#4 | Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás

Tornou-se uma tradição pra mim voltar uma vez por ano aqui no blog para, assim como anuncia o título desta publicação, elencar aqueles que considero os “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Este ano, é claro, não poderia ser diferente, por mais que o Caí da Mudança tenha passado este último semestre completamente jogado às traças (e por isso peço imensuráveis desculpas). Sem mais delongas, você encontra, a seguir, 10 grandes obras da música pop internacional que marcaram a vida de muita gente e que, uma década mais tarde, merecem ser lembradas como as obras-primas que são.

Ah, e antes que me esqueça: caso queira conferir o que listamos para os anos de 2017, 2015 e 2014, basta acessar o nosso acervo de publicações clicando aqui, aqui e aqui, respectivamente. Não deixe, também, de clicar na capa de cada disco para conferir um clipe especial de cada artista. Boa leitura e aproveite cada segundo de nostalgia!

10) DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 23 de setembro de 2008

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”

Considerações: não é segredo pra ninguém que todo e qualquer jovem ator que começou sua carreira na Disney tenha, voluntariamente ou não, também se aventurado pelo meio musical. Não poderia ser diferente com a Demi Lovato, que após uma estreia bem-sucedida no filme “Camp Rock” (2008), não hesitou em liberar para as lojas do mundo todo o seu primeiro registro vocal solo naquele mesmo ano. Auxiliada pelos meninos do Jonas Brothers, que além de compor também produziram diversas das faixas que integram o “Don’t Forget”, Lovato não economiza no vozeirão e nos entrega o que se tornou o álbum mais alto-astral de sua tão promissora discografia. Sensibilidade e pop-rock se unem para proclamar ao mundo o nascimento de uma das maiores vocalistas de sua geração

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 89.000 cópias na primeira semana

9) E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records

Lançamento: 15 de abril de 2008

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “I Stay in Love”

Considerações: Mariah Carey dispensa apresentações! Com milhões de discos vendidos, inúmeros prêmios vencidos e oitavas para dar e vender, é, sem sombra de dúvidas, a maior diva contemporânea da indústria fonográfica. Dando sequência ao multiplatinado “The Emancipation of Mimi” (2005), “E=MC²” segue a fórmula mágica de seu predecessor e é mais do que eficiente ao mesclar batidas pesadas do hip-hop a instrumentais de primeira do R&B. Sempre no controle criativo de cada era que protagoniza, Carey foi muito feliz na escolha de cada produtor que convidou para ajudá-la na árdua tarefa de nos presentear com um dos materiais mais memoráveis de seu catálogo. Danja, Stargate e Jermaine Dupri são apenas alguns dos mais conceituados

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 463.000 cópias na primeira semana

8) BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 22 de julho de 2008

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly on the Wall”

Considerações: tirando a longa peruca loura que colocou seu nome na boca de 9 entre 10 crianças e adolescentes dos anos 2000, Miley Cyrus não precisou de muito para deixar a sombra de Hannah Montana e ganhar destaque por conta própria. Majoritariamente composto e produzido pelos talentosos Antonina Armato e Tim James (que já haviam colaborado em “Meet Miley Cyrus”), “Breakout” foi o primeiro álbum de Cyrus sem qualquer ligação com a famosa série de TV do Disney Channel. Dando voz à faixas genuinamente autorais, Miley se ampara no bom e velho pop-rock para contar uma triste história de amor que não terminou com um final feliz. Voz, baixo, bateria e teclado provêm o que de melhor poderíamos encontrar de uma das artistas mais completas da atualidade

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 371.000 cópias na primeira semana

7) DEPARTURE – JESSE McCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 20 de maio de 2008

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”

Considerações: seguindo o exemplo de Hilary Duff com o prestigiado “Dignity” (2007), foi com precisão e bastante coragem que Jesse McCartney enterrou qualquer vestígio de sua antiga carreira de sucesso junto ao público adolescente ao lançar seu 3º disco de inéditas. Influenciado por grandes astros da música como Prince, Michael Jackson e Madonna, em “Departure” McCartney nos presenteia com uma obra que, apesar de ainda pender para o pop, flerta em muito com a black music frequentemente utilizada por Justin Timberlake. Um divisor de águas em sua discografia, o sucessor de “Right Where You Want Me” (2006) chegou a ser relançado um ano mais tarde sob o título “Departure: Recharged” contendo 5 novas músicas – incluindo o single “Body Language” e outras joias raras como “Crash & Burn”

Paradas musicais: o álbum estreou em #14 na “Billboard 200” com vendas de 30.200 cópias na primeira semana

6) BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”

Considerações: houve um momento da década passada em que o pop-rock predominou nas paradas de sucesso e alavancou a carreira de muitos jovens cantores. Ocorre que, após a aclamação de álbuns como “Confessions on a Dance Floor” (de Madonna) e “Blackout” (de Britney Spears), muito se discutiu sobre o que estava em alta, e consequentemente muitos artistas acabaram migrando para um som mais eletrônico. Acompanhando a maioria, mas passando por essa transição de maneira brilhante, Ashlee Simpson prova em “Bittersweet World” que é possível dar vida a um bom disco pop que soe moderno, original e despretensioso. Bem à vontade com sua voz rouca que casou tão bem aos instrumentais exóticos de músicas como “Murder” e “No Time for Tears”, a moça acerta a mão na parte lírica e se restabelece como a ótima compositora que sempre foi

Paradas musicais: o álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 47.000 cópias na primeira semana

5) HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”

Considerações: e já que estamos falando de música pop, nada mais justo senão incluir em nosso top 5 o que considero o meu álbum favorito daquela que sustenta o título de “Rainha do Pop”. Despindo-se da vontade de chocar o público com os assuntos polêmicos que permearam sua trajetória desde o início, em “Hard Candy” Madonna parece ter tirado um pouco o pé do acelerador e se incumbido da simples tarefa de gravar um disco que soasse o mais atual (e natural) possível. Convidando nomes de peso como Justin Timberlake, Pharrell Williams e Kanye West, a veterana responsável por abrir as portas para a maioria das cantoras pop nunca esteve tão acessível para os públicos das mais diversas idades. Prova disso é a “Sticky & Sweet Tour” (2008-2009), série de shows que promoveu o CD e segue, em pleno 2018, como a turnê feminina mais lucrativa da história

