Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 1)

Viajou nessas últimas semanas? Esteve trabalhando feito um escravo? Sofreu amnésia ou entrou em coma? Não se preocupe, pois chegou o momento de relaxar, encostar-se nas almofadas e ficar sabendo quais foram os mais recentes lançamentos que movimentaram o universo musical. A seguir, relacionei apenas alguns dos mais interessantes e consistentes trabalhos que chamaram a atenção do público e nos mostraram que, apesar de já estarmos quase no meio de outubro, ainda existe muita coisa para acontecer antes do ano acabar. Se liga só:


Vanessa Carlton quer que você tire um tempinho para admirar a natureza no lyric vídeo de “Willows”, faixa inédita do disco “Liberman”:

Depois de finalmente ouvir o novo EP da cantora, liberado em julho passado, e conferir o material inédito nele contido (o qual introduziu as eletrizantes “Take It Easy” e “Blue Pool”), devo admitir que cheguei a ficar um pouco preocupado com o atual rumo tomado por Vanessa Carlton. Quem acompanha a carreira da moça e já checou o maravilhoso “Rabbits on the Run”, de 2011, sabe que um som mais acústico e cru são o forte da musicista, como pudemos conhecer através dos singles “Carousel” e “I Don’t Want to Be a Bride”. E, para a minha felicidade, esta fantástica fórmula mágica pela qual Vanessa une seu doce vocal ao impressionismo e suavidade de seu piano foram acertadamente repetidas em “Willows”, canção inédita que estará presente em “Liberman”, o novo álbum da morena. Com previsão de estreia para o dia 23 de outubro deste ano (wow, falta menos de duas semanas), com certeza encontraremos no próximo trabalho muito desse naturalismo e misticismo que permeiam a vida e carreira da Srtª Carlton. Você pode saber um pouco mais sobre o som produzido por Vanessa acessando o nosso especial: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “WILLOWS”, A NOVA MÚSICA DA VANESSA CARLTON.


Despindo-se das polêmicas, Miley Cyrus lança balada emocional para promover o filme “Freeheld”! Conheça “Hands Of Love”:

Parece que minhas preces foram finalmente atendidas! Não é de hoje que eu tenho falado sobre todas as coisas loucas que Miley Cyrus tem feito desde que “We Can’t Stop” foi lançada há 2 anos, mas, se tudo correr da maneira que eu espero (e aguardo há muito tempo), a moça não deverá demorar muito para focar de vez em seu talento e se esquecer das irresponsabilidades que tem protagonizado (não que seja da minha conta, claro!). Abraçando sua pansexualidade, Miley foi a responsável por dar voz à brilhante “Hands Of Love”, música que promove o filme “Freeheld” e trará as atrizes Ellen Page e Julianne Moore no elenco. Composta pela multitalentosa Linda Perry (a mesma que está sempre trabalhando com Christina Aguilera), Cyrus decidiu caprichar desta vez e, diferente do que já aconteceu com algumas de suas demais baladas, se conteve mais nos vocais desta gravação. O resultado não poderia ter sido outro: a polêmica loira nos presenteou com uma bela música gravada por uma bela voz que não precisa gritar aqui e ali para provar que possui uma voz poderosa. Quer saber mais sobre o filme? Então acesse este link. Não deixe de ler ainda o nosso especial: “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”.

OUÇA AQUI “HANDS OF LOVE”, A NOVA MÚSICA DA MILEY CYRUS.


Joe Jonas está cheio de gás em “Cake By the Ocean”, o primeiro single de sua nova banda, a DNCE:

Jamais escondi o fato de que o Joe sempre foi o meu Jonas favorito, e parece que ganhei mais um motivo para continuar com essa preferência! Não se abalando com a morna movimentação de seu primeiro álbum solo no mercado musical (o “Fastlife”, de 2011), o irmão do meio dos Jonas Brothers decidiu dar um tapa na poeira e anunciou, neste ano, a formação da sua nova banda: a DNCE. Aliando-se à JinJoo Lee (na guitarra), Cole Whittle (no baixo e teclado) e ao antigo baterista dos JB, Jack Lawless, Joe e seus parceiros fizeram bem em escolher “Cake By the Ocean” como o seu single de estreia. Assinando com a “Republic Records” e partindo para o dance-rock, o grupo (e o seu vocalista, principalmente) parece finalmente ter encontrado um caminho próprio na indústria e demonstra que vai persistir para dar força ao seu nome e sair do “anonimato”. Ah, e se você acha que ele desistirá fácil de fazer da DNCE uma banda tão popular quanto a Jonas Brothers, talvez seja melhor mudar de ideia: “eu tenho a minha cabeça no lugar. Estou pronto para chegar lá e construir uma base de fãs” disse Joe, categórico, em recente entrevista à “Billboard”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “CAKE BY THE OCEAN”, A NOVA MÚSICA DA DNCE.


