Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.

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Hora de se atualizar! Saiba quais foram os últimos lançamentos do pop internacional (em álbuns)

Anda sem tempo para acompanhar o que tem pintado de bom e de novo no movimentado mundo da música internacional? Pois não precisa mais se preocupar. Depois de trazermos as duas primeiras partes do especial “Hora de se atualizar” com as melhores músicas que foram lançadas durante este 2º semestre de 2015 (relembre aqui e aqui), chegou o momento de conhecer alguns dos melhores discos liberados nas últimas semanas e que você precisa conferir por conta própria. Encoste-se, relaxe e aproveite o fim de semana para se jogar nas nossas dicas a seguir selecionadas:


LANÇAMENTOS

SWAAY – DNCE

Liberado há quase um mês (23/10), “SWAAY” foi o nome recebido pelo 1º extended play da banda DNCE responsável por introduzir o trabalho dos caras ao público em geral. Recebendo a assinatura de seus membros (Joe Jonas, Jack Lawless, Cole Whittle e JinJoo Lee) e a permissão da “Republic Records”, o material é formado por 3 novas faixas acompanhadas da já conhecida “Cake by the Ocean”, o single principal que serviu de suporte para fazer a estreia do grupo na “Billboard Hot 100” na posição #79. Seguindo por um pop-rock bem semelhante ao de Robin Thicke e Maroon 5, a DNCE foi formada oficialmente neste ano e não deverá demorar para liberar o seu 1º disco de inéditas, o qual ainda não possui data fixada de lançamento – mas poderá ver a luz do dia já em 2016. Destaque para a faixa “Toothbrush”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “CAKE BY THE OCEAN”.


Liberman – Vanessa Carlton

Com uma forte discografia formada por 4 belos álbuns liberados desde 2002 (quando ganhou o mundo com o megassucesso “A Thousand Miles”), Vanessa Carlton retornou para os estúdios de gravação após um descanso de 4 anos e nos entregou, no último mês (23/10), o seu 5º disco de inéditas. Sucessor de “Rabbits on the Run” (2011), “Liberman” ganhou as estantes das lojas após nos conquistar com a singela divulgação do EP “Blue Pool” e “Willows”, a 2ª canção do material. Tendo sua promoção iniciada por “Operator”, o poderoso first single, Carlton tem mostrado que seu novo contrato com a “Dine Alone Records” a tem motivado bastante na divulgação do atual trabalho em questão. Partindo para o seu 2º single em um intervalo de menos de 2 meses, “House of Seven Swords” foi a canção escolhida para continuar a trajetória inicial do maravilhoso “Liberman”: um dos mais tocantes discos já gravados pela moça e que segue a linha mais acústica de “Rabbits on the Run”. Destaque para a faixa “Unlock the Lock”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “HOUSE OF SEVEN SWORDS”.


Get Weird – Little Mix

Dando sequência ao catálogo da girlband britânica que já conta com os fascinantes “DNA” e “Salute”, “Get Weird” é o 3º álbum gravado pelas meninas do Little Mix e liberado no começo de novembro (06/11) sob a orientação da “Syco Music” (a gravadora de Simon Cowell) e da “Columbia Records”. Precedido pelo abre-alas “Black Magic” – o hit que foi #1 no Reino Unido e #67 nos EUA –, o disco foi recebido razoavelmente bem pelos críticos musicais de plantão, muitos dos quais destacaram as influências da música dos anos 80 e 90 para a formação do trabalho. Super alto-astral, “Get Weird” cumpre o seu papel ao agitar o ouvinte e tentar fazê-lo requebrar com sua eloquente mistura de dance-pop com R&B, mas peca por não apresentar nenhum momento marcante ou de tirar o fôlego (como “Wings”, do “DNA”, e “About the Boy”, do “Salute”). Não progredindo em absolutamente quase nada, o único diferencial do álbum fica mesmo com o single “Black Magic”, música responsável por expandir o nome do grupo durante o 1º semestre do ano e dar maior visibilidade para as talentosas Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade. Destaque para a faixa “Weird People”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “BLACK MAGIC”.


Delirium – Ellie Goulding

Seguindo a sonoridade já experimentada por Ellie em seus últimos singles de sucesso (“Burn”, “Outside”, “Love Me Like You Do”), “Delirium” é o 3º trabalho da cantora inglesa lançado pela “Polydor Records” logo na primeira semana deste mês (06/11). Guiado por “On My Mind”, o 1º single extraído do material, o disco que contou com as produções de Max Martin, Ilya Salmanzadeh e muitos outros vem para fixar o nome de Goulding como uma das maiores hitmakers britânicas da atualidade. Majoritariamente projetado para agradar o gosto mainstream, por mais batido que o dance-pop esteja no mercado fonográfico contemporâneo, é inevitável dizer que “Delirium” tem os seus bons momentos de grandiosidade. A primeira metade do álbum, que vai de “Intro (Delirium)” a “Keep on Dancin’”, funciona bem e convence o ouvinte sobre o caminho pretendido pela sua intérprete, e por mais que perca um pouco do seu foco com a chegada de “On My Mind”, “Don’t Need Nobody” e “Don’t Panic” surgem para recuperar todo o gás perdido pelas 5 faixas anteriores. Um trabalho coeso e poderoso, mas que assim como qualquer outro apresenta alguns deslizes. Destaque para a faixa “Something In the Way You Move”.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE”.