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 280.000 cópias na primeira semana

4) FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records

Lançamento: 24 de outubro de 2008

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”, “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter in the Air”

Considerações: que Pink se consagrou como uma das poucas veteranas de sua geração a ainda dominar os charts em tempos atuais, isso ninguém questiona. Entretanto, foi somente após o lançamento de seu 5º material de estúdio que a cantora chamou de vez a atenção daqueles que ignoravam seu talento nato para construir as obras de arte que compõem seu catálogo. Dona de uma voz única que lhe confere a dramaticidade necessária para dar vida a seus hits atemporais, em “Funhouse” a cantora nos convida para uma montanha-russa de altos e baixos que resume muito bem a vida de qualquer pessoa emotiva. Seja pela loucura contagiante de “So What” ou pelo tom mais obscuro de “Ave Mary A”“Sober”, este é o álbum perfeito para quem sabe apreciar um trabalho de qualidade que clama para ser ouvido em volume máximo

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 180.000 cópias na primeira semana

3) THE FAME – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 19 de agosto de 2008

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame” e “Paparazzi”

Considerações: é até estranho quando paramos para pensar e percebemos que Lady Gaga, aquela de “Poker Face”, se lançou no mercado musical há exatos 10 anos. Apenas uma novata buscando por seu espaço na música, foi com trabalho árduo que Stefani Germanotta conquistou a todos com seus hits prontos que ajudaram a disseminar o eletropop e synthpop ao redor do mundo. Alavancando a carreira de produtores como RedOne (que nos anos seguintes se tornou um dos profissionais mais requisitados entre os famosos), a moça logo se estabeleceu como uma das mulheres mais poderosas do meio artístico graças ao autogerenciamento de sua multifacetada carreira. E isso tudo apenas teve início graças àquele que é considerado, por muitos, o seu álbum mais revolucionário. O sucesso foi tanto que, em 2019, “The Fame” ganhou um relançamento contendo 8 novas músicas – incluindo os hinos “Bad Romance” e “Telephone”

Paradas musicais: o álbum estreou em #17 na “Billboard 200” com vendas de 24.000 cópias na primeira semana (mas, posteriormente, atingiu o #2, vendendo 169.000 cópias, em 2010)

2) CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 28 de novembro de 2008

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”

Considerações: estamos em 2018 e não restam quaisquer dúvidas de que Britney Spears é a maior exemplo de superação da cultura popular. Após ser perseguida, humilhada e ter sua vida exposta da maneira mais invasiva possível, a “Princesa do Pop” fez o impossível quando contornou as controvérsias que acompanharam a era “Blackout” e chegou em 2008 com o revigorante “Circus”. Dando continuidade à sonoridade dançante que se fez presente em seu trabalho anterior, dessa vez a loira não poupou esforços e caprichou bastante na mensagem que quis passar em cada faixa do novo material. Mandando indiretas para a mídia sensacionalista nas provocantes “Kill the Lights” e “If U Seek Amy”, Britney ainda teve tempo de homenagear os filhos na canção de ninar “My Baby” e brincar com o desconhecido em “Blur” e “Amnesia”. E tudo isso enquanto via o público acolhê-la, novamente, como a “Srta. Sonho Americano” que sempre foi desde os seus 17 anos

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 505.000 cópias na primeira semana

1) I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records

Lançamento: 12 de novembro de 2008

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”

Considerações: Beyoncé é outro grande nome que dispensa apresentações – até porque, convenhamos, não é obra do acaso a moça levar para casa nossa medalha de ouro. Acostumada a se reinventar a cada nova era que encabeça, foi com “I Am…Sasha Fierce” que o universo pop se curvou de vez àquela que é considerada a artista mais completa dos últimos tempos – e não, não estamos a superestimando. Dona de uma voz poderosa que causa inveja a qualquer aspirante de diva pop, a esposa de Jay-Z trouxe em seu 3º disco toda a desenvoltura pela qual é conhecida acompanhada de um dos conceitos mais extraordinários já experimentados nesta indústria. Introduzidos a um disco duplo, em “I Am…” encontramos baladas midtempo de R&B, folk e rock alternativo que representam o lado mais vulnerável de Beyoncé; ao passo que “Sasha Fierce”, o segundo disco, investe em batidas uptempo de eletropop que possuem a intenção de dar voz ao alter-ego que a musicista assume quando está em cima dos palcos. Mais afinada do que nunca, Queen B lançou inúmeras edições do “I Am…Sasha Fierce”, todas com capas e tracklists diferentes

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 482.000 cópias na primeira semana

BÔNUS) FEARLESS – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 11 de novembro de 2008

Singles: “Love Story”, “White Horse”, “You Belong with Me”, “Fifteen” e “Fearless”

Considerações: muito antes de Taylor Swift comandar os charts da Billboard com seus hits pop, houve uma época em que a cantora trilhava um caminho de bastante sucesso na música country. Compondo álbuns e singles dedicados a seus antigos desafetos amorosos, foi com seu jeitinho suave de menina inocente que a moça levou não um, mas dois gramofones na edição de 2010 do Grammy: um por “Melhor Álbum Country” e outro por “Álbum do Ano”. Movido pelo sucesso esmagador de singles como “You Belong with Me”“Love Story”, “Fearless” também foi sucesso de crítica e atingiu, no Metacritic, impressionantes 73/100 (nota que, aliás, nem é a sua mais alta, já que o “Speak Now” e o “Red” se encontram empatados com 77/100). Quem diria que hoje ela se tornaria uma das popstars mais rentáveis, não é mesmo?