Livre, leve e solta, Selena Gomez está uma delicinha em “Me & the Rhythm”, a nova faixa promocional do álbum “Revival”:

Selena Gomez já dizia há certo tempo que seu segundo disco solo, “Revival” (lançado oficialmente nesta última sexta-feira, 09/10), seria um grande projeto, mas eu tenho certeza que muitos duvidavam o quão essa informação poderia ser mesmo verdadeira. Movendo a divulgação do material, “Me & the Rhythm” foi a canção escolhida para funcionar como a primeira e única faixa promocional do álbum, liberada direto para a loja virtual da Apple, o iTunes. Composta pela própria morena ao lado de Julia Michaels, Justin Tranter, Mattias Larsson e Robin Fredriksson (e produzida pelos dois últimos), a música brinca com as batidas da deep house e a influência da disco music, tendo sido frequentemente comparada pelos críticos de plantão à Donna Summer e o som que bombou nos anos 70. Encontrando o perfeito equilíbrio entre o sex appeal e os limites de sua voz, é muito bom que Gomez tenha parado de tentar alcançar as difíceis notas produzidas em seus discos anteriores para gravar algo mais condizente com a sua realidade (que é tão harmônica e bonita como a de qualquer outra grande vocalista). “Eu começo a sentir agora como se realmente fosse livre, e estou livre. O calor é mútuo, não importa qual seja a sua história, seja livre comigo”. Logo, logo estará disponível aqui no blog a nossa resenha sobre o “Revival”, então fique de olho! ATUALIZADO: leia aqui “De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’.”

OUÇA AQUI “ME & THE RHYTHM”, A NOVA MÚSICA DA SELENA GOMEZ.


Lady Gaga ensina o que é ser fashion no cover de “I Want Your Love”, a música originalmente gravada pelo Chic que promove a coleção primavera/verão da “Tom Ford”:

Desde os primeiros singles do álbum “The Fame”, de 2008, Lady Gaga jamais teve medo de aventurar-se por uma carreira na música paralela ao mundo da moda, uma cultura que sempre esteve muito presente em seus trabalhos visuais e nas letras de suas composições. Atingindo o ápice de seu expressionismo fashion em “Bad Romance”, single de 2009 que fez da cantora um dos maiores nomes do novo milênio, a nova-iorquina resolveu relembrar um pouco as suas origens com a coleção primavera/verão da “Tom Ford”, uma das maiores marcas do mercado da moda. Regravando o hit “I Want Your Love”, que foi sucesso na voz da banda Chic nos anos 70, Gaga é vista no vídeo desfilando super à vontade ao lado de diversos modelos que estão vestindo as peças de roupa da coleção preparada por Ford e sua equipe. Ainda não sabemos quais serão os caminhos trilhados pelo próximo álbum da cantora, mas, se tiver o mínimo de “I Want Your Love” já saberemos que será um arraso. Depois de todo aquele clima pesado trazido pela era “ARTPOP”, é quase libertador ver a cantora em um som mais descontraído, não é mesmo?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “I WANT YOUR LOVE”, A NOVA MÚSICA DA LADY GAGA.


