Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás (#3)

Já não é novidade pra ninguém que acompanha o nosso blog que a música pop se tornou, a longo prazo, uma das temáticas mais frequentes de nossas resenhas e artigos especiais. Assim, dando continuidade a um quadro bastante popular por aqui (mas que no ano passado falhou bruscamente ao dar o ar de sua graça), é com prazer que ressuscitamos o “10 melhores álbuns de 10 anos atrás” com o que é, ao nosso ver, o melhor período vivenciado pela indústria musical contemporânea desde o início dos anos 2000 (reveja as partes 1 e 2).

Voltando para os dias de glória em que as rádios imortalizaram o melhor dos grandes produtores de outrora, é em ritmo de tremenda nostalgia que compilamos, a seguir, 10 discos inesquecíveis que farão você querer entrar em uma máquina do tempo para esquecer tudo o que ouviu recentemente. Ah, e não se esqueça de clicar nas capas dos álbuns para conferir um clipe de cada era, tá bem? Tudo certo? Então prepare-se para relembrar cada um destes hinários que bombaram muito há uma década, começando por:

10) EMPEZAR DESDE CERO – RBD

Gravadora: EMI Music

Lançamento: 20 de novembro de 2007

Singles: “Inalcanzable”, “Empezar Desde Cero” e “Y No Puedo Olvidarte”

Considerações: Conhecido como um dos maiores fenômenos da América Latina de todos os tempos, não é à toa que o RBD rapidamente conquistou milhares e milhares de fãs por todos os países em que a telenovela “Rebelde” chegou a ser exibida. Já experientes após o lançamento de 4 bem-sucedidos discos de estúdio, foi num tom mais intimista que os seis membros do grupo fizeram bonito ao nos entregar esta joia rara que abre o nosso “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Pegando emprestado o tradicional pop-rock chiclete característico de sua própria discografia (principalmente dos discos “Rebelde” e “Celestial”), “Empezar Desde Cero” traz letras mais reflexivas enquanto explora com maestria os vocais de Anahí, Dulce, Maite, Christopher, Alfonso e Christian. Dizendo adeus ao toque bem obscuro do queridinho “Nuestro Amor”, o 5º álbum do sexteto foi o grande responsável por nos apresentar aos hinos insuperáveis “Fuí La Niña”, “No Digas Nada” e “Sueles Volver” – e, ainda, fazer justiça ao dar mais espaço para a talentosíssima Maite Perroni, que pela primeira vez comandou um single (faixa-título) como vocalista principal

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 no “Mexican Albums Chart”, atingindo o #4 na sua quinta semana (número de vendas desconhecido)

9) THE BEST DAMN THING – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 17 de abril de 2007

Singles: “Girlfriend”, “When You’re Gone”, “Hot” e “The Best Damn Thing”

Considerações: É claro que não deixaríamos a primeira colocada da 1ª parte do nosso especial de fora – ainda mais quando, há exatos 10 anos, pudemos conferir um dos trabalhos mais controversos de toda a carreira de Avril Lavigne. Causando bastante barulho com o lançamento do carro-chefe “Girlfriend” (o qual, curiosamente, tornou-se o único #1 de Avril na “Billboard Hot 100” estadunidense), em “The Best Damn Thing” a canadense não teve medo de deixar o post-grunge totalmente de lado para priorizar um som bem alto-astral puxado mais para o pop e menos para o rock. Contrariando em muito uma significativa parcela de seus fãs que de cara reprovou a mudança repentina no estilo, a Princesinha do Pop-punk não demorou nada para deixar o seu jeito “largada” de lado e adotar uma personalidade cada vez mais provocativa. Musicalmente falando, entretanto, “The Best Damn Thing” foi certeiro e não economizou nos hits, sendo que “When You’re Gone” e “Hot” fizeram bastante sucesso pelo mundo e instantaneamente caíram no gosto popular

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 289.000 cópias na primeira semana

8) DELTA – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony BMG, Mercury Records

Lançamento: 20 de outubro de 2007

Singles: “In This Life”, “Believe Again”, “You Will Only Break My Heart” e “I Can’t Break It to My Heart”

Considerações: Você até pode nunca ter ouvido falar de uma das australianas mais talentosas da música internacional atual, mas, Delta Goodrem já havia governado o topo da “ARIA Albums Chart” com seus dois primeiros discos muito antes de repetir o feito com “Delta”. Enterrando seu passado sombrio que havia sido tão bem explorado em “Mistaken Identity” (2004), Goodrem não pensou duas vezes e, com suas energias totalmente recarregadas, tratou de entregar aos fãs um trabalho que realmente refletisse sua triunfal vitória sobre o linfoma de Hodgkin. Transmitindo boas energias em faixas luminosas como “Possessionless” e “God Laughs”, a loira não perdeu tempo e foi além ao nos presentear com um dos singles mais dançantes de sua bem estruturada discografia: a viciante “Believe Again”. Ah, e vale dizer ainda que o “Delta” chegou, inclusive, a estrear na “Billboard 200” estadunidense, na posição #116 (sendo este o único álbum de Goodrem, até o momento, a conseguir tal feito)

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Albums Chart” com vendas de 23.072 cópias na primeira semana

7) HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros.