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 592.000 cópias na primeira semana


E aí, gostou da nossa lista? Algum grande trabalho lançado há uma década ficou de fora da nossa seleção especial? Não deixe de nos contar no espaço para comentários a seguir quais são os seus 10 melhores álbuns de 10 anos atrás.

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Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

“Confessions on a Dance Floor”, o álbum que revolucionou a música pop, completa 10 anos

O 10º disco de Madonna é o verdadeiro “pai do pop moderno”.

Que Madonna é sinônimo de poder, talento e reinvenção, isso todo mundo já está cansado de saber há muito tempo! Inspirando um milhão de outros artistas que a sucederam no passar dos anos, também é um fato comprovadíssimo que muitos desses discípulos conseguiram construir uma carreira sólida e de sucesso com base nos ensinamentos que a nossa eterna (e indestronável) “Rainha do Pop” já pregava desde os anos 80 e 90 (Britney Spears e Lady Gaga que o digam). Liberando diversos álbuns icônicos e muito bem recebidos pelo público e pela crítica, desde que surgiu com o single “Everybody”, do seu disco homônimo (de 83), a loira mais cobiçada da indústria fonográfica vem, era após era, trazendo para seus fãs materiais dignos de um verdadeiro membro da realeza musical.

Líder de diversos recordes que a fazem ser a veterana mais consagrada do meio em que atua (tornando-se com o passar das décadas em um modelo por excelência), Madonna é a cantora que mais vendeu discos no mundo (foram mais de 300 milhões de cópias espalhadas pelo globo), além de segurar o 4º lugar do ranking geral, atrás apenas dos Beatles, Elvis Presley e Michael Jackson. Brincando com assuntos polêmicos considerados tabus pela maioria das pessoas de sua (e de nossa) geração, a mulher não tem medo de cantar sobre religião, sexo, política e igualdade de gêneros enquanto executa em cima dos palcos performances altamente coreografadas em um espetáculo de luzes e pirotecnia.

Madonna em ensaio promocional para o álbum “Confessions on a Dance Floor”

Com uma discografia invejável que compreende 13 álbuns de inéditas, 82 singles e muitos lançamentos inesgotáveis, desde o seu 3º disco, o memorável “True Blue”, que Madonna vem tomando o total controle criativo de sua imagem e daquilo que elabora nos estúdio de gravação. Atuando ainda como produtora e compositora, suas obras passaram a ser encaradas com grande admiração por quem entende de música pop, fazendo da musicista uma exímia profissional da área respeitada por quem quer que seja. Trazendo diferentes temáticas e inovando nas sonoridades abordadas, os trabalhos assinados pela loira abrem-se aos ouvidos de quem os escuta como verdadeiros exemplares de uma (possível) “literatura musical”, cada qual contando uma história única e fascinante.

Todavia, se existe um álbum lançado pela Madonna que marcou em muito a história musical, esse é o “Confessions on a Dance Floor”, um dos favoritos dos fãs e até mesmo de quem pouco conhece a sua brilhante trajetória. Sem sombra de dúvidas o disco mais coeso do extenso catálogo da veterana, o 10º material de sua carreira foi lançado sob o selo da “Warner Bros.” em 11 de novembro de 2005 – 2 anos e 7 meses após “American Life”, o polêmico projeto carregado de teor político que causou o maior burburinho na “Terra do Tio Sam” em 2003.

Rendendo os singles “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”, “Confessions on a Dance Floor” foi genialmente estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência: como se tudo fosse uma música só), razão que o faz ser ainda mais nostálgico e animador. Influenciando-se na sonoridade dominante dos anos 70 e 80 (principalmente de Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), o carro-chefe do disco (“Hung Up”) recebeu inteligentes samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, um dos maiores sucessos do ABBA.

Produzido [o álbum] pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (quem já tinha trabalhado com a veterana em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), um dos maiores nomes da música eletrônica também deixou muito do seu toque no disco da musicista: o prestigiado Stuart Price (diversas faixas do “Aphrodite”, da Kylie Minogue). Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico” (o 6º Grammy dos 7 que possui, fora suas merecidas 28 nomeações).

Impulsionado pela “Confessions Tour”, a 7ª grande turnê da “Rainha do Pop” deixou seus rastros pela Europa, Ásia e América do Norte em 60 shows que começaram em maio de 2006 e terminaram em setembro do mesmo ano. Rendendo um lançamento em DVD, é estimado que a produção tenha gerado mais de 193 milhões de dólares com um público de 1,2 milhão de pessoas, quebrando assim o recorde de turnê feminina mais lucrativa da história (que antes pertencia à Cher com a sua “Living Proof: The Farewell Tour”, e que atualmente pertence à própria Madonna, com a “Sticky & Sweet Tour”).

Incluído no bloco “Dancefloor” do nosso especial “72 Discos” (relembre), é indiscutível toda a influência deixada pelo “Confessions” na música contemporânea a qual continua, até hoje, se inspirando no som produzido por Madonna há exatos 10 anos. Enquanto, àquela época, outros cantores e bandas aproveitavam-se para lançar discos recheados com as batidas do R&B e do pop-rock que bombavam nas paradas de sucesso desde o início dos anos 2000, a cantora agiu com distinta maestria ao resgatar a música dance de décadas atrás e modernizá-las com a sua própria atitude e personalidade.

Radicalizando totalmente o pop dominante de uma década atrás (que até então pendia mais para o lado do pop-rock e pouco tinha de eletrônico), é incrível o caminho que Madonna conseguiu abrir para outros trabalhos do meio que mais tarde seriam tão competentes ao dar continuidade aos primeiros passos iniciados pela veterana (como o “Blackout”, da Britney Spears, o “The Fame”, da Lady Gaga, e o “Bionic”, da Christina Aguilera). Se o pop de hoje é eletrônico, não é porque Katy Perry, Rihanna, Taylor Swift e tantas outras novatas optaram por deixar as coisas mais dançantes e resolveram “inovar” com seus trabalhos, mas sim porque a cantora mais bem sucedida da história teve a coragem de nadar contra a maré e mostrar-se, mais uma vez, merecedora do título de “Rainha do Pop”.

