serviu de suporte para fazer a estreia do grupo na “Billboard Hot 100” na posição #79. Seguindo por um pop-rock bem semelhante ao de Robin Thicke e Maroon 5, a DNCE foi formada oficialmente neste ano e não deverá demorar para liberar o seu 1º disco de inéditas, o qual ainda não possui data fixada de lançamento – mas poderá ver a luz do dia já em 2016. Destaque para a faixa “Toothbrush”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “CAKE BY THE OCEAN”.


Liberman – Vanessa Carlton

Com uma forte discografia formada por 4 belos álbuns liberados desde 2002 (quando ganhou o mundo com o megassucesso “A Thousand Miles”), Vanessa Carlton retornou para os estúdios de gravação após um descanso de 4 anos e nos entregou, no último mês (23/10), o seu 5º disco de inéditas. Sucessor de “Rabbits on the Run” (2011), “Liberman” ganhou as estantes das lojas após nos conquistar com a singela divulgação do EP “Blue Pool” e “Willows”, a 2ª canção do material. Tendo sua promoção iniciada por “Operator”, o poderoso first single, Carlton tem mostrado que seu novo contrato com a “Dine Alone Records” a tem motivado bastante na divulgação do atual trabalho em questão. Partindo para o seu 2º single em um intervalo de menos de 2 meses, “House of Seven Swords” foi a canção escolhida para continuar a trajetória inicial do maravilhoso “Liberman”: um dos mais tocantes discos já gravados pela moça e que segue a linha mais acústica de “Rabbits on the Run”. Destaque para a faixa “Unlock the Lock”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “HOUSE OF SEVEN SWORDS”.


Get Weird – Little Mix

Dando sequência ao catálogo da girlband britânica que já conta com os fascinantes “DNA” e “Salute”, “Get Weird” é o 3º álbum gravado pelas meninas do Little Mix e liberado no começo de novembro (06/11) sob a orientação da “Syco Music” (a gravadora de Simon Cowell) e da “Columbia Records”. Precedido pelo abre-alas “Black Magic” – o hit que foi #1 no Reino Unido e #67 nos EUA –, o disco foi recebido razoavelmente bem pelos críticos musicais de plantão, muitos dos quais destacaram as influências da música dos anos 80 e 90 para a formação do trabalho. Super alto-astral, “Get Weird” cumpre o seu papel ao agitar o ouvinte e tentar fazê-lo requebrar com sua eloquente mistura de dance-pop com R&B, mas peca por não apresentar nenhum momento marcante ou de tirar o fôlego (como “Wings”, do “DNA”, e “About the Boy”, do “Salute”). Não progredindo em absolutamente quase nada, o único diferencial do álbum fica mesmo com o single “Black Magic”, música responsável por expandir o nome do grupo durante o 1º semestre do ano e dar maior visibilidade para as talentosas Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade. Destaque para a faixa “Weird People”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “BLACK MAGIC”.


Delirium – Ellie Goulding

Seguindo a sonoridade já experimentada por Ellie em seus últimos singles de sucesso (“Burn”, “Outside”, “Love Me Like You Do”), “Delirium” é o 3º trabalho da cantora inglesa lançado pela “Polydor Records” logo na primeira semana deste mês (06/11). Guiado por “On My Mind”, o 1º single extraído do material, o disco que contou com as produções de Max Martin, Ilya Salmanzadeh e muitos outros vem para fixar o nome de Goulding como uma das maiores hitmakers britânicas da atualidade. Majoritariamente projetado para agradar o gosto mainstream, por mais batido que o dance-pop esteja no mercado fonográfico contemporâneo, é inevitável dizer que “Delirium” tem os seus bons momentos de grandiosidade. A primeira metade do álbum, que vai de “Intro (Delirium)” a “Keep on Dancin’”, funciona bem e convence o ouvinte sobre o caminho pretendido pela sua intérprete, e por mais que perca um pouco do seu foco com a chegada de “On My Mind”, “Don’t Need Nobody” e “Don’t Panic” surgem para recuperar todo o gás perdido pelas 5 faixas anteriores. Um trabalho coeso e poderoso, mas que assim como qualquer outro apresenta alguns deslizes. Destaque para a faixa “Something In the Way You Move”.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE”.


Are You Ready? – Abraham Mateo

Depois de atingir o top 10 de seu país de origem com o hit “All the Girls”, do álbum “Who I AM” (2014), chegou o momento do cantor espanhol Abraham Mateo dar continuidade à caminhada pela independência musical com “Are You Ready?”, seu 4º disco de inéditas. Movido pelo carro-chefe “Old School”, o material gravado e promovido pela “Sony Music Spain” foi liberado para compra na última semana (13/11) e surpreende o ouvinte ao fazer um bem bolado entre as línguas espanhola e inglesa. Com apenas 17 anos, Mateo parece querer seguir os passos de Enrique Iglesias e cada vez mais tem investido pesado na divulgação de seus trabalhos pelo continente norte-americano. Apesar de não inovar em nada e se mostrar um lançamento bem genérico (mais do mesmo), no fim das contas “Are You Ready?” se faz uma ótima dica para quem curte o teen-pop de outros astros da atual geração de cantores, como Austin Mahone e Cody Simpson. Destaque para a faixa “If I Can’t Have You”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “OLD SCHOOL”.