Lançamento: 6 de fevereiro de 2007

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”

Considerações: Como se não bastasse ver seu nome decolar após protagonizar a franquia “High School Musical”, Ashley Tisdale deu um show de versatilidade quando anunciou sua carreira solo juntamente ao seu 1º álbum de inéditas, o “Headstrong”. Misturando uma pitada de synthpop a muito dance-pop e R&B da melhor qualidade, Tisdale não se acanhou nos batidões e, totalmente desvinculada de Sharpay Evans, deu ao mundo uma pequena prévia de todo o seu poderio vocal. Mesclando faixas que transbordavam o melhor da música eletrônica de uma década atrás (“He Said She Said”, “Goin’ Crazy”) à baladinhas românticas bem clichês e adolescentes (“Unlove You”, “We’ll Be Together”), a garota prodígio rapidamente passou de “uma das Disney stars mais queridas do mundo” para “um dos maiores sonhos de consumo do público masculino” – quando figurou na lista das 100 mulheres mais sexys de 2008, em #10, pela revista “Maxim”. E isso tudo com pouquíssimo tempo de carreira solo!

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 72.000 cópias na primeira semana

6) HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records, Hollywood Records

Lançamento: 26 de junho de 2007

Singles: “Make Some Noise”, “Nobody’s Perfect” e “Life’s What You Make It” / “See You Again” e “Start All Over”

Considerações: Mundialmente conhecida como o rosto por trás do sucesso da série de TV “Hannah Montana”, foi somente em 2008 que Miley Cyrus começou a fazer dinheiro por si mesma: quando liberou o disco “Breakout”. Entretanto, o que muita gente desconhece é que, um ano antes, diversas rádios internacionais já tocavam os hits da própria Miley; os quais haviam sido recém-lançados em conjunto à 2ª trilha-sonora do aclamado programa do Disney Channel. Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o álbum duplo que trazia 10 novas faixas da popstar adolescente mais famosa da TV e mais 10 novas faixas interpretadas por… Miley Cyrus. Enquanto “Hannah Montana 2” repetiu a dose da primeira soundtrack e trouxe à tona um pop mais fabricado destinado ao público infanto-juvenil, “Meet Miley Cyrus” experimentou uma porção de gêneros que culminou na primeira experiência madura de Cyrus como musicista. Compondo 8 das 20 músicas presentes no trabalho, foi nesta obra que a garota lançou o seu primeiro single, “See You Again”, e nos cativou com as pérolas “As I Am” e “Right Here”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 325.000 cópias na primeira semana

5) GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, SRP Music Group

Lançamento: 31 de maio de 2007

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”

Considerações: Não que Rihanna fosse uma total desconhecida quando seu prestigiado “Good Girl Gone Bad” chegou às prateleiras das lojas (até porque os hits “SOS” e “Pon de Replay” já haviam abocanhado o #1 e #2 da “Billboard Hot 100” muito antes disso), mas, não podemos negar que foi após o seu lançamento que a carreira da moça decolou de vento em popa. Auxiliada pelo mentor Jay-Z, que de quebra participou do lead single “Umbrella”, o 3º disco da barbadiana foi tão bem supervisionado que recebeu, ainda, o toque de Midas dos super respeitados Ne-Yo, Justin Timberlake, StarGate e Timbaland. Combinando um visual bastante exótico que somente o Caribe tem a oferecer com o vocal inconfundível da Rihanna, “Good Girl Gone Bad” irradiou um R&B bem gostosinho que com certeza não sai da sua cabeça até os dias de hoje. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte o álbum foi relançado sob o nome “Good Girl Gone Bad: Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, com o Maroon 5

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 162.000 cópias na primeira semana

4) BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 4 de outubro de 2007

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Considerações: Que há anos Jennifer Lopez concilia uma invejável carreira de sucesso em Hollywood com uma multiplatinada trajetória na música todos já estão cansados de saber. Porém, muito antes de migrar para as batidas do electro-pop e conquistar as pistas de dança com “On the Floor” e “Dance Again”, JLo ainda perambulava por um R&B bem mais suave e orquestral, e é esta a sonoridade que pudemos contemplar do início ao fim de “Brave”, o 6º de sua discografia. Solidificando o carro-chefe “Do It Well” como uma de suas canções mais icônicas, foi com bastante requinte e autoconfiança que a norte-americana de sangue latino nos bombardeou com o seu trabalho mais consistente até o momento. Finalmente impondo sua identidade e superando em muito seus álbuns anteriores (que, convenhamos, continham diversas faixas bem “tapa buraco”), Lopez não poupou na afinação e parece ter entregado tudo de si nas brilhantes “Hold It Don’t Drop It” e “Mile in These Shoes”. Destaque, ainda, para a refrescante “Forever” e a emocionante faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #12 na “Billboard 200” com vendas de 52.600 cópias

3) X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records

Lançamento: 21 de novembro de 2007

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”

Considerações: Completando, neste ano, três décadas de estrada, não é novidade para ninguém que a australiana Kylie Minogue é a proprietária de um dos catálogos mais respeitados dentro do meio musical internacional. E, foi há exatos 10 anos que tivemos a grandiosa honra de conhecer “X”, o 10º álbum de estúdio da veterana. Originalmente nomeado “Magnetic Electric”, o aguardadíssimo sucessor de “Body Language” (2003) foi, para Kylie, o mesmo que “Delta” foi para Delta Goodrem; isso porque, assim como a sua conterrânea, Minogue acabara de vencer uma árdua e superexposta batalha contra o câncer (de mama). Contando com a ajuda de profissionais de renome como Bloodshy & Avant, Guy Chambers e Calvin Harris, a voz que dá vida ao sucesso “In My Arms” revelou, à época, que não quis repetir toda a melancolia de “Impossible Princess” (1997) e deu preferência a um som bem mais alegre e contagiante. Seguindo as tendências do electro-pop, “X” é bastante eclético e compõe-se tanto de instrumentais mais sofisticados (como “Like a Drug” e “Sensitized”) quanto de baladinhas suaves e românticas (como “All I See” e “Cosmic”). Extravasando positividade, teve até espaço para “No More Rain”, a sensacional canção composta pela própria australiana no intuito de dizer adeus a seu triste diagnóstico anterior