Wow! 7 combinações inusitadas da cultura pop que me surpreenderam bastante neste 2015

O mundo do entretenimento pode ser mesmo uma caixinha de surpresas! Depois de crescer acompanhado dos mais memoráveis ícones que marcaram a indústria da música, da televisão, do cinema, da literatura e dos videogames, reconheço que foi se tornando cada vez mais difícil a tarefa de ser surpreendido por algo que eu julgasse ser realmente bom. Me tornando cada vez mais exigente com as novidades que tomaram conta de toda a web no decorrer destes anos, podemos dizer que acabei desenvolvendo um gosto um tanto quanto apurado para diferenciar qualidade de quantidade.

Assim, resolvi fazer algo diferente desta vez e destacarei neste post algumas combinações que, num primeiro momento, podem não parecer nada coerentes – mas acreditem, no final tudo se saiu melhor que o planejado. Seja pela reunião de diversas estrelas teens tidas como rivais na capa de uma mesma revista, ou a demo de um game de terror que levou um batalhão de fãs a conhecer um dos maiores cineastas da história, hoje vocês verão diversos featurings surpreendentemente inusitados e que realmente deram certo. A começar por:


1. Esta capa da “Vanity Fair” de 2003 que quebrou o pop há 12 anos, não se contentou em ficar no passado e decidiu dar um oizinho pelas redes sociais em pleno 2015:

Da esquerda para a direita: Amanda Bynes, Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Mandy Moore, Hilary Duff, Alexis Bledel, Evan Rachel Wood, Raven Symoné e Lindsay Lohan

Uma missão quase impossível… mas não para o fotógrafo Mark Seliger! Não foram apenas os fã-sites das atrizes Hilary Duff (“A Nova Cinderela”) e Lindsay Lohan (“Meninas Malvadas”) que se lembraram dessa preciosidade do começo dos anos 2000 e resolveram reviver neste ano uma das capas mais icônicas da “Vanity Fair” em suas redes sociais. A própria Mandy Moore (“Um Amor Para Recordar”), que protagonizou o ensaio fotográfico ao lado de Amanda Bynes (“S.O.S. do Amor”) e as gêmeas Olsen (“As Namoradas do Papai”), resolveu tirar a poeira de algumas lembranças e nos prestigiou em sua conta no Instagram com uma das imagens mais marcantes da cultura pop da última década. Contando com a presença da inesquecível Raven Symoné (“As Visões da Raven”), podemos encontrar na imagem, ainda, as também populares Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Evan Rachel Wood (a atriz nomeada ao “Globo de Ouro” por sua atuação no drama “Aos Treze”). Talvez esse ensaio fotográfico possa parecer um tanto quanto “simples” para quem não tenha vivido naquela época, mas, só para você ter uma ideia, hoje seria o mesmo que reunir Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, Ariana Grande, Taylor Swift e todas as meninas de girlbands como o Fifth Harmony e o Little Mix em uma única sessão fotográfica. Tá bom ou quer mais? PS: okay, não é uma combinação atual, mas sempre vale a pena nos recordarmos dos tempos de ouro, não é mesmo?


2. O encontro de três divas pop e o ponto final em duas das maiores rixas do cenário musical em que nos encontramos:

Já que o assunto da vez é o encontro improvável de celebridades, vamos para a fotografia que congestionou todos os servidores de internet ao redor do globo terrestre neste primeiro semestre de 2015. Encerrando todo aquele falatório sobre a “Mother Monster” ter se inspirado em “Express Yourself” para criar o hit “Born This Way” (quem não se lembra dos mashups feitos pela “Rainha do Pop” na “MDNA Tour”?) e “Roar” x “Applause” que gerou o maior bafafá pelo Twitter, Lady Gaga, Madonna e Katy Perry deixaram as diferenças de lado no “MET Gaga” e deram o maior tapa na cara da sociedade em maio desse ano. Unindo-se para um dos encontros mais surpreendentes desde o “VMA” de 2003 que colocou Britney Spears e Christina Aguilera em cima no mesmo palco, o trio chocou o público ao posar junto e compartilhar a imagem em suas redes sociais como numa espécie de celebração da bandeira branca. Isso sem nos esquecermos da saidinha de Gaga com Madonna numa festa do estilista Alexander Wang que resultou em alguns momentos íntimos tão lindos quanto na imagem acima. É realmente fascinante ver uma lenda da música pop e uma hitmaker contemporânea dando o braço a torcer para selar a paz!


3. O encontro de “Crazy In Love”, da Beyoncé, com o filme “Cinquenta Tons de Cinza” que gerou essa nova roupagem bem ousada e muito misteriosa:

Que Beyoncé já criou inúmeros hinos nos estúdios de gravação isso todo mundo já tá cansado de saber, mas, regravar um clássico da sua própria discografia e deixar a nova versão tão boa quanto a original, isso não é para qualquer uma. Provando que é uma mulher de fibra, este feito foi facilmente alcançado no remix de 2014 liberado exclusivamente para o polêmico longa-metragem “Cinquenta Tons de Cinza” – que conquistou as bilheterias dos cinemas em fevereiro passado. Com um instrumental completamente novo que nos remete a todo o ambiente sombrio, clássico e sensual objetivado pelo filme, nossa “Queen B” caprichou nos vocais e fez bonito ao nos entregar um dos melhores covers já feitos de uma canção do seu extenso material discográfico. Afinal, quem melhor que a própria Beyoncé poderia relançar uma versão tão digna do hino encarregado de abrir a divulgação do memorável “Dangerously In Love”, a estreia solo da cantora no cenário musical? O poder desta música é tão grande que “Crazy In Love” é provavelmente um dos únicos hits que se encaixa perfeitamente no R&B, na música clássica ou até mesmo no funk carioca proibidão (desde que cantado pela sua intérprete original, é claro). Ouça aqui “Crazy In Love (2014 Remix)”.