“Confident”, o novo single de Demi Lovato, ganha megaprodução que conta com a participação especial de Michelle Rodriguez:

Demi estava de boas, dormindo na prisão de segurança máxima, quando foi convocada pelo pessoal de lá para caçar ninguém menos que Michelle Rodriguez, uma das personalidades mais marcantes da série de filmes “Resident Evil”. Movida pela condição de que, se capturasse a inimiga receberia o perdão da Justiça, a morena se envolve em diversos combates corpo a corpo para cumprir seu objetivo e se ver livre da nada saborosa comida da prisão. Musicalmente, a primeira impressão que tive de “Confident” me remeteu às antigas demos de 2009 gravadas e descartadas por Ashley Tisdale e Vanessa Hudgens, mas não há como negar que Lovato se dá muito melhor com a música predominantemente pop à eletrônica. Com vocais muito mais efetivos que o first single “Cool for the Summer”, “Confident” apresenta uma letra perfeitamente condizente com a atual fase vivida pela cantora, que parece finalmente estar em paz com seu corpo e mente. Afinal: “o que há de errado em ser confiante?”. O novo álbum de Demi está programado para ser lançado no dia 16 de outubro deste ano (leia aqui a nossa resenha).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “CONFIDENT”, A NOVA MÚSICA DA DEMI LOVATO.


Os garotos do Echosmith estão prontos para o baile de primavera em “Let’s Love”, o quarto single do álbum “Talking Dreams”:

“Cool Kids”, o primeiro single da banda Echosmith, foi lançada há quase 2 anos e meio e se tornou um dos maiores sucessos pop-indie que os EUA e o mundo pode acompanhar nesta atual década. A música pegou um ótimo #13 na “Billboard Hot 100” e de lá pra cá outras duas (“Come Together” e “Bright”) chegaram para dar continuidade ao legado recém-construído pelos irmãos Graham, Sydney, Noah e Jamie Sierota. Finalmente conseguindo se tornar as “crianças legais” que tanto sonharam, agora é a vez de “Let’s Love” não deixar a peteca cair e prolongar a estadia do grupo sob as luzes dos holofotes. Composta pelos quatro membros ao lado de seu pai, Jeffery David, os meninos formam no clipe da canção aquela descolada banda que toca nos tão sonhados bailes de primavera dos colégios norte-americanos. Com direito a muitas bolas de espelho (ou popularmente chamadas de disco balls) e vários filhotinhos de cachorro super fofos, os Sierota vão em “Let’s Love” te dar mais um motivo para amar a banda e ficar de olho nos seus próximos lançamentos.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LET’S LOVE”, A NOVA MÚSICA DA ECHOSMITH.


A segunda parte desse especial estará disponível em breve. Não perca!

12 performances vocais da Miley Cyrus que todos deveriam conhecer

Desde que passou no teste para estrelar uma série de TV na qual interpretava uma sensação da música pop adolescente, Miley Cyrus foi ano após ano se destacando não apenas no cenário televiso, mas também no musical. Participando de 5 trilhas sonoras e liberando ao longo do tempo o seu próprio material principal (o qual é formado atualmente de 4 álbuns de estúdio, 1 extended play e 1 álbum independente), podemos verificar em uma rápida busca pelo YouTube que inúmeras foram as apresentações ao vivo protagonizadas pela garota prodígio.

Ao mesmo passo em que cresceu e tornou-se uma mulher rodeada de muita polêmica devido à sua sexualidade aguçada, Miley Smiley precisou também amadurecer como artista e abandonar algumas técnicas de canto nada saudáveis para suas cordas vocais já desenvolvidas desde muito cedo. Passando por inúmeras mudanças de estilo e gênero musical, ao consultarmos suas mais variadas performances que se iniciaram num longínquo 2006, podemos constatar que o tempo e um bom treinamento vocal foram essenciais para que a cantora proporcionasse a seus fãs um som de melhor qualidade.

A questão é: quando não está fazendo referência ao seu próprio corpo pelas redes sociais ou apologia ao uso liberado de drogas, a Srtª Cyrus constantemente nos proporciona algumas dignas apresentações gravadas totalmente ao vivo e de uma desenvoltura invejável. A seguir, selecionei 12 destas performances datadas cronologicamente que qualquer admirador da cultura pop deve, por obrigação, conhecer antes de se pronunciar por aí sobre qualquer coisa que relacione a nossa tão corajosa aprendiz de Madonna. Estão preparados?