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “ARIA Awards” com vendas de 16.000 cópias na primeira semana

2) DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 21 de março de 2007

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”

Considerações: Todo jovem artista que se lança na indústria do entretenimento possui a probabilidade de protagonizar, em determinado momento de sua trajetória, algum programa de televisão voltado ao público infantil. Apesar de Hilary Duff ter passado exatamente por isso, é claro que não demoraria muito para a moça entrar na vida adulta e demonstrar um forte desejo de mudar a sua imagem pública como profissional. Com anseios de amadurecimento, em “Dignity” a nova morena do pedaço conseguiu não apenas elaborar o melhor trabalho de sua carreira como também adquiriu o respeito de todos aqueles que não levavam a sério o seu brilhante engajamento como musicista. Perfeitamente envolvida na produção executiva e composição de seu 4º disco de inéditas, Duff teve tempo de sobra para nos contar um pouquinho mais sobre a separação de seus pais (“Stranger”, “Gypsy Woman”), o rompimento com o próprio namorado (possivelmente a faixa-título) e um feliz incidente envolvendo um stalker russo (“Dreamer”). Com vocais mais contidos combinados a instrumentais dançantes cheios de muita elegância, Hilary nunca esteve tão confortável em um trabalho que exalasse tanta honestidade e autodeterminação

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 140.000 cópias na primeira semana

1) BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 25 outubro de 2007

Singles: “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice”

Considerações: Eis que chegamos ao topo da nossa lista com o que é considerado, por muitos (inclusive por nós do Caí da Mudança), o melhor álbum pop deste milênio. E quando falamos em “Blackout” qualquer elogio definitivamente não é exagero! É curioso, contudo, que o maior nome por trás de sua criação não estivesse com o juízo completamente no lugar quando o carro-chefe “Gimme More” chegou em setembro de 2007 trazendo uma Britney Spears novinha em folha. Vivendo um verdadeiro inferno na Terra, a insubstituível Princesinha do Pop usou e abusou dos sintetizadores enquanto as composições do disco, claramente inspiradas pelas manchetes sensacionalistas dos tabloides da época, se encarregaram de expor uma crítica social e tanto. O sucesso foi tamanho que o 2º single do material, “Piece of Me”, entrou para a setlist de todas as turnês posteriores ao seu lançamento e ainda deu nome à atual residência que a cantora realiza em Las Vegas desde 2013, a “Britney: Piece of Me”. Tudo isso, é claro, não teria sido possível se não houvesse o envolvimento de mestres como Danja, Bloodshy & Avant, Kara DioGuardi, Keri Hilson e Jim Beanz. Em 2012, o “Rock and Roll Hall of Fame” incluiu “Blackout” em sua conceituada biblioteca musical

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 290.000 cópias na primeira semana


BÔNUS) MY DECEMBER – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 19 Recordings

Lançamento: 22 de junho de 2007

Singles: “Never Again”, “Sober”, “One Minute” e “Don’t Waste Your Time”

Considerações: Por fim, antes de encerrarmos a 3ª parte do “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”, cabe a nós incluir uma importante menção honrosa ao 3º álbum de estúdio da primeiríssima vencedora do “American Idol”, Kelly Clarkson. Bem diferente do pop-rock mainstream que dominou o exitoso “Breakaway” (2004), “My December” aposta toda as suas fichas em uma sonoridade bem mais pesada e expressiva fortemente influenciada pelo rock. Coescrevendo cada uma das 13 faixas presentes na edição standard, Clarkson não teve medo de dar uma pausa nas parcerias de sucesso proporcionadas por Max Martin e Dr. Luke e mergulhou de cabeça por um caminho bem mais intimista que de longe nos fez lembrar o saudoso “Thankful” (2003). Você certamente já ouviu o lead single “Never Again”, que atingiu o #8 da “Billboard Hot 100”

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 291.000 cópias na primeira semana


E aí, deixamos algum trabalho de fora? Em sua opinião quais são os 10 melhores lançamentos de 10 anos atrás? Conte-nos a sua opinião.

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Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 1)

Viajou nessas últimas semanas? Esteve trabalhando feito um escravo? Sofreu amnésia ou entrou em coma? Não se preocupe, pois chegou o momento de relaxar, encostar-se nas almofadas e ficar sabendo quais foram os mais recentes lançamentos que movimentaram o universo musical. A seguir, relacionei apenas alguns dos mais interessantes e consistentes trabalhos que chamaram a atenção do público e nos mostraram que, apesar de já estarmos quase no meio de outubro, ainda existe muita coisa para acontecer antes do ano acabar. Se liga só:


Vanessa Carlton quer que você tire um tempinho para admirar a natureza no lyric vídeo de “Willows”, faixa inédita do disco “Liberman”:

Depois de finalmente ouvir o novo EP da cantora, liberado em julho passado, e conferir o material inédito nele contido (o qual introduziu as eletrizantes “Take It Easy” e “Blue Pool”), devo admitir que cheguei a ficar um pouco preocupado com o atual rumo tomado por Vanessa Carlton. Quem acompanha a carreira da moça e já checou o maravilhoso “Rabbits on the Run”, de 2011, sabe que um som mais acústico e cru são o forte da musicista, como pudemos conhecer através dos singles “Carousel” e “I Don’t Want to Be a Bride”. E, para a minha felicidade, esta fantástica fórmula mágica pela qual Vanessa une seu doce vocal ao impressionismo e suavidade de seu piano foram acertadamente repetidas em “Willows”, canção inédita que estará presente em “Liberman”, o novo álbum da morena. Com previsão de estreia para o dia 23 de outubro deste ano (wow, falta menos de duas semanas), com certeza encontraremos no próximo trabalho muito desse naturalismo e misticismo que permeiam a vida e carreira da Srtª Carlton. Você pode saber um pouco mais sobre o som produzido por Vanessa acessando o nosso especial: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “WILLOWS”, A NOVA MÚSICA DA VANESSA CARLTON.