4. Este vídeo fan-made de “Perfume” que harmonicamente uniu cenas de Britney Spears com Justin Timberlake e se saiu melhor que a versão oficial:

Quando Britney Spears apareceu segurando uma arma nas filmagens do clipe para o single “Perfume” e foi vazada a informação que haveria uma versão do diretor bem diferente da publicada em seu canal oficial no YouTube, vocês devem ter imaginado o tamanho da decepção sofrida pelos milhares de fãs da cantora. Coberto de edições que esconderam o verdadeiro desfecho pretendido pelo diretor Joseph Kahn (o mesmo de “Womanizer”), o resultado final de “Perfume” acabou passando batido e pouco ajudou na divulgação do 2º single do “Britney Jean” nas paradas de sucesso. Porém, um fã resolveu recordar o antigo namoro da “Princesinha do Pop” com o astro Justin Timberlake e fez justiça com as próprias mãos ao recriar o que poderia ter sido os planos iniciais de Kahn (mesmo que com outro protagonista masculino). Combinando as cenas do vídeo de Spears com o de “TKO”, de Timberlake, o ex-casal mais badalado dos tapetes vermelhos aparece em momentos envolventes que poderiam ter originado uma trágica (mas bonita) história de amor a ser retratada nas telonas dos cinemas.

TheSQvids, obrigado por ter salvo o nosso dia com esse “Romeu e Julieta” dos tempos modernos!


5. Essa versão extraordinária para piano do clássico tema de “Super Mario Bros”:

O tema musical mais popular criado para um jogo de video-game já ganhou diversas homenagens de grandes fãs que resolveram fazer a sua própria versão da trilha sonora de “Super Mario Bros.”, mas esta executada pela Sonya Belousova é definitivamente uma das melhores. Liberada em comemoração aos 30 anos do jogo (sim, o jogo foi lançado em 85), e em uma forma de tributo ao Satoru Iwata, presidente da “Nintendo” que faleceu em julho deste ano, Sonya não decepcionou ao casar duas das melhores coisas já criadas pelo homem moderno: video-games e pianos. Customizando por completo o seu instrumento de trabalho como se fosse um console original do “NES” (“Nintendo Entertainment System”), até mesmo o banquinho usado pela moça ganhou uma super personalização para combinar com todo o conjunto e nos deixar em total estado de nostalgia. Se o vídeo por si só já merece uma ovação de pé pelo excelente trabalho desenvolvido por Belousova, os 10 segundos finais com certeza vieram para encerrar tudo com chave de ouro. É que, em uma referência a todo o tempo gasto pelos antigos amantes do “NES” que assopravam os cartuchos dos jogos para tirar a poeira deles e assim facilitar a sua rodagem, a própria moça assopra as teclas do piano em uma forma de respeito a essa prática milenar.

Outros vídeos tão bons quanto esse podem ser vistos no canal PlayerPiano, do YouTube.


6. O featuring “Silent Hills” com Norman Reedus, Hideo Kojima e Guillermo Del Toro que mal foi anunciado e engavetado em menos de 1 ano:

Quando foi anunciado pela “Konami” que a série de terror psicológico “Silent Hill” ganharia uma sequência e a demo “P.T.” (Playable Teaser) foi confirmada como uma prévia do que veríamos do sucessor de “Silent Hill: Downpour” (2012), muitos seguidores da saga entraram em total estado de choque, positivamente falando. Entretanto, para desespero de muitos, esta felicidade não durou mais de 1 ano e a empresa por trás do jogo voltou atrás ao cancelar o projeto. Além de Hideo Kojima (“Metal Gear”), o designer de games esteve acompanhado do diretor de cinema Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”) e de Norman Reedus (o Daryl Dixon de “The Walking Dead”), o que certamente aumentou toda a pressão em cima do game e rapidamente o transformou em um dos lançamentos mais aguardados da década. Nomeado “Silent Hills” (assim mesmo, no plural), o projeto teria chegado ao fim por conta do término do contrato entre a “Konami” com Reedus (o que foi anunciado pela empresa), porém, especula-se que conflitos de interesse envolvendo Kojima, o seu próprio selo (a “Kojima Productions”) e a grande produtora teriam sido os responsáveis pela ruptura da produção (entenda mais). Todavia, talvez como uma forma de consolar todos os órfãos de “P.T.”, Hideo e Guillermo já avisaram que ainda possuem planos de continuar trabalhando juntos “fora de Silent Hills” – será que rola um lançamento do game sob outro nome e outra produtora? Assista aqui a um dos melhores trailers de “P.T.”.


7. Essa abertura linda de “Friends” inspirada nos personagens principais dos filmes “Harry Potter”:

Chegando ao fim de nossa pequena lista, é com dois dos títulos mais marcantes da minha vida que encerro este pequeno especial sobre as “7 combinações mais inusitadas da cultura pop que me surpreenderam neste 2015”! Apenas consolidando todo o impacto deixado por estes gigantes da televisão e do cinema no coração de cada fã leal que conquistou entre os anos 90 e 2000,  “Friends” e “Harry Potter”, mesmo sendo tão diferentes, merecem uma menção honrosa nesta publicação tão singela. Contudo, você já imaginou ver os dois juntos em um único vídeo? Foi essa a ideia que Jeremiah Rivera teve antes de recriar a famosa intro do seriado produzido pela “Warner” depois de “ficar entediado” e publicar a fan art em seu canal do YouTube. Ao som de “I’ll Be There For You”, da banda The Rembrandts, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Ron Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood) e Bonnie Wright (Ginny Weasley) estrelam as cenas já regravadas pelo elenco original de “Friends” inúmeras vezes no decorrer de suas 10 temporadas. Não que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer possam ser substituídos tão facilmente, mas, que os bruxinhos mandaram bem (mesmo que involuntariamente), isso não há como negar!