Caso algum vídeo esteja indisponível no player acima, segue abaixo a nossa lista de apresentações indexadas:


7 Things (no Teen Choice Awards, em 2008)

Fly On The Wall (no American Music Awards, em 2008)

Just a Girl (em show promocional da 3ª temporada de Hannah Montana, em 2008)

Breakout (na Wonder World Tour, em 2009)

When I Look At You (no American Idol, em 2010)

Liberty Walk (na casa de shows House Of Blues, em 2010)

Every Rose Has Its Thorn (na casa de shows House Of Blues, em 2010)

You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (no Jimmy Kimmel Live, em 2012)

Party In The U.S.A. (no Today Show, em 2013)

We Can’t Stop (no Good Morning America, em 2013)

4×4 (no MTV Unplugged, em 2014)

Dooo It! (no Video Music Awards, em 2015)


E aí, qual apresentação é a sua favorita? Existe alguma outra que você tenha visto e que não consta em nossa relação? Nos dê a sua opinião. 😉

Se você gostou desta publicação, talvez queira dar uma olhadinha também em “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”, nosso mais recente artigo sobre a cantora.

O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?

Conquistando o mundo como a garotinha divertida que durante o dia levava uma vida comum no colegial e à noite se transformava em uma superestrela da música pop, foi graças a série “Hannah Montana” que Miley Cyrus teve a oportunidade de se lançar no universo do entretenimento em meados de 2006. Moldando uma carreira consagrada com diversos #1s na “Billboard 200” e demais paradas de sucesso, a atração do “Disney Channel” não apenas proporcionou à filha de Billy Ray a oportunidade de ser uma das protagonistas mais adoradas da face da Terra, como também de investir na sua própria trajetória individual.

Desde que lançou três discos e um EP sob o seu próprio nome (“Meet Miley Cyrus”, “Breakout”, “The Time Of Our Lives” e “Can’t Be Tamed”), todos gravados nos estúdios da “Hollywood Records”, Miley teve um bom tempo para se desvincular do papel que a havia feito famosa e correr atrás do que sempre sonhara desde muito cedo: sua liberdade. Contudo, isso não acabou acontecendo e, para sua infelicidade, tudo com o que resolveu trabalhar (tanto filmes quanto álbuns) resultou naquele típico rótulo de “mais um trabalho assinado pela garota por trás de Hannah Montana”.

Quando um artista se envolve em um grande projeto que o torna mundialmente conhecido, é natural que as pessoas o associem costumeiramente ao papel desempenhado, e, por óbvio, o questionem sobre tal personagem em quase todas as entrevistas concedidas para jornais, revistas e programas de TV possíveis. Nos cinemas podemos citar como exemplo o talentoso Daniel Radcliffe, que, por conta de sua dedicação ao interpretar Harry Potter, acabou recebendo o encargo de lidar com a imagem do bruxinho órfão para todos os cantos em que resolvia aparecer. Enquadrando-se no mesmo cenário musical-televisivo de Miley, encontramos ainda a sempre simpática Hilary Duff, atriz e cantora que precisou superar as constantes comparações à Lizzie McGuire para crescer e protagonizar seus próprios projetos paralelos (e que, diga-se de passagem, o fez com total maestria).

Entretanto, por que que com a Srtª Cyrus toda essa transição de imagem se deu em proporções tão gigantescas e aterrorizantes? Para responder este questionamento, nós devemos primeiro voltar 5 anos no tempo e analisarmos a era que sucedeu o extended play “The Time Of Our Lives” e antecedeu o disco “Can’t Be Tamed”. Desde o seu hit “Party In The U.S.A.”, Miley Cyrus veio aos poucos abraçando um gênero musical mais adulto combinado com figurinos mais ousados, sempre se envolvendo em uma polêmica aqui e ali (quem não se lembra do mini pole-dance coreografado no “Teen Choice Awards” de 2009 que causou aquele falatório desnecessário?). Apesar de sua busca por maturidade ter começado por aí, foi somente depois de seu terceiro disco solo, liberado em 2010, que a cantora e atriz escancarou para o mundo que estava cansada de ser usada pela indústria do entretenimento e que ansiava por uma quebra de padrões.

Em uma tentativa de abraçar um novo público, em “Can’t Be Tamed” Cyrus resolveu “se inspirar na música eletrônica de Lady Gaga” e procurou por horizontes totalmente diferentes daqueles em que havia caminhado desde “See You Again”, seu primeiro single fora de “Hannah Montana”. Trazendo diversos desabafos coescritos pela própria Miley ao lado de Antonina Armato, John Shanks e Tim James, a antiga morena anunciou como carro-chefe a faixa-título do trabalho e proclamou que “não poderia ser domada” tão facilmente pelo pessoal por trás de sua imagem pública. Mesmo que não tenha sido tão bem recebido pelo público e pela crítica especializada da época, “Tamed” possui muito da essência que Miley tanto rejeitou após a entrada da era “Bangerz”. Exemplos disso são as faixas “Liberty Walk” e “Robot”, nas quais a cantora deu um chega pra lá em seus antigos patrões e nos contou um pouquinho das atrocidades que somente quem esteve presente nos bastidores teve conhecimento.