Are You Ready? – Abraham Mateo

Depois de atingir o top 10 de seu país de origem com o hit “All the Girls”, do álbum “Who I AM” (2014), chegou o momento do cantor espanhol Abraham Mateo dar continuidade à caminhada pela independência musical com “Are You Ready?”, seu 4º disco de inéditas. Movido pelo carro-chefe “Old School”, o material gravado e promovido pela “Sony Music Spain” foi liberado para compra na última semana (13/11) e surpreende o ouvinte ao fazer um bem bolado entre as línguas espanhola e inglesa. Com apenas 17 anos, Mateo parece querer seguir os passos de Enrique Iglesias e cada vez mais tem investido pesado na divulgação de seus trabalhos pelo continente norte-americano. Apesar de não inovar em nada e se mostrar um lançamento bem genérico (mais do mesmo), no fim das contas “Are You Ready?” se faz uma ótima dica para quem curte o teen-pop de outros astros da atual geração de cantores, como Austin Mahone e Cody Simpson. Destaque para a faixa “If I Can’t Have You”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “OLD SCHOOL”.


Ben Haenow – Ben Haenow

Saindo vitorioso da 11ª edição do reality britânico “The X Factor”, o álbum homônimo de Ben Haenow é o 1º gravado pelo novato sob o selo da “Syco Music” e da “RCA Records”, disponível para compra desde o dia 13/11. Recebendo o apoio da 1ª “American Idol” Kelly Clarkson, “Second Hand Heart” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do trabalho e acabou sendo liberada em forma de dueto pelos talentosos cantores. Trazendo 10 faixas na edição standard e 14 na deluxe, “Ben Haenow” conta com composições de Ryan Tedder, Benny Blanco e do próprio Ben, quem escreveu a maior parte das músicas que compõem o CD. Fazendo uma brecha no atual movimento mainstream que tem dominado as rádios de todo o planeta, o disco foi moldado pelo pop-rock e soa como uma amostra do que de melhor rolou há anos atrás nas paradas de sucesso. Pouco interessante, mas um ótimo começo para um nome tão jovem que ainda tem muito a aprender (por mais músicas como “Greatest Mistake” e menos como “Make It Back to Me”). Destaque para “One Night”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “SECOND HAND HEART”.


Kylie Christmas – Kylie Minogue

13º disco de inéditas lançado pela australiana Kylie Minogue na semana passada (13/11) com o apoio da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records”, “Kylie Christmas” traz uma coletânea de diversos clássicos da música natalina já regravadas por inúmeros cantores populares da indústria com outras 6 faixas inéditas compostas pela própria Kylie. Destaque para “100 Degrees”, o dueto com a irmã mais nova da veterana, Dannii Minogue. Não deixe de ler agora mesmo o nosso especial exclusivo sobre o “Kylie Christmas”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “100 DEGREES”.


Made in the A.M. – One Direction

Dando sequência aos seus projetos musicais (mas desta vez sem Zayn Malik), o quarteto formado por Harry, Louis, Niall e Liam divulgaram para o mundo seu 5º álbum de estúdio há 8 dias (13/11) com o objetivo de fazer de “Made in the A.M.” um dos seus trabalhos mais ecléticos, maduros e bem vistos pelo público geral. Destaque para a faixa “What I Feeling”. Não deixe de ler, ainda, o nosso especial exclusivo sobre o “Made in the A.M.”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “PERFECT”.


Purpose – Justin Bieber

Impressionando com uma versatilidade jamais vista antes, Justin Bieber foi capaz de recriar toda sua sonoridade com o lançamento de “Purpose”: seu 4º álbum de estúdio que estreou na semana passada (13/11) sob a proteção da “Def Jam Recordings” e traz inúmeras parcerias de ouro com cantores, compositores e produtores. Destaque para a faixa “I’ll Show You”. Não deixe de ler, também, o nosso especial exclusivo sobre o “Purpose”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “MARK MY WORDS”.


RELANÇAMENTOS

Title (Special Edition) – Meghan Trainor

Relançamento do 1º álbum de estúdio da novata Meghan Trainor que estreou no mercado em 9 de janeiro de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 15 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Title (Special Edition)” traz 4 faixas bônus – “Good to Be Alive”, “What If I (Guitar Version)”, “Title (Acoustic)” e “I’ll Be Home” – além dos vídeos gravados para os singles “Title”, “All About That Bass”, “Dear Future Husband” e “Like I’m Gonna Lose You”; e os bastidores destes 3 últimos. Destaque para a faixa “I’ll Be Home”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “DEAR FUTURE HUSBAND”.