Se você gostou da intro e gostaria de ver mais, se liga só nessa outra inspirada na abertura de “Buffy, A Caça-Vampiros”.

7/7: Os meus 72 discos favoritos – DANCEFLOOR

Enfim chegamos ao nosso destino final depois de 6 paradas obrigatórias por 61 dos meus 72 discos favoritos de todos os tempos. Desde que toquei no assunto pela primeira vez e comentei com vocês que sempre tive muita vontade de escrever sobre isso, acho DANCEFLOOR aparece como um aviso de que finalmente o meu dever como blogueiro de longa data foi cumprido. Não sei se esse especial dos 72 DISCOS foi útil para alguém ou se consegui ser claro o suficiente ao expressar o quanto essas obras são (ou foram) importantes na minha vida, mas fica aqui o meu agradecimento a todos que tiveram paciência para acompanhar mais um dos meus loucos projetos sem pé nem cabeça.

Em DANCEFLOOR, este sétimo e inédito bloco, reuni 11 trabalhos da música pop e dance que desde 2005 levaram milhares de pessoas para as pistas de dança de todo o planeta. Agora, em 2015, 10 anos se passaram e, apesar de a música eletrônica dominar o gosto popular majoritário, eu senti que encerrar as coisas dessa maneira seria bem mais interessante. Já que o eletropop é a escolha predominante do mercado fonográfico atual, que tal conhecermos o que de melhor bomba na minha playlist? Vamos lá.


62. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Não deixe de ouvir também: “I Love New York”, “Let It Will Be”, “Like It Or Not” e “Fighting Spirit”.

2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! Depois de Mariah Carey dar um basta nos comentários de que sua carreira havia decaído e vir com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” (#41 em URBAN CONCEITUAL), eis que Madonna também decidiu mostrar que a “Rainha do Pop” continuava mais viva do que nunca. “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da Madge, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” – essa última, inclusive, recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA. Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas como se pertencessem a uma única sequência: é como se tudo fosse um música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções supermodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Electrônico”.


63. APHRODITE – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2010;

Singles: “All The Lovers”, “Get Outta My Way”, “Better Than Today” e “Put Your Hands Up (If You Feel Love)”;

Não deixe de ouvir também: “Aphrodite”, “Illusion”, “Can’t Beat The Feeling” e “Mighty Rivers”.

Foi com “Aphrodite”, o 11º disco de estúdio da Kylie Minogue, que tive a maravilhosa possibilidade de conhecer quem hoje considero o maior exemplo de profissionalismo existente no meio musical. Dona de um carisma sem tamanho e uma visão artística a frente de seu tempo, a australiana não perdeu tempo e foi esperta ao trazer de volta aqui o dance-pop trabalhado em seu álbum anterior. Chamando grandes nomes como Stuart Price e Calvin Harris para fazer parte da produção do projeto, Minogue entrou em turnê 1 ano depois para promover o “Aphrodite” em todo o globo terrestre. Foi a chamada “Aphrodite: Les Folies Tour”, maior experiência vivida pela cantora em cima dos palcos responsável por levar ao espectador um espetáculo de perfeccionismo com muita água e dançarinos bem coreografados. Kylie, assim como a colega Madonna, sempre dominou com maestria a arte de ser um modelo exemplar que as cantoras mais novas costumeiramente tomam como influência – de 2011 pra cá quantas músicas exploraram a temática “Deusa do Amor” mesmo?


64. THE FAME / THE FAME MONSTER – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2008 e 2009;

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame”, “Paparazzi” / “Bad Romance”, “Telephone”, “Alejandro” e “Dance in the Dark”;

Não deixe de ouvir também: “Paper Gangsta”, “Fashion” / “Monster” e “So Happy I Could Die”.

Lady Gaga não é nenhum segredo pra ninguém! Trazendo para a internet as maiores bizarrices que o mundo já teve a experiência de ver, é quase impossível de se imaginar que antes de 2008 Stefani Germanotta era apenas uma novata buscando por seu espaço na música. Antes de Nicki Minaj sair por aí desfilando suas perucas supercoloridas para onde quer que fosse, Gaga já havia, muito tempo antes, feito isso se tornar uma moda – quando eternizou a icônica franja platinada que vimos no videoclipe de “Poker Face”. Desenvolvendo um gosto peculiar pelo mundo fashion, “The Fame” foi o 1º trabalho profissional dela como cantora, momento em que não se contentou com apenas uma profissão e desenvolveu suas habilidades como compositora e produtora. Como se não bastasse o super sucesso que seu álbum fez desde o lançamento, 1 ano depois foi liberado “The Fame Monster”, o EP que sucedeu a sua estreia como uma mega superstar e trouxe 8 novas músicas de Gaga + as 16 faixas da versão deluxe de “The Fame”. A influência da loira é tão gigantesca que os dois projetos foram responsáveis por disseminar o eletropop e synthpop que dominam até os dias de hoje as rádios de todo o planeta.


65. KILLER LOVE – NICOLE SCHERZINGER

Gravadora:  Interscope Records, 2011;

Singles: “Poison”, “Don’t Hold Your Breath”, “Right There”, “Wet” e “Try with Me”;

Não deixe de ouvir também: “Killer Love”, “Say Yes”, “Power’s Out” e “Everybody”.

Depois de cancelar o que seria a sua estreia na indústria fonográfica como artista solo com o álbum “Her Name Is Nicole” – que a propósito, tinha a super gostosa “Baby Love” em sua tracklist -, a líder das Pussycat Dolls voltou para os estúdios de gravação e por 4 anos trabalhou em seu álbum debut. “Killer Love”, a estreia de Scherzinger longe de suas colegas de grupo, surgiu em um distante 2011 como a primeira tentativa de independência e inclusão da cantora no mundo da música eletrônica. Com uma personalidade forte e uma imagem super sensual, a morena chamou os conceituadíssimos RedOne e Stargate para produzir, e Enrique Iglesias e 50 Cent para gravar colaborações especiais que entraram nas versões standard e deluxe do disco. Recebendo críticas mistas vindas dos especialistas musicais, muitos elogiaram os “vocais fortes e carregados de emoção” de Nicole no decorrer do trabalho, enquanto outros criticaram o “excessivo trabalho” de RedOne que culminou na similaridade cansativa das faixas.


