Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 1)

Olá, tudo bem com vocês, meus caros? Depois de passarmos alguns dias sem grandes atualizações é finalmente chegado o momento de trazer aqui para o blog mais uma das nossas listinhas tão especiais montadas com todo o carinho do mundo. E, desta vez, dando sequência à nossa viagem intergalática pelo universo musical, resolvi mergulhar de cabeça num buraco negro que estava ali dando sopa e acabei batendo de frente com algo que fez meus olhos brilharem mais que os alinhados dentes do Professor Lockhart.

Sendo transportado para um túnel do tempo e arremessado há centenas de anos-luz do nosso atual 2015, fui parar na fantástica Terra 00s e encontrei um pouco do passado de cada um de vocês que estão lendo esta publicação. Resgatando algumas das melhores músicas que nos acompanharam pela última década, decidi selecioná-las e cheguei a um total de 15 faixas que continuam tão nostálgicas quanto antes, quando foram gravadas e liberadas há milhões de anos atrás.

Inaugurando a nossa primeira parte deste especial, eu lhes deixo a seguir com 8 destas 15 preciosidades que definitivamente merecem a atenção de seus ouvidos e que com certeza farão muitos se descabelarem de tanta emoção. Ah, e é claro, não deixe de conferir a nossa playlist no final deste post pois isso será essencial, okay?


1. Pieces Of Me – Ashlee Simpson

Álbum / ano de lançamento: “Autobiography”, 2004;

Gravadora: “Geffen Records”;

Composição: Ashlee Simpson, Kara DioGuardi e John Shanks;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #4 no Reino Unido, #5 nos EUA, #7 na Austrália.

Eu duvido que você encontre uma música com mais cara de verão que não seja “Pieces Of Me”, o single que marcou a estreia da até então novata Ashlee Simpson junto ao meio musical. Seguindo os passos de sua irmã mais velha, a popstar Jessica Simpson, foi com esta música que a caçula da família de artistas passou um dos momentos mais vergonhosos de todo o cenário pop: o tão comentado playback do “Saturday Night Live”, de 2004. Após uma apresentação bem feita de seu grande sucesso, Ashlee daria uma palinha da música “Autobiography” para o pessoal; isso se os vocais de “Pieces Of Me” não surgissem sem qualquer aviso prévio e denunciassem o seu microfone desligado. Claro que, mais tarde, acabou por ser atestado que Ashlee encontrava-se com problemas em suas cordas vocais no dia da apresentação (o que justificaria facilmente o lip sync mal executado), mas o incidente por si só já foi o suficiente para o pessoal cair matando em cima da morena. O resultado foi que Ashlee teve de ralar muito para provar que realmente tinha talento e fixar seu nome entre uma das melhores musicistas de sua geração.


2. Too Little Too Late – JoJo

Álbum / ano de lançamento: “The High Road”, 2006;

Gravadora: “Da Family”, “Blackground Records” e “Universal Motown Records”;

Composição: Billy Steinberg, Josh Alexander e Ruth-Anne Cunningham;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #3 nos EUA, #4 no Reino Unido, #10 na Austrália.

Eu sei que você já chorou vários términos de namoros e demais desilusões amorosas ao som de “Too Little Too Late”, o 1º single da cantora JoJo para o seu 2º álbum, “The High Road” (atire a primeira pedra a garota que nunca se identificou com um “eu era jovem e apaixonada, eu te dei tudo, mas isso não foi suficiente. E agora você quer se comunicar, mas você sabe que é apenas um pouco tarde demais”). Apostando pesado em seus dotes de vocalista e dando tudo de si no maior hit de sua carreira, é difícil de imaginar que a norte-americana tinha apenas 15 anos quando gravou a canção e a incluiu no seu disco lá de 2006. Faixa indispensável daquelas coletâneas de DVDs piratas contendo baladinhas românticas que rodavam os camelôs de todo o Brasil, “Too Little Too Late” trouxe à JoJo o recorde de maior salto na “Billboard Hot 100”, quando pulou de #66 para #3 em apenas uma semana (atualmente esta façanha pertence à Kelly Clarkson com “My Life Would Suck Without You”, #97 – #1). Com um clipe bem gracinha e cheio de emoção que ganhou os nossos corações numa vida um tanto quanto distante, dá pra acreditar que esse hino completa exatos 10 anos em agosto de 2016?