Nick Jonas X2 – Nick Jonas

Relançamento do 2º álbum de estúdio do Nick Jonas em carreira solo que estreou no mercado em 10 de novembro de 2014, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 14 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Nick Jonas X2” traz 3 faixas bônus – “Levels”, “Area Code” e “Good Thing” (feat. Sage the Gemini) – e 4 novos remixes: “Chains (feat. Jhené Aiko)”, “Jealous (feat. Tinashe)”, “Teacher (Young Bombs Remix Radio Edit)” e “Levels (Alex Ghenea Radio Edit)”. Destaque para a faixa “Area Code”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “AREA CODE”.


Handwritten (Revisited) – Shawn Mendes

Relançamento do 1º álbum de estúdio do novato Shawn Mendes que estreou no mercado em 14 de abril de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard (porém “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much” tiveram suas versões de estúdio substituídas por versões ao vivo gravadas de uma apresentação do cantor realizada no “Greek Theater”), “Handwritten (Revisited)” traz ainda 4 faixas bônus inéditas: “I Know What You Did Last Summer” (feat. Camila Cabello), “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”. Destaque para a faixa “I Know What You Did Last Summer”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER”.


Para você, quais foram os melhores álbuns lançados durante este intenso ano de 2015? Deixe as suas respostas no campo para comentários mais abaixo e fique de olho por aqui para conferir muito mais sobre música pop.

De Justin Bieber a 1D: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação

Primeiramente, antes que qualquer um torça o nariz para o título desta matéria, seu conteúdo ou seus destinatários, farei um pedido encarecedor a você, caro leitor, que chegou até aqui por alguma razão: por favor, dê uma segunda oportunidade ao que tenho a dizer adiante. Todo ser humano possui o péssimo hábito de prejulgar aquilo que desconhece (ou que acredita conhecer: sem, na verdade, saber nada sobre o assunto) – e, dessa forma, constrói uma opinião injusta e desprovida de qualquer senso crítico legal. Eu não venho por meio deste artigo defender cantores dos quais nem ao menos sou fã, pois, meu único objetivo sempre foi compartilhar com quem acompanha o Caí da Mudança algumas de minhas diversas ideias sobre a cultura popular em geral. Nenhum discurso de ódio será tolerado, portanto, peço que tenha respeito acima de tudo. Dado o aviso, boa leitura!

One Direction e Justin Bieber são, definitivamente, dois nomes bem diferentes um do outro, mas que conseguiram, durante muito tempo, manter algumas similaridades que até mesmo o mais dedicado dos fãs não poderia negar de maneira alguma. Desde que surgiram no mercado musical há aproximadamente meia década e solidificaram uma legião de seguidores devotos – que são capazes de tudo para agradar a seus ídolos supremos –, tanto o cantor canadense quanto a banda inglesa acabaram, de uma forma ou de outra, sobrevivendo a diversas das consequências de ter o seu dia a dia exposto 24h por dia, 7 dias por semana, ao mundo todo. Vivendo como se fossem candidatos de um “Big Brother” da vida real transmitido a qualquer um com acesso à internet e aos meios de comunicação, estes garotos de 20 e poucos anos não demoraram muito para descobrir que a fama é capaz de trazer ao seu detentor várias sequelas nem sempre reveladas de imediato pelas luzes dos holofotes.

Niall Horan e Harry Styles

A principal delas, sem sombra de dúvidas, é a cobrança do público, e quando digo isso não menciono apenas profissionalmente – em relação ao som produzido pelos caras (taxado pela maioria das pessoas como infantil e sem conteúdo) –, mas também particularmente – quando milhões de pessoas passaram a vê-los com certos olhos de malícia. É fato que, enquanto os membros da banda ou o astro solo não passaram a namorar garotas ou a frequentar academias para ver seus corpos esculpidos pelos moldes exigidos pela sociedade contemporânea, muita da pressão de ser um modelo perfeito para milhares de adolescentes não deu uma folga para ninguém. Com a quase obrigatoriedade de deixar bem claro para a mídia pontos íntimos de suas personalidades (principalmente a sexualidade), não é à toa que muitos destes músicos prodígios optaram, de uns tempos para cá, em levar uma vida de incertezas totalmente desregrada de limites sociais.

O maior exemplo disso é Justin Bieber, o garoto que cresceu diante dos olhos de todo o planeta com o sonho de se tornar cantor e precisou se mostrar indiferente, desde muito jovem, com as críticas recebidas em decorrência do lançamento de seus primeiros singles (“One Time” e “Baby”). Sendo uma das maiores vítimas do bullying cibernético da história da internet (por acaso alguém aí já se esqueceu de toda a perseguição organizada por grupos de pessoas que passavam a maior parte do tempo espalhando o ódio e desejando o pior para o menino lá em 2009 e 2010?), Bieber achou por bem deixar a imagem de bom moço em segundo lugar para aventurar-se em uma nova imagem pública um tanto quanto mal vista não apenas pelos fãs, mas também por quem não sabe nada sobre sua trajetória. Não muito diferente, após uma saída conturbada do grupo ao qual pertencia desde o começo desta década, Zayn Malik é outro que vez ou outra se mete em confusão ao soltar declarações polêmicas sobre o One Direction ou sobre seus atuais membros restantes (mostrando certa “ingratidão” desarrazoada). Juntos eles representam o clássico exemplo do agredido que, com o passar do tempo, passa a adotar a figura de agressor!