66. BIONIC – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2010;

Singles: “Not Myself Tonight”, “Woohoo” (*), “You Lost Me” e “I Hate Boys” (*);

Observação: (*) lançadas apenas como single promocional/regional;

Não deixe de ouvir também: “Prima Donna”, “Lift Me Up”, “Birds Of Prey” e “Stronger Than Ever”.

Christina Aguilera já havia experimentado o gostinho de ser uma das mulheres mais prestigiadas da indústria fonográfica depois de retomar as suas origens e gravar “Back To Basics” (#54 em ALTERNATIVE & VINTAGE), o álbum influenciado pelo blues, jazz e soul. Indo na direção completamente oposta, foi anunciado pela mesma que seu próximo disco de inéditas teria um ar completamente futurista e, para isso, faria o uso de alguns sintetizadores aqui e ali. Assim nasceu “Bionic”, o 6º álbum da musicista que trazia dois lados da “Voz da Geração”, agora a verdadeira “Mulher Biônica” dos tempos modernos. O primeiro deles, por óbvio, era o robotizado, no qual a cantora se jogou de cabeça na dance music e produziu os hinos mais destruidores de seu catálogo discográfico. O segundo, bem diferente, contrariando a informação vazada na época de que estaria cansada da sua própria voz, foi exatamente a faceta vulnerável que Aguilera adquiriu após a vida de casada e a vinda da maternidade. Trazendo mais uma vez o alter ego Xtina à tona (apesar de o termo Madam X estampar uma foto do ensaio fotográfico do material), “Bionic” foi e continua sendo um dos álbuns mais injustiçados do cenário musical por estar a frente do seu tempo desde o seu lançamento, há 5 anos.


67. MESSY LITTLE RAINDROPS – CHERYL COLE

Gravadora: Fascination Records, 2010;

Singles: “Promise This” e “The Flood”;

Não deixe de ouvir também: “Yeah Yeah”, “Amnesia, “Let’s Get Down” e “Waiting”.

Assim como Nicole Scherzinger preparava por debaixo dos panos a sua estreia como artista solo fora do The Pussycat Dolls, a britânica Cheryl Cole seguiria os mesmos passos enquanto pensava em sair do Girls Aloud, um dos grupos mais populares do século XXI na “Terra da Rainha”. Após o sucesso de seu multiplatinado disco de estreia, “3 Words”, é chegado o momento da Srtª Cole dar aos fãs o seu 2º material de inéditas, o denominado “Messy Little Raindrops”. Gravado em Londres e em Los Angeles, Cheryl decidiu mudar um pouco o pop-chiclete que produziu em seu trabalho anterior e, buscando sua verdadeira identidade, se aventurou corajosamente pela música eletrônica – a qual predominou também em seus 2 discos posteriores. Apesar de muitos criticarem o verdadeiro talento da cantora no mercado musical atual, é impossível negar a sólida carreira desenvolvida por Cole no Reino Unido. Grandes nomes, como Adele, chegaram, inclusive, a fazer covers da cantora, como este de “Promise This” que você precisa conhecer. Destaque para “Waiting”, a canção que encerra o álbum e recebeu samples de “A Thousand Miles”, da Vanessa Carlton.


68. X – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Parlophone Records, 2007;

Singles: “2 Hearts”, “Wow”, “In My Arms”, “All I See” e “The One”;

Não deixe de ouvir também: “Like A Drug”, “Sensitized”, “No More Rain” e “Stars”.

Simbolicamente, “X” foi liberado não apenas como o 10º álbum de inéditas da Kylie Minogue, mas também como o renascimento obrigatório que a mídia a impôs depois de todos os problemas envolvendo a super exposição de um indesejável câncer de mama. Agora curada e pronta para voltar ao batente, originalmente pretendia-se nomear o novo trabalho como “Magnetic Electric”, uma das canções gravadas pela cantora e que entraria na tracklist do disco. Porém, o falatório dos fãs e admiradores da cantora em fóruns musicais e sites da web foi tão grande que, depois de costumeiramente chamá-lo de “X Album” – em algarismos romanos, X é o equivalente a 10 -, Kylie acabou por se render e aceitar que este seria o melhor nome para o sucessor de “Body Language”, de 2003. Com a ajuda dos produtores Bloodshy & Avant, Guy Chambers, Calvin Harris  e Freemasons, a dona do sucesso “All The Lovers” revelou, à época, que não quis dar enfoque sobre a triste experiência que viveu após o diagnóstico médico recebido em 2005, e por isso seguiu as tendências do eletropop. “Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos [“Cosmic” e “No More Rain”], mas não quis priorizar isso”. Bom, a escolha me parece ter sido certeira, já que os críticos musicais elogiaram bastante a “vitalidade e grande quantidade de diversão” trazida pela veterana.


69. LIFE IS EASY – BRIGHT LIGHT BRIGHT LIGHT

Gravadora: Red Distribution, 2014;

Singles: “In Your Care”, “I Wish We Were Leaving”, “I Believe”, “An Open Heart”, “Everything I Ever Wanted” (*), “There Are No Miracles” e “Good Luck”;

Observação: (*) lançada apenas como single promocional;

Não deixe de ouvir também: “Lust For Life”, “More Than Most”, “Too Much” e “Happiness”.