3. Complicated – Avril Lavigne

Álbum / ano de lançamento: “Let Go”, 2002;

Gravadora: “Arista Records”;

Composição: Avril Lavigne, Lauren Christy, Scott Spock e Graham Edwards;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #2 nos EUA, Áustria e Itália, #3 no Reino Unido e Alemanha.

Como o tempo passa! Passa tanto que, eu ouso dizer que quem acompanhou a Avril Lavigne lá do começo dos anos 2000 e fez uma longa pausa de uns 10 anos jamais reconheceria o mulherão que se tornou a nossa eterna “Princesinha do Pop Punk”. Amadurecendo sua imagem de molecona que andava para todos os cantos com seu Converse surrado e o skate debaixo do braço, foi ainda sob essa aparência que a canadense mais popular da cultura pop se lançou como cantora com “Complicated”, o first single de seu 1º álbum. O sucesso da loira foi tão grande que a sua parceria com o grupo de produtores The Matrix foi nomeada a duas categorias do “Grammy”, a maior premiação da música internacional, enquadrada como “Música do Ano” e “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, lá em 2002. Não levando nenhum dos gramofones dourados para casa, Avril precisou se contentar com a vitória em outras premiações também de peso, como o “MTV Video Music Awards” e o “Juno Awards”, por “Melhor Novo Artista em um Vídeo” e “Música do Ano”, respectivamente.


4. Wake Up – Hilary Duff

Álbum / ano de lançamento: “Most Wanted”, 2005;

Gravadora: “Hollywood Records”;

Composição: Joel Madden, Benji Madden, Jason “Jay E” Epperson e Hilary Duff;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Itália, #7 no Reino Unido, #29 nos EUA.

Hilary Duff já era uma das queridinhas de Hollywood desde que surgira em meados de 2003 com as viciantes “So Yesterday” e “Come Clean”, mas somente dois anos depois ela ganharia a confiança dos adolescentes de todo o mundo com o carro-chefe de sua 1ª coletânea. “Wake Up”, fruto de seus trabalhos com o produtor Joel Madden, seu namorado na época, foi apenas uma prévia do caminho que Duff seguiria dois anos mais tarde em “Dignity”, seu sombrio quarto disco de inéditas. Apesar de ainda perambular pela música pop chiclete que lhe rendera uma pequena-grande fortuna, o single marca a busca de Duff por um som mais techno e que representasse melhor a sua personalidade naquele momento. Cantando sobre sair de casa, deixar as complicações de lado e se divertir, “Wake Up” surgiu em 2005 assim como “Girls Just Want to Have Fun”, da Cyndi Lauper, havia surgido no começo dos anos 80 e arrastado consigo uma legião de jovens amantes da música pop de qualidade.


5. Big Girls Don’t Cry – Fergie

Álbum / ano de lançamento: “The Dutchess”, 2007;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Stacy Ferguson e Toby Gad;

Gênero musical: adult contemporary, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Austrália, Áustria, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, #2 no Reino Unido.

Quem algum dia chegou a duvidar que a voz feminina do Black Eyed Peas pudesse também fazer sucesso em carreira solo com certeza acabou pagando com a língua depois que “The Dutchess”, o 1º álbum solo da Fergie, saiu lá por 2006. Liderado pelo carro-chefe “London Bridge” e seguida por “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry” (também chamada de “Big Girls Don’t Cry (Personal)”) foi a escolhida para ser o 4º single oficial do material e trouxe consigo um importante título para a cantora. É que desde 2000, quando Christina Aguilera debutou seu disco de estreia na “Billboard”, nenhum outro artista havia atingido o feito de possuir três músicas de um mesmo álbum no topo do “Hot 100”, a parada musical mais importante da “Terra do Tio Sam”. Certificada 3x platina pela RIAA e 5x pela ARIA, Fergie nunca esteve tão vulnerável e emotiva em seus trabalhos anteriores, que costumeiramente a inseriram num ambiente mais festeiro e sexual. Afinal, toda grande cantora precisa de uma grande balada, “e grandes garotas não choram” assim tão fácil.