Despindo-se das polêmicas, Miley Cyrus lança balada emocional para promover o filme “Freeheld”! Conheça “Hands Of Love”:

Parece que minhas preces foram finalmente atendidas! Não é de hoje que eu tenho falado sobre todas as coisas loucas que Miley Cyrus tem feito desde que “We Can’t Stop” foi lançada há 2 anos, mas, se tudo correr da maneira que eu espero (e aguardo há muito tempo), a moça não deverá demorar muito para focar de vez em seu talento e se esquecer das irresponsabilidades que tem protagonizado (não que seja da minha conta, claro!). Abraçando sua pansexualidade, Miley foi a responsável por dar voz à brilhante “Hands Of Love”, música que promove o filme “Freeheld” e trará as atrizes Ellen Page e Julianne Moore no elenco. Composta pela multitalentosa Linda Perry (a mesma que está sempre trabalhando com Christina Aguilera), Cyrus decidiu caprichar desta vez e, diferente do que já aconteceu com algumas de suas demais baladas, se conteve mais nos vocais desta gravação. O resultado não poderia ter sido outro: a polêmica loira nos presenteou com uma bela música gravada por uma bela voz que não precisa gritar aqui e ali para provar que possui uma voz poderosa. Quer saber mais sobre o filme? Então acesse este link. Não deixe de ler ainda o nosso especial: “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”.

OUÇA AQUI “HANDS OF LOVE”, A NOVA MÚSICA DA MILEY CYRUS.


Joe Jonas está cheio de gás em “Cake By the Ocean”, o primeiro single de sua nova banda, a DNCE:

Jamais escondi o fato de que o Joe sempre foi o meu Jonas favorito, e parece que ganhei mais um motivo para continuar com essa preferência! Não se abalando com a morna movimentação de seu primeiro álbum solo no mercado musical (o “Fastlife”, de 2011), o irmão do meio dos Jonas Brothers decidiu dar um tapa na poeira e anunciou, neste ano, a formação da sua nova banda: a DNCE. Aliando-se à JinJoo Lee (na guitarra), Cole Whittle (no baixo e teclado) e ao antigo baterista dos JB, Jack Lawless, Joe e seus parceiros fizeram bem em escolher “Cake By the Ocean” como o seu single de estreia. Assinando com a “Republic Records” e partindo para o dance-rock, o grupo (e o seu vocalista, principalmente) parece finalmente ter encontrado um caminho próprio na indústria e demonstra que vai persistir para dar força ao seu nome e sair do “anonimato”. Ah, e se você acha que ele desistirá fácil de fazer da DNCE uma banda tão popular quanto a Jonas Brothers, talvez seja melhor mudar de ideia: “eu tenho a minha cabeça no lugar. Estou pronto para chegar lá e construir uma base de fãs” disse Joe, categórico, em recente entrevista à “Billboard”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “CAKE BY THE OCEAN”, A NOVA MÚSICA DA DNCE.


Livre, leve e solta, Selena Gomez está uma delicinha em “Me & the Rhythm”, a nova faixa promocional do álbum “Revival”:

Selena Gomez já dizia há certo tempo que seu segundo disco solo, “Revival” (lançado oficialmente nesta última sexta-feira, 09/10), seria um grande projeto, mas eu tenho certeza que muitos duvidavam o quão essa informação poderia ser mesmo verdadeira. Movendo a divulgação do material, “Me & the Rhythm” foi a canção escolhida para funcionar como a primeira e única faixa promocional do álbum, liberada direto para a loja virtual da Apple, o iTunes. Composta pela própria morena ao lado de Julia Michaels, Justin Tranter, Mattias Larsson e Robin Fredriksson (e produzida pelos dois últimos), a música brinca com as batidas da deep house e a influência da disco music, tendo sido frequentemente comparada pelos críticos de plantão à Donna Summer e o som que bombou nos anos 70. Encontrando o perfeito equilíbrio entre o sex appeal e os limites de sua voz, é muito bom que Gomez tenha parado de tentar alcançar as difíceis notas produzidas em seus discos anteriores para gravar algo mais condizente com a sua realidade (que é tão harmônica e bonita como a de qualquer outra grande vocalista). “Eu começo a sentir agora como se realmente fosse livre, e estou livre. O calor é mútuo, não importa qual seja a sua história, seja livre comigo”. Logo, logo estará disponível aqui no blog a nossa resenha sobre o “Revival”, então fique de olho! ATUALIZADO: leia aqui “De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’.”

OUÇA AQUI “ME & THE RHYTHM”, A NOVA MÚSICA DA SELENA GOMEZ.