Deixando estes aspectos de lado (pois não são o foco desta resenha), ambos os artistas voltaram a possuir mais um elemento em comum em suas carreiras depois que seus novos projetos acabaram por ser agendados e lançados no mesmo dia. Enquanto o One Direction trabalhava com a incerteza de ver seu 5º disco de inéditas (o 1º sem Zayn) bem aceito pelos fãs e pelo público, Justin preparava o terreno para entregar aos beliebers seu 4º álbum após o desempenho mediano da coletânea “Journals” (de 2013). “Purpose”, de Bieber, e “Made in the A.M.”, do 1D, foram liberados para as estantes das lojas norte-americanas no último 13 de novembro (sexta-feira passada) em uma competição tão intensa que rendeu, inclusive, críticas diretas do próprio canadense ao quarteto inglês. As estimativas apontam que Bieber poderá levar a melhor sobre o grupo, mas se engana quem acredita que essa diferença será muito grande (o resultado oficial nós só saberemos no próximo domingo, 22/11).

Liam Payne

Esquecendo esta doentia rivalidade enraizada no conflito Justin Bieber X One Direction, tanto um artista quanto o outro têm se saído muito bem na divulgação de suas atuais músicas de trabalho pelos territórios norte-americano e britânico, seus principais públicos alvo. Enquanto Justin conseguiu emplacar “What Do You Mean?” em #1 nos dois territórios (com direito ao 2º single “Sorry” em #2 nos EUA e #2 no UK), o One Direction segue com “Drag Me Down” em #1 no Reino Unido e #3 na América, e com “Perfect” em #2 na “Terra da Rainha” e em #10 na “Terra do Tio Sam”. Movendo a divulgação de seus projetos a todo vapor, a crítica especializada também têm majoritariamente aprovado “Purpose” e “Made in the A.M.”, como Kenneth Partridge da “Billboard”, quem concedeu a ambos os álbuns a nota 4/5 (confira as reviews em inglês aqui e aqui), e o “Metacritic”, que concedeu ao 1º 66/100 pontos e ao 2º 65/100.

Mais parecido com “Journals” e menos com “Believe”, é inacreditável o quanto a sonoridade de Justin mudou em tão pouco tempo, nos lembrando bastante aquela quebra de estereótipos vivida por Christina Aguilera em 2002 com o seu consagrado “Stripped”. Partindo para uma música mais urbana e menos pop clássica, muito do “Purpose” segue a linha de “What Do You Mean?” e aposta em batidas do R&B harmonicamente encaixadas à dance music. Com seu nome creditado na composição de todas as faixas gravadas para o álbum (muitas das quais foram coescritas também pelo compositor Jason “Poo Bear” Boyd), Ed Sheeran foi apenas mais um dos ilustres convidados que tiveram o mérito de participar do “Purpose” ao contribuir com a balada “Love Yourself”.

Carregando uma canção ou outra mais genérica (“Children”), até mesmo estas se mostram diferentes de tudo que tem tocado nas rádios atuais e acentuam que a criatividade foi um dos principais objetivos buscados por Bieber quanto da criação, produção e masterização de tudo o que compõe seu atual material. Outros destaques do disco são a parceria com o Skrillex (o mesmo de “Where Are Ü Now”), com quem Justin voltou a trabalhar em 6 das inúmeras canções de “Purpose”; o dueto com Ariana Grande no remix para o carro-chefe do trabalho (liberado apenas para quem adquirisse uma cópia do CD na pré-venda do iTunes); a emotiva faixa-título e “I’ll Show You”, “Sorry” e “Get Use To It”, as sucessoras naturais de “What Do You Mean?” (será que só eu notei uma mínima semelhança delas com a trilha sonora de um dos maiores jogos de videogame de todos os tempos? – compare aqui e aqui).

Louis Tomlinson

Confirmado o boato de que a banda passará por um hiato em 2016 para dar aos seus integrantes tempo para trabalharem em suas carreiras solo, “Made in the A.M.” marca o último álbum lançado pelo One Direction antes da pausa que deverá durar ao menos 1 ano. Seguindo o caminho aberto por “Midnight Memories” (2013) e “Four” (2014), “A.M.” definitivamente traz um som mais maduro se o comparamos a todos os outros discos da banda, especialmente “Up All Night” (2011) e “Take Me Home” (2012) – é incrível o quanto a banda cresceu em 5 anos. Acertando ao apostar suas fichas em canções mais acústicas e melodramáticas, o novo material soa menos pretensioso que seus antecessores, os quais foram naturalmente moldados para ser mainstream e redirecionados a um público mais jovem.