“Não viva uma mentira, essa é a sua única vida, você não vai se perder, apenas ande, pois essa é a caminhada pela liberdade, então diga adeus para as pessoas que te amarraram. Sinta seu coração outra vez. Respirando um novo oxigênio, liberte-se e não deixe de respirar nunca mais. Não fique com medo de tomar uma atitude, não vai doer, simplesmente faça o que você nasceu para fazer, tudo funciona assim. Não escute todas as pessoas que tanto odeiam, tudo que eles fazem é te ajudar a cometer os seus erros por você, você não pertence a elas. Eu já te disse, tudo ficará bem, nós vamos conseguir, quando vivermos”: trechos de “Liberty Walk”.

“Tem sido assim desde o começo, um pedaço depois de outro para fazer o meu coração. Mas o barulho do aço, a batida e o ranger gritam para me lembrar quem decide minha vida. Com o tempo tudo morre, nada sobra por dentro, só metal enferrujado que nunca nem foram meus. Vou gritar, mas sou apenas essa casca superficial, esperando aqui, implorando. Por favor, me liberte para que eu possa sentir. Pare de tentar viver minha vida por mim, eu peciso respirar, eu não sou o seu robô. Para de dizer que sou parte dessa grande máquina, estou me libertando, você não vê? Não posso me mover, não posso sentir. Você me deu olhos, então agora eu vejo que não sou seu robô, sou apenas eu. Todo esse tempo eu fui enganada, não havia nada além fios interligados na minha cabeça. Fui ensinada a pensar que o que eu sinto não importa, até você dizer que é real”: trechos de “Robot”.

2013 chegou e uma nova Miley Cyrus totalmente repaginada nos foi reintroduzida ao som de “We Can’t Stop”, o first single da era “Bangerz”. Renegando tudo o que já havia feito até aqui e afirmando que o novo disco era considerado o seu “primeiro álbum de verdade”, Cyrus fez tanta questão de enterrar o passado que apenas duas de suas canções antigas entraram para a setlist da “Bangerz Tour”: “Party In The U.S.A.” e “Can’t Be Tamed”. Todavia, nem tudo mudou tanto assim de um dia para o outro e, diversos indícios de que uma pequena parte da personalidade de Miley já conhecida pelo público ainda existia dentro de si, acabaram sendo demonstrados no decorrer destes últimos dois anos.

Seja por não querer participar do “esquadrão de Taylor Swift” ou por criticar o mimimi de Nicki Minaj ao trazer à tona toda uma luta racial que perdura há séculos apenas por não ter sido indicada a uma categoria do “VMA” por uma música de qualidade duvidosa, Cyrus felizmente ainda acredita que o ódio e a liberdade de expressão não devem perfazer o mesmo caminho juntos. É claro que todo esse furdúncio envolvendo preconceito e exposição da mídia culminou em um grande atrito entre as cantoras no próprio palco do “Video Music Awards” deste ano, mas, mais uma vez sendo fiel aos seus ideais, a loira se saiu bem da situação e respondeu a rapper sem abaixar o nível ou partir para a agressão. Bem semelhante ao “radiate love” espalhado pela artista em 2011 e que se tornou um lema para os fãs, não?

Demonstrando ainda todo o carinho que possui pelos seus smilers e indo em direção contrária à guerra travada por Taylor Swift contra os serviços de streaming, recentemente foi liberado na web pela loira o “Miley Cyrus and her Dead Petz”, álbum completamente gratuito e lançado de forma independente. Não visando qualquer fim lucrativo e nadando contra a maré da industrialização da música atual, a cantora revelou há menos de uma semana que “gosta de fazer a música que tem vontade” e acrescentou não ter gasto nem 50 mil dólares no material em questão.