Ben Haenow – Ben Haenow

Saindo vitorioso da 11ª edição do reality britânico “The X Factor”, o álbum homônimo de Ben Haenow é o 1º gravado pelo novato sob o selo da “Syco Music” e da “RCA Records”, disponível para compra desde o dia 13/11. Recebendo o apoio da 1ª “American Idol” Kelly Clarkson, “Second Hand Heart” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do trabalho e acabou sendo liberada em forma de dueto pelos talentosos cantores. Trazendo 10 faixas na edição standard e 14 na deluxe, “Ben Haenow” conta com composições de Ryan Tedder, Benny Blanco e do próprio Ben, quem escreveu a maior parte das músicas que compõem o CD. Fazendo uma brecha no atual movimento mainstream que tem dominado as rádios de todo o planeta, o disco foi moldado pelo pop-rock e soa como uma amostra do que de melhor rolou há anos atrás nas paradas de sucesso. Pouco interessante, mas um ótimo começo para um nome tão jovem que ainda tem muito a aprender (por mais músicas como “Greatest Mistake” e menos como “Make It Back to Me”). Destaque para “One Night”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “SECOND HAND HEART”.


Kylie Christmas – Kylie Minogue

13º disco de inéditas lançado pela australiana Kylie Minogue na semana passada (13/11) com o apoio da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records”, “Kylie Christmas” traz uma coletânea de diversos clássicos da música natalina já regravadas por inúmeros cantores populares da indústria com outras 6 faixas inéditas compostas pela própria Kylie. Destaque para “100 Degrees”, o dueto com a irmã mais nova da veterana, Dannii Minogue. Não deixe de ler agora mesmo o nosso especial exclusivo sobre o “Kylie Christmas”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “100 DEGREES”.


Made in the A.M. – One Direction

Dando sequência aos seus projetos musicais (mas desta vez sem Zayn Malik), o quarteto formado por Harry, Louis, Niall e Liam divulgaram para o mundo seu 5º álbum de estúdio há 8 dias (13/11) com o objetivo de fazer de “Made in the A.M.” um dos seus trabalhos mais ecléticos, maduros e bem vistos pelo público geral. Destaque para a faixa “What I Feeling”. Não deixe de ler, ainda, o nosso especial exclusivo sobre o “Made in the A.M.”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “PERFECT”.


Purpose – Justin Bieber

Impressionando com uma versatilidade jamais vista antes, Justin Bieber foi capaz de recriar toda sua sonoridade com o lançamento de “Purpose”: seu 4º álbum de estúdio que estreou na semana passada (13/11) sob a proteção da “Def Jam Recordings” e traz inúmeras parcerias de ouro com cantores, compositores e produtores. Destaque para a faixa “I’ll Show You”. Não deixe de ler, também, o nosso especial exclusivo sobre o “Purpose”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “MARK MY WORDS”.


RELANÇAMENTOS

Title (Special Edition) – Meghan Trainor

Relançamento do 1º álbum de estúdio da novata Meghan Trainor que estreou no mercado em 9 de janeiro de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 15 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Title (Special Edition)” traz 4 faixas bônus – “Good to Be Alive”, “What If I (Guitar Version)”, “Title (Acoustic)” e “I’ll Be Home” – além dos vídeos gravados para os singles “Title”, “All About That Bass”, “Dear Future Husband” e “Like I’m Gonna Lose You”; e os bastidores destes 3 últimos. Destaque para a faixa “I’ll Be Home”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “DEAR FUTURE HUSBAND”.


Nick Jonas X2 – Nick Jonas

Relançamento do 2º álbum de estúdio do Nick Jonas em carreira solo que estreou no mercado em 10 de novembro de 2014, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 14 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Nick Jonas X2” traz 3 faixas bônus – “Levels”, “Area Code” e “Good Thing” (feat. Sage the Gemini) – e 4 novos remixes: “Chains (feat. Jhené Aiko)”, “Jealous (feat. Tinashe)”, “Teacher (Young Bombs Remix Radio Edit)” e “Levels (Alex Ghenea Radio Edit)”. Destaque para a faixa “Area Code”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “AREA CODE”.


Handwritten (Revisited) – Shawn Mendes

Relançamento do 1º álbum de estúdio do novato Shawn Mendes que estreou no mercado em 14 de abril de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard (porém “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much” tiveram suas versões de estúdio substituídas por versões ao vivo gravadas de uma apresentação do cantor realizada no “Greek Theater”), “Handwritten (Revisited)” traz ainda 4 faixas bônus inéditas: “I Know What You Did Last Summer” (feat. Camila Cabello), “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”. Destaque para a faixa “I Know What You Did Last Summer”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER”.


Para você, quais foram os melhores álbuns lançados durante este intenso ano de 2015? Deixe as suas respostas no campo para comentários mais abaixo e fique de olho por aqui para conferir muito mais sobre música pop.