Não que este seja o menos cativante entre os já existentes e liberados pela discografia do grupo, mas é inevitável a busca por novos horizontes que seus integrantes têm desejado desde o lançamento do seu 3º disco. Um divisor de águas na carreira do One Direction, “Made in the A.M.” merece nossos cumprimentos por conseguir agradar diferentes gostos sem perder seu foco principal, soando totalmente coeso, coerente e nada confuso (algo fácil de acontecer em um material tão eclético). Trazendo faixas que possuem a já conhecida fórmula de seus últimos trabalhos, especialmente dos dois últimos (“Perfect”, “Olivia”, History”, “Temporary Fix”), o disco ainda consegue brincar com um som mais genérico (“Drag Me Down”) enquanto o harmoniza com uma amostra do som que a banda poderá continuar produzindo em alguns anos (“If I Could Fly”, “Long Way Down”, “What a Feeling”, “Walking in the Wind”).

Crescendo em um ambiente hostil onde o seu único anfitrião receptivo foi o seu próprio público, é admirável que os garotos do One Direction ao lado de Justin Bieber tenham conseguido sobreviver às armadilhas pregadas pela perigosa indústria fonográfica e se mostrem, hoje, verdadeiros nomes de peso. Atualmente, não é nenhuma novidade que um artista com menos de 10 anos de carreira (e que continua a trabalhar arduamente recebendo os bons méritos pelos seus esforços) já possa ser considerado um veterano no meio em que atua (Lady Gaga e Katy Perry que o digam). Da mesma forma, atingir 15 anos passa a se tornar uma missão quase impossível, vez que, cada vez mais, torna-se frequente a prática de “descartar” vozes consideradas antigas à procura de “novos talentos” (os quais, muitas vezes, não possuem talento algum). Felizmente, tanto One Direction quanto Justin Bieber já nos provaram em todos esses anos que talento é algo que possuem de sobra, lhes faltando, apenas, um redirecionamento melhor do som que costumavam produzir nos estúdios de gravação. Agora que este “problema” parece ter sido solucionado e o futuro passa a tomar forma, não me resta mais nenhuma dúvida de que estes trabalhos são apenas os primeiros de muitos que definitivamente honrarão os seus nomes e a sua eficaz competência.

Fortalecendo suas vulnerabilidades expostas ao mundo e transformando sua pele em uma casca espessa como a superfície de uma armadura, no fim das contas parece-me que toda a batalha enfrentada por Harry, Niall, Louis, Liam e Justin se mostrou compensatória!

4/7: Os meus 72 discos favoritos – TEEN SPIRIT

5. Teen Spirit

Depois de sobreviver às 3 primeiras partes deste último especial que tenho encabeçado aqui no blog (você pode lê-las aqui), jamais imaginei que conseguiria arranjar tanta paciência para continuar trazendo para vocês um pouco de tudo aquilo que tanto gosto no mercado musical. Eu sempre fui muito minucioso em cada publicação que preparo e publico por aqui, e confesso que acaba não sendo muito animadora a pressão de escrever algo interessante em tão pouco tempo – já que tenho liberado cada bloco semanalmente.

No fim das contas, eu não sei se alguém tem acompanhado ou não essa mini jornada pelos meus arquivos pessoais, mas admito que materializar esse universo abstrato tem me trazido boas recordações de tempos que não voltam mais. É com esse pequeno discurso nada motivacional que Deixando o falatório de lado, vamos falar agora sobre TEEN SPIRIT, o 4º bloco dos meus 72 discos favoritos que traz para vocês 11 obras musicais planejadas e distribuídas quando alguns de meus músicos favoritos de anos atrás ainda davam os seus passos iniciais em suas carreiras tão precoces.

E para começar…


01. Hannah Montana 2 - Meet Miley Cyrus30. HANNAH MONTANA 2: MEET MILEY CYRUS – HANNAH MONTANA/MILEY CYRUS

Gravadora: Walt Disney Records / Hollywood Records, 2007;

Singles: “Nobody’s Perfect” / “See You Again” e “Start All Over”;

Não deixe de ouvir também: “Old Blue Jeans” e “One In A Million” / “East Northumberland High” e “Clear”.

…Miley Cyrus é Hannah Montana sim senhores (ou costumava há 5 longos anos)! Foi com a 2ª e maravilhosa trilha sonora de um dos seriados mais badalados já criados pelo “Disney Channel” que a jovem filha de Billy Ray Cyrus teve a grande oportunidade de estrear o seu 1º material desvinculado da peruca loira que a fez tão famosa. Isso porque o pessoal por trás da imagem pública do programa teve a brilhante ideia de liberar a aguardadíssima próxima soundtrack nos mesmos moldes que a série era levada para as televisões de milhares de crianças do mundo. Até porque se na TV as crianças tinham Hannah Montana e Miley Stewart por que não incluir dois discos no próximo lançamento do programa contendo músicas não só da Hannah como também da Miley? Assim nasceu “Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus”, o disco que trazia 10 novas músicas da popstar adolescente mais famosa do mundo das telinhas com mais 10 músicas de sua prodígio intérprete. Convenhamos que comprar um e levar dois é uma ideia que a agrada qualquer um, não é mesmo? Você poderia a qualquer hora se cansar da loira e partir pra morena ou vice-e-versa (okay, não tive segundas intenções ao pensar nisso).