6. Say It Right – Nelly Furtado

Álbum / ano de lançamento: “Loose”, 2006;

Gravadora: “Geffen Records” e “Mosley Music Group”;

Composição: Nelly Furtado, Tim Mosley e Nate Hills;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Canadá e Nova Zelândia, #2 na Austrália, #10 no Reino Unido.

Todos sabemos que muitas músicas são responsáveis por marcarem momentos bem importantes de nossas vidas, e é claro que não poderia ser diferente com a canadense Nelly Furtado, que desde o álbum “Loose” tem trabalhado em nos presentear com alguns hinos insuperáveis. Mudando toda a sonoridade do início de sua carreira e que marcou bastante os discos “Whoa, Nelly!” e “Folklore”, foi somente a partir de seu 3º álbum que Furtado recebeu massiva popularidade pelos EUA e ganhou o mundo afora. Agitando 9 a cada 10 festas que foram celebradas há quase uma década, “Say It Right” resolveu fazer uma pausa no dance-pop de “Maneater” e no hip-hop de “Promiscuous” para liberar um R&B mais gostosinho e harmônico daqueles que nos faz querer dançar agarradinho com alguém. Amparada em uma letra bem composta e totalmente sugestiva, os versos cantados lentamente pela cantora são até a presente data um dos maiores exemplos de que sensualidade nada tem a ver com vulgaridade. Nomeada ao “Grammy” de 2008 por “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, o single acabou perdendo para “Rehab”, da Amy Winehouse.


7. Stickwitu – The Pussycat Dolls

Álbum / ano de lançamento: “PCD”, 2005;

Gravadora: “A&M Records” e “Interscope Records”;

Composição: Franne Golde, Kasia Livingston e Robert Palmer;

Gênero musical: soul;

Posição nas paradas de sucesso: #1 no Reino Unido e Nova Zelândia, #2 na Austrália e Irlanda, #5 nos EUA.

Seguindo Nicole Scherzinger e suas colegas de banda após o bom desempenho de “Don’t Cha” nas paradas de sucesso, “Stickwitu” foi a música selecionada pelo pessoal por trás das Pussycat Dolls para dar continuidade à trajetória de ouro trilhada por uma das girlbands mais sensacionais dos últimos tempos. Não era nenhuma novidade, naquela época, que as músicas do grupo eram cantadas quase que inteiramente pela Srtª Scherzinger, ficando com as demais garotas a mera tarefa de atuar como backing vocals da grande voz por trás do PCD – e, o videoclipe da música é algo que frisa isso bastante. Intercalando diversas cenas solo da morena com outras de Carmit Bachar, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Melody Thornton se espremendo em frente a câmera para receber alguns segundinhos de atenção, foi somente a partir do 2º disco que as demais meninas ganharam mais destaque dentro do grupo. Nomeada na 49ª edição do “Grammy” pela categoria “Melhor Performance Pop por um Grupo ou Dupla”, “Stickwitu” não levou a melhor e acabou sendo vencida por “My Humps”, do Black Eyed Peas.


8. All You Wanted – Michelle Branch

Álbum / ano de lançamento: “The Spirit Room”, 2002;

Gravadora: “Maverick Records”;

Composição: Michelle Branch;

Gênero musical: alternative rock, pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #3 na Nova Zelândia, #6 nos EUA, #25 na Austrália, #33 no Reino Unido.