Lady Gaga ensina o que é ser fashion no cover de “I Want Your Love”, a música originalmente gravada pelo Chic que promove a coleção primavera/verão da “Tom Ford”:

Desde os primeiros singles do álbum “The Fame”, de 2008, Lady Gaga jamais teve medo de aventurar-se por uma carreira na música paralela ao mundo da moda, uma cultura que sempre esteve muito presente em seus trabalhos visuais e nas letras de suas composições. Atingindo o ápice de seu expressionismo fashion em “Bad Romance”, single de 2009 que fez da cantora um dos maiores nomes do novo milênio, a nova-iorquina resolveu relembrar um pouco as suas origens com a coleção primavera/verão da “Tom Ford”, uma das maiores marcas do mercado da moda. Regravando o hit “I Want Your Love”, que foi sucesso na voz da banda Chic nos anos 70, Gaga é vista no vídeo desfilando super à vontade ao lado de diversos modelos que estão vestindo as peças de roupa da coleção preparada por Ford e sua equipe. Ainda não sabemos quais serão os caminhos trilhados pelo próximo álbum da cantora, mas, se tiver o mínimo de “I Want Your Love” já saberemos que será um arraso. Depois de todo aquele clima pesado trazido pela era “ARTPOP”, é quase libertador ver a cantora em um som mais descontraído, não é mesmo?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “I WANT YOUR LOVE”, A NOVA MÚSICA DA LADY GAGA.


“Confident”, o novo single de Demi Lovato, ganha megaprodução que conta com a participação especial de Michelle Rodriguez:

Demi estava de boas, dormindo na prisão de segurança máxima, quando foi convocada pelo pessoal de lá para caçar ninguém menos que Michelle Rodriguez, uma das personalidades mais marcantes da série de filmes “Resident Evil”. Movida pela condição de que, se capturasse a inimiga receberia o perdão da Justiça, a morena se envolve em diversos combates corpo a corpo para cumprir seu objetivo e se ver livre da nada saborosa comida da prisão. Musicalmente, a primeira impressão que tive de “Confident” me remeteu às antigas demos de 2009 gravadas e descartadas por Ashley Tisdale e Vanessa Hudgens, mas não há como negar que Lovato se dá muito melhor com a música predominantemente pop à eletrônica. Com vocais muito mais efetivos que o first single “Cool for the Summer”, “Confident” apresenta uma letra perfeitamente condizente com a atual fase vivida pela cantora, que parece finalmente estar em paz com seu corpo e mente. Afinal: “o que há de errado em ser confiante?”. O novo álbum de Demi está programado para ser lançado no dia 16 de outubro deste ano (leia aqui a nossa resenha).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “CONFIDENT”, A NOVA MÚSICA DA DEMI LOVATO.


Os garotos do Echosmith estão prontos para o baile de primavera em “Let’s Love”, o quarto single do álbum “Talking Dreams”:

“Cool Kids”, o primeiro single da banda Echosmith, foi lançada há quase 2 anos e meio e se tornou um dos maiores sucessos pop-indie que os EUA e o mundo pode acompanhar nesta atual década. A música pegou um ótimo #13 na “Billboard Hot 100” e de lá pra cá outras duas (“Come Together” e “Bright”) chegaram para dar continuidade ao legado recém-construído pelos irmãos Graham, Sydney, Noah e Jamie Sierota. Finalmente conseguindo se tornar as “crianças legais” que tanto sonharam, agora é a vez de “Let’s Love” não deixar a peteca cair e prolongar a estadia do grupo sob as luzes dos holofotes. Composta pelos quatro membros ao lado de seu pai, Jeffery David, os meninos formam no clipe da canção aquela descolada banda que toca nos tão sonhados bailes de primavera dos colégios norte-americanos. Com direito a muitas bolas de espelho (ou popularmente chamadas de disco balls) e vários filhotinhos de cachorro super fofos, os Sierota vão em “Let’s Love” te dar mais um motivo para amar a banda e ficar de olho nos seus próximos lançamentos.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LET’S LOVE”, A NOVA MÚSICA DA ECHOSMITH.


A segunda parte desse especial estará disponível em breve. Não perca!

12 performances vocais da Miley Cyrus que todos deveriam conhecer

Desde que passou no teste para estrelar uma série de TV na qual interpretava uma sensação da música pop adolescente, Miley Cyrus foi ano após ano se destacando não apenas no cenário televiso, mas também no musical. Participando de 5 trilhas sonoras e liberando ao longo do tempo o seu próprio material principal (o qual é formado atualmente de 4 álbuns de estúdio, 1 extended play e 1 álbum independente), podemos verificar em uma rápida busca pelo YouTube que inúmeras foram as apresentações ao vivo protagonizadas pela garota prodígio.

Ao mesmo passo em que cresceu e tornou-se uma mulher rodeada de muita polêmica devido à sua sexualidade aguçada, Miley Smiley precisou também amadurecer como artista e abandonar algumas técnicas de canto nada saudáveis para suas cordas vocais já desenvolvidas desde muito cedo. Passando por inúmeras mudanças de estilo e gênero musical, ao consultarmos suas mais variadas performances que se iniciaram num longínquo 2006, podemos constatar que o tempo e um bom treinamento vocal foram essenciais para que a cantora proporcionasse a seus fãs um som de melhor qualidade.

A questão é: quando não está fazendo referência ao seu próprio corpo pelas redes sociais ou apologia ao uso liberado de drogas, a Srtª Cyrus constantemente nos proporciona algumas dignas apresentações gravadas totalmente ao vivo e de uma desenvoltura invejável. A seguir, selecionei 12 destas performances datadas cronologicamente que qualquer admirador da cultura pop deve, por obrigação, conhecer antes de se pronunciar por aí sobre qualquer coisa que relacione a nossa tão corajosa aprendiz de Madonna. Estão preparados?