Assim como o AlunaGeorge, conheci o Bright Light Bright Light depois de receber uma lista do meu namorado contendo 10 discos que eu deveria ouvir de qualquer maneira. Nascido sob o nome Rod Thomas, Bright Light x2 é um cantor inglês independente que fez sua estreia lá em 2006, com o single “Good Coat” do álbum “Until Something Fits”. Criando para si um novo nome artístico assim como Stefani Germanotta fez em 2008 com o seu aclamado “The Fame”, este já é o segundo disco lançado por Thomas sob o pseudônimo Bright Light Bright Light. “Life Is Easy” é, ainda, o primeiro álbum do cantor a entrar nas tabelas musicais do Reino Unido, conseguindo um #139 no “UK Albums Chart”, #19 no “UK Independent Albums Chart” e #3 no “UK Indie Breakers Chart”. Das 11 fantásticas faixas que integram o álbum, duas se destacam por ter sido gravadas ao lado de nomes bem conceituados do meio musical: “I Wish We Were Leaving”, com o Elton John, e “Good Luck”, com Ana Matronic, vocalista do Scissor Sisters (essa última incluída apenas na versão solo do disco). Conheça o trabalho do cantor assistindo ao vídeo de “I Believe” clicando aqui.


70. CAN’T BE TAMED – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2010;

Singles: “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “Liberty Walk”, “Two More Lonely People”, “Take Me Along” e “Robot”.

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, “Bangerz” não foi a primeira tentativa de Miley Cyrus para libertar-se da “mancha” que Hannah Montana havia deixado em seu passado. No mesmo ano em que a última trilha sonora da série de TV foi liberada sob o selo da “Walt Disney Records”, o 3º álbum da cantora, desvinculado da marca que a tornou famosa, também chegou ao mercado internacional. Gravado majoritariamente enquanto estava em turnê com a “Wonder World Tour”, Miley chegou a dizer que se inspirou bastante no eletropop de Lady Gaga enquanto trabalhava com John Shanks e a equipe da Rock Mafia na produção do disco. “Can’t Be Tamed”, liderado pelo single de mesmo nome, foi divulgado como o tão sonhado amadurecimento musical que todos tanto esperavam desde que Cyrus se destacara pelo mundo com o single “Se You Again”, lá em 2007. Entretanto, o uso excessivo de autotune e demais efeitos sonoros não agradou muito os críticos e o público de uma forma geral. Resultado? Muito se reprovou a “falta de emoção na voz da cantora” e as “canções genéricas” que entraram para a tracklist final do trabalho. Opinião própria: é uma pena que o fracasso tenha inspirado Miley a ser, atualmente, mais conhecida por sua língua que por seu talento.


71. HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records, 2008;

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”;

Não deixe de ouvir também: “Heartbeat”, “She’s Not Me”, “Beat Goes On” e “Devil Wouldn’t Recognize You”.

Existe uma razão para este ser o meu álbum favorito da “Rainha do Pop” e, apesar de poucos gostarem tanto assim deste disco, eu tenho os meus motivos para isso. “Hard Candy” foi liberado como o grande sucessor de “Confessions on a Dance Floor”, disco que havia trazido de volta o nome de Madonna para a mídia depois do desempenho morno de “American Life”. Sem a pressão de gravar um trabalho que ficasse marcado na História, eu sinto que nesta produção a cantora teve a opção de tirar um pouco o pé do acelerador e, dessa forma, acabou por pegar mais leve consigo mesma do seu tão conhecido perfeccionismo. Parecendo muito mais natural e convincente, Madonna soa em “Hard Candy” como se não mais estivesse preocupada em chocar ou polemizar as pessoas – tarefa essa que seria mais tarde desempenhada por Lady Gaga. Exemplo disso é o clipe do carro-chefe “4 Minutes”, um featuring com Timbaland e Justin Timberlake. Madonna dificilmente grava colaborações com outros artistas, mas, você pode ter certeza que, quando isso acontece, a regra é fazer mágica nos estúdios de gravação – é claro, com algumas exceções presentes em “MDNA”, diga-se de passagem “I Don’t Give A”.


72. CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2008;

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”;

Não deixe de ouvir também: “Out From Under”, “Unusual You”, “Mannequin” e “Phonography”.

Mesmo que “Blackout” (#1 em LIGHTS OFF) tivesse calado a boca de todos aqueles que diziam estar Britney Spears morta para a cultura pop contemporânea, a “Bíblia do Pop” não foi forte o suficiente para cobrir o vexame ocorrido no “VMA” de 2007 com aquela performance estranhíssima de “Gimme More”. Voltando para os estúdios de gravação e, aos poucos, recuperando um pouco a admiração das pessoas e dos tabloides, a loira mais pesquisada da internet precisava de um novo álbum para voltar com tudo e exibir a nova boa forma. Encabeçado pelo hit pronto “Womanizer”, o 6º disco de estúdio de Spears foi lançado seguindo os instrumentais dançantes já abordados em “Blackout”, mas desta vez ambientado num cenário bem menos obscuro. Retornando sua parceria com os produtores Max Martin e Danja, Larry Rudolph e Teresa LaBarbera foram os produtores executivos escolhidos para coordenar o rumo seguido por “Circus”, o qual foi finalizado pela turnê “The Circus Starring Britney Spears”. Mais sucedido comercialmente que o disco anterior, o material inédito recebeu, em sua maioria, críticas positivas as quais ora elogiavam os “interlúdios melódicos”, ora demonstravam certa repulsa pelos vocais da cantora que aparentavam “tédio e desconexão”. Britney gostou tanto de seu disco anterior que trouxe para a tracklist de “Circus” a faixa “Radar”, lançada oficialmente como o 4º e último single desta icônica era.


Espero que todos vocês tenham gostado e apreciado positivamente este especial que começamos já há um bom tempo e terminamos aqui, depois de 7 blocos tão diferentes entre si. Encerrando definitivamente esta viagem que fizemos no tempo e nos meus arquivos pessoais, deixo a mensagem que sempre digo e repito: continuo aberto para recomendações, críticas e elogios. Sintam-se livres para me contactar em qualquer uma das minhas redes sociais ou qualquer publicação deste blog. Me conte o que você gostaria de ver no Caí da Mudança. Talvez mais review de filmes? Games? Desenhos animados? Estou a disposição de vocês.