Pode ser difícil de imaginar, mas, se por um lado temos a Miley V1D4 L0K4 que está pouco se lixando para o que dizem a seu respeito, por outro encontramos também os resquícios de uma criança submetida a uma vida nada fácil carregada de muitas responsabilidades. Contando um pouco sobre o inferno que era ser submetida a toneladas de maquiagem e a uma jornada de trabalho que se resumia a passar 12 horas diárias nos estúdios de gravação, a jovem contou para a “Marie Claire” deste mês que adquiriu sérios problemas de ansiedade desde que estrelou o programa do “Disney Channel”. Dá pra acreditar que a primeira menstruação da menina ocorreu durante uma das filmagens de “Hannah Montana” enquanto usava uma calça branca? Pois é, e essa história não acaba por aqui! De acordo com ela, a pressão era tamanha que equipe do seriado a colocou para “parecer com alguém que não era, o que provavelmente me causou alguma deformidade corporal. Eu tinha sido embelezada todos os dias por tanto tempo, que, de repente, quando estive fora da série, comecei a pensar: ‘quem diabos sou eu?’.”

Se antes as polêmicas se faziam presentes um dia ou outro no cotidiano da musicista, agora elas se tornaram o nome do meio da nascida Destiny Hope Cyrus. Estampando 9 a cada 10 manchetes de tabloides do mundo inteiro em decorrência de suas aparições com roupas inapropriadas, performances sexualizadas e entrevistas carregadíssimas de um linguajar grosseiro, a cantora passou a ser mais conhecida por sua irreverência do que pelo talento que realmente sempre carregou consigo. Tornando-se uma caricatura de si mesma, Miley tem recebido tanta atenção da mídia e do público que transformou-se em uma nova artista completamente diferente de quem já foi um dia. Mas, a questão que não quer calar é: qual é a verdadeira Miley?

Essa é uma pergunta que não cabe a qualquer um responder, mas a própria Miley Cyrus. O tempo é o melhor remédio e eu realmente acredito que vai chegar uma hora em que a Srtª Cyrus se dará conta de tudo o que tem feito para fugir dos seus antecedentes na música e abraçará as prerrogativas de ter interpretado um dos maiores personagens da cultura pop infantil. Nenhum de nós quer ser controlado o tempo todo, Miley, mas, será que não chegou o momento de desacelerar esse ritmo desenfreado e tomar as rédeas da sua própria vida?

Confira os lançamentos musicais que rolaram ontem no “VMA 2015”

A edição de 2015 do “Video Music Awards” rolou ontem (30/07), em L.A. e, como já é de conhecimento do público, diversas apresentações encabeçadas pelos cantores mais badalados da atualidade serviram de entretenimento para os milhões de telespectadores que acompanharam o evento em tempo real. Em uma noite em que não tivemos a presença de membros ilustres como Lady Gaga, Madonna ou Beyoncé com suas energias contagiantes, o jeito foi se contentar com algumas performances mais modestas de Demi Lovato e Justin Bieber.

E, como se não bastasse todo o frisson causado pela competição que elegeu os melhores videoclipes lançados no decorrer do ano, diversas surpresas acabaram vindo à tona em uma das edições mais paradas da história do evento. Seja pelos inúmeros prêmios levados por Taylor Swift para casa, pela apresentação da loira ao lado da Nicki Minaj ou pela treta envolvendo a rapper de “The Night Is Still Young” com a ex-Hannah Montana, o “VMA” deste ano serviu também de cenário para o lançamento de alguns materiais inéditos por parte de alguns dos convidados da premiação. Vamos dar uma conferida nessas novidades?


Em “Levels”, Nick Jonas quer mostrar que cresceu e não é mais o caçula bobinho dos Jonas Brothers:

O integrante mais jovem da popular banda de pop-rock dos anos 2000 já havia nos dado pequenos indícios de que possuía planos para focar sua música na carreira solo, mas, depois que seu irmão Joe se lançou em 2011 e pouco chamou a atenção dos charts, muito se questionou se Nick seguiria em frente ou não. Lançando seu disco homônimo e emplacando os singles “Chains” e “Jealous” dentro do top 20 da “Billboard Hot 100” (#13 e #7, respectivamente), Nicholas vem agora com sua nova música de trabalho para firmar ainda mais a imagem de sex symbol que adquiriu no ano passado. Chamando diversas dançarinas para sensualizar ao seu lado em um galpão abandonado repleto de pneus, latões, ventiladores e cadeiras bem posicionadas, o cantor provavelmente sabe que é o momento de procurar por estabilidade comercial e já prepara um novo disco que deverá sair em breve. Não que “Levels” vá acrescentar muito à sua discografia inicial, mas, às vezes, um homem só precisa seguir a sua natureza e agir como um homem.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LEVELS”, DO NICK JONAS.