Caso algum vídeo esteja indisponível no player acima, segue abaixo a nossa lista de apresentações indexadas:


7 Things (no Teen Choice Awards, em 2008)

Fly On The Wall (no American Music Awards, em 2008)

Just a Girl (em show promocional da 3ª temporada de Hannah Montana, em 2008)

Breakout (na Wonder World Tour, em 2009)

When I Look At You (no American Idol, em 2010)

Liberty Walk (na casa de shows House Of Blues, em 2010)

Every Rose Has Its Thorn (na casa de shows House Of Blues, em 2010)

You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (no Jimmy Kimmel Live, em 2012)

Party In The U.S.A. (no Today Show, em 2013)

We Can’t Stop (no Good Morning America, em 2013)

4×4 (no MTV Unplugged, em 2014)

Dooo It! (no Video Music Awards, em 2015)


E aí, qual apresentação é a sua favorita? Existe alguma outra que você tenha visto e que não consta em nossa relação? Nos dê a sua opinião. 😉

Se você gostou desta publicação, talvez queira dar uma olhadinha também em “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”, nosso mais recente artigo sobre a cantora.

O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?

Conquistando o mundo como a garotinha divertida que durante o dia levava uma vida comum no colegial e à noite se transformava em uma superestrela da música pop, foi graças a série “Hannah Montana” que Miley Cyrus teve a oportunidade de se lançar no universo do entretenimento em meados de 2006. Moldando uma carreira consagrada com diversos #1s na “Billboard 200” e demais paradas de sucesso, a atração do “Disney Channel” não apenas proporcionou à filha de Billy Ray a oportunidade de ser uma das protagonistas mais adoradas da face da Terra, como também de investir na sua própria trajetória individual.

Desde que lançou três discos e um EP sob o seu próprio nome (“Meet Miley Cyrus”, “Breakout”, “The Time Of Our Lives” e “Can’t Be Tamed”), todos gravados nos estúdios da “Hollywood Records”, Miley teve um bom tempo para se desvincular do papel que a havia feito famosa e correr atrás do que sempre sonhara desde muito cedo: sua liberdade. Contudo, isso não acabou acontecendo e, para sua infelicidade, tudo com o que resolveu trabalhar (tanto filmes quanto álbuns) resultou naquele típico rótulo de “mais um trabalho assinado pela garota por trás de Hannah Montana”.

Quando um artista se envolve em um grande projeto que o torna mundialmente conhecido, é natural que as pessoas o associem costumeiramente ao papel desempenhado, e, por óbvio, o questionem sobre tal personagem em quase todas as entrevistas concedidas para jornais, revistas e programas de TV possíveis. Nos cinemas podemos citar como exemplo o talentoso Daniel Radcliffe, que, por conta de sua dedicação ao interpretar Harry Potter, acabou recebendo o encargo de lidar com a imagem do bruxinho órfão para todos os cantos em que resolvia aparecer. Enquadrando-se no mesmo cenário musical-televisivo de Miley, encontramos ainda a sempre simpática Hilary Duff, atriz e cantora que precisou superar as constantes comparações à Lizzie McGuire para crescer e protagonizar seus próprios projetos paralelos (e que, diga-se de passagem, o fez com total maestria).

Entretanto, por que que com a Srtª Cyrus toda essa transição de imagem se deu em proporções tão gigantescas e aterrorizantes? Para responder este questionamento, nós devemos primeiro voltar 5 anos no tempo e analisarmos a era que sucedeu o extended play “The Time Of Our Lives” e antecedeu o disco “Can’t Be Tamed”. Desde o seu hit “Party In The U.S.A.”, Miley Cyrus veio aos poucos abraçando um gênero musical mais adulto combinado com figurinos mais ousados, sempre se envolvendo em uma polêmica aqui e ali (quem não se lembra do mini pole-dance coreografado no “Teen Choice Awards” de 2009 que causou aquele falatório desnecessário?). Apesar de sua busca por maturidade ter começado por aí, foi somente depois de seu terceiro disco solo, liberado em 2010, que a cantora e atriz escancarou para o mundo que estava cansada de ser usada pela indústria do entretenimento e que ansiava por uma quebra de padrões.

Em uma tentativa de abraçar um novo público, em “Can’t Be Tamed” Cyrus resolveu “se inspirar na música eletrônica de Lady Gaga” e procurou por horizontes totalmente diferentes daqueles em que havia caminhado desde “See You Again”, seu primeiro single fora de “Hannah Montana”. Trazendo diversos desabafos coescritos pela própria Miley ao lado de Antonina Armato, John Shanks e Tim James, a antiga morena anunciou como carro-chefe a faixa-título do trabalho e proclamou que “não poderia ser domada” tão facilmente pelo pessoal por trás de sua imagem pública. Mesmo que não tenha sido tão bem recebido pelo público e pela crítica especializada da época, “Tamed” possui muito da essência que Miley tanto rejeitou após a entrada da era “Bangerz”. Exemplos disso são as faixas “Liberty Walk” e “Robot”, nas quais a cantora deu um chega pra lá em seus antigos patrões e nos contou um pouquinho das atrocidades que somente quem esteve presente nos bastidores teve conhecimento.

“Não viva uma mentira, essa é a sua única vida, você não vai se perder, apenas ande, pois essa é a caminhada pela liberdade, então diga adeus para as pessoas que te amarraram. Sinta seu coração outra vez. Respirando um novo oxigênio, liberte-se e não deixe de respirar nunca mais. Não fique com medo de tomar uma atitude, não vai doer, simplesmente faça o que você nasceu para fazer, tudo funciona assim. Não escute todas as pessoas que tanto odeiam, tudo que eles fazem é te ajudar a cometer os seus erros por você, você não pertence a elas. Eu já te disse, tudo ficará bem, nós vamos conseguir, quando vivermos”: trechos de “Liberty Walk”.