Encerrando a nossa primeira parte das “melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes”, resolvi trazer para vocês uma canção que muitos não devem se lembrar, mas que já devem ter ouvido na trilha sonora de alguma comédia romântica dos anos 2000. Com um instrumental bem característico do novo milênio, Branch resolveu mostrar ao público um pouquinho de seus talentos líricos aqui e compôs sozinha os versos que seguem “All You Wanted”, nos proporcionando algumas preciosidades poéticas como: “se você quiser, eu posso te salvar, eu posso te levar para longe daqui. Tão sozinho por dentro, tão ocupado por fora, e tudo que você queria era alguém que se importasse”. Ao lado de “Everywhere”, a primeira gravação da cantora liberada como o first single do “The Spirit Room”, “All You Wanted” tem aquela pegada pop-rock tão bem produzida pelo John Shanks (Ashlee Simpson, Hilary Duff, Miley Cyrus) e que tanto fez parte da nossa infância e adolescência. O coração não chega a aguentar tantas saudades, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

Fique de olho por aqui, pessoal, pois a parte 2 desta fantástica playlist deverá sair até o final de semana. 😉

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3/7: Os meus 72 discos favoritos – ¡CALIENTE!

4. Caliente

Dando sequência ao especial que elaborei sobre os meus 72 discos favoritos de todos os tempos e, depois de já ter disponibilizado os blocos LIGHTS OFF e LIGHTS ON, é chegada a hora de esquentarmos um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, a 3ª parte desse projeto que têm nos feito viajar para tão longe.

Devo adiantá-los que este é o nosso bloco mais curto, mas nem por isso o menos importante ou interessante. A seguir, você encontrará 8 títulos que não necessariamente foram gravados em espanhol, mas que receberam as influências da tão mágica cultura latina. Seja para matar a saudade ou para conhecer trabalhos que muitos de vocês não devem ter ouvido falar antes, esta publicação é destinada a todos aqueles que respeitam a diversidade musical e adoram uma mistura de ritmos, batidas e vibrações diversas.


1. Nuestro amor22. NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: EMI Music, 2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras De Mí” e “Este Corazón”;

Não deixe de ouvir também: “Así Soy Yo”, “Fuera”, “Qué Hay Detrás” e “Liso Sensual”.

Todos que hoje têm entre 20 e 25 anos e acompanharam a novela mexicana “Rebelde”, transmitida pelo SBT pela primeira vez entre 2005 e 2006, sabem do que eu estou falando quando menciono “matar a saudade” logo ali em cima. Estrelada pelo sexteto RBD, Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher Uckermann e Christian Chavéz foram durante muitos anos os ídolos favoritos de meninos e meninas que passaram pela conturbada fase da adolescência. Com uma pegada pop-rock característica do grupo e da sonoridade da época, os integrantes do RBD devem sentir um imenso orgulho por terem gravado um dos melhores disco de pop latino de todos os tempos. Seja pelos vocais insanos de Anahí na faixa-título “Nuestro Amor” ou pela maturidade trazida por Maite Perroni em “Qué Hay Detrás”, o grupo ultrapassou todos os limites do inimaginável quando gravaram o seu 2º material em estúdio e deixaram o 1º anos-luz de distância em amadurecimento profissional. Destaque ainda para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone”, da Kelly Clarkson, e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day”, da sueca Mikeyla.


2. Loose23. LOOSE – NELLY FURTADO

Gravadora: Geffen Records, 2006;

Singles: “No Hay Igual”, “Promiscuous”, “Maneater”, “Say It Right”, “All Good Things (Como To And End)”, “Te Busqué”, “Do It” e “In God’s Hands”;

Não deixe de ouvir também: “Afraid”, “Glow”, “Somebody To Love” e “Let My Hair Down”.

Com certeza um dos álbuns com mais singles que eu já vi até a presente data, Nelly Furtado estava sentada no topo do mundo quando terminou a divulgação de “Loose”, seu 3º trabalho de inéditas. É neste CD que encontramos as gigantes “Say It Right” e “Promiscuous”, responsáveis por imortalizar o nome de Nelly no cenário musical e fazer com que nenhum outro artista chegasse aos seus pés durante anos e mais anos. A crítica, quando do lançamento de “Loose”, elogiou a atuação de Timbaland no disco, dizendo por diversas vezes que a combinação entre ele e Furtado foi primordial para revitalizar a imagem artística e comercial da cantora. Seja cantando R&B, dance-pop ou hip-hop, Nelly sempre arrasou em sua música independente do estilo que abordasse – por mais que “The Spirit Indestructible”, o incrível último material liberado pela canadense, não tenha sido tão bem recebido pelo público.