02. Here We Go Again31. HERE WE GO AGAIN – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Here We Go Again” e “Remember December”;

Não deixe de ouvir também: “U Got Nothin’ On Me”, “Got Dynamite”, “World Of Chances” e “Everything You’re Not”.

Não faz muito tempo que me aproveitei da ocasião para rasgar elogios a este álbum em uma publicação exclusiva de nossa Srtª Devonne (saiba do que estou falando clicando aqui), e não seria agora que perderia a chance de voltar a falar deste trabalho que tanto respeito. Eu sei que Demi não estava na melhor fase de sua vida quando da gravação e divulgação de “Here We Go Again”, seu 2º material de inéditas, mas isso não diminui a grande admiração que sinto por cada música aqui retratada. Por mais que os problemas alimentares e a automutilição tenham afetado em muito a voz da cantora durante 2009 e 2010 (procure pelas performances de “Remember December” realizadas nessa época), é realmente muito estimulante saber que uma iniciante no mundo da música possa desenvolver uma visão artística tão fascinante como a abordada nesta obra do pop clássico/retro-chic. É Demi dando o melhor de si em um disco que pouco chama a atenção de quem o ouve despercebidamente, mas muito berra pela busca de sua própria identidade.


03. Sparks Fly32. SPARKS FLY – MIRANDA COSGROVE

Gravadora: Columbia Records, 2010;

Singles: “Kissin U”;

Não deixe de ouvir também: “Shakespeare”, “Oh Oh”, “Brand New You” e “Adored”.

Como atriz devo dizer que Miranda Cosgrove nunca me chamou muito a atenção, mas tive uma surpresa gritante quando conheci seu trajeto pela carreira como cantora. Não que ela tenha os poderosos agudos de Ariana Grande ou o grave profundo de Miley Cyrus, mas é surpreendente o tão comercial a voz de Miranda pode soar entre a atual leva de cantoras que pouco inovam e muito se deixam levar pelo mainstream – sem saber exatamente o que estão fazendo. Naturalmente talentosa e agradável, Cosgrove soa como uma promessa de artista que tem muito a nos apresentar, desde que, é claro, que faça algumas escolhas sábias e bem pensadas. Engana-se você de achar que a morena não sabe o que está fazendo quando pega um microfone e sobe no palco ou corre pro estúdio de gravação pra trabalhar suas habilidades musicais: “Sparks Fly” acumula trabalhos co-escritos com gênios da indústria como Avril Lavigne (“Daydream”), Kesha (“Disgusting”) e Max Martin (“Oh Oh”). Cadê a senhorita trabalhando na voz e nesse próximo álbum, hein mulher? Como bem definiria a sempre sincera Narcisa Tamborindeguy: para de gravar série e lança música pros gays, PROS GAYS (me exaltei, desculpem)!!!


04. Harry Potter and the Philosopher's Stone Soundtrack33. HARRY POTTER AND THE PHILOSOPHER’S STONE (SOUNDTRACK) – JOHN WILLIAMS

Gravadora: Atlantic Records, 2001;

Singles: Não há;

Não deixe de ouvir também: “Harry’s Wondrous World”, “Christmas at Hogwarts“, “The Face of Voldemort” e “Hedwig’s Theme”.

Quando cheguei a considerar a entrada de uma trilha sonora de um grande clássico dos cinemas para este especial, pensei comigo “por que não?”, e sem hesitar, inclui “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (“Sorcerer’s Stone”, nos EUA) na categoria que melhor representasse minha adorada infância. Para vocês terem uma ideia, eu passei anos e anos da minha vida lendo as bíblias escritas pela mestra J.K. Rowling e, mais tarde, me deliciando com as suas adaptações cinematográficas sempre com o costumeiro frio na barriga de um primeiro encontro. Foram 8 longa-metragens que, cada um ao seu tempo, me tocaram com suas profundas soundtracks; todavia, devo lhes confessar que nenhuma marcou tanto como “A Pedra Filosofal”. Não sei como dizer, mas, é como se John Williams conseguisse capturar exatamente o que o livro tenta passar ao seu leitor de uma forma sobrenaturalmente mágica, digno do próprio mundo único criado por Rowling. É impossível ser um potterhead e não se emocionar com o trabalho desenvolvido por Williams nos 3 primeiros filmes da série, especialmente no 1º deles! Vem matar a saudade comigo.


05. Breakout34. BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly On The Wall”;

Não deixe de ouvir também: “Breakout”, “Girs Just Wanna Have Fun”, “Bottom Of The Ocean” e “Simple Song”.