“Tem sido assim desde o começo, um pedaço depois de outro para fazer o meu coração. Mas o barulho do aço, a batida e o ranger gritam para me lembrar quem decide minha vida. Com o tempo tudo morre, nada sobra por dentro, só metal enferrujado que nunca nem foram meus. Vou gritar, mas sou apenas essa casca superficial, esperando aqui, implorando. Por favor, me liberte para que eu possa sentir. Pare de tentar viver minha vida por mim, eu peciso respirar, eu não sou o seu robô. Para de dizer que sou parte dessa grande máquina, estou me libertando, você não vê? Não posso me mover, não posso sentir. Você me deu olhos, então agora eu vejo que não sou seu robô, sou apenas eu. Todo esse tempo eu fui enganada, não havia nada além fios interligados na minha cabeça. Fui ensinada a pensar que o que eu sinto não importa, até você dizer que é real”: trechos de “Robot”.

2013 chegou e uma nova Miley Cyrus totalmente repaginada nos foi reintroduzida ao som de “We Can’t Stop”, o first single da era “Bangerz”. Renegando tudo o que já havia feito até aqui e afirmando que o novo disco era considerado o seu “primeiro álbum de verdade”, Cyrus fez tanta questão de enterrar o passado que apenas duas de suas canções antigas entraram para a setlist da “Bangerz Tour”: “Party In The U.S.A.” e “Can’t Be Tamed”. Todavia, nem tudo mudou tanto assim de um dia para o outro e, diversos indícios de que uma pequena parte da personalidade de Miley já conhecida pelo público ainda existia dentro de si, acabaram sendo demonstrados no decorrer destes últimos dois anos.

Seja por não querer participar do “esquadrão de Taylor Swift” ou por criticar o mimimi de Nicki Minaj ao trazer à tona toda uma luta racial que perdura há séculos apenas por não ter sido indicada a uma categoria do “VMA” por uma música de qualidade duvidosa, Cyrus felizmente ainda acredita que o ódio e a liberdade de expressão não devem perfazer o mesmo caminho juntos. É claro que todo esse furdúncio envolvendo preconceito e exposição da mídia culminou em um grande atrito entre as cantoras no próprio palco do “Video Music Awards” deste ano, mas, mais uma vez sendo fiel aos seus ideais, a loira se saiu bem da situação e respondeu a rapper sem abaixar o nível ou partir para a agressão. Bem semelhante ao “radiate love” espalhado pela artista em 2011 e que se tornou um lema para os fãs, não?

Demonstrando ainda todo o carinho que possui pelos seus smilers e indo em direção contrária à guerra travada por Taylor Swift contra os serviços de streaming, recentemente foi liberado na web pela loira o “Miley Cyrus and her Dead Petz”, álbum completamente gratuito e lançado de forma independente. Não visando qualquer fim lucrativo e nadando contra a maré da industrialização da música atual, a cantora revelou há menos de uma semana que “gosta de fazer a música que tem vontade” e acrescentou não ter gasto nem 50 mil dólares no material em questão.

Pode ser difícil de imaginar, mas, se por um lado temos a Miley V1D4 L0K4 que está pouco se lixando para o que dizem a seu respeito, por outro encontramos também os resquícios de uma criança submetida a uma vida nada fácil carregada de muitas responsabilidades. Contando um pouco sobre o inferno que era ser submetida a toneladas de maquiagem e a uma jornada de trabalho que se resumia a passar 12 horas diárias nos estúdios de gravação, a jovem contou para a “Marie Claire” deste mês que adquiriu sérios problemas de ansiedade desde que estrelou o programa do “Disney Channel”. Dá pra acreditar que a primeira menstruação da menina ocorreu durante uma das filmagens de “Hannah Montana” enquanto usava uma calça branca? Pois é, e essa história não acaba por aqui! De acordo com ela, a pressão era tamanha que equipe do seriado a colocou para “parecer com alguém que não era, o que provavelmente me causou alguma deformidade corporal. Eu tinha sido embelezada todos os dias por tanto tempo, que, de repente, quando estive fora da série, comecei a pensar: ‘quem diabos sou eu?’.”

Se antes as polêmicas se faziam presentes um dia ou outro no cotidiano da musicista, agora elas se tornaram o nome do meio da nascida Destiny Hope Cyrus. Estampando 9 a cada 10 manchetes de tabloides do mundo inteiro em decorrência de suas aparições com roupas inapropriadas, performances sexualizadas e entrevistas carregadíssimas de um linguajar grosseiro, a cantora passou a ser mais conhecida por sua irreverência do que pelo talento que realmente sempre carregou consigo. Tornando-se uma caricatura de si mesma, Miley tem recebido tanta atenção da mídia e do público que transformou-se em uma nova artista completamente diferente de quem já foi um dia. Mas, a questão que não quer calar é: qual é a verdadeira Miley?

Essa é uma pergunta que não cabe a qualquer um responder, mas a própria Miley Cyrus. O tempo é o melhor remédio e eu realmente acredito que vai chegar uma hora em que a Srtª Cyrus se dará conta de tudo o que tem feito para fugir dos seus antecedentes na música e abraçará as prerrogativas de ter interpretado um dos maiores personagens da cultura pop infantil. Nenhum de nós quer ser controlado o tempo todo, Miley, mas, será que não chegou o momento de desacelerar esse ritmo desenfreado e tomar as rédeas da sua própria vida?

Confira os lançamentos musicais que rolaram ontem no “VMA 2015”

A edição de 2015 do “Video Music Awards” rolou ontem (30/07), em L.A. e, como já é de conhecimento do público, diversas apresentações encabeçadas pelos cantores mais badalados da atualidade serviram de entretenimento para os milhões de telespectadores que acompanharam o evento em tempo real. Em uma noite em que não tivemos a presença de membros ilustres como Lady Gaga, Madonna ou Beyoncé com suas energias contagiantes, o jeito foi se contentar com algumas performances mais modestas de Demi Lovato e Justin Bieber.