3. Mi Delirio24. MI DELIRIO – ANAHÍ

Gravadora: EMI Music, 2009;

Singles: “Mi Delirio”, “Me Hipnotizas”, “Quiero”, “Alérgico” e “Para Qué”;

Não deixe de ouvir também: “Qué Mas Da”, “Hasta Que Llegues Tú”, “Él Me Mintió” e “Hasta Que Me Conociste”.

Estamos no ano de 2009 e a nova morena do pedaço não poderia ser outra se não Anahí, agora uma ex-integrante do grupo RBD. Dando continuidade a sua carreira solo musical, é liberado o 5º álbum de estúdio da cantora em novembro do mesmo ano, o atrevido “Mi Delirio”. Já causando horrores com o carro-chefe, Anahí foi motivo de burburinho desnecessário por combinar sexualidade, sadomasoquismo, insanidade e religião num mesmo clipe – como se Madonna e Lady Gaga nunca tivessem feito isso antes. Visionária no que fez, o álbum ganhou uma edição deluxe com 2 remixes de “Mi Delirio” e mais 4 faixas inéditas, entre elas o single “Alérgico” e a obscura “Pobre Tu Alma”. Dona de uma voz suave, mas poderosa – Any foi responsável pela maioria dos high notes em backing vocal do RBD – a mexicana já planeja seu retorno à carreira musical após o estranho abandono de “Absurda”, canção liberada em 2013 mas que não ganhou nenhuma divulgação por parte de sua equipe.


4. Escape25. ESCAPE – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2001;

Singles: “Hero”, “Escape”, “Love To See You Cry”, “Don’t Turn Off The Lights” e “Maybe”;

Não deixe de ouvir também: “I Will Survive”, “One Night Stand”, “She Be The One” e “If The World Crashes Down”.

Conseguir reconhecimento musical nos dias de hoje não é uma tarefa nada fácil, mas Enrique Iglesias continua sendo um dos poucos que domina a façanha de dividir milhares de fãs não só da América Latina, mas também dos EUA e tantos países da Europa. Apesar de possuir milhões de cópias dos seus 4 primeiros álbuns espalhadas pelo mundo, foi somente em “Escape” que o espanhol passou a expandir seu império por todo o planeta. Trazendo o mega sucesso “Hero”, o 5º álbum do galã foi a primeira grande tentativa musical redirecionada ao mercado norte-americano, sem, é claro, abandonar suas origens espanholas indispensáveis. Dono de uma voz marcante e de um timbre único, nem preciso comentar que este é com certeza um dos fatores que faz Enrique ser o sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres, né?


5. She Wolf26. SHE WOLF – SHAKIRA

Gravadora: Epic Records, 2009;

Singles: “She Wolf”, “Did It Again”, “Give It Up To Me” e “Gypsy”;

Não deixe de ouvir também: “Why Wait”, “Men In This Town”, “Mon Amour” e “Loba”.

Este é sem sombra de dúvidas um dos trabalhos menos regionais da colombiana mais popular da história, mas isso não quer dizer que Shakira tenha deixado de lado suas raízes quando da elaboração e gravação de “She Wolf”, seu 8º álbum de inéditas. Apostando pesado no eletropop, sonoridade jamais trabalhada pela cantora em sua discografia, o disco recebeu ainda influências musicais de várias partes do mundo como a África, a Índia e o Oriente Médio. Brincando com diversos estilos musicais (R&B, hip-hop, rock, hindu music), Shakira foi primorosa ao combinar tudo o que podemos ouvir por aí com os seus tão característicos elementos da música latina que a tornaram tão famosa. E tudo isso é acompanhado do que? Isso mesmo, do sotaque castelhano que nos faz rebolar na pista de dança desde os tempos de “Whenever, Wherever”.