Acho que ninguém por aqui deve saber, mas antes de escrever neste blog, eu já tive um outro no qual publicava notícias sobre a cultura pop diariamente. O nome? The Breakout. Claro que hoje em dia o título soa completamente descompassado e fora de mão para o jovem adulto de 22 anos que me tornei, mas, à época, foi de grande valia para o papel de adolescente reprimido que interpretei durante anos da minha vida. Voltando para 2015, olho para trás e vejo o quão importante e fundamental o 2º disco solo de Miley Cyrus foi na colaboração de quem eu me tornei hoje e do que eu considero bom ou não neste meio musical. Não mais um fã da ex-intérprete de Hannah Montana, é com muito orgulho que digo a vocês que eu me sinto agraciado por ter acompanhado a pequena Miley em sua era de ouro, quando os tempos eram outros e muita coisa ainda mantinha-se “diferente” dos rumos tomados atualmente. Num tempo que não volta mais, fica aqui a minha pequena homenagem para uma voz que por diversas vezes me guiou por momentos complicados em que não havia nada além de isolamento e uma densa neblina acinzentada. PS: como não fiz nenhuma observação musical acerca deste trabalho, me limitarei apenas em dizer que das 12 faixas brilhantes que o compõem, 2 são regravações de outros artistas: “Girls Just Want To Have Fun” da Cyndi Lauper e “Four Walls” de Cheyenne Kimball.


06. Fight or Flight35. FIGHT OR FLIGHT – EMILY OSMENT

Gravadora: Wind-Up Records, 2010;

Singles: “Let’s Be Friends” e “Lovesick”;

Não deixe de ouvir também: “Get Yer Yah Yah’s Out”, “Marisol”, “Double Talk” e “Gotta Believe In Something”.

Quem se surpreendeu com as batidas supereletrônicas que moveram o universo pop entre os anos de 2011 a 2013 pode não saber, mas “Fight Or Flight”, o debut album de Emily Osment, já trabalhava em cima dessa temática muito antes do eletropop se estabilizar como mainstream. Deixando de lado qualquer resquício da garota inocente que conhecemos no 1º extended play de Osment, “All The Right Wrongs”, “Fight Or Flight” segue dando continuidade à precoce carreira como musicista que Emily desenvolveu na reta final da série “Hannah Montana” – na qual interpretava a melhor amiga de Miley Stewart, Lilly Truscott. Desprendendo-se do rótulo de Disney girl recebido por todas as garotas que já trabalharam na fábrica do Mickey Mouse, o álbum chegou a receber grande divulgação aqui no Brasil, ocasião em que a cantora e atriz participou de programas como “Altas Horas” e “Programa da Eliana”. Deixando de lado toda a timidez e pressão que qualquer artista iniciante apresenta em suas primeiras performances ao vivo, a loira mostrou grande coragem ao não fazer uso do playback enquanto entoava algumas de suas músicas mais populares, como a animada “Let’s Be Friends”.


07. Don't Forget36. DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”;

Não deixe de ouvir também: “Trainwreck”, “Gonna Get Caught”, “Believe In Me” e “Back Around”.

Muito antes de estourar com “Give Your Heart a Break”, “Heart Attack” ou “Really Don’t Care”, assim como todo e qualquer artista, Demi Lovato precisou passar por uma fase probatória no início de sua carreira logo após estrelar “Camp Rock” – filme em que atuou ao lado dos Jonas Brothers. E para nossa sorte (ou não), “Don’t Forget”, nome do álbum que deu o pontapé inicial para a sua visibilidade como uma artista independente, foi e continua sendo um dos melhores trabalhos já desenvolvidos pela cantora. Totalmente despretensioso e naturalmente cativante, Demi acertou a mão enquanto gravava em estúdio o que seria o primeiro de muitos discos bem produzidos (mas talvez menos originais que este aqui). A sonoridade, é claro, não é tão madura como a trabalhada em “Here We Go Again” ou em grande parte do “Unbroken”, mas para quem curte as habilidades vocais de Lovato este álbum é uma ótima pedida. Talvez a maior vocalista de sua geração, “Don’t Forget” imortalizou a grande estreia de quem hoje é uma das mulheres mais comentadas no mundo das redes sociais – quem nunca usou a expressão “você não sabe pelo o que ela passou” que atire a primeira pedra.


08. Hannah Montana 337. HANNAH MONTANA 3 – HANNAH MONTANA

Gravadora: Walt Disney Records, 2009;

Singles: “Supergirl”;

Não deixe de ouvir também: “Let’s Do This”, “Just A Girl”, “Don’t Wanna Be Torn” e “Let’s Get Crazy”.

Não que Miley Cyrus seja uma artista desinteressante de se acompanhar em pleno 1º semestre de 2015, mas devo confessar a vocês o tão inimaginável é a saudade que eu sinto dos velhos tempos (okay, sei que isso já tá ficando chato). Ainda vivendo sob o controle daqueles que a fizeram uma estrela internacional, 2009 foi provavelmente um dos anos de maior esgotamento para a tão indomável usuária da peruca loira mais cobiçada do mundo televisivo. Para você ter uma ideia, num único ano Cyrus teve de se preparar para a promoção e divulgação da 3ª temporada de Hannah Montana, para a estreia de “Hannah Montana: O Filme” e ainda de encabeçar a liberação de seu 1º EP como Miley Cyrus, o “The Time Of Our Lives” (que trouxe o hit esmagador “Party In The U.S.A.”). E mesmo não demonstrando muito contentamento com os rumos que sua vida seguia, Miley foi capaz de nos presentear com o que seria a trilha sonora mais coesa (de todas as 4 liberadas) da série que estrelou por tanto tempo. Sendo equilibrada ora por uma faixa mais alto astral, ora por uma faixa mais intimista – provavelmente uma tentativa de capturar dois públicos diferentes -, os vocais da cantora nunca estiveram tão fortes e poderosos em toda sua lista discográfica. Duvida? Então confere essas apresentações super intimistas de “Just a Girl” e “Mixed Up”.