É hora da redenção! À procura de uma nova imagem pública, Justin Bieber aposta todas as suas fichas em “What Do You Mean?”:

Depois de se meter em uma série de problemas que relacionou prisões, brigas com os paparazzi, encontros com prostitutas e um suspeito envolvimento com drogas, Justin Bieber passou um bom tempo recluso do mundo do entretenimento sem liberar qualquer novidade. Entretanto, sempre é chegado um momento de retornar e, foi com o dueto na música “Where Are Ü Now”, do Jack Ü, que o garoto prodígio decidiu neste ano dar um tapa no passado e dizer para as pessoas que estava pronto para recuperar a sua carreira. Limpando sua imagem de bad boy, Bieber é um cara todo romântico no clipe de “What Do You Mean?”, o atual single de trabalho do canadense – e, como não poderia deixar de ser, é necessário apenas um minuto e meio para Justin tirar as suas roupas e mostrar as tatuagens para as suas fieis seguidoras. Assim como “Levels”, “What Do You Mean?” ganha alguns pontos positivos por ter aquela pegada chiclete que grudará na sua cabeça (mesmo que, para isso, não tenha metade do potencial de “Boyfriend” ou “As Long As You Love Me”). Quem sabe o 2º single não nos impressione mais, não?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”WHAT DO YOU MEAN?”, DO JUSTIN BIEBER.


Taylor Swift não cansa de nos surpreender e é uma atriz hollywoodiana em “Wildest Dreams”:

Após uma superexposição com o álbum “1989” e o sucesso incontestável de “Shake It Off”, “Blank Space” e “Bad Blood”, muitos de vocês devem estar saturados de ouvir o nome “Taylor Swift” por aí, mas não há como negar que a norte-americana sabe como conduzir uma grande produção. Dando continuidade ao seu sólido legado construído no pop, a 9ª faixa de seu 5º disco de inéditas foi a escolha da vez para seguir os passos de “Style” e deixar o mainstream como segundo plano. Repaginando seu visual e utilizando-se de uma peruca escura para viver uma atriz de cinema que contracena com o galã Scott Eastwood, Swift mostrou seu lado mais humanitário ao reverter todos os lucros obtidos com o vídeo da música para uma instituição que dedica seu trabalho à conservação dos animais, a “African Parks Foundation of America”. Composta pela própria Taylor ao lado de Max Martin e Shellback (e produzida pelos últimos), a moça tem acertado bem em chamar o Joseph Kahn para gravar os seus clipes, não? Okay Taylor, nós adoramos “Wildest Dreams”, mas cadê “Out Of The Woods” e “Welcome To New York”?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”WILDEST DREAMS”, DA TAYLOR SWIFT.


Parece que a era Bangerz está só começando! Já viu “Dooo It!”, a nova da Miley Cyrus?:

Quando “Adore You” encerrou a divulgação do “Bangerz” e nada mais sobre essa era foi anunciado pela mídia, eu realmente cheguei a acreditar que Miley Cyrus estaria se inspirando para criar um projeto muito maior e melhor. Mero engano! Porém, se existe algo em que a intérprete de “We Can’t Stop” tem se saído bem é em não dar a mínima para o que as pessoas acham dela, inclusive este que vos escreve. Lançando um novo álbum completamente independente que possui inimagináveis 23 faixas, “Miley Cyrus and Her Dead Petz” é o nome do EP liberado pela loira na noite de ontem e que pode ser ouvido gratuitamente aqui. O primeiro single do trabalho, “Dooo It”, é o mesmo apresentado por Cyrus no palco do “VMA” ao lado de diversas drag queens e também já teve o seu clipe adicionado ao YouTube. Lambuzando-se com muito glitter enquanto fuma um baseado e mostra sua língua feroz para quem quiser ver, Miley está… sinto muito, mas não consegui ver o vídeo completo (será que você vai ser capaz?).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE”DOOO IT”, DA MILEY CYRUS.

7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.