6. Celestial27. CELESTIAL – RBD

Gravadora: EMI Music, 2006;

Singles: “Ser O Parecer”, “Celestial”, “Bésame Sin Miedo” e “Dame”;

Não deixe de ouvir também: “Tu Dulce Voz”, “Algún Día”, “Me Cansé” e “Es Por Amor”.

Depois de dois álbuns bem sucedidos e duas turnês que percorreram diversos países da América, o RBD já tinha adquirido tanta fama que era impossível não conhecer os singles do grupo ou a novela estrelada pelo sexteto (no Brasil transmitida pela emissora de Sílvio Santos). Após o bem recebido “Nuestro Amor”, o qual levou um 2º #1 para os integrantes em seu país de origem, o México, “Celestial” chegou as prateleiras castelhanas em 23 de novembro de 2006. Seguindo o formato pop latino trabalhado nos dois primeiros discos da banda – só que dessa vez não tão obscuro como em “Nuestro Amor” -, “Ser O Parecer” foi a faixa escolhida para abrir a divulgação do disco. Assim como os outros discos do RBD, “Celestial” também traz alguns covers em sua tracklist, sendo eles “Tu Dulce Voz” (“The Little Voice”, gravada originalmente por Sahlene – e também regravada por Hilary Duff para o seu álbum de estreia), e “Bésame Sin Medo” (“Kiss Me Like You Mean It”, da norte-americana Sarah Paxton). O 3º trabalho de inéditas da banda foi tão bem recebida nos EUA que conseguiu emplacar um #15 na “Billboard 200”, a relação dos 200 álbuns mais vendidos semanalmente em terras estadunidenses.


7. 728. 7 – ENRIQUE IGLESIAS

Gravadora: Interscope Records, 2003;

Singles: “Addicted” e “Not In Love”;

Não deixe de ouvir também: “California Callin’”, “Break Me, Shake Me”, “Be Yourself” e “Live It Up Tonight”.

Você pode achar que foi só por volta de 2010 que Enrique Iglesias passou a ser visto nas baladas da vida gravando clipes para hits como “I Like It” e “Tonight (I’m Fuckin’ You)”, mas sinto-lhe informar que isso já acontecia há algum tempo. Liberado há distantes 12 anos, o sucessor de “Quizás” aparece como mais uma tentativa de Iglesias em fixar seu nome nos charts norte-americanos. Não tão bem sucedido como “Escape” (2001), “7” é uma ótima dica para quem curte o lado “menos raiz” do cantor e acaba por preferir suas músicas gravadas em inglês. O legal deste disco é que, apesar de ser predominantemente pop, Enrique nunca abandonou 100% os elementos da música latina responsável pela produção de seus trabalhos anteriores, seja por sua voz tipicamente carregada, seja pelos instrumentais de músicas como “Say It”, “Addicted” e “Wish You Were Here (With Me)”.


8. Life29. LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: Columbia Records, 2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It On Me” e “It’s Alright”.

Não deixe de ouvir também: “I Won’t Desert You”, “Stop Time Tonight”, “I Am” e “This Is Good”.

“Música + Alma + Sexo” (2011) é definitivamente um dos meus trabalhos favoritos deste esplêndido músico, e pra dizer bem a verdade foi por pouco que não incluí essa obra em ¡CALIENTE!, o nosso 3º bloco dos meus 72 discos favoritos. Todavia, o 8º álbum solo de Martin, “Life”, faz mais jus à palavra que intitula esta publicação e vocês entenderão o porquê disso agora mesmo. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, desde “Livin’ La Vida Loca” não presenciamos o porto-riquenho em uma fase tão… er, gostosa de se ver, e eu não afirmo isso apenas visualmente como também musicalmente. Prova disso é o clipe gravado para o lead single “I Don’t Care” que com certeza corroborá tudo o que disse até agora – qualé, Ricky, “eu não me importo, apenas quero ser seu”. Vale destacar, ainda, as brilhantes “I Am” e “This Is Good”, faixas que integram o álbum e fizeram bonito ao trazer essa imagem mais madura para o cantor.


TEEN SPIRIT vem aí…