09. Kiss & Tell38. KISS & TELL – SELENA GOMEZ & THE SCENE

Gravadora: Hollywood Records, 2009;

Singles: “Tell Me Something I Don’t Know”, “Falling Down” e “Naturally”;

Não deixe de ouvir também: “Kiss & Tell”, “More”, “As A Blonde” e “I Don’t Miss You At All”.

Eu realmente não consigo entender a perseguição que as pessoas gostam de liderar contra Selena Gomez – e se engana quem acredita que isso começou há pouco tempo. Desde que me entendo por gente, musicalmente falando (e quando digo isso me refiro de 2007 adiante), sempre existiu uma certa pré-disposição de taxar a cantora como “sem talento” e demais terminologias que dispensarei meus leitores de lerem aqui no blog. Obviamente, quando falamos de Selena Gomez não estamos nos referindo a alguém que esteja no patamar vocal de Celine Dion ou Whitney Houston em seus melhores dias, mas isso não é justificativa para desmerecer o talento nato que Gomez possui desde sua estreia musical com “Kiss & Tell” e a banda The Scene. Exemplo disso, ao meu ver, foi a música escolhida para 3º single do álbum, “Naturally”, denominada pela “Billboard” como “um suculento, instantâneo e memorável gancho vocal”. Seguindo a linha de Avril Lavigne em “The Best Damn Thing” e Kelly Clarkson em “Breakaway” em seu primeiro disco na Selena Gomez & The Scene, Selena nos prova a cada lançamento musical que não é “apenas mais uma” em meio a tantos artistas que muito dizem e pouco produzem nesse confuso atual mercado fonográfico.


10. Right Where You Want Me39. RIGHT WHERE YOU WANT ME – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2006;

Singles: “Right Where You Want Me” e “Just So You Know”;

Não deixe de ouvir também: “Anybody”, “Just Go”, “Daddy’s Little Girl” e “Gone”.

Depois de encantar milhares de garotas pelo mundo inteiro com as maravilhosas “Beautiful Soul” e “She’s No You” (músicas retiradas de seu 1º álbum de estúdio), foi com este disco que Jesse McCartney resolveu fazer o comeback do hiato de 2 anos tirado dos estúdios de gravação para divulgação do seu debut album. Não muito diferente do pop produzido no disco anterior, o que diferencia o primeiro álbum do “Right Where You Want Me” é que este, diferente do outro, não apresenta um ponto fraco sequer. Muito bem amarrado, cada faixa de “Want Me” se encaixa na temática tentada por JMac de amadurecimento da própria imagem sem cair na perigosa armadilha da mesmice. Em outras palavras: este é aquele álbum que você vai ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa por achá-la desinteressante demais. Compondo 14 das 15 faixas, este é outro ponto visível em sua carreira que definitivamente foi fundamental para moldar a figura de príncipe encantado perdido na Idade Contemporânea que somente foi reutilizada anos mais tarde pelos meninos do Jonas Brothers (e talvez também pela banda abaixo enumerada).


11. Midnight Memories40. MIDNIGHT MEMORIES – ONE DIRECTION

Gravadora: Columbia Records, 2013;

Singles: “Best Song Ever”, “Story Of My Life”, “Midnight Memories” e “You And I”;

Não deixe de ouvir também: “Diana”, “Strong”, “Right Now” e “Something Great”.

Confesso que, assim como metade de toda a população da Terra, eu também tive por muito tempo uma ideia pré-concebida a respeito dos meninos do One Direction, me recusando esporadicamente a ouvir suas músicas ou assistir seus clipes. Todavia, foi somente depois de dar uma chance para “Midnight Memories” que resolvi abrir um pouco a minha mente e tentar entender o que era esse fenômeno que movia a vida de 11 a cada 10 garotas que se enquadram na faixa etária dos 15 anos. Não há como negar que as músicas de Harry Styles, Liam Payne, Niall Horan e Louis Tomlinson (sdds Zayn Malik) têm certa tendência para seguir um estilo musical mais infantilizado, contudo, em “Memories” isso claramente foi amenizado em relação aos discos posteriores. Nesse sentido surge “You And I”, poderosa balada entoada pelos meninos e que nos dá uma ideia de como seria um álbum da banda a ser lançado daqui 10 anos. Assim como os Beatles dominaram o coração de milhões de pessoas há tantas décadas passadas, o One Direction faz isso em tempos atuais. Não que o 1D seja tão grandioso como Paul McCartney, John Lennon e seus amigos multipopulares, mas, o que há de errado em se cultuar uma boa boyband em pleno século XXI?


O próximo bloco, URBAN CONCEITUAL, já começou a ser trabalhado e, SÉRIO, você PRECISA ver o que eu tenho planejado pra ele. Aguarde as cenas dos próximos capítulos…