E, como se não bastasse todo o frisson causado pela competição que elegeu os melhores videoclipes lançados no decorrer do ano, diversas surpresas acabaram vindo à tona em uma das edições mais paradas da história do evento. Seja pelos inúmeros prêmios levados por Taylor Swift para casa, pela apresentação da loira ao lado da Nicki Minaj ou pela treta envolvendo a rapper de “The Night Is Still Young” com a ex-Hannah Montana, o “VMA” deste ano serviu também de cenário para o lançamento de alguns materiais inéditos por parte de alguns dos convidados da premiação. Vamos dar uma conferida nessas novidades?


Em “Levels”, Nick Jonas quer mostrar que cresceu e não é mais o caçula bobinho dos Jonas Brothers:

O integrante mais jovem da popular banda de pop-rock dos anos 2000 já havia nos dado pequenos indícios de que possuía planos para focar sua música na carreira solo, mas, depois que seu irmão Joe se lançou em 2011 e pouco chamou a atenção dos charts, muito se questionou se Nick seguiria em frente ou não. Lançando seu disco homônimo e emplacando os singles “Chains” e “Jealous” dentro do top 20 da “Billboard Hot 100” (#13 e #7, respectivamente), Nicholas vem agora com sua nova música de trabalho para firmar ainda mais a imagem de sex symbol que adquiriu no ano passado. Chamando diversas dançarinas para sensualizar ao seu lado em um galpão abandonado repleto de pneus, latões, ventiladores e cadeiras bem posicionadas, o cantor provavelmente sabe que é o momento de procurar por estabilidade comercial e já prepara um novo disco que deverá sair em breve. Não que “Levels” vá acrescentar muito à sua discografia inicial, mas, às vezes, um homem só precisa seguir a sua natureza e agir como um homem.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LEVELS”, DO NICK JONAS.


É hora da redenção! À procura de uma nova imagem pública, Justin Bieber aposta todas as suas fichas em “What Do You Mean?”:

Depois de se meter em uma série de problemas que relacionou prisões, brigas com os paparazzi, encontros com prostitutas e um suspeito envolvimento com drogas, Justin Bieber passou um bom tempo recluso do mundo do entretenimento sem liberar qualquer novidade. Entretanto, sempre é chegado um momento de retornar e, foi com o dueto na música “Where Are Ü Now”, do Jack Ü, que o garoto prodígio decidiu neste ano dar um tapa no passado e dizer para as pessoas que estava pronto para recuperar a sua carreira. Limpando sua imagem de bad boy, Bieber é um cara todo romântico no clipe de “What Do You Mean?”, o atual single de trabalho do canadense – e, como não poderia deixar de ser, é necessário apenas um minuto e meio para Justin tirar as suas roupas e mostrar as tatuagens para as suas fieis seguidoras. Assim como “Levels”, “What Do You Mean?” ganha alguns pontos positivos por ter aquela pegada chiclete que grudará na sua cabeça (mesmo que, para isso, não tenha metade do potencial de “Boyfriend” ou “As Long As You Love Me”). Quem sabe o 2º single não nos impressione mais, não?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”WHAT DO YOU MEAN?”, DO JUSTIN BIEBER.


Taylor Swift não cansa de nos surpreender e é uma atriz hollywoodiana em “Wildest Dreams”:

Após uma superexposição com o álbum “1989” e o sucesso incontestável de “Shake It Off”, “Blank Space” e “Bad Blood”, muitos de vocês devem estar saturados de ouvir o nome “Taylor Swift” por aí, mas não há como negar que a norte-americana sabe como conduzir uma grande produção. Dando continuidade ao seu sólido legado construído no pop, a 9ª faixa de seu 5º disco de inéditas foi a escolha da vez para seguir os passos de “Style” e deixar o mainstream como segundo plano. Repaginando seu visual e utilizando-se de uma peruca escura para viver uma atriz de cinema que contracena com o galã Scott Eastwood, Swift mostrou seu lado mais humanitário ao reverter todos os lucros obtidos com o vídeo da música para uma instituição que dedica seu trabalho à conservação dos animais, a “African Parks Foundation of America”. Composta pela própria Taylor ao lado de Max Martin e Shellback (e produzida pelos últimos), a moça tem acertado bem em chamar o Joseph Kahn para gravar os seus clipes, não? Okay Taylor, nós adoramos “Wildest Dreams”, mas cadê “Out Of The Woods” e “Welcome To New York”?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”WILDEST DREAMS”, DA TAYLOR SWIFT.


Parece que a era Bangerz está só começando! Já viu “Dooo It!”, a nova da Miley Cyrus?:

Quando “Adore You” encerrou a divulgação do “Bangerz” e nada mais sobre essa era foi anunciado pela mídia, eu realmente cheguei a acreditar que Miley Cyrus estaria se inspirando para criar um projeto muito maior e melhor. Mero engano! Porém, se existe algo em que a intérprete de “We Can’t Stop” tem se saído bem é em não dar a mínima para o que as pessoas acham dela, inclusive este que vos escreve. Lançando um novo álbum completamente independente que possui inimagináveis 23 faixas, “Miley Cyrus and Her Dead Petz” é o nome do EP liberado pela loira na noite de ontem e que pode ser ouvido gratuitamente aqui. O primeiro single do trabalho, “Dooo It”, é o mesmo apresentado por Cyrus no palco do “VMA” ao lado de diversas drag queens e também já teve o seu clipe adicionado ao YouTube. Lambuzando-se com muito glitter enquanto fuma um baseado e mostra sua língua feroz para quem quiser ver, Miley está… sinto muito, mas não consegui ver o vídeo completo (será que você vai ser capaz?).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”DOOO IT”, DA MILEY CYRUS.